AS FRONTEIRAS DA CIÊNCIA PARA AUMENTAR A CAPACIDADE COGNITIVA, FÍSICA E PSICOLÓGICA DO SER HUMANO

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo demonstrar a extrema necessidade de criação de seres humanos mais evoluídos biologicamente com o uso da ciência e da tecnologia para fazer com que desafiem os limites impostos pela natureza e sobrevivam como espécie hoje e no futuro. É preciso fazer com que ocorra a formação de super-homens e super-mulheres que poderá ser alcançada a partir do uso da ciência e da tecnologia (biotecnologia, nanotecnologia e neurotecnologia) para aumentar a capacidade cognitiva e superar as limitações físicas e psicológicas dos seres humanos. Esta situação poderá ser alcançada através do transhumanismo que é uma filosofia que se propõe a erradicar de qualquer forma o sofrimento causado por doenças, o envelhecimento ou mesmo a morte dos seres humanos, bem como alcançar as máximas potencialidades em termos de desenvolvimento humano.

Com o transhumanismo o que se busca é fazer com que os seres humanos sejam capazes de se transformar com o uso da ciência e tecnologia para adquirir habilidades tão grandemente expandidas a partir da condição natural, de modo a merecer o rótulo de pós-humano, deixando em segundo plano a evolução biológica. Enquanto o humanismo clássico acredita apenas na educação e na cultura como transformadores do ser humano, o transhumanismo considera que isso não é o suficiente, A evolução humana tem que contar com a ciência e a tecnologia. Isso significa dizer que a ciência e a tecnologia deveriam intervir para exercer o controle da própria evolução humana para torná-la uma evolução dirigida e planejada. Esta evolução seria não somente biológica, mas também tecnológica.

A ideia de aumentar a capacidade do corpo humano através da ciência e da tecnologia é tão antiga quanto a própria humanidade. Desde o momento em que os seres humanos criaram ferramentas e aprenderam a usar o fogo e promoveram avanços científicos e tecnológicos ao longo do tempo, a humanidade foi ultrapassando suas limitações biológicas. A evolução deu à humanidade a inteligência mais sofisticada do que qualquer animal do planeta que possibilitou aos seres humanos usá-la para, com o conhecimento da ciência e da tecnologia adquirido, superar suas limitações biológicas. Como exemplo do uso da ciência e da tecnologia nesta direção, temos a manipulação genética da espécie humana que é possível com a criação em laboratório de novos genes que podem modificar o código genético para serem capazes de, por exemplo, bloquear a replicação de vírus, tornando nossas células imunes a ataques. Esta seria a forma de proteger os seres humanos de futuras pandemias como a do novo Coronavirus. A modificação do genoma humano aumentaria gradualmente até finalmente transformar o ser humano em uma nova espécie biológica.

Outro exemplo do uso da ciência e da tecnologia para superar as limitações biológicas dos seres humanos consiste no uso da inteligência artificial ligada a computação que pode transferir o conteúdo da nossa mente (com lembranças do passado e traços da nossa personalidade) para um disco rígido, método conhecido como carregamento da mente ou mind uploading. À medida que as tecnologias da computação avançam ao lado da biotecnologia, há uma crescente convergência entre as duas na forma de interfaces neurais que no futuro podem abrir a porta para conectar a mente humana diretamente a uma Inteligência Artificial, a fim de facilitar maior aprendizado, transferência mental e superar condições neurológicas.  Esta é a ideia do transhumanismo, teoria que acredita que o uso da ciência e da tecnologia pode, não apenas superar as limitações biológicas da espécie humana, mas, também, ajudar a criar uma nova categoria de seres humanos evoluídos até mesmo com a conquista da imortalidade.

Existe há muito tempo a obsessão humana de prolongar a vida e, até mesmo, vencer a morte, isto é conquistar a imortalidade. Vencer a morte é um dos propósitos do transhumanismo. No passado, o homem procurava superar a morte através das religiões. Na era contemporânea, há a crença de que é possível vencer a morte com o uso da ciência e da tecnologia. A crença de que, se não é possível vencer a morte, mas de que seria possível prolongar a vida se apoia no fato de que a expectativa de vida do homem evoluiu de 30 anos em 1500, 37 anos em 1800, 45 anos em 1900, 46,5 anos em 1950 e 80 anos em 2012. A conquista de uma existência mais longa no século XX resultou da melhoria das condições sanitárias nas cidades e com a criação de serviços públicos de saúde. Além disso, a ciência descobriu vacinas e antibióticos que possibilitaram a prevenção de doenças e o controle de epidemias. O aumento do nível educacional e de renda contribuiu também para melhorar a qualidade de vida e ampliar ainda mais a longevidade na terceira ou – talvez possamos dizer – quarta idade. 

O ano de 2045 marcará o início de uma era em que a medicina poderá oferecer à humanidade a possibilidade de viver por um tempo jamais visto na história. Órgãos que não estejam funcionando poderão ser trocados por outros, melhores, criados especialmente para nós. Partes do coração, do pulmão e até o cérebro poderão ser substituídos. Minúsculos circuitos de computador serão implantados no corpo para controlar reações químicas que ocorrem no interior das células. Estaremos a poucos passos da imortalidade. Esta é a previsão de um grupo de cientistas conhecidos por ocupar a vanguarda de pesquisas que permeiam temas como a ciência da computação, a biologia e a biotecnologia. Entre eles, estão George Church, professor da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, Aubrey de Grey o gerontologista e biomédico especializado em antienvelhecimento e o engenheiro Raymond Kurzweil, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Eles são os líderes de uma espécie de nova filosofia, batizada de Singularidade.

Na medicina, os arautos da imortalidade afirmam que ela nada mais é do que uma consequência real de uma revolução em curso que já faz disparar em velocidade sem precedentes o aumento da expectativa de vida humana. Considerando a rapidez das inovações, uma pessoa nascida em 2050 terá 95% de chance de viver mil anos, segundo Aubrey de Grey. Neste momento, o grupo acima citado de cientistas está envolvido no crescimento da Universidade da Singularidade, já instalada no Vale do Silício, nos Estados Unidos. Fazendo analogia com bactérias unicelulares que vivem há milhões de anos sem envelhecerem, os integrantes da Universidade da Singularidade afirmam que nossas células germinativas, como óvulos e espermatozoides, também podem viver indefinidamente os quais afirmam acreditar no maior prolongamento da vida humana.

A certeza deste grupo de pesquisadores no sucesso de suas pesquisas está sustentada nos avanços já obtidos e naqueles que certamente virão. Na opinião desses pesquisadores, a partir dos recursos que temos atualmente, uma criança nascida hoje poderá viver pelo menos até os 150 anos. Um dos campos nos quais os avanços foram mais notáveis é o das células-tronco. Na área da cardiologia, experimentos com 16 portadores de insuficiência cardíaca, todos eles tiveram parte do tecido do coração regenerado com células-tronco retiradas do próprio órgão. A substituição de órgãos doentes por outros, sadios, é outra das razões apontadas pelos cientistas para justificar a crença em uma vida espetacularmente longa. Já se conseguiu criar e implantar em seres humanos traqueia, bexiga, uretra e vasos sanguíneos. E há experiências de implante de mais órgãos, entre eles o coração e o fígado.

Um dos fatores mais importantes associados ao tempo de vida de um ser humano é sua genética. Seu DNA aponta qual será sua vida média e também pode trazer alterações que  predispõe ele ou ela a doenças. Por isso, boa parte dos esforços está concentrada em inventar recursos que interfiram no material genético de cada pessoa. Evitar os possíveis danos que os alimentos podem causar ao DNA também é um ponto de apoio da ciência que busca a imortalidade. Segundo o principal representante da Universidade da Singularidade, o engenheiro Raymond Kurzweil, uma dieta de restrição calórica, com apenas os nutrientes necessários para a vida, pode nos levar a viver muito mais. Esses são apenas exemplos dos instrumentos disponíveis atualmente para fazer com que a raça humana ultrapasse limites da longevidade.  

Outro pesquisador que se dedica ao estudo da longevidade humana é Lawrence Alexander, cirurgião, urologista e neurogeneticista que anunciou que a sequenciação do genoma permitirá chegar à medicina personalizada, guiada por nossas características genéticas que, através da modelagem realizada com computadores cada vez mais poderosos, poderemos entender o corpo humano. Segundo Lawrence Alexander, o progresso se desenvolverá em três ondas. Primeiro, com a eletrônica médica que já pode agora, através de implantes no cérebro tratar a doença de Parkinson, tratar a depressão e doença de Alzheimer. Em seguida, vem a onda de bioengenharia que estuda e desenvolve instrumentos essenciais à manutenção da vida como, por exemplo, esfigmomanômetros, hemodiálise, bombas de infusão, bombas de sangue, pulmões artificiais, desfibriladores, incubadoras neonatais, etc. e, finalmente, a nanomedicina, medicina em escala microscópica. A partir de 2020, poderemos esperar décadas de vida extra. É possível chegarmos, segundo Lawrence Alexander, a uma expectativa de vida que não podemos imaginar hoje.

O biogerontologista inglês Aubrey de Grey ligado à Universidade da Singularidade está convencido de que o envelhecimento é um processo biológico que pode perfeitamente vir a ser controlado, da mesma forma que a ciência já conseguiu combater muitas doenças que antes eram tidas como incuráveis. De Grey, que é formado em ciência da computação, mas se tornou um dos principais teóricos do mundo em longevidade humana comparou o corpo humano a um carro. Com manutenção periódica e adequada – conserta um defeito aqui, põe um lubrificante ali, troca uma peça velha acolá –, dá para aumentar significativamente a vida útil de um carro. Embora o corpo humano seja muito mais complexo do que um carro, De Grey acredita que é possível fazer o mesmo, combatendo regularmente os processos que levam ao envelhecimento e à morte das células.

Não há na comunidade científica muitos defensores das previsões fantasiosas de De Grey. A opinião predominante é a de que, a despeito de toda a tecnologia, não deverá haver avanços significativos na longevidade humana em um futuro próximo. Sobre o assunto, cientistas reunidos em um painel promovido há alguns anos pela revista Scientific American não deram motivos para muito otimismo: considerando todas as conquistas iminentes, como a terapia gênica e a possibilidade de substituição de quase todos os órgãos naturais, e mesmo a hibernação humana, a expectativa de vida no planeta alcançará, quando muito, 140 anos em 2500. O futuro dirá quem tem razão.

Como fazer com que o ser humano melhore significativamente em questão de décadas, ou mesmo de alguns anos? A resposta é o transhumanismo, movimento determinado a usar tecnologias revolucionárias para transformar a humanidade em algo superior. Um ser transhumano é alguém que deu esse passo e atualizou seu corpo de uma maneira que não apenas corrige uma parte deficiente para se comportar como comumente esperado, mas que substitui algo que funciona perfeitamente bem para fazer algo mais do que é biologicamente possível. O transhumanismo é possível por causa de algo conhecido como neuroplasticidade, isto é, a capacidade dos neurônios em nosso cérebro de fazer novas conexões e reconfigurar sua rede em resposta a novos estímulos, informações, traumas ou disfunções. Os exemplos incluem aprender novas habilidades, lembrar de informações, pessoas ou eventos, fazer movimentos complexos com nossos corpos sem pensar conscientemente sobre isso. 

Alguns autores acreditam que a humanidade já seria transhumana, porque o progresso da medicina nos últimos séculos alteraram significativamente a espécie humana. No entanto, ela não se realizou de forma consciente e, portanto, transhumanista. O ano de 1990 é visto como uma ano de “mudança fundamental” na existência humana pela comunidade transhumana, com o primeiro estudo de terapia gênica, bebês projetados, bem como o de aumento da mente World Wide Web, tudo surgindo naquele ano. É importante levar em consideração que as mudanças sofridas pelos seres humanos através do transhumanismo trariam consequências que influenciariam todas as áreas do conhecimento. Não é só a ciência e a tecnologia que devem lidar com a melhoria dos seres humanos. É preciso haver uma abordagem ética e filosófica para lidar com essa possibilidade. Pensadores transumanistas já estudam os potenciais benefícios e perigos de tecnologias emergentes que poderiam superar as limitações humanas fundamentais, bem como a ética do uso de tais tecnologias.

O transhumanismo, deve contribuir, não apenas no sentido  de erradicar qualquer forma de sofrimento causado por doenças, pelo envelhecimento ou mesmo pela morte, mas, sobretudo, alcançar as máximas potencialidades em termos de desenvolvimento humano para a humanidade sobreviver às ameaças internas existentes no planeta Terra, mas também, às ameaças vindas do espaço sideral e à necessidade de realizar viagens espaciais em busca de sua sobrevivência como espécie no Universo em que vivemos. O transhumanismo associado à superinteligência artificial são os recursos que possibilitariam capacitar a humanidade para alcançar estes objetivos.

As ameaças internas ao planeta Terra à sobrevivência da humanidade dizem respeito a doenças, pandemias como a atual pandemia mortal do Coronavirus e outras que possam surgir no futuro, terremotos e a mudança climática catastrófica que poderá ocorrer a partir de meados do século XXI demandam avanços científicos e tecnológicos para superá-las, entre outras medidas.  As ameaças externas à sobrevivência da humanidade dizem respeito à colisão de asteroides sobre o planeta Terra, ao afastamento da Lua em relação à Terra que pode resultar em mudanças climáticas catastróficas, à existência de planetas órfãos vagando no espaço sideral que possam colidir com a Terra, à explosão de supernovas que possam liberar radiação gama mortal à vida na Terra, à colisão da Galáxia Andrômeda com a Galáxia Via Láctea que pode deslocar a Terra de sua localização favorável à vida no sistema solar, à morte do Sol e ao fim do Universo em que vivemos que demandam avanços científicos e tecnológicos para superá-las. O transhumanismo teria que dotar os seres humanos de capacidade para sobreviverem a essas ameaças internas ao planeta Terra e as ameaças externas vindas do espaço sideral com avanços científicos e tecnológicos que possibilitem protegê-los. 

A colisão de grandes asteróides sobre o planeta Terra pode ser evitada com o uso de poderosos foguetes capazes de atingi-los e desviá-los de sua rota, o afastamento da Lua em relação à Terra deve ser monitorado para adotar medidas visando atenuar seu impacto sobre a vida no planeta Terra e estabelecer planos de fuga da humanidade para colônias espaciais construídas no sistema solar em Marte, Titan (lua de Saturno), Callisto (lua de Júpiter) e no planeta anão Plutão, a colisão de planetas órfãos com a Terra requer seu monitoramento para determinar sua aproximação da Terra e estabelecer planos de fuga da humanidade para colônias espaciais construídas no sistema solar, a explosão de supernovas requer seu monitoramento para quando ela ocorrer estabelecer planos de fuga da humanidade para colônias espaciais construídas no sistema solar, a colisão da Galáxia Andrômeda com a Galáxia Via Láctea que pode deslocar a Terra de sua localização favorável à vida no sistema solar requer seu monitoramento com o estabelecimento de planos de fuga da humanidade para um planeta localizado em outra galáxia próxima, a morte do Sol requer seu monitoramento com o estabelecimento de planos de fuga da humanidade para um planeta localizado em um sistema próximo do sistema solar e, o fim do Universo requer estudos que identifiquem a existência de universos paralelos e como acessá-los.   

A humanidade precisa ser preparada para adquirir capacidade biológica suficiente através do transhumanismo com o uso de recursos científicos e tecnológicos para viver fora da Terra e realizar viagens espaciais dentro do sistema solar, para alcançar outro planeta habitável que orbite outra estrela próxima do sistema solar e, também, buscar uma saída para um universo paralelo antes que ocorra o fim de nosso Universo. A capacidade dos seres humanos de desafiar os limites impostos pela natureza é absolutamente necessária para assegurar sua sobrevivência como espécie hoje e no futuro.  As ameaças imediatas quanto as futuras não serão enfrentadas com sucesso sem o avanço da ciência e da tecnologia que é o passaporte para a sobrevivência da humanidade.

