DOS ANTIGOS IMPÉRIOS AO IMPÉRIO GLOBAL CONTEMPORÂNEO

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo apresentar a trajetória dos impérios e dos imperialismos ao longo da história da humanidade que evoluíram se transformando no imperialismo unificado ou império global na era contemporânea. Os antigos impérios foram impulsionados pelos Estados imperiais existentes na Antiguidade até o século XIX que foram sucedidos pelos imperialismos impulsionados pelos Estados nacionais desde o século XIX até a segunda metade do século XX quando surgiu o imperialismo unificado ou império global a partir de 1975.  Os antigos impérios surgiram na Antiguidade como o do Egito Antigo (3200 a.C. a 2300 a.C.), o da Grécia (1100 a.C. a 146 a.C.), o Macedônico (359 a.C. a 323 a.C.), o Império Romano (27 a.C. a 476 d.C.), o Império Mongol (1209 d.C. a 1368 d.C.) e o Império Qing na China (1644 d.C. a 1912 d.C.). Na Idade Média, surgiram o Império Bizantino (330 d.C. a 1453 d.C.), o Árabe Islâmico (entre os séculos VII e XIII), o Russo ou Czarista (1547 d.C. a 1917 d.C.), o Espanhol (1492 d.C. a 1975 d.C.), o Português (1415 d.C. a 1999 d.C.), o Britânico (1583 d.C. a 1997 d.C.) e o Holandês (desde 1602 d.C.). Entre a primeira metade do século XIX e a primeira metade do século XX, surgiram os imperialismos francês, alemão, belga e italiano que juntamente com o imperialismo britânico atuaram na conquista de colônias na Ásia, África e América Latina.  

Os antigos impérios que existiram na Antiguidade e na Idade Média atendiam os interesses de cada Estado imperial visando sua expansão e domínio territorial, cultural e econômico sobre os povos dominados. Em geral, os impérios tinham como objetivo dominar e explorar os recursos minerais e naturais da região conquistada, cobrar taxas e impostos da população colonial, divulgar e implantar a cultura ou religião do país colonizador em áreas colonizadas. Em geral, os imperialismos tinham os mesmos objetivos dos antigos impérios, além do propósito de transformar as colônias em mercados para seus produtos. A obtenção de novos mercados consumidores é apontado por Eric Hobsbawm [1] como o grande fator que empurrou as nações imperialistas industrializadas a partir do século XIX para a ocupação de novos territórios. Segundo Hobsbawm, naquela época, acreditava-se que a superprodução de mercadorias existente seria solucionado por meio da obtenção de novos mercados consumidores. Assim, a ocupação de novos territórios era vista como a solução para garantir o desenvolvimento de suas próprias economias. A partir do século XIX, o imperialismo também pode ser chamado de neocolonialismo, pois foi um novo processo de colonização da África, Ásia e |Oceania, como continuidade do colonialismo adotado anteriormente pelos impérios espanhol, português e britânico nas Américas, na África e na Ásia.  

O Imperialismo foi responsável pela formação de gigantescos impérios ultramarinos. O historiador Eric Hobsbawm aponta que durante o ciclo neocolonialista, cerca de 25% das terras do planeta foram ocupadas por alguma potência imperialista [1]. Inglaterra aumentou seu território em 10 milhões de km2, a  França em 9 milhões de km2, Alemanha em 2,5 milhões de km2 e Bélgica e Itália em cerca de 2 milhões de km2. Os antigos impérios que existiram desde a Antiguidade até o século XIX e os imperialismos que existiram desde o século XIX até metade do século XX mudaram totalmente a organização do mapa da Terra porque destruíram as organizações sociais existentes nos territórios ocupados e suas populações foram vítimas de genocídio e escravizadas ou colocadas sobre uma cruel exploração de seu trabalho. Um dos lugares mais afetados pelos imperialismos a partir do século XIX foi o continente africano em consequência da violência da administração colonial dos europeus sobre as populações nativas, sobretudo no  Congo Belga, cuja administração colonial belga foi responsável pela morte de 10 milhões de pessoas, a exploração intensa da população africana que legou à África uma pobreza severa e, também, a criação de nações artificiais que contribuiu para sua instabilidade política após conquistarem sua independência. O legado mais negativo dos imperialismos foi o da Alemanha que desencadeou a 1ª e a 2ª Guerra Mundial das quais resultaram 100 milhões de mortos, disseminou a ideologia assassina nazifascista e comandou o maior genocídio da história especialmente contra os judeus.    

Após a 2ª Guerra Mundial, ocorreu a descolonização quando vários países coloniais conquistaram sua independência em relação aos países imperialistas e surgiu o imperialismo norte-americano que atuou visando sua expansão e domínio territorial, cultural e econômico em todo o mundo cooptando governos e classes dominantes locais e, em casos extremos, intervindo militarmente para assegurar seus interesses. De todos os imperialismos surgidos até hoje ao longo da história, os imperialismos alemão, britânico, francês e norte-americano foram os que cometeram os maiores crimes contra a Humanidade — das guerras interimperialistas como a 1ª e 2ª Guerra Mundial às chamadas guerras limitadas como a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã e o patrocínio dos regimes de terror como as ditaduras militares implantadas através de golpes de estado na América Latina nas décadas de 1960 e 1970, inclusive no Brasil. Com o apoio de governos locais subordinados a seus interesses, o governo dos Estados Unidos e seus aliados patrocinaram todos os possíveis atos de terrorismo de Estado, que inclui prisões e detenções ilegais, torturas, assassinatos, entre outras ações. Milhares de pessoas na Ásia, África e América Latina sofreram com esses atos de terrorismo de Estado. O governo dos Estados Unidos e seus aliados desencadearam cinco guerras de agressão em larga escala — as do Iraque, da Iugoslávia, do Afeganistão, da Líbia e da Síria — e neste processo lucraram com espólios, como os recursos petrolíferos, enquanto os povos destes países sofreram terrivelmente com o terror imperialista em todas essas guerras de agressão. Os alvos mais recentes dos Estados Unidos e seus aliados foram a tentativa de derrubada dos regimes de Assad na Síria e a dos aiatolás no Irã contando com o apoio de Israel. Os Estados Unidos e os demais países imperialistas são responsáveis pela ruína econômica e social dos países periféricos do mundo.

Após a 2ª Guerra Mundial, a União Soviética, que exerceu papel fundamental na derrota do nazi-fascismo, se constituiu em contraponto ao poder dos Estados Unidos ao constituir o sistema de países socialistas do leste europeu e apoiar as lutas anti-imperialistas pelo socialismo e de libertação nacional em todo o mundo. Este confronto entre União Soviética e Estados Unidos recebeu a denominação de Guerra Fria porque ambos combatiam indiretamente um ao outro. Neste período da Guerra Fria, os países imperialistas se uniram no plano militar para enfrentar a União Soviética e seus aliados com a constituição da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em 1949 sob a liderança dos Estados Unidos. Por sua vez, a União Soviética constituiu uma aliança militar com os países socialistas criando o Pacto de Varsóvia. A aliança militar contra a União Soviética foi o primeiro passo dado pelos países imperialistas rumo à construção de um imperialismo unificado ou império global. O segundo passo rumo à construção de um imperialismo unificado ou império global ocorreu quando todos os países imperialistas e seus aliados chegaram à conclusão que era necessário integrar os mercados globais e a economia mundial como estratégia capaz de promover o crescimento econômico e o aumento dos lucros globais do capitalismo desencadeando o processo de globalização contemporânea a partir da década de 1990. O terceiro passo rumo à construção de um imperialismo unificado ou império global ocorreu a partir de 1990 com o fim da União Soviética e do sistema socialista do leste europeu, fato este que potencializou ainda mais o processo de globalização contemporânea com a incorporação ao capitalismo dos mercados da Rússia e dos países que integravam o sistema socialista do leste europeu.

A partir de 1990 todos os países do planeta com raras exceções aderiram ao processo de globalização da economia com a abertura dos mercados dos países do mundo.  Os fluxos de investimentos de capital dos países imperialistas circularam por todo o planeta especialmente naqueles países onde havia baixos custos de mão de obra e governos dispostos a colaborar com o avanço do processo de globalização. A China, por exemplo, se tornou atrativa para o investidor estrangeiro porque, além de ter um mercado gigantesco, passou a ter uma completa cadeia produtiva industrial, uma capacidade científica e tecnológica, um sistema de logística bastante desenvolvido e abundantes recursos humanos de baixo custo, sendo um dos países que mais se beneficiaram com a globalização contemporânea. O imperialismo unificado ou império global passou a existir a partir de 1975 quando se articulou através do G7, que é o grupo dos países mais industrializados do mundo, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido com participação, também, da União Europeia. Organizações como FMI, Banco Mundial, OMC (Organização Mundial do Comércio) e OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) atuam articuladamente com os países integrantes do G7 visando a consecução dos objetivos do imperialismo unificado ou império global. Esta articulação ficou bastante clara quando o imperialismo unificado ou império global decidiu recentemente penalizar a Rússia com drásticas sanções econômicas e seus magnatas com o confisco de seus bens nos países ocidentais devido a invasão da Ucrânia pela Rússia.  

Pelo exposto, o imperialismo unificado ou império global busca fazer com que os governantes dos países sejam obedientes a seus ditames. Isto significa dizer que os países que não obedecerem os ditames do imperialismo unificado global sofrerão as mesmas consequências enfrentadas pela Rússia atualmente.  Este fato deixa evidenciado que o imperialismo unificado ou império global representa uma ameaça concreta contra a soberania de todos os países do mundo porque se trata de um poder mundial único, sem fronteiras, acima de qualquer potência capitalista que impôs uma nova ordem global que está vigorando na era contemporânea. No passado, quando os imperialismos eram nacionais havia competição entre eles pela conquista de colônias, dos mercados e do poder mundial. Hoje, os imperialismos nacionais se uniram constituindo um império mundial. No passado, a luta de libertação nacional dos países dominados era contra o imperialismo (alemão, francês, britânico ou norte-americano) que os dominavam. Na atualidade, a luta de libertação nacional se tornou mais desigual porque todos os países imperialistas se juntaram compondo o imperialismo unificado ou império global. Diante deste fato não há outra alternativa para os países que desejam se libertar da dominação imperialista senão a de lutarem contra o imperialismo unificado ou império global pela criação de um novo sistema internacional que deveria funcionar com base em um Contrato Social Planetário (Constituição mundial), um governo democrático mundial, um parlamento e uma corte suprema mundial capazes de se antepor ao império global. O governo mundial seria eleito pelo Parlamento mundial cujos membros seriam eleitos democraticamente pela população de seus países. Os melhores juristas do mundo seriam escolhidos pelo Parlamento mundial para compor a Corte Suprema por prazo determinado.

O Contrato Social Planetário deveria ser elaborado por uma Assembleia Mundial Constituinte a ser convocada pela Assembleia Geral da ONU com a participação de representantes eleitos por todos os países do mundo. O Contrato Social Planetário deveria estabelecer as bases das relações internacionais a serem colocadas em prática contemplando a existência de um Governo mundial cujo presidente seria eleito com mais de 50% de votos do Parlamento mundial a ser, também, constituído. Para assegurar a prática democrática e a governabilidade no planeta Terra, o poder mundial deveria ser exercido pelo Parlamento mundial que, além de eleger o Presidente do Governo mundial, deveria elaborar e aprovar as leis internacionais baseadas no Contrato Social Planetário. O Parlamento mundial deveria ser composto por um número determinado e igual de representantes de cada país eleitos democraticamente para este fim. O Presidente do Governo mundial só exercerá o comando do governo mundial enquanto contar com o apoio da maioria do parlamento Se, por maioria do parlamento, houver  a necessidade de substituição do Presidente do Governo mundial isto deve ser feito.

O Governo mundial deve contar com uma estrutura organizacional que seja capaz de lidar com as relações internacionais, a questão militar, a economia global, o meio ambiente global, a educação, a saúde, a infraestutura, a ciência e tecnologia, entre outras, para dialogar com o Parlamento mundial e os países integrantes do sistema internacional. Os parlamentares deveriam eleger a mesa diretora do Parlamento mundial que contaria com estrutura organizacional apropriada. A Corte Suprema Mundial deveria ser composta por juristas de alto nivel do mundo escolhido pelo Parlamento mundial que atuariam por tempo determinado os quais deveriam eleger o Presidente da Corte para cumprir um mandato por tempo determinado. À luz do Contrato Social Planetário, a Corte Suprema Mundial deveria julgar os casos que envolvam litigios entre paises, os crimes contra a humanidade e contra a natureza praticados por Estados nacionais e por governantes, julgar conflitos que existam entre o governo mundial e o partamento mundial  e atuar como guardiã do  Contrato Social Planetário. O Governo mundial não terá Forças Armadas próprias devendo contar com o respaldo de Forças Armadas dos países que seriam convocadas quando necessário. 

Portanto, com esta sistemática o governo mundial buscaria atender os interesses de todos os países do planeta e o parlamento mundial legislaria por meio de um processo democrático com a participação de todos os países do mundo. Não haveria a necessidade de uma estrutura militar ligada ao governo mundial para atuar como policial do mundo porque o Presidente do governo mundial usaria as Forças Armadas de determinados países que seriam convocadas quando necessário. O novo estado de direito internacional seria executado pelos três poderes constituidos: Governo mundial, Parlamento mundial e Corte Suprema mundial. O poder mundial repousaria no Governo mundial, no Parlamento mundial e na Corte Suprema mundial. O poder mundial não corromperia nem seria corrompido porque haveria a vigilância de  todos os poderes constituídos. Governo mundial, Parlamento mundial e Corte Suprema mundial atuariam como freios e contrapesos visando a eficiência e eficácia do sistema internacional.

REFERÊNCIA

[1]HOBSBAWM, Eric. A Era dos Impérios 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.

* Fernando Alcoforado, 82, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação e da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) e A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).

LA VÉRITABLE GENÈSE DE LA RENAISSANCE, DE LA RÉVOLUTION SCIENTIFIQUE ET DE LA DÉCOUVERTE DE L’AMÉRIQUE

Fernando Alcoforado*

Cet article vise à présenter la thèse de Gavin Menzies lors de la publication de son livre 1434 selon laquelle la Chine a commencé la Renaissance avec des arguments solides. Selon Gavin Menzies, la genèse de la Renaissance et de la Révolution scientifique du XIVe au XVIIIe siècle en Europe et la découverte de l’Amérique en 1492 par les Européens se sont produites grâce à l’apport de l’Empire du Milieu, la Chine. Gavin Menzies décrit un aspect particulièrement inique de l’eurocentrisme consistant à s’approprier les avancées scientifiques de l’Est et beaucoup d’entre eux les considèrent comme leur propre réussite, ainsi que de ne pas reconnaître que les Chinois ont découvert l’Amérique avant Christophe Colomb. Menzies montre qu’il y a eu une expropriation des avancées scientifiques de l’Est par l’Europe occidentale et imposée au reste du monde, ce qui se reflète dans l’opinion fausse et répandue parmi les intellectuels et historiens occidentaux selon laquelle l’une des institutions clés des temps modernes, comme science, a été inventé en Europe. En réalité, la science a été une invention des Arabes musulmans et chinois et appropriée par les Européens. Cela signifie que l’histoire de l’humanité doit être réécrite.

