A CONTRIBUIÇÃO DA ENGENHARIA AO PROGRESSO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO AO LONGO DA HISTÓRIA

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo demonstrar a grande contribuição da Engenharia ao progresso da ciência e da tecnologia ao longo da história da humanidade. A Engenharia e o Engenheiro existem desde os mais remotos tempos. Pode-se afirmar que Engenharia e Engenheiro existem desde o aparecimento do homem na face da Terra. Se entendermos a Engenharia como a arte de usar a técnica para realizar aquilo que a imaginação humana concebe, verificaremos que, enquanto existir a humanidade a Engenharia estará presente. A Engenharia, compreendida como a arte de fazer, consiste em aplicar conhecimentos científicos e empíricos à criação de estruturas, processos e dispositivos, que são utilizados para converter recursos naturais em formas adequadas ao atendimento das necessidades humanas.

A Engenharia é sinônimo de progresso técnico. A Engenharia tem sido utilizada ao longo da história da humanidade como um meio para a conquista de melhores condições de vida para a sociedade em todos os países do mundo e também para fins militares. A Engenharia é o meio através do qual as pessoas podem adquirir condições para habitar melhor, se transportar com mais rapidez, se comunicar com mais extensão e rapidez, adquirir conforto e segurança, ter acesso a alimentos mais nutritivos e saudáveis, etc. O bom funcionamento da Engenharia, portanto, não é de interesse apenas dos profissionais e empresários do setor. É de interesse de toda a sociedade, sendo também sinônimo de desenvolvimento. Desde os primórdios da humanidade, muita gente se ocupou de diversas tarefas que hoje são atribuições do engenheiro que realizaram incontáveis e magníficas obras de Engenharia da Antiguidade, como o Farol de Alexandria, as Pirâmides do Egito, os Jardins Suspensos da Babilônia, a Acrópole e o Partenon de Atenas, os antigos aquedutos romanos, a Via Ápia, o Coliseu de Roma, Teotihuacán no México, as Pirâmides dos Maias, Incas e Astecas e a Grande Muralha da China, entre muitas outras obras.

O primeiro engenheiro foi provavelmente Imhotep que projetou e supervisionou a construção da Pirâmide de Gizé no Egito, uma pirâmide de degraus em Saqqara, por volta de 2630 a.C.-2611 a.C. Desde a Antiguidade até o século XV, as obras de engenharia foram muito mais fruto do empirismo e da intuição do que do cálculo e de uma verdadeira engenharia. A investigação científica, inclusive nas ciências físicas e matemáticas, era quase mera especulação, em geral sem ter como alvo aplicações práticas. Havia, quando muito, alguma aplicação com finalidades militares. Leonardo da Vinci e Galileu Galileu, nos séculos XV e XVII, por exemplo, podem ser considerados os precursores da Engenharia de base científica porque o que eles fizeram era regido por leis físicas e matemáticas.

Na história da ciência, chama-se Revolução Científica o período que começou no século XVI com o Renascimento e prolongou-se até o século XVIII com a Revolução Industrial. A partir desse período, a Ciência, que até então estava atrelada à Filosofia, separa-se desta e passa a ser um conhecimento mais estruturado e prático. O Renascimento trouxe como uma de suas características a utilização de um senso crítico mais elevado e uma maior atenção às necessidades humanas que permitiu ao homem observar mais atentamente os fenômenos naturais em vez de renegá-los à interpretação da Igreja Católica que ditava seu pensamento durante a Idade Média. Eventos marcantes da Revolução Científica, no início do século XVI, foram a publicação das obras “Das revolucões das esferas celestes” por Nicolau Copérnico e “Da Organização do Corpo Humano” por Andreas Vesalius. A publicação do “Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo” por Galileu Galilei e o enunciado das Leis de Kepler impulsionaram decisivamente a Revolução Científica.

Com a Revolução Científica, os objetivos do homem de ciência e da própria ciência acabaram sendo redirecionados para uma era livre das influências místicas da Idade Média. Desde o início da Revolução Científica, há aproximadamente quatro séculos, o exercício da Engenharia tem evoluído rapidamente com a crescente utilização simultânea dos conhecimentos obtidos nas mais diversas áreas das atividades científicas. O nascimento da Engenharia moderna foi consequência de dois grandes acontecimentos que ocorreram na história da humanidade no século XVIII: a Revolução Industrial na Inglaterra e o movimento filosófico e cultural denominado de Iluminismo na França. Na medida em que se desenvolviam as ciências matemáticas e físicas, a Engenharia foi se estruturando, mas somente no século XVIII foi possível chegar-se a um conjunto sistemático e ordenado de doutrinas, que constituíram a primeira base teórica da Engenharia.

A Engenharia moderna se caracteriza pela aplicação generalizada dos conhecimentos científicos à solução de problemas dedicando-se, basicamente, a problemas da mesma espécie que a engenharia do passado, porém, com a característica distinta e marcante que é a aplicação da ciência. É sabido que a Engenharia está presente em todo o setor produtivo, a saber: nas fábricas, nos canteiros de obras habitacionais e de infraestrutura, nas universidades, nos laboratórios científicos, nos centros de pesquisas tecnológicas, nos transportes, na geração de energia, nas comunicações, na produção de alimentos, entre outros empreendimentos. As grandes mudanças que vêm ocorrendo na vida das pessoas, no mundo moderno, foram geradas pela tecnologia que é alimentada pelo conhecimento acumulado e os grandes investimentos em pesquisa e inovação. A humanidade precisa da Engenharia porque é ela que transforma o conhecimento acumulado em universidades e centros de pesquisa, públicas e privadas, em produtos e serviços disponibilizados à sociedade.

A transformação do conhecimento produzido em laboratórios por profissionais de várias áreas, inclusive engenheiros, cabe aos engenheiros projetar e realizar. Não é à toa que em todas as definições da engenharia, e são muitas, encontramos as palavras “aplicação prática de princípios científicos visando à transformação da natureza com economia de recursos”. O ser humano tem atualmente ao seu dispor produtos que o conhecimento e a tecnologia se agregam de forma nunca alcançada antes. O futuro aponta agora para a Engenharia Genética, que associada à informática, oferece enorme possibilidade de contribuição para solução do problema da fome no mundo. As comunicações instantâneas globais, os novos produtos químicos e farmacêuticos, a intensificação no consumo e produção de energia e transportes, o aumento da produtividade agrícola, a incrível cooperação tecnológica acrescentada à medicina, são exemplos flagrantes dessa revolução científica e tecnológica.

Modernamente, são inúmeros os empreendimentos no mundo que contaram e contam com o decisivo apoio da Engenharia tais como as gigantescas usinas hidrelétricas de Três Gargantas na China e Itaipu no Brasil/Paraguai, edifícios como o Empire State Building em New York, o Capital Gate na cidade de Abu Dhabi nos Emirados Árabes Unidos e o Kingdom Tower construído na cidade de Jeddah, Arábia Saudita, que possui 275 andares, atingindo a incrível marca dos 1,6 mil metros de altura, pontes como a mais longa do mundo sobre o mar de 36,48 quilômetros construída na cidade litorânea de Qingdao na China e a Rio-Niterói no Brasil, grandes estádios de futebol, shopping-centers, aeroportos, ferrovias, rodovias e viadutos, navios transatlânticos, navios superpetroleiros e supergraneleiros, aviões a jato, foguetes e naves espaciais, entre outros.

A Engenharia deve ser entendida, portanto, como uma cultura, aberta para a sociedade, ativa na promoção de seu desenvolvimento procurando como propósito a melhor qualidade de vida. Como o desenvolvimento tecnológico depende fundamentalmente da capacidade em Engenharia, pode-se afirmar que educação, ciência, engenharia e tecnologia estão intimamente relacionadas. Os engenheiros são os maiores responsáveis pela concretização das inovações geradas pela ciência e pela tecnologia. A Engenharia é estratégica para o progresso da humanidade.

* Fernando Alcoforado, 82, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) e A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).

LE KEYNESIANISME MONDIAL ET LE GOUVERNEMENT MONDIAL SONT URGENTS POUR COMMANDER L’ÉCONOMIE MONDIALE

Fernando Alcoforado*

John Maynard Keynes était le plus grand représentant de la pensée économique libérale néoclassique liée à l’école néoclassique suédoise qui, avec ses travaux, a promu une révolution dans la doctrine économique, opposant, principalement, la pensée marxiste et la pensée libérale classique. Son ouvrage principal était La théorie générale de l’emploi, de l’intérêt et de la monnaie lancée en 1936. La pensée économique de Keynes défend l’État comme un agent actif contre la récession et le chômage élevé. En exigeant un gouvernement plus large en tant que décideur dans l’économie d’un pays, le keynésianisme s’est positionné contre la pensée libérale classique et d’autres écoles de pensée libérale néoclassique qui défendent un État aussi petit que possible. Keynes croyait que le capitalisme pouvait surmonter ses problèmes structurels en tant que système économique à condition de procéder à des réformes importantes, comme il le proposait, étant donné que le capitalisme libéral, qui a dominé l’économie mondiale jusqu’en 1945, s’était révélé incompatible avec le maintien du plein emploi et la stabilité économique.

Keynes a préconisé une intervention modérée de l’État pour parvenir à la stabilité économique et assurer le plein emploi dans l’économie d’un pays. Keynes a affirmé qu’il appartient à l’État d’encourager l’augmentation des moyens de production et la bonne rémunération de leurs détenteurs. La pensée keynésienne a laissé certaines tendances qui prévalent à ce jour dans le système économique actuel. Parmi les principaux, l’utilisation de modèles macroéconomiques, l’interventionnisme modéré de l’État et l’utilisation des mathématiques dans les sciences économiques. Le libéralisme néoclassique a réussi avec le keynésianisme après la Seconde Guerre mondiale lorsqu’il a contribué de manière décisive au développement économique de la plupart des pays du monde de 1945 à 1965, ce que l’on appelle «l’âge d’or». La figure 1 montre le taux de profit mondial de 1869 à 2007.

Figure 1- Taux de profit mondial

Source : <https://contrapoder.net/artigo/a-taxa-e-a-massa-de-lucros/>. 

Dans la figure 1, on peut clairement voir la chute vertigineuse du taux de profit mondial de 1965 à 1983, quand il y a eu une petite reprise du taux de profit après l’adoption du modèle néolibéral au niveau mondial de 1983 à 1995. Cependant , de 1995 à 2007, la chute du taux de profit mondial pointe vers la menace d’une crise survenue en 2008 et d’une dépression qui n’a pas évolué parce que les gouvernements ont agi pour empêcher la débâcle du système capitaliste mondial.

La figure 2 montre le taux de profit aux États-Unis, dont l’évolution de 1946 à 2012 est similaire à celle du taux de profit mondial présenté dans la figure 1.

Figure 2- Taux de profit aux États-Unis

Source : <https://blogdaboitempo.com.br/2017/01/26/a-longa-depressao-do-seculo-21-e-a-era-da-barbarie-social-i/>.

La figure 3 présente le taux de croissance réel du produit brut mondial et des produits financiers (dérivés). On y voit la chute de la croissance du Produit Mondial Brut de 1961 à 2007.

Figure 3- Taux de croissance réels du produit brut mondial et des produits financiers (dérivés)

Source : BEINSTEIN, Jorge. Rostos da crise: Reflexões sobre o colapso da civilização burguesa. Disponible sur le site <http://resistir.info/crise/beinstein_04nov08_p.html>, 2008.>.

La figure 4 montre la baisse du taux de croissance mondiale à partir de 2005 avec une projection jusqu’en 2060.

Figure 4- Taux de croissance mondiale – 2005/2060

Source : <https://br.investing.com/analysis/evolucao-da-economia-mundial-ate-2060-menor-crescimento-a-frente-200221955>.

Le keynésianisme a cessé d’être efficace dans les années 1970 avec la chute de la croissance économique mondiale après les années dites « glorieuses » (1945/1965), car il n’a pas su résoudre les deux chocs pétroliers et la crise de la dette de la plupart des pays dans le monde qui est devenu insolvable avec les banques internationales. Il convient de noter que dans les “années glorieuses”, il y avait des taux de croissance économique et de création d’emplois et de revenus sans précédent dans l’économie mondiale et la combinaison de la croissance économique avec une main-d’œuvre pleinement employée, avec des salaires raisonnables et protégés par l’État social-providence surtout dans les pays d’Europe occidentale. Le keynésianisme a été abandonné en tant que pensée économique dominante dans les années 1980 et remplacé par la pensée économique néolibérale qui oppose la pensée économique marxiste et la pensée libérale néoclassique keynésienne de protection sociale et propose la restauration de la pensée économique libérale classique basée sur une vision politique économique conservatrice qui vise à réduire la participation de l’État à l’économie autant que possible, non seulement au niveau national, mais aussi au niveau mondial, dont l’attente était de favoriser la reprise de la croissance du taux de profit mondial du système capitaliste.

Cependant, le néolibéralisme qui a remplacé le keynésianisme a également échoué parce que le taux de profit mondial et la croissance économique mondiale ont continué de baisser, n’empêchant pas le déclenchement de la crise mondiale de 2008 et le chaos s’est ensuivi dans l’économie mondiale grâce à l’absence de régulation économique et financière mondiale. Face à l’échec du néolibéralisme et à son incapacité à faire face à la crise globale du capitalisme, le keynésianisme pourrait être la solution tant qu’il serait appliqué globalement, c’est-à-dire qu’il opérerait dans la planification économique, pas seulement au niveau national pour réaliser des objectifs économiques de la stabilité et la pleine utilisation des facteurs dans chaque pays, mais aussi au niveau mondial pour éliminer le chaos économique mondial qui prévaut actuellement avec le néolibéralisme. Le keynésianisme devrait également être adopté au niveau planétaire afin d’assurer la stabilité économique et le plein emploi des facteurs à l’échelle mondiale.

Avec le keynésianisme mondial, il y aurait la coordination des politiques économiques keynésiennes au niveau planétaire qui ne pourrait se faire qu’avec l’existence d’un gouvernement mondial. Ce serait le moyen d’obtenir la stabilité de l’économie mondiale pour éliminer le chaos qui caractérise la mondialisation néolibérale actuellement dominante à travers le monde. Il est important de noter que le capitalisme est un système complexe, dynamique, adaptatif et non linéaire car il comporte des éléments ou des agents en grand nombre qui interagissent les uns avec les autres, formant une ou plusieurs structures issues des interactions entre ces agents. Les systèmes complexes sont des systèmes qui se caractérisent par leur dynamique dont les caractéristiques fondamentales sont leur dépendance sensible aux conditions initiales par lesquelles, des différences minimes au début de tout processus, peuvent conduire à des situations complètement opposées dans le temps. La théorie du chaos explique le fonctionnement des systèmes complexes et dynamiques. Selon la Théorie du Chaos, les systèmes entrent dans un état de chaos lorsque des fluctuations qui étaient jusque-là corrigées par rétroactions auto-stabilisantes deviennent incontrôlables. La trajectoire de développement devient non linéaire : les tendances dominantes s’effondrent et à leur place divers développements complexes émergent. Le chaos est rarement une condition prolongée. Dans la plupart des cas, il ne s’agit que d’une époque de transition entre des états plus stables.

Afin de gérer un système complexe tel que le capitalisme, il est nécessaire de créer des mécanismes de rétroaction et de contrôle par le gouvernement mondial pour assurer la stabilité du système économique. Comme le capitalisme est un système dynamique, des attracteurs “étranges” ou chaotiques peuvent apparaître qui peuvent déstabiliser le système, même s’il y a “rétroaction” ou contrôle gouvernemental. Ces attracteurs « étranges » peuvent se situer dans chaque pays dans la sphère économique, comme la baisse de la croissance économique et de l’inflation, dans la sphère politique, comme l’existence d’instabilité dans le système politique, ainsi que dans la sphère sociale, comme par exemple le chômage et les grèves ouvrières. Les attracteurs « étranges » ou chaotiques peuvent conduire à la déstabilisation du système capitaliste d’un pays avec des réflexes mondiaux. Avec le keynésianisme global adopté dans la planification de l’économie mondiale et l’existence d’un gouvernement mondial, il serait possible d’éliminer le chaos générateur d’incertitude qui caractérise l’économie mondiale soumise à des instabilités constantes. L’élimination du chaos ou l’atténuation de l’instabilité et de l’incertitude avec ses turbulences et ses risques dans l’économie mondiale ne sera atteinte qu’avec l’existence d’un gouvernement mondial qui agirait pour assurer la coordination entre les politiques économiques keynésiennes adoptées dans chaque pays et au niveau mondial. Pour être efficace, le gouvernement mondial devrait adopter le processus de planification économique keynésien qui aide à éliminer l’instabilité et l’incertitude avec ses turbulences et ses risques.

A noter que, du point de vue du keynésianisme global, le Produit Mondial Brut (PMB) peut être calculé à partir de la somme de toutes ses composantes : PMB = C + I + G. Dans cette formule, C (Consommation globale des ménages ) correspond aux dépenses des ménages de tous les pays en biens de consommation (consommation privée), I (Investissement privé global) correspond aux dépenses des entreprises de tous les pays en investissement, soit en biens d’équipement (formation brute de capital fixe) soit en stocks de matières premières et de produits (variation des stocks), G (Consommation des gouvernements mondiaux et des gouvernements des pays) correspond aux dépenses du gouvernement mondial et des gouvernements de tous les pays en biens de consommation. Globalement, les revenus des exportations (X) et les dépenses des importations (M) ne seront pas calculés car il n’y aurait pas d’échange entre la Terre et les autres planètes. Sur la base de cette formule, la croissance du PMB peut être obtenue avec l’expansion coordonnée avec chaque pays du monde de la consommation globale des familles (C), l’augmentation de l’investissement privé global (I) et l’augmentation des dépenses de la consommation du gouvernement mondial et des gouvernements des pays (G).

L’adoption de ces mesures avec le keynésianisme mondial nécessite l’existence d’un gouvernement mondial pour coordonner l’expansion de l’économie dans chaque pays et au niveau mondial. Si dans chaque pays et/ou globalement il y a une baisse de la consommation mondiale des ménages (C) et de l’investissement privé mondial (I), il appartiendrait au gouvernement mondial et aux gouvernements des pays d’augmenter la consommation du gouvernement mondial et des gouvernements des pays (G ) pour compenser la baisse de la consommation mondiale des ménages (C) et de l’investissement privé mondial (I) pour maintenir le plein emploi et la stabilité de l’économie mondiale. Ce serait le mécanisme de rétroaction et de contrôle qui permettrait d’éviter les crises de surproduction, de récession et de dépression dans l’économie mondiale capitaliste.

L’humanité n’ira vers une intégration économique effective, dans un premier temps, et politiquement, plus tard, entre les pays que tant qu’il y aura un gouvernement mondial et qu’un État de droit mondialisé fonctionnera également. Il y a un besoin d’un gouvernement mondial démocratique qui peut être réalisé avec la restructuration de l’ONU, la transformation de l’Assemblée générale de l’ONU en un parlement mondial et la transformation de la Cour internationale de La Haye restructurée en Cour suprême mondiale pour rendre le travail du système international au profit de toutes les nations, favoriser la mise en ordre de l’économie mondiale et de l’environnement mondial, mettre fin aux guerres et assurer la paix mondiale. Le droit international ne sera respecté et appliqué efficacement qu’avec l’existence d’un système international fonctionnant avec un gouvernement mondial démocratique, un parlement mondial et une Cour suprême mondiale.

La mise en ordre de l’économie mondiale pourrait être réalisé avec la constitution d’un gouvernement mondial qui viserait non seulement la mise en ordreéconomique et les relations internationales au niveau mondial, mais, surtout, créerait les conditions pour faire face aux défis de l’humanité dans le 21e siècle qui pourrait conduire à son effondrement total représenté par la perturbation généralisée et durable d’Internet, l’épuisement du système mondial d’approvisionnement alimentaire, une impulsion électromagnétique continentale qui détruit tous les appareils électroniques, l’effondrement de la mondialisation, la destruction de la vie sur Terre par des astéroïdes et par des particules exotiques venant de l’espace, par le changement climatique mondial, par la fin de l’approvisionnement mondial en pétrole, par une pandémie mondiale comme le Coronavirus, par l’effondrement de l’approvisionnement en électricité et en eau potable, par des robots intelligents qui surpassent l’humanité et par l’effondrement des marchés financiers mondiaux. Les pays individuels, même les plus puissants, et les institutions mondiales actuelles telles que l’ONU, le FMI, l’OMC, entre autres, ne remplissent pas les conditions pour mener à bien ces actions.

Pour rendre viable un gouvernement mondial, un Forum Mondial pour la Paix et le Progrès de l’Humanité doit d’abord être constitué par des organisations de la société civile et des gouvernements de tous les pays du monde. Dans ce Forum, les objectifs et les stratégies d’un mouvement mondial pour la constitution d’un gouvernement et d’un parlement mondial seraient débattus et établis, visant à sensibiliser la population mondiale et les gouvernements nationaux dans le sens de faire un monde de paix et de progrès pour tous l’humanité une réalité. Ce serait la voie qui permettrait de transformer l’utopie du gouvernement mondial en réalité. Sans la constitution d’un gouvernement mondial démocratique, le scénario qui se déroule pour l’avenir sera celui du désordre économique, politique et social et de la guerre de tous contre tous.

* Fernando Alcoforado, 82, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018),  Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) et A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).