É, entretanto, muito grande o risco de que, nas condições atuais, governantes mal intencionados utilizem a ciência e a tecnologia para servirem a seus interesses maléficos. Um dos espectros que ronda as discussões do movimento transhumano diz respeito ao processo de eugenia associado com os crimes cometidos pelo regime nazista que buscava a supressão dos mais fracos. É sabido, também, que no regime nazista houve o uso generalizado de drogas como o Pervitin entre os militares, de todas as patentes, para aliviar o cansaço, ter uma sensação de invencibilidade eufórica e um aumento considerável do seu desempenho. O transhumanismo, diferentemente do nazismo, representa uma versão humanista da eugenia, focada no aperfeiçoamento individual de cada ser humano. Seus defensores têm uma visão radical dos direitos humanos, onde cada cidadão é um ser autônomo que pertence somente a si mesmo e deverá decidir sozinho sobre quais modificações deve submeter seu cérebro, DNA e corpo.

Para evitar que governantes mal intencionados utilizem a ciência e a tecnologia para servirem a seus interesses maléficos, é preciso que haja seu controle e regulamentação. Para isso, é preciso que filósofos, juristas e cientistas trabalhem juntos para evitar que a ciência e a tecnologia não sejam usadas para o mal. Portanto, ao invés de proibir o uso da ciência e tecnologia em benefício do ser humano, é melhor que ela seja devidamente regulamentada. É preciso incorporar o Princípio do Bem Comum em todos os projetos científicos e tecnológicos visando o aumento da capacidade cognitiva, física e psicológica dos seres humanos. A ciência e a tecnologia devem ser desenvolvidas para o bem comum da humanidade.  O Princípio do Bem Comum em todos os projetos de transhumanismo no mundo só será possível colocar em prática com a existência de governos democráticos em cada país e de um governo democrático mundial sem o qual a humanidade poderá ficar à mercê de governantes mal intencionados. É preciso, portanto, que haja governos democráticos em cada país do mundo e um governo democrático mundial que faça com que estes objetivos sejam atingidos. 

REFERÊNCIAS

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* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

LES AVANTAGES ET LES RISQUES DE LA SINGULARITÉ TECHNOLOGIQUE BASÉE SUR LA SUPERINTELLIGENCE ARTIFICIELLE

Fernando Alcoforado*

Résumé: Cet article vise à présenter le concept de singularité technologique, la contribution de l’intelligence artificielle à l’avancement de la singularité technologique, la singularité technologique et sa contribution au progrès scientifique et technologique et les bénéfices et risques de la superintelligence artificielle pour l’humanité.

Mots clés: Singularité technologique. Intelligence artificielle. Superintelligence artificielle.

1. Introduction

Qu’est-ce que la singularité? C’est la caractéristique de ce qui est unique: peu fréquent, hors du commun ou extraordinaire. La singularité technologique est l’hypothèse qui considère la croissance technologique effrénée de la super intelligence artificielle. Selon cette hypothèse, l’action effrénée d’un agent intelligent évolutif avec une capacité d’auto-amélioration (comme un ordinateur qui exécute une intelligence artificielle basée sur un logiciel) générerait de plus en plus de robots avec une intelligence super puissante qui, qualitativement, pourrait surpasser tout. l’intelligence humaine.

L’utilisation du terme «singularité» s’est produite à partir des années 1950, avec John von Neumann, en ce sens qu’elle résulterait d’un progrès technologique associé à un changement accéléré. Le concept de singularité technologique a été proposé par le cryptologue britannique Irving John Good en 1965. La singularité technologique est atteinte lorsqu’une machine ultra-intelligente peut surmonter toutes les activités intellectuelles de tout homme plus intelligent. Tant qu’une machine ultra-intelligente pourrait concevoir des machines encore meilleures, il y aurait sans aucun doute une “explosion d’intelligence”, et l’intelligence de l’homme serait laissée pour compte. Ainsi, la première machine ultra-intelligente serait la dernière invention que l’homme aurait besoin de faire.

L’hypothèse que ferait bientôt la machine dépasser l’homme a un nom. La «singularité du technologique», utilisée pour la première fois, dans l’article The Coming Technological Singularity, publié par l’auteur de science-fiction américain Vernor Vinge en 1993. Il conçoit une date incertaine à la lelle intelligence artificielle dépassera celle de l’être humain, inaugurant ainsi une nouvelle ère. Vinge lui-même avait ses précurseurs et ses inspirateurs, des réflexions du mathématicien Stanislaw Ulam sur l’accélérationentielle du progrès aux écrits d’Isaac Asimov (The Last Question [La dernière question], 1956) et de Philip K. Dick (A máquina de governar [La machine dirigeante], 1960; A formiga elétrica [La fourmi électrique], 1970), en passant par les hypothèses de la statistique de Irving John Good sur les machines ultra-intelligentes.

Posée comme un problème majeur par les industries de la Silicon Valley et leurs intellectuels organiques, la singularité technologique s’est transformée au cours des années 2000 en école de pensée.

Certains, comme Raymond Kurzweil, y voient un événement positif et souhaitable. Bien que cet optimisme soit minoritaire, il est admis que l’avancée incontestable et exponentielle du progrès technique rend la singularité  inévitable. Au lieu d’essayer de l’arrêter, il serait important de préparer l’humanité à son émergence, afin de limiter ses conséquences négatives

Dans les années 1990, la communauté de l’intelligence artificielle a mis de côté une approche basée sur la logique, qui consistait à créer des règles pour guider un ordinateur comment agir, pour une approche statistique, en utilisant des bases de données et en demandant à la machine de les analyser et de les résoudre problèmes par eux-mêmes. Les experts estiment que l’intelligence artificielle correspondra à celle des êtres humains en 2050, grâce à la nouvelle  capacité à apprendre. Les ordinateurs commencent déjà assim assim les informations des données collectées. Cela signifie que nous créons des machines qui peuvent apprendre par elles-mêmes et aussi comment communiquer en simulant la parole humaine, comme les smartphones et leurs assistants virtuels..

2. La contribution de l’intelligence artificielle à l’avancement de la singularité technologique

Un réseau de neurones d’un système d’Intelligence Artificielle est capable d’analyser plus d’un milliard de données en quelques secondes, étant un outil incroyable pour accompagner un décideur au sein d’une organisation, garantissant ainsi la meilleure option parmi les possibles. Les données collectées étant constamment mises à jour, les systèmes d’Intelligence Artificielle mettent également toujours à jour leurs résultats, permettant aux managers d’avoir accès aux informations récentes sur les variations survenues dans l’environnement d’une organisation. L’apprentissage automatique est un domaine de l’informatique qui donne aux ordinateurs la capacité d’apprendre sans être explicitement programmés. Dans l’analyse de données, l’apprentissage automatique est une méthode utilisée pour concevoir des modèles et des algorithmes complexes qui se prêtent à la prédiction. En usage commercial, c’est ce qu’on appelle l’analyse prédictive. Ces modèles analytiques permettent aux chercheurs, aux data scientists, aux ingénieurs et aux analystes de «produire des décisions et des résultats fiables et reproductibles» et de découvrir des «aperçus cachés» en apprenant les relations historiques et les tendances des données.

Grâce aux progrès de l’intelligence artificielle, le monde est confronté à la possibilité de atteindre transformations géantes. C’est une nouvelle ère dans laquelle les règles fondamentales qui régissent les activités des organisations seront réécrites. Les systèmes d’intelligence artificielle ne signifient pas seulement l’automatisation de nombreux processus pour les rendre plus efficaces. Ces systèmes d’Intelligence Artificielle font passer le monde par une transition fondamentale avec des machines développant au-delà de leur rôle historique d’outil en devenant «travailleurs». En conséquence, les systèmes d’Intelligence Artificielle vont donc changer la vraie nature du travail qui nécessite que la gestion des opérations avec des machines et des ouvriers soit traitée très différemment du passé.

Ces dernières années, nous avons constaté des progrès surprenants dans des domaines tels que l’apprentissage indépendant, la prévision, la navigation autonome, la vision par ordinateur et le jeu vidéo. Les ordinateurs peuvent désormais faire des calculs d’ingénierie complexes, échanger des actions sur les bourses de l’ordre de quelques millisecondes, faire fonctionner des voitures automatisées qui apparaissent de plus en plus dans nos rues et faire envahir nos maisons par des assistants artificiellement intelligents. Les années à venir nous présenteront encore plus d’avancées, avec la superintelligence artificielle à travers des machines qui peuvent apprendre de leurs propres expériences, s’adapter à de nouvelles situations et comprendre les abstractions et les analogies. L’intelligence artificielle comparable ou supérieure à celle des humains a de bonnes chances de se développer jusqu’au milieu du XXIe siècle, ce qui peut aboutir à la surintelligence artificielle. La superintelligence artificielle sera la première technologie à potentiellement surpasser les humains dans toutes les dimensions. Jusqu’à présent, les êtres humains ont le monopole de la prise de décision et ont donc le contrôle sur tout. Avec la Superintelligence artificielle, cela peut prendre fin.

2045 est l’année prévue pour la singularité technologique qui marque la fin d’une époque et le début d’un nouveau cycle humain, où l’homme et la machine seront intégrés et où l’intelligence artificielle dépassera largement l’intelligence humaine. La technologie est la grande star de l’ère numérique, mais l’homme reste le personnage principal. Les techniques qui ont évolué dans le domaine de l’intelligence artificielle sont similaires aux techniques que le cerveau humain utilise, selon Raymond Kurzweil, le plus grand futuriste du monde. Les machines apprennent les tâches humaines, et en 2029, on s’attend à ce que l’intelligence artificielle et l’intelligence humaine soient les mêmes, et en 2045, on s’attend à ce qu’une seule machine soit plus intelligente que l’ensemble de l’humanité.

3. La singularité technologique et sa contribution au progrès scientifique et technologique

L’intelligence artificielle peut apporter une contribution décisive aux progrès scientifiques et technologiques, visant à fournir à l’humanité les ressources nécessaires pour faire face à ses problèmes de survie. Lorsque les cerveaux artificiels dépassent l’intelligence des cerveaux humains, cette nouvelle superintelligence peut devenir très puissante. La singularité technologique résultant de la Superintelligence artificielle peut contribuer de manière décisive à l’avancée scientifique et technologique visant à fournir à l’humanité les ressources nécessaires pour faire face aux menaces internes à la planète Terre qui peuvent mettre en péril sa survie en tant que pandémies et tremblements de terre, ainsi que les changements climatiques catastrophiques qui peut se produire à partir du milieu du 21e siècle.

En plus de faire face à des menaces internes à l’humanité, la Superintelligence artificielle peut également contribuer à éviter la fin de l’espèce humaine avec les menaces venant de l’espace en promouvant des progrès scientifiques et technologiques suffisants pour les surmonter. L’humanité devra trouver des solutions scientifiques et technologiques pour faire face aux menaces résultant du distance accrue de la Lune par rapport à la Terre et du changement climatique catastrophique qui en résulte, la collision sur la planète Terre de grands astéroïdes et de planètes orphelines errant dans l’espace extra-atmosphérique pouvant contribuer à la fin de la vie sur Terre, l’explosion de supernovae avec la libération de rayonnement gamma et de rayons X, la collision entre les galaxies d’Andromède et de la Voie lactée où se trouve le système solaire qui peut déplacer la planète Terre par rapport au Soleil de son emplacement favorable à la vie, la mort du Soleil à la fin de son existence et, aussi, la fin de l’Univers dans lequel nous vivons avec sa contraction ou son expansion avec sa mort thermique ou jusqu’à ce que les atomes qui forment les planètes et les galaxies commencent à se désintégrer, générant la plus grande apocalypse de tout l’Univers.

Afin de faire face aux problèmes résultant du distance accrue de la Lune par rapport à la Terre, l’humanité pourrait chercher sa survie en implantant des colonies spatiales sur Mars, Titan (la lune de Saturne), Callisto (la lune de Jupiter) et la planète naine Pluton dans le système solaire quoi sont possibles lieux d’évasion. Pour éviter la collision de gros astéroïdes sur la planète Terre, de puissantes fusées devraient être utilisées pour les détourner de la Terre, et pour faire face à la collision de planètes orphelines avec la Terre, il est nécessaire de surveiller leur approche de la Terre et d’établir des plans pour que l’humanité s’échappe pour les colonies construites dans le système solaire, et pour faire face à l’explosion des supernovae avec la libération de rayonnement gamma et de rayons X et il est nécessaire de surveiller l’explosion des supernovae pour le moment où elle se produit pour établir des plans de fuite pour l’humanité vers les colonies spatiales construites dans le système solaire. Avant que les galaxies d’Andromède n’entrent en collision avec la Voie lactée, l’humanité devrait chercher à s’échapper vers une planète dans une galaxie plus proche comme la galaxie naine Big Dog située à 25 000 années-lumière. Avant la mort du Soleil, l’humanité devrait quitter le système solaire et atteindre une nouvelle planète dans un autre système planétaire qui est habitable pour les êtres humains. Cette planète pourrait être la “Proxima b” en orbite autour de l’étoile la plus proche du Soleil qui fait partie du système Alpha Centauri. Avec la fin de l’Univers dans lequel nous vivons, l’humanité devrait chercher une issue, c’est-à-dire un univers parallèle, pour que l’humanité puisse s’échapper et survivre à tous les scénarios catastrophiques. Tout cela nécessiterait des avancées scientifiques et technologiques majeures pour surmonter toutes les menaces à la survie de l’humanité que la superintelligence artificielle pourrait fournir.

Si l’être humain n’évolue pas grâce à la technologie, il n’aura pas servi pour rien. De la même manière que la singularité technologique peut survenir avec la superintelligence artificielle, peut également survenir la singularité humaine avec la formation de surhommes et super-femmes capables de survivre aux maladies et aux pandémies, ainsi que de pouvoir biologiquement quitter la planète Terre et faire des voyages espace. L’unicité humaine est obtenue avec le transhumanisme, qui est une philosophie qui vise à améliorer la condition humaine grâce à l’utilisation de la science et de la technologie (biotechnologie, nanotechnologie et neurotechnologie) pour augmenter la capacité cognitive et surmonter les limitations physiques et psychologiques des êtres humains. Comment faire en sorte que l’être humain s’améliore significativement en quelques décennies, voire quelques années? La réponse est le transhumanisme, un mouvement déterminé à utiliser des technologies révolutionnaires pour transformer l’humanité en quelque chose de supérieur. Un être transhumain est quelqu’un qui a fait un pas en avant en mettant à jour son corps d’une manière qui non seulement corrige les déficiences existantes pour se comporter comme prévu, mais remplace les organes qui fonctionnent parfaitement pour faire quelque chose de plus que ce qui est biologiquement possible.

L’évolution humaine doit reposer sur la science et la technologie. À mesure que les technologies informatiques progressent parallèlement à la biotechnologie, il y a une convergence croissante entre les deux sous la forme d’interfaces neuronales qui, à l’avenir, pourraient ouvrir la porte pour connecter l’esprit humain directement à l’intelligence artificielle, afin de faciliter un meilleur apprentissage, transfert mental et surmonter les conditions neurologiques. Cela signifie que la science et la technologie doivent intervenir pour prendre le contrôle de l’évolution humaine elle-même et faire de l’évolution dirigée et planifiée. Cette évolution serait non seulement biologique, mais aussi technologique. La science et la technologie permettraient également la manipulation génétique de l’espèce humaine avec la création possible en laboratoire de nouveaux gènes qui modifieraient le code génétique pour pouvoir bloquer la réplication des virus, immunisant nos cellules contre les attaques. Ce serait une façon de protéger les humains des futures pandémies. La modification du génome humain augmenterait progressivement jusqu’à transformer finalement l’être humain en une nouvelle espèce biologique. Et la superintelligence artificielle jouerait un grand rôle à cet égard.