Il est connu de tous que la Renaissance qui a émergé en Italie au XIVe siècle et a duré jusqu’au XVIIe siècle dans toute l’Europe et la Révolution scientifique qui a commencé au XVIe siècle et a duré jusqu’au XVIIIe siècle ont été deux moments importants de l’histoire de l’humanité parce qu’ils signifiaient la naissance d’une nouvelle ère diamétralement opposée au Moyen Âge ou à l’Âge des ténèbres, qui était une époque culturellement dominée par l’Église catholique, qui restreignait le développement des arts et des sciences, les empêchant de s’épanouir librement. La découverte de l’Amérique par les Espagnols et les Portugais a été impulsée par la Révolution commerciale au Moyen Âge, qui a été une période de grande expansion économique en Europe qui a duré du XIIe au XVIIIe siècle et par la construction de nouveaux types de navires et la amélioration de la cartographie et des instruments comme la boussole.

La Renaissance a inauguré l’ère moderne. D’une manière générale, on peut dire que la Renaissance a opéré un immense renouveau dans les domaines les plus variés du savoir et a produit des artistes, des penseurs et des savants dont les œuvres ont influencé toute la production intellectuelle des siècles suivants. Le développement de la Renaissance n’était pas homogène dans toutes les régions. Elle a varié d’un endroit à l’autre, mais sa plus grande splendeur a eu lieu en Italie, notamment dans la ville de Florence, mais aussi dans la région des Flandres et en Allemagne. En général, ce sont des lieux où le commerce a donné naissance à une bourgeoisie aisée, disposée à financer la production artistique et intellectuelle de l’époque. La Renaissance a marqué une période unique et sans précédent dans l’histoire des sciences car elle est considérée comme un moment critique ou un tournant dans l’histoire européenne avec la naissance de la science moderne, l’avènement de la modernité, l’épanouissement de l’art et de l’architecture modernes et le début du capitalisme.

Avec la Renaissance sont apparus des courants de pensée qui prônaient l’utilisation d’un sens critique plus profond, ainsi qu’une plus grande attention aux besoins humains. La science est devenue plus acceptée, a gagné de l’espace et a supprimé les influences mystiques sur les pensées au Moyen Âge. La révolution scientifique a été l’un des événements les plus importants de l’ère moderne. La révolution scientifique a rendu les connaissances plus structurées et plus pratiques. Cette période marque une rupture avec les pratiques du Moyen Âge, l’Age des ténèbres, une phase où l’Église catholique dicte le savoir selon des préceptes religieux. Les mathématiques décrivaient des vérités scientifiques et la physique expliquait les phénomènes de la nature qui étaient autrefois considérés comme des phénomènes divins par l’Église catholique, et il fut prouvé que la Terre n’était pas le centre de l’Univers et qu’elle se déplaçait autour du Soleil.

La Révolution commerciale débute au XVe siècle sous l’effet de la Renaissance, de la Révolution scientifique, du développement commercial considérable de la seconde moitié du Moyen Âge et de la découverte du Nouveau Monde. A cette époque, la monnaie est devenue un facteur primordial de richesse car les transactions commerciales étaient monétisées. La production et l’échange cessèrent d’avoir un simple caractère de subsistance et commencèrent à desservir les marchés des villes. La Révolution commerciale a été le résultat des temps nouveaux vécus en Europe, à la suite du passage de la période médiévale à la période moderne, de l’expansion outre-mer et du mercantilisme, qui comprenait une série de mesures économiques et politiques, avec lesquelles les rois cherchaient à augmenter l’absolutisme de la monarchie et promouvoir la prospérité de l’État. Pendant la Révolution commerciale, l’axe commercial est transféré de la Méditerranée à l’Atlantique, brisant le monopole des villes italiennes dans le commerce avec l’Orient et initiant le mercantilisme.

La révolution commerciale a entraîné de profonds changements dans l’économie européenne. Les mutations de l’économie européenne ont été profondes et radicales, préparant l’avènement du capitalisme moderne. Les entreprises commerciales ont commencé à appliquer des techniques comptables et à adopter de nouvelles formes de commercialisation, telles que les lettres de crédit et de paiement. L’extraction de l’or et de l’argent atteint son apogée. À son tour, le monde commençait à s’intégrer économiquement. Le commerce a commencé à fonctionner à l’échelle mondiale, impliquant les continents connus de l’époque. Un nouveau concept économique a émergé qui a reçu le nom de mercantilisme, qui s’est accru avec l’émergence d’une nouvelle classe sociale, la bourgeoisie. L’expansion outre-mer a été stimulée par les grandes navigations qui ont ouvert la voie au processus de mondialisation et au changement des relations économiques dans le monde et à l’avènement du métalisme qui, dans la philosophie mercantiliste, a déterminé la richesse du pays en proportion de la quantité de métal précieux accumulée. La révolution commerciale a permis l’accumulation du capital nécessaire pour jeter les bases du capitalisme et de son développement, ce qui a abouti à la révolution industrielle au XVIIIe siècle.

La lecture du livre 1434 de Gavin Menzies, un ancien officier de marine britannique dans les années 1960, qui est sous-titré « L’année où une magnifique flotte chinoise a navigué vers l’Italie et a commencé la Renaissance », montre que tant la Renaissance combien la révolution scientifique et la découverte de Amérique ont été effectivement accomplis avec la contribution chinoise. Gavin Menzies a voyagé dans divers pays lorsqu’il a pris sa retraite et a fait des recherches sur la Chine et les expéditions maritimes entreprises par les Chinois dans le passé. Dans ce livre, outre la contribution de la Chine à la Renaissance, à la Révolution Scientifique et à la découverte de l’Amérique, on peut également vérifier le plagiat scientifique pratiqué en Europe par plusieurs scientifiques qui se sont appropriés les connaissances développées par les Chinois.

Gavin Menzies confirme ce qu’a fait Jack Goody dans son livre The Theft of History (Le vol de l’histoire), en décrivant un aspect particulièrement inique de l’eurocentrisme dans l’appropriation des avancées scientifiques de l’Orient et beaucoup d’entre eux les considérant comme leur propre réussite. Le vol de l’histoire, selon Goody, désigne l’acquisition ou l’expropriation de l’histoire par l’Occident, notamment par l’Europe occidentale, et imposée au reste du monde. Le vol de l’histoire ou le « vol » par l’Occident des réalisations d’autres cultures, selon Goody, se reflète dans l’opinion fausse et répandue parmi les intellectuels et les historiens occidentaux selon laquelle l’une des institutions clés des temps modernes, comme la science, a été inventé en Europe. Jack Goody et Gavin Menzies démontrent que la science a été inventée par les musulmans arabes et les chinois et appropriée par les européens.

Gavin Menzies enrichit la contribution de Jack Goody en présentant des preuves reliant les racines de la Renaissance européenne aux expéditions chinoises du XVe siècle. Sur la base d’années de recherche, Menzies démontre qu’une expédition chinoise en Italie en 1434 commandée par l’amiral Zheng He, dans laquelle se trouveraient des ambassadeurs officiels de l’empereur chinois Yongle, était chargée de transmettre une vaste collection de connaissances qui ont contribué à déclencher la Renaissance en L’Europe . Parmi cette collection de connaissances figurent l’art, la géographie (y compris les cartes du monde, qui ont été transmises à Christophe Colomb et Fernão de Magalhães), l’astronomie, les mathématiques, l’imprimerie, l’architecture, l’acier et les armes militaires. Menzies soutient qu’au début du XVe siècle, vers 1403, l’empereur chinois Yongle (troisième de la dynastie Ming) confia à Zheng He la mission d’exécuter le plus grand tour du monde qui ait été fait jusque-là.

Le but de l’expédition de Zheng He était d’aller “au bout du monde pour recueillir l’hommage des barbares dispersés à travers la mer”. Les historiens s’accordent à dire que la Chine a été plus avancée technologiquement que l’Europe pendant des siècles. La Chine s’est toujours considérée comme le centre du monde et les peuples non chinois étaient traités par eux comme des « barbares ». Les voyages de Zheng He ont eu lieu à une époque où la Chine s’ouvrait, dans le but de gagner allégeance aux « barbares » en leur transférant son savoir. Il devait former des navigateurs pour aller sur les océans tandis que, parallèlement, des centaines de navires aux dimensions sans précédent étaient construits par l’empire. Ce sont eux qui, dans les années suivantes, entreprirent six voyages autour de la planète, prenant contact avec différents peuples et atteignant des terres dont l’existence était inconnue. Menzies dit dans son livre 1434 que, lors des autres voyages de la même période, des amiraux dirigés par Zheng He ont également mis le pied dans ce qui est aujourd’hui l’Australie, 350 ans avant l’expédition britannique dirigée par le capitaine James Cook en avril 1770.

Le but de l’expédition de Zheng He était d’ordonner aux pays étrangers lointains de faire preuve de déférence et de soumission envers la Chine. Selon Menzies, pour instruire les pays étrangers, l’expédition de l’amiral Zheng He a transporté une encyclopédie Yongle Dadian achevée en 1421 composée de 11 095 livres et travaillée pendant de nombreuses années par 3 000 érudits chinois qui ont compilé tout l’apprentissage chinois des 2 000 années précédentes couvrant toutes les affaires de la planète. Menzies déclare que l’encyclopédie Yongle Dadian couvrait des sujets tels que la géographie et la cartographie, l’agriculture, le génie civil et militaire, la guerre, la santé et la médecine, la construction et l’urbanisme, l’acier et la sidérurgie, la cuisson et la peinture de la céramique, la biochimie, la greffe, la production d’alcool, production et tissage de soie, fabrication de poudre à canon, construction navale et cryptographie. On y trouve des chapitres qui donnent des conseils pratiques sur l’utilisation de la trigonométrie, pas moins de 95 traités mathématiques sont mentionnés, et la cryptanalyse qui est l’utilisation des mathématiques pour déchiffrer les codes.

Dans l’encyclopédie Yongle Dadian, il existe des méthodes de calcul de l’aire des cercles et des volumes de sphères, cônes, pyramides, cubes, cylindres et le principe d’extraction des racines carrées. Même le triangle de Pascal était inclus dans l’encyclopédie Yongle Dadian des siècles avant que Pascal n’existe. L’encyclopédie Yongle Dadian présente des connaissances en mathématiques chinoises, ainsi que des outils d’arpentage pour calculer les superficies des rizières, le volume d’eau nécessaire pour inonder ces cultures et, à partir de là, la taille et la proportion de son débit pour remplir les digues. Il a également fourni des méthodes pour construire des canaux et calculer la force des vannes nécessaires. Yongle Dadian détaille la construction de mortiers, de bazookas, de canons, de missiles propulsés par fusée, de lance-flammes et de toutes sortes de bombes à poudre. Menzies affirme que cette vaste encyclopédie était un effort pour rassembler en un seul endroit, à la flotte de Zheng He, les connaissances chinoises acquises dans tous les domaines au cours de milliers d’années.

Selon Menzies, toutes les connaissances chinoises portées à l’attention des dirigeants et des personnalités en Italie auraient donné lieu à l’inventivité qui a eu lieu pendant la Renaissance et la Révolution scientifique, y compris le génie de Da Vinci, Copernic, Galilée et bien d’autres qui eu accès aux connaissances chinoises. Pour parvenir à ses conclusions, Gavin Menzies a effectué des recherches dans plusieurs bibliothèques du monde entier, en plus d’obtenir des preuves archéologiques qui ont permis de prouver que la Renaissance européenne et la découverte de l’Amérique n’ont été possibles que grâce à l’expédition menée en Italie par les Chinois l’amiral Zheng He où le savoir chinois s’est répandu. Parmi les connaissances transmises par les Chinois, Gavin Menzies cite les cartes marines qui furent utilisées par Christophe Colomb et d’autres explorateurs portugais en route vers le Nouveau Monde.

Gavin Menzies a vérifié le plagiat scientifique pratiqué par plusieurs personnages tels que Léonard de Vinci, considéré comme l’un des plus grands génies de l’humanité, sinon le plus grand, qui impressionne le monde à ce jour avec ses dessins d’inventions et de machines fantastiques de près de 500 ans il y a qu’il aurait plagié avec ses dessins copiés d’originaux chinois par d’autres Italiens et perfectionnés par lui, dont le plus grand mérite était vraiment que Léonard de Vinci était un bon illustrateur. En comparant les dessins de Léonard de Vinci avec le manuel chinois Nung Shu, Gavin Menzies vérifie que chaque élément d’une machine, magnifiquement conçu par lui, avait auparavant été illustré par les Chinois dans ce manuel beaucoup plus simple. Bref, Gavin Menzies affirme que l’essentiel de l’œuvre de Léonard de Vinci reposait sur une vaste base d’œuvres précédemment créées par les Chinois.

Gavin Menzies a constaté que les conceptions mécaniques des moulins à farine et des rouleaux, des moulins à eau et des scieries, des chariots élévateurs, des machines pour transporter des poids, toutes sortes de bobines et de grues, des chariots mécanisés, des pompes, des dispositifs de levage d’eau et des dragues par Léonard de Vinci étaient des avancées et des améliorations du Trattado di architetura civile e militare de Francesco di Giorgio, qu’il a copié du chinois. Les règles de perspective de Léonard pour la peinture et la sculpture trouvent leur origine dans le De pictura et le De statua d’Alberti qu’il a copiés des Chinois. Son parachute était basé sur celui de Di Giorgio. L’hélicoptère a été modelé d’après un jouet chinois exporté vers l’Italie vers 1440 et conçu par Taccola. Les illustrations en trois dimensions de Da Vinci des composants des hommes et des machines sont une contribution unique et brillante à la civilisation, tout comme ses sublimes sculptures et peintures.

Gavin Menzies dit qu’il est temps de reconnaître les contributions chinoises aux œuvres de Da Vinci, Francesco di Giorgio, Alberti et Taccola que, sans elles, l’histoire de la Renaissance aurait été très différente et Léonard de Vinci n’aurait probablement pas développé toute sa créativité. Les recherches de Menzies l’ont amené à la conclusion que les mathématiciens Taccola, Francesco di Giorgio et Alberti avaient copié des Chinois sur les mathématiques, l’arpentage, la perspective cartographique et la cryptographie, par le mathématicien allemand Regiomontano avait copié des Chinois sur la trigonométrie sphérique, et Toscanelli et Nicolas de Cusa sur l’astronomie. Menzies a affirmé qu’il semblait que tout ce que Taccola, Di Giorgio, Regiomaontano, Alberti et Léonard de Vinci avaient « inventé » était déjà dans les livres chinois.

