COMO REDUZIR E PARALISAR A ESCALADA DE CONTAMINAÇÃO E DE MORTES PELO NOVO CORONAVIRUS NO BRASIL

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo apresentar o que e como fazer para reduzir e paralisar o avanço do novo Coronavirus no Brasil que contabilizou 10.627 mortes com 155.939 casos confirmados até o dia 10/05/2020  e  730 óbitos nas últimas 24 horas.  Está demonstrado por estes números que as políticas adotadas até o momento pelos governos federal, estaduais e municipais do Brasil são insuficientes para conter o avanço do novo Coronavirus e que medidas mais efetivas precisam ser operacionalizadas com urgência para reduzir o número de contaminados e de mortos pelo vírus sem as quais poderão ocorrer mais de 1 milhão de mortes pelo novo Coronavirus no Brasil.

Relatório do Imperial College de Londres sobre o novo Novo Coronavirus no Brasil, elaborado por Thomas A Mellan, Henrique H Hoeltgebaum, Swapnil Mishra e outros, tem como título “Report 21: Estimating covid-19 cases and reproduction number in Brazil” . Neste relatório, há a informação de que o Brasil é um epicentro da covid-19 na América Latina onde os estados mais afetados correspondem a São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Amazonas que respondem por 81% das mortes relatadas até o momento. No Brasil, o número de infecções continua crescendo com o registro de quase o dobro de mortes por covid-19 do que a China e mais de 100.000 casos confirmados.

Este relatório prevê que, no pior cenário, se ninguém ficar em quarentena e se os testes não forem multiplicados, haveria até 188 milhões de contaminados (o equivalente a 88% de toda a população brasileira) e 1,1 milhão de mortos. Mais de 6,2 milhões de pessoas passariam pelos hospitais do País por causa do coronavírus colapsando o sistema de saúde. Em cenário de quarentena apenas para os idosos, o número de mortes variaria entre 322 mil e 530 mil, a depender da taxa de transmissão e as medidas de saúde pública. No melhor cenário calculado com 75% de toda a população em quarentena, com testes para todos os pacientes com suspeita, o número de mortes pela covid-19 no país não passaria de 44,3 mil. Nestas condições, no pico da pandemia, haveria demanda para 72 mil leitos ao mesmo tempo. Portanto, com o melhor cenário de quarentena para 75% de toda a população pode salvar até 1 milhão  de pessoas no Brasil, calcula o Imperial College.

Neste relatório do Imperial College há a informação de que as intervenções empregadas no Brasil no combate ao covid-19 até o momento são insuficientes porque estão aquém dos bloqueios generalizados e obrigatórios implementados em partes da Ásia e da Europa que provaram ser altamente eficazes para conter a disseminação do vírus. Informa, também, que os resultados do estudo sobre o Brasil mostram que até agora as mudanças na mobilidade adotadas não foram rigorosas o suficiente. É previsto o crescimento contínuo da epidemia em todo o Brasil e o aumento no número associado de casos e mortes, a menos que outras ações mais vigorosas sejam adotadas. Há a sugestão da necessidade do rompimento da cadeia de transmissão do vírus como essencial para controlá-lo e impedir seu crescimento exponencial. O estudo conclui que “a rápida adoção de medidas comprovadas de saúde pública, incluindo testes, isolamento de casos e maior distanciamento social” são essenciais para conter o impacto da pandemia. É isso que “achataria” a curva de contaminados, o que diminuiria a sobrecarga nos hospitais e por consequência reduziria a proporção de mortos por semana — uma das variáveis calculadas pelo Imperial College.

