O FUTURO DO UNIVERSO, DO SOL, DA TERRA E DA HUMANIDADE

Fernando Alcoforado*

Esta é a versão em português do artigo The Future Of Universe, Sun, Earth And Humanity publicado na revista científica dos Estados Unidos Journal of Atmospheric & Earth Sciences que pode ser lido acessando o website <https://www.heraldopenaccess.us/openaccess/the-future-of-universe-sun-earth-and-humanity> e o website <https://www.heraldopenaccess.us/article_pdf/15/the-future-of-universe-sun-earth-and-humanity.pdf&gt;.

Este artigo tem como objetivo apresentar a origem e evolução do Universo, do Sol e da Terra e seu provável futuro, além de soluções alternativas para a sobrevivência da humanidade com o fim do planeta Terra, do Sol e do Universo. Este artigo apresenta soluções alternativas para a sobrevivência da humanidade ao lidar com asteroides vindos do espaço sideral, a colisão entre as galáxias de Andrômeda e Via Láctea, o distanciamento da Lua em relação à Terra, a morte do Sol e o fim do Universo em que vivemos. Este estudo foi baseado em pesquisas aprofundadas sobre a literatura existente sobre Cosmologia e a origem e evolução do Universo, do Sol e do planeta Terra. A metodologia utilizada na execução do trabalho consistiu em identificar como o Universo, o Sol e o planeta Terra funcionam, bem como os fatores que levariam ao fim de cada um deles, além de identificar soluções alternativas para a sobrevivência da espécie humana e o avanço tecnológico necessário para alcançar esse objetivo.

Para ler o artigo em português acessar os websites <https://www.academia.edu/43144173/O_FUTURO_DO_UNIVERSO_DO_SOL_DA_TERRA_E_DA_HUMANIDADE> e <https://pt.slideshare.net/falcoforado/o-futuro-do-universo-do-sol-da-terra-e-da-humanidade>.

* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

O BRASIL RUMO AO COLAPSO DO SISTEMA DE SAÚDE (VÍDEO)

Fernando Alcoforado*

Este vídeo mostra que o Brasil está próximo de colapsar seu sistema de saúde haja vista que os leitos de UTIs do SUS já estão no limite de sua capacidade e os leitos das UTIS privadas não têm capacidade suficiente para absorver as demandas de doentes infectados. Diante desta situação catastrófica para o sistema de saúde do Brasil, não há outra alternativa senão adotar o “lockdown” imediatamente para paralisar o crescimento do número de infectados e de mortos que já supera 1.179 óbitos por dia. Este “lockdown” deve ser adotado especialmente em cidades e regiões críticas do ponto de vista da capacidade de atendimento do sistema de saúde.  Para evitar o colapso do sistema de saúde, é urgente que os governos em todos os níveis (federal, estadual e municipal) convirjam para o mesmo objetivo de enfrentar juntos as crises de saúde e econômica resultantes do novo Coronavirus. Sem a colaboração do governo federal na superação das crises de saúde e econômica, o Brasil caminhará inevitavelmente para o colapso do sistema de saúde e o consequente o assassinato coletivo da população brasileira pelo novo Coronavirus com a morte de 500 mil a 1 milhão de brasileiros.

Para assistir o vídeo, acessar o website <https://www.youtube.com/watch?v=OZO9pDqZIM8>.

* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor de 14 livros abordando temas como globalização, desenvolvimento econômico e social no Brasil e no mundo, aquecimento global e mudança climática, energia no Brasil e no mundo, as grandes revoluções científicas, econômicas e sociais que mudaram o mundo e ciência e tecnologia.

LE BRÉSIL VERS L’EFFONDREMENT DU SYSTÈME DE SANTÉ

Fernando Alcoforado*

Au 19/05/2020, 17 509 décès causés par Covid-19 et 262 545 cas confirmés de la maladie ont été enregistrés au Brésil. La dernière mise à jour du ministère de la Santé montre qu’au cours des dernières 24 heures, 1179 décès dus à la maladie causée par le nouveau coronavirus ont été enregistrés, avec une moyenne d’un décès toutes les 73 secondes. Le taux de croissance et la létalité de la maladie au Brésil sont parmi les 10 pires pays étudiés dans le monde et l’augmentation de la létalité est la pire en Amérique latine. Parmi les 291 cas du nouveau Coronavirus au Brésil, 28 sont hospitalisés – l’équivalent d’un sur dix seulement infectés. Les informations figurent dans le bulletin quotidien publié par le ministère de la Santé.

Depuis janvier 2020, date à laquelle le premier cas de Covid-19 a été enregistré au Brésil, jusqu’au 20 mai 2020, soit environ 5 mois, il y a eu en moyenne 3 502 décès par mois. On estime qu’entre 5% et 15% du nombre total de personnes infectées par le nouveau coronavirus font partie de ces cas les plus graves, nécessitant par conséquent la fréquentation des USI. La durée moyenne de séjour des patients dans les unités de soins intensifs au Brésil est de 12 à 21 jours, soit environ 15 jours et chaque lit de soins intensifs peut donc accueillir 2 patients par mois. Au Brésil, 17,9 mille des 40,6 mille lits de soins intensifs du pays se trouvent dans le SUS (Système Health Unic). L’Association brésilienne de médecine de soins intensifs (AMIB) informe que les lits de soins intensifs privés ont un taux d’occupation moyen de 75%, ceux de SUS en ont 95%. Cela signifie que les lits SUS ICU sont déjà entièrement occupés, alors qu’il ne reste que 25% des lits privés ICU, soit 5 675 lits.