GLOBAL KEYNESIANISM AND WORLD GOVERNMENT ARE URGENT TO ORDER THE WORLD ECONOMY 

Fernando Alcoforado*

This article aims to demonstrate that the Keynesian economic policy adopted globally and the existence of a world government are the solutions to eliminate the chaos that characterizes the world economy today. John Maynard Keynes was the greatest exponent of neoclassical liberal economic thought linked to the Swedish Neoclassical School, which, with his works, promoted a revolution in economic doctrine, opposing, mainly, Marxist thought and classical liberal thought. His main work was The General Theory of Employment, Interest and Money launched in 1936. Keynes’ economic thought defends the State as an active agent against recession and high unemployment. By demanding a larger government as a decision maker in a country’s economy, Keynesianism positioned itself against classical liberal thought and other schools of neoclassical liberal thought that defend a state as small as possible. Keynes believed that capitalism could overcome its structural problems as an economic system as long as significant reforms were made, as he proposed, given that liberal capitalism, which dominated the world economy until 1945, had proved incompatible with maintaining full employment and economic stability.

Keynes advocated moderate state intervention to achieve economic stability and ensure full employment in a country’s economy. Keynes stated that it is up to the State to encourage the increase in the means of production and the good remuneration of their holders. Keynesian thought left some trends that prevail to this day in the current economic system. Among the main ones, the use of macroeconomic models, moderate state interventionism and the use of mathematics in economic science. Neoclassical liberalism was successful with Keynesianism after World War II when it contributed decisively to the economic development of most countries in the world from 1945 to 1965 which is called the “golden age”. Figure 1 shows the world profit rate from 1869 to 2007.

Figure 1- Worldwide profit rate

Source: <https://contrapoder.net/artigo/a-taxa-e-a-massa-de-lucros/>. 

In Figure 1, one can clearly see the vertiginous fall in the world rate of profit from 1965 to 1983, when there was a small recovery in the rate of profit after the adoption of the neoliberal model at the world level from 1983 to 1995. However, from 1995 to 2007, the drop in the world rate of profit points to the threat of a crisis that occurred in 2008 and a depression that did not evolve because governments acted to prevent the debacle of the world capitalist system.

Figure 2 shows the rate of profit in the United States, whose evolution from 1946 to 2012 is similar to that of the world rate of profit shown in Figure 1.

Figure 2- Profit rate in the United States

Source: <https://blogdaboitempo.com.br/2017/01/26/a-longa-depressao-do-seculo-21-e-a-era-da-barbarie-social-i/>.

Figure 3 presents the real growth rate of the World Gross Product and Financial Products (derivatives). In it, we can see the drop in the growth of the Gross World Product from 1961 to 2007.

Figure 3- Real growth rates of the World Gross Product and Financial Products (derivatives)

 Source: BEINSTEIN, Jorge. Rostos da crise: Reflexões sobre o colapso da civilização burguesa.  Available on the website <http://resistir.info/crise/beinstein_04nov08_p.html>, 2008>.

Figure 4 shows the declining global growth rate from 2005 with a projection to 2060.

Figure 4- World growth rate – 2005/2060

Source: <https://br.investing.com/analysis/evolucao-da-economia-mundial-ate-2060-menor-crescimento-a-frente-200221955>.

Keynesianism ceased to be effective in the 1970s with the drop in world economic growth after the so-called “glorious years” (1945/1965), because it was not able to solve the two oil crises and the debt crisis of most of the countries in the world that became insolvent with international banks. It is worth noting that in the “glorious years”, there were unparalleled rates of economic growth and generation of employment and income in the world economy and the combination of economic growth with fully employed labor, with reasonable wages and protected by the welfare social state being especially in Western European countries. Keynesianism was abandoned as the dominant economic thinking in the 1980s and replaced by neoliberal economic thinking that opposes Marxist economic thinking and Keynesian neoclassical social welfare liberal thinking and proposes the restoration of classical liberal economic thinking based on a vision conservative economic policy that aims to reduce the State’s participation in the economy as much as possible, not only at the national level, but also at the world level, whose expectation was to promote the resumption of the growth of the world rate of profit of the capitalist system.

However, neoliberalism that replaced Keynesianism also failed because the world profit rate and world economic growth continued to decline, not preventing the outbreak of the 2008 world crisis and chaos ensued in the world economy thanks to the absence of economic and global finance regulation. Faced with the failure of neoliberalism and its inability to deal with the global crisis of capitalism, Keynesianism could be the solution as long as it was applied globally, that is, it would operate in economic planning, not just at the national level to achieve economic stability and the full use of factors in each country, but also at a global level to eliminate the global economic chaos that currently prevails with neoliberalism. Keynesianism should also be adopted at the planetary level in order to ensure economic stability and full employment of factors globally.

With global Keynesianism, there would be the coordination of Keynesian economic policies at a planetary level that could only be carried out with the existence of a world government. This would be the way to obtain the stability of the world economy to eliminate the chaos that characterizes the neoliberal globalization currently dominant throughout the world. It is important to note that capitalism is a complex, dynamic, adaptive and non-linear system because it has elements or agents in large numbers that interact with each other, forming one or more structures that originate from the interactions between such agents. Complex systems are systems that are characterized by being dynamic whose fundamental characteristics are their sensitive dependence on the initial conditions by which, minimal differences at the beginning of any process, can lead to completely opposite situations over time. Chaos Theory explains the functioning of complex and dynamic systems. According to Chaos Theory, systems enter a state of chaos when fluctuations that were, until then, corrected by self-stabilizing feedbacks get out of control. The development trajectory becomes non-linear: prevailing trends collapse and in their place various complex developments arise. Chaos is rarely a prolonged condition. In most cases, it is just a transitional epoch between more stable states.

In order to manage a complex system such as capitalism, it is necessary to create feedback and control mechanisms by the world government to ensure the stability of the economic system. As capitalism is a dynamic system, “strange” or chaotic attractors can arise that can destabilize the system, even if there is “feedback” or government control. These “strange” attractors can be located in each country in the economic sphere, such as the drop in economic growth and inflation, in the political sphere, such as the existence of instability in the political system, as well as in the social sphere, such as example, unemployment and workers’ strikes. The “strange” or chaotic attractors can lead to the destabilization of a country’s capitalist system with global reflexes. With global Keynesianism adopted in the planning of the world economy and the existence of a world government, it would be possible to eliminate the chaos that generates uncertainty that characterizes the world economy subject to constant instabilities. The elimination of chaos or attenuation of instability and uncertainty with its turbulence and its risks in the world economy will only be achieved with the existence of a world government that would act to ensure the coordination between the Keynesian economic policies adopted in each country and globally. To be effective, the world government should adopt the Keynesian economic planning process that helps to eliminate instability and uncertainty with its turmoil and risks.

It should be noted that, from the point of view of global Keynesianism, the Gross World Product (GWP) can be calculated from the sum of all its components: GWP = C + I + G. In this formula, C (Global household consumption) corresponds to household expenditure in all countries on consumer goods (private consumption), I (Global private investment) corresponds to corporate expenditure in all countries in investment, either in capital goods (gross fixed capital formation) or in inventories of raw materials and products (inventories change), G (World government and country government consumption) corresponds to the expenditure of the world government and the governments of all countries on consumer goods. Globally, revenues from exports (X) and expenditures from imports (M) will not be computed because there would be no exchange between Earth and other planets. Based on this formula, the growth of the GWP can be obtained with the coordinated expansion with each country of the world of the global consumption of the families (C), the increase of the global private investment (I) and the increase of the expenditure of the Consumption of the world government and of the country governments (G).

The adoption of these measures with global Keynesianism requires the existence of a world government to coordinate the expansion of the economy in each country and globally. If in each country and/or globally there is a fall in global household consumption (C) and global private investment (I), it would be up to the world government and country governments to increase consumption by the world government and country governments (G ) to offset the fall in global household consumption (C) and global private investment (I) to maintain full employment and the stability of the global economy. This would be the feedback and control mechanism that made it possible to avoid crises of overproduction, recession and depression in the capitalist world economy.

Humanity will only move towards effective economic integration, initially, and politically, later, between countries as long as there is a world government and a globalized rule of law also works. There is a need for a democratic world government that can be realized with the restructuring of the UN, the transformation of the UN General Assembly into a world parliament and the transformation of the International Court in The Hague restructured into the World Supreme Court to make the international system work in benefit of all nations, promote the ordering of the world economy and the global environment, end wars and ensure world peace. International Law will only be respected and applied effectively with the existence of an international system that operates with a democratic world government, a world parliament and a World Supreme Court.

The ordering of society at the world level could be achieved with the constitution of a world government that would not only aim at the economic order and international relations at the world level, but, above all, create the conditions to face the challenges of humanity in the 21st century that could lead to its total collapse represented by the widespread and lasting disruption of the internet, the depletion of the global food supply system, a continental electromagnetic pulse that destroys all electronic devices, the collapse of globalization, the destruction of life on Earth by asteroids and by exotic particles coming from space, by global climate change, by the end of the global oil supply, by a global pandemic like the Coronavirus, by the collapse in the supply of electricity and drinking water, by intelligent robots that surpass humanity and by the collapse of world financial markets. Individual countries, even the most powerful, and current world institutions such as the UN, IMF, WTO, among others, do not meet the conditions to carry out these actions.

In order to make a world government viable, a World Forum for Peace and the Progress of Humanity must first be constituted by civil society organizations and governments from all countries in the world. In this Forum, the objectives and strategies of a world movement for the constitution of a government and a world parliament would be debated and established, aiming to sensitize the world population and national governments in the sense of making a world of peace and progress for all humanity a reality. This would be the path that would make it possible to transform the utopia of world government into reality. Without the constitution of a democratic world government, the scenario that unfolds for the future will be one of economic, political and social disorder and war of all against all.

* Fernando Alcoforado, 82, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) and A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021) .

URGE O KEYNESIANISMO GLOBAL E O GOVERNO MUNDIAL PARA ORDENAR A ECONOMIA MUNDIAL    

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo demonstrar que a política econômica Keynesiana adotada globalmente e a existência de um governo mundial são as soluções para eliminar o caos que caracteriza a economia mundial na atualidade. John Maynard Keynes foi o maior expoente do pensamento econômico liberal neoclássico vinculado à Escola Neoclássica Sueca que, com suas obras, promoveu uma revolução na doutrina econômica, opondo-se, principalmente, ao pensamento marxista e ao pensamento liberal clássico. Sua obra principal foi A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda lançada em 1936. O pensamento econômico de Keynes defende o Estado como um agente ativo contra a recessão e alta no desemprego. Por exigir um governo maior como decisor na economia de um país, o Keynesianismo se posicionou contra o pensamento liberal clássico e as demais escolas do pensamento liberal neoclássico que defendem um Estado o menor possível. Keynes acreditava que o capitalismo poderia superar seus problemas estruturais como sistema econômico desde que fossem feitas reformas significativas como ele propôs haja vista que o capitalismo liberal, que dominou a economia mundial até 1945, havia se mostrado incompatível com a manutenção do pleno emprego e da estabilidade econômica.

Keynes defendia a intervenção moderada do Estado para alcançar a estabilidade econômica e assegurar o pleno emprego na economia de um país. Keynes afirmava que compete ao Estado incentivar o aumento dos meios de produção e a boa remuneração de seus detentores. O pensamento Keynesiano deixou algumas tendências que prevalecem até hoje no atual sistema econômico. Dentre as principais, a utilização de modelos macroeconômicos, o intervencionismo estatal moderado e o uso da matemática na ciência econômica. O liberalismo neoclássico foi bem sucedido com o Keynesianismo após a 2ª Guerra Mundial quando contribuiu decisivamente para o desenvolvimento econômico da maioria dos países do mundo de 1945 até 1965 que é denominado “golden age” (era de ouro). A Figura 1 apresenta a taxa de lucro mundial de 1869 a 2007. 

Figura 1- Taxa de lucro mundial

Fonte: <https://contrapoder.net/artigo/a-taxa-e-a-massa-de-lucros/>.

Na Figura 1, percebe-se claramente a queda vertiginosa na taxa de lucro mundial de 1965 a 1983, quando ocorreu pequena recuperação da taxa de lucro após a adoção do modelo neoliberal no nível mundial de 1983 a 1995. Entretanto, de 1995 até 2007, a queda na taxa de lucro mundial aponta a ameaça de crise que ocorreu em 2008 e de depressão que não evoluiu porque os governos atuaram no sentido de evitar a debacle do sistema capitalista mundial.   

A Figura 2 apresenta a taxa de lucro dos Estados Unidos cuja evolução de 1946 a 2012 é similar à da taxa de lucro mundial apresentada na Figura 1.

Figura 2- Taxa de lucro nos Estados Unidos

Fonte: <https://blogdaboitempo.com.br/2017/01/26/a-longa-depressao-do-seculo-21-e-a-era-da-barbarie-social-i/>.

A Figura 3 apresenta a taxa de crescimento real do Produto Bruto Mundial e dos Produtos Financeiros (derivativos). Nela, constata-se a queda no crescimento do Produto Mundial Bruto de 1961 a 2007.

Figura 3- Taxas de crescimento real do Produto Bruto Mundial e dos Produtos Financeiros (derivativos)

Fonte: BEINSTEIN, Jorge. Rostos da crise: Reflexões sobre o colapso da civilização burguesa. Disponível no website <http://resistir.info/crise/beinstein_04nov08_p.html>, 2008.

A Figura 4 apresenta a taxa de crescimento mundial declinante a partir de 2005 com projeção para 2060.

Figura 4- Taxa de crescimento mundial – 2005/2060

Fonte: <https://br.investing.com/analysis/evolucao-da-economia-mundial-ate-2060-menor-crescimento-a-frente-200221955>.

O Keynesianismo deixou de ser eficaz na década de 1970 com a queda no crescimento econômico mundial após os denominados “anos gloriosos” (1945/1965), porque não foi capaz de solucionar as duas crises do petróleo e a crise da dívida de grande parte dos países do mundo que ficaram insolventes junto aos bancos internacionais.  Cabe observar que nos “anos gloriosos”, foram registrados índices ímpares de crescimento econômico e geração de emprego e renda na economia mundial e a combinação de crescimento econômico com mão-de-obra plenamente empregada, com salários razoáveis e protegida pelo Estado de bem-estar social especialmente nos países da Europa Ocidental. O Keynesianismo foi abandonado como pensamento econômico dominante na década de 1980 e substituído pelo pensamento econômico neoliberal que se opõe ao pensamento econômico marxista e ao pensamento liberal neoclássico Keynesiano de bem-estar social e propõe a restauração do pensamento econômico liberal clássico tendo como base uma visão econômica conservadoraque pretende diminuir ao máximo a participação do Estado na economia não apenas no nível nacional, mas também no nível mundial cuja expectativa era de promover a retomada do crescimento da taxa de lucro mundial do sistema capitalista.

No entanto, o neoliberalismo que substituiu o Keynesianismo fracassou, também, porque a taxa de lucro mundial e o crescimento econômico mundial continuaram em declínio  não impedindo a eclosão da crise mundial de 2008 e o caos se estabeleceu na economia mundial graças à ausência de regulamentação econômica e financeira global. Diante do fracasso do neoliberalismo e de sua incapacidade de lidar com a crise global do capitalismo, o Keynesianismo poderia ser a solução desde que que ele fosse aplicado globalmente, isto é, ele  operaria no planejamento econômico, não apenas ao nível nacional para obter estabilidade econômica e o pleno emprego dos fatores em cada país, mas também ao nível mundial para eliminar o caos econômico global que predomina atualmente com o neoliberalismo. O Keynesianismo deveria ser adotado, também, ao nível planetário visando assegurar a estabilidade econômica e o pleno emprego dos fatores globalmente.

Com o Keynesianismo global, haveria a coordenação de políticas econômicas Keynesianas em nível planetário que só poderia ser realizada com a existência de um governo mundial. Esta seria a forma de obter a estabilidade da economia mundial para eliminar o caos que caracteriza a globalização neoliberal dominante atualmente em todo o mundo. É importante observar que o capitalismo é um sistema complexo, dinâmico, adaptativo e não linear porque possui elementos ou agentes em grande número que interagem entre si formando uma ou mais estruturas que se originam das interações entre tais agentes.Os sistemas complexos são sistemas que se caracterizam por serem dinâmicos que têm como características fundamentais sua sensível dependência das condições iniciais pelas quais, mínimas diferenças no início de um processo qualquer, podem levar a situações completamente opostas ao longo do tempo. A Teoria do Caos explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. De acordo com a Teoria do Caos, os sistemas entram em um estado de caos quando flutuações que eram, até então, corrigidas por “feedback” ou realimentações autoestabilizadoras ficam fora de controle. A trajetória de desenvolvimento torna-se não linear: tendências predominantes colapsam e em seu lugar surgem vários desenvolvimentos complexos. Raramente o caos é uma condição prolongada. Na maior parte dos casos, é apenas uma época transitória entre estados mais estáveis.

Para gerir um sistema complexo como o capitalismo, é preciso criar mecanismos de “feedback” e controle pelo governo mundial para assegurar a estabilidade do sistema econômico. Como o capitalismo é um sistema dinâmico, podem surgir atratores “estranhos” ou caóticos que podem desestabilizar o sistema, mesmo que haja o “feedback” ou controle pelo governo. Estes atratores “estranhos” podem se situar em cada país no âmbito econômico como, por exemplo, a queda no crescimento econômico e a inflação, no âmbito político como a existência de instabilidade do sistema político, bem como no âmbito social como, por exemplo, o desemprego e greves de trabalhadores. Os atratores “estranhos” ou caóticos podem levar à desestabilização do sistema capitalista de um país com reflexos globais. Com o Keynesianismo global adotado no planejamento da economia mundial e a existência de um governo mundial seria possível eliminar o caos gerador de incertezas que caracteriza a economia mundial sujeita a instabilidades constantes. A eliminação do caos ou atenuação da instabilidade e da incerteza com suas turbulências e seus riscos na economia mundial só será alcançada com a existência de um governo mundial que atuaria para assegurar a coordenação entre as políticas econômicas Keynesianas adotadas em cada país e globalmente. Para ser eficaz, o governo mundial deveria adotar o processo de planejamento Keynesiano da economia que contribua para eliminar a instabilidade e a incerteza com suas turbulências e seus riscos.  

Cabe observar que, do ponto de vista do Keynesianismo global, o Produto Mundial Bruto (PMB) pode ser calculado a partir da soma de todos os seus componentes: PMB = C + I + G. Nesta fórmula, C (Consumo global das famílias) corresponde à despesa das famílias de todos os países em bens de consumo (consumo privado), I (Investimento privado global) corresponde à despesa das empresas de todos os países em investimento, quer em bens de capital (formação bruta de capital fixo), quer em estoques de matérias-primas e produtos (variação de estoques), G (Consumo do governo mundial e dos governos dos países) corresponde à despesa do governo mundial e dos governos de todos os países em bens de consumo. Globalmente, não serão computadas receitas com exportações (X) e gastos com importações (M) porque não haveria intercâmbio da Terra com outros planetas. Baseado nesta fórmula, o crescimento do PMB pode ser obtido com a expansão coordenada com cada país do mundo do consumo global das famílias (C), o aumento do investimento privado global (I) e a elevação da despesa do Consumo do governo mundial e dos governos dos  países (G).

A adoção dessas medidas com o Keynesianismo global requer a existência de um governo mundial para coordenar a expansão da economia em cada país e globalmente. Se ocorrer em cada país e/ou globalmente a queda no consumo global das famílias (C) e do investimento privado global (I),  competiria ao governo mundial e aos governos dos países elevarem o consumo do governo mundial e dos governos dos países (G) para compensarem a queda no consumo global das famílias (C) e do investimento privado global (I) para manterem o pleno emprego e a estabilidade da economia global. Esta seria o mec anismo de feedback e controle que permitia evitar as crises de superprodução, de recessão e de depressão na economia capitalista mundial.  

A humanidade só caminhará rumo a uma efetiva integração econômica, inicialmente, e, política, posteriormente, entre os países desde que exista um governo mundial e que funcione, também, um Estado de direito globalizado.  Há a necessidade de um governo democrático mundial que pode ser realizado com a reestruturação da ONU, a transformação da Assembleia Geral da ONU em parlamento mundial e a transformação da Corte Internacional de Haia reestruturada em Suprema Corte Mundial para fazer com que o sistema internacional funcione em benefício de todas as nações, promova o ordenamento da economia mundial e do meio ambiente global, acabe com as guerras e assegure a paz mundial.  O Direito Internacional só será respeitado e aplicado com efetividade com a existência de sistema internacional que opere com um governo democrático mundial, um parlamento mundial e uma Suprema Corte Mundial.   

O ordenamento da sociedade no plano mundial poderia ser alcançado com a constituição de um governo mundial que visaria não apenas o ordenamento econômico e das relações internacionais em nível mundial, mas, sobretudo, criar as condições para enfrentar os desafios da humanidade no Século XXI que poderiam levar ao seu colapso total representados pela interrupção generalizada e duradoura da internet, pelo esgotamento do sistema global de abastecimento de alimentos, por um pulso eletromagnético continental que destrua todos os aparelhos eletrônicos, pelo colapso da globalização, pela destruição da vida na Terra por asteroides e por partículas exóticas vindas do espaço, pela mudança climática global, pelo fim do suprimento global de petróleo, por uma pandemia global como a do Coronavirus, pelo colapso no suprimento de energia elétrica e de água potável, por robôs inteligentes que sobrepujem a humanidade e pelo colapso dos mercados financeiros mundiais. Os países individualmente, mesmo os mais poderosos, e as instituições mundiais atuais como ONU, FMI, OMC, entre outras, não reúnem as condições de realizar essas ações. 

Para viabilizar um governo mundial é preciso que, de início, seja constituído um Fórum Mundial pela Paz e pelo Progresso da Humanidade por organizações da Sociedade Civil e governos de todos os países do mundo. Neste Fórum seriam debatidos e estabelecidos os objetivos e estratégias de um movimento mundial pela constituição de um governo e um parlamento mundial visando sensibilizar a população mundial e os governos nacionais no sentido de tornar realidade um mundo de paz e de progresso para toda a humanidade. Este seria o caminho que tornaria possível transformar a utopia do governo mundial em realidade. Sem a constituição de um governo mundial democrático, o cenário que se descortina para o futuro será o de desordem econômica, politica e social e da guerra de todos contra todos.

