A AMEAÇA DE NOVA E DEVASTADORA CRISE ECONÔMICA MUNDIAL

Fernando Alcoforado*

A economia mundial se defronta com dois gigantescos problemas: 1) Guerra comercial que ameaça detonar nova crise global; e, 2) Bomba da dívida mundial que ameaça explodir. Tudo isto faz com que os riscos para a economia mundial e para a economia brasileira, em particular, se tornem cada vez mais elevados.

  1. Guerra comercial ameaça detonar nova crise global

A guerra comercial em curso é mais um sintoma de desequilíbrios crescentes no sistema capitalista mundial após a profunda crise econômica de 2008. Como reação ao declínio relativo dos Estados Unidos nas últimas décadas, o governo Donald Trump aciona uma série de políticas que solapam os pilares do atual sistema internacional de Estados. A ruptura e revisão de tratados de livre comércio, a rejeição ao Acordo do Clima de Paris, o enfrentamento com aliados tradicionais no âmbito militar e econômico e políticas agressivas para conter o crescente poderio da China e o fortalecimento da Rússia são algumas das demonstrações da linha adotada pelo governo norte-americano como reação ao declínio relativo dos Estados Unidos.

A escalada da guerra comercial pode precipitar uma crise global de enormes proporções. Após impor taxações na ordem de 100 bilhões de dólares em importações pelo mundo e ameaçar a China com novas tarifas de US$ 200 bilhões, Donald Trump mantém a ofensiva comercial, provocando a ira até mesmo de tradicionais aliados. Os Estados Unidos recorreram à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra China, União Europeia, Canadá, México e Turquia, alegando que tarifas desses países, no valor de US$ 67 bilhões, anunciadas em retaliação às taxações norte-americanas, ferem tratados internacionais de comércio. A China fez o mesmo acionando a OMC contra as tarifas dos Estados Unidos.

Os desdobramentos da guerra comercial são imprevisíveis. O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou em relatório que a guerra comercial ameaça solapar o crescimento econômico mundial e afeta a confiança de investidores. Segundo o FMI, o custo da guerra comercial pode chegar a 430 bilhões de dólares até 2020. Os Estados Unidos – a maior superpotência econômica e militar global – mostra suas garras buscando recuperar o terreno perdido. O objetivo principal é reafirmar a supremacia dos Estados Unidos e evitar que novos e velhos rivais ocupem espaços econômicos e geopolíticos. Com choques entre as grandes potências se intensificando, o cenário geopolítico se torna cada vez mais ameaçador.

  1. Bomba da dívida mundial ameaça explodir

O artigo de David Fernández Bomba da dívida mundial ameaça explodir publicado no jornal El País, disponível no website <https://brasil.elpais.com/brasil/2018/06/08/economia/1528478931_493457.html>, informa que um nível de endividamento jamais visto desde a Segunda Guerra Mundial ameaça inocular o veneno da próxima crise. David Fernández afirma que “estamos sentados em uma montanha de dívida pública e privada. A fatura total chega a 164 trilhões de dólares, quantia equivalente a 225% do PIB mundial. Viver a crédito foi a saída natural da crise financeira. Os empréstimos permitiram cobrir os desequilíbrios das contas públicas e reanimar o crescimento”. Ele acrescenta que “um nível de endividamento jamais visto desde a 2ª Guerra Mundial é uma bomba-relógio que pode explodir a qualquer momento”.

David Fernández relata no artigo citado acima que o FMI adverte em seu último monitor fiscal que “altos níveis de endividamento e altos déficits públicos são motivo de preocupação”, que “a China é o país que mais contribuiu para o aumento de volume na última década. Mas não é o único. A dívida das economias desenvolvidas representa 105% do PIB, em média. Para os países emergentes, a proporção já é de 50%, uma fronteira superada pela última vez na década de 1980, o que causou uma grave crise em muitos dos países. Mais de um terço das economias avançadas, por exemplo, devem pelo menos o equivalente a 85% do tamanho de sua economia, três vezes mais do que em 2000. Nos países avançados, o endividamento se assemelha ao da Segunda Guerra Mundial. Um dos riscos é a velocidade com que a dívida tem crescido especialmente nos países emergentes. É necessário adicionar à alta dívida pública a situação delicada do endividamento privado, que dobrou em uma década e já chega a 120% do PIB mundial”.

As atenções começam a se voltar para a dívida dos Estados Unidos, a maior economia do mundo. O aumento dos gastos em 150 bilhões de dólares − 0,7% do PIB − por ano durante os próximos dois anos e a redução de impostos aprovada pelo governo Trump levarão o déficit orçamentário dos Estados Unidos para mais de 1 trilhão de dólares, mais de 5% do PIB. Essa situação e também as maiores necessidades de financiamento farão com que a proporção da dívida em relação ao PIB seja de 117% em 2023, segundo cálculos do FMI. Para os especialistas, os problemas do endividamento nos Estados Unidos hoje em dia são semelhantes aos de 2007 e podem levar a uma crise econômica global.