L’une des conséquences les plus dramatiques des cas de montée en flèche de Covid-19 est le surpeuplement des unités de soins intensifs. L’offre de lits diminue de jour en jour dans plusieurs capitales et, en Amazonie, les hôpitaux publics se sont déjà effondrés. Le Ceará est devenu le premier État à occuper pleinement les lits des soins intensifs. Et la menace d’effondrement atteint les capitales à travers le pays. À São Paulo, au moins sept hôpitaux de la ville ont déjà une capacité en lits de soins intensifs avec 70% de super occupation. L’hôpital Emílio Ribas, une référence dans le traitement des maladies infectieuses, a atteint 100% des occupations des soins intensifs avec des patients du nouveau Coronavirus.

Pour évaluer la durée pendant laquelle le système de santé sera en mesure de servir la population infectée par le nouveau coronavirus, il a été admis qu’il n’y a plus de disponibilité de lits de soins intensifs SUS et que les hypothèses simplificatrices suivantes devraient être envisagées:

1) Nombre actuel de personnes infectées: 262 545 cas confirmés

2) Capacité totale de soins hospitaliers en USI: 5 675 lits privés pouvant accueillir 11 350 personnes par mois, admettant le séjour moyen du patient pendant 15 jours

3) Demande en unités de soins intensifs: 5%, 10% et 15% du total infecté par le nouveau coronavirus:

  • Si la demande survient avec 5% des personnes infectées actuelles: 13 127 lits de soins intensifs (0,05 x 262 545 cas confirmés)> 5 675 lits de soins intensifs privés disponibles
  • Si la demande survient avec 10% des personnes infectées actuelles: 26 254 lits de soins intensifs (0,10 x 262 545 cas confirmés)> 5 675 lits de soins intensifs privés disponibles
  • S’il y a une demande avec 15% des personnes infectées actuelles: 39 382 lits de soins intensifs (0,15 x 262 545 cas confirmés)> 5 675 lits de soins intensifs privés disponibles

Si l’on considère que la capacité totale de lits privés de soins intensifs de 22 700 lits est disponible, elle ne pourrait pas répondre à une demande de patients infectés dépassant 10% du total, soit 26 254 lits de soins intensifs. Il est donc conclu qu’il est impossible pour les lits de soins intensifs privés de répondre aux demandes des personnes infectées supérieures à 10% du nombre total actuel de personnes infectées au Brésil.confirmés.

Compte tenu des calculs effectués, on peut dire que le Brésil est sur le point de faire s’effondrer son système de santé, étant donné que les lits de soins intensifs SUS sont déjà à la limite de leur capacité et que les lits de soins intensifs privés ne sont pas suffisamment capables (5675 lits) pour absorber les demandes en considérant 5%, 10% et 15% des patients infectés. Face à cette situation catastrophique pour le système de santé au Brésil, il n’y a pas d’autre alternative que d’adopter le «lockdown» immédiatement pour stopper la croissance du nombre de décès qui dépasse déjà 1 179 décès par jour. Ce «verrouillage» doit être adopté surtout dans les villes et les régions qui sont essentielles du point de vue de la capacité du système de santé à servir.

Un fait est incontestable: le Brésil a moins de lits que les pays qui ont déjà effondré leurs systèmes de santé face à Covid-19, comme l’Espagne et l’Italie, des décès record du nouveau Coronavirus. Ces pays ont environ 3 espaces hospitaliers pour mille habitants, alors que le Brésil n’en a que 1,95 pour mille habitants. Pour surmonter les problèmes du Brésil, il faut s’inspirer des pays qui parviennent à ralentir la progression du nouveau Coronavirus.

Article signé par Camilla Veras Mota sous le titre Modelo matemático aponta colapso do sistema de saúde à partir de 21 de abril (Le modèle mathématique rappelle l’effondrement du système de santé au 21 avril), disponible sur le site <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52300278&gt; confirme nos conclusions sur l’effondrement imminent du système de santé brésilien. Cette étude conclut que, au rythme actuel de l’évolution de la pandémie de Covid-19 au Brésil, le volume d’unités de soins intensifs (USI) disponibles dans le pays ne serait pas suffisant pour répondre à la demande à partir de la semaine du 21 avril. Au rythme actuel de l’évolution de la pandémie de Covid-19 au Brésil, le volume d’unités de soins intensifs (USI) disponibles dans le pays ne serait pas suffisant pour répondre à la demande à partir de la semaine du 21 avril. Cette projection est basée sur un modèle mathématique créé par un groupe de six chercheurs dans les domaines de la physique et de la médecine liés aux universités fédérales d’Alagoas et de Rio Grande do Norte, à Santa Casa de Maceió, au centre de dépistage et d’accueil du VIH / SIDA Itaberaba (BA) et l’École des sciences de la santé, à Brasilia.

L’étude, publiée le 3 avril, a été soumise pour publication internationale et est préliminaire, c’est-à-dire qu’elle n’a pas encore été évaluée par des pairs – mais elle a montré l’adhésion aux données réelles jusqu’au 15 avril au moins: l’évolution des chiffres des décès signalés par le ministère de la Santé (un indicateur avec moins de sous-déclaration que le volume total des cas et, par conséquent, plus fiable) a été conforme aux prévisions soulignées par l’équipe et utilisé comme base pour calculer l’utilisation des lits de soins intensifs dans les hôpitaux. Les travaux tiennent également compte des mesures de distanciation sociale actuellement en vigueur – la «quarantaine volontaire» -, de son impact sur la réduction de la transmission de la maladie et du pourcentage moyen de personnes infectées devant être hospitalisées dans des unités de soins intensifs pour présentant des conditions d’infection plus graves dans les poumons.