Gavin Menzies note que l’invention de l’imprimerie est attribuée à Gutenberg même si l’impression à bloc ou mobile a été inventée en Chine en 1051. L’héliocentrisme proposé par Copernic en opposition à la thèse de Ptolémée selon laquelle la Terre était le centre de l’Univers a été calqué sur Regiomontano qui, par en à son tour, il a copié de l’ouvrage Guo Shoujing contenu dans l’encyclopédie Yongle Dadian. Les lois de Kepler résultent de l’amélioration de l’astronomie copernicienne originaire de Regiomontano et de Nicolas de Cusa qui ont puisé leurs idées fondamentales de Toscanelli et du calendrier astronomique chinois. On attribue à Galilée la découverte des lunes de Jupiter Io, Europa, Callisto et Ganymède en 1610. Cependant, l’astronome chinois Gan De a découvert les satellites de Jupiter deux mille ans avant Galilée. Tout cela confirme le plagiat des connaissances scientifiques chinoises par des scientifiques européens qui n’ont pas crédité les Chinois de ces avancées scientifiques.

Malgré le plagiat scientifique, ces faits prouvent la contribution chinoise à la Renaissance et à la Révolution scientifique en Europe. La contribution de la Chine à la découverte de l’Amérique résulte du fait que l’expédition de Zheng He a non seulement montré la voie vers le Nouveau Monde, mais a également fourni aux Européens des connaissances qui leur ont permis de connaître leur latitude et leur longitude afin de l’atteindre et de revenir en toute sécurité. En montrant le chemin vers le Nouveau Monde et en fournissant des cartes marines qui ont été utilisées par Christophe Colomb et d’autres explorateurs portugais en route vers le Nouveau Monde, les Chinois ont contribué à la découverte de l’Amérique.

Il y a près de deux décennies, cependant, une histoire alternative de la “découverte des Amériques” commençait à être envisagée, contrairement au consensus historiographique qui attribue la découverte de l’Amérique à Christophe Colomb. Il était admis que les flottes dirigées par deux amiraux chinois, Zhou Man et Hong Bao avait navigué de l’Afrique jusqu’à l’embouchure du fleuve Orénoque, dans l’actuel Venezuela, puis descendant le long de toute la côte du continent jusqu’au détroit de Magellan, au sud de l’Amérique du Sud, toujours en l’an 1421, donc 71 ans avant le voyage de Christophe Colomb. et étaient menés par le grand navigateur chinois de l’époque, l’eunuque musulman Zheng He. La thèse de la “découverte chinoise des Amériques”, dont les versions existaient déjà auparavant, est devenue célèbre grâce à deux best-sellers écrits par Gavin Menzies au début Années 2000 : 1421 : o ano em que a China descobriu o mundo (l’année où la Chine a découvert le monde) (Bertrand, 2006) et Who Discovered America? The Untold History of the Peopling of the Americas (Qui a découvert l’Amérique ? L’histoire inédite du peuplement des Amériques). 

De ce qui précède, il est démontré la contribution chinoise au déclenchement de la Renaissance et de la Révolution scientifique du XIVe au XVIIIe siècle en Europe, à la découverte de l’Amérique, ainsi que le plagiat scientifique pratiqué par des scientifiques européens renommés qui approprié du savoir chinois et l’ont fait connaître comme étant le leur. 

RÉFÉRENCES 

ALCOFORADO, Fernando. A verdade sobre a gênese do Renascimento e da Revolução Científica na Europa. Disponible sur le site Web <https://www.academia.edu/49069286/A_VERDADE_SOBRE_A_GENESE_DO_RENASCIMENTO_E_DA_REVOLUCAO_CIENTIFICA_NA_EUROPA>, 29/05/2021.

GOODY, Jack. The Theft of History. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.

MENZIES, Gavin. 1434. Rio de janeiro: Bertrand Brasil, 2010.

MENZIES, Gavin. 1421. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2004.

* Fernando Alcoforado, 82, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) et A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).

THE TRUE GENESIS OF THE RENAISSANCE, OF THE SCIENTIFIC REVOLUTION AND OF THE DISCOVERY OF AMERICA

Fernando Alcoforado*

This article aims to present the thesis of Gavin Menzies when he published his book 1434 that China started the Renaissance with strong arguments. According to Gavin Menzies, the genesis of the Renaissance and the Scientific Revolution from the 14th to the 18th century in Europe and the discovery of America in 1492 by Europeans occurred thanks to the contribution of the Middle Kingdom, China. Gavin Menzies describes a particularly iniquitous aspect of Eurocentrism of appropriating scientific advances from the East and many of them regarding them as their own achievement, as well as not recognizing that the Chinese discovered America before Columbus. Menzies shows that there was an expropriation of scientific advances from the East by Western Europe and imposed on the rest of the world which is reflected in the widespread and false view among Western intellectuals and historians that one of the key institutions of modern times, such as science, was invented in Europe. In reality, science was an invention of Arab Muslims and Chinese and appropriated by Europeans. This means that the history of humanity needs to be rewritten.

It is known to all that the Renaissance that emerged in Italy in the 14th century and lasted until the 17th century throughout Europe and the Scientific Revolution that began in the 16th century and lasted until the 18th century were two important moments in the history of humanity because they meant the birth of a new era diametrically opposed to the Middle Ages or Dark Ages, which was an era culturally dominated by the Catholic Church, which cast a shadow over the arts and sciences, preventing them from flourishing freely. The discovery of America by the Spaniards and Portuguese was driven by the Commercial Revolution in the Middle Ages, which was a period of great economic expansion in Europe that lasted from the twelfth to the eighteenth century and by the construction of new types of vessels and the improvement of cartography and instruments like the compass.

The Renaissance ushered in the Modern Age. In general, it can be said that the Renaissance brought about an immense renewal in the most varied fields of knowledge and produced artists, thinkers and scientists whose works influenced the entire intellectual production of the following centuries. Renaissance development was not homogeneous in all regions. It varied from place to place, but its greatest splendor took place in Italy, especially in the city of Florence, but also in the Flanders region and in Germany. In general, they were places where commerce gave rise to a wealthy bourgeoisie, which was willing to finance the artistic and intellectual production of the time. The Renaissance marked a unique and unparalleled period in the history of science because it is regarded as a critical moment or turning point in European history with the birth of modern science, the advent of modernity, the flowering of modern art and architecture, and the beginning of the capitalism.

With the Renaissance came currents of thought that preached the use of a deeper critical sense, as well as greater attention to human needs. Science became more accepted, gained space and removed the mystical influences on thoughts in the Middle Ages. The Scientific Revolution was one of the most important events of the Modern Age. The Scientific Revolution made knowledge more structured and more practical. This period marked a break with the practices of the Middle Ages, the Dark Ages, a phase in which the Catholic Church dictated knowledge according to religious precepts. Mathematics described scientific truths and physics explained the phenomena of nature that were once considered divine phenomena by the Catholic Church, and it was proved that the Earth was not the center of the Universe and that it moved around the Sun.

The Commercial Revolution started in the 15th century because of the Renaissance, the Scientific Revolution, the considerable commercial development of the second half of the Middle Ages and the discovery of the New World. In this period, currency became a primary factor of wealth because commercial transactions were monetized. Production and exchange ceased to have a character of mere subsistence and began to serve the markets of the cities. The Commercial Revolution was the result of the new times experienced in Europe, as a result of the transition from the medieval to the Modern period, of overseas expansion and mercantilism, which included a series of economic and political measures, with which the kings sought to increase absolutism of monarchy and promote the prosperity of the state. During the Commercial Revolution, the commercial axis was transferred from the Mediterranean to the Atlantic, breaking the monopoly of Italian cities in trade with the East and initiating mercantilism.

The Commercial Revolution resulted in profound changes in the European economy. The changes in the European economy were profound and radical, preparing the advent of modern capitalism. Mercantile companies began to apply accounting techniques and to adopt new forms of commercialization, such as letters of credit and payment. Gold and silver mining reached its peak. In turn, the world was beginning to integrate economically. Trade began to operate globally, involving the known continents of the time. A new economic concept emerged that received the name of Mercantilism, which was increased with the emergence of a new social class, the bourgeoisie. Overseas expansion was driven by the great navigations that paved the way for the globalization process and the change in economic relations in the world and the advent of metalism that, in the mercantilist philosophy, determined the country’s wealth in proportion to the amount of precious metal accumulated. The Commercial Revolution allowed the accumulation of capital necessary to lay the foundations of capitalism and its development, which resulted in the Industrial Revolution in the 18th century.

Reading the book 1434 by Gavin Menzies, a former British naval officer in the 1960s, which is subtitled “The Year a Magnificent Chinese Fleet Sailed to Italy and Started the Renaissance”, shows that both the Renaissance how much the Scientific Revolution and the discovery of America were effectively accomplished with the Chinese contribution. Gavin Menzies traveled to various countries when he retired and researched China and the maritime expeditions undertaken by the Chinese in the past. In this book, in addition to China’s contribution to the Renaissance, the Scientific Revolution and the discovery of America, one can also verify the scientific plagiarism practiced in Europe by several scientists who appropriated the knowledge developed by the Chinese.

Gavin Menzies confirms what Jack Goody did in his book The Theft of History, by describing a particularly iniquitous aspect of Eurocentrism in appropriating scientific advances from the East and many of them regarding them as their own achievement. The theft of history, according to Goody, refers to the acquisition or expropriation of history by the West, especially by Western Europe, and imposed on the rest of the world. The theft of history or the “theft” by the West of the achievements of other cultures, according to Goody, is reflected in the widespread and false view among Western intellectuals and historians that one of the key institutions of modern times, such as science, was invented in Europe. Jack Goody and Gavin Menzies demonstrate that science was invented by Arab Muslims and Chinese and appropriated by Europeans.

Gavin Menzies enriches Jack Goody’s contribution by presenting evidence linking the roots of the European Renaissance to the Chinese expeditions of the 15th century. Based on years of research, Menzies demonstrates that a Chinese expedition to Italy in 1434 commanded by Admiral Zheng He, in which official ambassadors of the Chinese Emperor Yongle would be, was responsible for transmitting a vast collection of knowledge that contributed to triggering the Renaissance in Europe. Among this collection of knowledge are art, geography (including world maps, which were passed on to Christopher Columbus and Fernão de Magalhães), astronomy, mathematics, printing, architecture, steel and military weapons. Menzies maintains that at the beginning of the 15th century, around 1403, the Chinese Emperor Yongle (third of the Ming Dynasty) gave Zheng He the mission of executing the greatest tour around the globe that had been done until then.

The purpose of Zheng He’s expedition was to go “to the ends of the world to collect tribute from the barbarians scattered across the sea”. There is consensus among historians that China was more technologically advanced than Europe for centuries. China has always considered itself the center of the world and non-Chinese peoples were treated by them as “barbarians”. Zheng He’s travels took place at a time when China was opening up, with the aim of winning allegiance to the “barbarians” by transferring his knowledge to them. He was to train navigators to go out across the oceans while, in parallel, hundreds of ships of unprecedented dimensions were built by the empire. It was they who, in the following years, undertook six trips around the planet, making contact with different peoples and reaching lands whose existences were unknown. Menzies says in his book 1434 that, along the other voyages of the same period, admirals led by Zheng He also set foot in what is now Australia, 350 years before the British expedition led by Captain James Cook in April 1770.

Menzies says that there is evidence of Chinese maritime discoveries that emerged during an expedition to the remote island of Elcho, Australia, when a team of archaeologists from the country found between the years 1735 and 1795 a Qing Dynasty coin pressed. Mike Owen, head of the excavation work, even said that the object added to the already strong indications that Chinese had made contact with aborigines in the region before Cook. In 1512, the Turkish cartographer Piri Reis designed the world map including not only the Americas, but detailing the Patagonian terrain to the south of the continent. It was only possible, according to Menzies, by the information obtained decades earlier from the Chinese and already spread across the territories of Asia. On these voyages, the ships led by Zheng He would have crossed the Cape of Good Hope before Bartolomeu Dias, having passed through Cape Verde, Africa, the islands of the Azores, now Portuguese territory, the Bahamas (Caribbean) and the Malvinas. He would have even established some colonies where today Australia, New Zealand, California, the island of Puerto Rico (USA) and Mexico are located, where he would have taken the first horses.

The purpose of Zheng He’s expedition was to instruct distant foreign countries to show deference and submission to China. According to Menzies, to instruct foreign countries, Admiral Zheng He’s expedition carried a Yongle Dadian encyclopedia completed in 1421 composed of 11,095 books and worked on for many years by 3,000 Chinese scholars who compiled all Chinese learning from the previous 2,000 years covering all the affairs of the planet. Menzies states that the Yongle Dadian encyclopedia covered subjects such as geography and cartography, agriculture, civil and military engineering, warfare, health and medicine, city construction and planning, steel and steelworks, ceramic firing and painting, biochemistry, grafting, alcohol production, silk production and weaving, gunpowder making, shipbuilding and cryptography. There are chapters that give practical advice on how to use trigonometry, no less than 95 mathematical treatises are mentioned, and cryptanalysis, which is the use of mathematics to decipher codes.

In the Yongle Dadian encyclopedia there are methods for calculating the area of circles and volumes of spheres, cones, pyramids, cubes, cylinders and the principle for extracting square roots. Even Pascal’s triangle was included in the Yongle Dadian encyclopedia centuries before Pascal existed. The Yongle Dadian encyclopedia presents knowledge of Chinese mathematics, as well as surveying tools to calculate areas of rice fields, the volume of water needed to flood these crops and, from there, the size and proportion of its flow to fill the dikes. It also provided methods for constructing channels and calculating the strength of the necessary floodgates. Yongle Dadian details the construction of mortars, bazookas, cannons, rocket-propelled missiles, flamethrowers and all kinds of gunpowder bombs. Menzies claims that this vast encyclopedia was an effort to bring together in one place, at Zheng He’s fleet, the Chinese knowledge gained in all fields over thousands of years.

According to Menzies, all the Chinese knowledge brought to the attention of rulers and personalities in Italy would have given rise to the inventiveness that took place during the Renaissance and the Scientific Revolution, including the genius of Da Vinci, Copernicus, Galileo and many others who had access to Chinese knowledge. To reach his conclusions, Gavin Menzies carried out research in several libraries around the world, in addition to obtaining archaeological evidence that led to evidence that the European Renaissance and the discovery of America were only possible thanks to the expedition carried out to Italy by the Chinese admiral Zheng He where Chinese knowledge was spread. Among the knowledge transmitted by the Chinese, Gavin Menzies cites the nautical maps that were used by Christopher Columbus and other Portuguese explorers on their way to the New World.

