A 3ª REVOLUÇÃO ENERGÉTICA E A CONTRIBUIÇÃO DO BRASIL (Publicado na RBS Magazine ED. 24)

Fernando Alcoforado*

AbstractThe purpose of this article is to emphasize the imperative need of the 3rd Energy Revolution in the world aiming to reduce greenhouse gas emissions and, consequently, to avoid the catastrophic global climate change, as well as to present Brazil’s contribution in this regard.Ouvir

ResumoO objetivo deste artigo é enfatizar a necessidade imperiosa da 3ª Revolução Energética no mundo visando reduzir as emissões de gases de efeito estufa e, consequentemente, evitar a catastrófica mudança climática global, bem como apresentar a contribuição do Brasil neste sentido.

KeywordsBases of the 3rd Energy Revolution in the world. The 3rd Energy Revolution in Brazil.

Palavras chaveBases da 3ª Revolução Energética no mundo. A 3ª Revolução Energética no Brasil.

  1. Bases da 3ª Revolução Energética no mundo

Na segunda metade do século XVIII, ocorreu na Inglaterra a 1ª revolução energética no mundo com o uso do carvão em substituição à madeira até então amplamente utilizada. A 1ª revolução energética ocorreu simultaneamente com o advento da 1ª Revolução Industrial. Dotado de um poder calorífico bem superior aos dos combustíveis até então utilizados, o carvão proporcionava energia bem maior para o mesmo volume, além de ser mais fácil e econômica para transportá-lo. O desenvolvimento das minas de carvão e a invenção da máquina a vapor deram nascimento na Europa e no Ocidente a uma nova economia.

A máquina a vapor aciona as máquinas nas fábricas, as locomotivas nas primeiras ferrovias e os navios que substituem as embarcações movidas a vela. As pessoas, as mercadorias, os capitais e as ideias passam a circular a uma velocidade até então desconhecida. Rapidamente um novo ambiente de descortina com o surgimento das primeiras metrópoles e de mudanças na organização social. A 1ª revolução energética ficou circunscrita à Europa, inicialmente na Grã-Bretanha e, em seguida, no continente europeu e, depois, nos Estados Unidos no início do século XX.

A 2ª revolução energética, que coincidiu com 2ª Revolução Industrial, ocorreu com o advento do petróleo e da eletricidade. A utilização do petróleo como fonte de energia no mundo teve seu início nos Estados Unidos com a exploração do primeiro poço em 1901 no Texas. Da mesma forma que a máquina a vapor foi determinante para o advento do carvão como fonte de energia, o motor a explosão interna exerceu o mesmo papel com o advento do petróleo. A descoberta de um vetor energético como a eletricidade e a invenção das máquinas elétricas no século XIX, juntamente com a introdução dos veículos automotores, lançaram as bases para a introdução da moderna sociedade de consumo, caracterizada por uma intensidade energética nunca vista na história da humanidade.

De uma forma ou de outra, todas as atividades humanas sobre a Terra provocaram alterações no meio ambiente em que vivemos. Muitos destes impactos ambientais são provenientes da geração, manuseio e uso da energia que é responsável por 57% da emissão de gases do efeito estufa na atmosfera conforme está indicada no Quadro 1 a seguir:

Quadro 1 – Principais causas do efeito-estufa na atmosfera

Fatores causadores do efeito estufa – Contribuição (%)

Uso e produção de energia 57

Cloro Flúor Carbono 17

Práticas agrícolas 14

Desmatamento 9

Outras atividades industriais 3

Fonte: LASHOF, D. A., & TIRPAK, D. A., 1990.

A expressiva contribuição do uso e da produção de energia na emissão dos gases do efeito estufa pode ser constatada com a elevada participação em 2015 na matriz energética mundial das fontes não renováveis de energia (petróleo, carvão, gás natural e nuclear) que correspondeu, aproximadamente, a 86% da matriz energética mundial, cabendo apenas 14% às fontes renováveis, enquanto, no Brasil, a participação das fontes não renováveis de energia correspondeu a 56% e as fontes renováveis a 44% da matriz energética brasileira, de acordo com dados da EPE – Empresa de Pesquisa Energética, órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia.