Les projections du modèle développé par le groupe de chercheurs indiquent un nombre total de personnes infectées de 3,15 millions, avec 393 mille décès dans une période qui n’est pas prédéterminée, mais qui, selon le chercheur, se concentreraient en quelques mois. Il souligne cependant qu’il s’agit du scénario “d’inertie”, si les mesures actuelles ne sont pas renforcées. Les chercheurs ont également fait des projections pour d’autres scénarios afin d’évaluer l’efficacité des mesures prises jusqu’à présent. S’il n’y avait pas de restrictions de mouvement, par exemple, le nombre total de personnes infectées serait de 30,47 millions, avec 1,45 million de morts. Dans un scénario d’isolement vertical tel que celui préconisé par le président Jair Bolsonaro, avec une distanciation sociale uniquement par rapport aux personnes de plus de 60 ans, il y aurait environ 26 millions de personnes infectées et 723 000 morts.

Texte de Rafael Garcia sous le titre Veja em gráfico os países estão conseguindo frear o coronavírus (Voir dans le graphique les pays parviennent à freiner le coronavirus), disponible sur le site <https://extra.globo.com/noticias/coronavirus/veja-em-grafico-os-paises-estao-conseguindo-frear-coronavirus-24317040.html&gt;, informe que les performances supérieures du Japon et de Singapour attirent l’attention en évitant un taux de croissance élevé de l’épidémie car ils ont réagi rapidement pour isoler les cas en effectuant des tests et en adoptant la distancing sociale et en maintenant des politiques strictes depuis lors. La Chine et la Corée du Sud se distinguent pour avoir réussi à bloquer leurs courbes de croissance après avoir subi une augmentation explosive des cas. Les Chinois ont adopté une politique de couvre-feu et de blocage des transports à partir du 24e jour de l’épidémie. Les Coréens ont réussi avec des mesures de distancing sociale et des tests approfondis des cas suspects et le suivi / isolement des personnes contactées comme malades. En Italie et en Iran, où le nombre de cas a commencé à exploser en février 2020, la courbe de croissance de l’épidémie commence à montrer des signes de recul. Les deux ont augmenté leurs mesures de confinement tout au long du mois de mars, tout comme la prolongation du couvre-feu. Les pays qui ont mis longtemps à recourir à des mesures similaires, comme le Brésil, les États-Unis et le Royaume-Uni, connaissent toujours une augmentation brutale du nombre de cas enregistrés, dépassant 30% par jour.

De ce qui précède, il est démontré l’effondrement imminent du système de santé au Brésil et la nécessité impérative d’adopter des mesures qui réussissent dans les pays mentionnés ci-dessus, y compris le «verrouillage». Afin d’éviter l’effondrement du système de santé, il est urgent que les gouvernements à tous les niveaux (fédéral, étatique et municipal) convergent vers le même objectif de faire face ensemble aux crises sanitaires et économiques résultant du nouveau Coronavirus. L’incapacité du Brésil à atteindre une distanciation sociale complète pour empêcher la propagation du virus est essentiellement due au fait que le Président de la République encourage le retour des personnes au travail, contrairement au travail des gouverneurs et des maires et à l’inefficacité du ministère de la Santé qui avait deux ministres ont été licenciés pour s’être opposés aux souhaits de Bolsonaro. De plus, le gouvernement de Bolsonaro contribue pour les gens à descendre dans la rue à la recherche de leur survie et les micro, petites et moyennes entreprises opèrent pendant la pandémie pour éviter la faillite, car cela rend difficile la libération du revenu de base pour la population et l’aide aux prêts aux micro, petits et moyens entrepreneurs. Malgré l’approbation des ressources par le Congrès national pour la population vulnérable et pour les entrepreneurs dans le besoin en mars de cette année, les ressources restent endiguées par le gouvernement de Bolsonaro. Sans la collaboration du gouvernement fédéral pour surmonter les crises sanitaires et économiques, le Brésil évoluera inévitablement vers l’effondrement du système de santé et le meurtre collectif de la population brésilienne par le nouveau Coronavirus avec la mort de 500 000 à 1 million de Brésiliens dont le principal responsable sera le gouvernement Bolsonaro.

* Fernando Alcoforado, 80, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) et Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

BRAZIL TOWARDS THE COLLAPSE OF THE HEALTH SYSTEM

Fernando Alcoforado*

On 5/19/2020, 17,509 deaths caused by Covid-19 and 262,545 confirmed cases of the disease were recorded in Brazil. The latest update from the Ministry of Health shows that, in the last 24 hours, 1,179 deaths from the disease caused by the new Coronavirus were recorded, with an average of one death every 73 seconds. Growth rate and lethality of the disease in Brazil is among the 10 worst countries studied worldwide and the increase in lethality is the worst in Latin America. Among the 291 cases of the new Coronavirus in Brazil, 28 are hospitalized – the equivalent of only one in ten infected. The information appears in the daily bulletin released by the Ministry of Health.