Os analistas da Moody´s Analytics avisaram que o endividamento crescente das organizações não financeiras, bem como o aumento dos títulos de dívida empresarial de maior risco financeiro levará a uma nova crise financeira nos Estados Unidos e, depois, em todo mundo. Segundo analistas, hoje em dia o volume total da dívida de alto risco já atingiu 2,7 trilhões de dólares. O economista principal da Moody’s Analytics, Mark Zandi, sublinha que a situação atual é semelhante à de 2007, quando o colapso dos empréstimos hipotecários de alto risco (subprime) levou à crise econômica global. A ameaça mais séria para o ciclo atual é a concessão de créditos às empresas não financeiras com elevado nível de endividamento […] Há que ter em atenção que o volume total dos empréstimos hipotecários de alto risco foi cerca de três trilhões de dólares quando atingiu seu auge antes da crise financeira de 2008. No início de julho, os analistas do Bank of America declararam que o mundo pode enfrentar nova crise econômica profunda, semelhante à do fim da década de 1990. Em junho, o Banco Mundial, por sua vez, avisou que uma crise global pode acontecer depois de 2019 (SPUTNIK BRASIL, Estamos à beira de nova crise global? EUA preparam ‘ bomba financeira’ em todo o mundo. Disponivel no website <https://br.sputniknews.com/economia/2018082912078262-eua-crise-financeiro-global-dolar-petroleo/>, 2018).

No artigo sob o título FMI: dívida bate recordes e ameaça a economia mundial postado no website  <https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2018/04/18/interna_internacional,952563/fmi-divida-bate-recordes-e-ameaca-a-economia-mundial.shtml> consta a informação de que “o mundo se encontra 12% mais endividado que durante o recorde precedente, em 2009”, lamenta o FMI, que atribui o aumento sobretudo à China, que representa 47% do crescimento da dívida desde 2007. “Um endividamento e déficit importantes reduzem as capacidades dos governos de responder com políticas orçamentárias que reforcem a economia em caso de recessão”, destacou o FMI. Os países emergentes podem ser as primeiras vítimas. Caso os Estados Unidos aumentem de maneira mais rápida que o previsto as taxas de juros, os países emergentes sofreriam as consequências.

  1. Efeitos da crise global sobre o Brasil

O ponto negativo da guerra comercial é que essas tensões podem desacelerar o crescimento global, o que poderia prejudicar países emergentes como o Brasil, tanto em termos de exportações, quanto em relação ao crescimento do investimento estrangeiro direto. O Brasil pode ser atingido de várias formas: 1) uma deterioração mais geral do cenário poderia enfraquecer o Real aumentando a inflação; 2) se os Estados Unidos começarem a impor tarifas amplas sobre alguns bens específicos; e, 3) se a guerra comercial fizer a economia chinesa desacelerar fazendo com que os preços das commodities que o Brasil exporta diminuam. No pior cenário, o de uma guerra comercial envolvendo todos os países do mundo, as tarifas médias aplicadas às exportações brasileiras poderiam passar dos atuais 5% para 32%, segundo vários analistas.

A guerra comercial tende a provocar turbulência nos mercados globais, estimulando fuga de capitais do Brasil, além de diminuir tanto a demanda como os preços dos principais artigos de exportação brasileiros, como minério e grãos. Em suma, a já enfraquecida economia brasileira sofrerá ainda mais com a guerra comercial, sobretudo  entre Estados Unidos e China. Os impactos negativos da guerra comercial e da dívida mundial sobre o conjunto da economia brasileira são inevitáveis pelo fato de o Brasil ter um sistema econômico extremamente fragilizado pela crise que eclodiu em 2014 e, também, por ter adotado desde 1990 o modelo econômico neoliberal que fez com que ele se tornasse mais vulnerável aos impactos de crises econômicas globais.

O que se pode fazer evitar a guerra comercial e a explosão da dívida mundial? No plano internacional, só haveria uma solução para fazer frente a estes dois problemas que é a constituição de uma governança mundial através da qual seria realizada a coordenação entre as políticas econômicas nacionais visando a geração de um crescimento econômico maior e sustentado. Com uma governança mundial seria possível fazer a economia mundial crescer e atenuar a escalada crescente da dívida mundial. Para o Brasil enfrentar a ameaça de uma nova e devastadora crise econômica mundial seria necessário superar a crise recessiva atual do País e, também, reduzir a vulnerabilidade do País ao impacto das crises externas.