L’évolution a donné à l’humanité une intelligence plus sophistiquée que n’importe quel animal sur la planète et les humains ont utilisé cette intelligence pour surmonter leurs déficits biologiques. Le transhumanisme veux dire d’utiliser cette dynamique non seulement pour avoir un impact sur le monde qui nous entoure, mais pour augmenter ou même remplacer notre biologie par la technologie. À mesure que les technologies informatiques progressent parallèlement à la biotechnologie, il y a une convergence croissante entre les deux sous la forme d’interfaces neuronales qui, à l’avenir, pourraient ouvrir la porte à un lien direct entre esprit humain et l’intelligence artificielle, afin de faciliter un meilleur apprentissage, un transfert mentale et surmonter les conditions neurologiques. Comment faire en sorte que l’être humain s’améliore significativement en quelques décennies, voire quelques années? La réponse est le transhumanisme, un mouvement déterminé à utiliser des technologies révolutionnaires pour transformer l’humanité en quelque chose de supérieur. Il est important de tenir compte du fait que le transhumanisme aurait des conséquences qui influenceraient tous les domaines de la connaissance.

La superintelligence artificielle peut également contribuer aux progrès scientifiques et technologiques, visant à fournir à l’humanité les ressources nécessaires pour faire face aux menaces de l’espace extra-atmosphérique et des êtres humains être pris vers de nouveaux habitats dans le système solaire et au-delà à la recherche de sa survie avec l’impact des astéroïdes, l’augmentation de la distance de la Lune à la Terre, avec la collision entre les galaxies d’Andromède et de la Voie lactée, la mort du Soleil et la fin de l’Univers en que nous vivons. Avec des machines plus intelligentes que nous, avec la superintelligence artificielle, l’humanité peut les utiliser pour résoudre des problèmes scientifiques et technologiques qui assurent la survie de l’espèce humaine même avec la fin de l’Univers dans lequel nous vivons en ouvrant la voie à des univers parallèles.

4. Les risques de la surintelligence artificielle pour l’humanité

Même si la superintelligence artificielle produit des bénéfices pour l’humanité, il y a un risque qu’elle soit utilisée pour le mal et non pour le bien de l’humanité. Un large éventail de conséquences peut survenir, y compris des conséquences extrêmement bonnes et des conséquences aussi graves que l’extinction de l’espèce humaine. L’avancée technologique en cours basée sur l’intelligence artificielle aura un impact négatif sur le monde du travail car elle pourrait conduire à la fin de l’emploi et à la baisse conséquente de la demande de biens et services, mettant le capitalisme en tant que système mondial en échec. Cela signifie que les progrès scientifiques et technologiques pourraient entraîner l’effondrement du système capitaliste mondial, soulignant la nécessité d’inventer un nouveau système économique. Ce n’est certainement pas dans le capitalisme que le monde pourra concilier les merveilles de la science et de la technologie avec la fin de l’emploi. Il faudra inventer un autre système économique dans lequel la science et la technologie agiront comme libérateurs de l’humanité du fardeau du travail et de la promotion du progrès économique et social.

En plus des dommages du chômage causés par l’avancement de l’intelligence artificielle, il existe des scénarios extrêmement négatifs tels que les machines super-intelligentes elles-mêmes décidant de détruire des êtres humains, par exemple, mettant fin à notre civilisation et à nos infrastructures. La superintelligence artificielle peut représenter l’extinction de la race humaine, selon le scientifique Stephen Hawking, qui a publié un article sur cette question le 1er mai 2014 dans The Independent. Hawking a déclaré que les technologies se développent à un rythme si vertigineux qu’elles deviendront incontrôlables au point de mettre l’humanité en danger. Hawking conclut: aujourd’hui, il serait temps de s’arrêter; demain, il serait trop tard. Le développement aveugle de l’intelligence artificielle pourrait indiquer la fin de l’humanité. A la mort de Stephen Hawking en mars 2018, cette célèbre citation de l’astrophysicien a fait écho dans la presse et les réseaux sociaux. Longtemps reléguée aux records de science-fiction, la peur de l’intelligence artificielle est ancrée dans le débat public depuis quelques années, associée à la fois à l’automatisation massive des métiers et au chômage de masse et à la perspective non moins terrifiante des robots tueurs.

Du philosophe et chercheur Nick Bostrom à Elon Musk, fondateur des sociétés Tesla et SpaceX, plusieurs personnalités multiplient ainsi les avertissements sur le risque existentiel que des machines «superintelligentes» et potentiellement incontrôlables provoquerait sur l’humanité. Pour le propriétaire de Tesla, son danger serait encore plus grand que celui de la bombe atomique. Certains théoriciens, comme Raymond Kurzweil, pensent que le rythme de l’innovation technologique s’accélère et que les 50 prochaines années peuvent produire non seulement des avancées technologiques radicales, mais peut-être une singularité technologique, qui peut fondamentalement changer la nature des êtres humains. Les transhumanistes qui anticipent ce changement technologique massif soutiennent souvent qu’il est souhaitable. Cependant, certains sont également préoccupés par les dangers possibles d’un changement technologique extrêmement rapide et proposent des options pour garantir que les technologies de pointe sont utilisées de manière responsable. Par exemple, Nick Bostrom a beaucoup écrit sur les risques existentiels pour le bien-être futur de l’humanité, y compris ceux qui pourraient être créés par les technologies émergentes.

Nick Bostrom déclare dans son livre Superintelligence que la Superintelligence artificielle présente un risque qui menace l’extinction prématurée de la vie intelligente sur Terre, ou la destruction permanente et drastique de son potentiel pour un développement futur souhaitable. Bostrom a expliqué que la superintelligence artificielle nécessite le développement de meilleurs mécanismes de contrôle. Bostrom dit que nous aurons besoin de ces mécanismes de contrôle avant de créer des systèmes intelligents en attirant les principaux experts en mathématiques et en informatique dans ce domaine. Il suggère qu’il existe une forte collaboration de recherche entre la communauté de la sécurité et le développement de la superintelligence artificielle, et pour toutes les parties impliquées d’intégrer le principe du bien commun dans tous les projets d’intelligence artificielle à long terme. C’est une technologie unique, a déclaré Bostrom, qui doit être développée pour le bien commun de l’humanité.

Il y a donc un grand risque que, dans les conditions actuelles, non seulement des machines superintelligentes viennent menacer l’humanité, mais aussi que des gouvernements malveillants utilisent la superintelligence artificielle pour servir leurs intérêts pervers. Le principe de bien commun dans tous les projets d’Intelligence Artificielle dans le monde ne pourra être mis en pratique qu’avec l’existence de gouvernements démocratiques dans chaque pays et d’un gouvernement mondial démocratique sans lequel l’humanité sera à la merci, pas seulement de machines super-intelligentes qui décident de détruire les êtres humains, mais aussi de dirigeants malveillants. On peut donc conclure que pour faire avancer le principe du bien commun dans tous les projets d’intelligence artificielle à long terme, afin d’éviter le risque qu’il soit utilisé pour le mal et non pour le bien de l’humanité, il doit y avoir des gouvernements démocratiques dans tous les pays du monde et un gouvernement mondial qui veille à ce que ces objectifs soient atteints.

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* Fernando Alcoforado, 80, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) et Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

THE BENEFITS AND RISKS OF TECHNOLOGICAL SINGULARITY BASED ON ARTIFICIAL SUPERINTELLIGENCE

Fernando Alcoforado

Abstract: This article aims to present the concept of technological singularity, the contribution of artificial intelligence to the advancement of technological singularity, technological singularity and its contribution to scientific and technological advancement and the benefits and risks of artificial superintelligence for humanity.

Keywords: Technological singularity. Artificial intelligence. Artificial superintelligence.

1. Introduction

What is Singularity? It is the characteristic of what is unique: infrequent, out of the ordinary or extraordinary. Technological singularity is the hypothesis that considers the unrestrained technological growth of artificial super intelligence. According to this hypothesis, the rampant action of an upgradeable intelligent agent with self-improvement capabilities (such as a computer that executes software-based artificial intelligence) would generate more and more quickly robots endowed with a super powerful intelligence that, qualitatively, could surpass all human intelligence.

The use of the term “singularity” occurred from the 1950s, with John von Neumann, in that it would result from technological advancement coupled with accelerated change. The concept of technological singularity was proposed by British cryptologist Irving John Good in 1965. Technological singularity is achieved when an ultra-intelligent machine can overcome all the intellectual activities of every smarter man. As long as an ultra-intelligent machine can design even better machines, there would undoubtedly be an “explosion of intelligence”, and man’s intelligence would be left behind. Thus, the first ultra-intelligent machine would be the last invention that man would need to make.

The hypothesis that the machine could soon overtake man has a name. This is “technological singularity”, a term used for the first time in the essay The Coming Technological Singularity, published by the American science fiction author Vernor Vinge in 1993. He design an uncertain date in which artificial intelligence will surpass that of the human, thus inaugurating a new era impossible for our human brain to conceive. Vinge himself had his forerunners and inspirers, from mathematician Stanislaw Ulam’s reflections on the exponential acceleration of progress to the writings of Isaac Asimov (The Last Question, 1956) and Philip K. Dick (A governing machine, 1960; The electric ant, 1970), passing through the hypotheses of statistician Irving John Good about ultra-intelligent machines.

Raised as a key problem by Silicon Valley industries and their organic intellectuals, the technological singularity was transformed during the 2000s into a school of thought. Some, like Raymond Kurzweil, see it as a positive and desirable event. Although this optimism is a minority, there is agreement that the indisputable and exponential advance of technical progress makes uniqueness inevitable. Instead of trying to stop it, it would be important to prepare humanity for its emergence, in order to limit its negative consequences.

In 1950, British computer scientist Alan Turing was already speculating about the emergence of thinking machines in his work “Computing Machinery and Intelligence”, and the term “artificial intelligence” (AI) was coined in 1956 by the scientist John McCarthy. In the 1990s, the artificial intelligence community set aside a logic-based approach, which involved creating rules to guide a computer how to act, for a statistical approach, using databases and asking the machine to analyze and solve them problems on their own. Experts believe that machine intelligence will match that of humans by 2050, thanks to a new era in their ability to learn. Computers are already beginning to assimilate information from collected data. This means that we are creating machines that can teach themselves and also how to communicate by simulating human speech, as with smartphones and their virtual assistant systems.

2. The contribution of artificial intelligence to the advancement of technological singularity

A neural network of an Artificial Intelligence system is capable of analyzing more than a billion data in a few seconds, being an incredible tool to support a decision maker within an organization, thus guaranteeing the best option among the possible ones. As the data collected is constantly updated, Artificial Intelligence systems also always update their results, enabling managers to have access to recent information on variations that have occurred in an organization’s environment. Machine learning is a field of computer science that gives computers the ability to learn without being explicitly programmed. In data analysis, machine learning is a method used to design complex models and algorithms that lend themselves to prediction. In commercial use, this is known as predictive analytics. These analytical models allow researchers, data scientists, engineers and analysts to “produce reliable and repeatable decisions and results” and discover “hidden insights” by learning historical relationships and trends in the data.

Thanks to advances in artificial intelligence, the world is faced with the possibility of giant transformations taking place. It is a new era in which the fundamental rules that regulated the activities of organizations will be rewritten. Artificial intelligence systems don’t just mean automating many processes to make them more efficient. These Artificial Intelligence systems are making the world go through a fundamental transition with machines developing beyond their historical role as a tool by becoming “workers”. As a result, Artificial Intelligence systems will therefore change the true nature of the work that is requiring management of operations with machines and workers to be processed quite differently from the past.

In recent years, we have seen surprising progress in areas such as independent learning, forecasting, autonomous navigation, computer vision and video gameplay. Computers can now do complex engineering calculations, trade shares on the stock exchanges in the order of milliseconds, operate automated cars that are increasingly appearing on our streets and have artificially intelligent assistants invade our homes. The coming years will present us with even more advances, with Artificial Superintelligence through machines that can learn from their own experiences, adapt to new situations and understand abstractions and analogies. Machine intelligence comparable or superior to that of humans has a good chance of being developed until the middle of the 21st century, which can result in Artificial Superintelligence. Artificial Superintelligence will be the first technology to potentially surpass humans in all dimensions. Until now, human beings have had a monopoly on decision-making and therefore have control over everything. With Artificial Superintelligence, this can end.

2045 is the year foreseen for the technological singularity that marks the end of an era and the beginning of a new human cycle, where man and machine will be integrated and where Artificial Intelligence will far exceed human intelligence. Technology is the big star of the digital age, but man is still the main character. The techniques that have evolved in the field of artificial intelligence are similar to the techniques that the human brain uses, according to Raymond Kurzweil, the greatest futurist in the world. Machines learn human tasks, and in 2029 it is expected that artificial and human intelligence will be the same, and in 2045, it is expected that a single machine will be more intelligent than the whole of humanity.

3. The technological singularity and its contribution to scientific and technological advancement

Artificial intelligence can make a decisive contribution to scientific and technological advances, aiming to provide humanity with the necessary resources to face its survival problems. When artificial brains overtake the intelligence of human brains, then this new superintelligence can become very powerful. The technological singularity resulting from the Artificial Superintelligence may contribute decisively to the scientific and technological advance aiming to provide humanity with the necessary resources to face the internal threats to the planet Earth that can put at risk its survival as pandemics and earthquakes, as well as catastrophic climate change that may occur from the middle of the 21st century.

In addition to facing internal threats to humanity, the Artificial Superintelligence can also contribute to avoid the end of the human species with the threats coming from outer space by promoting sufficient scientific and technological advancement to overcome them. Humanity will have to find scientific and technological solutions to face the threats resulting from the Moon’s distancing in relation to the Earth and the consequent catastrophic climate change, the collision on planet Earth of large asteroids and orphaned planets wandering in outer space that can contribute to the end of life on Earth, the explosion of supernovae with the release of gamma radiation and X-rays, the collision between the Andromeda and Milky Way galaxies where the solar system is located that can displace planet Earth in relation to the Sun from its favorable location for life, the death of the Sun at the end of its existence and, also, the end of the Universe in which we live with its contraction or expansion with its thermal death or until the atoms that form planets and galaxies start to disintegrate, generating the greatest apocalypse in the entire Universe.

In order to face the problems resulting from the Moon’s distancing in relation to the Earth, humanity could seek its survival by implanting space colonies on Mars, Titan (Saturn’s moon), Callisto (Jupiter’s moon) and the dwarf planet Pluto in the solar system as possible escape locations. To avoid the collision of large asteroids on planet Earth, powerful rockets should be used to divert them from Earth, and to deal with the collision of orphaned planets with Earth, it is necessary to monitor their approach to Earth and establish plans to humanity to escape to space colonies built in the solar system and to deal with the explosion of supernovae with the release of gamma radiation and X-ray, it is necessary to monitor the explosion of supernovae for when it occurs to establish escape plans for humanity to space colonies built in the solar system. Before the Andromeda galaxy collide with the Milky Way, mankind would have to seek its escape to a planet in a closer galaxy like the Big Dog Dwarf Galaxy located 25,000 light years away. Before the death of the Sun, humanity should leave the solar system and reach a new planet in another planetary system that is habitable for human beings. This planet could be the “Proxima b” orbiting the closest star to the Sun that is part of the Alpha Centauri system. With the end of the Universe in which we live, humanity should seek a way out, that is, a parallel universe, for humanity to escape and survive all catastrophic scenarios. All of this would require major scientific and technological advances to overcome all threats to the survival of humanity that artificial superintelligence could provide.

If the human being does not evolve through technology, it will not have served any purpose. In the same way that technological singularity can arise with artificial superintelligence, so can human singularity with the formation of supermen and superwomen who can survive diseases and pandemics, as well as being able biologically to leave planet Earth and make trips space. Human singularity is achieved with transhumanism, which is a philosophy that aims to improve the human condition through the use of science and technology (biotechnology, nanotechnology and neurotechnology) to increase cognitive capacity and overcome physical and psychological limitations of human beings . How to make the human being significantly improve in a matter of decades, or even a few years? The answer is transhumanism, a movement determined to use revolutionary technologies to transform humanity into something superior. A transhuman being is someone who has taken a step forward by updating his body in a way that not only corrects existing deficiencies to behave as commonly expected, but replaces organs that work perfectly well to do something more than is biologically possible.