From January 2020, when the first case of Covid-19 was registered in Brazil, until May 20, 2020, that is, about 5 months, there were an average of 3,502 deaths per month. It is estimated that between 5% and 15% of the total number of people infected with the new Coronavirus are among these most serious cases, requiring, consequently, the attendance in ICUs. The average stay of patients in ICUs in Brazil is 12 to 21 days or approximately 15 days and each ICU bed can serve, therefore, 2 patients per month. In Brazil, 17.9 thousand of the 40.6 thousand ICU beds in the country are in the SUS (Public Health System). The Brazilian Association of Intensive Care Medicine (AMIB) informs that private ICU beds have an average occupancy rate of 75%, those of SUS have 95%. This means that the SUS ICU beds are already fully occupied, while only 25% of private ICU beds remain, that is, 5,675 beds.

One of the most dramatic consequences of the skyrocketing cases of Covid-19 is the crowding of ICUs. The supply of beds has been decreasing day by day in several capitals and, in Amazonas, public hospitals have already collapsed. Ceará became the first state to have full occupancy of the ICU beds. And the threat of collapse reaches the capitals across the country. In São Paulo, at least seven hospitals in the city already have the capacity for ICU beds occupied  above 70%. The Emílio Ribas hospital, a reference in the treatment of infectious diseases, reached 100% of ICU occupations with patients of the new Coronavirus.

To assess how long the health system will be able to serve the population infected with the new Coronavirus, it was admitted that there is no longer availability of SUS ICU beds and that the following simplifying hypotheses should be considered:

  • If demand occurs with 5% of current infected: 13,127 ICU beds (0.05 x 262,545 confirmed cases)> 5,675 private ICU beds available
  • If demand occurs with 10% of current infected: 26,254 ICU beds (0.10 x 262,545 confirmed cases)> 5,675 private ICU beds available
  • If there is a demand with 15% of current infected: 39,382 ICU beds (0.15 x 262,545 confirmed cases)> 5,675 private ICU beds available

If we consider that the total capacity of private ICU beds of 22,700 beds is available, it could not meet a demand for infected patients exceeding 10% of the total, that is, 26,254 ICU beds. It is concluded, therefore, the impossibility of private ICU beds to meet the demands of infected people above 10% of the current total number of infected people in Brazil.

Taking into account the calculations performed, it can be said that Brazil is close to collapsing its health system, given that the SUS ICU beds are already at the limit of their capacity and the private ICU beds are not sufficiently capable (5,675 beds) to absorb the demands considering 5%, 10% and 15% of infected patients. In view of this catastrophic situation for the health system in Brazil, there is no alternative but to adopt the “lockdown” immediately to stop the growth in the number of infected and of deaths that already exceeds 1,179 deaths per day. This “lockdown” must be adopted especially in cities and regions that are critical from the point of view of the health system’s capacity to serve.

One fact is indisputable: Brazil has fewer beds than countries that have already collapsed their health systems in the face of Covid-19, such as Spain and Italy, record-breaking deaths from the new Coronavirus. These countries have about 3 hospital spaces for every thousand inhabitants, while Brazil has only 1.95 per thousand inhabitants. To overcome Brazil’s problems, it is necessary to be inspired by the countries that are managing to slow the progress of the new Coronavirus.

Article signed by Camilla Veras Mota under the title Modelo matemático aponta colapso do sistema de saúde a partir de 21 de abril (Mathematical model points out the collapse of the health system as of April 21), available on the website <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52300278&gt; confirms our conclusions about the imminent collapse of the Brazilian health system. This study concludes that, at the current pace of evolution of the Covid-19 pandemic in Brazil, the volume of intensive care units (ICUs) available in the country would not be sufficient to meet demand from the week of April 21. At the current pace of evolution of the Covid-19 pandemic in Brazil, the volume of intensive care units (ICUs) available in the country would not be sufficient to meet demand from the week of April 21. This projection is based on a mathematical model created by a group of six researchers in the fields of Physics and Medicine linked to the federal universities of Alagoas and Rio Grande do Norte, to Santa Casa de Maceió, to the HIV / AIDS Testing and Reception Center Itaberaba (BA) and the School of Health Sciences, in Brasília.

The study, published on April 3, was submitted for international publication and is preliminary, that is, it has not yet been evaluated by peers – but it showed adherence to the real data until at least the last April 15: the evolution of the numbers of deaths reported by the Ministry of Health (an indicator with less underreporting than the total volume of cases and, therefore, more reliable) has been consistent with the forecasts pointed out by the team and used as a basis for calculating the use of ICU beds in hospitals. The work also takes into account the social distancing measures currently in force – the so-called “voluntary quarantine” -, its impact on reducing the transmission of the disease and the average percentage of infected people who need to be hospitalized in intensive care units for presenting more severe conditions of infection in the lungs.

The projections of the model developed by the group of researchers point to a total number of infected people of 3.15 million, with 393 thousand deaths in a period that is not predetermined, but that, according to the researcher, would concentrate in a few months. He points out, however, that this is the “inertia” scenario, if the current measures are not tightened up. The researchers also made projections for alternative scenarios to assess the effectiveness of the measures taken so far. If there were no movement restrictions, for example, the total number of infected people would be 30.47 million, with 1.45 million dead. In a scenario of vertical isolation such as that advocated by President Jair Bolsonaro, with social distancing only from those over 60 years old, there would be about 26 million infected and 723 thousand dead.