* Fernando Alcoforado, 82, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) e A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).

LES GRANDES INVENTIONS DU TRANSPORT AÉRIEN ET SPATIAL À TRAVERS L’HISTOIRE ET LEUR ÉVOLUTION FUTURE

Fernando Alcoforado*

Cet article vise à présenter les inventions qui ont eu lieu avec les moyens de transport aérien et spatial à travers l’histoire. Les moyens de transport aérien sont ceux qui se déplacent dans les airs (ballons, dirigeables, avions, hélicoptères et drones) pour transporter des personnes et des marchandises. Les moyens de transport spatial sont ceux qui se déplacent dans l’espace extra-atmosphérique à l’aide de fusées et/ou d’engins spatiaux pour transporter des astronautes, des satellites artificiels, des sondes spatiales, des robots, des rovers ou tout autre type d’équipement d’exploration spatiale. Les moyens de transport nécessitent des infrastructures et des véhicules approprié. Les avions ont besoin d’infrastructures aéroportuaires pour fonctionner ainsi que de terminaux de passagers et de fret. Les fusées ont besoin de centres de lancement pour tirer. Ce n’est qu’après la 1ère révolution industrielle (XVIIIe siècle) que la quantité et l’efficacité des moyens de transport se sont développées avec les progrès de la science et de la technologie, sur la base desquels ont été développés les dirigeables, les avions, les hélicoptères, les drones et la fusée spatiale, entre autres moyens de transport.

L’invention du dirigeable

L’histoire des dirigeables est intimement liée à celle de l’aviation. Les premières expériences pour tenter de conquérir le ciel ont été avec des ballons à air chaud. L’un des pionniers était le père Bartolomeu de Gusmão qui a effectué la première démonstration dans la ville de Lisbonne le 5 août 1709. Le ballon a pris feu sans quitter le sol, mais lors d’une deuxième démonstration, il s’est élevé à 95 mètres de haut. Les frères français Jacques et Joseph Montgolfier seraient, 74 ans plus tard, les premiers à braver le ciel avec le premier ballon habité réussi en 1783. Certains pionniers de l’aviation ont cherché à adapter les moteurs à vapeur en 1855 et les moteurs électriques à piles en 1884 pour résoudre le problème de direction. De telles tentatives se sont avérées infructueuses, car le poids excessif de ces moteurs rendait les appareils peu pratiques. Seul le développement du moteur à combustion interne, à la fin du XIXe siècle, a permis de résoudre ce problème [7]. Il est à noter qu’au lieu de décollage, le ballon est gonflé à l’air ambiant par un gros ventilateur à essence. Enveloppe est le nom donné au sac en tissu du ballon qui est fait de nylon rip-stop (matériau qui arrête les déchirures) et imperméabilisé avec une résine ignifuge. Le chalumeau chauffe l’air de l’enveloppe qui se dilate et devient moins dense que l’air extérieur au ballon. Le décollage se produit lorsque cet air dépasse la température extérieure d’environ 60°C. L’altitude du ballon est contrôlée par un couvercle en forme de parachute qui peut être ouvert pour libérer de l’air chaud. L’air froid pénètre par la bouche du ballon et augmente la densité de l’air à l’intérieur, provoquant la descente du ballon. Pour remonter, le pilote allume la torche (échauffement et diminution de la densité de l’air intérieur). Les expériences se sont poursuivies tout au long du XIXe siècle.

En 1852, Jules Henri Giffard effectue le premier vol d’un ballon dirigeable volant de Paris à Élancourt. L’une des icônes de l’histoire de l’aviation était le dirigeable LZ 127 Graf Zeppelin construit en 1928, qui mesurait 213 m de long et avait 5 moteurs capables de transporter 20 à 24 passagers et environ 36 membres d’équipage. De nos jours, le dirigeable possède des ballons internes gonflés à l’hélium qui permettent de contrôler son altitude [7]. Pour monter et rester suspendu dans le ciel, le dirigeable s’appuie sur l’hélium, qui est plus léger que l’air ; en déplacement avant, les hélices motorisées entrent en action. Moins dense que l’air, l’hélium a tendance à monter et tire le dirigeable vers le haut. Plus le dirigeable est lourd, plus il consomme d’essence. C’est essentiellement ainsi que vole le dirigeable, apparu en France dans la seconde moitié du XIXe siècle. Autrefois, l’hydrogène était utilisé pour remplir le ballon (ou l’enveloppe) des dirigeables, mais ce gaz est inflammable, ce qui a causé plusieurs accidents. Le premier vol long-courrier en dirigeable eut lieu en octobre 1928 entre Francfort et New York. Le LZ 127 Graf Zeppelin avait la primauté d’être le premier appareil volant à faire le tour du monde. L’épopée, en sept étapes, a été réalisée en 1929 sur 33 000 kilomètres. Le LZ 127 Graf Zeppelin a été construit par Ferdinand Von Zeppelin en 1928 et a parcouru plus de 500 000 kilomètres transportant au moins 17 000 personnes. Le LZ 127 Graf Zeppelin était la fierté de l’ingénierie aéronautique allemande. Le dirigeable Hindenburg était le plus grand appareil volant de l’histoire avec 245 m de long et 41,5 m de diamètre. Il volait à 135 km/h avec une autonomie de 14 000 kilomètres et avait la capacité de transporter 50 passagers et 61 membres d’équipage. Ce modèle qui utilisait l’hydrogène comme propulseur explosa dans le New Jersey aux États-Unis le 6 mai 1937, tuant 97 occupants et un technicien américain au sol. Cette catastrophe a sonné le glas de l’ère des dirigeables rigides.

L’invention de l’avion

L’avion a été l’une des plus grandes inventions de l’humanité dans son histoire [16][17]. En 400 av. J.-C., Archytas de Tareto, philosophe, scientifique, stratège, homme d’État, mathématicien et astronome, considéré comme le plus illustre des mathématiciens pythagoriciens, tenta de construire une machine volante et, quelque temps plus tard, Léonard de Vinci élabora ses projets, dans le période entre 1480 et 1505, lorsqu’il a réalisé un grand nombre d’études sur le vol, parmi lesquelles des études sur les cerfs-volants, des planeurs basés sur la structure squelettique des oiseaux. Les versions modernes de ces modèles prouvent que la plupart d’entre eux pouvaient voler efficacement. L’une des conceptions les plus reconnaissables de de Vinci était la “machine volante”, une conception d’une paire d’ailes qui ressemblait à des ailes d’oiseaux. En suivant la chronologie, John Joseph Montgomery a effectué le premier vol avec un planeur en 1883. Bien que tous les noms mentionnés ci-dessus aient été des éléments essentiels pour l’invention de l’avion, ce sont Santos Dumont et les frères Wright qui ont amené l’aviation à un autre niveau. 11].

Alberto Santos Dumont a volé avec un dirigeable, le fameux 14-bis, volant pendant 21 secondes sur une distance de 200 mètres et à 6 mètres de haut dans cet engin. Le premier vol public de Santos Dumont fut effectué le 23 octobre 1906, à bord du 14-bis, lorsqu’il survola le champ de Bagatelle, dans la capitale française. Santos Dumont a joué un rôle essentiel dans l’histoire de l’avion pour avoir inventé un avion qui n’avait pas besoin de poussée pour voler. Elle est partie toute seule. L’exploit a été vu par plus d’un millier de personnes et filmé. De plus, il a reçu la reconnaissance de l’Aéroclub de Paris et a été homologué par la FAI (Fédération Aéronautique Internationale) pour remplir des exigences telles que la documentation et le décollage par ses propres moyens – sans rampe ni catapulte. A noter qu’une telle fédération n’a été créée qu’en 1905 [16].

Les frères Wright ont créé un avion dans lequel le pilote pouvait le contrôler et le maintenir stable. Malgré l’innovation, le Flyer, nom de l’avion des frères Wright, avait besoin d’un peu d’aide pour décoller. Cependant, si l’on considère le vol uniquement comme la stabilisation d’un objet motorisé dans les airs, on pourrait placer l’expérience des frères Wright comme la première de l’histoire. Les Américains Orville et Wilbur Wright, à bord du modèle Flyer 3, ont parcouru environ 39 kilomètres en 1905 en 40 minutes. Cela pourrait être considéré comme le premier vol de l’histoire, car pour rester dans les airs pendant 40 minutes et parcourir une si grande distance, il est nécessaire d’avoir un système bien développé. Le gros problème est que ce vol a été enregistré par des images sans le sceau des organismes officiels de l’époque, ce qui a conduit à s’interroger sur la véracité de ce qui s’est passé comme rapporté [16].

Quel que soit le véritable inventeur de l’avion, on peut dire que les frères Orville et Wilbur Wright et Alberto Santos Dumont ont joué un rôle très important dans le développement de l’aviation. Les années entre la Première Guerre mondiale et la Seconde Guerre mondiale ont été des années au cours desquelles la technologie aéronautique en général s’est considérablement développée. Au cours de cette période, des progrès rapides ont été réalisés dans la conception des avions et les compagnies aériennes ont commencé à fonctionner. C’était aussi l’époque où les aviateurs commençaient à impressionner le monde avec leurs réalisations et leurs compétences. Les avions ont cessé d’être en bois pour être construits en aluminium. Les moteurs d’avion ont été grandement améliorés, avec une augmentation notable de la puissance. Cette grande série d’avancées technologiques, ainsi que l’impact social et économique croissant que les avions ont commencé à produire dans le monde, font de cette période l’âge d’or de l’aviation.

Un symbole de l’âge d’or de l’aviation est le Douglas DC-3. Cet avion, équipé d’une paire de propulseurs, commença ses premiers vols en 1936. Le DC-3 avait une capacité de 21 passagers, et une vitesse de croisière de 320 km/h. Il est rapidement devenu l’avion commercial le plus utilisé à l’époque. Cet avion est également considéré comme l’un des avions les plus importants jamais produits. A noter que les premiers avions utilisaient des hélices. Une hélice d’avion se compose de deux ou plusieurs pales reliées au moyeu central auquel ces pales sont fixées. Chaque pale est essentiellement une aile rotative, chaque pale est un profil aérodynamique capable de générer de la portance. Cette force de portance dans le plan dans lequel la pale se déplace est appelée traction ou propulsion. La turbine à réaction a commencé à être développée en Allemagne et en Angleterre dans les années 1930. L’Allemand Hans Von Ohain a breveté sa version de la turbine à réaction en 1936 et a commencé à développer une machine similaire. Le Britannique Frank Whittle a breveté une conception pour une turbine à réaction en 1930 et a développé une turbine qui pourrait être utilisée à des fins pratiques d’ici la fin de la décennie. Aucun d’eux n’était au courant des travaux développés par l’autre, et pour cela, tous deux sont crédités de l’invention [17].

Un turboréacteur est principalement utilisé dans la propulsion des aéronefs. L’air est introduit dans le compresseur rotatif par l’entrée et comprimé à une pression plus élevée avant d’entrer dans la chambre de combustion. Le carburant est mélangé à de l’air comprimé et enflammé par une étincelle. Ce processus de combustion augmente considérablement la température du gaz. Les produits de combustion chauds quittant la chambre de combustion se dilatent à travers la turbine, où la puissance est extraite pour entraîner le compresseur. Le flux de gaz de la turbine se détend jusqu’à la pression ambiante à travers la tuyère de propulsion, produisant un jet à grande vitesse à la sortie du moteur. Si l’élan de l’écoulement dépasse l’élan de l’afflux, la poussée est positive, il y a donc une poussée nette vers l’avant sur le fuselage de l’avion. Les turboréacteurs de première génération étaient de purs turboréacteurs à compresseur axial ou centrifuge. Les moteurs à réaction modernes sont principalement des turbosoufflantes, où une proportion de l’air entrant dans le moteur contourne la chambre de combustion.

À la fin de la 2e guerre mondiale, l’Allemagne utilise les premiers avions à réaction et fabrique en série le Messerschimitt Me 262. À la fin des années 1940, les ingénieurs commencent à développer les turbines utilisées dans les chasseurs à réaction produits pendant la 2e guerre mondiale. Au début, les États-Unis et l’Union soviétique voulaient des moteurs à réaction à hautes performances pour produire des bombardiers et des chasseurs à réaction de mieux en mieux, et ainsi améliorer encore leur arsenal militaire. Lorsque la guerre de Corée a commencé en 1950, les États-Unis et l’Union soviétique disposaient de chasseurs à réaction militaires de haute performance, notamment le F-86 Sabre américain et le MiG-15 soviétique. Le fait que les avions volaient à des altitudes de plus en plus élevées où la turbulence et d’autres facteurs météorologiques indésirables sont plus rares a créé un problème car à des altitudes plus élevées, l’air est moins dense, et a donc de plus petites quantités d’oxygène pour les passagers, les pilotes et l’équipage à respirer que à basse altitude [18].

Alors que les avions volaient de plus en plus haut, les pilotes, l’équipage et les passagers avaient de plus en plus de mal à respirer. Pour résoudre ce problème, les ingénieurs aéronautiques ont créé la cabine pressurisée, où l’air est pressurisé [18]. Le premier avion avec pressurisation de la cabine était le Lockheed XC-35 qui a volé le 9 mai 1937. Les cabines pressurisées sont devenues populaires à la fin des années 1940. Aujourd’hui, chaque cabine des avions de passagers commerciaux est pressurisée. Après la fin de la Seconde Guerre mondiale, l’aviation commerciale a commencé à se développer en une branche distincte de l’aviation militaire. L’industrie aéronautique a commencé à produire des avions spécialement conçus pour l’aviation civile et les compagnies aériennes ont cessé d’utiliser des avions militaires modifiés pour le transport de passagers. Quelques années après la fin de la 2ème guerre mondiale, plusieurs compagnies aériennes se sont implantées dans le monde. Parmi les différents avions commerciaux qui ont été développés pendant et après la Seconde Guerre mondiale, le quadrimoteur Douglas DC-4 et le Lockheed Constellation se démarquent. Ces avions étaient largement utilisés pour les vols domestiques moyen-courriers de passagers. Malgré tout, ils devaient faire des escales pour se ravitailler sur les routes transocéaniques.

Les vols transatlantiques auraient besoin de propulseurs plus puissants. Celles-ci existaient déjà en 1945, sous la forme de turbines à réaction. Mais ceux-ci consommaient encore tellement de carburant qu’un avion à réaction ne pouvait parcourir qu’une courte distance sans avoir besoin de faire le plein. Pour résoudre temporairement ce problème, deux usines américaines ont créé des turbopropulseurs avec des hélices capables de générer plus de trois mille chevaux. Ces moteurs ont commencé à être utilisés dans le Douglas DC-7, le Lockheed Super Constellation et le Boeing 377 Stratocruiser. Ce dernier fut le premier avion à deux étages de l’histoire de l’aviation, et aussi le plus gros avion commercial jusqu’à l’arrivée du Boeing 707. Chacun de ces avions pouvait transporter une centaine de passagers, entre New York et Paris sans escale, à une vitesse de croisière à 500 km/h. Il appartenait aux Britanniques de produire le premier avion à réaction commercial de l’histoire de l’aviation, le De Havilland Comet. Le Comet a commencé à être utilisé dans les vols passagers en 1952 qui volaient à environ 850 km/h, dont la cabine était pressurisée et relativement silencieuse. Le Comet a d’abord été un succès commercial et de nombreuses compagnies aériennes ont commencé à commander cet avion. Cependant, deux accidents en 1954 ont fait exploser les deux avions en haute mer, créant de grands doutes sur la sécurité de l’avion [17].

Boeing a lancé le Boeing 707 en 1958, qui a été le premier avion à réaction à succès [19]. Les ingénieurs impliqués dans la création du Boeing 707 ont cherché à ne pas répéter les mêmes erreurs commises sur De Havilland Comet. Les jets Douglas DC-8 et Convair 880 ont été lancés quelques années plus tard, bien que le succès commercial obtenu par les deux ait été bien plus modeste que le succès obtenu par le Boeing 707. Boeing est depuis le plus grand constructeur d’avions au monde. Les modèles Boeing 727, 737 et 757 sont des dérivés directs du Boeing 707. Le Boeing 737, dont la production a commencé en 1964, est l’avion de ligne commercial le plus vendu et le plus réussi de l’histoire de l’aviation. Au total, cinq mille Boeing 737 ont été produits et l’avion est toujours en production aujourd’hui. Le gigantesque Boeing 747, surnommé le Jumbo, était capable de transporter plus de 500 passagers sur un seul vol. Lancé en 1968, le Boeing 747 était le plus grand avion de ligne commercial du monde jusqu’en 2005, lorsque l’Airbus A380 a effectué son premier vol.

Le Boeing 767 a révolutionné l’aviation commerciale avec son long rayon d’action, ses faibles coûts d’exploitation et sa capacité raisonnable en passagers (196) qui ont permis des vols réguliers utilisant le moins d’avions possible sur des routes transatlantiques et des routes auparavant impraticables en raison de coûts d’exploitation élevés et d’un faible nombre de passagers. Le Boeing 767 était responsable de la vulgarisation des voyages transatlantiques à la fin des années 1980 et tout au long des années 1990, lorsque plus de personnes ont traversé l’océan Atlantique quotidiennement que tous les autres avions de ligne commerciaux réunis. Aujourd’hui encore, le Boeing 767 reste l’avion qui traverse le plus quotidiennement l’Atlantique, malgré la concurrence croissante d’avions plus modernes [17].

Jusqu’à la fin de la Seconde Guerre mondiale, la technologie nécessaire pour effectuer des vols supersoniques contrôlés n’était pas encore disponible car jusqu’aux années 1940, ils n’étaient pas assez solides pour résister aux fortes ondes de choc générées par les vitesses supersoniques. Au niveau de la mer, la vitesse du son est d’environ 1 225 km/h. A 15 000 mètres d’altitude, la vitesse du son n’est que de 1 050 km/h. Pendant la Seconde Guerre mondiale, de nombreux pilotes ont franchi cette barrière (par des plongées aériennes, par exemple), mais avec des résultats catastrophiques car les fortes ondes de choc générées à des vitesses supersoniques ont détruit ces avions, non conçus pour les vols supersoniques. Vers 1943, des ingénieurs américains ont commencé à travailler avec de petits prototypes. La plus grande préoccupation de ces experts en aviation était que ces avions résisteraient aux ondes de choc créées à des vitesses supersoniques. L’Américain Charles Yeager est devenu le premier à dépasser la vitesse du son, le 14 octobre 1947 dans le Bell X-1 [17].

En 1962, le X-15 nord-américain est devenu le premier avion à atteindre la thermosphère, qui est la dernière couche de l’atmosphère où l’air est très mince [20]. L’avion, piloté par l’Américain Robert White, est resté à une altitude de 95 936 mètres pendant environ seize secondes, parcourant environ 80 kilomètres durant cette période. C’était le premier vol d’un avion dans les limites de l’espace extra-atmosphérique. Par la suite, le X-15 atteindra une altitude de 107 960 mètres. Le X-15 fut aussi le premier avion hypersonique (5 fois la vitesse du son), battant plusieurs records de vitesse, dépassant Mach 6 (six fois la vitesse du son) en plusieurs vols. Les premiers avions supersoniques à usage civil ont été créés à la fin des années 1960. Le premier avion supersonique commercial au monde était le Tupolev Tu-144 soviétique qui a effectué son vol inaugural le 31 décembre 1968 [22]. Le Concorde, fabriqué par un consortium commercial franco-britannique, effectue son premier vol deux mois plus tard [21].

Concorde a commencé ses premiers vols commerciaux le 21 janvier 1976, desservant des routes transatlantiques. Le Concorde et le Tu-144 sont les seuls avions supersoniques commerciaux développés à ce jour. L’un des Concorde d’Air France a eu un accident le 25 juillet 2000, lorsqu’un pneu a éclaté et ses restes ont été aspirés dans la turbine (ce qui a provoqué un incendie), provoquant l’écrasement de l’avion et l’écrasement d’un hôtel, peu après son décollage en Gonesse, France. Jusque-là, l’avion était considéré comme l’avion commercial le plus sûr au monde. Il a subi un processus de modernisation jusqu’en 2001, mais en raison du faible nombre de passagers et des coûts d’exploitation élevés, il a cessé d’être utilisé sur les vols commerciaux le 24 octobre 2003. Actuellement, aucun avion supersonique n’opère sur des vols commerciaux dans le monde.

Depuis le début du 21e siècle, l’aviation subsonique s’est concentrée sur la tentative de remplacer le pilote par des avions télécommandés ou même des ordinateurs. En avril 2001, un Global Hawk, un avion sans pilote, a volé d’Edwards AFB aux États-Unis vers l’Australie sans escale et sans ravitaillement. Le vol a duré 23 heures et 23 minutes et est le plus long vol point à point jamais effectué par un véhicule sans pilote. En octobre 2003, le premier vol entièrement autonome au-dessus de l’océan Atlantique par un avion contrôlé par ordinateur a été effectué. En 2005, l’Airbus A380 effectue son premier vol, devenant le plus gros avion commercial de passagers au monde, dépassant le Boeing 747, qui détenait le record depuis 35 ans. L’Antonov Na-225 de construction soviétique est le plus gros avion du monde depuis son premier vol le 21 décembre 1988 [17].