Após bater o recorde do aumento diário de mortes (610 novos óbitos) e casos do novo Coronavírus (9.888 casos da doença)  nesta semana, o Brasil soma 9.146 mortes e 135.106 infectados pela covid-19. Diante desta situação, o lockdown, isto é, o confinamento ou fechamento total como método mais radical imposto por governos para que as pessoas cumpram o período de distanciamento social, começa a se espalhar pelo país, chegando a 18 cidades de cinco estados. Primeiro estado do Sudeste a decretar o regime mais rígido de isolamento, Rio de Janeiro anunciou, ontem, a medida em Niterói e em Bangu. Salvador decretou o lockdown em alguns bairros da cidade. A maioria dos estados que já decretaram lockdown faz parte da lista de 12 unidades federativas que ultrapassam os 100 óbitos pela doença. No grupo, estão São Paulo (3.206), Rio de Janeiro (1.394), Ceará (903), Pernambuco (845), Amazonas (806), Pará (410), Maranhão (305), Bahia (165), Espírito Santo (155), Minas Gerais (106), Paraná (104) e Paraíba (101). Juntos, esses estados somam 8,5 mil mortes, ou seja, 92% dos óbitos no Brasil.

Considerando o relatório do Imperial College, que afirma que as ações adotadas até o presente momento no Brasil não foram rigorosas o suficiente para conter a disseminação do novo Novo Coronavirus, não há outra solução para impedir a propagação do virus que poderá atingir catastroficamente toda a população com seus efeitos mortíferos com mais de 1 milhão de mortes a não ser com o rompimento de sua cadeia de transmissão.  Este rompimento da cadeia de transmissão do vírus teria que ser radical como o adotado pela China, que ao adotar o lockdown com o isolamento de Wuhan (epicentro do vírus) do resto do país, teve sucesso no controle da disseminação do novo Coronavirus pelo restante do país. No Brasil, não há outro caminho senão adotar o lockdown das cidades e regiões mais afetadas por tempo indeterminado. Em cada cidade e região mais afetadas pelo novo Coronavirus e isoladas do resto do estado e do país deveriam ser adotados testes em massa nos mesmos moldes do adotado na China para identificar quem deveria ficar em quarentena e quem deveria ser liberado para a convivência social. Deveria haver rígido controle na circulação de pessoas na entrada e saída das cidades e regiões em lockdown com a realização de testes para verificar se estão ou não contaminadas pelo novo Coronavirus. Esta seria uma das medidas para evitar o colapso das atividades econômicas eliminando o conflito entre a necessidade de evitar a propagação do vírus com o colapso do sistema de saúde e a retomada da atividade econômica.

As cidades e regiões em lockdown só deveriam ser liberados gradativamente da mesma forma como ocorreu na China com a população usando máscara facial, sendo submetida a constantes medições de temperatura, além de ser controlada por meio de um código QR (Quick Response code) de saúde municipal que funciona como passaporte de imunidade. Em diversas cidades chinesas, há um QR para cada habitante, informando sua condição de saúde com base tanto em declarações próprias quanto em dados de que o governo dispõe. Assim, os cidadãos recebem códigos marcados em verde, amarelo ou vermelho. Somente os residentes com código verde podem circular livremente pela cidade. Os portadores de códigos amarelos e vermelhos devem manter a quarentena e se registrar diariamente numa plataforma de internet para prestar informações, até obterem o código verde.

Além dessas medidas que devem ser adotadas por estados e municípios, deveria ser distribuída renda pelo governo federal para as populações, sobretudo as vulneráveis, para evitar que, por necessidade de sobrevivência, elas sejam obrigadas a sair de suas residências para trabalharem em escritórios ou nas ruas. Em outras palavras, o governo federal deveria pagar as pessoas para não saírem às ruas para não contaminarem ou serem contaminadas pelo vírus. Medidas deveriam ser adotadas, também, pelo governo federal para ajudar as empresas, especialmente as micro, pequena e média empresas, para sobreviverem neste momento de queda em suas receitas, bem como aos estados e municípios para evitarem sua insolvência devido à queda na arrecadação de impostos. Só o governo federal tem capacidade de colocar em prática essas medidas.