Text by Rafael Garcia under the title Veja em gráfico os países estão conseguindo frear o coronavírus (See in graph the countries are managing to curb the coronavirus), available on the website <https://extra.globo.com/noticias/coronavirus/veja-em-grafico-os-paises-estao-conseguindo-frear-coronavirus-24317040.html&gt;, informs that the superior performance of Japan and Singapore draws attention by avoiding a high rate of growth of the epidemic because they reacted quickly to isolate cases by conducting tests and adopting social distance and maintaining strict policies since then. China and South Korea stand out for having managed to block their growth curves after suffering an explosive increase in cases. The Chinese adopted a policy of curfew and blocking transport from the 24th day of the epidemic. Koreans have been successful with measures of social detachment and extensive testing of suspected cases and tracking / isolating people contacted as sick. In Italy and Iran, where the number of cases started to explode in February 2020, the epidemic’s growth curve is beginning to show signs of subsiding. Both increased their containment measures throughout March, as did the extension of the curfew. Countries that took a long time to employ similar measures like Brazil, the United States and the United Kingdom, are still seeing a brutal increase in the number of registered cases, exceeding 30% per day.

From the above, it is demonstrated the imminent collapse of the health system in Brazil and the imperative need to adopt measures that are being successful in the countries mentioned above, including the “lockdown”. In order to avoid the collapse of the health system, it is urgent that governments at all levels (federal, state and municipal) converge towards the same objective of facing together the health and economic crises resulting from the new Coronavirus. Brazil’s failure to achieve full social distancing to prevent the virus from spreading is fundamentally due to the fact that the President of the Republic encourages the return of people to work in opposition to the work of governors and mayors and the ineffectiveness of the Ministry of Health that it had two ministers fired for opposing Bolsonaro’s wishes. In addition, the Bolsonaro government contributes people to take to the streets in search of their survival and micro, small and medium-sized companies operate during the pandemic to avoid bankruptcy, because it makes it difficult for the population to release basic income and help with loans to micro, small and medium entrepreneurs. Despite the approval of the resources by the National Congress for the vulnerable population and for the needy entrepreneurs in March of this year, the resources remain dammed by the Bolsonaro government. Without the collaboration of the federal government in overcoming health and economic crises, Brazil will inevitably move towards the collapse of the health system and the consequent collective murder of the Brazilian population by the new Coronavirus with the death of 500 thousand to 1 million Brazilians whose main responsible will be the Bolsonaro government.

* Fernando Alcoforado, 80, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) and Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

O BRASIL RUMO AO COLAPSO DO SISTEMA DE SAÚDE

Fernando Alcoforado*

No dia 19/05/2020, foram registradas no Brasil 17.509 mortesprovocadas pela Covid-19 e 262.545 casos confirmados da doença. A última atualização do Ministério da Saúde, mostra que, nas últimas 24 horas, foram contabilizados 1.179 óbitos pela doença causada pelo novo Coronavírus, com média de uma morte a cada 73 segundos. Taxa de crescimento e letalidade da doença no Brasil está entre os 10 piores países estudados no mundo todo e o aumento da letalidade é o pior da América Latina. Entre os 291 casos do novo Coronavírus no Brasil, 28 estão hospitalizados —-o equivalente a apenas um entre dez infectados. A informação consta no boletim diário divulgado pelo Ministério da Saúde.

De janeiro de 2020, quando houve o registro do primeiro caso da Covid-19 no Brasil, até 20 maio de 2020, isto é, cerca de 5 meses, ocorreram em média 3.502 mortes por mês.  Estima-se que entre 5% e 15% do total de infectados pelo novo Coronavírus estejam entre esses casos mais graves exigindo, em consequência, o atendimento em UTIs.  A média de permanência de pacientes em UTIs no Brasil é de 12 a 21 dias ou aproximadamente 15 dias podendo cada leito de UTI atender, portanto, 2 doentes por mês. No Brasil, 17,9 mil dos 40,6 mil leitos de UTI existentes no País estão no SUS. A Associação de Medicina Intensivista Brasileira (AMIB) informa que os leitos de UTI privados têm taxa de ocupação média de 75%, os do SUS têm 95%. Isto significa dizer que, os leitos de UTIs do SUS já estão totalmente ocupados, enquanto resta apenas 25% de leitos de UTIs privadas, ou seja, 5.675 leitos.

Uma das consequências mais dramáticas da disparada de casos de Covid-19 é a lotação das UTIs. A oferta de leitos vem diminuindo dia a dia em várias capitais e, no Amazonas, os hospitais públicos já entraram em colapso. O Ceará se tornou o primeiro estado a ter ocupação total dos leitos de UTI. E a ameaça de colapso alcança as capitais de todo o país. Em São Paulo, pelo menos sete hospitais da cidade já estão com a capacidade de leitos de UTI acima dos 70%. O hospital Emílio Ribas, referência no tratamento de doenças infectocontagiosas chegou a ter 100% de ocupação das UTIs com pacientes do novo Coronavírus.