Gavin Menzies verified the scientific plagiarism practiced by several characters such as Leonardo da Vinci, considered one of the greatest geniuses of humanity, if not the greatest, who impresses the world to this day with his drawings of fantastic inventions and fetched machines of almost 500 years ago that he would have plagiarized with his drawings copied from Chinese originals by other Italians and perfected by him, whose greatest merit was really that da Vinci was a good illustrator. Comparing Leonardo da Vinci’s drawings with the Chinese manual Nung Shu, Gavin Menzies verifies that each element of a machine, magnificently designed by him, had previously been illustrated by the Chinese in this much simpler manual. In short, Gavin Menzies claims that the main part of Leonardo da Vinci’s work rested on a vast foundation of works previously created by the Chinese.

Gavin Menzies found that the mechanical designs of flour mills and rollers, water mills and sawmills, forklifts, machines for transporting weights, all kinds of reels and cranes, mechanized carts, pumps, water lifting devices by Leonardo da Vinci were advances and improvements of Francesco di Giorgio’s Trattado di architetura civile e militare, which he copied from the Chinese. Leonardo’s rules of perspective for painting and sculpture originated in Alberti’s De pictura and De statua which he copied from the Chinese. His parachute was based on Di Giorgio’s. The helicopter was modeled after a Chinese toy exported to Italy around 1440 and designed by Taccola. Da Vinci’s three-dimensional illustrations of the components of men and machines are a unique and brilliant contribution to civilization as are his sublime sculptures and paintings.

Gavin Menzies says it is time to recognize the Chinese contributions to the works of Da Vinci, Francesco di Giorgio, Alberti and Taccola that, without them, the history of the Renaissance would have been very different and Leonardo da Vinci would most likely not have developed all his creativity. Menzies’ research led him to the conclusion that mathematicians Taccola, Francesco di Giorgio and Alberti had copied from the Chinese on mathematics, surveying, cartographic perspective and cryptography, by the German mathematician Regiomontano had copied from the Chinese on spherical trigonometry, and Toscanelli and Nicholas of Cusa on astronomy. Menzies claimed that it seemed that everything Taccola, Di Giorgio, Regiomontano, Alberti and Leonardo da Vinci had “invented” was already in Chinese books.

Gavin Menzies notes that the invention of printing is attributed to Gutenberg even though block or movable printing was invented in China in 1051. The heliocentrism proposed by Copernicus in opposition to Ptolemy’s thesis that the Earth was the center of the Universe was copied from Regiomontano who, by in turn, he copied from the work Guo Shoujing contained in the Yongle Dadian encyclopedia. Kepler’s laws resulted from the improvement of Copernican astronomy originated in Regiomontano and Nicholas of Cusa who got their fundamental ideas from Toscanelli and the Chinese astronomical calendar. Galileo is credited with discovering Jupiter’s moons Io, Europa, Callisto and Ganymede in 1610. However, Chinese astronomer Gan De discovered Jupiter’s satellites two thousand years before Galileo. All this confirms the plagiarism of Chinese scientific knowledge by European scientists who did not credit the Chinese for these scientific advances.

Despite scientific plagiarism, these facts prove the Chinese contribution to the Renaissance and the Scientific Revolution in Europe. China’s contribution to the discovery of America resulted from the fact that Zheng He’s expedition not only showed the way to the New World, but also provided Europeans with knowledge that enabled them to know their latitude and longitude in order to reach it and return in home security. By showing the way to the New World and providing nautical maps that were used by Christopher Columbus and other Portuguese explorers on their way to the New World, the Chinese contributed to the discovery of America.

Almost two decades ago, however, an alternative history of the “discovery of the Americas” began to be considered, contrary to the historiographical consensus that attributes the discovery of America to Columbus. It was assumed that fleets headed by two Chinese admirals, Zhou Man and Hong Bao, had sailed from Africa to the mouth of the Orinoco River in present-day Venezuela, then descending along the entire coast of the continent to the Strait of Magellan, south of South America, still in the year 1421, therefore, 71 years before the voyage of Christopher Columbus. They had been trained and were led by the great Chinese navigator of that time, the Muslim eunuch Zheng He. The thesis of the “Chinese discovery of the Americas”, whose versions already existed before, became famous through two best -sellers written by Gavin Menzies in the early 2000s: 1421: o ano em que a China descobriu o mundo (the year China discovered the world) (Bertrand, 2006) e Who Discovered America? The Untold History of the Peopling of the Americas.

From the above, it is demonstrated the Chinese contribution to the outbreak of the Renaissance and the Scientific Revolution from the 14th to the 18th century in Europe, to the discovery of America, as well as the scientific plagiarism practiced by renowned scientists from Europe who appropriated Chinese knowledge and disseminated it like yours.

REFERENCES

ALCOFORADO, Fernando. A verdade sobre a gênese do Renascimento e da Revolução Científica na Europa. Available on the website <https://www.academia.edu/49069286/A_VERDADE_SOBRE_A_GENESE_DO_RENASCIMENTO_E_DA_REVOLUCAO_CIENTIFICA_NA_EUROPA>, 29/05/2021.

GOODY, Jack. The Theft of History. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.

MENZIES, Gavin. 1434. Rio de janeiro: Bertrand Brasil, 2010.

MENZIES, Gavin. 1421. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2004.

* Fernando Alcoforado, 82, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) and A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021) .

A VERDADEIRA GÊNESE DO RENASCIMENTO, DA REVOLUÇÃO CIENTÍFICA E DA DESCOBERTA DA AMÉRICA

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo apresentar a tese de Gavin Menzies ao publicar seu livro 1434 de que a China deu início ao Renascimento apresentando robustos argumentosSegundo Gavin Menzies, a gênese do Renascimento e da Revolução Científica do século XIV ao século XVIII na Europa e da descoberta da América em 1492 pelos europeus ocorreram graças à contribuição do Império do Meio, a China. Gavin Menzies descreve um aspecto particularmente iníquo do Eurocentrismo de se apropriar dos avanços científicos do Oriente e muitos deles considerá-los como de sua realização, bem como não reconhecer que os chineses descobriram a América antes de Colombo. Menzies mostra que houve uma expropriação dos avanços científicos do Oriente pela Europa Ocidental e imposta ao resto do mundo que é refletido na visão amplamente difundida e falsa entre intelectuais e historiadores ocidentais de que uma das instituições-chave dos tempos modernos, como a ciência, foi inventada na Europa. Na realidade, a ciência foi uma invenção dos muçulmanos árabes e e chineses e apropriada pelos europeus. Isto significa dizer que a história da humanidade precisa ser reescrita.   

É sabido por todos que o Renascimento surgido na Itália no século XIV e que se estendeu até o século XVII por toda a Europa e a Revolução Científica que começou no século XVI e prolongou-se até o século XVIII foram dois momentos marcantes da história da humanidade porque significaram o nascimento de uma nova era diametralmente oposta à Idade Média ou Idade das Trevas, que foi uma era dominada culturalmente pela Igreja Católica, que criou uma sombra sobre as artes e as ciências, impedindo-as de florescer livremente. A descoberta da América pelos espanhóis e portugueses foi impulsionada pela Revolução Comercial na Idade Média que foi um período de grande expansão econômica da Europa que durou do século XII ao século XVIII e pela construção de novos tipos de embarcação e o aperfeiçoamento da cartografia e de instrumentos como a bússola.  

O Renascimento deu início à Idade Moderna. De modo geral, pode-se dizer que o Renascimento ocasionou uma imensa renovação nos mais variados campos do conhecimento e produziu artistas, pensadores e cientistas cujos trabalhos influenciaram toda a produção intelectual dos séculos seguintes. O desenvolvimento renascentista não foi homogêneo em todas as regiões. Variou de um lugar para o outro, mas seu maior esplendor aconteceu na Itália, em especial na cidade de Florença, mas também na região de Flandres e na Alemanha. De modo geral, eram localidades em que o comércio fez surgir uma burguesia rica, que se dispôs a financiar a produção artística e intelectual da época. O Renascimento marcou um período único e inigualável na história da ciência porque é considerado como um momento crítico ou ponto de virada na história europeia com o nascimento da ciência moderna, o advento da modernidade, o florescimento da arte e da arquitetura moderna e o início do capitalismo.

Com o Renascimento, vieram correntes de pensamento que pregavam o uso do senso crítico mais aprofundado, assim como uma atenção maior às necessidades humanas. A ciência passou a ser mais aceita, ganhou espaço e removeu as influências místicas nos pensamentos na Idade Média. A Revolução Científica foi um dos acontecimentos mais importantes da Idade ModernaA Revolução Científica tornou o conhecimento mais estruturado e mais prático. Esse período marcou uma ruptura com as práticas da Idade Média, a Idade das Trevas, fase em que a Igreja Católica ditava o conhecimento de acordo com os preceitos religiosos. A matemática descreveu verdades científicas e a física explicou os fenômenos da natureza que antes eram considerados como fenômenos divinos pela Igreja Católica, e provou-se que a Terra não era o centro do Universo e que se movia em torno do Sol.

A Revolução Comercial foi impulsionada a partir do século XV como decorrência do Renascimento, da Revolução Científica, do considerável desenvolvimento comercial da segunda metade da Idade Média e da descoberta do Novo Mundo. Neste período, a moeda tornou-se fator primordial da riqueza porque as transações comerciais foram monetizadas. A produção e a troca deixaram de ter caráter de mera subsistência e passaram a atender aos mercados das cidades. A Revolução Comercial foi fruto dos novos tempos vividos na Europa, como resultado da transição do período medieval para o Moderno, da expansão ultramarina e do mercantilismo que contempla uma série de medidas de ordem econômica e política, com as quais os reis procuravam aumentar o absolutismo monárquico e promover a prosperidade do Estado. Ao longo da Revolução Comercial, o eixo comercial foi transferido do Mediterrâneo para o Atlântico, rompendo o monopólio das cidades italianas no comércio com o Oriente e iniciando o mercantilismo.   

Da Revolução Comercial resultaram transformações profundas na economia europeia. As modificações na economia europeia foram profundas e radicais, preparando o advento do moderno capitalismo. As companhias mercantis passaram a aplicar técnicas contábeis e a adotar novas formas de comercializar, como as cartas de crédito e de pagamento. As minerações de ouro e prata conheceram seu auge. Por sua vez, o mundo estava começando a se integrar economicamente. O comércio passou a atuar de forma global, envolvendo os continentes conhecidos da época. Surgiu uma nova concepção econômica que recebeu o nome de Mercantilismo que foi incrementado com o surgimento de uma nova classe social, a burguesia. A expansão ultramarina foi impulsionada pelas grandes navegações que abriu caminho para o processo de globalização e a alteração das relações econômicas no mundo e o advento do metalismo que, na filosofia mercantilista, determinava a riqueza do país proporcionalmente à quantidade de metal precioso acumulado. A Revolução Comercial permitiu a acumulação de capital necessária para estabelecer as bases do capitalismo e seu desenvolvimento, que resultou na Revolução Industrial no século XVIII.

A leitura do livro 1434 de Gavin Menzies, ex-oficial da marinha britânica na década de 1960, que tem como subtítulo “O ano em que uma magnífica frota chinesa velejou para a Itália e deu início ao Renascimento”, permite constatar que tanto o Renascimento quanto a Revolução Científica e a descoberta da América se realizaram efetivamente com a contribuição chinesa. Gavin Menzies viajou por vários países, quando se aposentou, e pesquisou sobre a China e as expedições marítimas realizadas pelos chineses no passado. Neste livro, pode-se contatar, além da contribuição da China ao Renascimento, à Revolução Científica e à descoberta da América, também, o plágio científico praticado na Europa por vários cientistas que se apropriaram do conhecimento desenvolvido pelos chineses.  

Gavin Menzies confirma o que Jack Goody fez em seu livro The Theft of History (O roubo da história), ao descrever um aspecto particularmente iníquo do Eurocentrismo de se apropriar dos avanços científicos do Oriente e muitos deles considerá-los como de sua realização. O roubo da história, segundo Goody, refere-se à aquisição ou expropriação da história pelo Ocidente, especialmente pela Europa Ocidental e imposta ao resto do mundo. O roubo da história ou o “roubo” pelo Ocidente das conquistas de outras culturas, segundo Goody, é refletido na visão amplamente difundida e falsa entre intelectuais e historiadores ocidentais de que uma das instituições-chave dos tempos modernos, como a ciência, foi inventada na Europa. Jack Goody e Gavin Menzies demonstram que a ciência foi inventada pelos muçulmanos árabes e pelos chineses e apropriada pelos europeus.       

Gavin Menzies enriquece a contribuição de Jack Goody ao apresentar evidências que ligam as raízes do Renascimento europeu às expedições chinesas do século XV. Baseado em anos de pesquisa, Menzies demonstra que uma expedição chinesa à Itália em 1434 comandada pelo almirante Zheng He, na qual estariam embaixadores oficiais do imperador chinês Yongle foi responsável por transmitir uma vasta coleção de saberes que contribuíram para desencadear o Renascimento na Europa. Entre esta coleção de saberes estão a arte, a geografia (incluindo mapas-múndi, que foram repassados a Cristóvão Colombo e a Fernão de Magalhães), a astronomia, a matemática, a impressão, a arquitetura, a siderurgia e o armamento militar. Menzies sustenta que, no começo do século XV, por volta de 1403, o imperador chinês Yongle (terceiro da Dinastia Ming) deu a Zheng He a missão de executar a maior volta ao redor do globo que já fora feita até então.

O objetivo da expedição de Zheng He era o de ir “até o fim do mundo coletar tributos dos bárbaros espalhados pelo mar”. Há um consenso entre os historiadores de que a China foi tecnologicamente mais avançada do que a Europa durante séculos. A China sempre se considerou o centro do mundo e os povos não chineses eram por eles tratados como “bárbaros”. As viagens de Zheng He aconteceram em um momento de abertura da China tendo como objetivo conquistar a vassalagem dos “bárbaros” com a transferência de seus conhecimentos para eles. Ele deveria treinar navegadores para saírem pelos oceanos enquanto, em paralelo, centenas de navios de dimensões nunca vistas eram construídos pelo império. Foram eles que, nos anos seguintes, empreenderam seis viagens pelo planeta travando contatos com povos distintos e alcançando terras cujas existências eram desconhecidas. Menzies diz no seu livro 1434 que, ao longo das outras viagens daquele mesmo período, almirantes liderados por Zheng He também pisaram no que hoje é a Austrália, 350 anos antes da expedição britânica liderada pelo capitão James Cook em abril de 1770.