Depuis le début des années 1990, l’aviation commerciale a développé des technologies qui ont rendu l’avion de plus en plus automatisé, réduisant ainsi progressivement l’importance du pilote dans le fonctionnement de l’avion, visant à réduire les accidents aériens causés par une erreur humaine. Les constructeurs d’avions commerciaux continuent de rechercher des moyens d’améliorer les avions, de les rendre plus sûrs, plus efficaces et plus silencieux. Dans le même temps, les pilotes, les contrôleurs de l’espace aérien et les mécaniciens sont de mieux en mieux formés et les aéronefs sont de plus en plus inspectés pour prévenir les accidents causés par des défaillances humaines ou mécaniques. Malgré les problèmes croissants auxquels est actuellement confrontée l’aviation en général, on pense que le 21e siècle sera un siècle de grandes avancées pour l’aviation. On estime qu’à l’avenir, l’utilisation des pilotes sera réduite, remplacée par la télécommande avec l’utilisation d’ordinateurs [17].

L’industrie aéronautique travaille au développement de plusieurs projets d’avions qui promettent de révolutionner le transport aérien dans les années et décennies à venir. Ce sont des avions supersoniques, électriques, autonomes et même des avions aux allures de drone géant pour le transport de passagers dans les centres urbains [15]. Airbus a développé trois concepts d’avions à hydrogène dans le cadre d’un effort visant à construire le premier avion commercial neutre en gaz à effet de serre d’ici 2035. Deux des avions sont de conception similaire aux avions à moteur à combustion, mais l’un des est plus révolutionnaire et montre ce que peut être l’avion du futur. C’est un modèle en forme de ‘V’, avec des ailes intégrées dans le corps de l’avion. Selon l’entreprise, le large fuselage ouvre plusieurs options pour le stockage et la distribution de l’hydrogène, ainsi que pour l’aménagement de la cabine [14]. Des chercheurs de l’Université technique de Delft aux Pays-Bas ont réussi pour la première fois à faire voler un prototype du nouvel avion commercial Flying-V, qui est présenté comme un nouvel avion qui pourrait changer l’aviation à l’avenir. L’avionneur Airbus est également partenaire du projet. Avec une forme en V très différente des avions commerciaux traditionnels, le Flying-V est conçu pour être plus économe en carburant [13].

La recherche de moyens plus efficaces pour voler et transporter des passagers à travers le ciel, émettant moins de gaz polluants (voire zéro) est le grand défi de l’industrie aéronautique pour les années à venir. Ce changement nécessitera une refonte technologique des avions et des habitudes des passagers. Finnair, en Finlande, et Widerøe en Norvège, ont récemment annoncé leur intention d’introduire des avions de passagers électriques dans leurs flottes d’ici 2026. Au Canada, où l’utilisation de petits avions commerciaux est également populaire, Harbour Air teste des hydravions adaptés avec des hélices électriques. Dans un passé pas trop lointain, le concept de l’avion quadrimoteur était synonyme de sécurité et de grande capacité. Aujourd’hui, les machines sous la forme du géant Boeing 747 et de l’Airbus A380 tombent en disgrâce dans le transport de passagers. Ils sont trop coûteux à exploiter, nécessitent plus de soins pour être entretenus et consomment d’énormes quantités de carburant. L’alternative à ces géants à quatre moteurs sont les nouveaux gros-porteurs bimoteurs à la pointe de la technologie, tels que l’Airbus A350 et le Boeing 787. Les progrès des technologies des moteurs et les nouvelles solutions aérodynamiques ont contribué à réduire considérablement la consommation de carburant avions commerciaux, ouvrant la possibilité de routes de plus en plus longues. Profitant de cette évolution, des avions plus petits, auparavant limités aux vols intérieurs, ont commencé à voyager à l’international entre les continents. Les jets de la série 737 MAX de Boeing ont de bons chiffres d’autonomie. L’utilisation d’avions plus petits et moins chers par rapport aux gros-porteurs ouvre une nouvelle niche sur le marché des voyages internationaux avec l’offre de billets moins chers [12].

L’invention de l’hélicoptère

Un hélicoptère est un type d’avion à ailes diagonales, plus lourd que l’air, propulsé par un ou plusieurs rotors horizontaux plus grands (propulseurs) qui, lorsqu’ils sont entraînés par le moteur, créent la portance et la propulsion nécessaires au vol. Contrairement aux aéronefs à voilure fixe (avion), l’hélicoptère peut décoller et atterrir verticalement, planer et avancer, reculer et latéralement. Ces attributs permettent aux hélicoptères d’être utilisés dans des zones encombrées ou isolées où les aéronefs à voilure fixe ne pourraient pas atterrir ou décoller [1].

L’hélicoptère vient de la contribution de nombreuses personnes. L’idée d’un objet plus lourd que l’air traversant le ciel remonte à de nombreuses années. La première preuve de tentatives humaines de vol a été trouvée en Chine, datant de 400 av. Bien sûr, il n’a pas volé, mais c’est toujours un prototype. Après un certain temps, Léonard de Vinci est apparu sur la scène, en 1483. La première idée peu pratique d’un hélicoptère a été conçue par Léonard de Vinci au 15ème siècle. Le célèbre gyroscope qu’il a conçu avait une grande aile rotative et était attaché à une plate-forme. L’idée était que toutes les machines voleraient grâce au mouvement rapide des ailes. Qui ferait le mouvement de rotation serait la personne assise, mais malheureusement ce projet a échoué, car il n’a pas été possible de générer suffisamment d’énergie pour décoller [1].

Le premier vol réussi et enregistré d’un hélicoptère eut lieu en 1907, réalisé par les frères Bréguet et Paul Cornu qui apportèrent leur contribution et leur prototype fut présenté à l’Académie des Sciences. Il s’agissait d’un vol sans pilote de 20 secondes, soulevant l’avion à 50 centimètres du sol. En 1908, Emil Berliner parvient à créer un moteur rotatif pour l’hélicoptère, qui a été utilisé par d’autres inventeurs. Cependant, le premier vol d’un hélicoptère entièrement contrôlable a été démontré par Hanna Reitsch en 1937 à Berlin, en Allemagne. En 1938, l’Allemand Anton Flettner a créé le premier hélicoptère véritablement fonctionnel qui a lancé tout ce que nous savons aujourd’hui sur le vol en hélicoptère. En 1942, Igor Sikorsky était à l’origine de l’apparition du Sikorsky R-4 qui adaptait les flotteurs sur un Vought-Sikorsky VS-300, ce qui en faisait le premier hélicoptère pratique au monde. En 1946, la production du Bell 47B est lancée qui atteint une vitesse de 140 km/h avec deux personnes à bord [2].

L´invention de l’avion hybride

Un avion hybride est un avion conçu pour décoller et atterrir verticalement avec des rotors basculants. Ce type d’avion se développe rapidement car les concepteurs et les startups réalisent que c’est l’avenir de l’avion. VoltaAero, une startup française de l’aviation, développe un avion hybride qui pourrait devenir un “Tesla” du ciel, vulgarisant la technologie et la mettant à la portée du plus grand nombre. L’avion a été conçu pour avoir une autonomie de vol allant jusqu’à 3,5 heures, avec une autonomie de 1 287 km, volant jusqu’à 8 fois par jour avec un temps de vol total de 10 heures. Construit avec des matériaux composites, l’avion sera proposé en trois versions : le Cassio 330, avec quatre sièges et un système de propulsion hybride d’une puissance de 330 kW, et le Cassio 480, avec six sièges et un système de propulsion hybride de 480 kW. Le troisième modèle est le Cassio 600, avec 10 places et une propulsion hybride de 600 kW. Sa vitesse de croisière est estimée à 370 km/h, et en mode tout électrique l’autonomie est de 200 km [3].

L’avion utilisera deux moteurs d’une puissance continue de 45 kW. Un troisième moteur alimenté au biocarburant et modifié avec l’aide de l’équipe Formula E Solution F, entraîne l’hélice arrière et recharge les batteries des moteurs électriques. Le système de propulsion électrique hybride est fiable. Le projet E-Fan est le premier avion bimoteur entièrement électrique à traverser la Manche, en 2015. Par ailleurs, il a travaillé pendant 10 ans dans le développement des piles à combustible chez General Motors. VoltaAero devrait commencer les livraisons de son nouvel avion fin 2022, initialement dans la configuration Cassio 330 à quatre places [3].

L’invention du drone

Le drone est un véhicule aérien sans pilote qui a un vol contrôlé et peut recevoir des commandes par radiofréquence, infrarouge et même des missions définies à l’avance par des coordonnées GNSS (Global Navigation Satellite System). Son apparence ressemble à celle des mini-hélicoptères, certains modèles étant des répliques de jets, des quadricoptères (quatre hélices), en plus des modèles à huit hélices qui utilisent du carburant pour leur vol. Drone porte ce nom en anglais en raison de son bourdonnement lors du vol qui a fini par être populairement adopté pour nommer l’avion. Les drones sont conçus et développés pour les missions militaires, les secours incendie et la sécurité civile. Les drones sont l’un des principaux instruments de la stratégie militaire américaine depuis plusieurs années. Les drones sont destinés à permettre de surveiller ou d’attaquer une région. De nos jours, les drones ont une énorme polyvalence en ce qui concerne leur utilisation. Parmi ses utilisations figurent le contrôle et la surveillance, la photo et le tournage, l’utilisation militaire, le sauvetage et le transport de marchandises [4].

En plus de l’utilisation militaire, les drones sont utilisés par des civils, tels que des photographes et des vidéastes lors de fêtes d’anniversaire, de mariages ou d’événements en général. Un drone peut capturer de meilleurs angles pour les photos et les séquences, gardant la caméra stable plus longtemps, facilitant ainsi la production vidéo. Ces valences techniques les rendent également utilisées par les chaînes de télévision. La technologie des drones peut être utilisée dans les sauvetages dans des endroits difficiles d’accès, des zones sinistrées (inondations, glissements de terrain, incendies, bâtiments fermés, etc.), car ces appareils transmettent des images et des vidéos en temps réel, contribuant ainsi au succès de les équipes de secours. Les drones sont également utilisés pour surveiller les personnes, ainsi que pour prévenir les attaques ou même le vandalisme. L’utilisation de drones pour la livraison de marchandises et de colis est encore à l’essai. L’une des entreprises qui teste cette possibilité est Amazon. Une autre façon possible d’utiliser les drones est dans l’agriculture pour identifier rapidement les ravageurs et autres problèmes qui surviennent dans les cultures. De plus, les drones peuvent être utilisés pour d’autres fonctions, telles que les photographies [5].

Le modèle que nous connaissons aujourd’hui a été développé par l’ingénieur spatial israélien Abraham Karem. Selon lui, en 1977, lorsqu’il est arrivé aux États-Unis, il fallait 30 personnes pour piloter un drone. Face à cette situation, il fonde la société Leading System et, utilisant peu de ressources technologiques, comme la fibre de verre artisanale et les chutes de bois, il crée l’Albatros. Fort des améliorations réalisées avec le nouveau modèle en 56 heures de vol sans recharger les batteries et avec trois personnes aux commandes, l’ingénieur a reçu un financement de la DARPA pour les améliorations nécessaires pour le prototype et, avec cela, le nouveau modèle appelé Amber [5] .

L’invention de la fusée spatiale

Les premières nouvelles de l’utilisation de la fusée datent de l’année 1232 en Chine, où la poudre à canon a été inventée, d’abord utilisée dans les feux d’artifice comme divertissement et, plus tard, utilisée à des fins de guerre. Les roquettes ont été introduites en Europe par les Arabes, à nouveau utilisées dans les conflits européens peu après la guerre de Cent Ans (1337-1453). Aux XVe et XVIe siècles, il était utilisé comme arme incendiaire. Plus tard, avec l’amélioration de l’artillerie, la fusée de guerre disparut jusqu’au XIXe siècle, venant à nouveau être utilisée pendant les guerres napoléoniennes (1803-1815). À la fin du 19e et au début du 20e siècle, les premiers scientifiques sont apparus qui ont vu la fusée comme un système pour propulser des véhicules aérospatiaux habités. Parmi eux, se distinguent le Russe Konstantin Tsiolkovsky, l’Allemand Hermann Oberth, le Nord-Américain Robert Goddard et, plus tard, les Russes Sergei Karolev et Valentim Glushko et l’Allemand Wernher von Braun [6].

Goddard a construit la première fusée à carburant liquide en 1925. Les fusées construites par Goddard, bien que petites, possédaient déjà tous les principes des fusées modernes, comme le guidage par gyroscope, par exemple. Les Allemands, dirigés par Wernher von Braun, ont développé, pendant la Seconde Guerre mondiale, les fusées V-1 et V-2 qui ont servi de base aux recherches sur les fusées par les États-Unis et l’Union soviétique dans l’après-guerre. Les deux roquettes nazies utilisées pour bombarder Londres à la fin de la guerre peuvent être mieux définies comme des missiles car les V-1 et V-2 e sont pas des rockets missiles qui volent avec propulsion d’avion à réaction. Les programmes spatiaux que les Nord-Américains et les Russes ont mis en branle reposaient sur des fusées conçues à des fins spécifiques pour l’astronautique dérivées de ces fusées à usage militaire [6].

En particulier, les fusées utilisées dans le programme spatial soviétique étaient dérivées du missile balistique R.7, qui a finalement été utilisé pour lancer les missions Spoutnik. En octobre 1957, l’Union soviétique a utilisé une fusée pour lancer le premier vaisseau spatial, le satellite Spoutnik. Une fusée spatiale est une machine qui se déplace en expulsant un flux de gaz à grande vitesse derrière elle. Son objectif est d’envoyer des objets (notamment des satellites artificiels, des sondes spatiales et des rovers) et/ou des engins spatiaux et des hommes dans l’espace extra-atmosphérique à une vitesse supérieure à 40 320 km/h pour vaincre l’attraction gravitationnelle de la Terre et atteindre des altitudes supérieures à 100 km. au-dessus du niveau de la mer [10]. Une fusée se compose d’une structure, d’un moteur de propulsion à réaction et d’une charge utile. La structure sert à abriter les réservoirs de carburant et de comburant (oxydant) et la charge utile. Ces fusées doivent également transporter un comburant pour réagir avec le carburant. Ce mélange de gaz surchauffés est ensuite détendu dans un tube divergent, le tube de Laval, également appelé tube de Bell, pour diriger le gaz en expansion vers l’arrière, propulsant ainsi la fusée vers l’avant [10].

Un nouveau moteur en cours de développement par deux ingénieurs américains propose cependant une alternative pour optimiser la quantité d’oxydants transportés par les fusées et réduire le coût des lancements. Il s’agit du système de propulsion par aspiration d’air Fernis, une technologie qui combine les caractéristiques d’un moteur-fusée classique et d’un moteur à réaction [8], des armes nucléaires thermiques, qui surchauffent un gaz à des températures élevées, en utilisant la chaleur générée par les réactions nucléaires, notamment grâce à le processus de fission nucléaire, où le combustible nucléaire est bombardé de neutrons, conduisant à la fission des noyaux des atomes. Ce gaz est ensuite détendu dans le tube de Laval comme dans les fusées chimiques. Ce type de fusée a été développé et testé aux États-Unis dans les années 1960, mais n’a jamais été utilisé. Les gaz expulsés par ce type de fusée peuvent être radioactifs, ce qui n’est pas recommandé pour une utilisation à l’intérieur de l’atmosphère terrestre, mais ils peuvent être utilisés à l’extérieur. Ce type de fusée a l’avantage de permettre des rendements bien supérieurs à ceux des fusées chimiques classiques, puisqu’elles permettent l’accélération des gaz d’échappement à des vitesses bien supérieures. Actuellement, c’est la Russie qui se démarque dans le développement des moteurs nucléaires thermiques [23].

L’adoption de véhicules réutilisables tels que la navette spatiale de la NASA devrait se développer. Les navettes spatiales décollent comme une fusée conventionnelle, mais atterrissent comme des avions. Le Reusable Launch Vehicle (RLV) – Reusable Spacecraft est un avion spatial équipé de fusées, qui décollerait et atterrirait comme des avions, sur de longues pistes, qui serait équipé de fusées réutilisables pour atteindre l’espace et orbiter autour de la Terre. Ces avions n’existent pas encore. Cependant, on pense qu’à l’avenir, les RLV seront des aéronefs pouvant être utilisés pour des voyages spatiaux à faible coût et de haute sécurité. Un moteur révolutionnaire, qui peut faire progresser la technologie astronautique, est le moteur Scramjet qui est capable d’atteindre des vitesses hypersoniques allant jusqu’à 15 fois la vitesse du son. La NASA a testé avec succès un tel moteur en 2004. Une autre avancée possible dans la technologie des moteurs-fusées est l’utilisation de la propulsion nucléaire, dans laquelle un réacteur nucléaire chauffe un gaz, produisant un jet qui est utilisé pour produire la poussée [23] . Une autre idée est de construire une fusée en forme de voile qui serait accélérée par le vent solaire ce qui permettrait une plus grande vitesse et des déplacements sur de plus grandes distances [6]. L’Agence spatiale européenne (ESA) a décidé de miser sur une technologie dont on rêvait depuis le début de l’exploration spatiale. C’est un engin spatial capable de décoller d’un aéroport, comme un avion ordinaire, pour devenir une fusée traditionnelle une fois qu’il a franchi les limites de l’atmosphère la plus dense et qu’il est entré en orbite. Le vaisseau spatial concept a été nommé Skylon, et le moteur hybride qui l’équipera s’appelle Sabre, qui est un moteur hybride sans précédent capable de “respirer” de l’air dans l’atmosphère, comme un moteur à réaction, devenant une fusée lorsqu’il atteint l’espace [9] .

LES RÉFÉRENCES

1. WIKIPEDIA. Helicóptero. Disponible sur le site Web <https://pt.wikipedia.org/Helic%C3%B3ptero>.

2. ADS LATIN, Quem inventou o helicóptero? Disponible sur le site Web <https://adslatin.com/quem-inventou-o-helicoptero/>.

3. RIGUES, Rafael. 0Aeronave híbrida quer se tornar o ‘Tesla’ dos céus. Disponible sur le site Web <https://olhardigital.com.br/2020/05/08/noticias/aeronave-hibrida-quer-se-tornar-o-tesla-dos-ceus/>.

4. ITARC. História dos drones: como surgiram? Para que servem? Disponible sur le site Web <https://itarc.org/historia-dos-drones/>.

5. BUZZO, Lucas. História dos Drones: do início aos dias de hoje.  Disponible sur le site Web <https://odrones.com.br/historia-dos-drones/>.

6. WIKIPEDIA. Foguete espacial. Disponible sur le site Web <https://pt.wikipedia.org/wiki/Foguete_espacial>.

7. WIKIPEDIA. Dirigível. Disponible sur le site Web <https://pt.wikipedia.org/wiki/Dirig%C3%ADvel>.

8. OLHAR DIGITAL. Motores de foguetes do futuro podem funcionar como propulsores a jato.  Disponible sur le site Web <https://olhardigital.com.br/2020/06/29/ciencia-e-espaco/no-futuro-motores-de-foguete-podem-funcionar-como-propulsores-a-jato/>.

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12. VINHOLES, Thiago. Aviões supersônicos e carros voadores: como será futuro da aviação comercial. Disponible sur le site Web <https://www.cnnbrasil.com.br/business/avioes-supersonicos-e-carros-voadores-como-sera-futuro-da-aviacao-comercial/>.

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15. CASAGRANDE, Vinícius. Estudos para futuro incluem aviões autônomos, supersônicos e elétricos. Disponible sur le site Web <https://economia.uol.com.br/todos-a-bordo/2020/08/22/futuro-dos-avioes-supersonico-autonomo-eletrico.htm>. 22/08/2020.

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17. WIKIPEDIA. História da aviação. Disponible sur le site Web <https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_avia%C3%A7%C3%A3o>.

18. WIKIPEDIA. Pressurização da cabine. Disponible sur le site Web <https://pt.wikipedia.org/wiki/Pressuriza%C3%A7%C3%A3o_da_cabine>.

19. WIKIPEDIA. Boeing 707. Disponible sur le site Web <https://pt.wikipedia.org/wiki/Boeing_707>.

20. WIKIPEDIA. North American X-15. Disponible sur le site Web <https://en.wikipedia.org/wiki/North_American_X-15>.

21. WIKIPEDIA. Concorde. Disponible sur le site Web <https://en.wikipedia.org/wiki/Concorde>.

22. WIKIPEDIA. Tupolev Tu-144. Disponible sur le site Web <https://en.wikipedia.org/wiki/Tupolev_Tu-144>.

23. ALENCAR, Lucas. Agência espacial russa está desenvolvendo motor nuclear. Disponible sur le site Web <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/03/agencia-espacial-russa-esta-desenvolvendo-motor-nuclear.html>.

* Fernando Alcoforado, 82, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018),  Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) et A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).

 

THE GREAT INVENTIONS IN AIR AND SPACE TRANSPORT THROUGHOUT HISTORY AND THEIR FUTURE EVOLUTION

Fernando Alcoforado*

This article aims to present the inventions that occurred with the means of air and space transport throughout history. Air transport means are those that move in the air (balloons, airships, planes, helicopters and drones) to transport people and cargo. Space transport means are those that move through outer space using rockets and/or spacecraft to transport astronauts, artificial satellites, space probes, robots, rovers or any other type of equipment for space exploration. The means of transport require appropriate infrastructure and vehicles. Airplanes require airport infrastructure to operate as well as passenger and cargo terminals. Rockets need launch centers to fire. It was only after the 1st Industrial Revolution (18th century) that the quantity and efficiency of means of transport expanded with the advancement of science and technology, based on which airships, airplanes, helicopters, drones were developed and the space rocket, among other means of transport.