Para avaliarmos até quando o sistema de saúde terá capacidade de atender a população infectada pelo novo Coronavirus, foi admitido que não há mais disponibilidade de leitos de UTI do SUS e que fossem consideradas as hipóteses simplificadoras seguintes:

1) Número de infectados atual: 262.545 casos confirmados

2) Capacidade total de atendimento hospitalar por UTIs: 5.675 leitos privados que podem atender 11.350 pessoas por mês admitindo a permanência média do doente durante 15 dias

3) Demanda de UTIs: 5%, 10% e 15% do total de infectados pelo novo Coronavírus:

  • Se ocorrer a demanda com 5% de infectados atuais: 13.127 leitos de UTIs (0,05 x 262.545 casos confirmados)> 5.675 leitos privados de UTI disponíveis
  • Se ocorrer a demanda com 10% de infectados atuais: 26.254 leitos de UTIs (0,10 x 262.545 casos confirmados)> 5.675 leitos privados de UTI disponíveis
  • Se ocorrer a demanda com 15% de infectados atuais: 39.382 leitos de UTIs (0,15 x 262.545  casos confirmados) > 5.675 leitos privados de UTI disponíveis

Se considerarmos que haja a disponibilidade da capacidade total de leitos privados de UTI de 22.700 leitos, ela não poderia atender uma demanda de infectados superior a 10% do total, isto é, 26.254 leitos de UTI. Conclui-se, portanto, a impossibilidade dos leitos privados de UTI atenderem demandas de infectados superiores a 10% do número atual total de infectados do Brasil.

Levando em conta os cálculos realizados, pode-se afirmar que o Brasil está próximo de colapsar seu sistema de saúde haja vista que os leitos de UTIs do SUS já estão no limite de sua capacidade e os leitos das UTIS privadas não têm capacidade suficiente (5.675 leitos no mínimo e 22.700 leitos no máximo) para absorver as demandas considerando 5%, 10% e 15% de doentes infectados. Diante desta situação catastrófica para o sistema de saúde do Brasil, não há outra alternativa senão adotar o “lockdown” imediatamente para paralisar o crescimento do número de infectados e de mortos que já supera 1.179 óbitos por dia. Este “lockdown” deve ser adotado especialmente em cidades e regiões críticas do ponto de vista da capacidade de atendimento do sistema de saúde.

Artigo assinado por Camilla Veras Mota sob o título Modelo matemático aponta colapso do sistema de saúde a partir de 21 de abril, disponível no website <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52300278> confirma nossas conclusões sobre o iminente colapso do sistema de saúde do Brasil. Este estudo conclui que, no ritmo atual de evolução da pandemia de Covid-19 no Brasil, o volume de unidades de terapia intensiva (UTIs) disponíveis no país não seria suficiente para atender a demanda a partir da semana do dia 21 de abril. No ritmo atual de evolução da pandemia de Covid-19 no Brasil, o volume de unidades de terapia intensiva (UTIs) disponíveis no país não seria suficiente para atender a demanda a partir da semana do dia 21 de abril. Essa projeção é baseada em um modelo matemático criado por um grupo de seis pesquisadores das áreas de Física e Medicina ligados às universidades federais de Alagoas e do Rio Grande do Norte, à Santa Casa de Maceió, ao Centro de Testagem e Acolhimento de HIV/AIDS de Itaberaba (BA) e à Escola Superior de Ciências da Saúde, em Brasília.  Parte superior do formulário

O estudo, publicado no dia 3 de abril, foi submetido a publicação internacional e é preliminar, ou seja, ainda não foi avaliado por pares — mas mostrou aderência aos dados reais pelo menos até o último dia 15 de abril: a evolução do números de mortos divulgados pelo Ministério da Saúde (um indicador com menor subnotificação do que o volume total de casos e, por isso, mais confiável) tem sido consistente com as previsões apontadas pela equipe e usadas como base para o cálculo da utilização dos leitos de UTI nos hospitais. O trabalho leva em consideração ainda as medidas de distanciamento social atualmente vigentes — a chamada “quarentena voluntária” —, seu impacto na redução da transmissão da doença e o percentual médio de infectados que precisam ser internados nas unidades de terapia intensiva por apresentarem quadros mais graves de infecção nos pulmões.

As projeções do modelo desenvolvido pelo grupo de pesquisadores apontam para um número total de infectados de 3,15 milhões, com 393 mil mortos em um período que não está predeterminado, mas que, segundo o pesquisador, se concentraria em alguns meses. Ele ressalta, entretanto, que esse é o cenário de “inércia”, caso as medidas atuais não sejam endurecidas. Os pesquisadores também fizeram projeções para cenários alternativos para avaliar a efetividade das medidas tomadas até agora. Caso não houvesse qualquer tipo de restrição de deslocamento, por exemplo, o número total de infectados seria de 30,47 milhões, com 1,45 milhão de mortos. Em um cenário de isolamento vertical como aquele defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, com distanciamento social apenas daqueles com mais de 60 anos, seriam cerca de 26 milhões de infectados e 723 mil mortos.

Um fato é indiscutível: o Brasil tem menos leitos do que países que já colapsaram seus sistemas de saúde diante da Covid-19 como Espanha e Itália, recordistas de mortes pelo novo Coronavírus. Estes países têm cerca de 3 vagas de hospital para cada mil habitantes, enquanto o Brasil tem apenas 1,95 por mil habitantes. Para superar os problemas do Brasil, é preciso se inspirar nos países que estão conseguindo frear o avanço do novo Coronavírus.