Human evolution has to rely on science and technology. As computer technologies advance alongside biotechnology, there is an increasing convergence between the two in the form of neural interfaces that in the future may open the door to connect the human mind directly to Artificial Intelligence, in order to facilitate greater learning, mental transfer and overcome neurological conditions. This means that science and technology should intervene to take control of human evolution itself and make evolution directed and planned. This evolution would be not only biological, but also technological. Science and technology would also allow the genetic manipulation of the human species with the possible creation in the laboratory of new genes that would modify the genetic code to be able to block the replication of viruses, making our cells immune to attacks. This would be one way to protect humans from future pandemics. The modification of the human genome would gradually increase until finally transforming the human being into a new biological species. And artificial superintelligence would play a big role in that.

Evolution has given humanity more sophisticated intelligence than any animal on the planet and humans have used that intelligence to overcome their biological deficits. Transhumanism means using this dynamic to not only impact the world around us, but to increase or even replace our biology with technology. As computer technologies advance alongside biotechnology, there is an increasing convergence between the two in the form of neural interfaces that in the future may open the door to link human mind directly to Artificial Intelligence, in order to facilitate greater learning, transfer mental health and overcome neurological conditions. How to make the human being significantly improve in a matter of decades, or even a few years? The answer is transhumanism, a movement determined to use revolutionary technologies to transform humanity into something superior. It is important to take into account that transhumanism would have consequences that would influence all areas of knowledge.

The Artificial Superintelligence may also contribute to scientific and technological advances, aiming to provide humanity with the necessary resources to face the threats coming from outer space and humans being taken to new habitats in the solar system and outside of it in search of their survival with the impact of asteroids, the distancing of the Moon in relation to the Earth, with the collision between the Andromeda and Milky Way galaxies, the death of the Sun and the end of the Universe in which we live. With machines smarter than we are, with Artificial Superintelligence, humanity will be able to use them to solve scientific and technological problems that ensure the survival of the human species even with the end of the Universe in which we live by paving the way for parallel universes.

4. The risks of artificial superintelligence for humanity

Even if Artificial Superintelligence produces benefits for humanity, there is a risk that it will be used for evil and not for the good of humanity. A wide range of consequences can occur, including extremely good consequences and consequences as bad as the extinction of the human species. The ongoing technological advance based on artificial intelligence will have a negative impact on the world of work because it could lead to the end of employment and the consequent drop in the demand for goods and services, putting capitalism as a world system in check. This means that scientific and technological advances could bring the world capitalist system to collapse, pointing to the need for the invention of a new economic system. It is certainly not in capitalism that the world will be able to reconcile the wonders of science and technology with the end of employment. Another economic system will have to be invented in which science and technology will act as liberators of humanity from the burdens of work and the promotion of economic and social progress.

In addition to the harm of unemployment brought about by the advancement of artificial intelligence, there are extremely negative scenarios such as the super-intelligent machines themselves deciding to destroy human beings, for example, ending our civilization and infrastructure. Artificial Superintelligence can represent the extinction of the human race, according to scientist Stephen Hawking, who published an article addressing this issue on May 1, 2014 in The Independent. Hawking said that technologies are developing at such a dizzying pace that they will become uncontrollable to the point of endangering humanity. Hawking concludes: today, there would be time to stop; tomorrow it would be too late. The indiscriminate development of artificial intelligence could indicate the end of humanity. At the time of Stephen Hawking’s death in March 2018, this famous quote by the astrophysicist echoed in the press and social media. For a long time relegated to science fiction records, the fear of artificial intelligence has been rooted in public debate for some years, associated with both the massive automation of occupations and mass unemployment and the no less terrifying prospect of killer robots.

From the philosopher and researcher Nick Bostrom to Elon Musk, founder of the Tesla and SpaceX companies, several personalities thus multiply the warnings about the existential risk that the “superintelligent” and potentially uncontrollable machines would cause on humanity. For the Tesla owner, his danger would be even greater than that of the atomic bomb. Some theorists, like Raymond Kurzweil, think that the pace of technological innovation is accelerating and that the next 50 years may produce not only radical technological advances, but possibly a technological singularity, which can fundamentally change the nature of human beings. Transhumanists who anticipate this massive technological change generally maintain that it is desirable. However, some are also concerned about the possible dangers of extremely rapid technological change and propose options to ensure that advanced technology is used responsibly. For example, Nick Bostrom has written extensively on the existential risks to humanity’s future well-being, including those that could be created by emerging technologies.

Nick Bostrom states in his book Superintelligence that Artificial Superintelligence poses a risk that threatens the premature extinction of intelligent life on Earth, or the permanent and drastic destruction of its potential for a desirable future development. Bostrom explained that Artificial Superintelligence requires that better control mechanisms be developed. Bostrom says that we will need to have these control mechanisms before creating smart systems by attracting the leading experts in mathematics and computer science into this field. He suggests that there is a strong research collaboration between the security community and the development of Artificial Superintelligence, and for all parties involved to incorporate the Principle of the Common Good in all long-term Artificial Intelligence projects. This is a unique technology, said Bostrom, which must be developed for the common good of humanity.

There is, therefore, a great risk that, under the current conditions, not only superintelligent machines may come to threaten humanity, but also, malicious governments use artificial superintelligence to serve their evil interests. The Common Good Principle in all Artificial Intelligence projects in the world will only be possible to put into practice with the existence of democratic governments in each country and a democratic world government without which humanity will be at the mercy, not only of super-intelligent machines that decide to destroy human beings, but also, of malicious rulers. It can be concluded, therefore, that in order to make the Principle of the Common Good in all long-term Artificial Intelligence projects be carried forward in order to avoid the risk that it will be used for evil and not for good of humanity, there must be democratic governments in every country in the world and a world government that makes sure that these goals are achieved.

Author

Fernando Alcoforado is a PhD in Territorial Planning and Regional Development from the Barcelona University, Spain. He graduated in Electrical Engineering from UFBA – Federal University of Bahia, Brazil, and Specialist in Engineering Economy and Industrial Administration from UFRJ – Federal University of Rio de Janeiro, Brazil. Currently he is a member of the Polytechnic Institute of Bahia (IPB), holds the position of professor of postgraduate courses in Administration, Economics and Engineering from several Brazilian educational institutions and as a Consultant in the areas of strategic planning, regional planning, planning of systems of science, technology and innovation

and planning of systems of energy. He held the positions of Coordinator of Strategic Planning of Ceped- Research and Development Center, Secretary of Planning of City of Salvador, Undersecretary of Energy of the State of Bahia, President of IRAE – Instituto Rômulo Almeida of Higher Studies, Director of the Faculty of Administration from the Faculties Integrated Olga Mettig of Salvador, Bahia and Consultant of Winrock International in the area of renewable energy and UNESCO- United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization and Culture. He received the Brazilian Medal of Merit of Engineering from the CONFEA (Federal Council of Engineering and Agronomy of Brazil) and he is a member of the Bahia Academy of Education. He is the author of 14 books which deal with issues relating to Brazilian Economy, Energy, Economic and Social Development, Environment, Global Warming, Science and Technology and Globalization.

REFERENCES

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OS BENEFÍCIOS E OS RISCOS DA SINGULARIDADE TECNOLÓGICA BASEADA NA SUPERINTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Fernando Alcoforado

Abstract: Este artigo tem por objetivo apresentar o conceito de singularidade tecnológica, a contribuição da inteligência artificial para o avanço da singularidade tecnológica, a singularidade tecnológica e sua contribuição ao avanço científico e tecnológico e os benefícios e riscos da superinteligência artificial para a humanidade.

Palavras chaves: Singularidade tecnológica. Inteligência artificial. Superinteligência artificial.

1. Introdução

O que é Singularidade? Trata-se da característica daquilo que é singular: pouco frequente, fora do comum ou extraordinário.  Singularidade tecnológica é a hipótese que considera o crescimento tecnológico desenfreado da super inteligência artificial. Segundo essa hipótese, a ação desenfreada de um agente inteligente atualizável com capacidade de auto-aperfeiçoamento (como um computador que executa inteligência artificial baseada em software) geraria cada vez mais rapidamente robôs dotados de uma super inteligência poderosa que, qualitativamente, poderia ultrapassar toda a inteligência humana.

A utilização do termo “singularidade” se deu a partir da década de 1950, com John von Neumann, que resultaria do progresso tecnológico associado a uma mudança acelerada. O conceito de singularidade tecnológica foi proposto pelo criptologista britânico Irving John Good em 1965. A singularidade tecnológica é alcançada quando uma máquina ultra-inteligente pode superar todas as atividades intelectuais de todo homem mais inteligente. Desde que uma máquina ultra-inteligente possa projetar até mesmo máquinas melhores haveria, sem dúvida, uma “explosão de inteligência”, e a inteligência do homem seria deixada para trás. Assim, a primeira máquina ultra-inteligente seria a última invenção que o homem precisaria fazer.

A hipótese segundo a qual a máquina poderia logo ultrapassar o homem tem um nome. Trata-se da “singularidade tecnológica”, um termo utilizado pela primeira vez no ensaio The Coming Technological Singularity (A iminente singularidade tecnológica), publicado pelo autor norte-americano de ficção científica Vernor Vinge em 1993. Ele projeta uma data incerta na qual a inteligência artificial ultrapassará a do ser humano, inaugurando então uma nova era. O próprio Vinge teve seus precursores e inspiradores, desde as reflexões do matemático Stanislaw Ulam sobre a aceleração exponencial do progresso até os escritos de Isaac Asimov (The Last Question [A Última Questão], 1956) e de Philip K. Dick (A máquina de governar, 1960; A formiga elétrica, 1970), passando pelas hipóteses do estatístico Irving John Good sobre as máquinas ultrainteligentes.

Elevada a problema-chave pelas indústrias do Vale do Silício e seus intelectuais orgânicos, a singularidade tecnológica se transformou a partir dos ano 2000 em escola de pensamento. Alguns, como Raymond Kurzweil a veem como um acontecimento positivo e desejável. Embora esse otimismo seja minoritário, há concordância de que o avanço indiscutível e exponencial do progresso técnico torna a singularidade inevitável. Em vez de tentar impedi-la, seria importante preparar a humanidade para seu surgimento, de modo a limitar suas consequências negativas.

Em 1950, o cientista da computação britânico Alan Turing já especulava sobre o surgimento de máquinas pensantes (thinking machines) em sua obra “Computing Machinery and Intelligence”, e o termo “inteligência artificial” (IA) foi cunhado, em 1956, pelo cientista John McCarthy. Na década de 1990, a comunidade dedicada à inteligência artificial deixou de lado uma abordagem baseada na lógica, que envolvia criar regras para orientar um computador como agir, para uma abordagem estatística, usando bases de dados e pedindo para a máquina analisá-los e resolver problemas por conta própria. Especialistas acreditam que a inteligência das máquinas se equiparará à de seres humanos até 2050, graças a uma nova era na sua capacidade de aprendizado. Computadores já estão começando a assimilar informações a partir de dados coletados. Isso significa dizer que estamos criando máquinas que podem ensinar a si mesmas e também a se comunicar simulando a fala humana, como acontece com os smartphones e seus sistemas de assistentes virtuais.

2. A contribuição da inteligência artificial para o avanço da singularidade tecnológica

Uma rede neural de um sistema de Inteligência Artificial é capaz de analisar mais de um bilhão de dados em poucos segundos, sendo uma ferramenta incrível para apoiar um tomador de decisões dentro de uma organização, garantindo, assim, a melhor opção dentre as possíveis. Como os dados coletados são constantemente atualizados, os sistemas de Inteligência Artificial sempre atualizam, também, seus resultados, viabilizando que os gestores tenham acesso a informações recentes de variações ocorridas no ambiente de uma organização. O aprendizado de máquina (machine learning) é um campo de ciência da computação que dá aos computadores a capacidade de aprender sem serem explicitamente programados. Na análise de dados, o aprendizado de máquina é um método usado para conceber modelos e algoritmos complexos que se prestam à predição. Em uso comercial, isso é conhecido como análise preditiva. Esses modelos analíticos permitem que pesquisadores, cientistas de dados, engenheiros e analistas “produzam decisões e resultados confiáveis ​​e repetíveis” e descobrem “insights ocultos” através da aprendizagem de relacionamentos históricos e tendências nos dados.

Graças aos avanços na inteligência artificial, o mundo se encontra diante da possibilidade de ocorrer gigantescas transformações. É uma nova era na qual as regras fundamentais que regulavam as atividades das organizações serão reescritas. Sistemas de inteligência artificial não significam apenas a automação de muitos processos para fazê-los mais eficientes. Estes sistemas de Inteligência Artificial estão fazendo o mundo passar por uma transição fundamental com as máquinas se desenvolvendo além do seu histórico papel como ferramenta ao se transformarem em “trabalhadores autônomos”.  Em consequência, os sistemas de Inteligência Artificial mudarão, portanto, a verdadeira natureza do trabalho que está a exigir que a gestão das operações com máquinas  e trabalhadores seja processada de forma bastante diferente em relação ao passado.

Nos últimos anos, assistimos a progressos surpreendentes em áreas como aprendizagem independente, previsão, navegação autônoma, visão computacional e gameplay de vídeo. Os computadores agora podem fazer cálculos complexos de engenharia, negociar ações nas bolsas de valores na ordem de milissegundos, operar carros automatizados que estão aparecendo cada vez mais em nossas ruas e fazer com que assistentes artificialmente inteligentes invadam nossas casas. Os próximos anos vão nos apresentar ainda mais avanços, com a Superinteligência Artificial através de máquinas que podem aprender com suas próprias experiências, adaptar-se a situações novas e compreender abstrações e analogias. A inteligência de máquina comparável ou superior a do ser humano tem boas chances de ser desenvolvida até a metade do século XXI da qual pode resultar a Superinteligência Artificial. A Superinteligência Artificial será a primeira tecnologia a superar potencialmente os humanos em todas as dimensões. Até agora, os seres humanos tiveram o monopólio da tomada de decisões e, portanto, tinham controle sobre tudo. Com a Superinteligência Artificial, isso pode acabar.

2045 é o ano previsto para a singularidade tecnológica que marca o fim de uma era e o início de um novo ciclo humano, onde homem e máquina estarão integrados e onde a Inteligência Artificial superará e muito a inteligência humana. A tecnologia é a grande estrela da era digital, mas o homem é ainda o personagem principal. As técnicas que evoluíram no campo da inteligência artificial são similares às técnicas que o cérebro humano usa, segundo RaymondKurzweil, o maior futurista do mundo. As máquinas aprendem tarefas humanas, e em 2029 se espera que a inteligência artificial e humana serão iguais, e em 2045, se espera que uma única máquina será mais inteligente do que a humanidade inteira.

3. A singularidade tecnológica e sua contribuição ao avanço científico e tecnológico

A Inteligência artificial poderá contribuir decisivamente para o avanço científico e tecnológico visando dotar a humanidade dos recursos necessários para enfrentar seus problemas de sobrevivência. Quando os cérebros artificiais superarem a inteligência dos cérebros humanos, então esta nova superinteligência pode se tornar muito poderosa. A singularidade tecnológica resultante daSuperinteligência Artificial poderá contribuir decisivamente para o avanço científico e tecnológico visando dotar a humanidade dos recursos necessários para enfrentar as ameaças internas ao planeta Terra que podem colocar em risco sua sobrevivência como pandemias e terremotos, bem como a mudança climática catastrófica que poderá ocorrer a partir de meados do século XXI.

Além de fazer frente às ameaças internas à humanidade, a Superinteligência Artificial pode contribuir, também, para evitar o fim da espécie humana com as ameaças vindas do espaço sideral promovendo avanço científico e tecnológico suficiente que possibilite superá-las. A humanidade terá que encontrar soluções científicas e tecnológicas para fazerem frente as ameaças resultantes do afastamento da Lua em relação à Terra e a consequente mudança climática catastrófica, a colisão sobre o planeta Terra de grandes asteróides e de planetas órfãos vagando pelo espaço sideral que podem contribuir para o fim da vida na Terra, a explosão de supernovas com a liberação da radiação gama e raio X, a colisão entre as galáxias Andrômeda e Via Láctea onde se localiza o sistema solar que pode deslocar o planeta Terra em relação ao Sol de sua localização favorável à vida, a morte do Sol no final de sua existência e, também, o fim do Universo em que vivemos com sua contração ou expansão com sua  morte térmica ou até que os átomos que formam planetas e galáxias começarem a se desintegrar, gerando o maior apocalipse de todo o Universo.  