Menzies afirma que há evidência das descobertas marítimas chinesas que surgiram durante uma expedição à remota ilha de Elcho, na Austrália, quando uma equipe de arqueólogos do país encontrou entre os anos 1735 e 1795 uma moeda da Dinastia Qing prensada. À época, Mike Owen, chefe do trabalho de escavação, chegou a dizer que o objeto aumentava os já fortes indícios de que chineses haviam feito contato com aborígenes da região antes de Cook. Em 1512, o cartógrafo turco Piri Reis projetou o mapa-mundi incluindo não apenas as Américas, mas detalhando o terreno da Patagônia, ao sul do continente. Ele só foi possível, segundo Menzies, pelas informações obtidas décadas antes dos chineses e já espalhadas pelos territórios da Ásia. Nessas viagens, os navios liderados por Zheng He teriam cruzado o Cabo da Boa Esperança antes de Bartolomeu Dias, ter passado por Cabo Verde, na África, pelas ilhas dos Açores, hoje território português, pelas Bahamas (Caribe) e pelas Malvinas. Ele teria inclusive estabelecido algumas colônias onde hoje se localiza a Austrália, a Nova Zelândia, a Califórnia, a ilha de Porto Rico (EUA) e o México para onde teria levado os primeiros cavalos. 

O propósito da expedição de Zheng He era o de instruir os países estrangeiros distantes a fim de demonstrar deferência e submissão à China. Segundo Menzies, para instruir os países estrangeiros, a expedição do almirante Zheng He levou uma enciclopédia Yongle Dadian concluída em 1421 composta de 11.095 livros e trabalhada por muitos anos por três mil eruditos chineses que compilaram todo o saber chinês dos dois mil anos anteriores cobrindo todos os assuntos do planeta. Menzies afirma que a enciclopédia Yongle Dadian abrangia assuntos como geografia e cartografia, agricultura, engenharia civil e militar, guerra, saúde e medicina, construção e planejamento de cidades, aço e siderurgia, queima e pintura de cerâmicas, bioquímica, enxertos, produção de álcool, produção e tecelagem de seda, fabricação de pólvora, construção naval e criptografia. Há capítulos que dão conselhos práticos de como usar trigonometria, nada menos do que 95 tratados matemáticos são mencionados e a criptoanálise que consiste no uso da matemática para decifrar códigos.

Na enciclopédia Yongle Dadian, há métodos para calcular a área de círculos e volumes de esferas, cones, pirâmides, cubos, cilindros e o princípio para extração de raízes quadradas. Até mesmo o triângulo de Pascal estava incluído na enciclopédia Yongle Dadian séculos antes de Pascal existir. A enciclopédia Yongle Dadian apresenta conhecimentos de matemática chinesa, assim como instrumentos de agrimensura para calcular áreas de campos de arroz, o volume de água necessário para inundar essas plantações e, a partir daí, o tamanho e proporção de seu fluxo para encher os diques. Também forneceu métodos para construir canais e calcular a resistência das comportas necessárias. Yongle Dadian apresenta detalhes sobre a construção de morteiros, bazucas, canhões, mísseis impelidos por foguetes, lança-chamas e todas as espécies de bombas à base de pólvora. Menzies afirma que esta vasta enciclopédia foi um esforço para juntar em um só lugar, na esquadra de Zheng He, os conhecimento chineses obtidos em todos os campos ao longo de milhares de anos.   

Segundo Menzies, todo o saber chinês levado ao conhecimento de governantes e personalidades da Itália teria dado início à inventividade ocorrida durante o Renascimento e a Revolução Científica, inclusive à genialidade de Da Vinci, Copérnico, Galileu e muitos outros que tiveram acesso aos saberes chineses. Para chegar às suas conclusões, Gavin Menzies realizou pesquisas em várias bibliotecas do mundo, além de obter evidências arqueológicas que levaram a evidências de que, o Renascimento europeu e a descoberta da América só foram possíveis graças à expedição realizada á Itália pelo almirante chinês Zheng He onde os conhecimentos chineses foram difundidos. Entre os conhecimentos transmitidos pelos chineses, Gavin Menzies cita os mapas náuticos que foram usados por Cristóvão Colombo e outros exploradores portugueses rumo ao Novo Mundo.

Gavin Menzies constatou o plágio científico praticado por vários personagens como foi o caso de Leonardo da Vinci, considerado um dos maiores gênios da humanidade, senão o maior, que impressiona o mundo até hoje com seus desenhos de invenções fantásticas e máquinas mirabolantes de quase 500 anos atrás que teria plagiado com seus desenhos copiados de originais chineses por outros italianos e por ele aperfeiçoados, cujo maior mérito foi realmente o de da Vinci ter sido um bom ilustrador. Comparando os desenhos de Leonardo da Vinci com o manual chinês Nung Shu, Gavin Menzies verifica que cada elemento de uma máquina, magnificamente desenhado por ele, havia sido previamente ilustrado pelos chineses neste manual muito mais simples. Em suma, Gavin Menzies afirma que o principal do trabalho de Leonardo da Vinci repousava sobre uma vasta fundação de obras criadas previamente pelos chineses.

Gavin Menzies constatou que os desenhos mecânicos de moinhos de farinha e de rolos, moinhos d’água e serrarias, empilhadeiras, máquinas para transportar pesos, todos os tipos de bobinas e guindastes, carroças mecanizadas, bombas, dispositivos para elevação de água e dragas de Leonardo da Vinci foram avanços e aperfeiçoamentos do Trattado di architetura civile e militare, de Francesco di Giorgio que copiou dos chineses. As regras de perspectivas de Leonardo para pintura e escultura se originaram em De pictura e De statua, de Alberti que copiou dos chineses. Seu paraquedas foi baseado no de Di Giorgio. O helicóptero teve como modelo um brinquedo chinês exportado para a Itália por volta de 1440 e desenhado por Taccola. As ilustrações de da Vinci em três dimensões dos componentes de homens e máquinas são uma contribuição única e brilhante para a civilização assim como suas esculturas e pinturas sublimes.

Gavin Menzies afirma que é hora de reconhecer as contribuições chinesas às obras de Da Vinci, Francesco di Giorgio, Alberti e Taccola que, sem elas, a história do Renascimento teria sido muito diferente e Leonardo da Vinci muito provavelmente não teria desenvolvido toda sua criatividade. As pesquisas de Menzies levaram-no à conclusão de que os matemáticos Taccola, Francesco di Giorgio e Alberti tinham copiado dos chineses sobre matemática, agrimensura, perspectiva cartográfica e criptografia, do matemático alemão Regiomontano copiou dos chineses sobre trigonometria esférica e Toscanelli e Nicolau de Cusa sobre astronomia. Menzies afirmou que parecia que tudo que Taccola, Di Giorgio, Regiomontano, Alberti e Leonardo da Vinci haviam “inventado” já estava nos livros chineses.

Gavin Menzies observa que a invenção da impressão é atribuída a Gutenberg apesar da impressão em bloco ou móvel ter sido inventada na China em 1051. O heliocentrismo proposto por Copérnico em oposição à tese de Ptolomeu de que a Terra era o centro do Universo foi copiado de Regiomontano que, por sua vez, copiou da obra Guo Shoujing contida na enciclopédia Yongle Dadian. As leis de Kepler resultaram do aperfeiçoamento da astronomia de Copérnico originada em Regiomontano e Nicolau de Cusa que obtiveram suas ideias fundamentais de Toscanelli e do calendário astronômico chinês. Credita-se a Galileu a descoberta das luas de Júpiter, Io, Europa, Calisto e Ganímedes, em 1610. No entanto, o astrônomo chinês Gan De descobriu os satélites de Júpiter dois mil anos antes de Galileu. Tudo isto confirma o plágio do conhecimento científico chinês por cientistas europeus que não creditaram aos chineses estes avanços científicos.    

Apesar do plágio científico, estes fatos comprovam a contribuição chinesa ao Renascimento e à Revolução Científica na Europa. A Contribuição da China à descoberta da América resultou do fato de a expedição de Zheng He não apenas mostrar o caminho para o Novo Mundo como forneceu aos europeus, também, conhecimentos que lhes possibilitaram conhecer sua latitude e longitude afim de alcançá-lo e voltar em segurança para casa. Ao mostrar o caminho para o Novo Mundo e fornecerem mapas náuticos que foram usados por Cristóvão Colombo e outros exploradores portugueses rumo ao Novo Mundo, os chineses contribuíram para a descoberta da América.

Há quase duas décadas, no entanto, uma história alternativa da “descoberta das Américas” passou a ser considerada ao contrário do consenso historiográfico que atribui a Colombo a descoberta da América. Passou-se a admitir que frotas encabeçadas por dois almirantes chineses, Zhou Man e Hong Bao, haviam navegado da África até a foz do Rio Orenoco, na atual Venezuela, descendo depois por toda a costa do continente até o Estreito de Magalhães, ao sul da América do Sul, ainda no ano de 1421, portanto, 71 anos antes da viagem de Cristóvão Colombo. Eles tinham sido treinados e eram liderados pelo grande navegador chinês daquela época, o eunuco muçulmano Zheng He. A tese da “descoberta chinesa das Américas”, cujas versões já existiam antes, ficou famosa por meio de dois best-sellers escritos por Gavin Menzies no começo dos anos 2000: 1421: o ano em que a China descobriu o mundo (Bertrand, 2006) e Who Discovered America? The Untold History of the Peopling of the Americas (“Quem descobriu a América? A história oculta da ocupação das Américas”).

Pelo exposto, fica demonstrada a contribuição chinesa à eclosão do Renascimento e da Revolução Científica do século XIV ao século XVIII na Europa, à descoberta da América, bem como o plagio científico praticado por cientistas consagrados da Europa que se apropriaram do saber chinês e o divulgaram como seus.

REFERÊNCIAS 

ALCOFORADO, Fernando. A verdade sobre a gênese do Renascimento e da Revolução Científica na Europa. Disponível no website <https://www.academia.edu/49069286/A_VERDADE_SOBRE_A_GENESE_DO_RENASCIMENTO_E_DA_REVOLUCAO_CIENTIFICA_NA_EUROPA>, 29/05/2021.

GOODY, Jack. The Theft of History. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.

MENZIES, Gavin. 1434. Rio de janeiro: Bertrand Brasil, 2010.

MENZIES, Gavin. 1421. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2004.

* Fernando Alcoforado, 82, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) e A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021). 

O BRASIL PRECISA DE UM GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL PARA NÃO TER SEU FUTURO COMPROMETIDO (Artigo e Vídeo)

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo demonstrar a necessidade de que o futuro Presidente da República eleito em substituição a Jair Bolsonaro constitua um governo de salvação nacional. Esta conclusão resulta da reflexão sobre as ameaças que pairam sobre o futuro democrático, econômico e social do Brasil com o resultado das próximas eleições presidenciais e parlamentares. Esta reflexão leva à conclusão de que o Brasil poderá se defrontar com o fim da democracia se Jair Bolsonaro vencer ou perder as eleições e os partidos que lhe dão sustentação forem vitoriosos nas próximas eleições. O fim da democracia poderá ocorrer porque Bolsonaro vem atentando sistematicamente contra as instituições democráticas desde que assumiu o poder e não aceitará o resultado das eleições se elas lhe forem desfavoráveis haja vista que ele sabe que, fora do poder, sem a imunidade presidencial atual, responderá pelos inúmeros crimes de responsabilidade que praticou no exercício do governo. São exemplares o evento de 7 de setembro de 2021 quando Bolsonaro tentou dar um golpe de estado e o episódio recente de concessão de indulto da pena aplicada pelo STF contra o facínora deputado bolsonarista Daniel Silveira.  Bolsonaro tentará, como medida de desespero, realizar um golpe de estado antes, durante ou mesmo depois da eleições contando para isto com o apoio de policiais militares, de parte das Forças Armadas, de partidos políticos e de amplos segmentos da população brasileira que lhe dão sustentação, sobretudo, se Lula for eleito Presidente da República.

Além da democracia brasileira poder chegar ao fim, o Brasil continuará estagnado economicamente apresentando medíocre desempenho econômico com baixas taxas de crescimento, elevado desemprego, desindustrialização do País e endividamento público excessivo se Bolsonaro se mantiver no poder ou se os vencedores das próximas eleições presidenciais e parlamentares mantiverem o modelo econômico neoliberal com o governo continuando a adotar uma postura subalterna em relação ao capital internacional como vem ocorrendo durante o atual governo.  Tudo leva a crer que, mesmo sendo eleito um Presidente da República que não seja Jair Bolsonaro, o modelo econômico neoliberal será mantido porque todos os demais candidatos a Presidente da República estão buscando apoio de representantes do mercado, sobretudo o financeiro, e de partidos de direita e centro direita para se elegerem. Além disso, esses candidatos poderão não contar com maioria parlamentar suficiente para promoverem uma ruptura com o modelo econômico neoliberal e com o capital internacional. Isto significa dizer que muito dificilmente a grave crise econômica em que se debate o Brasil desde 2016 será superada pelo futuro governo, seja com a manutenção de Bolsonaro no poder, seja com a eleição de outro Presidente da República.

O Brasil continuará devastado socialmente com a manutenção do modelo econômico neoliberal haja vista que ele é, desde 1990, o grande responsável por levá-lo à bancarrota econômica e à devastação social na atualidade. A devastação social continuará no Brasil com Bolsonaro no poder e com qualquer dos demais candidatos de oposição, se forem eleitos, porque nenhum deles terá força suficiente, inclusive no parlamento para promover uma ruptura com o modelo econômico neoliberal e com o capital internacional responsáveis pelos desastre econômico e social existente no País. A prática vem demonstrando a inviabilidade do modelo econômico neoliberal no Brasil inaugurado pelo presidente Fernando Collor em 1990 e mantido pelos presidentes Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva, Dilma Roussef, Michel Temer e Jair Bolsonaro. A estagflação econômica atual, a acentuada desindustrialização do País, a insolvência da União, Estados e Municípios, a elevação desmesurada da dívida pública federal, a falência generalizada de empresas e o desemprego em massa ocorrida nos últimos anos demonstram a inviabilidade do modelo neoliberal implantado no País.

A solução para os problemas econômicos e sociais do Brasil requer a adoção do modelo econômico nacional desenvolvimentista de abertura seletiva da economia brasileira que permitiria fazer com que o Brasil assumisse os rumos de seu destino, ao contrário do modelo econômico neoliberal que faz com que o futuro do País seja ditado pelas forças do mercado todas elas comprometidas com o capital internacional. O fracasso do neoliberalismo no Brasil e no mundo não recomenda a eleição de candidatos à Presidência da República e de parlamentares que insistem em manter o modelo econômico neoliberal que contribuiu para o desastre econômico e social em que se debate a nação brasileira. Os candidatos com programas neoliberais devem ser repelidos pelos verdadeiros democratas, humanistas e patriotas brasileiros. A adoção do modelo econômico nacional desenvolvimentista de abertura seletiva da economia brasileira exigiria que o Estado brasileiro passasse a exercer o comando efetivo da economia do Brasil cujos governos  abdicaram deste papel desde 1990 favorecendo as forças do mercado.  A história econômica do Brasil mostra que, toda vez que o País alcançou expressivo desenvolvimento socioeconômico, o Estado nacional brasileiro foi o grande protagonista como ocorreu com o nacional desenvolvimentismo da Era Vargas e durante os governos de Juscelino Kubitschek e dos governos militares pós 1964. Neste período, os governos brasileiros planejavam a economia de acordo com o modelo Keynesiano que defende que o Estado atue como um agente ativo na promoção do desenvolvimento econômico contra a recessão e alta no desemprego que é o oposto do modelo econômico neoliberal existente no Brasil.