The invention of the airship

The history of airships is intertwined with that of aviation. The first experiments to try to conquer the skies were with hot air balloons. One of the pioneers was Father Bartolomeu de Gusmão who performed the first demonstration in the city of Lisbon on August 5, 1709. The balloon caught fire without leaving the ground, but in a second demonstration, it rose to 95 meters high. French brothers Jacques and Joseph Montgolfier would be, 74 years later, the first to brave the skies with the first successful manned balloon in 1783. Some aviation pioneers sought to adapt steam engines in 1855 and battery-powered electric motors in 1884 to solve the steering problem. Such attempts proved fruitless, as the excessive weight of such engines made the devices impractical. Only the development of the internal combustion engine, at the end of the 19th century, made it possible to solve this problem [7]. It should be noted that, at the take-off location, the balloon is inflated with ambient air by a large gasoline-powered fan. Envelope is the name given to the fabric bag of the balloon that is made of nylon rip-stop (material that stops tears) and waterproofed with a fire-retardant resin. The blowtorch heats the air in the envelope, which expands and becomes less dense than the air outside the balloon. Take-off occurs when this air exceeds the external temperature by about 60ºC. The balloon’s altitude is controlled with a parachute-shaped lid that can be opened to release hot air. Cold air enters through the mouth of the balloon and increases the density of the air inside – causing the balloon to descend. To ascend, the pilot turns on the torch (heating up and decreasing the density of the internal air). The experiments continued throughout the 19th century.

In 1852, Jules Henri Giffard made the first flight of a dirigible balloon flying from Paris to Élancourt. One of the icons in aviation history was the airship LZ 127 Graf Zeppelin built in 1928, which was 213 m long and had five engines capable of carrying 20 to 24 passengers and about 36 crew. Modernly, the airship has internal balloons that are inflated with helium gas that allows controlling its altitude [7]. To ascend and stay suspended in the sky, the airship relies on helium gas, which is lighter than air; while moving forward, motorized propellers come into action. Less dense than air, helium tends to rise and pulls the airship up. The heavier the airship, the more gas it takes. This is basically how the airship, which appeared in France in the second half of the 19th century, flies. In the past, hydrogen was used to fill the balloon (or envelope) of airships, but this gas is flammable, which caused several accidents. The first long-haul airship flight took place in October 1928 between Frankfurt and New York. The LZ 127 Graf Zeppelin would have the primacy of being the first flying device to go around the world. The epic, in seven stages, was made in 1929 covering 33 thousand kilometers. The LZ 127 Graf Zeppelin was built by Ferdinand Von Zeppelin in 1928 and traveled over 500,000 kilometers carrying at least 17,000 people. The LZ 127 Graf Zeppelin was the pride of German aeronautical engineering. The Hindenburg airship was the largest flying device in history at 245 m long and 41.5 m in diameter. It flew at 135 km/h with an autonomy of 14 thousand kilometers and had the capacity to carry 50 passengers and 61 crew. This model that used hydrogen as a propellant exploded in New Jersey in the United States on May 6, 1937, killing 97 occupants and an American technician on the ground. This disaster spelled the end of the rigid airship era.

The invention of the airplane

The airplane was one of the greatest inventions of humanity in its history [16][17]. In 400 BC, Archytas of Tareto, philosopher, scientist, strategist, statesman, mathematician and astronomer, considered the most illustrious of the Pythagorean mathematicians, tried to build a flying machine and, sometime later, Leonardo da Vinci elaborated his projects, in the period between 1480 and 1505, when he carried out a large number of studies on flight, among them were studies on kites, gliders based on the skeletal structure of birds. Modern versions of these designs prove that most of them could effectively fly. One of the most recognizable of these da Vinci designs was the “flying machine”, a design of a pair of wings that resembled the wings of birds. Following the timeline, John Joseph Montgomery made the first flight with a glider in 1883. Although all the names mentioned above were essential parts for the invention of the airplane, it was Santos Dumont and the Wright brothers who brought aviation to another level higher [11].

Alberto Santos Dumont flew with an airship, the famous 14-bis, flying for 21 seconds in a distance of 200 meters and 6 meters high in this machine. Santos Dumont’s first public flight was made on October 23, 1906, aboard the 14-bis, when he flew over the Bagatelle field, in the French capital. Santos Dumont was essential in the history of the airplane for inventing an aircraft that did not need thrust to fly. She took off on her own. The feat was witnessed by more than a thousand people and filmed. In addition, it received recognition from the Aeroclube de Paris and was approved by the FAI (Federation Aéronautique International) for fulfilling requirements such as being documented and taking off by its own means – without a ramp or catapult. It should be noted that such a federation was only created in 1905 [16].

The Wright brothers created an aircraft in which the pilot could control and keep it stable. Despite the innovation, the Flyer, named after the Wright brothers’ aircraft, needed a little help to take off. However, if we consider flight only as stabilizing a motor-powered object in the air, we could place the Wright brothers’ experience as the first in history. The Americans Orville and Wilbur Wright, aboard the Flyer 3 model, flew about 39 kilometers in 1905 in 40 minutes. This could be considered the first flight in history, since to stay in the air for 40 minutes and travel such a great distance, it is necessary to have a well-developed system. The big problem is that this flight was recorded by images without the seal of official bodies at the time, which led to the questioning of the veracity of what happened as reported [16].

Regardless of who the real inventor of the airplane is, it can be said that both the brothers Orville and Wilbur Wright and Alberto Santos Dumont played a very important role in the development of aviation. The years between World War I and World War II were years in which aircraft technology in general developed greatly. In this period, rapid advances were made in aircraft design, and airlines began to operate. It was also the time when aviators began to impress the world with their accomplishments and skills. Airplanes stopped being made of wood, to be built with aluminum. Airplane engines have been greatly improved, with a notable increase in power. This great series of technological advances, as well as the growing social and economic impact that airplanes started to produce worldwide, makes this period the golden age of aviation.

A symbol of the golden age of aviation is the Douglas DC-3. This plane, equipped with a pair of thrusters, began its first flights in 1936. The DC-3 had a capacity for 21 passengers, and a cruising speed of 320 km/h. It quickly became the most used commercial aircraft at the time. This aircraft is also seen as one of the most important aircraft ever produced. It should be noted that the first planes used propellers. An aircraft propeller consists of two or more blades connected to the central hub to which these blades are attached. Each blade is essentially a rotary wing, each blade is an aerodynamic profile capable of generating lift. This lift force in the plane in which the blade moves is called traction or propulsion. The jet turbine began to be developed in Germany and England in the 1930s. The German Hans Von Ohain patented his version of the jet turbine in 1936, and began to develop a similar machine. Britain’s Frank Whittle patented a design for a jet turbine in 1930 and developed a turbine that could be used for practical purposes by the end of the decade. Neither of them knew of the work developed by the other, and for this, both are credited with the invention [17].

A turbojet engine is primarily used in aircraft propulsion. Air is introduced into the rotary compressor through the inlet and compressed to a higher pressure before entering the combustion chamber. The fuel is mixed with compressed air and ignited by a spark. This combustion process significantly increases the temperature of the gas. The hot products of combustion leaving the combustor expand through the turbine, where power is extracted to drive the compressor. The gas stream from the turbine expands to ambient pressure through the propulsion nozzle, producing a high-velocity jet at the engine exit. If the momentum of the outflow exceeds the momentum of the inflow, the thrust is positive, so there is a net forward thrust on the fuselage of the aircraft. First generation jet engines were pure turbojets with an axial compressor or a centrifugal. Modern jet engines are primarily turbofans, where a proportion of the air entering the engine bypasses the combustor.

At the end of the 2nd World War, Germany used the first jet planes and serially manufactured the Messerschimitt Me 262. In the late 1940s, engineers began to develop the turbines used in the jet fighters produced during the 2nd World War. In the beginning, the United States and the Soviet Union wanted high-performance jet engines to produce better and better bombers and jet fighters, and thus further improve their military arsenal. When the Korean War began in 1950, both the United States and the Soviet Union had high-performance military jet fighters, notably the American F-86 Saber and the Soviet MiG-15. The fact that planes were flying at higher and higher altitudes where turbulence and other undesirable weather factors are rarer created a problem because at higher altitudes, the air is less dense, and therefore has smaller amounts of oxygen for passengers, pilots and crew to breathe than at lower altitudes [18].

As planes flew higher and higher, pilots, crew and passengers found it increasingly difficult to breathe. To solve this problem, aeronautical engineers created the pressurized cabin, where the air is pressurized [18]. The first airplane with cabin pressurization was the Lockheed XC-35 which flew on May 9, 1937. Pressurized cabins became popular in the late 1940’s. Today, every cabin on commercial passenger planes is pressurized. After the end of World War II, commercial aviation began to develop into a branch apart from military aviation. The aeronautical industry started to produce planes specially designed for civil aviation and the airlines stopped using modified military planes for the transport of passengers. In a few years after the end of the 2nd World War, several airlines were established in the world. Of the various commercial aircraft that were developed during and after World War II, the four-engine Douglas DC-4 and the Lockheed Constellation stand out. These planes were widely used for domestic medium-haul passenger flights. Even so, they had to make stopovers for refueling on transoceanic routes.

Transatlantic flights would need more powerful thrusters. These already existed in 1945, in the form of jet turbines. But these still used so much fuel that a jet plane could travel only a short distance without needing to refuel. To temporarily solve this problem, two American factories created turboprops with propellers capable of generating more than three thousand horsepower. Such engines began to be used in the Douglas DC-7, Lockheed Super Constellation and the Boeing 377 Stratocruiser. The latter was the first double-decker aircraft in the history of aviation, and also the largest commercial aircraft until the arrival of the Boeing 707. Each of these aircraft could carry around 100 passengers, between New York and Paris nonstop, at a speed of cruise at 500 km/h. It was up to the British to produce the first commercial jet aircraft in the history of aviation, the De Havilland Comet. The Comet began to be used in passenger flights in 1952 that flew at approximately 850 km/h, whose cabin was pressurized and relatively silent. The Comet was initially a commercial success, and many airlines began ordering this aircraft. However, two accidents in 1954 caused both aircraft to explode on the high seas, creating great doubts about the safety of the aircraft [17].

Boeing launched the Boeing 707 in 1958 that was the first successful passenger jet aircraft [19]. The engineers involved in the creation of the Boeing 707 sought not to repeat the same mistakes made on De Havilland’s Comet. The Douglas DC-8 and Convair 880 jets were launched a few years later, although the commercial success achieved by both was much more modest than the success achieved by the Boeing 707. Boeing has since been the largest aircraft manufacturer in the world. The Boeing 727, 737 and 757 models are direct derivatives of the Boeing 707. The Boeing 737, whose production began in 1964, is the best-selling and most successful commercial airliner in aviation history. A total of five thousand Boeing 737s were produced, and the aircraft is still in production today. The gigantic Boeing 747, nicknamed the Jumbo, was capable of carrying more than 500 passengers on a single flight. Launched in 1968, the Boeing 747 was the world’s largest commercial airliner until 2005, when the Airbus A380 made its first flight.

The Boeing 767 revolutionized commercial aviation with its long range, low operating costs and reasonable passenger capacity (196) that allowed scheduled flights using the fewest number of planes possible on transatlantic routes and routes previously impractical because of high operating costs and low number of passengers. The Boeing 767 was responsible for popularizing transatlantic travel throughout the late 1980s and throughout the 1990s when more crossed the Atlantic Ocean daily than all other commercial airliners combined. Even today, the Boeing 767 remains the aircraft that crosses the Atlantic the most daily, despite increasing competition from more modern aircraft [17].

Until the end of the 2nd World War, the technology needed to carry out controlled supersonic flights was not yet available because until the 1940s they were not strong enough to be able to withstand the strong shock waves generated by supersonic speeds. At sea level, the speed of sound is approximately 1,225 km/h. At an altitude of 15,000 meters, the speed of sound is only 1,050 km/h. In World War II, many pilots crossed this barrier (through aerial dives, for example), however, with catastrophic results because the strong shock waves generated at supersonic speeds destroyed these aircraft, not designed for supersonic flights. Around 1943, American engineers began to work with small prototypes. The biggest concern of these aviation experts was that such planes would resist the shock waves created at supersonic speeds. American Charles Yeager became the first person to exceed the speed of sound, on October 14, 1947 in the Bell X-1 [17].

In 1962, the North American X-15 became the first aircraft to reach the thermosphere, which is the last layer of the atmosphere where the air is very thin [20]. The plane, piloted by the American Robert White, stayed at an altitude of 95,936 meters for about sixteen seconds, covering approximately 80 kilometers in this period. This was the first flight by a plane into the limits of outer space. Subsequently, the X-15 would reach an altitude of 107,960 meters. The X-15 was also the first hypersonic aircraft (5 times the speed of sound), breaking several speed records, exceeding Mach 6 (six times the speed of sound) in several flights. The first supersonic aircraft for civil use were created in the late 1960s. The world’s first commercial supersonic aircraft was the Soviet Tupolev Tu-144 which made its maiden flight on December 31, 1968 [22]. The Concorde, manufactured by a Franco-British commercial consortium, made its first flight two months later [21].

Concorde began its first commercial flights on January 21, 1976, serving transatlantic routes. The Concorde and Tu-144 are the only commercial supersonic aircraft developed to date. One of the Air France Concorde had an accident on July 25, 2000, when a tire burst and its remains were sucked into the turbine (which caused a fire), causing the plane to crash and crash into a hotel, shortly after its takeoff in Gonesse, France. Until then the plane was considered the safest commercial aircraft in the world. It underwent a modernization process until 2001, but because of low passenger numbers and high operating costs, it stopped being used on commercial flights on October 24, 2003. Currently, no supersonic aircraft operate on commercial flights in the world.

Since the beginning of the 21st century, subsonic aviation has focused its attention on trying to replace the pilot with remotely controlled aircraft or even computers. In April 2001, a Global Hawk, an unmanned aircraft, flew from Edwards AFB in the United States to Australia nonstop and without refueling. The flight took 23 hours and 23 minutes, and is the longest point-to-point flight ever performed by an unmanned vehicle. In October 2003, the first fully autonomous flight over the Atlantic Ocean by a computer-controlled aircraft was performed. In 2005, the Airbus A380 made its first flight, becoming the largest commercial passenger plane in the world, surpassing the Boeing 747, which had held the record for 35 years. The Soviet-built Antonov Na-225 has been the largest aircraft in the world since its first flight on December 21, 1988 [17].

Since the beginning of the 1990s, commercial aviation has developed technologies that have made the plane increasingly automated, thus gradually reducing the importance of the pilot in the operation of the aircraft, aiming to reduce air accidents caused by human error. Commercial aircraft manufacturers continue to research ways to improve planes, making them safer, more efficient and quieter. At the same time, pilots, airspace controllers and mechanics have become increasingly well trained, and aircraft are increasingly inspected to prevent accidents caused by human or mechanical failure. Despite the growing problems currently faced by aviation in general, it is believed that the 21st century will be a century of great advances for aviation. It is estimated that in the future the use of pilots will be reduced, being replaced by remote control with the use of computers [17].

The aeronautical industry works on the development of several aircraft projects that promise to revolutionize air transport in the coming years and decades. They are supersonic, electric, autonomous planes and even aircraft that look like a giant drone for transporting passengers in urban centers [15]. Airbus has developed three concepts for hydrogen-powered aircraft as part of an effort to build the first greenhouse gas-neutral commercial aircraft by 2035. Two of the aircraft are similar in design to the combustion engine planes, but one of the projects is more revolutionary and shows what the aircraft of the future can be. It is a ‘V’-shaped model, with wings integrated into the body of the plane. According to the company, the wide fuselage opens up several options for storage and distribution of hydrogen, as well as for the layout of the cabin [14]. Researchers at the Technical University of Delft in the Netherlands have managed for the first time to fly a prototype of the new Flying-V commercial aircraft, which is touted as a new aircraft that could change aviation in the future. The aircraft manufacturer Airbus is also a partner in the project. With a very different V-shape from traditional commercial aircraft, the Flying-V is designed to be more fuel efficient [13].

The search for more efficient ways to fly and transport passengers through the skies, emitting less polluting gases (or even zero) is the great challenge of the aeronautical industry for the coming years. This change will require a technological overhaul of aircraft and passenger habits. Finnair from Finland and Norway’s Widerøe, recently announced plans to introduce electric passenger planes to their fleets by 2026. In Canada, where the use of small commercial planes is also popular, Harbor Air is testing seaplanes adapted with electric propellers. In the not too distant past, the concept of the four-engine airplane was synonymous with safety and great capacity. Nowadays, machines, in the form of the giants Boeing 747 and Airbus A380, are falling into disuse in passenger transport. They are too expensive to operate, require more care to maintain and consume huge amounts of fuel. The alternative to these four-engine giants are the new, state-of-the-art twin-engine widebodies, such as the Airbus A350 and Boeing 787. Advances in engine technologies and new aerodynamic solutions have contributed to significantly reducing fuel consumption of commercial aircraft, opening up the possibility of increasingly longer routes. Taking advantage of this evolution, smaller planes, previously restricted to domestic flights, started to travel internationally between continents. Boeing’s 737 MAX series jets have good range figures. The use of smaller and less expensive planes compared to widebodies opens a new niche in the international travel market with the offer of cheaper tickets [12].

The invention of the helicopter

A helicopter is a type of diagonal-winged, heavier-than-air aircraft powered by one or more larger horizontal rotors (thrusters) that, when turned by the engine, create lift and propulsion necessary for flight. In contrast to fixed-wing aircraft (airplane), the helicopter can take off and land vertically, hover and go forward, backward and sideways. These attributes allow helicopters to be used in congested or isolated areas where fixed-wing aircraft would not be able to land or take off [1].

The helicopter comes from the contribution of many people. The idea of ​​a heavier-than-air object crossing the skies dates back many years. The first evidence of human attempts to fly was found in China, dating back to 400 BC. Of course it did not fly, but it’s still a prototype. After some time, Leonardo da Vinci appears on the scene, in 1483. The first impractical idea of ​​a helicopter was conceived by Leonardo da Vinci in the 15th century. The famous gyroscope that he designed had a large rotating wing and was attached to a platform. The idea was that all machinery would fly thanks to the rapid movement of the wings. Who would make the rotation movement would be the person seated, but unfortunately this project failed, because it was not possible to generate enough energy to take off [1].

The first successful and recorded flight of a helicopter took place in 1907, carried out by the brothers Bréguet and Paul Cornu who gave their contribution and their prototype was presented to the French Academy of Sciences. It was a 20-second, unmanned flight, lifting the aircraft 50 centimeters off the ground. In the year 1908, Emil Berliner manages to create a rotary engine for the helicopter, which was used by other inventors. However, the first flight of a fully controllable helicopter was demonstrated by Hanna Reitsch in 1937 in Berlin, Germany. In 1938, German Anton Flettner created the first truly functional helicopter that kick-started everything we know today about helicopter flight. In 1942, Igor Sikorsky was behind the appearance of the Sikorsky R-4 which adapted floats on a Vought-Sikorsky VS-300 making it the world’s first practical helicopter. In 1946, production of the Bell 47B was launched which reached a speed of 140 km/h with two people on board [2].

Invention of the hybrid aircraft

A hybrid aircraft is one designed to take off and land vertically with tilt rotors. This type of aircraft is growing rapidly as designers and startups realize that this is the future of aircraft.  VoltaAero, a French aviation startup, is developing a hybrid plane that could become a “Tesla” of the skies, popularizing the technology and putting it within reach of more people. The aircraft was designed to have a flight autonomy of up to 3.5 hours, with a range of 1,287 km, flying up to 8 times a day with a total flight time of 10 hours. Built with composite materials, the aircraft will be offered in three versions: the Cassio 330, with four seats and a hybrid propulsion system with a power of 330 kW, and the Cassio 480, with six seats and a hybrid propulsion system with 480 kW. The third model is the Cassio 600, with 10 seats and 600 kW hybrid propulsion. Its cruising speed is estimated at 370 km/h, and in all-electric mode the range is 200 km [3].

The aircraft will use two engines with continuous power of 45 kW. A third engine powered by biofuel and modified with the help of the Formula E Solution F team, drives the rear propeller and recharges the batteries of the electric motors. The hybrid electric propulsion system is reliable. The E-Fan project is the first fully electric twin-engine airplane to cross the English Channel, in 2015. In addition, he worked for 10 years in the development of fuel cells at General Motors. VoltaAero is expected to begin deliveries of its new aircraft in late 2022, initially in the four-seat Cassio 330 configuration [3].

The invention of the drone

The drone is an unmanned aerial vehicle that has controlled flight and can receive commands through radio frequency, infrared and even missions defined in advance by GNSS (Global Navigation Satellite System) coordinates. Its appearance is similar to that of mini helicopters with some models being replicas of jets, quadcopters (four propellers), in addition to models with eight propellers that use fuel for their flight. Drone has this name due to its hum when flying that ended up being popularly adopted to name the aircraft. Drones are designed and developed for military missions, fire rescue and non-military security. Drones have been one of the main instruments of US military strategy for several years. Drones are intended to allow monitoring or attacking a region. Nowadays, drones have enormous versatility when it comes to their use. Among its uses are monitoring and surveillance, photo and filming, military use, rescue and transport of goods [4].

In addition to military use, drones are being used by civilians, such as photographers and videographers at birthday parties, weddings or events in general. A drone can capture better angles for photos and footage, keeping the camera stable for longer, thus facilitating video production. These technical valences make them also used by TV stations. Drone technology can be used in rescues in hard-to-reach places, disaster areas (floods, landslides, fires, closed buildings, etc.), as such devices transmit images and video in real time, thus contributing to the success of the teams of rescue. Drones are also used to monitor people, as well as to prevent attacks or even vandalism. The use of drones for the delivery of goods and parcels is still being tested. One of the companies that is testing this possibility is Amazon. Another possible way of using drones is in agriculture to quickly identify pests and other problems that occur in crops. In addition, drones can be used for other functions, such as photographs [5].

The model we know today was developed by Israeli space engineer Abraham Karem. According to him, in 1977, when he arrived in the United States, 30 people were needed to control a drone. Faced with this situation, he founded the company Leading System and, using few technological resources, such as homemade fiberglass and wood scraps, he created the Albatross. With the improvements achieved with the new model in 56 hours of flight without recharging batteries and with three people operating, the engineer received funding from DARPA for the necessary improvements for the prototype and, with that, the new model called Amber [5] .