Para fazer frente aos problemas resultantes do afastamento da Lua em relação à Terra, a humanidade poderia buscar sua sobrevivência implantando no sistema solar colônias espaciais em Marte, Titan (lua de Saturno), Callisto (lua de Júpiter) e no planeta anão Plutão que são possíveis locais de fuga. Para evitar a colisão de grandes asteróides sobre o planeta Terra, deveriam ser utilizados poderosos foguetes para desviá-los da Terra, para lidar com a colisão de planetas órfãos com a Terra, é preciso monitorar sua aproximação da Terra e estabelecer planos de fuga da humanidade em colônias espaciais construídas no sistema solar e para lidar com a explosão de supernovas com a liberação da radiação gama e raio X, é preciso monitorar a explosão de supernovas para quando ela ocorrer estabelecer planos de fuga da humanidade para colônias espaciais construídas no sistema solar. Antes da colisão das galáxias Andrômeda com a Via Láctea, a humanidade teria que buscar sua fuga para um planeta em uma galáxia mais próxima como a Galáxia Anã do Cão Maior situada a 25.000 anos-luz.  Antes da morte do Sol, a humanidade deveria sair do sistema solar e alcançar um novo planeta em outro sistema planetário que seja habitável para os seres humanos.   Este planeta poderia ser o “Proxima b” orbitando a estrela mais próxima do Sol integrante do sistema Alpha Centauri. Com o fim do Universo em que vivemos, a humandade deveria buscar uma saída, isto é, um universo paralelo, para a humanidade escapar e sobreviver a todos os cenários catastróficos. Tudo isto exigiria grande avanço científico e tecnológico para superar todas as ameaças à sobrevivência da humanidade que a superinteligência artificial poderia proporcionar.

Se o ser humano não evoluir também através da tecnologia, ela não terá servido para nada. Da mesma forma que pode surgir a singularidade tecnológica com a superinteligência artificial, poderá surgir, também, a singularidade humana com a formação de super-homens e supermulheres que possam sobreviver a doenças e pandemias, bem como sejam capazes biologicamente de sair do planeta Terra e realizar viagens espaciais. A singularidade humana é alcançada com o transhumanismo queé uma filosofia que tem como objetivo melhorar a condição humana a partir do uso de ciência e da tecnologia (biotecnologia, nanotecnologia e neurotecnologia) para aumentar a capacidade cognitiva e superar limitações físicas e psicológicas dos seres humanos. Como fazer o ser humano melhorar significativamente em questão de décadas, ou mesmo de alguns anos? A resposta é o transhumanismo, movimento determinado a usar tecnologias revolucionárias para transformar a humanidade em algo superior. Um ser transhumano é alguém que deu um passo à frente atualizando seu corpo de uma maneira que não apenas corrige deficiências existentes para se comportar como comumente esperado, mas substitui órgãos que funcionam perfeitamente bem para fazer algo mais do que é biologicamente possível.  

A evolução humana tem que contar com a ciência e a tecnologia.  À medida que as tecnologias da computação avançam ao lado da biotecnologia, há uma crescente convergência entre as duas na forma de interfaces neurais que no futuro podem abrir a porta para conectar a mente humana diretamente a uma Inteligência Artificial, a fim de facilitar maior aprendizado, transferência mental e superar condições neurológicas.  Isso significa dizer que a ciência e a tecnologia deveriam intervir para tomar o controle da própria evolução humana e tornar uma evolução dirigida e planejada. Esta evolução seria não somente biológica, mas também tecnológica. A ciência e a tecnologia possibilitariam, também, a manipulação genética da espécie humana com a possível criação em laboratório de novos genes que modificariam o código genético para serem capazes de bloquear a replicação de vírus, tornando nossas células imunes a ataques. Esta seria uma das formas de proteger os seres humanos de futuras pandemias. A modificação do genoma humano aumentaria gradualmente até finalmente transformar o ser humano em uma nova espécie biológica. E a superinteligência artificial teria um grande papel nisso.

A evolução deu à humanidade a inteligência mais sofisticada do que qualquer animal do planeta e os humanos têm usado essa inteligência para superar seus déficits biológicos. O transhumanismo significa  usar essa dinâmica para não apenas impactar o mundo ao nosso redor, mas para aumentar ou mesmo substituir nossa biologia por tecnologia. À medida que as tecnologias da computação avançam ao lado da biotecnologia, há uma crescente convergência entre as duas na forma de interfaces neurais que no futuro podem abrir a porta para vincular a mente humana diretamente a uma Inteligência Artificial, a fim de facilitar maior aprendizado, transferência mental e superar condições neurológicas. Como fazer o ser humano melhorar significativamente em questão de décadas, ou mesmo de alguns anos? A resposta é o transhumanismo,  movimento determinado a usar tecnologias revolucionárias para transformar a humanidade em algo superior. É importante levar em consideração que o transhumanismo traria consequências que influenciariam todas as áreas do conhecimento.

A Superinteligência Artificial poderá contribuir, também, para o avanço científico e tecnológico visando dotar a humanidade dos recursos necessários para enfrentar as  ameaças vindas do espaço sideral e os seres humanos serem levados para novos habitats no sistema solar e fora dele em busca de sua sobrevivência com o impacto de asteroides, o afastamento da Lua em relação à Terra, com a colisão entre as galáxias Andrômeda e Via Láctea, a morte do Sol e o fim do Universo em que vivemos. Com máquinas mais inteligentes do que nós, com a Superinteligência Artificial, a humanidade poderá se utilizar delas para solucionar problemas científicos e tecnológicos que assegurem a sobrevivência da espécie humana até mesmo com o fim do Universo em que vivemos ao abrir caminho para universos paralelos.   

4. Os riscos da superinteligência artificial para a humanidade

Mesmo que a Superinteligência Artificial produza benefícios para a humanidade, há o risco de que ela seja utilizada para o mal e não para o bem da humanidade. Uma ampla gama de consequências poderá ocorrer, incluindo consequências extremamente boas e consequências tão ruins quanto a extinção da espécie humana. O avanço tecnológico em curso baseado na inteligência artificial impactará negativamente sobre o mundo do trabalho porque poderá levar ao fim do emprego e a consequente queda na demanda de bens e serviços colocando, também, em xeque o capitalismo como sistema mundial. Isto significa dizer que o avanço científico e tecnológico poderá levar o sistema capitalista mundial ao colapso apontando a necessidade da invenção de um novo sistema econômico. Não será certamente no capitalismo que o mundo poderá conciliar as maravilhas da ciência e da tecnologia com o fim do emprego. Outro sistema econômico terá que ser inventado no qual a ciência e a tecnologia atuarão como libertadoras da humanidade dos fardos do trabalho e de fomento ao progresso econômico e social. 

Além do malefício do desemprego proporcionado pelo avanço da inteligência artificial, existem cenários extremamente negativos como o das próprias máquinas superinteligentes decidirem destruir os seres humanos, por exemplo, acabando com nossa civilização e infraestrutura. A Superinteligência Artificial pode representar a extinção da raça humana, segundo o cientista Stephen Hawking que publicou artigo abordando esta questão em 1º de maio de 2014 no jornal The Independent. Hawking afirmou que as tecnologias se desenvolvem em um ritmo tão vertiginoso que elas se tornarão incontroláveis ao ponto de colocar a humanidade em perigo. Hawking conclui: hoje, haveria tempo de parar; amanhã seria tarde demais. O desenvolvimento indiscriminado de uma inteligência artificial poderia indicar o fim da humanidade. Por ocasião da morte de Stephen Hawking, em março de 2018, essa famosa citação do astrofísico ecoou na imprensa e nas redes sociais. Durante muito tempo relegado aos registros da ficção científica, o medo da inteligência artificial está enraizado há alguns anos no debate público, associado tanto à automatização maciça das ocupações e ao desemprego em massa quanto à perspectiva não menos aterrorizante dos robôs assassinos.

Do filósofo e pesquisador Nick Bostrom a Elon Musk, fundador das empresas Tesla e SpaceX, diversas personalidades multiplicam, assim, os alertas sobre o risco existencial que as máquinas “superinteligentes” e potencialmente incontroláveis provocariam sobre a humanidade. Para o dono da Tesla, seu perigo seria até maior que o da bomba atômica. Alguns teóricos, como Raymond Kurzweil, acham que o ritmo da inovação tecnológica está se acelerando e que os próximos 50 anos podem produzir não só avanços tecnológicos radicais, mas, possivelmente, uma singularidade tecnológica, o que pode mudar fundamentalmente a natureza dos seres humanos. Transumanistas que prevem esta mudança tecnológica maciça geralmente sustentam que é algo desejável. No entanto, alguns também estão preocupados com os possíveis perigos da mudança tecnológica extremamente rápida e propõem opções para garantir que a tecnologia avançada seja usada de forma responsável. Por exemplo, Nick Bostrom tem escrito extensivamente sobre os riscos existenciais para o futuro bem-estar da humanidade, incluindo aqueles que poderiam ser criados pelas tecnologias emergentes.

Nick Bostrom afirma em seu livro Superintelligence que a Superinteligência Artificial representa um risco que ameaça a extinção prematura de vida inteligente na Terra, ou a destruição permanente e drástica de seu potencial para um desenvolvimento futuro desejável.    Bostrom explicou que a Superinteligência Artificial requer que sejam desenvolvidos  melhores mecanismos de controle. Bostrom afirma que precisaremos ter esses mecanismos de controle antes de criar os sistemas inteligentes atraindo os maiores especialistas em matemática e ciência da computação para esse campo. Ele sugere que haja uma forte colaboração de pesquisa entre a comunidade de segurança e a de desenvolvimento da Superinteligência Artificial, e para que todas as partes envolvidas incorporem o Princípio do Bem Comum em todos os projetos de Inteligência Artificial  de longo prazo. Esta é uma tecnologia única, disse Bostrom, que deve ser desenvolvida para o bem comum da humanidade. 

É, portanto, muito grande o risco de que, nas condições atuais, não apenas máquinas superinteligentes possam vir a ameaçar a humanidade, mas também, governantes mal intencionados utilizem a superinteligência artificial para servir a seus interesses maléficos. O Princípio do Bem Comum em todos os projetos de Inteligência Artificial no mundo só será possível colocar em prática com a existência de governos democráticos em cada país e de um governo democrático mundial sem o qual a humanidade ficará à mercê, não apenas de máquinas superinteligentes que decidam destruir os seres humanos, mas também, de governantes mal intencionados. Pode-se concluir, portanto, que, para fazer com que o Princípio do Bem Comum em todos os projetos de Inteligência Artificial de longo prazo seja levado avante a fim de evitar o risco de que ela seja utilizada para o mal e não para o bem da humanidade, é preciso que haja governos democráticos em cada país do mundo e um governo mundial que faça com que estes objetivos sejam atingidos.

REFERÊNCIAS

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* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

LA RÉVOLUTION DE L’ÉDUCATION REQUISE AU BRÉSIL

Fernando Alcoforado*

Cet article vise à démontrer quoi et comment révolutionner le système éducatif au Brésil pour préparer les gens à faire face à la complexité du monde dans lequel nous vivons, à exercer la citoyenneté, à rendre les gens heureux et à préparer et mettre à jour continuellement les gens pour le marché du travail. Pour faire face à la complexité du monde dans lequel nous vivons, il est nécessaire que les gens soient prêts à utiliser les technologies de l’information disponibles et aient accès à l’information. Pour exercer la citoyenneté, il est important que les enseignements d’Anísio Teixeira, Paulo Freire et Edgar Morin soient appliqués. Pour rendre les gens heureux, il est essentiel d’utiliser la pédagogie quantique et la psychologie positive dans l’éducation des gens et pour préparer et mettre à jour les gens pour le marché du travail, des changements dans l’éducation à tous les niveaux doivent être apportés pour préparer leurs étudiants à un monde du travail dans lequel les gens devront faire fonctionner des systèmes de production très complexes et faire face à des machines ultra-intelligentes. Cette révolution est nécessaire au Brésil car son système éducatif fait défaut dans tout cela.

Pour Anísio Teixeira, le monde en constante transformation comme celui dans lequel nous vivons a besoin d’un nouveau type d’homme conscient et bien préparé pour résoudre ses propres problèmes suite à la triple révolution de la vie actuelle: intellectuel, en raison de l’augmentation de la science; industriel, par technologie; et social, pour la démocratie. Paulo Freire a défendu la thèse selon laquelle l’homme est un être qui doit s’adapter au monde et être responsable pour son transformation qui ne peut être réduit à un simple spectateur de la réalité. Sa vocation ontologique est celle du sujet qui opère et transforme le monde. Edgar Morin défend la thèse qu’il faut réapprendre à rejoindre la partie et le tout, le texte et le contexte, le global et le planétaire et faire face aux paradoxes que le développement technique et économique a amenés avec lui.

Aujourd’hui, le monde est gonflé d’informations. Nous recevons beaucoup d’informations qui contribuent très peu à la croissance de l’individu et de la communauté parce que les établissements d’enseignement au Brésil font peu pour préparer leurs étudiants à contribuer dans le sens où la masse d’informations disponibles est correctement utilisée au profit de la société. L’éducation n’est pas non plus liée à la formation de l’individu critique, éduqué à la raison et sensible à ses pairs et aux événements locaux et mondiaux et qui cherche à transformer la société pour le mieux. De plus, nous sommes confrontés à la formation pédagogique d’individus sans vision systémique, totalisante, centrée sur la formation de l’individu critique, réflexif et citoyen.

L’éducation contemporaine ne permet pas à la société d’acquérir les connaissances nécessaires pour pouvoir penser et construire un monde meilleur. Il y a un manque général d’informations de la part des individus et de la communauté en général au Brésil et dans le monde sur ce qui se passe dans les domaines de l’économie, de la science et de la technologie, de l’environnement et des relations internationales, entre autres. Cette désinformation affecte l’écrasante majorité de la population de la planète, la rendant incapable d’interpréter correctement la réalité dans laquelle elle vit et, encore moins, de la transformer. L’éducation à l’époque contemporaine contribue à l’aliénation des êtres humains car elle n’est pas pensée comme une culture de l’esprit, comme une condition du progrès de l’humanité. Après tout, quelle est la signification de la véritable éducation? L’éducation doit donner aux gens les moyens d’accéder à la masse d’informations disponibles, de sensibiliser les gens à l’exercice de leur citoyenneté, de rendre les gens heureux et de les qualifier pour le monde du travail.

Tout système éducatif doit viser à préparer les gens, non seulement au marché du travail, mais aussi à préparer à traiter la masse d’informations disponibles, à exercer leur citoyenneté et à les rendre heureux. L’éducation contemporaine doit fournir les conditions permettant aux étudiants d’accéder aux informations disponibles. Il est nécessaire de faire acquérir aux étudiants les connaissances nécessaires pour pouvoir penser et construire un monde meilleur. Il est nécessaire de faire savoir aux étudiants ce qui se passe dans les domaines de l’économie, des sciences et de la technologie, de l’environnement et des relations internationales, entre autres. Il est nécessaire de faire savoir aux élèves comment atteindre le bonheur qui est l’un des grands objectifs des êtres humains. Il y a une énorme désinformation qui affecte l’écrasante majorité des étudiants au Brésil, les rendant incapables d’interpréter correctement la réalité dans laquelle ils vivent et, encore moins, de la transformer. Le système éducatif actuel contribue énormément à l’aliénation des êtres humains car l’éducation n’est pas pensée comme une culture de l’esprit, comme une condition du progrès de l’humanité. Le véritable sens de l’éducation consiste donc à: 1) Permettre aux gens d’accéder à la masse d’informations disponibles; 2) Sensibiliser les gens à exercer leur citoyenneté afin de construire un monde meilleur; 3) Rendre les gens heureux; et, 4) Qualifier les gens pour le monde du travail.