Para essas medidas serem bem sucedidas e resultarem no sucesso do combate ao novo Coronavirus no Brasil, urge a ação coordenadora do governo federal. A condição indispensável para o Brasil vencer a guerra contra o novo Coronavirus é o governo em todos os níveis e a população estarem unidos contra o inimigo comum. Lamentavelmente, no Brasil, esta situação não existe porque o Presidente da República Jair Bolsonaro está contra o isolamento social da população desrespeitando sistematicamente todas as medidas restritivas à aglomeração de pessoas sob o pretexto de que é preciso salvar, também, a economia brasileira da debacle. Em sua ação comprometedora da luta contra o novo Coronavirus, Bolsonaro afirma que as pessoas devem voltar ao trabalho. O fato de Bolsonaro assumir esta atitude está incentivando um grande número de pessoas a deixarem o isolamento em que se encontram e voltarem para a rua como já está ocorrendo em várias cidades do Brasil contribuindo para a elevação do número de contaminados e mortos pelo novo Coronavirus. O fim do isolamento social de muita gente está relacionada, também com o fato de precisarem trabalhar para sobreviver haja vista que o governo Bolsonaro não oferece às pessoas e empresas as condições necessárias à sua sobrevivência.

Além de atuar no sentido de destruir o esforço de governadores e prefeitos para combater o novo Coronavirus, o governo Bolsonaro não age com a urgência necessária no plano econômico com a liberação dos recursos financeiros que dispõe aprovados pelo Congresso Nacional para ajudar as populações vulneráveis a combater a fome, as empresas em geral para não serem levadas à falência e os estados e prefeituras municipais para evitarem sua insolvência. O Brasil precisa urgentemente de alinhamento estratégico do governo federal com os estados e municípios nas ações de saúde com as de natureza econômica para combater o novo Coronavirus. Esta é mais uma das razões pelas quais é necessário o afastamento de Jair Bolsonaro da Presidência da República com sua substituição pelo vice-presidente Hamilton Mourão que, além de ser mais qualificado para desempenhar o papel de comandante geral no combate ao novo Coronavirus por ser general de Exército, teria mais condições de unir a nação contra o inimigo comum. As lideranças políticas de todos os partidos precisam atuar o mais rapidamente possível para afastar Bolsonaro do poder para evitar a catástrofe que se vislumbra com o avanço do número de contaminados e mortos pelo novo Coronavirus no Brasil.

No artigo “How and when will this pandemic end? (Como e quando essa pandemia terminará?), publicado no website <https://www.weforum.org/agenda/2020/04/how-and-when-will-this-pandemic-end-we-asked-a-virologist/>, o virologista belga Guido Vanham, ex-chefe de virologia do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica respondeu que, provavelmente, nunca terminará, no sentido de que este vírus está claramente aqui para permanecer, a menos que o erradiquemos. E a única maneira de erradicar esse vírus seria com uma vacina muito eficaz para ser entregue a todo ser humano. Fizemos isso com a varíola, mas esse é o único exemplo – e isso levou muitos anos. Portanto, provavelmente ficará. Pertence a uma família de vírus que conhecemos – os coronavírus – e uma das perguntas agora é se ele se comportará como os outros vírus.

Portanto, a vacina é a única arma que temos de usar para erradicar o novo Coranavirus. Ao longo da história, as vacinas ajudaram a reduzir expressivamente a incidência de gripe, catapora ou varicela, caxumba, dengue, febre amarela, hepatite, rubéola, sarampo, varíola, herpes simples, raiva, pólio, sarampo e tétano, entre várias outras doenças. Hoje, as vacinas são consideradas o tratamento com melhor custo-benefício em saúde pública. A realidade agora é que o mundo precisa de uma vacina contra o novo Coronavírus que causa a covid-19. Provavelmente, ela não estará pronta nos próximos meses. Talvez isso só ocorra daqui a 12 ou 18 meses. Mais de 90 vacinas estão sendo desenvolvidas contra a covid-19 por equipes de pesquisa em empresas e universidades de todo o mundo. Os pesquisadores estão testando diferentes tecnologias, algumas das quais nunca foram usadas em uma vacina licenciada antes. Pelo menos seis grupos já começaram a injetar formulações em voluntários em testes de segurança; outros começaram a testar em animais.