Texto de Rafael Garcia sob o título Veja em gráfico os países estão conseguindo frear o coronavírus, disponível no website <https://extra.globo.com/noticias/coronavirus/veja-em-grafico-os-paises-estao-conseguindo-frear-coronavirus-24317040.html>, informa que o desempenho superior do Japão e de Cingapura chama a atenção ao evitar uma alta taxa de crescimento da epidemia porque reagiram rapidamente para isolar casos realizando testes e adotando o distanciamento social mantendo políticas rígidas desde então. A China e a Coreia do Sul se destacam por terem conseguido barrar suas curvas de crescimento depois de sofrerem aumento explosivo de casos. Os chineses adotaram uma política de toque de recolher e de bloqueio nos transportes a partir do 24º dia de epidemia. Os coreanos tiveram sucesso com medidas de distanciamento social e ampla testagem de casos suspeitos e rastreamento/isolamento de pessoas contatadas como doentes. Na Itália e no Irã, onde o número de casos começou a explodir ainda em fevereiro de 2020, a curva de crescimento da epidemia começa a dar sinais de ceder. Ambos aumentaram suas medidas de contenção ao longo de março, como a extensão do toque de recolher. Países que demoraram a empregar medidas semelhantes como o Brasil, os Estados Unidos e o Reino Unido, ainda estão verificando um aumento brutal no número de casos registrados, superior a 30% por dia.

Pelo exposto, fica demonstrado o iminente colapso do sistema de saúde no Brasil e a  necessidade imperiosa da adoção de medidas que estão sendo bem sucedidas nos países acima citados, incluindo o “lockdown”. Para evitar o colapso do sistema de saúde, é urgente que os governos em todos os níveis (federal, estadual e municipal) convirjam para o mesmo objetivo de enfrentar juntos as crises de saúde e econômica resultantes do novo Coronavirus. O insucesso do Brasil na realização do distanciamento social pleno para evitar a propagação do vírus resulta, fundamentalmente, do fato do presidente da República incentivar a volta das pessoas ao trabalho em oposição ao trabalho de governadores e prefeitos e a ineficácia do ministério da saúde que teve dois ministros demitidos por se oporem aos desejos de Bolsonaro. Além disso, o governo Bolsonaro contribui para que as pessoas saiam às ruas na busca de sua sobrevivência e as micro, pequena e média empresas operem durante a pandemia para não falirem, porque dificulta a liberação da renda básica para a população e a ajuda com empréstimos aos micro, pequeno e médio empresários. Apesar da aprovação dos recursos pelo Congresso Nacional   para a população vulnerável e para os empresários necessitados em março deste ano, os recursos continuam represados pelo governo Bolsonaro. Sem a colaboração do governo federal na superação das crises de saúde e econômica, o Brasil caminhará inevitavelmente para o colapso do sistema de saúde e o consequente o assassinato coletivo da população brasileira pelo novo Coronavirus com a morte de 500 mil a 1 milhão de brasileiros cujo principal responsável será o governo Bolsonaro.

* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

THE CONDITIONS REQUIRED FOR THE RETURN OF ECONOMIC ACTIVITY WITH THE NEW CORONAVIRUS PANDEMIC

Fernando Alcoforado*

This article aims to address three very important issues related to the new Coronavirus pandemic: the first concerns the conditions required for the resumption or reopening of economic activity; the second, concerns the chances of obtaining an effective vaccine to immunize the  population of the virus, and the third, is related to the possibility or not of the pandemic becoming endemic. These last two issues are important because they condition the recovery of the economy. Therefore, this article seeks to answer the following questions: 1) Under what conditions should economic activities be resumed ?; 2) Is it possible to reopen the economy without a vaccine?; 3) Is it possible to obtain an effective vaccine to immunize the entire world population? 4) Will the new Coronavirus be endemic? To search for answers to these questions, some recent publications were analyzed, the details of which are presented in the following paragraphs.

Governments around the world are struggling with the question of how to reopen their economies while the virus still exists, which has infected nearly 4.3 million people worldwide and left more than 291,000 dead. The conflict that is established in Brazil between the priority to be given to the resumption of the economy defended by the Bolsonaro government and the priority to be given to fighting the new Coronavirus defended by scientists and most state governors is also taking place in the United States with President Trump defending the resumption of the economy without the pandemic having been overcome in opposition to the view of scientists who consider it premature. The newspaper El País published an article under the title Epidemiologista da Casa Branca se distancia de Trump e alerta Senado contra reabertura prematura nos Estados Unidos (White House Epidemiologist distances himself from Trump and warns the Senate against premature reopening in the United States), available on the website <https://brasil.elpais.com/internacional/2020-05-13/epidemiologista-da-casa-branca-se-distancia-de-trump-e-alerta-senado-contra-reabertura-prematura-nos-eua.html#?sma=newsletter_brasil_diaria20200514&gt;.

Chief United States epidemiologist Anthony Fauci said in his testimony to the Senate Health Commission that a premature resumption of the economy will cause unnecessary suffering and death in the country. A premature resumption in the economy could have “very serious consequences” and that the death toll in the country will “almost certainly” be greater than the more than 88,000 recorded so far. The pandemic, the scientist emphasized, is not completely under control. If some areas, cities, states skip steps and reopen prematurely without being able to respond effectively and efficiently to the disease, their concern is that we will begin to see small peaks that can turn into outbreaks, said Fauci, director of the National Institute of Allergy and Infectious Diseases since 1984, to senators. In reality, according to him, paradoxically, this will lead to a delay that will not only cause suffering and deaths that could be avoided, but could also mean a delay in the economic recovery.