Esta enorme dependência de fontes não renováveis de energia tem acarretado, além da preocupação permanente com o esgotamento destas fontes, a emissão de grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera que em 1973 foi de 16,2 bilhões de toneladas anuais e em 1998 foi da ordem de 23 bilhões de toneladas, aproximadamente o dobro da quantidade emitida em 1965 (ALCOFORADO, 2015). Se as projeções de suprimento de energia da Agência Internacional de Energia (AIE) forem confirmadas, o valor das emissões de carbono deverá aumentar alcançando 58 bilhões de toneladas anuais de CO2 em 2020 se nada for feito (VEJA, 2011). Como consequência da utilização de combustíveis fósseis ((petróleo, carvão e gás natural) no uso e produção de energia, o teor de dióxido de carbono na atmosfera tem aumentado progressivamente, levando muitos especialistas a acreditarem que o aumento da temperatura média da biosfera terrestre, que vem sendo observado há algumas décadas, ocorra devido ao “Efeito Estufa” provocado por este acréscimo de CO2 e de outros gases na atmosfera.

Se não houver redução imediata na emissão de gases de efeito estufa os meios de adaptação que venham a ser utilizados não serão suficientes e a vida no planeta ficará ameaçada. As mudanças climáticas não deixarão nenhuma parte do globo terrestre intacta. Caso não haja redução das mudanças climáticas, os cientistas preveem impactos severos e irreversíveis para a humanidade e para os ecossistemas. Meios de vida serão interrompidos por tempestades, por inundações decorrentes do aumento do nível do mar que pode submergir muitas ilhas, países e cidades litorâneas e por períodos de seca e calor extremo em todo o mundo. Eventos climáticos extremos podem levar à desagregação das redes de infraestrutura e serviços. Há risco de insegurança alimentar, de falta de água, de perda de produção agrícola e de meios de renda, particularmente em populações mais pobres.

O Brasil e o mundo estão diante de um desafio que é o de não permitir um aquecimento global no século XXI superior a dois graus centígrados. Para evitar um aquecimento do planeta superior a 2º C, seria preciso impedir que as concentrações de dióxido de carbono alcancem os 58 bilhões de toneladas anuais previstos para 2020 e estabilizá-las em 44 bilhões de toneladas sem a qual o mundo se defrontaria até o final do século XXI com uma mudança climática catastrófica que pode ameaçar a sobrevivência da humanidade. Reduzir as emissões de gases do efeito estufa é um desafio gigantesco. Basta considerar que a Agência Internacional de Energia (AIE), ao projetar as tendências recentes, faz previsão de aumento de 50% da demanda energética até 2030, com a continuada dependência dos combustíveis fósseis, se nada for feito. A Agência Internacional de Energia (AIE) advertiu que “o mundo se encaminhará para um futuro energético insustentável” se os governos não adotarem “medidas urgentes” para otimizar os recursos disponíveis (VEJA, 2011).

Para evitar a mudança climática catastrófica, é preciso que, entre outras medidas, seja levada avante no mundo a 3ª revolução energética que deveria contemplar a adoção de soluções que contribuam para eliminar ou mitigar as causas do efeito estufa, isto é, com a eliminação ou redução do consumo de combustíveis fósseis na produção de energia, nos transportes, na indústria, na agropecuária e nas cidades (residências e comércio) com sua substituição por fontes renováveis de energia e o aumento da eficiência energética, haja vista o uso e a produção de energia serem responsáveis por 57% dos gases de estufa emitidos pela atividade humana. A 3ª revolução energética resultará da implantação de um sistema de energia sustentável em escala planetária.

A 3ª revolução energética significa, fundamentalmente, maximizar a produção mundial de energia renovável e minimizar o de fontes não renováveis de energia que são essenciais para se obter um sistema de energia sustentável no futuro. Isto requererá o uso da biomassa e da energia hidroelétrica, das energias solar, eólica, geotérmica e das marés em todo o mundo. Essa transição histórica de energias só ocorrerá com mudanças fundamentais na política energética da grande maioria dos países. Um sistema de energia sustentável somente será possível, também, se a eficiência energética for muito aperfeiçoada.

  1. A 3ª Revolução Energética no Brasil 

Para otimizar os recursos energéticos disponíveis no Brasil, é preciso realizar uma revolução energética que contribua para a redução das fontes de energia responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa, como é o caso do carvão, petróleo e gás natural com o uso de fontes renováveis de energia (solar, eólica e biomassa) e com a adoção, também, de medidas de eficiência energética

 2.1- A revolução energética no setor elétrico do Brasil

 O setor elétrico no Brasil utiliza 18,3% de fontes não renováveis de energia (carvão, derivados de petróleo, gás natural e nuclear) na geração de eletricidade, enquanto utiliza 81,7% de fontes renováveis de energia (solar, eólica, geotérmica, maré, biomassa e hidráulica). A otimização dos recursos do setor elétrico, exigiria a adoção de medidas propostas pelo Greenpeace baseadas no Cenário da Revolução Energética 2050 que considera que 88% da eletricidade produzida no Brasil seriam provenientes de fontes renováveis de energia (GREENPEACE, 2010). A geração prevista de eletricidade seria de 1077 TWh/ano e haveria uma economia de energia de 413 TWh/ano através de medidas de eficiência energética. O pacote da Revolução Energética proposto pelo Greenpeace exclui a geração de eletricidade a partir de óleo combustível, diesel, carvão e, também, nuclear. Esta proposta está apresentada no Quadro 2 a seguir:

Quadro 2- Geração total: 1077 TWh/ano; Eficiência energética: 413 TWh/ano

Fonte de energia %

Hidrelétricas 38

Gás natural 12

Biomassa e resíduos 26

Eólica 20

Nuclear 0

Diesel e Óleo combustível 0

Carvão 0

Painéis fotovoltaicos 4

Total 100

Fonte: Greenpeace, 2010.

 

2.2- A revolução energética nos setores de petróleo, carvão, gás natural e nuclear do Brasil

A participação das fontes não renováveis de energia (petróleo e derivados, carvão, gás natural, nuclear e outras não renováveis) na matriz energética brasileira correspondeu em 2015 a 56% do total e as fontes renováveis (hidráulica, derivados de cana, lenha e carvão vegetal e outras renováveis) a 44% do total. Para os setores de carvão, petróleo, gás natural e nuclear, deveriam ser adotadas todas as soluções que levem à redução de seu consumo com sua substituição por fontes renováveis de energia. Neste sentido, é preciso efetuar a: 1) substituição da gasolina pelo etanol e do diesel pelo biodiesel em curto prazo no setor de transporte; 2) substituição da gasolina e do diesel pelo hidrogênio a médio e longo prazo no setor de transporte; 3) substituição do óleo combustível pelo gás natural e biomassa na indústria; 4) substituição do carvão mineral pelo gás natural na indústria; 5) substituição do óleo diesel pela biomassa e gás natural na geração de energia; 6) substituição do GLP pelo gás natural no setor residencial e de serviços; e, 7) utilização da energia solar e eólica em substituição à energia nuclear e termelétrica convencional que usa carvão e derivados de petróleo. O uso do gás natural como substituto do carvão mineral e derivados de petróleo se deve ao fato de ser o menos poluente dos combustíveis fósseis.

Adicionalmente, é imprescindível a adoção de políticas energéticas no Brasil visando a execução de programas que contribuam para redução do consumo de petróleo através de medidas de economia de energia. Estas políticas são as seguintes: 1) produzir vapor e eletricidade na indústria com o uso de sistemas de cogeração; 2) incentivar as montadoras de automóveis e caminhões no sentido de elevar a eficiência dos veículos automotores para economizar energia; 3) expandir os sistemas ferroviários e hidroviários para o transporte de carga em substituição aos caminhões; 4) expandir o sistema de transporte coletivo, sobretudo o transporte de massa de alta capacidade como o metrô ou VLT para reduzir o uso de automóveis nas cidades; 5) restringir o uso de automóveis nos centros e em outras áreas das cidades; 6) incentivar a fabricação de carros elétricos; e, 7) fabricar máquinas e equipamentos de maior eficiência para economizar energia.

BIBLIOGRAFIA

ALCOFORADO, Energia no Mundo e no Brasil. Curitiba: Editora CRV, 2015.

EPE. Matriz Energética e Elétrica. Disponível no website <http://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/matriz-energetica-e-eletrica>.

LASHOF, D. A., & TIRPAK, D. A. Policy Options for Stabilizing Global Climate. New York: Hemisphere Publishing, 1990.

GREENPEACE. [R]evolução energética. Disponível no website < http://greenpeace.org.br/revolucao/&gt;.

_____________. [R]evolução energética- A caminho do desenvolvimento limpo. Disponível no website <http://www.greenpeace.org/brasil/Global/brasil/report/2010/11/revolucaoenergeticadeslimpo.PDF>, 2010.

_____________. Investimento em energias renováveis pode gerar economia de US$ 180 bilhões por ano. Disponível no website < http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/investimento-em-energias-renov/>, 2007.

VEJA. AIE: mundo se encaminha para futuro energético insustentável. Disponível no website <https://veja.abril.com.br/economia/aie-diz-que-mundo-se-encaminha-para-futuro-energetico-insustentavel/>, 2011.

* Fernando Alcoforado, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, ex- Secretário do Planejamento de Salvador (1986/1987) e ex-Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016) e A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017).

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Author: falcoforado

FERNANDO ANTONIO GONÇALVES ALCOFORADO, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022), How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023) e A revolução da educação necessária ao Brasil na era contemporânea (Editora CRV, Curitiba, 2023).

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