No Brasil, lamentavelmente, o governo não tem uma estratégia de desenvolvimento nem muito menos uma estratégia para neutralizar as ameaças externas à sua economia. O ambiente econômico atual é bastante desfavorável com o mercado interno em franco declínio, as taxas de juros e a carga tributária são extorsivas, a acumulação de capital é baixa cuja taxa de investimento é insuficiente para o país crescer a taxas elevadas e a dependência externa de capital é elevadíssima, o progresso técnico e a organização da produção nos setores primário, secundário e terciário não contribuem para o aumento da produtividade e da competitividade do País, a industrialização vem sofrendo retrocesso desde 1985 quando representou cerca de 30% do PIB e hoje corresponde a 10% do PIB e o mercado interno sofreu uma violenta retração a partir de 2014 agravada ainda mais com a política recessiva do governo Michel Temer.

Para superar a crise recessiva atual do País, o governo brasileiro precisaria solucionar o problema das contas públicas que contemplaria, de um lado, o aumento da arrecadação pública com a: 1) taxação das grandes fortunas com patrimônio superior a 1 bilhão de reais  que poderia render aproximadamente 100 bilhões de reais por ano; e, 2) aumento do imposto sobre os bancos cujos lucros têm sido estratosféricos e, de outro, diminuir os gastos do governo com a: 1) redução drástica do número de ministérios e órgãos públicos e dos dispêndios em todos os níveis do governo; e,  2) redução drástica da taxa de juros básica da economia (Selic) para diminuir o tamanho da dívida pública e os encargos com o pagamento dos juros e a amortização da dívida pública.

Para fazer o Brasil voltar a crescer economicamente, o governo brasileiro deveria executar, de imediato, um amplo programa de obras públicas de infraestrutura (energia, transporte, habitação, saneamento básico, etc) para elevar os níveis de emprego e renda da população e, em consequência, promover a expansão do consumo das famílias resultante do aumento da massa salarial e a renda das empresas com os investimentos em obras públicas. Além do programa de obras públicas, o governo brasileiro deveria desenvolver um amplo programa de exportações, sobretudo do agronegócio e do setor mineral, a redução drástica das taxas de juros bancárias para incentivar o consumo das famílias e o investimento pelas empresas, a redução da carga tributária com o congelamento dos altos salários do setor público, o corte de mordomias e de órgãos da administração pública e a queda dos encargos com o pagamento de juros e amortização da dívida pública a ser renegociada com os credores da dívida pública. O governo brasileiro deveria, também, reverter o processo de desindustrialização que se registra no Brasil desde a década de 1980 promovendo a industrialização em setores estratégicos para o desenvolvimento do País.

Adicionalmente, o governo brasileiro deveria adotar medidas para reduzir a vulnerabilidade externa do Brasil. O controle de capitais é a peça mais importante para reduzir a vulnerabilidade externa do Brasil. O governo brasileiro deveria exigir que determinada porcentagem do investimento estrangeiro seja retida em reserva por determinado número de dias junto ao Banco Central para limitar a volatilidade dos fluxos de capitais. Este tipo de controle, denominado política “lock-in”, evitaria a saída repentina de capital. Vários países da Ásia adotaram medidas para disciplinar a entrada e a saída de capitais os quais obtiveram grande sucesso econômico e maior estabilidade do que os que aplicam o modelo neoliberal como o Brasil. Na China e na Índia, por exemplo, as transações de capitais dependem de autorização do governo. China e Índia, que nunca abandonaram o controle sobre os capitais, são hoje sinônimos de crescimento econômico continuado.

Lamentavelmente, as medidas acima descritas não estão sendo adotadas pelo governo Bolsonaro que insiste em manter o modelo econômico neoliberal, antinacional e antissocial, que infelicita o País desde 1990, que tende a agravar ainda mais o desastre econômico que o Brasil enfrenta desde 2014. Ao invés de fortalecer a capacidade de intervenção do governo federal na economia, o governo Bolsonaro o enfraquece com a privatização de empresas estatais, entre as quais a Petrobras e a Eletrobras. Com a política neoliberal do governo Bolsonaro, o Brasil não retomará o crescimento econômico necessário para fazer frente ao desemprego em massa existente, não evitará a elevação da divida pública interna, além de ficar crescentemente vulnerável aos efeitos da guerra comercial e às consequências da explosão da dívida mundial. Isto significa dizer que, lamentavelmente, o atual governo não está preparando o Brasil para enfrentar a ameaça de uma nova e devastadora crise econômica mundial.

*Fernando Alcoforado, 79, detentor da Medalha do Mérito do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017) e Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Bahiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria).

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Author: falcoforado

FERNANDO ANTONIO GONÇALVES ALCOFORADO, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022), How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023) e A revolução da educação necessária ao Brasil na era contemporânea (Editora CRV, Curitiba, 2023).

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