Pelo exposto, a democracia, a economia e o povo brasileiro poderão ter seus futuros comprometidos gravemente porque muito dificilmente, haverá um Presidente da República que adote o modelo nacional desenvolvimentista de abertura seletiva da economia brasileiro. Só haveria uma solução de difícil realização para evitar o cenário catastrófico em relação ao futuro que seria o de eleger o futuro Presidente da República que reúna em torno de si todas as forças políticas comprometidas com a efetiva solução para os problemas nacionais, tanto no parlamento quanto na sociedade civil visando a implantação de um governo de salvação nacional. Esta situação deveria ser construída antes das próximas eleições com todos os candidatos de oposição a Jair Bolsonaro renunciando a suas candidaturas para oferecerem seu apoio a um nome que seja capaz de congregar as forças políticas comprometidas com a efetiva solução dos problemas nacionais com base em um programa comum de governo que contemple a adoção do modelo econômico nacional desenvolvimentista e a defesa da democracia. O argumento para convencer os candidatos de oposição a Bolsonaro é o de que seus futuros políticos estariam comprometidos com uma ditadura bolsonarista. Ainda há tempo para que um programa comum de governo seja elaborado e seja escolhido um candidato agregador das forças de oposição a Jair Bolsonaro para construir um governo de salvação nacional que o Brasil precisa para que a democracia e o progresso econômico e social do País não sejam comprometidos. Para que isto aconteça seria imprescindível a mobilização da sociedade civil organizada no sentido de colocar em prática nossa proposta de apresentar um candidato único de oposição a Bolsonaro que assuma o compromisso de constituir um governo de salvação nacional baseado em um programa comum para impedir que a concretização das ameaças de implantação de uma ditadura bolsonarista no Brasil e a ampliação da devastação econômica e social em curso sejam concretizadas.

Para assistir o vídeo, acessar o website <https://www.youtube.com/watch?v=hEjO_coVQ8w>.

* Fernando Alcoforado, 82, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação e da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) e A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).

L’ESCALADE DE LA SCIENCE ET DE LA TECHNOLOGIE ET ​​LEUR CONTRIBUTION AU PROGRÈS ET À LA SURVIE DE L’HUMANITÉ

Fernando Alcoforado*

“L’escalade de la science et de la technologie et leur contribution au progrès et à la survie de l’humanité” est le titre de de mon 16e livre qui est sous-titré “La science et la technologie et sa contribution au développement économique et social et comme passeport pour sauver l’humanité de extinction”. Ce livre de plus de 300 pages a pour objectif de présenter l’évolution de la science et de la technologie depuis ses origines jusqu’à l’ère contemporaine, ainsi que sa contribution au progrès économique et social et à la survie de l’espèce humaine face aux menaces internes de la planète Terre et de menaces provenant de l’espace extra-atmosphérique. Ce livre que je publie intègre toutes les connaissances que j’ai acquises au cours de 60 ans d’études et de recherches sur la science et la technologie et l’expérience dans le traitement des questions scientifiques et technologiques en tant que professionnel de l’ingénierie.

Historiquement, la science et la technologie ont contribué au développement économique et social et constituent un passeport pour sauver l’humanité de l’extinction. La science et la technologie sont les deux plus grandes inventions de l’histoire humaine. La science vise à expliquer, décrire et prédire des phénomènes dans la nature par le développement de procédures méthodologiques qui peuvent être constamment vérifiées et reproduites. La technologie, à son tour, concerne l’application pratique des connaissances scientifiques consistant en l’utilisation de techniques, de méthodes et de procédés utilisés dans la production de biens ou de services.

Ce livre comporte les chapitres suivants :

Chapitre 1 Introduction

Chapitre 2- Les origines de la science et ses méthodes à la recherche de la vérité scientifique

Chapitre 3 – La science et l’avancement des connaissances humaines

Chapitre 4 – Science, technologie et progrès de l’intelligence artificielle

Chapitre 5 – La science et la technologie et leur contribution aux révolutions économiques et sociales à travers l’histoire

Chapitre 6 – La science et la technologie et les révolutions de l’énergie, des transports et des communications à travers l’histoire

Chapitre 7 – La science et la technologie comme passeport pour sauver l’humanité de l’extinction

Chapitre 8 – La science et la technologie et leur utilisation pour le bien ou le mal de l’humanité

Chapitre 9- Science et technologie et développement au Brésil

Chapitre 10-Conclusions

Chapitre 2, Les origines de la science et ses méthodes à la recherche de la vérité scientifique, présente le développement de la science depuis ses origines, la genèse de la Renaissance et de la Révolution scientifique, les rapports entre science, philosophie et religion, les méthodes utilisées dans la recherche de la vérité scientifique et la contribution de la science au progrès de l’humanité. Ce chapitre couvre les sujets suivants:

• La genèse de la science et son évolution à travers l’histoire

• La vérité sur la genèse de la Renaissance et la Révolution scientifique en Europe

• La véritable genèse de la Renaissance, de la Révolution scientifique et de la découverte de l’Amérique

• La science et l’évolution de la méthode scientifique

• Science et vérité

• Le concept de vérité scientifique

• Méthodes de recherche de la vérité scientifique

• La méthode scientifique et ses questions

• Preuve de la vérité scientifique

• Les méthodes de la science dans la validation des médicaments et des vaccins et la nouvelle pandémie de coronavirus

• La science et l’apport des mathématiques à son développement

• Science et philosophie pour connaître et interpréter la réalité

• Le conflit entre science et religion

• Science et progrès

Chapitre 3, La science et l’avancement de la connaissance humaine, présente la contribution de la science au développement de divers domaines de la connaissance humaine. Ce chapitre couvre les sujets suivants:

• Science et progrès des connaissances dans les systèmes éducatifs

• Science et avancées des connaissances en Psychologie

• Science et avancées dans la connaissance de la Médecine

• Science et avancées des connaissances en Chimie

• Science et progrès des connaissances sur l’évolution des espèces

• Science et progrès des connaissances de la Physique classique à la Physique quantique

• Science et développement de la Théorie du Chaos

• Science et progrès des connaissances sur l’Énergie

• Science et avancées dans la connaissance des systèmes d’information

• Science et progrès des connaissances en Économie

• Science et avancées des connaissances en Sociologie

• Le paradigme non scientifique des sciences économiques

• Sciences et développement durable

• Science et progrès des connaissances sur l’Univers.

• Ingénierie et progrès scientifique et technologique

Chapitre 4, Science, technologie et progrès de l’intelligence artificielle, présente la contribution de la science et de la technologie au développement de l’intelligence artificielle, avec ses impacts sur le monde du travail et l’avènement de la singularité technologique. Ce chapitre couvre les sujets suivants:

• Intelligence artificielle – utilisations dans les systèmes de production et impacts sur le monde du travail

• Les progrès de l’intelligence artificielle et ses conséquences

• L’oeuvre à l’ère de l’intelligence artificielle

• L’avènement de la superintelligence artificielle et ses impacts

• Les avantages et les risques de la singularité technologique basée sur la superintelligence artificielle

Chapitre 5, La science et la technologie et sa contribution aux révolutions économiques et sociales à travers l’histoire, présente le progrès technologique comme le principal responsable des révolutions économiques qui ont changé le monde et la contribution de la science et de la technologie aux le progrès des révolutions économiques et sociales qui ont eu lieu tout au long de l’histoire humaine, à la révolution informationnelle ou post-industrielle et à l’avenir de l’industrie. Ce chapitre couvre les sujets suivants:

• Le progrès technologique comme principal responsable des révolutions économiques qui ont changé le monde

• Les grandes révolutions scientifiques, économiques et sociales et le progrès de l’humanité

• La révolution informationnelle ou post-industrielle

• La science et l’avenir de l’industrie.

Chapitre 6, La science et la technologie et les révolutions de l’énergie, des transports et des communications à travers l’histoire, présente la contribution de la science et de la technologie au développement des secteurs de l’énergie, des transports et des communications à travers l’histoire humaine. Ce chapitre couvre les sujets suivants:

• Les révolutions énergétiques à travers l’histoire et leur évolution future vers une énergie propre et renouvelable

• Les révolutions des moyens de transport de la préhistoire à l’époque contemporaine et leur évolution future

• Les grandes inventions du transport terrestre et par pipeline à travers l’histoire et leur évolution future

• Les grandes inventions du transport par voie d’eau à travers l’histoire et leur évolution future

• Les grandes inventions du transport aérien et spatial à travers l’histoire et leur évolution future

• Révolutions dans les communications de l’écriture dans la préhistoire à l’internet 5G à l’ère contemporaine.

Chapitre 7, La science et la technologie comme passeport pour sauver l’humanité de l’extinction, présente la contribution de la science et de la technologie à la connaissance de l’Univers et de son évolution future, ainsi que les stratégies qui peuvent aider à sauver l’humanité des catastrophes causées par les êtres humains et les catastrophes naturelles de la planète Terre et de l’espace extra-atmosphérique. Ce chapitre couvre les sujets suivants:

• Progrès nécessaires en cosmologie pour sauver l’humanité de l’extinction

•           Comment sauver l’humanité avec la fin de l’Univers

• L’avenir de l’Univers, du Soleil, de la Terre et de l’Humanité

• L’avenir de l’Univers et de l’Humanité

• Comment sauver l’humanité avec la mort du Soleil et la collision des galaxies d’Andromède et de la Voie lactée

• Comment sauver l’humanité des conséquences du continu distancing de la Lune de la Terre

• Comment sauver l’humanité des rayons cosmiques

• Comment sauver l’humanité de la collision sur la planète Terre de corps venus de l’espace

• Comment sauver l’humanité des catastrophes naturelles causées par les tremblements de terre, les tsunamis et les éruptions volcaniques

• L’avenir de l’humanité face aux menaces internes et externes à la vie sur la planète Terre

• L’avancement de la science et de la technologie et l’avenir de l’humanité

• Les frontières de la science pour augmenter les capacités cognitives, physiques et psychologiques de l’être humain.

Chapitre 8, La science et la technologie et leur utilisation pour le bien ou le mal de l’humanité, présente une analyse critique du rôle de la science et de la technologie dans la promotion du progrès et du bien-être de l’humanité et son contraire avec son utilisation dans la promotion des maux qui affectent le progrès et le bien-être de l’humanité. Ce chapitre couvre les sujets suivants:

• La science et la technologie en question

• Science, technologie et progrès dans le capitalisme

• Capitalisme, science, technologie et barbarie

Chapitre 9, Science et technologie et développement au Brésil, présente la contribution de la science et de la technologie au développement du Brésil. Ce chapitre couvre les sujets suivants :

• Les faiblesses du Brésil en science, technologie et innovation

• Comment promouvoir le développement de la science, de la technologie et de l’innovation au Brésil

• Obstacles au développement de la science, de la technologie et de l’innovation au Brésil.

Chapitre 10, Conclusions, présente les principales conclusions sur la contribution de la science et de la technologie au progrès de l’humanité et du Brésil et sur l’avenir de la science et de la technologie.

La méthodologie utilisée dans l’élaboration de ce livre a consisté, essentiellement, à structurer ses chapitres avec l’utilisation d’articles objet d’études et de recherches par moi publiés dans plusieurs sites Web et revues spécialisées couvrant les thèmes liés à chaque chapitre.

Aux lecteurs de cet article, je vous informe que je communiquerai le lancement de ce livre dès que l’Editeur mettra le livre en vente.

* Fernando Alcoforado, 82 ans, lauréat de la Médaille du Mérite d’Ingénierie du Système CONFEA/CREA, membre de l’Académie d’éducation de Bahia et de la SBPC – Société brésilienne pour le progrès des sciences, ingénieur et docteur en Planification du Territoire et Développement Régional de l’Université de Barcelone, professeur d’université et consultant dans les domaines de planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification des systèmes énergétiques, il a été conseiller du vice-président de l’ingénierie et de la technologie chez LIGHT S.A. Société de distribution d’énergie électrique de Rio de Janeiro, coordinateur de la planification stratégique du CEPED- Centre de recherche et développement de Bahia, sous-secrétaire de Énergie de l’État de Bahia, Secrétaire à la Planification de Salvador, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018),  Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) et A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).

THE ESCALATION OF SCIENCE AND TECHNOLOGY AND THEIR CONTRIBUTION TO THE PROGRESS AND SURVIVAL OF HUMANITY

Fernando Alcoforado*

“The escalation of science and technology and their contribution to the progress and survival of humanity” is the title of my 16th book to be published, which is subtitled “Science and technology and its contribution to economic and social development and as a passport to save humanity from extinction”. This book of more than 300 pages aims to present the evolution of science and technology from its origins to the contemporary era, as well as its contribution to economic and social progress and the survival of the human species from the internal threats of planet Earth and from threats outsiders from outer space. This book that I publish incorporates all the knowledge I have acquired over 60 years of studies and research on science and technology and the experience in dealing with scientific and technological issues as an engineering professional.

Historically, science and technology have contributed to economic and social development and constitute a passport to save humanity from extinction. Science and technology are the two greatest inventions in human history. Science aims to explain, describe and predict phenomena in nature through the development of methodological procedures that can be constantly verified and reproduced. Technology, in turn, concerns the practical application of scientific knowledge consisting of the use of techniques, methods and processes used in the production of goods or services.

This book has the following chapters:

Chapter 1- Introduction

Chapter 2- The origins of science and its methods in search of scientific truth

Chapter 3- Science and the advancement of human knowledge

Chapter 4- Science, technology and the advancement of artificial intelligence

Chapter 5- Science and technology and its contribution to economic and social revolutions throughout history

Chapter 6- Science and technology and the energy, transport and communications revolutions throughout history

Chapter 7- Science and technology as a passport to save humanity from extinction

Chapter 8- Science and technology and their use for the good or ill of humanity

Chapter 9- Science and technology and development in Brazil

Chapter 10- Conclusions

Chapter 2, The origins of science and its methods in search of scientific truth, presents the development of science from its origins, the genesis of the Renaissance and the Scientific Revolution, the relationship between science, philosophy and religion, the methods used in the search for scientific truth and the contribution of science to the progress of humanity. This chapter covers the following topics:

• The genesis of science and its evolution throughout history

• The truth about the genesis of the Renaissance and the Scientific Revolution in Europe

• The true genesis of the Renaissance, of the Scientific Revolution and of the discovery of America

• Science and the evolution of the scientific method

• Science and truth

• The concept of scientific truth

• Methods for the search for scientific truth

• The scientific method and its questions

• Proof of scientific truth

• The methods of science in the validation of medicines and vaccines and the new Coronavirus pandemic

• Science and the contribution of Mathematics in its development

• Science and Philosophy to know and interpret reality

• The conflict between Science and Religion

• Science and progress.