The invention of the space rocket

The first news of the use of the rocket is from the year 1232 in China, where gunpowder was invented, first used in fireworks as entertainment and, later, used for war purposes. Rockets were introduced to Europe by the Arabs, again being used in European conflicts shortly after the Hundred Years’ War (1337-1453). During the 15th and 16th centuries, it was used as an incendiary weapon. Later, with the improvement of artillery, the war rocket disappeared until the 19th century, coming to be used again during the Napoleonic Wars (1803-1815). In the late 19th and early 20th centuries, the first scientists appeared who saw the rocket as a system to propel manned aerospace vehicles. Among them, the Russian Konstantin Tsiolkovsky, the German Hermann Oberth, the North American Robert Goddard and, later, the Russians Sergei Karolev and Valentim Glushko and the German Wernher von Braun [6] stand out.

Goddard built the first liquid-fueled rocket in 1925. The rockets built by Goddard, although small, already had all the principles of modern rockets, such as gyroscope guidance, for example. The Germans, led by Wernher von Braun, developed, during World War II, the V-1 and V-2 rockets that served as the basis for research on rockets by the United States and the Soviet Union in the post-war period. Both of the Nazi rockets used to bomb London at the end of the war can be better defined as missiles because the V-1 and V-2 are not rockets flying missiles with jet aircraft propulsion. The space programs that the North Americans and the Russians put in motion were based on rockets designed with specific purposes for astronautics derived from these rockets for military use [6].

Particularly the rockets used in the Soviet space program were derived from the R.7 ballistic missile, which was eventually used to launch the Sputnik missions. In October 1957, the Soviet Union used a rocket to launch the first spacecraft, the Sputnik satellite. A space rocket is a machine that moves by expelling a stream of gas at high speed behind it. Its objective is to send objects (especially artificial satellites, space probes and rovers) and/or spacecraft and men into outer space at a speed greater than 40,320 km/h to overcome the gravitational pull of the Earth and reach altitudes greater than 100 km. above sea level [10]. A rocket consists of a structure, a reaction propulsion engine and a payload. The structure serves to house the fuel and oxidizer (oxidizer) tanks and the payload. These rockets also need to carry an oxidizer to react with the fuel. This mixture of superheated gases is then expanded in a diverging tube, the Laval Tube, also known as the Bell Tube, to direct the expanding gas backwards, thus propelling the rocket forward [10].

A new engine under development by two American engineers, however, proposes an alternative to optimize the amount of oxidants transported by rockets and reduce the cost of launches. This is the Fernis air aspiration propulsion system, a technology that combines characteristics of a conventional rocket engine and a jet engine [9] thermal nuclear weapons, which superheat a gas to high temperatures, using the heat generated by nuclear reactions, in particular through the process of nuclear fission, where the nuclear fuel is bombarded with neutrons, leading to the fission of the nuclei of atoms. This gas is then expanded in the Laval Tube as in chemical rockets. This type of rocket was developed and tested in the United States during the 1960s, but was never used. The gases expelled by this type of rocket can be radioactive, which is not recommended for use inside the Earth’s atmosphere, but they can be used outside it. This type of rocket has the advantage of allowing efficiencies much higher than those of conventional chemical rockets, since they allow the acceleration of exhaust gases to much higher speeds. Currently, it is Russia that stands out in the development of thermal nuclear engines [23].

Adoption of reusable vehicles such as NASA’s Space Shuttle is expected to expand. Space Shuttles take off like a conventional rocket, but land like airplanes. The Reusable Launch Vehicle (RLV)- Reusable Spacecraft is a space plane equipped with rockets, which would take off and land like planes, on long runways, which would be equipped with reusable rockets to reach space and orbit the Earth. These aircraft do not yet exist. However, it is thought that in the future, RLVs will be aircraft that can be used for low-cost, high-security space travel. A revolutionary engine, which can advance astronautic technology, is the Scramjet engine that is capable of reaching hypersonic speeds of up to 15 times the speed of sound. NASA successfully tested such an engine in 2004. Another possible advance in rocket engine technology is the use of nuclear propulsion, in which a nuclear reactor heats a gas, producing a jet that is used to produce thrust [23]. Another idea is to build a rocket in the form of a sail that would be accelerated by the solar wind that would allow greater speed and travel over greater distances [6]. The European Space Agency (ESA) has decided to bet on a technology that has been dreamed of since the beginning of space exploration. It is a spacecraft capable of taking off from an airport, like an ordinary plane, becoming a traditional rocket once it passes the limits of the densest atmosphere and enters orbit. The concept spacecraft was named Skylon, and the hybrid engine that will equip it is called Saber, which is an unprecedented hybrid engine capable of “breathing” air while in the atmosphere, like a jet engine, becoming a rocket when reaches space [9].

REFERENCES

1. WIKIPEDIA. Helicóptero. Available on the website <https://pt.wikipedia.org/Helic%C3%B3ptero>.

2. ADS LATIN, Quem inventou o helicóptero? Available on the website <https://adslatin.com/quem-inventou-o-helicoptero/>.

3. RIGUES, Rafael. 0Aeronave híbrida quer se tornar o ‘Tesla’ dos céus. Available on the website <https://olhardigital.com.br/2020/05/08/noticias/aeronave-hibrida-quer-se-tornar-o-tesla-dos-ceus/>.

4. ITARC. História dos drones: como surgiram? Para que servem? Available on the website <https://itarc.org/historia-dos-drones/>.

5. BUZZO, Lucas. História dos Drones: do início aos dias de hoje.  Available on the website <https://odrones.com.br/historia-dos-drones/>.

6. WIKIPEDIA. Foguete espacial. Available on the website <https://pt.wikipedia.org/wiki/Foguete_espacial>.

7. WIKIPEDIA. Dirigível. Available on the website <https://pt.wikipedia.org/wiki/Dirig%C3%ADvel>.

8. OLHAR DIGITAL. Motores de foguetes do futuro podem funcionar como propulsores a jato.  Available on the website <https://olhardigital.com.br/2020/06/29/ciencia-e-espaco/no-futuro-motores-de-foguete-podem-funcionar-como-propulsores-a-jato/>.

9. INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Agência Espacial Europeia começa a construir a espaçonave do futuro. Available on the website <https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=agencia-espacial-europeia-comeca-a-construir-a-espaconave-do-futuro&id=010130090401#.YY0m4WDMLcc>.  01/04/2009.

10. HELERBROCK, Rafael. Como funciona o lançamento de um foguete. Available on the website <https://brasilescola.uol.com.br/fisica/como-funciona-o-lancamento-de-um-foguete.htm>. 10 de novembro de 2021.

11. MUNDO EDUCAÇÃO. Como surgiu o avião? Available on the website <https://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/como-surgiu-aviao.htm>.

12. VINHOLES, Thiago. Aviões supersônicos e carros voadores: como será futuro da aviação comercial. Available on the website <https://www.cnnbrasil.com.br/business/avioes-supersonicos-e-carros-voadores-como-sera-futuro-da-aviacao-comercial/>.

13. SERRANO, Filipe. Avião “do futuro” tem sucesso em primeiro voo de teste; veja vídeo. Available on the website <https://exame.com/inovacao/aviao-do-futuro-tem-sucesso-em-primeiro-voo-de-teste/>.

14. VIRI, Natalia. O avião do futuro: Airbus apresenta designs para aeronaves movidas a hidrogênio. Available on the website <https://www.capitalreset.com/o-aviao-do-futuro-airbus-apresenta-designs-para-aeronaves-movidas-a-hidrogenio/>. 21 de setembro de 2020.

15. CASAGRANDE, Vinícius. Estudos para futuro incluem aviões autônomos, supersônicos e elétricos. Available on the website <https://economia.uol.com.br/todos-a-bordo/2020/08/22/futuro-dos-avioes-supersonico-autonomo-eletrico.htm>. 22/08/2020.

16. ADS LATIN. A incrível história do avião: a máquina que revolucionou gerações. Available on the website <https://adslatin.com/incrivel-historia-aviao/>.

17. WIKIPEDIA. História da aviação. Available on the website <https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_avia%C3%A7%C3%A3o>.

18. WIKIPEDIA. Pressurização da cabine. Available on the website <https://pt.wikipedia.org/wiki/Pressuriza%C3%A7%C3%A3o_da_cabine>.

19. WIKIPEDIA. Boeing 707. Available on the website <https://pt.wikipedia.org/wiki/Boeing_707>.

20. WIKIPEDIA. North American X-15. Available on the website <https://en.wikipedia.org/wiki/North_American_X-15>.

21. WIKIPEDIA. Concorde. Available on the website <https://en.wikipedia.org/wiki/Concorde>.

22. WIKIPEDIA. Tupolev Tu-144. Available on the website <https://en.wikipedia.org/wiki/Tupolev_Tu-144>.

23. ALENCAR, Lucas. Agência espacial russa está desenvolvendo motor nuclear. Available on the website <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/03/agencia-espacial-russa-esta-desenvolvendo-motor-nuclear.html>.

* Fernando Alcoforado, 82, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) and A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021) .

AS GRANDES INVENÇÕES NO TRANSPORTE AÉREO E ESPACIAL AO LONGO DA HISTÓRIA E SUA FUTURA EVOLUÇÃO    

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem o objetivo de apresentar as invenções que ocorreram com os meios de transporte aéreo e espacial ao longo da história. Os meios de transporte aéreo são os que se deslocam no ar (balões, dirigíveis, aviões, helicópteros e drones) para transportar pessoas e cargas. Os meios de transporte espaciais são aqueles que se movimentam pelo espaço sideral usando foguetes e/ou espaçonaves para transportar astronautas, satélites artificiais, sondas espaciais, robôs, rovers ou qualquer outro tipo de equipamento para a exploração espacial. Os meios de transporte exigem infraestrutura e veículos apropriados. Os aviões requerem infraestrutura aeoportuária para operar assim como os terminais de passageiros e de cargas. Os foguetes precisam de centros de lançamento para serem acioandos. Foi somente a partir da 1ª Revolução Industrial (século XVIII), que se expandiu a quantidade e a eficiência dos meios de transportes com o avanço da ciência e da tecnologia com base na qual se desenvolveram os dirigíveis, o avião, o helicóptero, o drone e o foguete espacial, entre outros meios de transporte.

A invenção do dirigível

A história dos dirigíveis se confunde com a da aviação. As primeiras experiências para tentar a conquista dos céus foram com balões de ar quente. Um dos pioneiros foi o padre Bartolomeu de Gusmão que realizou a primeira demonstração no na cidade de Lisboa em 5 de agosto de 1709. O balão pegou fogo sem sair do solo, mas numa segunda demonstração elevou-se a 95 metros de altura. Os irmãos franceses Jacques e Joseph Montgolfier seriam, 74 anos depois, os primeiros a desbravarem os céus com o primeiro balão tripulado com sucesso em 1783. Alguns pioneiros da aviação procuraram adaptar motores a vapor em 1855 e motores elétricos movidos a baterias em 1884 para resolver o problema da dirigibilidade. Tais tentativas mostraram-se infrutíferas, pois o peso excessivo de tais motores tornavam os engenhos impraticáveis. Somente o desenvolvimento do motor a explosão, ao final do século XIX, permitiu resolver este problema [7]. Cabe observar que, no local da decolagem, o balão é inflado com ar ambiente por uma grande ventoinha movida a gasolina. Envelope é o nome dado à bolsa de tecido do balão que é feito de náilonrip-stop (material que detém rasgos) e impermeabilizado com uma resina antifogo. O maçarico aquece o ar do envelope, que se expande e fica menos denso que o ar de fora do balão. A decolagem ocorre quando esse ar supera em cerca de 60ºC a temperatura externa. A altitude do balão é controlada com uma tampa em forma de pára-quedas que pode ser aberta para soltar o ar quente. O ar frio entra pela boca do balão e aumenta a densidade do ar interno – fazendo o balão descer. Para subir, o piloto liga o maçarico (aquecendo e diminuindo a densidade do ar interno).  As experiências continuaram ao longo do século XIX.

Em 1852, Jules Henri Giffard fez o primeiro voo de um balão dirigível  voando de Paris a Élancourt. Um dos ícones da história da aviação foi o dirigível LZ 127 Graf Zeppelin construído em 1928 que possuía 213 m de comprimento e 5 motores com capacidade para transportar de 20 a 24 passageiros e cerca de 36 tripulantes. Modernamente, o dirigível possui balões internos que são inflados com o gás hélio que permite controlar sua altitude [7]. Para subir e ficar suspenso no céu, o dirigível conta com o gás hélio, que é mais leve que o ar; já no deslocamento para a frente, entram em ação hélices motorizadas.  Menos denso que o ar, o hélio tende a subir e puxa o dirigível para cima. Quanto mais pesado é o dirigível, mais gás é preciso. Basicamente é assim que voa o dirigível, que surgiu na França na segunda metade do século XIX. Antigamente, costumava-se usar o hidrogênio para encher o balão (ou envelope) dos dirigíveis, mas esse gás é inflamável, o que provocou vários acidentes. O primeiro voo de longa distância de um dirigível aconteceu em outubro de 1928 ligando Frankfurt a Nova York. Caberia ao LZ 127 Graf Zeppelin a primazia de ser o primeiro aparelho voador a dar a volta ao mundo. A epopeia, em sete etapas, foi feita em 1929 percorrendo 33 mil quilômetros. O LZ 127 Graf Zeppelin foi construído por Ferdinand Von Zeppelin em 1928 e percorreu mais de 500 mil quilômetros, transportando pelo menos 17 mil pessoas. O LZ 127 Graf Zeppelin foi o orgulho da engenharia aeronáutica alemã. O dirigível Hindenburg foi o maior aparelho voador da história com 245 m de comprimento e 41,5 m de diâmetro. Voava a 135 km/h com autonomia de 14 mil quilômetros e tinha capacidade para conduzir 50 passageiros e 61 tripulantes. Este modelo que utilizava o hidrogênio como propulsor explodiu em Nova Jersey nos Estados Unidos em 6 de maio de 1937 com a morte de 97 ocupantes e um técnico americano em solo. Este desastre significou o fim da era dos dirigíveis rígidos.

A invenção do avião

O avião foi uma das maiores invenções da humanidade em sua história [16][17]. Em 400 a.C., Arquitas de Tareto, filósofo, cientista, estrategista, estadista, matemático e astrônomo grego, considerado o mais ilustre dos matemáticos pitagóricos, tentou construir uma máquina que voasse e, algum tempo depois, Leonardo da Vinci elaborou seus projetos, no período entre 1480 e 1505, quando efetuou uma grande quantidade de estudos sobre o voo, entre eles, estavam estudos sobre pipas, planadores baseados na estrutura esquelética das aves. Versões modernas desses projetos provam que a maioria deles poderia efetivamente voar. Um dos mais reconhecidos desses projetos de da Vinci foi a “máquina voadora”, um projeto de um par de asas que se assemelhavam a asas de pássaros. Seguindo a linha do tempo, John Joseph Montgomery realizou o primeiro voo com um planador em 1883. Apesar de todos os nomes citados anteriormente terem sido peças primordiais para a invenção do avião, foi Santos Dumont e os irmãos Wright que trouxeram a aviação para outro nível mais elevado [11].

Alberto Santos Dumont voou com um dirigível, o famoso 14-bis, voando por 21 segundos em uma distância de 200 metros e a 6 metros de altura nesta máquina. O primeiro voo em público de Santos Dumont foi feito em 23 de outubro de 1906, a bordo do 14-bis, quando sobrevoou o campo de Bagatelle, na capital francesa. Santos Dumont foi essencial na história do avião por inventar uma aeronave que não precisava de impulso para voar. Ela decolava por meios próprios. O feito foi presenciado por mais de mil pessoas e filmado. Além disso, recebeu o reconhecimento do Aeroclube de Paris e foi homologado pela FAI (Federation Aéronautique International) ao cumprir requisitos como ser documentado e decolar por meios próprios – sem rampa ou catapulta. Cabe salientar que tal federação só foi criada em 1905 [16].

Os irmãos Wright criaram uma aeronave em que o piloto conseguia controlar e mantê-la estável. Apesar da inovação, o Flyer, nome da aeronave dos irmãos Wright, precisava de uma ajudinha para decolar. Porém, se considerarmos o voo somente como estabilizar um objeto movido a motor no ar, poderíamos colocar a experiência dos irmãos Wright como a primeira da história. Os norte-americanos Orville e Wilbur Wright, a bordo do modelo Flyer 3, voaram por cerca de 39 quilômetros em 1905 em 40 minutos. Este poderia ser considerado o primeiro voo da história, já que para se manter por 40 minutos no ar e percorrer uma distância tão grande, é preciso contar com um sistema bem desenvolvido. O grande problema é que esse voo foi registrado por imagens sem a chancela de órgãos oficiais na época o que levou ao questionamento da veracidade do ocorrido conforme noticiado [16].

Independente de quem seja o verdadeiro inventor do avião, pode-se dizer que tanto os irmãos Orville e Wilbur Wright quanto Alberto Santos Dumont tiveram um papel muito importante no desenvolvimento da aviação. Os anos que se passaram entre a 1ª Guerra Mundial e a 2ª Guerra Mundial foram anos nos quais a tecnologia de aeronaves em geral desenvolveu-se bastante. Neste período, rápidos avanços foram feitos no desenho de aviões, e linhas aéreas começaram a operar. Também foi época na qual aviadores começaram a impressionar o mundo com seus feitos e suas habilidades. Os aviões pararam de ser feitos de madeira, para serem construídos com alumínio. Os motores dos aviões foram melhorados bastante, com um notável aumento da potência. Esta grande série de avanços tecnológicos, bem como o crescente impacto social e econômico que os aviões passaram a produzir mundialmente, faz este período a era do ouro da aviação.

Um símbolo da era de ouro da aviação é o Douglas DC-3. Este avião equipado com um par de propulsores, começou seus primeiros voos em 1936. O DC-3 tinha capacidade para 21 passageiros, e velocidade de cruzeiro de 320 km/h. Tornou-se rapidamente o avião comercial mais usado na época. Esta aeronave também é vista como uma das aeronaves mais importantes já produzidas. Cabe observar que os primeiros aviões utilizavam hélices. A hélice de uma aeronave consiste de duas ou mais pás conectadas ao cubo central no qual essas pás são fixadas. Cada pá é essencialmente uma asa rotativa, toda pá é um perfil aerodinâmico capaz de gerar uma sustentação. Essa força de sustentação no plano em que a pá se desloca recebe o nome de tração ou propulsão. A turbina a jato começou a ser desenvolvida na Alemanha e na Inglaterra na década de 1930. O alemão Hans Von Ohain patenteou sua versão da turbina a jato em 1936, e começou a desenvolver uma máquina semelhante. O britânico Frank Whittle patenteou um desenho de uma turbina a jato em 1930 e desenvolveu uma turbina que podia ser usada para fins práticos no final da década. Nenhum deles sabia do trabalho desenvolvido pelo outro, e por isto, ambos são creditados com a invenção [17].

Um motor turbojato é usado essencialmente na propulsão de aeronaves. O ar é introduzido no compressor giratório através da entrada e comprimido a uma pressão superior antes de entrar na câmara de combustão. O combustível é misturado com o ar comprimido e inflamado por uma faísca. Este processo de combustão aumenta significativamente a temperatura do gás. Os produtos quentes da combustão que saem do combustor expandem-se através da turbina, onde a potência é extraída para dirigir o compressor. O fluxo de gás saído da turbina expande-se até à pressão ambiente através do bocal de propulsão, produzindo um jato de alta velocidade à saída do motor. Se o momentum do fluxo da saída exceder o momentum do fluxo de entrada, o impulso é positivo, assim, há uma impulsão líquida para avante sobre a fuselagem da aeronave. Os motores de jato de primeira geração eram turbojatos puros com um compressor axial ou um centrífugo. Os motores de jato modernos são principalmente turbofans, onde uma proporção do ar entrado no motor contorna o combustor.

Ao final da 2ª Guerra Mundial, a Alemanha usava os primeiros aviões a jato e fabricava em série a Messerschimitt Me 262. No fim da década de 1940, engenheiros começaram a desenvolver as turbinas usadas nos caças a jato produzidos durante a 2ª Guerra Mundial. No começo, os Estados Unidos e a União Soviética queriam turbinas a jato de excelente desempenho para produzir bombardeiros e caças a jato cada vez melhores, e assim, melhorar ainda mais seu arsenal militar. Quando a Guerra da Coreia começou, em 1950, tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética tinham caças a jato militares de alto desempenho destacando-se entre eles o americano F-86 Sabre e o soviético MiG-15. O fato de que os aviões voassem a altitudes cada vez maiores onde turbulência e outros fatores climáticos indesejáveis são mais raros gerou um problema porque em altitudes maiores, o ar é menos denso, e, portanto, possui quantidades menores de oxigênio para respiração dos passageiros, pilotos e tripulantes do que em altitudes menores [18].  

À medida que os aviões passavam a voar cada vez mais alto, pilotos, tripulantes e passageiros tinham cada vez mais dificuldades em respirar. Para resolver este problema, engenheiros aeronáuticos criaram a cabine pressurizada, onde o ar é pressurizado [18]. O primeiro avião com pressurização da cabine foi o Lockheed XC-35 que voou em 9 de maio de 1937. Cabines pressurizadas popularizaram-se no final da década de 1940. Hoje em dia, toda cabine de aviões comerciais de passageiros é pressurizada. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a aviação comercial passou a se desenvolver em um ramo à parte da aviação militar. A indústria aeronáutica passou a produzir aviões especialmente destinados a aviação civil e as linhas aéreas pararam de usar aviões militares modificados para o transporte de passageiros. Em alguns anos após o fim da 2ª Guerra Mundial, várias linhas aéreas estavam estabelecidas no mundo. Das várias aeronaves comerciais que foram desenvolvidas durante e após a 2ª Guerra Mundial, destacam-se os quadrimotores Douglas DC-4 e o Lockheed Constellation. Estes aviões foram largamente usados para voos domésticos de passageiros de média distância. Mesmo assim, eles precisavam fazer escalas para reabastecimento em rotas transoceânicas.