Lors de la planification d’un système éducatif tourné vers l’avenir, il est nécessaire d’augmenter le nombre d’unités éducatives de qualité, dotées de bons gestionnaires, enseignants et infrastructures, capables de motiver les élèves et qui favorisent réellement un apprentissage significatif, complexe et complet. Il faut un plan de carrière, une formation et une valorisation des responsables pédagogiques et des enseignants. Il est nécessaire de mettre en place des politiques de formation cohérentes pour attirer les meilleurs enseignants, les bien rémunérer et mieux les qualifier, des politiques de gestion innovantes qui apportent des modèles de gestion réussis à l’enseignement de base et supérieur. Les éducateurs doivent apprendre à se réaliser en tant que personnes et en tant que professionnels, dans des contextes précaires et difficiles, à évoluer dans tous les domaines, à être plus affectifs et en même temps à savoir gérer des groupes. Ils doivent devenir des éducateurs inspirants et motivants.

Pour provoquer une révolution dans le système éducatif brésilien, il est nécessaire de préparer l’enseignant à remplir un nouveau rôle. Le rôle de l’enseignant est décisif pour que, par l’éducation, un nouveau type d’homme soit créé, qualifié pour le monde du travail et conscient et bien préparé à transformer le monde dans lequel nous vivons à son profit. La réussite de l’apprentissage des élèves dépend de l’enseignant qui, dans l’éducation du futur, ne serait plus une simple émetteur d’informations aux élèves et assumerait le rôle de coordinateur pédagogique dans les activités individuelles et de groupe avec sa capacité à suivre, médiatiser, analyser processus, résultats, lacunes et besoins, à partir des parcours empruntés par les étudiants individuellement et en groupe. Il est prouvé dans le monde entier que l’enseignant est la clé d’un enseignement de qualité et, par conséquent, d’améliorer les performances des élèves. Nous devrions nous inspirer des politiques éducatives pratiquées au Japon, en Finlande, en Corée du Sud et en Suisse, qui sont les pays les plus avancés en matière d’éducation au monde, afin de restructurer le système éducatif brésilien de la petite enfance à l’enseignement supérieur.

Les unités d’enseignement doivent être équipées en ce sens que les salles de classe, au lieu d’être exclusivement dédiées à la théorie, visent également la pratique. L’élève doit apprendre la théorie à la maison et la pratiquer en classe avec l’aide d’un enseignant / mentor. L’apprentissage des élèves doit être personnalisé afin qu’ils apprennent avec des outils qui s’adaptent à leurs propres capacités, en étant capables d’apprendre à des moments et à des endroits différents. Les étudiants doivent avoir la liberté de modifier leur processus d’apprentissage, en choisissant les matières qu’ils souhaitent apprendre en fonction de leurs propres préférences et peuvent utiliser différents dispositifs, programmes et techniques qu’ils jugent nécessaires à leur propre apprentissage. Les connaissances ne doivent pas être uniquement théoriques et doit être mis en pratique à travers des projets afin que les étudiants acquièrent la maîtrise de la technique et pratiquent également l’organisation, le travail d’équipe et le leadership. Les écoles doivent offrir plus d’espace pour les programmes de travail avec plus de projets collaboratifs et plus de pratique. Le système d’évaluation doit évoluer avec la fin du système de questions-réponses des tests, qui n’évalue pas adéquatement ce que l’étudiant est réellement capable de faire avec l’adoption d’évaluations visant la réalisation de vrais projets.

Les objectifs du système éducatif visant à donner aux gens les moyens d’accéder à la masse d’informations disponibles, de sensibiliser les gens à exercer leur citoyenneté afin de construire un monde meilleur et de qualifier les gens pour le monde du travail sont très importants, mais l’objectif principal de être persécuté, c’est rendre les gens heureux sur la base de la pédagogie quantique qui est une forme d’éducation alternative travaillant avec la psychologie pour changer le monde avec le changement dans l’esprit des étudiants. C’est l’action pratique à la maison et à l’école pour amener l’élève à la connaissance de soi et à gérer ses émotions. Cherche bien-être et bonheur. Elle voit les élèves au-delà de leur école ou simplement des capacités cognitives. Elle enseigne l’amour, la douleur, l’être et les sentiments. Elle aide les étudiants à manifester leur plein potentiel.

Pour s’occuper de l’esprit des gens et amener les élèves à la connaissance de soi et à la gestion de leurs émotions, il est nécessaire d’utiliser la psychologie positive qui vise à amener les gens à atteindre le bien-être et le bonheur qui, en fin de compte, c’est l’objectif principal qui guide le choix des personnes dans la vie. L’éducation doit être fortement soutenue en psychologie positive sur la base de laquelle il sera possible de faire plus que de résoudre ou d’atténuer les troubles psychologiques, mais surtout de rendre les gens heureux. Expliquer quels types de projets rendent réellement les gens heureux et quels types d’attitudes mènent au bonheur ou le rendent impossible, est l’objet de la psychologie positive qui, en tant que discipline descriptive et non normative, se limite à identifier ce qui rend effectivement les gens heureux.

À l’appui de l’éducation, de la pédagogie quantique, la psychologie positive explore l’importance pour l’individu de savoir interpréter correctement le monde et lui-même. Une partie du malheur des individus résulte d’une mauvaise interprétation des choses. Ce qui se passe, c’est que dans certaines situations, nous devenons malheureux parce que nous entrons dans une spirale autodestructrice de pensées subtilement fausses sur la vie et nous-mêmes et les autres pensées qui nous dépriment de plus en plus. Être capable de détecter et de neutraliser ces pensées est une étape fondamentale vers le bonheur, selon Positive Psychology. Pour être heureux, l’individu doit donc s’appuyer sur l’éducation et la psychologie positive. La pédagogie quantique représente une excellente contribution à la réalisation de cet objectif.

RÉFÉRENCES

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* Fernando Alcoforado, 80, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) et Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

THE REVOLUTION IN EDUCATION REQUIRED IN BRAZIL

Fernando Alcoforado*

This article aims to demonstrate what and how to revolutionize the education system in Brazil to prepare people to deal with the complexity of the world in which we live, exercise citizenship, make people happy and continuously prepare and update people for the labor market. In order to deal with the complexity of the world in which we live, it is necessary that people be prepared to use the information technology available and have access to information. To exercise citizenship, it is important that the teachings of Anísio Teixeira, Paulo Freire and Edgar Morin be applied. To make people happy it is essential to use quantum pedagogy and positive psychology in people’s education and to prepare and update people for the job market, changes in education at all levels must be made to prepare their students for a world of work in which people will have to operate highly complex production systems and deal with super-smart machines. This revolution is necessary in Brazil because its education system is lacking in all of this.

For Anísio Teixeira, the world in constant transformation like the one we live in requires a new type of conscious and well-prepared man to solve his own problems following the triple revolution of current life: intellectual, due to the increase in science; industrial, by technology; and social, for democracy. Paulo Freire defended the thesis that man is a being that must adapt to the world and be responsible for its transformation that cannot be reduced to a mere spectator of reality. His ontological vocation is that of the subject who operates and transforms the world. Edgar Morin defends the thesis that we need to relearn how to rejoin the part and the whole, the text and the context, the global and the planetary and face the paradoxes that technical and economic development brought with it.

Today, the world is inflated with information. We receive a lot of information that contributes very little to the growth of the individual and the community because the educational institutions in Brazil do little to prepare their students to contribute in the sense that the mass of available information is properly used for the benefit of society. Education is also not linked to the formation of the critical individual who be educated to reason and be sensitive to his peers and to local and global events and who seeks to transform society for the better. In addition, we are faced with the educational formation of individuals without a systemic, totalizing view, focused on the formation of the critical, reflective and citizen individual.

Contemporary education does not allow society to acquire the necessary knowledge to be able to think and build a better world. There is a general misinformation from individuals and the community in general in Brazil and around the world about what happens in the fields of economics, science and technology, the environment and international relations, among others. This misinformation affects the overwhelming majority of the planet’s population, making it unable to correctly interpret the reality in which it lives and, even less, to transform it. Education in the contemporary era contributes to the alienation of human beings because it is not thought of as cultivating the spirit, as a condition for the advancement of humanity. After all, what is the meaning of true education? Education must empower people to access the mass of information available, make people aware of exercising their citizenship, make people happy and qualify people for the world of work.

Every education system should aim to prepare people, not only for the job market, but also prepare to deal with the mass of information available, exercise their citizenship and make them happy. Contemporary education must provide the conditions for students to be able to access the available information. It is necessary to make students acquire the necessary knowledge to be able to think and build a better world. It is necessary to make students know about what happens in the fields of economics, science and technology, the environment and international relations, among others. It is necessary to make students know how to achieve the happiness that is one of the great goals of human beings. There is enormous disinformation that affects the overwhelming majority of students in Brazil, making them unable to correctly interpret the reality in which they live and, much less, to transform it. The current education system contributes enormously to the alienation of human beings because education is not thought of as cultivating the spirit, as a condition for the advancement of humanity. The true meaning of education therefore consists of: 1) Empowering people to access the mass of information available; 2) Make people aware to exercise their citizenship in order to build a better world; 3) Make people happy; and, 4) Qualify people for the world of work.

In planning a future-oriented education system, it is necessary to increase the number of quality educational units, with good managers, teachers and infrastructure, that are able to motivate students and that really promote meaningful, complex and comprehensive learning. There needs to be a career plan, training and valorization of educational managers and teachers. There is a need for consistent training policies to attract the best teachers, remunerate them well and qualify them better, innovative management policies that bring successful models of management to basic and higher education. Educators need to learn to fulfill themselves as people and as professionals, in precarious and difficult contexts, to learn to evolve in all fields, to be more affective and at the same time to know how to manage groups. They must become inspiring and motivating educators.

To bring about a revolution in Brazil’s education system, it is necessary to prepare the teacher to fulfill a new role. The teacher’s role is decisive so that, through education, a new type of man is created, qualified for the world of work, aware, and well prepared to transform the world in which we live for his benefit. Successful learning by students depends on the teacher who, in the education of the future, would no longer be a mere handover of information to students and would assume the role of teaching coordinator in individual and group activities with his ability to monitor, mediate, analyze processes, results, gaps and needs, from the paths taken by students individually and in groups. It is proven worldwide that the teacher is the key to quality teaching and, thus, improving student performance. We should be inspired by the educational policies practiced in Japan, Finland, South Korea and Switzerland, which are the most advanced countries in education in the world in order to restructure Brazil’s education system from early childhood to higher education.

The teaching units must be equipped in the sense that the classrooms, instead of being exclusively dedicated to theory, also aim at practice. The student must learn the theory at home and practice in the classroom with the help of a teacher / mentor. Students’ learning should be personalized so that they will learn with tools that adapt to their own abilities, being able to learn at different times and locations. Students must have the freedom to modify their learning process, choosing the subjects they wish to learn based on their own preferences and can use different devices, programs and techniques that they deem necessary for their own learning. Knowledge must not be just in theory and must be put into practice through projects so that students acquire mastery of the technique and also practice organization, teamwork and leadership. Schools must provide more space for work programs with more collaborative projects and more practice. The evaluation system must change with the end of the question and answer system of the tests, which does not adequately evaluate what the student is really capable of doing with the adoption of evaluations aiming at the realization of real projects, with the students running them effectively.

The objectives of the education system aiming to empower people to have access to the mass of information available, make people aware to exercise their citizenship in order to build a better world and qualify people for the world of work are very important, but, the main objective to be persecuted is to make people happy based on quantum pedagogy which is a form of alternative education working with psychology to change the world with the change in students’ minds. It is the practical action at home and at school to take the student to self-knowledge and to manage his emotions. Seeks well-being and happiness. It sees students beyond their school skills or merely cognitive abilities. It teaches about love, about pain, about being and feeling. It helps students to manifest their full potential.

To deal with people’s minds and lead students to self-knowledge and the management of their emotions, it is necessary to use Positive Psychology that aims to make people achieve the well-being and happiness that, ultimately, it is the main objective that guides the choice of people in life. Education should be strongly supported in Positive Psychology on the basis of which it will be possible to do more than solve or alleviate psychological disorders, but, above all, make people happy. Explaining what types of projects actually make people happy, and what types of attitudes lead to happiness or make it impossible, is the object of Positive Psychology that, as a descriptive and non-normative discipline, is limited to identifying what effectively makes people happy.

In support of education, quantum pedagogy, Positive Psychology explores the importance of the individual knowing how to correctly interpret the world and himself. Part of the individuals’ unhappiness results from wrong ways of interpreting things. What happens is that in certain situations we become unhappy because we enter a self-destructive spiral of subtly wrong thoughts about life and ourselves and the other thoughts that depress us more and more. Being able to detect and neutralize these thoughts is a fundamental step towards happiness, according to Positive Psychology. To be happy, the individual must therefore rely on Education and Positive Psychology. Quantum pedagogy represents an excellent contribution to achieving this goal.

REFERENCES

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VASCONCELOS, Maria Lucia. Paulo Freire: da teoria à prática. São Paulo: Editora LiberArs, 2018.

* Fernando Alcoforado, 80, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) and Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

A REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO NECESSÁRIA AO BRASIL

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo demonstrar o que e como fazer para revolucionar o sistema de educação no Brasil para preparar as pessoas para lidar com a complexidade do mundo em que vivemos, exercer a cidadania, tornar as pessoas felizes e preparar e atualizar continuamente as pessoas para o mercado de trabalho. Para lidar com a complexidade do mundo em que vivemos, é preciso que as pessoas sejam preparadas visando utilizar a tecnologia da informação disponível e ter acesso às informações. Para exercer a cidadania, é importante que sejam aplicados os ensinamentos de Anísio Teixeira, Paulo Freire e Edgar Morin. Para tornar as pessoas felizes é fundamental utilizar a pedagogia quântica e a psicologia positiva na educação das pessoas e para preparar e atualizar as pessoas para o mercado de trabalho é preciso realizar mudanças no ensino em todos os níveis para prepararem seus alunos para um mundo do trabalho em que as pessoas terão que operar sistemas produtivos altamente complexos e lidar com máquinas superinteligentes.  Esta revolução é necessária no Brasil porque seu sistema de educação é carente de tudo isto.  

Para Anísio Teixeira, o mundo em constante transformação como o que vivemos requer um novo tipo de homem consciente e bem preparado para resolver seus próprios problemas acompanhando a tríplice revolução da vida atual: intelectual, pelo incremento das ciências; industrial, pela tecnologia; e social, pela democracia. Paulo Freire defendia a tese de que o homem é um ser que deve se adaptar ao mundo e ser responsável por sua  transformação que não pode se reduzir a um mero espectador da realidade. Sua vocação ontológica é a do sujeito que opera e transforma o mundo. Edgar Morin defende a tese de que precisamos reaprender a rejuntar a parte e o todo, o texto e o contexto, o global e o planetário e enfrentar os paradoxos que o desenvolvimento técnico e econômico trouxe consigo.

Hoje, o mundo está inflacionado de informações. Recebemos bastante informação que contribui muito pouco para o crescimento do indivíduo e da coletividade porque as  instituições educacionais do Brasil pouco fazem no sentido de preparar seus estudantes para contribuir no sentido de que a massa de informações disponíveis seja devidamente utilizada em benefício da sociedade. A educação não é vinculada, também, à formação do indivíduo crítico que seja educado para raciocinar e ter sensibilidade em relação a seus semelhantes e aos acontecimentos locais e globais e que busque transformar a sociedade para melhor. Além disso, nos deparamos com a formação educacional dos indivíduos sem uma visão sistêmica, totalizante, voltada para a formação do indivíduo crítico, reflexivo e cidadão. 

A educação contemporânea não permite que a sociedade adquira os conhecimentos necessários para poder pensar e construir um mundo melhor. É geral a desinformação dos indivíduos e da comunidade em geral no Brasil e em todo o mundo sobre o que acontece nos campos da economia, da ciência e tecnologia, do meio ambiente e das relações internacionais, entre outras. Esta desinformação atinge a esmagadora maioria da população do planeta fazendo com que ela não tenha condições de interpretar corretamente a realidade em que vive e, muito menos, em transformá-la. A educação na era contemporânea contribui para a alienação dos seres humanos porque ela não é pensada como cultivo do espírito, como condição para o avanço da humanidade. Afinal qual é o sentido da verdadeira educação? A educação deve capacitar as pessoas para ter acesso à massa de informações disponíveis, conscientizar as pessoas para exercer sua cidadania, tornar as pessoas felizes e qualificar as pessoas para o mundo do trabalho.