Chapter 3, Science and the advancement of human knowledge, presents the contribution of science to the development of various areas of human knowledge. This chapter covers the following topics:

• Science and advances in knowledge in education systems

• Science and advances in knowledge in Psychology

• Science and advances in the knowledge of Medicine

• Science and advances in knowledge in Chemistry

• Science and advances in knowledge about the evolution of species

• Science and advances in knowledge from classical Physics to quantum Physics

• Science and the development of Chaos Theory

• Science and advances in knowledge in Energy

• Science and advances in information systems knowledge

• Science and advances in knowledge in Economics

• Science and advances in knowledge in Sociology

• The unscientific paradigm of economic sciences

• Science and sustainable development

• Science and advances in knowledge about the Universe.

• Engineering and scientific and technological progress

Chapter 4, Science, technology and the advancement of artificial intelligence, presents the contribution of science and technology to the development of artificial intelligence, with its impacts on the world of work and the advent of technological singularity. This chapter covers the following topics:

• Artificial intelligence – uses in production systems and impacts on the world of work

• The progress of artificial intelligence and its consequences

• Job in the age of artificial intelligence

• The advent of artificial superintelligence and its impacts

• The benefits and risks of technological singularity based on artificial superintelligence

Chapter 5, Science and technology and its contribution to economic and social revolutions throughout history, presents technological advances as the main responsible for the economic revolutions that changed the world, the contribution of science and technology to the progress resulting from economic revolutions and that have taken place throughout human history, for the informational or post-industrial revolution and for the future of industry. This chapter covers the following topics:

• Technological advancement as the main responsible for the economic revolutions that changed the world

• The great scientific, economic and social revolutions and the progress of humanity

• The informational or post-industrial revolution

• Science and the future of industry.

Chapter 6, Science and technology and the energy, transport and communications revolutions throughout history, presents the contribution of science and technology to the development of the energy, transport and communications sectors throughout human history. This chapter covers the following topics:

• Energy revolutions throughout history and their future evolution towards clean and renewable energy

• The revolutions in the means of transport from prehistory to the contemporary era and their future evolution

• The great inventions in land and pipeline transport throughout history and their future evolution

• The great inventions in waterway transport throughout history and their future evolution

• The great inventions in air and space transport throughout history and their future evolution

• Revolutions in communications from writing in prehistory to 5G internet in the contemporary era.

Chapter 7, Science and technology as a passport to save humanity from extinction, presents the contribution of science and technology to the knowledge of the Universe and its future evolution, as well as the strategies that can help to save humanity from catastrophes caused by human beings and natural catastrophes from planet Earth and from outer space. This chapter covers the following topics:

• Necessary advances in cosmology to save humanity from extinction

• How to save humanity with the end of the Universe

• The future of the Universe, the Sun, the Earth and Humanity

• The future of the Universe and Humanity

• How to save humanity with the death of the Sun and the collision of the Andromeda and Milky Way galaxies

• How to save humanity from the consequences of the Moon’s continued departure from Earth

• How to save humanity from cosmic rays

• How to save humanity from the collision on planet Earth of bodies coming from outer space

• How to save humanity from natural disasters caused by earthquakes, tsunamis and volcano eruptions

• The future of humanity in the face of internal and external threats to life on planet Earth

• The advancement of science and technology and the future of humanity

• The frontiers of science to increase the cognitive, physical and psychological capacity of the human being.

Chapter 8, Science and technology and its use for the good or ill of humanity, presents a critical analysis of the role of science and technology in promoting the progress and well-being of humanity and its opposite with its use in promoting of evils that affect the progress and well-being of humanity. This chapter covers the following topics:

• Science and technology in question

• Science, technology and progress in capitalism

• Capitalism, science, technology and barbarism

Chapter 9, Science and technology and development in Brazil, presents the contribution of science and technology to the development of Brazil. This chapter covers the following topics:

• Brazil’s weaknesses in science, technology and innovation

• How to promote the development of science, technology and innovation in Brazil

• Obstacles to the development of science, technology and innovation in Brazil.

Chapter 10, Conclusions, presents the main conclusions regarding the contribution of science and technology to the progress of humanity and Brazil and about the future of science and technology.

The methodology used in the elaboration of this book consisted, basically, in structuring its chapters with the use of articles object of studies and research by me published in several websites and specialized magazines covering the themes related to each chapter.

To the readers of this article, I inform that I will communicate the release of this book as soon as the Publisher makes it available for sale.

Fernando Alcoforado, 82, awarded the Medal of Merit for Engineering of the CONFEA/CREA System, member of the Bahia Academy of Education and of the SBPC – Brazilian Society for the Progress of Science, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development from the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic planning, business planning, regional planning and energy systems planning, he was Advisor to the Vice President of Engineering and Technology at LIGHT S.A. Electric power distribution company from Rio de Janeiro, Strategic Planning Coordinator of CEPED- Bahia Research and Development Center, Undersecretary of Energy of the State of Bahia, Secretary of Planning of Salvador, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) and A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021) .

A ESCALADA DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA E SUA CONTRIBUIÇÃO AO PROGRESSO E À SOBREVIVÊNCIA DA HUMANIDADE

Fernando Alcoforado*

“A escalada da ciência e da tecnologia e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade” é o título de meu 16º livro a ser publicado que tem como subtítulo “Ciência e tecnologia e sua contribuição ao desenvolvimento econômico e social e como passaporte para salvar a humanidade da extinção”. Este livro de mais de 300 páginas tem por objetivo apresentar a evolução da ciência e da tecnologia desde suas origens até a era contemporânea, bem como sua contribuição ao progresso econômico e social e à sobrevivência da espécie humana das ameaças internas do planeta Terra e das ameaças externas vindas do espaço sideral. Este livro que publico incorpora todo o conhecimento que adquiri ao longo de 60 anos de estudos e pesquisas sobre ciência e tecnologia e da vivência ao lidar com as questões científicas e tecnológicas como profissional de engenharia.

Historicamente, ciência e tecnologia têm contribuído para o desenvolvimento econômico e social e se constitui em passaporte para a salvar a humanidade da extinção. Ciência e tecnologia são as duas maiores invenções da história da humanidade. A ciência tem por objetivoexplicar, descrever e prever os fenômenos na natureza a partir do desenvolvimento de procedimentos metodológicos que possam ser constantemente verificados e reproduzidos. Tecnologia, por sua vez, diz respeito à aplicação prática do conhecimento científico consistindo no uso de técnicas, métodos e processos usados na produção de bens ou serviços.

Este livro tem os capítulos descritos a seguir: 

Capítulo 1- Introdução

Capítulo 2- As origens da ciência e seus métodos em busca da verdade científica

Capítulo 3- Ciência e avanço do conhecimento da humanidade

Capítulo 4- Ciência, tecnologia e o avanço da inteligência artificial

Capítulo 5- Ciência e tecnologia e sua contribuição às revoluções econômicas e sociais ao longo da história

Capítulo 6- Ciência e tecnologia e às revoluções energéticas, dos transportes e das comunicações ao longo da história

Capítulo 7- Ciência e tecnologia como passaporte para salvar a humanidade da extinção

Capítulo 8- Ciência e tecnologia e seu uso para o bem ou para o mal da humanidade

Capítulo 9- Ciência e tecnologia e desenvolvimento no Brasil 

Capítulo 10- Conclusões

O capítulo 2, As origens da ciência e seus métodos em busca da verdade científica, apresenta o desenvolvimento da ciência desde suas origens, a gênese do Renascimento e da Revolução Científica, a relação entre a ciência, a filosofia e a religião, os métodos utilizados em busca da verdade científica e a contribuição da ciência ao progresso da humanidade.  Neste capítulo são abordados os tópicos seguintes:

  • Agênese da ciência e sua evolução ao longo da história
  • A verdade sobre a gênese do Renascimento e da Revolução Científica na Europa
  • A verdadeira gênese do Renascimento, da Revolução Científica e da descoberta da América 
  • A ciência e a evolução do método científico
  • Ciência e verdade
  • O conceito de verdade científica
  • Os métodos para a busca da verdade científica
  • O método científico e seus questionamentos
  • A comprovação da verdade científica
  • Os métodos da ciência na validação de medicamentos e vacinas e a pandemia do novo Coronavirus
  • A ciência e a contribuição da matemática em seu desenvolvimento
  • Ciência e filosofia para conhecer e interpretar a realidade
  • O conflito entre ciência e religião
  • Ciência e progresso.

O capítulo 3, Ciência e avanço do conhecimento da humanidade, apresenta a contribuição da ciência ao desenvolvimento de várias áreas do conhecimento da humanidade. Neste capítulo são abordados os tópicos seguintes:

  • A ciência e os avanços do conhecimento em sistemas de educação
  • A ciência e os avanços do conhecimento em Psicologia
  • A ciência e os avanços do conhecimento da Medicina
  • A ciência e os avanços do conhecimento em Química
  • A ciência e os avanços no conhecimento sobre a evolução das espécies
  • A ciência e os avanços no conhecimento da Física clássica à Física quântica
  • A ciência e o desenvolvimento da Teoria do Caos
  • A ciência e os avanços do conhecimento em Energia
  • A ciência e os avanços do conhecimento dos sistemas de informação
  • A ciência e os avanços do conhecimento em Economia
  • A ciência e os avanços do conhecimento em Sociologia
  • O anticientífico paradigma das ciências econômicas
  • A ciência e o desenvolvimento sustentável
  • A ciência e os avanços no conhecimento sobre o Universo. 
  • A engenharia e o progresso científico e tecnológico

O capítulo 4, Ciência, tecnologia e o avanço da inteligência artificial, apresenta a contribuição da ciência e tecnologia ao desenvolvimento da inteligência artificial com seus impactos sobre o mundo do trabalho e ao advento da singularidade tecnológica. Neste capítulo são abordados os tópicos seguintes:

  • Inteligência artificial – usos nos sistemas produtivos e impactos sobre o mundo do trabalho
  • O progresso da inteligência artificial e suas consequências
  • O trabalho na era da inteligência artificial
  • O advento da superinteligência artificial e seus impactos
  • Os benefícios e os riscos da singularidade tecnológica baseada na superinteligência artificial

O capítulo 5, Ciência e tecnologia e sua contribuição às revoluções econômicas e sociais ao longo da história, apresenta o avanço tecnológico como principal responsável pelas revoluções econômicas que mudaram o mundo, a contribuição da ciência e da tecnologia ao progresso resultante das revoluções econômicas e sociais ocorridas ao longo da história da humanidade, para a revolução informacional ou pós-industrial e para o futuro da indústria. Neste capítulo são abordados os tópicos seguintes:

  • O avanço tecnológico como principal responsável pelas revoluções econômicas que mudaram o mundo
  • As grandes revoluções científicas, econômicas e sociais e o progresso da humanidade
  • A revolução informacional ou pós-industrial
  • A ciência e o futuro da indústria. 

O capítulo 6, Ciência e tecnologia e às revoluções energéticas, dos transportes e das comunicações ao longo da história, apresenta a contribuição da ciência e da tecnologia no desenvolvimento dos setores de energia, transportes e comunicações ao longo da história da humanidade. Neste capítulo são abordados os tópicos seguintes:

  • As revoluções energéticas ao longo da história e sua futura evolução rumo à energia limpa e renovável
  • As revoluções nos meios de transporte desde a pré-história à era contemporânea e sua evolução futura
  • As grandes invenções no transporte terrestre e dutoviário ao longo da história e sua futura evolução
  • As grandes invenções no transporte hidroviário ao longo da história e sua futura evolução
  • As grandes invenções no transporte aéreo e espacial ao longo da história e sua futura evolução
  • As revoluções nas comunicações desde a escrita na pré-história à internet 5G na era contemporânea.

O capítulo 7, Ciência e tecnologia como passaporte para salvar a humanidade da extinção, apresenta a contribuição da ciência e tecnologia ao conhecimento do Universo e sua futura evolução, bem como as estratégias que podem contribuir para salvar a humanidade de catástrofes provocadas pelos seres humanos e catástrofes naturais oriundas do planeta Terra e vindas do espaço sideral. Neste capítulo são abordados os tópicos seguintes:

  • Avanços necessários em cosmologia para salvar a humanidade da extinção
  • Como salvar a humanidade com o fim do Universo
  • O futuro do Universo, do Sol, da Terra e da Humanidade
  • O futuro do Universo e da Humanidade
  • Como salvar a humanidade com a morte do Sol e a colisão das galáxias Andrômeda e Via Láctea
  • Como salvar a humanidade das consequências do contínuo afastamento da Lua em relação à Terra
  • Como salvar a humanidade dos raios cósmicos
  • Como salvar a humanidade da colisão sobre o planeta Terra de corpos vindos do espaço sideral
  • Como salvar a humanidade de catástrofes naturais provocadas por terremotos, tsunamis e erupções de vulcões
  • O futuro da humanidade diante das ameaças internas e externas à vida no planeta Terra
  • O avanço da ciência e da tecnologia e o futuro da humanidade
  • As fronteiras da ciência para aumentar a capacidade cognitiva, física e psicológica do ser humano.

O capítulo 8, Ciência e tecnologia e seu uso para o bem ou para o mal da humanidade, apresenta uma análise crítica do papel da ciência e da tecnologia na promoção do progresso e bem estar da humanidade e de seu oposto com sua utilização na promoção de males que afetam o progresso e o bem estar da humanidade. Neste capítulo são abordados os tópicos seguintes:

  • Ciência e tecnologia em questão
  • Ciência, tecnologia e progresso no capitalismo
  • Capitalismo, ciência, tecnologia e barbárie

O capítulo 9, Ciência e tecnologia e desenvolvimento no Brasil, apresenta a contribuição da ciência e tecnologia ao desenvolvimento do Brasil, Neste capítulo são abordados os tópicos seguintes:

  • As fragilidades do Brasil em ciência, tecnologia e inovação
  • Como promover o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no Brasil
  • Obstáculos ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no Brasil.

O capítulo 10, Conclusões, apresenta as principais conclusões a respeito da contribuição da ciência e da tecnologia ao progresso da humanidade e do Brasil e sobre o futuro da ciência e da tecnologia.

A metodologia utilizada na elaboração deste livro consistiu, basicamente, em estruturar seus capítulos com o uso de artigos objetos de estudos e pesquisas por mim publicados desde 2009 em diversos websites e revistas especializadas abordando os temas referentes a cada capítulo.   