É através da vacina que se obtem racionalmente o que se denomina “imunidade de rebanho”, isto é a imunização do virus de toda a população. A outra forma de obter a “imunidade de rebanho’ é permitir que toda a população seja infectada pelo virus. Esta era a ideia desenvolvida por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, quanto Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, que cogitavam apenas cruzar os braços enquanto a população de seus respectivos países fosse infectada pelo novo Coronavirus. Esta ideia posta em prática inicialmente e abandonada, mais tarde, partia da premissa de que só deveriam ser protegidos os mais vulneráveis. Esta foi a proposta defendida por Bolsonaro para ser aplicada no Brasil.

A ideia era criar o que eles entenderam que seria a “imunidade de rebanho, ou seja, quanto maior o número de infectados pela covid-19, mais pessoas se tornariam resistente ao vírus devido à memória imunológica adquirida. Assim, chegaria um momento em que o patógeno pararia de se disseminar por falta de hospedeiros suscetíveis. O problema desse raciocínio é que o novo Coronavírus é um agente infeccioso novo e não se sabe quantas pessoas ele é capaz de infectar e matar caso nenhuma medida seja adotada. Se for deixada  muita gente ser infectada em um curto período, os sistemas de saúde não darão conta dos casos que se agravarão. Além disso, a imunidade de rebanho só é realizada de forma racional obtendo ótimos resultados quando é feita de forma controlada, utilizando vacinas.

Pelo exposto, pode-se afirmar que sem o isolamento total ou lockdown de cidades e regiões afetadas pelo novo Coronavirus, sem a ajuda efetiva do governo federal às populações, especialmente às mais vulneráveis, às empresas, especialmente, micro, pequena e média empresas, e aos estados e municípios e sem a ação coordenadora do governo federal no combate ao inimigo comum, não haverá sucesso na guerra contra o vírus. Sem a adoção dessas medidas, o Brasil será submetido ao maior desastre humanitário de sua história.  Além disso, essas medidas se tornam imprescindíveis porque na ausência de uma vacina que realize a imunização da população contra o novo Coronavirus o desastre humanitário que se vislumbra se transformará no assassinato coletivo da população brasileira cuja responsabilidade maior será do governo Bolsonaro se nada for feito para evitá-lo. Para evitar o previsível desastre humanitário que se vislumbra no Brasil, é preciso realizar o afastamento de Jair Bolsonaro da Presidência da República com sua substituição pelo vice-presidente Hamilton Mourão que, além de ser mais qualificado para desempenhar o papel de comandante geral no combate ao novo Coronavirus por ser general de Exército, teria mais condições de unir a nação contra o inimigo comum.

REFERÊNCIA

CANN, A. J. Principles of Molecular Virology. 4. ed. Massachusetts: Elsevier Academic Press, 2005.

CARTER, J.; SAUNDERS, V. Virology: Principles and Applications. Chichester: Wiley, 2007.

MAHY, B. W. J. Dictionary of Virology. 3. ed. London: Academic Press, 2001.

IMPERIAL COLLEGE. Report 21: Estimating COVID-19 cases and reproduction number in Brazil. Disponível no website <https://www.imperial.ac.uk/media/imperial-college/medicine/mrc-gida/2020-05-08-COVID19-Report-21.pdf>.

PASTERNAK, Natalia e ALMEIDA, Luiz Gustavo de.  Coronavírus: quase todo mundo tem que pegar para a pandemia passar? Disponível no website <https://saude.abril.com.br/blog/cientistas-explicam/coronavirus-quase-todo-mundo-tem-que-pegar-para-a-pandemia-passar/>.

PIFFERO, Luiza. Em busca da “imunização de rebanho”: o contra-ataque da ciência diante do coronavírus. Disponível no website < https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2020/04/em-busca-da-imunizacao-de-rebanho-o-contra-ataque-da-ciencia-diante-do-coronavirus-ck8u9z90e01pv01qw6vod7kx9.html>.

RIBEIRO, Krukemberghe Divino Kirk da Fonseca. Vírus. Brasil Escola. Disponível no website <https://brasilescola.uol.com.br/biologia/virus.htm&gt;.

* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

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Author: falcoforado

FERNANDO ANTONIO GONÇALVES ALCOFORADO, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022), How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023) e A revolução da educação necessária ao Brasil na era contemporânea (Editora CRV, Curitiba, 2023).

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