Todo sistema de educação deveria ter por objetivo preparar as pessoas, não apenas para o mercado de trabalho, mas também preparar para lidar com a massa de informações disponíveis, exercitar sua cidadania e torná-las felizes.  É preciso que a educação contemporânea proporcione as condições para que os estudantes se capacitem para acessar as informações disponíveis.   É preciso fazer com que os estudantes adquiram os conhecimentos necessários para poder pensar e construir um mundo melhor. É preciso fazer com que os estudantes saibam sobre o que acontece nos campos da economia, da ciência e da tecnologia, do meio ambiente e das relações internacionais, entre outras. É preciso fazer com que os estudantes saibam com conquistar a felicidade que é um dos grandes objetivos dos seres humanos. Há enorme desinformação que atinge a esmagadora maioria dos estudantes do Brasil fazendo com que eles não tenham condições de interpretar corretamente a realidade em que vive e, muito menos, em transformá-la. O sistema de educação atual contribui enormemente para a alienação dos seres humanos porque a educação não é pensada como cultivo do espírito, como condição para o avanço da humanidade. O verdadeiro sentido da educação consiste, portanto, em: 1) Capacitar as pessoas para ter acesso à massa de informações disponíveis; 2) Conscientizar as pessoas para exercer sua cidadania visando construir um mundo melhor; 3) Tornar as pessoas felizes; e, 4) Qualificar as pessoas para o mundo do trabalho.

No planejamento de um sistema de educação voltado para o futuro, é preciso aumentar o número de unidades educacionais de qualidade, com bons gestores, docentes e infraestrutura, que consigam motivar os alunos e que realmente promovam uma aprendizagem significativa, complexa e abrangente. Precisa haver plano de carreira, formação e valorização de gestores educacionais e professores. É preciso políticas consistentes de formação, para atrair os melhores professores, remunerá-los bem e qualificá-los melhor, de políticas inovadoras de gestão que levem os modelos de sucesso de gestão para a educação básica e superior. Os educadores precisam aprender a realizar-se como pessoas e como profissionais, em contextos precários e difíceis, aprender a evoluir sempre em todos os campos, a ser mais afetivos e ao mesmo tempo saber gerenciar grupos. Devem se transformar em educadores inspiradores e motivadores.

Para realizar uma revolução no sistema de educação do Brasil, é preciso preparar o professor para cumprir um novo papel. O papel do professor é decisivo para que, através da educação, seja criado um novo tipo de homem qualificado para o mundo do trabalho e consciente e bem preparado para transformar o mundo em que vivemos em seu benefício. O sucesso da aprendizagem pelos estudantes depende do professor que, na educação do futuro, deixaria de ser mero repassador de informações para os alunos e assumiria o papel de articulador do ensino nas atividades individuais e grupais com sua capacidade de acompanhar, mediar, de analisar os processos, resultados, lacunas e necessidades, a partir dos percursos realizados pelos alunos individual e grupalmente. Está comprovado mundialmente que o professor é a peça chave para o ensino de qualidade e, assim, melhorar o desempenho do aluno. Deveríamos nos inspirar nas políticas educacionais praticadas no Japão, Finlândia, Coreia do Sul e Suíça que são os países mais avançados em educação no mundo no sentido de reestruturar o sistema de educação do Brasil do ensino infantil ao ensino superior.

As unidades de ensino devem se aparelhar no sentido de que as salas de aula ao invés de serem destinadas exclusivamente à teoria tenham, também, como objetivo a prática. O aluno deve aprender a teoria em casa e praticar nas salas de aula com auxílio de um professor/mentor. O aprendizado dos alunos deve ser personalizado que aprenderão com ferramentas que se adaptam a suas próprias capacidades, podendo aprender em tempo e locais diferentes. Os estudantes devem ter a liberdade de modificar seu processo de aprendizagem, escolhendo as matérias que desejam aprender com base em suas próprias preferências e podem utilizar diferentes dispositivos, programas e técnicas que julgarem necessários para o próprio aprendizado.  O conhecimento não deve ficar apenas na teoria e deve ser posto em prática através de projetos para que os alunos adquiram o domínio da técnica e também pratiquem organização, trabalho em equipe e liderança. As escolas devem prover mais espaço para programas de trabalho com mais projetos colaborativos e mais prática. O sistema de avaliações deve mudar com o fim do sistema de perguntas e respostas das provas que não avalia adequadamente o que realmente o aluno é capaz de fazer com a adoção de avaliações visando a realização de projetos reais, com os alunos colocando a mão na massa.

Os objetivos do sistema de educação visando capacitar as pessoas para ter acesso à massa de informações disponíveis, conscientizar as pessoas para exercer sua cidadania para construir um mundo melhor e qualificar as pessoas para o mundo do trabalho são muito importantes, mas, o principal objetivo a ser perseguido é o de tornar as pessoas felizes com base na Pedagogia Quântica que é uma forma de educação alternativa trabalhando com a psicologia para mudar o mundo com a mudança na mente dos alunos. Trata-se da ação prática em casa e na escola para levar o aluno ao autoconhecimento e ao gerenciamento de suas emoções. Busca o bem estar e a felicidade. Enxerga os alunos além das suas capacidades escolares ou meramente cognitivas. Ensina sobre o amor, sobre a dor, sobre ser e sentir. Ajuda os estudantes a manifestarem toda sua potencialidade.

Para lidar com a mente das pessoas e levar o aluno ao autoconhecimento e ao gerenciamento de suas emoções, é preciso que se utilize a Psicologia Positiva que tem como propósito fazer com que as pessoas conquistem o bem estar e a felicidade que, em última instância, é o principal objetivo que orienta a escolha das pessoas na vida. A Educação deveria ser apoiada fortemente na Psicologia Positiva com base na qual será possível fazer algo mais do que resolver ou minorar perturbações psicológicas, mas, sobretudo, fazer as pessoas felizes. Explicar que tipo de projetos fazem efetivamente as pessoas felizes, e que tipos de atitudes conduzem à felicidade ou a torna impossível, é o objeto da Psicologia Positiva que, como disciplina descritiva e não normativa, se limita a identificar o que efetivamente faz as pessoas felizes.

Em apoio à educação, à Pedagogia Quântica, a Psicologia Positiva explora a importância de o indivíduo saber interpretar corretamente o mundo e a si mesmo. Parte da infelicidade dos indivíduos resulta de modos errados de interpretar as coisas. O que se passa é que em certas situações nos tornamos infelizes porque entramos numa espiral autodestrutiva de pensamentos sutilmente errados sobre a vida e sobre nós mesmos e os outros pensamentos que nos deprimem cada vez mais. Conseguir detectar e neutralizar esses pensamentos é um passo fundamental para a felicidade, segundo a Psicologia Positiva. Para ser feliz, o indivíduo deve se apoiar, portanto, na Educação e na Psicologia Positiva. A pedagogia quântica representa uma excelente contribuição na consecução deste objetivo.

REFERÊNCIAS

ALCOFORADO, Fernando. El futuro del trabajo y la educación en el mundo. Disponível no website <https://revistas.unae.edu.ec/index.php/runae/article/view/178> e <https://revistas.unae.edu.ec/index.php/runae/article/view/178/143>.

BLOG DA CONQUER. 6 tendências para o futuro da educação. Disponível no website <http://escolaconquer.com.br/6-tendencias-para-o-futuro-da-educacao/>.

LOPES, Paulo. Psicologia Positiva. São Paulo: Matrix Editora, 2017.

MORAN, José. Educação do Futuro. Disponível no website <https://www.goconqr.com/pt-BR/examtime/blog/educacao-futuro/>.

MORIN. Edgar. Os sete saberes necessários a educação do futuro. São Paulo: Editora Cortez, 2011.

PAGNI, Angelo. Anísio Teixeira. Petrópolis: Editora Vozes, 2011.

PUMMER, Cristine. A pedagogia quântica como educação alternativa. Disponível no website <http://portalpedagogiaquantica.com.br/artigos/a-pedagogia-qu%C3%A2ntica-como-educa%C3%A7%C3%A3o-alternativa#:~:text=Ela%20come%C3%A7ou%20depois%20do%20conhecido,atrav%C3%A9s%20desses%20conhecimentos%20abriram%20as>.

SAP. As habilidades do futuro em um mundo com Inteligência Artificial. Disponível no website <http://news.sap.com/brazil/2017/01/25/as-habilidades-do-futuro-em-um-mundo-com-inteligencia-artificial/>.

VASCONCELOS, Maria Lucia. Paulo Freire: da teoria à prática. São Paulo: Editora LiberArs, 2018.

* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

COMMENT PLANIFIER ET MESURER L’EFFICIENCE ET L’EFFICACITÉ DE LA GESTION D’UN GOUVERNEMENT MUNICIPAL

Fernando Alcoforado*

Cet article vise à présenter les indicateurs d’efficience et d’efficacité à prendre en compte lors de la planification et de l’évaluation des performances d’une administration municipale. Selon Peter Drucker, l’un des grands maîtres de l’administration moderne, l’efficience l’efficacité est de bien faire ce qui est planifié qui est généralement lié au niveau opérationnel, à réaliser des opérations avec moins de ressources, c’est-à-dire avec moins de temps, moins de budget, moins de personnel, moins de matière première, etc. L’efficacité, par contre, consiste à faire les bonnes choses, c’est-à-dire à faire ce qui est nécessaire pour atteindre les objectifs. Le sens de l’efficience a à voir avec le fait de faire plus et mieux avec le moins de ressources possible. L’efficacité, à son tour, est directement liée à l’objectif ultime. Un manager efficace est celui qui, en plus d’exécuter correctement ses processus, se concentre également sur les résultats et exploite tout le potentiel disponible. L’efficience est donc différente de l’efficacité, ce qui signifie faire les bonnes choses. L’efficience est associée aux processus et à l’efficacité, aux résultats. L’effectivité d’une administration est obtenue lorsque l’efficience et l’efficacité sont atteintes simultanément, c’est-à-dire qu’elle atteint les objectifs prévus et, en même temps, utilise les ressources de la meilleure façon possible. C’est ce que tout directeur municipal doit poursuivre.

Dans la gestion municipale, l’efficience est liée à l’amélioration de l’éducation, de la santé, des transports publics, des logements sociaux, de l’assainissement de base, d’un système de collecte, du traitement et de l’élimination finale de déchets, de la sécurité publique , de l’infrastructure urbaine de la ville et de la structure elle-même du bureau administratif de la mairie. Pour la gestion municipale fonctionner avec efficience, cela signifie que le gestionnaire fait les choses correctement avec le moins de ressources et le temps le plus court possible, doit maîtriser le processus, être compétent et rapide. C’est l’efficience, faire les choses correctement. Un directeur municipal fonctionne avec efficience lorsqu’il exécute des tâches sectorielles et l’administration dans son ensemble avec le budget le plus bas possible, avec le moins de personnes impliquées et avec la plus faible dépense de matériaux, d’énergie et d’autres intrants nécessaires avec la technologie disponible.   

Les indicateurs d’ efficience d’une gestion municipale seraient obtenus en calculant par secteur (éducation, santé, transports publics, logements sociaux, assainissement de base, système de collecte, traitement et élimination finale des ordures, sécurité publique et infrastructure urbaine de la ville) et pour l’administration communale dans son ensemble les relations suivantes: 1) Budget alloué à l’éducation par le nombre total d’étudiants inscrits (R$ / étudiant); 2) Budget alloué à la santé par le nombre total de personnes bénéficiaires (R$ / personne bénéficiaire); 3) Budget alloué aux transports publics par nombre total d’usagers (R$ / usager); 4) Budget alloué aux logements sociaux en fonction du nombre total de personnes bénéficiant (R$ / personne bénéficiant); 5) Budget alloué à l’assainissement de base par le nombre total de personnes bénéficiant (R$ / personne bénéficiant); 6) Budget alloué au système de collecte, de traitement et d’élimination finale de déchets par l’ensemble des habitants de la ville (R $ / habitant); 7) Budget alloué à la sécurité publique par le nombre total de délits enregistrés dans la ville (R$ / délits enregistrés); 8) Budget alloué aux infrastructures urbaines par le nombre total d’habitants de la ville (R$ / habitant); et, 9) Coût de la machine administrative de la municipalité / Collecte des droits et taxes. L’efficience serait atteinte lorsque ces relations seraient aussi réduites que possible avec l’utilisation de la meilleure technologie disponible dans chaque secteur.

Pour que la gestion municipale soit efficace, cela signifie que le gestionnaire atteint les objectifs économiques, sociaux et environnementaux visant le bien-être social de sa population. Il est à noter que chaque commune n’atteindra le bien-être de sa population que lorsque le progrès économique, le progrès social et le progrès environnemental se produiront simultanément. Pour être efficaces dans leurs politiques de développement, les gestionnaires de la ville doivent s’assurer que les moteurs de développement existant dans les plans de l’économie, de la société et du territoire sont largement utilisés pour promouvoir le progrès économique, social et environnemental et que les facteurs restrictifs sont éliminés ou neutralisé.

L’efficacité de la gestion municipale sera atteinte lorsqu’il y aura la synergie la plus appropriée entre les facteurs existant dans les plans de l’Economie, de la Société et du Territoire, ce qui est déterminant pour réaliser le développement économique, social et environnemental nécessaire.

Pour favoriser le développement de la commune en termes d’économie et de territoire, il est nécessaire que ses gestionnaires planifient et élaborent des projets pour: 1) réaliser des investissements publics et privés (internes et externes) visant à augmenter la production interne de produits et services pour approvisionner le la demande interne et externe de la commune; 2) répondre aux besoins en infrastructures économiques (énergie, transports et communications); 3) inciter les entreprises à mettre en place des structures de recherche axées sur l’innovation de produits et de procédés en collaboration avec les universités et les centres de recherche; 4) réaliser des investissements publics et privés dans la structuration et la rationalisation des infrastructures de transport et l’amélioration de la structure urbaine de la ville; et, 5) promouvoir l’utilisation du potentiel endogène existant dans la ville.

L’efficacité de l’administration dans le plan économique et territorial doit être mesurée par le taux de croissance du PIB municipal (produit intérieur brut) qui est la somme de tous les services et biens produits au cours d’une période (mois, semestre, année) exprimé en pourcentage. Un autre indicateur d’efficacité est le GPI – Genuine Progress Indicator, qui prend en compte le calcul du PIB, mais soustrait les coûts résultant de facteurs tels que les coûts de la criminalité, la pollution, la dégradation de l’environnement et la compromission des ressources naturelles et des systèmes, comme l’approvisionnement en eau, par exemple, en plus d’ajouter au calcul des éléments tels que le travail domestique et bénévole non inclus dans le calcul du PIB (voir le site <https://en.wikipedia.org/wiki/Genuine_progress_indicator>).

Pour favoriser le développement de la municipalité au niveau de la Société et de l’Environnement, il est nécessaire que ses gestionnaires municipaux planifient et élaborent des projets pour; 1) faire des investissements publics et privés pour développer le système éducatif à tous les niveaux afin de mieux qualifier les ressources humaines et utiliser le système scientifique et technologique existant pour fournir les ressources de connaissances nécessaires au processus de développement de la ville; 2) promouvoir les investissements dans les infrastructures sociales (éducation, santé, logement et assainissement de base) et dans la structure urbaine de la ville en vue d’améliorer les conditions de vie de la population; 3) promouvoir les investissements dans les infrastructures économiques (énergie, transports et communications) et, 4) promouvoir les investissements visant à améliorer l’environnement de la ville.