Aos leitores deste artigo, eu informo que comunicarei seu lançamento logo que a Editora disponibilizar o livro para venda.

* Fernando Alcoforado, 82, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação e da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) e A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).

LA CONTRIBUTION DE L’INGÉNIERIE AU PROGRÈS SCIENTIFIQUE ET TECHNOLOGIQUE À TRAVERS L’HISTOIRE

Fernando Alcoforado*

Cet article vise à démontrer la grande contribution de l’ingénierie au progrès de la science et de la technologie à travers l’histoire humaine. L’Ingénierie et l’Ingénieur existent depuis les temps les plus reculés. On peut dire que l’Ingénierie et l’Ingénieur existent depuis l’apparition de l’homme sur la face de la Terre. Si nous comprenons l’ingénierie comme l’art d’utiliser la technique pour accomplir ce que l’imagination humaine conçoit, nous verrons que, tant que l’humanité existera, l’ingénierie sera présente. L’ingénierie, comprise comme l’art de faire, consiste à appliquer des connaissances scientifiques et empiriques à la création de structures, de processus et de dispositifs, qui sont utilisés pour convertir les ressources naturelles en formes adéquates pour répondre aux besoins humains.

L’ingénierie est synonyme de progrès technique. L’ingénierie a été utilisée tout au long de l’histoire de l’humanité comme un moyen d’améliorer les conditions de vie de la société dans tous les pays du monde, ainsi qu’à des fins militaires. L’ingénierie est le moyen par lequel les gens peuvent acquérir des conditions pour mieux vivre, se déplacer plus rapidement, communiquer plus largement et plus rapidement, acquérir confort et sécurité, avoir accès à des aliments plus nutritifs et plus sains, etc. Le bon fonctionnement de l’Ingénierie n’intéresse donc pas seulement les professionnels et les entrepreneurs du secteur. Elle intéresse l’ensemble de la société, étant aussi synonyme de développement. Depuis l’aube de l’humanité, de nombreuses personnes se sont occupées de diverses tâches qui sont aujourd’hui des attributions de l’ingénieur qui a réalisé d’innombrables et magnifiques travaux d’ingénierie de l’Antiquité, tels que le phare d’Alexandrie, les pyramides d’Égypte, les jardins suspendus de Babylone, l’Acropole et le Parthénon à Athènes, les anciens aqueducs romains, la Voie Appienne, le Colisée à Rome, Teotihuacán au Mexique, les Pyramides des Mayas, des Incas et des Aztèques et la Grande Muraille de Chine, parmi de nombreuses autres œuvres.

Le premier ingénieur était probablement Imhotep qui a conçu et supervisé la construction de la Pyramide de Gizeh en Egypte, une pyramide à degrés à Saqqarah, vers 2630 BC-2611 BC. De l’Antiquité au XVe siècle, les ouvrages d’art sont bien plus le fruit de l’empirisme et de l’intuition que du calcul et de la véritable ingénierie. La recherche scientifique, y compris dans les sciences physiques et mathématiques, était presque une simple spéculation, souvent non destinée à des applications pratiques. Il y avait, tout au plus, une application à des fins militaires. Léonard de Vinci et Galilée Galilée, aux XVe et XVIIe siècles, par exemple, peuvent être considérés comme les précurseurs de l’ingénierie basée sur la science parce que ce qu’ils faisaient était régi par des lois physiques et mathématiques.

Dans l’histoire des sciences, la Révolution scientifique est la période qui commence au XVIe siècle avec la Renaissance et dure jusqu’au XVIIIe siècle avec la Révolution industrielle. A partir de cette époque, la Science, jusque-là liée à la Philosophie, s’en sépare et devient un savoir plus structuré et pratique. La Renaissance a apporté comme l’une de ses caractéristiques l’utilisation d’un sens critique plus élevé et une plus grande attention aux besoins humains qui ont permis à l’homme d’observer les phénomènes naturels avec plus d’attention au lieu de suivre l’interprétation de l’Église catholique qui dictait sa pensée au Moyen Âge. Les événements significatifs de la Révolution scientifique, au début du XVIe siècle, ont été la publication des ouvrages “Sur les révolutions des sphères célestes” de Nicolas Copernic et “Sur l’organisation du corps humain” d’Andreas Vesalius. La publication du “Dialogue sur les deux principaux systèmes du monde” de Galileo Galilei et l’énonciation des lois de Kepler ont stimulé de manière décisive la Révolution scientifique.

Avec la Révolution scientifique, les visées de l’homme de science et de la science elle-même ont fini par être réorientées vers une époque libérée des influences mystiques du Moyen Âge. Depuis le début de la Révolution Scientifique, il y a environ quatre siècles, l’exercice de l’Ingénierie a évolué rapidement avec l’utilisation simultanée croissante des connaissances acquises dans les domaines les plus divers des activités scientifiques. La naissance de l’ingénierie moderne est la conséquence de deux grands événements qui ont marqué l’histoire de l’humanité au XVIIIe siècle : la révolution industrielle en Angleterre et le mouvement philosophique et culturel des Lumières en France. Au fur et à mesure du développement des sciences mathématiques et physiques, l’Ingénierie s’est structurée, mais ce n’est qu’au XVIIIe siècle qu’il a été possible d’arriver à un ensemble de doctrines systématiques et ordonnées, qui ont constitué la première base théorique de l’Ingénierie.

L’ingénierie moderne se caractérise par l’application généralisée des connaissances scientifiques à la résolution de problèmes, se consacrant essentiellement à des problèmes du même type que l’ingénierie du passé, mais avec la caractéristique distincte et remarquable qu’est l’application de la science. On sait que l’ingénierie est présente dans l’ensemble du secteur productif, à savoir : dans les usines, dans les chantiers de construction de logements et d’infrastructures, dans les universités, dans les laboratoires scientifiques, dans les centres de recherche technologique, dans les transports, dans la production d’énergie, dans les communications, la production alimentaire, entre autres activités. Les grands changements qui ont eu lieu dans la vie des gens dans le monde moderne ont été générés par une technologie alimentée par des connaissances accumulées et d’importants investissements dans la recherche et l’innovation. L’humanité a besoin de l’ingénierie car elle transforme les connaissances accumulées dans les universités et les centres de recherche, publics et privés, en produits et services disponibles pour la société.

La transformation des connaissances produites dans les laboratoires par des professionnels de divers domaines, y compris des ingénieurs, appartient à des ingénieurs pour concevoir et réaliser. Ce n’est pas un hasard si dans toutes les définitions de l’ingénierie, et elles sont nombreuses, on trouve les mots « application pratique des principes scientifiques visant à transformer la nature avec économie de ressources ». L’être humain a actuellement à sa disposition des produits que la connaissance et la technologie combinent d’une manière jamais atteinte auparavant. L’avenir pointe désormais vers le Génie Génétique qui, associé aux technologies de l’information, offre une énorme possibilité de contribuer à la solution du problème de la faim dans le monde. Les communications mondiales instantanées, les nouveaux produits chimiques et pharmaceutiques, l’intensification de la consommation et de la production d’énergie et des transports, l’augmentation de la productivité agricole, l’incroyable coopération technologique ajoutée à la médecine, sont des exemples de cette révolution scientifique et technologique.

De nos jours, d’innombrables entreprises dans le monde ont eu et comptent sur le soutien décisif de l’ingénierie, comme les gigantesques centrales hydroélectriques des Trois Gorges en Chine et d’Itaipu au Brésil/Paraguay, des bâtiments comme l’Empire State Building à New York, la Capital Gate dans la ville d’Abu Dhabi aux Émirats arabes unis et la Kingdom Tower construite dans la ville de Jeddah, en Arabie saoudite, qui compte 275 étages, atteignant l’incroyable barre des 1 600 mètres de hauteur, des ponts comme les plus longs du monde au-dessus de la mer de 36,48 kilomètres construits dans la ville côtière de Qingdao en Chine et de Rio-Niterói au Brésil, de grands stades de football, des centres commerciaux, des aéroports, des chemins de fer, des autoroutes et des viaducs, des navires transatlantiques, des supertankers et des super vraquiers, des avions à réaction, fusées et vaisseaux spatiaux, entre autres.

L’ingénierie doit donc être comprise comme une culture, ouverte sur la société, active dans la promotion de son développement, recherchant la meilleure qualité de vie comme finalité. Comme le développement technologique dépend fondamentalement de la capacité d’ingénierie, on peut dire que l’éducation, la science, l’ingénierie et la technologie sont étroitement liées. Les ingénieurs sont les plus responsables de la réalisation des innovations générées par la science et la technologie. L’ingénierie est stratégique pour le progrès de l’humanité.

* Fernando Alcoforado, 82, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018),  Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) et A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).

THE CONTRIBUTION OF ENGINEERING TO SCIENTIFIC AND TECHNOLOGICAL PROGRESS THROUGHOUT HISTORY

Fernando Alcoforado*

This article aims to demonstrate the great contribution of Engineering to the progress of science and technology throughout human history. Engineering and the Engineer have existed since the most remote times. It can be said that Engineering and Engineer have existed since the appearance of man on the face of the Earth. If we understand Engineering as the art of using technique to accomplish what the human imagination conceives, we will see that, as long as humanity exists, Engineering will be present. Engineering, understood as the art of making, consists of applying scientific and empirical knowledge to the creation of structures, processes and devices, which are used to convert natural resources into adequate forms to meet human needs.

Engineering is synonymous with technical progress. Engineering has been used throughout human history as a means to achieve better living conditions for society in all countries of the world and also for military purposes. Engineering is the means through which people can acquire conditions to live better, transport themselves more quickly, communicate more extensively and quickly, acquire comfort and safety, have access to more nutritious and healthy foods, etc. The proper functioning of Engineering, therefore, is not only of interest to professionals and entrepreneurs in the sector. It is of interest to the whole society, being also synonymous with development. Since the dawn of humanity, many people have taken care of various tasks that today are attributions of the engineer who carried out countless and magnificent works of Antiquity Engineering, such as the Lighthouse of Alexandria, the Pyramids of Egypt, the Hanging Gardens of Babylon, the Acropolis and the Parthenon in Athens, the ancient Roman aqueducts, the Appian Way, the Coliseum in Rome, Teotihuacán in Mexico, the Pyramids of the Mayans, Incas and Aztecs and the Great Wall of China, among many other works.

The first engineer was probably Imhotep who designed and supervised the construction of the Pyramid of Giza in Egypt, a step pyramid at Saqqara, around 2630 BC-2611 BC. From Antiquity to the 15th century, engineering works were much more the result of empiricism and intuition than of calculation and true engineering. Scientific inquiry, including the physical and mathematical sciences, was almost mere speculation, often not aimed at practical applications. There was, at most, some application for military purposes. Leonardo da Vinci and Galileo Galilei, in the 15th and 17th centuries, for example, can be considered the precursors of science-based engineering because what they did was governed by physical and mathematical laws.

In the history of science, the Scientific Revolution is the period that began in the 16th century with the Renaissance and lasted until the 18th century with the Industrial Revolution. From that period on, Science, which until then was linked to Philosophy, separates itself from it and becomes a more structured and practical knowledge. The Renaissance brought as one of its characteristics the use of a higher critical sense and a greater attention to human needs that allowed man to observe natural phenomena more attentively instead of denying them to the interpretation of the Catholic Church that dictated its thinking during the Middle Ages. Significant events of the Scientific Revolution, at the beginning of the 16th century, were the publication of the works “On the revolutions of the celestial spheres” by Nicolaus Copernicus and “On the Organization of the Human Body” by Andreas Vesalius. The publication of the “Dialogue on the two main systems of the world” by Galileo Galilei and the enunciation of Kepler’s Laws decisively boosted the Scientific Revolution.

With the Scientific Revolution, the goals of the man of science and of science itself were redirected to an era free from the mystical influences of the Middle Ages. Since the beginning of the Scientific Revolution, approximately four centuries ago, the exercise of Engineering has evolved rapidly with the increasing simultaneous use of knowledge obtained in the most diverse areas of scientific activities. The birth of modern engineering was the consequence of two great events that took place in the history of humanity in the 18th century: the Industrial Revolution in England and the philosophical and cultural movement called Enlightenment in France. As the mathematical and physical sciences developed, Engineering was structured, but only in the 18th century was it possible to arrive at a systematic and ordered set of doctrines, which constituted the first theoretical basis of Engineering.

Modern engineering is characterized by the generalized application of scientific knowledge to the solution of problems, dedicating itself, basically, to problems of the same kind as the engineering of the past, however, with the distinct and outstanding characteristic that is the application of science. It is known that Engineering is present in the entire productive sector, namely: in factories, in housing and infrastructure construction sites, in universities, in scientific laboratories, in technological research centers, in transport, in energy generation, in communications, food production, among other undertakings. The great changes that have been taking place in people’s lives in the modern world were generated by technology that is fueled by accumulated knowledge and large investments in research and innovation. Humanity needs Engineering because it transforms the knowledge accumulated in universities and research centers, public and private, into products and services available to society.

The transformation of knowledge produced in laboratories by professionals from various areas, including engineers, is up to engineers to design and carry out. It is not by chance that in all engineering definitions, and there are many, we find the words “practical application of scientific principles aimed at transforming nature with economy of resources”. The human being currently has at his disposal products that knowledge and technology combine in a way never achieved before. The future now points to Genetic Engineering, which, associated with information technology, offers an enormous possibility of contributing to the solution of the problem of hunger in the world. Instant global communications, new chemicals and pharmaceuticals, the intensification of consumption and production of energy and transport, the increase in agricultural productivity, the incredible technological cooperation added to medicine, are glaring examples of this scientific and technological revolution.

Nowadays, there are countless undertakings in the world that have had and count on the decisive support of Engineering, such as the gigantic hydroelectric plants of Three Gorges in China and Itaipu in Brazil/Paraguay, buildings such as the Empire State Building in New York, the Capital Gate in city ​​of Abu Dhabi in the United Arab Emirates and the Kingdom Tower built in the city of Jeddah, Saudi Arabia, which has 275 floors, reaching the incredible mark of 1,600 meters in height, bridges as the longest in the world over the sea of 36.48 kilometers built in the coastal city of Qingdao in China and Rio-Niterói in Brazil, large football stadiums, shopping malls, airports, railways, highways and viaducts, transatlantic ships, supertankers and super bulk carriers, jet planes, rockets and spaceships, among others.

Engineering must be understood, therefore, as a culture, open to society, active in promoting its development, seeking the best quality of life as its purpose. As technological development fundamentally depends on engineering capacity, it can be said that education, science, engineering and technology are closely related. Engineers are most responsible for realizing the innovations generated by science and technology. Engineering is strategic for the progress of humanity.

* Fernando Alcoforado, 82, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) and A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021) .