Voos transatlânticos precisariam de propulsores mais poderosos. Estes já existiam em 1945, na forma de turbinas a jato. Mas estes ainda gastavam tanto combustível que um avião a jato conseguia percorrer apenas uma pequena distância sem precisar reabastecer. Para resolver este problema temporariamente, duas fábricas americanas criaram turbo-hélices com propulsores capazes de gerar mais de três mil cavalos de força. Tais motores começaram a ser usados nos Douglas DC-7, Lockheed Super Constellation e o Boeing 377 Stratocruiser. Este último foi o primeiro avião de dois andares da história da aviação, e também o maior avião comercial até à chegada do Boeing 707. Cada uma destas aeronaves podia carregar cerca de 100 passageiros, entre Nova Iorque e Paris sem escalas, a uma velocidade de cruzeiro de 500 km/h. Coube aos britânicos a produção do primeiro avião a jato comercial da história da aviação, o De Havilland Comet. O Comet começou a ser usado em voos de passageiros em 1952 que voava com aproximadamente 850 km/h, cuja cabine era pressurizada e relativamente silenciosa. O Comet foi no início um sucesso comercial, e muitas linhas aéreas passaram a encomendar esta aeronave. Porém, dois acidentes em 1954 fizeram ambas as aeronaves explodirem em alto-mar, criando grandes dúvidas quanto à segurança da aeronave [17].

A Boeing lançou o Boeing 707 em 1958 que foi o primeiro avião a jato de passageiros de sucesso [19]. Os engenheiros envolvidos na criação do Boeing 707 buscaram não repetir os mesmos erros cometidos no Comet da De Havilland. Os jatos Douglas DC-8 e a Convair 880 foram lançados alguns anos depois, embora o sucesso comercial alcançado por ambos tenha sido muito mais modesto do que o sucesso conseguido pelo Boeing 707. A Boeing, desde então, era a maior fabricante de aviões do mundo. Os modelos Boeing 727, 737 e 757 são derivados diretos do Boeing 707. O Boeing 737, cuja produção foi iniciada em 1964, é o avião comercial mais vendido e bem-sucedido da história da aviação. Um total de cinco mil Boeing 737 foram produzidos, e a aeronave ainda está em produção nos tempos atuais. O gigantesco Boeing 747, apelidado de Jumbo, era capaz de transportar mais de 500 passageiros em um único voo. Lançado em 1968, o Boeing 747 foi o maior avião comercial do mundo até 2005, quando o Airbus A380 fez seu primeiro voo.

O Boeing 767 revolucionou a aviação comercial com seu longo alcance, seus baixos custos operacionais e razoável capacidade de passageiros (196) que permitiu voos regulares usando o menor número de aviões possível em rotas transatlânticas e rotas anteriormente impraticáveis por causa de altos custos operacionais e baixo número de passageiros. O Boeing 767 foi o responsável por popularizar as viagens transatlânticas ao longo do final da década de 1980 e em toda a década de 1990 quando mais cruzavam o Oceano Atlântico diariamente do que todos os outros aviões comerciais somados. Mesmo nos tempos atuais, o Boeing 767 continua a ser a aeronave que mais cruza o Atlântico diariamente, apesar da crescente concorrência de aeronaves recentes mais modernas [17].

Até o fim da 2ª Guerra Mundial, a tecnologia necessária para a realização de voos supersônicos controlados ainda não estava disponível porque até a década de 1940 não eram suficientemente resistentes para conseguir suportar as fortes ondas de choque geradas por velocidade supersônicas. Ao nível do mar, a velocidade do som é de aproximadamente 1.225 km/h. A 15 mil metros de altitude, a velocidade do som é de apenas 1.050 km/h. Na 2ª Guerra Mundial, muitos pilotos ultrapassaram esta barreira (através de mergulhos aéreos, por exemplo), porém, com resultados catastróficos porque as fortes ondas de choque geradas em velocidades supersônicas destruíam estas aeronaves, não projetadas para voos supersônicos. Por volta de 1943, engenheiros americanos passaram a trabalhar com pequenos protótipos. A maior preocupação destes especialistas em aviação era que tais aviões resistissem às ondas de choque criadas em velocidades supersônicas. O americano Charles Yeager tornou-se a primeira pessoa a ultrapassar a velocidade do som, em 14 de outubro de 1947 no Bell X-1 [17].

Em 1962, o North American X-15 tornou-se o primeiro avião a chegar à termosfera que é a última camada da atmosfera onde o ar é muito rarefeito [20]. O avião, pilotado pelo americano Robert White ficou a uma altitude de 95.936 metros por cerca de dezesseis segundos, percorrendo neste período aproximadamente 80 quilômetros. Este foi o primeiro voo de um avião nos limites do espaço sideral. Posteriormente, o X-15 chegaria aos 107.960 metros de altitude. O X-15 foi também a primeira aeronave hipersônica (5 vezes a velocidade do som), rompendo diversos recordes de velocidade, ultrapassando Mach 6 (seis vezes a velocidade do som) em diversos voos. Os primeiros aviões supersônicos para uso civil foram criados no fim da década de 1960. O primeiro avião supersônico comercial do mundo foi o soviético Tupolev Tu-144 que fez seu primeiro voo em 31 de dezembro de 1968 [22]. O Concorde, fabricado por um consórcio comercial franco-britânico, fez seu primeiro voo dois meses depois [21].  

O Concorde começou seus primeiros voos comerciais em 21 de janeiro de 1976, servindo rotas transatlânticas. O Concorde e o Tu-144 são as únicas aeronaves supersônicas comerciais até hoje desenvolvidas. Um dos Concordes da Air France sofreu um acidente em 25 de julho de 2000, quando um pneu estourou e seus restos foram aspirados pela turbina (o que causou um incêndio), fazendo o avião cair e chocar-se com um hotel, logo após sua decolagem em Gonesse, França. Até então o avião era considerado o avião comercial mais seguro do mundo. Passou por um processo de modernização até 2001, mas por causa de baixo número de passageiros e altos custos operacionais, parou de ser usado em voos comerciais em 24 de outubro de 2003. Atualmente, nenhum avião supersônico opera em voos comerciais no mundo.

Desde o início do século XXI, a aviação subsônica tem focalizado sua atenção em tentar substituir o piloto por aeronaves controladas a distância ou mesmo por computadores. Em abril de 2001, um Global Hawk, um avião não-tripulado, voou de Edwards AFB nos Estados Unidos até a Austrália sem escalas e sem reabastecimento. O voo levou 23 horas e 23 minutos, e é o voo ponto-a-ponto mais longo já realizada por um veículo não tripulado. Em outubro de 2003, o primeiro voo totalmente autônomo sobre o Oceano Atlântico por uma aeronave controlada por computadores foi realizado. Em 2005, o Airbus A380 fez seu primeiro voo se tornando o maior avião comercial de passageiros do mundo superando o Boeing 747, que que havia detido o recorde por 35 anos. O Antonov Na-225 de fabricação soviética é o maior avião do mundo desde o seu primeiro voo, realizado em 21 de dezembro de 1988 [17].

Desde o início da década de 1990, a aviação comercial passou a desenvolver tecnologias que tornaram o avião cada vez mais automatizado, reduzindo assim gradativamente a importância do piloto na operação da aeronave, visando diminuir os acidentes aéreos causados por falha humana. Os fabricantes de aviões comerciais continuam a pesquisar maneiras de melhorar os aviões, tornando-os cada vez mais seguros, eficientes e silenciosos. Ao mesmo tempo, pilotos, controladores do espaço aéreo e mecânicos passaram a ser cada vez mais bem-treinados, e aeronaves são cada vez mais vistoriadas, para evitar acidentes causados por falha humana ou mecânica. Apesar dos crescentes problemas enfrentados no momento atual pela aviação em geral, acredita-se que o século XXI será um século de grandes avanços para a aviação. Estima-se que futuramente o uso de pilotos será diminuído, sendo substituídos pelo controle remoto com o uso de computadores [17].

A indústria aeronáutica trabalha no desenvolvimento de diversos projetos de aeronaves que prometem revolucionar o transporte aéreo nos próximos anos e décadas. São aviões supersônicos, elétricos, autônomos e até aeronaves que parecem um drone gigante para o transporte de passageiros em centros urbanos [15]. A Airbus desenvolveu três conceitos para aeronaves movidas a hidrogênio, como parte do esforço para fabricar os primeiros aviões comerciais neutros em emissões de gases de efeito estufa até 2035. Duas das aeronaves seguem desenho semelhante ao dos aviões com motor a combustão, mas um dos projetos é mais revolucionário e mostra o que podem ser as aeronaves do futuro. Trata-se de um modelo em forma de ‘V’, com asas integradas ao corpo do avião. De acordo com a companhia, a fuselagem ampla abre diversas opções para armazenagem e distribuição do hidrogênio, bem como para o layout da cabine [14]. Pesquisadores da Universidade Técnica de Delft, na Holanda, conseguiram realizar pela primeira vez o voo de um protótipo do novo avião comercial Flying-V, que é apontado como uma nova aeronave que pode mudar a aviação no futuro. A fabricante de aviões Airbus também é parceira do projeto. Com um formato em V bastante diferente dos aviões comerciais tradicionais, o Flying-V tem um design para ter um consumo de combustível mais eficiente [13].

A busca por formas mais eficientes de voar e transportar passageiros pelos céus emitindo menos gases poluentes (ou até zerando) é o grande desafio da indústria aeronáutica para os próximos anos. Essa alteração exigirá a uma reformulação tecnológica dos aviões e nos hábitos dos passageiros. As empresas aéreas Finnair, da Finlândia, e a Widerøe, da Noruega, anunciaram recentemente planos de introduzir aviões elétricos de passageiros em suas frotas até 2026. No Canadá, onde o uso de aviões comerciais pequenos também tem boa adesão, a Harbour Air está testando hidroaviões adaptados com propulsores elétricos. Num passado não muito distante, o conceito do avião quadrimotor era sinônimo de segurança e grande capacidade. Hoje em dia, máquinas na forma dos gigantes Boeing 747 e Airbus A380 estão caindo em desuso no transporte de passageiros. Eles são caros demais de operar, exigem mais cuidados de manutenção e consomem enormes quantidades de combustível. A alternativa a esses gigantes com quatro motores são os novos widebodies (aviões de fuselagem larga) bimotores de última geração, como o Airbus A350 e o Boeing 787. O avanço nas tecnologias de motores e novas soluções aerodinâmicas contribuíram para reduzir significativamente o consumo de combustível dos aviões comerciais, abrindo a possibilidade de rotas cada vez mais longas. Se aproveitando dessa evolução, aviões menores, antes restritos a voos domésticos, partiram para a carreira de viagens internacionais entre continentes. Os jatos da série 737 MAX da Boeing apresentam bons números de autonomia. O emprego de aviões pequenos e menos onerosos em relação aos widebodies abre um novo nicho no mercado de viagens internacionais com a oferta de passagens mais baratas [12].

A invenção do helicóptero

O helicóptero  é um tipo de aeronave de asas diagonais, mais pesada do que o ar, propulsionada por um ou mais rotores horizontais maiores (propulsores) que, quando girados pelo motor, criam sustentação e propulsão necessárias para o voo. Em contraste com aeronaves de asa fixa (avião), o helicóptero pode decolar e pousar verticalmente, pairar e ir para frente, para trás e lateralmente. Esses atributos permitem aos helicópteros serem utilizados em áreas congestionadas ou isoladas em que as aeronaves de asa fixa não seriam capazes de pousar ou decolar [1].

O helicóptero surge da contribuição de muita gente. A ideia de um objeto mais pesado que o ar cruzar os céus já vêm de muitos anos atrás. O primeiro indício das tentativas humanas para voar foi encontrado na China, datado de 400 a.C. Claro que não voava, porém não deixa de ser um protótipo. Depois de certo tempo surge no cenário Leonardo da Vinci, em 1483. A primeira ideia pouco prática de um helicóptero foi concebida por Leonardo da Vinci no século XV. O famoso giroscópio que por ele foi projetado possuía uma grande asa giratória e era presa a uma plataforma. A ideia era que todo maquinário voasse graças ao rápido movimento das asas. Quem faria o movimento de rotação seria a pessoa sentada, mas infelizmente este projeto falhou, pois não era possível gerar energia suficiente para alçar voo [1].

O primeiro voo bem-sucedido e registrado de um helicóptero ocorreu em 1907, realizado pelos irmãos Bréguet e Paul Cornu que deram sua contribuição e o seu protótipo foi apresentado para a Academia de Ciências da França. Foi um voo de 20 segundos, não tripulado, levantando a aeronave 50 centímetros do chão. No ano de 1908, Emil Berliner consegue criar um motor rotativo para o helicóptero, o qual foi usado por outros inventores. Porém, o primeiro voo de um helicóptero completamente controlável foi demonstrado por Hanna Reitsch em 1937 em Berlim na Alemanha. Em 1938 o alemão Anton Flettner criou o primeiro helicóptero realmente funcional que deu o pontapé inicial a tudo que conhecemos hoje sobre voo em helicópteros. Em 1942, Igor Sikorsky esteve na base do aparecimento do Sikorsky R-4 que adaptou flutuadores num Vought-Sikorsky VS-300 tornando-o o primeiro helicóptero prático do mundo. Em 1946, foi lançada a produção do Bell 47B que atingiu uma velocidade de 140 km/h com duas pessoas a bordo [2].

Invenção da aeronave híbrida

Aeronave híbrida é aquela projetada para decolar e pousar verticalmente com rotores de inclinação. Este tipo de aeronave está crescendo rapidamente à medida que designers e startups percebem que é esse o futuro das aeronaves. A VoltAero, uma startup de aviação francesa, está desenvolvendo um avião híbrido que pode se tornar um “Tesla” dos céus, popularizando a tecnologia e colocando-a ao alcance de mais pessoas. A aeronave foi projetada para ter uma autonomia de vôo de até 3,5 horas, com alcance de 1.287 km, voando até 8 vezes por dia com um tempo total de voo de 10 horas. Construída com materiais compostos, a aeronave será oferecida em três versões: o Cassio 330, com quatro lugares e um sistema de propulsão híbrida com potência de 330 kW, o Cassio 480, com seis lugares e propulsão híbrida com 480 kW. O terceiro modelo é o Cassio 600, com 10 lugares e propulsão híbrida de 600 kW. Sua velocidade de cruzeiro é estimada em 370 km/h, e no modo totalmente elétrico a autonomia é de 200 km [3].

As aeronaves usarão dois motores com potência contínua de 45 kW. Um terceiro motor movido a biocombustível e modificado com auxílio da equipe de Formula E Solution F, move a hélice traseira e recarrega as baterias dos motores elétricos. O sistema de propulsão híbrido elétrico é confiável. O projeto do E-Fan é o primeiro avião totalmente elétrico com dois motores a cruzar o canal da mancha, em 2015. Além disso, trabalhou por 10 anos no desenvolvimento de células de combustível na General Motors.  A VoltAero deve começar as entregas de sua nova aeronave no final de 2022, inicialmente na configuração Cassio 330 com quatro lugares [3].

A invenção do drone

O drone é um veículo aéreo não tripulado que tem voo controlado podendo receber comandos por meio de radiofrequência, infravermelho e, até mesmo, missões definidas de forma prévia por coordenadas GNSS (Global Navigation Satellite System). Sua aparência é semelhante a de mini helicópteros com alguns modelos sendo réplicas de jatos, quadcopters (quatro hélices), além de modelos com oito hélices que utilizam combustível para seu voo. Drone em inglês significa “zangão” devido ao seu zumbido ao voar que acabou sendo adotado popularmente para denominar a aeronave. Os drones foram projetados e desenvolvidos para missões militares, para resgate em incêndios e para a segurança não militar. Os drones são, há vários anos, um dos principais instrumentos da estratégia militar dos Estados Unidos. Os drones possuem como objetivo permitir o monitoramento ou o ataque à alguma região. Hoje em dia, os drones possuem uma versatilidade enorme quando se trata do seu uso. Entre suas utilidades estão monitoramento e vigilância, foto e filmagem, uso militar, resgate e transporte de mercadorias [4].

Além do uso militar, os drones estão sendo utilizados por civis, como por exemplo por fotógrafos e cinegrafistas em festas de aniversários, casamentos ou eventos em geral. Um drone consegue captar melhores ângulos para fotos e filmagens mantendo a câmara estável por mais tempo facilitando também por conseguinte a produção de vídeo. Estas valências técnicas faz com que também sejam usados por emissoras de TV. A tecnologia dos drones pode ser utilizada em resgates em locais de difíceis acessos, áreas de desastres (alagamentos, desmoronamentos, desabamento, incêndios, construções interditadas, etc), pois tais dispositivos transmitem imagens e vídeo em tempo real contribuindo assim para o sucesso das equipes de resgate. Os drones também são usados para monitorar pessoas, bem como para evitar ataques ou mesmo casos de vandalismo. Está ainda em testes a utilização de drones para entrega de mercadorias e encomendas. Uma das empresas que está testando esta possibilidade é a Amazon. Outra possível forma de utilização de drones é na agricultura para se identificar rapidamente pragas e outros problemas que acontecem nas lavouras. Além disso, os drones poderão ser usados para outras funcionalidades, como em fotografias [5].

O modelo que conhecemos hoje em dia, foi desenvolvido pelo engenheiro espacial israelita Abraham Karem. Segundo ele, em 1977, época de sua chegada Estados Unidos, eram necessárias 30 pessoas para controlar um drone. Diante desta situação, ele fundou a empresa Leading System e, utilizando poucos recursos tecnológicos, como fibra de vidro caseira e restos de madeira, deu origem ao Albatross. Com as melhorias alcançadas com o novo modelo em 56 horas de voo sem recarga de baterias e com três pessoas operando, o engenheiro recebeu financiamento da DARPA para os aprimoramentos necessários para o protótipo e, com isso, surgiu o novo modelo chamado Amber [5].

A invenção do foguete espacial

A primeira notícia que se tem do uso do foguete  é do ano 1232 na China, onde foi inventada a pólvora, usada a princípio em fogos de artifício como entretenimento e, mais tarde, usada para fins bélicos. Os foguetes foram introduzidos na Europa pelos árabes, tornando a ser usados em conflitos europeus logo após a Guerra dos Cem Anos (1337-1453). Durante os séculos XV e XVI, foi utilizado como arma incendiária. Posteriormente, com o aprimoramento da artilharia, o foguete bélico desapareceu até o século XIX, vindo a ser utilizado novamente durante as Guerras Napoleônicas (1803-1815). No final do século XIX e princípio do século XX, apareceram os primeiros cientistas que viram o foguete como um sistema para propulsionar veiculos aeroespaciais tripulados. Entre eles, destacam-se o russo Konstantin Tsiolkovsky, o alemão Hermann Oberth, o norte-americano Robert Goddard e, mais tarde, os russos Sergei Karolev e Valentim Glushko e o alemão Wernher von Braun [6].

Goddard construiu o primeiro foguete movido a combustível líquido em 1925. Os foguetes construídos por Goddard, embora pequenos, já tinham todos os princípios dos modernos foguetes, como orientação por giroscópios, por exemplo. Os alemães, liderados por Wernher von Braun, desenvolveram, durante a 2ª Guerra Mundial, os foguetes V-1 e V-2 que serviram de base para as pesquisas sobre foguetes dos Estados Unidos e da União Soviética no pós-guerra. Ambos os foguetes nazistas usados para bombardear Londres no final da guerra, podem ser mais bem definidas como mísseis porque o V-1 e o V-2 não chegam a ser foguetes mísseis que voa com propulsão de avião a jato. Os programas espaciais que os norte-americanos e os russos colocaram em marcha basearam-se em foguetes projetados com finalidades próprias para a astronáutica derivados destes foguetes de uso militar [6].

Particularmente os foguetes usados no programa espacial soviético eram derivados do R.7, míssil balístico, que acabou sendo usado para lançar as missões Sputnik. Em outubro de 1957, a União Soviética usou um foguete para lançar a primeira nave espacial, o satélite Sputnik. Um foguete espacial é uma máquina que se desloca expelindo atrás de si um fluxo de gás a alta velocidade. O seu objetivo é enviar objetos (especialmente satélites artificiais, sondas espaciais e rovers) e/ou naves espaciais e homens ao espaço sideral com velocidade superior a 40.320 Km/h para vencer a força de atração gravitacional da Terra e alcançar altitude superior a 100 Km acima do nível do mar [10]. Um foguete é constituído por uma estrutura, um motor de propulsão por reação e uma carga útil. A estrutura serve para albergar os tanques de combustível e oxidante (comburente) e a carga útil. Estes foguetes necessitam de transportar também um comburente para reagir com o combustível. Esta mistura de gases sobreaquecidos é, depois, expandida em um tubo divergente, o Tubo de Laval, também conhecida como Tubo de Bell, para direcionar o gás em expansão para trás, e assim conseguir propulsionar o foguete para a frente [10].