L’efficacité de l’administration dans le plan social doit être mesurée par le taux de chômage qui doit être le plus bas possible et l’indice de répartition des revenus de la commune qui doit être le plus élevé possible. Un autre indicateur d’efficacité, qui devrait être le plus élevé possible, est l’indice de développement humain (IDH) de la municipalité, utilisé par les Nations Unies, qui prend en compte le PIB par habitant, la longévité des personnes et leur éducation (évalué par taux d’analphabétisme et taux de scolarisation à différents niveaux d’enseignement). L’efficacité de l’administration dans le plan environnemental doit être mesurée à l’aide d’indicateurs de la commune, tels que l’émission de gaz à effet de serre, la consommation de combustibles fossiles, la mesure de la pollution des sols, de l’air, des océans et de l’eau qui doit être à zéro ou aussi bas que possible.

Tous les indicateurs présentés sont importants, non seulement pour que les gestionnaires municipaux puissent planifier et évaluer leurs administrations, mais aussi pour que les collectivités soumises à ces administrations puissent évaluer leur performance et orienter leurs décisions en période électorale sur le soutien à accorder ou non à leurs gestionnaires. Le citoyen rationnel doit juger si un administrateur public doit être maintenu en fonction ou non prendre une décision rationnel en fonction de l’évaluation des indicateurs d’efficience et d’efficacité de son administration et non par idéologie ou juger en faveur d’un administrateur attiré uniquement par l’exécution des travaux de façade ou pharaonique comme cela a été à travers l’histoire. Le citoyen rationnel doit choisir un nouvel administrateur public analysant si le plan gouvernemental de la personne qui occupe le poste et des candidats adverses contribue ou non à l’amélioration des indicateurs d’efficience et d’efficacité de la gestion de sa ville

* Fernando Alcoforado, 80, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) et Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

HOW TO PLAN AND MEASURE THE EFFICIENCY AND EFFECTIVENESS OF THE MANAGEMENT OF A MUNICIPAL GOVERNMENT

Fernando Alcoforado*

This article aims to present the efficiency and effectiveness indicators that should be considered when planning and evaluating the performance of a municipal administration. According to Peter Drucker, one of the great masters of modern Administration, efficiency consists of doing right what is planned which is usually linked to the operational level, in how to carry out operations with less resources, that is, with less time, less budget, less people, less raw material, etc. Effectiveness, on the other hand, consists of doing the right things, that is, doing what is necessary to achieve the objectives. The meaning of efficiency has to do with doing more and better with as few resources as possible. Effectiveness, in turn, is directly related to the ultimate goal. An effective manager is one who, in addition to carrying out his processes correctly, also focuses on results and exploits all the potential available. Efficiency is therefore different from effectiveness, which means getting the right things done. Efficiency is associated with processes and effectiveness, with results. The effectivity of an administration is achieved when efficiency and effectiveness are achieved simultaneously, that is, it achieves the objectives as planned and, at the same time, uses the resources in the best possible way. This is what every city manager should pursue.

In municipal management, efficiency is related to the improvement of education, health, public transport, low-cost housing, basic sanitation, a collection system, treatment and final disposal of garbage, public safety, the city’s urban infrastructure and of the structure itself administrative office of the city hall. For municipal management to be efficient, it means the manager doing things correctly with the least use of resources and the shortest possible time, having to master the process, being skilled and quick. This is efficiency, doing things right. A municipal manager is efficient when he performs sectorial tasks and the administration as a whole with the lowest possible budget, with the least number of people involved and with the lowest expenditure of materials, energy and other inputs needed with the available technology.

The efficiency indicators of a municipal management would be obtained by calculating by sector (education, health, public transport, low-cost housing, basic sanitation, collection system, treatment and final disposal of garbage, public safety and urban infrastructure of the city) and for the municipal administration as a whole the following relations: 1) Budget allocated to education by total enrolled students (R $ / student); 2) Budget allocated to health by the total number of people benefited (R $ / person benefited); 3) Budget allocated for public transport by total number of users (R $ / users); 4) Budget allocated to low-income housing by the total number of people benefited (R $ / person benefited); 5) Budget allocated to basic sanitation by the total number of people benefited (R $ / person benefited); 6) Budget allocated in the system of collection, treatment and final disposal of garbage by the total inhabitants of the city (R $ / inhabitant); 7) Budget allocated to public security by the total number of crimes registered in the city (R $ / registered crimes); 8) Budget allocated to urban infrastructure by the total number of inhabitants in the city (R $ / inhabitant); and, 9) Cost of the municipality’s administrative machine / Collection of fees and taxes. Efficiency would be achieved when these relationships were as small as possible with the use of the best technology available in each sector.

For municipal management to be effective, it means the manager achieving the economic, social and environmental objectives aimed at the social well-being of its population. It is worth noting that every municipality will only achieve the well-being of its population when economic progress, social progress and environmental progress occur simultaneously. To be effective in their developmental policies, city managers need to ensure that the drivers of development existing in the plans of the Economy, Society and Territory are widely used to promote economic, social and environmental progress and that restrictive factors are eliminated or neutralized.

The effectiveness of municipal management will be achieved when there is the most appropriate synergy between the factors existing in the plans of the Economy, Society and Territory, which is decisive for achieving the necessary economic, social and environmental development.

To promote the development of the municipality in terms of the Economy and the Territory, it is necessary that its managers plan and elaborate projects to: 1) carry out public and private investments (internal and external) aiming to increase the internal production of products and services to supply the internal and also external demand to the municipality; 2) supply the needs of economic infrastructure (energy, transport and communications); 3) create incentives for companies to implement research structures focused on product and process innovation in conjunction with universities and research centers; 4) make public and private investments in structuring and rationalizing transport infrastructure and improving the urban structure of the city; and, 5) promote the use of the endogenous potential existing in the city.

The effectiveness of the administration in the economic and territorial plan must be measured by the growth rate of the municipal GDP (Gross Domestic Product) which is the sum of all services and goods produced in a period (month, semester, year) expressed as a percentage. Another effectiveness meter is the GPI – Genuine Progress Indicator, which considers the calculation of GDP, but subtracts costs resulting from factors such as costs of crime, pollution, environmental degradation and the compromise of resources and natural systems, such as water supply, for example, in addition to adding items such as domestic and voluntary work not included in the GDP calculation  (See the site <https://en.wikipedia.org/wiki/Genuine_progress_indicator&gt;).

To promote the development of the municipality at the level of the Society and the Environment, it is necessary that its municipal managers plan and elaborate projects for; 1) make public and private investments to develop the education system at all levels to better qualify human resources and use the existing science and technology system to provide the knowledge resources necessary for the city’s development process; 2) promote investments in social infrastructure (education, health, housing and basic sanitation) and in the urban structure of the city with a view to improving the population’s living conditions; 3) promote investments in economic infrastructure (energy, transport and communication) and, 4) promote investments aimed at improving the city’s environment.

The effectiveness of the administration in the social plan must be measured by the unemployment rate which must be the lowest possible and the income distribution index of the municipality which must be the highest possible. Another indicator of effectiveness, which should be as high as possible, is the municipality’s Human Development Index (HDI), used by the United Nations, which takes into account GDP per capita, people’s longevity and their education (assessed by illiteracy rate and enrollment rates at various levels of education). The effectiveness of the administration in the environmental plan must be measured with the use of indicators from the municipality, such as the emission of greenhouse gases, the consumption of fossil fuels, the measurement of pollution of land, air, ocean and water which must be reset to zero or serve as low as possible.

All the indicators presented are important, not only for municipal managers to be able to plan and evaluate their administrations, but also for the communities subject to these administrations to be able to evaluate their performance and guide their decisions at election times on the support to be granted or not to their managers. The rational citizen must judge whether a public administrator should be kept in office or not deciding rationally based on the evaluation of the efficiency and effectiveness indicators of his administration and not by ideology or judge in favor of an administrator attracted only by the execution of facade works or Pharaonic as it has been throughout history. The rational citizen must choose a new public administrator analyzing whether the government plan of the person who holds the position and of the opposing candidates contributes or not to the improvement of the efficiency and effectiveness indicators of the management of their city

* Fernando Alcoforado, 80, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) and Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

COMO PLANEJAR E MEDIR A EFICIÊNCIA E A EFICÁCIA DA GESTÃO DE UM GOVERNO MUNICIPAL

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo apresentar os indicadores de eficiência e eficácia que devem ser considerados no planejamento e na avaliação do desempenho de uma administração municipal. Segundo Peter Drucker, um dos grandes mestres da Administração moderna, eficiência consiste em fazer certo o que é planejado que geralmente está ligada ao nível operacional, em como realizar as operações com menos recursos, isto é, com menos tempo, menor orçamento, menos pessoas, menos matéria-prima, etc. Já a eficácia consiste em fazer as coisas certas, isto é, fazer o que é necessário para a consecução dos objetivos. O significado de eficiência tem a ver com fazer mais e melhor com o mínimo de recursos possível. Eficácia, por sua vez, está diretamente relacionada com o objetivo final. Um gestor eficaz é aquele que, além de realizar seus processos de maneira correta, também foca nos resultados e explora todo o potencial disponível. Eficiência é, portanto, diferente de eficácia, que significa fazer com que as coisas certas sejam feitas. Eficiência está associada a processos e eficácia, a resultados. A efetividade de uma administração é alcançada quando a eficiência e a eficácia são alcançadas simultaneamente, isto é, atinge os objetivos de acordo com o planejado e, ao mesmo tempo, utiliza os recursos da melhor forma possível. É isto que todo gestor de um município deveria perseguir.

Em uma gestão municipal, a eficiência está relacionada com a melhoria dos sistemas de educação, saúde, transporte público, habitação popular, saneamento básico, sistema de coleta, tratamento e disposição final do lixo, segurança pública, infraestrutura urbana da cidade e da própria estrutura administrativa da prefeitura do município. Para uma gestão municipal ser eficiente, significa o gestor fazer as coisas de forma correta com o menor uso de recursos e menor tempo possível, ter que dominar o processo, ser habilidoso e rápido. Isso é eficiência, fazer as coisas de forma correta. Um gestor municipal é eficiente quando ele realiza as tarefas setoriais e a administração como um todo com o menor orçamento possível, com o menor número de pessoas envolvidas e com o menor dispêndio de materiais, energia e outros insumos necessários com a tecnologia disponível.

Os indicadores de eficiência de uma gestão municipal seriam obtidos calculando-se por setor (educação, saúde, transporte público, habitação popular, saneamento básico, sistema de coleta, tratamento e disposição final do lixo, segurança pública e infraestrutura urbana da cidade) e para a administração municipal como um todo as relações seguintes: 1) Orçamento alocado na educação pelo total de alunos matriculados (R$/aluno); 2) Orçamento alocado na saúde pelo total de pessoas beneficiadas (R$/ pessoa beneficiada); 3) Orçamento alocado no transporte público pelo total de pessoas usuárias (R$/ usuários); 4) Orçamento alocado na habitação popular pelo total de pessoas beneficiadas (R$/ pessoa beneficiada); 5) Orçamento alocado no saneamento básico pelo total de pessoas beneficiadas (R$/ pessoa beneficiada); 6) Orçamento alocado no sistema de coleta, tratamento e disposição final do lixo pelo total de habitantes da cidade (R$/ habitante); 7) Orçamento alocado na segurança pública pelo total de crimes registrados na cidade (R$/ crimes registrados); 8) Orçamento alocado na infraestrutura urbana pelo total de habitantes da cidade (R$/ habitante); e, 9) Custo da máquina administrativa do município/ Arrecadação de taxas e impostos.  A eficiência seria alcançada quando estas relações fossem as menores possíveis com o uso da melhor tecnologia disponível em cada setor.

Para uma gestão municipal ser eficaz, significa o gestor atingir os objetivos econômicos, sociais e ambientais visando o bem-estar social de sua população. É oportuno observar que todo município só alcançará o bem-estar de sua população quando o progresso econômico, o progresso social e o progresso ambiental ocorrerem simultaneamente. Para serem eficazes em suas políticas desenvolvimentistas, os gestores do município precisam fazer com que os fatores impulsionadores do desenvolvimento existentes nos planos da Economia, Sociedade e Território sejam amplamente utilizados na promoção do progresso econômico, social e ambiental e que os fatores restritivos sejam eliminados ou neutralizados.

A eficácia da gestão municipal será alcançada quando ocorrer a mais adequada sinergia entre os fatores existentes nos planos da Economia, da Sociedade e do Território que é decisiva para que se alcance o necessário desenvolvimento econômico, social e ambiental.  

Para promover o desenvolvimento do município nos planos da Economia e do Território, é preciso que os seus gestores planejem e elaborem projetos para: 1) realizar investimentos públicos e privados (internos e externos) visando elevar a produção interna de produtos e serviços para suprir a demanda interna e, também, a externa ao município; 2) suprir as necessidades de infraestrutura econômica (energia, transportes e comunicações); 3) criar incentivos para que empresas implantem estruturas de pesquisa voltadas para a inovação de produtos e processos articuladamente com as universidades e centros de pesquisa; 4) realizar investimentos públicos e privados na estruturação e racionalização da infraestrutura de transporte e na melhoria da estrutura urbana da cidade; e, 5) promover o aproveitamento do potencial endógeno existente no território da cidade.

A eficácia da administração no plano econômico e territorial deve ser medida pela taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) municipal que é a soma de todos os serviços e bens produzidos num período (mês, semestre, ano) expresso em percentagem. Outro medidor de eficácia é o GPI – Genuine Progress Indicator que considera o cálculo do PIB, mas subtrai custos decorrentes de fatores como custos da criminalidade, da poluição, da degradação ambiental e do comprometimento dos recursos e sistemas naturais, como fornecimento de água, por exemplo, além de acrescer ao cálculo itens como trabalho doméstico e voluntário não considerados no cálculo do PIB (Ver o site <https://en.wikipedia.org/wiki/Genuine_progress_indicator>).

Para promover o desenvolvimento do município no plano da Sociedade e do Meio Ambiente, é preciso que seus gestores municipais planejem e elaborem projetos para; 1) realizar investimentos públicos e privados visando desenvolver o sistema de educação em todos os níveis para melhor qualificar os recursos humanos e utilizar o sistema de ciência e tecnologia existente para oferecer os recursos de conhecimento necessários ao processo de desenvolvimento da cidade; 2) promover investimentos na infraestrutura social  (educação, saúde, habitação e saneamento básico) e na estrutura urbana da cidade visando a melhoria das condições de vida da população; 3) promover investimentos na infraestrutura econômica (energia, transporte e comunicação) e, 4) promover investimentos visando a melhoria do meio ambiente da cidade.

A eficácia da administração no plano social deve ser medida pela taxa de desemprego que deve ser a mais baixa possível e o índice de distribuição de renda do município que deve ser a mais alta possível. Outro indicador de eficácia, que deve ser o mais alto possível, é o IDH- Índice de Desenvolvimento Humano do município, usado pela Organização das Nações Unidas, que leva em conta o PIB per capita, a longevidade das pessoas e sua educação (avaliada pelo índice de analfabetismo e pelas taxas de matrícula nos vários níveis de ensino). A eficácia da administração no plano ambiental deve ser medida com o uso de indicadores do município, como a emissão de gases do efeito estufa, o consumo de combustíveis fósseis, a medição da poluição da terra, do ar, do oceano e da água os quais devem ser zerados ou serem os mais baixos possíveis.  

Todos os indicadores apresentados são importantes, não apenas para os gestores municipais poderem planejar e avaliar suas administrações, bem como para as comunidades sujeitas a essas administrações poderem avaliar seu desempenho e orientarem suas decisões em épocas de eleições sobre o apoio a ser concedido ou não a seus gestores. O cidadão racional deve julgar se um administrador público deve ser mantido no cargo ou não decidindo racionalmente com base na avaliação dos indicadores de eficiência e de eficácia de sua administração e não por ideologia ou julgar favoravelmente a um administrador atraído apenas pela execução de obras de fachada ou faraônicas como tem ocorrido ao longo da história.  O cidadão racional deve fazer a escolha de um novo administrador público analisando se o plano de governo de quem exerce o cargo e dos candidatos adversários contribui ou não para a melhoria dos indicadores de eficiência e eficácia da gestão de sua cidade.

* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).