Um novo motor em desenvolvimento por dois engenheiros norte-americanos, no entanto, propõe uma alternativa para otimizar a quantidade de oxidantes transportados por foguetes e reduzir o custo de lançamentos. Trata-se do sistema de propulsão por aspiração de ar Fernis, uma tecnologia que combina características de um motor de foguete convencional e um motor a jato [8].Existem, no entanto, outros tipos de motor de foguete como, por exemplo os motores nucleares térmicos, que sobreaquecem um gás até altas temperaturas, utilizando o calor gerado por reações nucleares, em especial através do processo de fissão nuclear, onde o combustível nuclear é bombardeado com neutrons, levando a fissão do núcleos dos átomos. Esse gás é depois expandido no Tubo de Laval tal como nos foguetes químicos. Este tipo de foguete foi desenvolvido e testado nos Estados Unidos durante a década de 1960, mas nunca chegou a ser utilizado. Os gases expelidos por este tipo de foguete podem ser radioativos, o que desaconselha o seu uso dentro da atmosfera terrestre, mas podem ser utilizados fora dela. Este tipo de foguete tem a vantagem de permitir eficiências muito superiores às dos foguetes químicos convencionais, uma vez que permitem acelerar os gases de escape a velocidades muito superiores. Atualmente, é a Rússia que se destaca no desenvolvimento dos motores nucleares térmicos [23].

A adoção de veículos reutilizáveis, como o Ônibus Espacial da NASA, deve ampliar-se. Os Ônibus Espaciais decolam como um foguete convencional, mas pousam como aviões. O Reusable Launch Vehicle (RLV)- Nave Espacial Reutilizável é um avião espacial equipado com foguetes, que decolariam e pousariam como aviões, em longas pistas de aterrissagem, os quais seriam equipados com foguetes reutilizáveis para alcançar o espaço e orbitar a Terra. Estas aeronaves ainda não existem. Porém, cogita-se que, no futuro, RLVs serão aeronaves que poderão ser usadas para viagens espaciais de baixo custo e de alta segurança. Um motor revolucionário, que pode fazer avançar a tecnologia astronáutica, é o motor Scramjet que é capaz de atingir velocidade hipersônicas de até 15 vezes a velocidade do som. A NASA testou com sucesso um motor deste tipo em 2004. Outra possibilidade de avanço na tecnologia de motores de foguetes é o uso de propulsão nuclear, em que um reator nuclear aquece um gás, produzindo um jato que é usado para produzir empuxo [23]. Outra ideia é a de construir um foguete em forma de vela que seria acelerado pelo vento solar que permitiria maior velocidade e fazer viagens a distâncias maiores [6]. A Agência Espacial Europeia (ESA) decidiu apostar em uma tecnologia com a qual se sonha desde o início da exploração espacial. Trata-se de uma espaçonave capaz de decolar de um aeroporto, como um avião comum, tornando-se um foguete tradicional assim que ultrapassa os limites da atmosfera mais densa e entra em órbita. A espaçonave-conceito foi batizada de Skylon, e o motor híbrido que a equipará chama-se Sabre que é um motor híbrido inédito capaz de “respirar” o ar enquanto está na atmosfera, como um motor a jato, tornando-se um foguete quando atinge o espaço [9].

REFERÊNCIAS

1. WIKIPEDIA. Helicóptero. Disponível no website <https://pt.wikipedia.org/Helic%C3%B3ptero>.

2. ADS LATIN, Quem inventou o helicóptero? Disponível no website <https://adslatin.com/quem-inventou-o-helicoptero/>.

3. RIGUES, Rafael. 0Aeronave híbrida quer se tornar o ‘Tesla’ dos céus. Disponível no website <https://olhardigital.com.br/2020/05/08/noticias/aeronave-hibrida-quer-se-tornar-o-tesla-dos-ceus/>.

4. ITARC. História dos drones: como surgiram? Para que servem? Disponível no website <https://itarc.org/historia-dos-drones/>.

5. BUZZO, Lucas. História dos Drones: do início aos dias de hoje.  Disponível no website <https://odrones.com.br/historia-dos-drones/>.

6. WIKIPEDIA. Foguete espacial. Disponível no website <https://pt.wikipedia.org/wiki/Foguete_espacial>.

7. WIKIPEDIA. Dirigível. Disponível no website <https://pt.wikipedia.org/wiki/Dirig%C3%ADvel>.

8. OLHAR DIGITAL. Motores de foguetes do futuro podem funcionar como propulsores a jato.  Disponível no website <https://olhardigital.com.br/2020/06/29/ciencia-e-espaco/no-futuro-motores-de-foguete-podem-funcionar-como-propulsores-a-jato/>.

9. INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Agência Espacial Europeia começa a construir a espaçonave do futuro. Disponível no website <https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=agencia-espacial-europeia-comeca-a-construir-a-espaconave-do-futuro&id=010130090401#.YY0m4WDMLcc>.  01/04/2009.

10. HELERBROCK, Rafael. Como funciona o lançamento de um foguete. Disponível no website <https://brasilescola.uol.com.br/fisica/como-funciona-o-lancamento-de-um-foguete.htm>. 10 de novembro de 2021.

11. MUNDO EDUCAÇÃO. Como surgiu o avião? Disponível no website <https://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/como-surgiu-aviao.htm>.

12. VINHOLES, Thiago. Aviões supersônicos e carros voadores: como será futuro da aviação comercial. Disponível no website <https://www.cnnbrasil.com.br/business/avioes-supersonicos-e-carros-voadores-como-sera-futuro-da-aviacao-comercial/>.

13. SERRANO, Filipe. Avião “do futuro” tem sucesso em primeiro voo de teste; veja vídeo. Disponível no website <https://exame.com/inovacao/aviao-do-futuro-tem-sucesso-em-primeiro-voo-de-teste/>.

14. VIRI, Natalia. O avião do futuro: Airbus apresenta designs para aeronaves movidas a hidrogênio. Disponível no website <https://www.capitalreset.com/o-aviao-do-futuro-airbus-apresenta-designs-para-aeronaves-movidas-a-hidrogenio/>. 21 de setembro de 2020.

15. CASAGRANDE, Vinícius. Estudos para futuro incluem aviões autônomos, supersônicos e elétricos. Disponível no website <https://economia.uol.com.br/todos-a-bordo/2020/08/22/futuro-dos-avioes-supersonico-autonomo-eletrico.htm>. 22/08/2020.

16. ADS LATIN. A incrível história do avião: a máquina que revolucionou gerações. Disponível no website <https://adslatin.com/incrivel-historia-aviao/>.

17. WIKIPEDIA. História da aviação. Disponível no website <https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_avia%C3%A7%C3%A3o>.

18. WIKIPEDIA. Pressurização da cabine. Disponível no website <https://pt.wikipedia.org/wiki/Pressuriza%C3%A7%C3%A3o_da_cabine>.

19. WIKIPEDIA. Boeing 707. Disponível no website <https://pt.wikipedia.org/wiki/Boeing_707>.

20. WIKIPEDIA. North American X-15. Disponível no website <https://en.wikipedia.org/wiki/North_American_X-15>.

21. WIKIPEDIA. Concorde. Disponível no website <https://en.wikipedia.org/wiki/Concorde>.

22. WIKIPEDIA. Tupolev Tu-144. Disponível no website <https://en.wikipedia.org/wiki/Tupolev_Tu-144>.

23. ALENCAR, Lucas. Agência espacial russa está desenvolvendo motor nuclear. Disponível no website <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/03/agencia-espacial-russa-esta-desenvolvendo-motor-nuclear.html>.

* Fernando Alcoforado, 82, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) e A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).

LE DECLENCHEMENT D’UNE NOUVELLE GUERRE MONDIALE ET SES RESPONSABLES

Fernando Alcoforado*

Après un mois de guerre en Ukraine, la possibilité que ce conflit se transforme en guerre mondiale augmente chaque jour, ce qui se manifeste par une radicalisation croissante des mesures adoptées par les États-Unis et leurs alliés européens contre La Russie et le gouvernement russe intensifient leurs actions militaires. Le déclenchement d’une nouvelle guerre mondiale pourrait survenir si la Russie est poussée à la faillite par les sanctions économiques et financières imposées par les États-Unis et ses alliés européens et si, par désespoir de cause, le gouvernement Poutine se sent menacé de tomber. Dans les deux cas, l’administration Poutine pourrait attaquer les États-Unis et ses alliés européens avec ou non des armes nucléaires pour inverser le cours des événements. Le déclenchement d’une nouvelle guerre mondiale pourrait également se produire si, par erreur de calcul, des missiles ou des bombes russes frappaient un pays membre de l’OTAN et si la poursuite de la fourniture d’armes par l’OTAN à l’Ukraine avec l’aide dans ce pays des militaires de cette organisation caractérise leur participation dans le conflit.

Quelqu’un me demanderait: qui sont responsables d’un éventuel déclenchement d’une nouvelle guerre mondiale? Je réponds qu’en plus du gouvernement Poutine de la Russie, les gouvernements de l’Ukraine, des États-Unis et des pays de l’Union européenne, ainsi que l’ONU, l’OTAN, l’industrie d’armement nord-américaine et l’industrie d’armement russe. Le gouvernement Poutine de la Russie est l’un des responsables du déclenchement d’une nouvelle guerre mondiale car il a déstabilisé le système international en envahissant l’Ukraine et le gouvernement de ce pays est l’un des responsables d’un nouveau conflit mondial en admettant la présence sur son territoire de l’OTAN qui représenterait une menace existentielle pour la Russie.

Le gouvernement américain est responsable du déclenchement d’une nouvelle guerre mondiale parce qu’il a favorisé depuis 1990 l’expansion de l’OTAN aux frontières de la Russie, qui serait complétée par l’incorporation de l’Ukraine dans l’alliance militaire occidentale. Les gouvernements des pays de l’Union européenne ont contribué à l’élargissement de l’OTAN en plus d’avoir attiré les pays de l’ancien Pacte de Varsovie vers leur incorporation au bloc économique européen. De son côté, l’ONU n’a pas contribué à rechercher la fin de la guerre en Ukraine et, au contraire, collabore à l’intensifier avec les résolutions anti-russes adoptées par l’Assemblée générale.

L’action belliqueuse des États-Unis et des pays de l’Union européenne contre la Russie avec l’élargissement de l’OTAN est complétée par l’adoption de sanctions économiques et financières contre le gouvernement russe pour le mettre en faillite et contribuer au renversement de Poutine du pouvoir. Toutes ces actions des États-Unis et des alliés européens contribuent à ce que Poutine puisse se radicaliser pour sauver la Russie et lui-même.

En plus de la Russie, de l’Ukraine, des États-Unis, de l’Union européenne et de l’ONU, trois autres sont également responsables de l’éventuel déclenchement d’une nouvelle guerre mondiale: l’OTAN, l’industrie d’armement nord-américaine et l’industrie d’armement russe. Ces trois acteurs sont intéressés par le déclenchement d’une nouvelle guerre mondiale pour justifier leur existence et les deux derniers, principalement, pour gagner de l’argent.

Il convient de noter qu’à la base de tous les faits qui contribuent au déclenchement d’une nouvelle guerre mondiale, il existe des facteurs géopolitiques impliquant le conflit entre les grandes puissances militaires (États-Unis, Russie et Chine) dans la lutte pour la puissance mondiale, les intérêts des États-Unis pour occuper le marché européen du pétrole et du gaz naturel pour remplacer la Russie et l’intérêt de Joe Biden à remporter les prochaines élections législatives américaines améliorant sa performance en tant que président se positionnant comme un leader mondial se radicalisant contre la Russie et Poutine.

Les attitudes prises par les États-Unis et leurs alliés de l’Union européenne contre la Russie m’ont rappelé ce qui est arrivé à l’Allemagne après le 1er. Guerre mondiale quand, en plus des restrictions militaires et de la perte de territoire, le traité de Versailles impose des sanctions économiques et financières qui conduisent le pays à la faillite, entraînant la montée du nazisme et le déclenchement conséquent de la 2ème. Guerre mondiale. Quelque chose de similaire se produit en ce moment avec les sanctions économiques et financières contre la Russie qui pourraient conduire à une nouvelle guerre mondiale.

Le moment est venu pour l’ONU, par l’intermédiaire de son secrétaire général, de sortir de la léthargie dans laquelle elle se trouve et d’agir de manière articulée avec les pays épris de paix visant à mettre fin à la guerre en Ukraine et à empêcher le déclenchement d’une nouvelle guerre mondiale. Je crois que, pour atteindre ces objectifs, il est nécessaire que toutes les parties impliquées dans ce conflit s’accordent sur ce qui suit:

1. Le gouvernement ukrainien renonce à l’intention d’incorporer le pays dans l’OTAN et reconnaît les républiques de Louhansk et Donetsk et la Crimée comme russe.

2. Le gouvernement russe retire ses forces militaires d’Ukraine et s’engage à verser une indemnité à calculer pour sa destruction ou pour reconstruire le pays.

3. L’OTAN abandonne les anciens pays du Pacte de Varsovie limitrophes de la Russie.

4. Les États-Unis et l’Union européenne s’engagent à mettre fin aux sanctions économiques et financières contre la Russie.

* Fernando Alcoforado, 82, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018),  Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) et A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).

THE OUTBREAK OF A NEW WORLD WAR AND ITS RESPONSIBLE

Fernando Alcoforado*

After a month of the war in Ukraine, the possibility that this conflict will evolve into a world war is increasing every day, which is manifested in the fact that there is a growing radicalization of the measures adopted by the United States and its European allies against Russia and the Russian government intensifying their military actions. The outbreak of a new world war could occur if Russia is driven to bankruptcy by the economic and financial sanctions imposed by the United States and its European allies and if, as an act of desperation, the Putin government feels threatened with falling. In either case, the Putin administration could or could not attack the United States and its European allies with nuclear weapons to reverse the course of events. The outbreak of a new world war could also occur if, by miscalculation, Russian missiles or bombs hit any NATO member country and if the continued supply of weapons by NATO to Ukraine with the assistance in that country of the military of this organization characterizes their participation in the conflict.

Someone would ask me: who are responsible for a possible outbreak of a new world war? I answer that, in addition to the Putin government of Russia, the governments of Ukraine, the United States and the countries of the European Union, as well as the UN, NATO, the North American arms industry and the Russian arms industry. The Putin government of Russia is one of those responsible for the outbreak of a new world war because it destabilized the international system by invading Ukraine and the government of this country is one of those responsible for a new world conflict by admitting the presence in its territory of NATO that would represent an existential threat to Russia.

The US government is responsible for the outbreak of a new world war because since 1990 it has promoted the expansion of NATO to the borders of Russia, which would be completed with the incorporation of Ukraine into the Western military alliance. The governments of the countries of the European Union contributed to the expansion of NATO in addition to having attracted the countries of the former Warsaw Pact to their incorporation into the European economic bloc. In turn, the UN has not contributed towards seeking an end to the war in Ukraine and, on the contrary, is collaborating to intensify it with the anti-Russia resolutions passed by the General Assembly.

The bellicose action of the United States and European Union countries against Russia with the expansion of NATO is being complemented by the adoption of economic and financial sanctions against the Russian government to bankrupt it and contribute to the overthrow of Putin from power. All these actions by the United States and European allies contribute to Putin being able to radicalize in order to save Russia and himself.

In addition to Russia, Ukraine, the United States, the European Union and the UN, there are also three more responsible for the possible outbreak of a new world war: NATO, the North American arms industry and the Russian arms industry. These three actors are interested in the outbreak of a new world war to justify their existence and the last two, mainly, to make money.

It should be noted that, underlying all the facts that contribute to the outbreak of a new world war, there are geopolitical factors involving the conflict between the great military powers (United States, Russia and China) in the struggle for world power, the interests of United States to occupy the European oil and natural gas market to replace Russia and Joe Biden’s interest in winning the next US parliamentary elections improving his performance as president positioning himself as a world leader radicalizing against Russia and Putin.

The attitudes taken by the United States and its allies in the European Union against Russia reminded me of what happened to Germany after the 1st. World War when, in addition to military restrictions and loss of territory, the Treaty of Versailles imposed economic and financial sanctions that led the country to bankruptcy, resulting in the rise of Nazism and consequent triggering of the 2nd. World War. Something similar is happening right now with the economic and financial sanctions against Russia that could lead to a new world war.

The time has come for the UN, through its Secretary General, to come out of the lethargy in which it finds itself and to act articulately with the peace-loving countries aiming at the end of the war in Ukraine and preventing the outbreak of a new world war. I believe that, in order to achieve these goals, it is necessary that all parties involved in this conflict agree on the following:

1. Government of Ukraine abandons the intention of incorporating the country into NATO and recognizes the republics of Luhansk and Donetsk and Crimea as Russian.

2. Government of Russia withdraws military forces from Ukraine and undertakes to pay compensation to be calculated for its destruction or to rebuild the country.

3. NATO abandons former Warsaw Pact countries bordering Russia.

4. The United States and the European Union commit to ending economic and financial sanctions against Russia.

* Fernando Alcoforado, 82, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) and A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021) .

A ECLOSÃO DE NOVA GUERRA MUNDIAL E SEUS RESPONSÁVEIS

Fernando Alcoforado*

Após um mês da guerra na Ucrânia, aumenta a cada dia a possibilidade de que este conflito evolua para uma guerra mundial que se manifesta no fato de haver crescente radicalização das medidas adotadas pelos Estados Unidos e seus aliados europeus contra a Rússia e do governo russo recrudescendo suas ações militares. A eclosão de uma nova guerra mundial poderá ocorrer se a Rússia for levada à bancarrota pelas sanções econômicas e financeiras impostas pelos Estados Unidos e seus aliados europeus e se, como ato de desespero, o governo Putin se sentir ameaçado de cair. Em ambos os casos, o governo Putin poderia atacar com armas nucleares ou não os Estados Unidos e seus aliados europeus para reverter os rumos dos acontecimentos. A eclosão de uma nova guerra mundial poderá ocorrer, também, se, por erro de cálculo, mísseis ou bombas russas atingirem qualquer país integrante da OTAN e se o continuado suprimento de armas pela OTAN à Ucrânia com a assistência neste país de militares desta organização caracterizar sua participação no conflito.

Alguém me perguntaria: quais são os responsáveis por uma possível eclosão de nova guerra mundial? Eu respondo que, além do governo Putin da Rússia, os governos da Ucrânia, dos Estados Unidos e dos países da União Europeia, bem como a ONU, a OTAN, a indústria bélica norte-Americana e a indústria bélica russa. O governo Putin da Rússia é um dos responsáveis pela eclosão de nova guerra mundial porque desestabilizou o sistema internacional ao invadir a Ucrânia e o governo deste país é um dos responsáveis por um novo conflito mundial ao admitir a presença em seu território da OTAN que representaria uma ameaça existencial para a Rússia.

O governo dos Estados Unidos é responsável pela eclosão de nova guerra mundial porque promoveu desde 1990 a expansão da OTAN até as fronteiras da Rússia que se completaria com a incorporação da Ucrânia à aliança militar ocidental. Os governos dos países da União Europeia contribuíram para a expansão da OTAN além de terem atraído os países do antigo Pacto da Varsóvia para suas incorporações ao bloco econômico europeu. Por sua vez, a ONU não tem contribuído no sentido de buscar o fim da guerra na Ucrânia e, ao contrário, está colaborando para seu acirramento com as resoluções anti-Rússia aprovadas pela Assembleia Geral.

A ação belicosa dos Estados Unidos e países da União Europeia contra a Rússia com a expansão da OTAN está sendo complementada com a adoção de sanções econômicas e financeiras contra o governo da Rússia para levá-lo à bancarrota e contribuir para a derrubada de Putin do poder. Todas estas ações dos Estados Unidos e aliados europeus contribuem para que Putin possa radicalizar para salvar a Rússia e a si próprio.

Além da Rússia, Ucrânia, Estados Unidos, União Europeia e ONU há, também, mais três grandes responsáveis pela possível eclosão de uma nova guerra mundial: a OTAN, a indústria bélica norte-americana e a indústria bélica russa. Estes três atores têm interesse na eclosão de uma nova guerra mundial para justificarem suas existências e e as duas últimas, principalmente, para ganharem dinheiro.

Ressalte-se que, subjacente, a todos os fatos que contribuem para a eclosão de uma nova guerra mundial, há fatores geopolíticos envolvendo o conflito entre as grandes potências militares (Estados Unidos, Rússia e China) na luta pelo poder mundial, o interesse dos Estados Unidos de ocupar o mercado europeu de petróleo e gás natural em substituição à Rússia e o interesse de Joe Biden de vencer as próximas eleições parlamentares norte-americanas melhorando sua performance de presidente se posicionando como líder mundial radicalizando contra a Rússia e Putin.

As atitudes assumidas pelos Estados Unidos e seus aliados da União Europeia contra a Rússia me fizeram lembrar do que ocorreu com a Alemanha após a 1a. Guerra Mundial quando, além das restrições militares e perdas de território, o Tratado de Versalhes impôs sanções econômicas e financeiras que levaram o país à bancarrota disto resultando a ascensão do nazismo e consequente desencadeamento da 2a. Guerra Mundial. Algo similar está acontecendo no momento atual com as sanções econômicas e financeiras contra a Rússia que pode levar a nova guerra mundial.

É chegada a hora de a ONU, através de seu secretário geral, sair da letargia em que se encontra e agir articuladamente com os países amantes da paz visando o fim da guerra na Ucrânia e impedir a eclosão de nova guerra mundial. Eu acredito que, para alcançar estes objetivos, é preciso que todas as partes envolvidas neste conflito concordem com o seguinte:

1. Governo da Ucrânia abandona o propósito de incorporar o país à OTAN e reconhece as repúblicas de Luhansk e Donetsk e a Crimeia como russa.

2. Governo da Rússia retira as forças militares da Ucrânia e assume o compromisso de pagar uma indenização a ser calculada por sua destruição ou de reconstruir o país.

3. OTAN abandona os países do antigo Pacto de Varsóvia fronteiriços à Rússia.

4. Estados Unidos e União Europeia se comprometem a levar ao fim as sanções econômicas e financeiras contra a Rússia.

Fernando Alcoforado, 82, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019) e A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021).