Fauci’s speech took place at a hearing to assess the U.S. government’s response to Covid-19 which further exposed the disagreements between the scientific guidelines for a gradual, cautious and controlled economic resumption and the rapid resumption advocated by President Donald Trump, who said the country had beaten Covid-19 and that it was time to get back to normal. Contradicting Trump, the director of the Center for Disease Prevention and Control, Robert Redfield, said in his Senate testimony that the United States is not yet out of danger. Of the 50 American states, 35 have already initiated or announced the easing of restrictions. Most of them, however, have been doing without respecting the non-binding guidelines of federal medical authorities. In reality, most of the governors who announced the partial resumption of activities were dealing with an increase in cases of people infected with the disease. Asked about the possibility of having a vaccine ready by autumn, Fauci said that this is a very distant possibility. Most of the medical community agrees that the production of one or more vaccines against the new Coronavirus is essential for a complete return to normality. In other words, the recovery of the American economy should only happen when the vaccine is available.

On the availability of vaccine against the new Coronavirus, the European Medicines Agency (EMA) informs that it will only be possible in about a year. This information can be found on the website <https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2020/05/14/vacina-sera-possivel-em-cerca-de-um-ano-diz-agencia-europeia.ghtml&gt;. The European Medicines Agency rules out the possibility of skipping the third phase of a vaccine test, which he said would be needed to ensure that a vaccine was safe and effective. A vaccine against the new Coronavirus must be approved in about a year in an optimistic scenario, informs the agency that approves medicines for the European Union. The European Medicines Agency, in a statement to 33 developers, said it was doing its best to speed up the approval process. It does not guarantee that any vaccine could be ready in September. For vaccines, it may be available in 2021. The EMA is also looking at 115 different treatments for the new Coronavirus, which has killed nearly 300,000 people worldwide, according to data from the World Health Organization. It reports that some of these therapies could be approved in Europe this summer, but did not specify which.

As a result, the resumption of the United States economy should only happen from 2021 if the vaccine is available. WHO emergency specialist Mike Ryan reports that more than 100 possible vaccines are being developed, including several in clinical trials, but experts have highlighted the difficulties in finding effective vaccines against the new Coronavirus. This information was presented in the article OMS diz que novo Coronavírus pode se tornar endêmico (WHO says a new Coronavirus may become endemic) published on 05/14/2020 by Emma Farge and Michael Shields, Reuters reporters, available on the website <https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2020-05/oms-diz-que-coronavirus-pode-se-tornar-endemico&gt;. In this article, there is information that the new Coronavirus, which causes covid-19 respiratory disease, may become endemic like the human immunodeficiency virus (HIV), said the World Health Organization (WHO), who warned about the difficulty of predict how long the virus will continue to circulate and called for a “huge effort” to fight it.

According to WHO, this virus can become endemic in our communities and never disappear, reports WHO emergency specialist Mike Ryan. He said that he thinks it is important to be realistic and that he does not believe that anyone can predict when this disease will disappear. This disease can establish itself as a long-term problem or not. Ryan recalled that it takes enormous effort, even if a vaccine is discovered. More than 100 possible vaccines are being developed, including several in clinical trials, but experts have highlighted the difficulties in finding effective vaccines against the new Coronavirus. Ryan noted that vaccines exist for other diseases, such as measles, that have not been eliminated. Ryan said very significant control of the virus is needed to decrease its risk, which he said remains high at national, regional and global levels.

It can be concluded from the above that, it is a huge risk to resume economic activity, except the essential ones, in any country without the existence of a vaccine because it will cause unnecessary suffering and death, there is no guarantee that the vaccines that will be developed will be effective in combating the new Coronavirus and that there is no guarantee that the new Coronavirus will not become an endemic disease such as measles and AIDS. It is necessary to establish the understanding that it will take some time to get out of this pandemic. Countries have to resume economic activities, therefore, with the necessary caution to prevent further outbreaks and the dizzying growth of deaths from the new Coronavirus. The health of the population must be considered a priority and not the resumption of economic activity. Therefore, there is a risk of increasing the number of deaths with the premature resumption of the economy as presidents Trump in the United States and Bolsonaro in Brazil want.

With the spread of the new Coronavirus, governments must act with the objective of minimizing the number of infected and killed by the virus and avoiding the collapse of the health system by adopting total social isolation of the population, maintaining essential economic activities and adopting measures for the benefit of the unemployed and the poor to avoid starvation and micro, small and medium-sized enterprises to avoid succumbing to the crisis. These are indispensable measures to be adopted during the advancement of Coronavirus. Once the Coronavirus was overcome with the appearance of a vaccine, the reconstruction or uplift of the economic system would come with the adoption of the following measures:

  • Construction of a large number of public works, with emphasis on economic (energy, transport and communications) and social (education, health, housing and basic sanitation) infrastructure;
  • Government grant of tax facilities and low interest rates for companies to invest again;
  • Development of the social and solidarity economy to combat unemployment by generating work and income, in various sectors, whether in community banks, credit unions, family farming cooperatives, in the matter of fair trade, exchange clubs, etc;
  • Government grant of basic or universal income to the population, especially the most vulnerable.

* Fernando Alcoforado, 80, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) and Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

LES CONDITIONS REQUISES POUR LE RETOUR DE L’ACTIVITÉ ÉCONOMIQUE AVEC LE NOUVEAU CORONAVIRUS PANDEMIC

Fernando Alcoforado*

Cet article vise à aborder trois questions très importantes liées à la nouvelle pandémie de coronavirus: la première concerne les conditions requises pour la reprise ou la réouverture de l’activité économique; le second, concerne les chances d’obtenir un vaccin efficace pour immuniser la population du virus, et le troisième, est lié à la possibilité ou non que la pandémie devienne endémique. Ces deux derniers enjeux sont importants car ils conditionnent la reprise de l’économie. Par conséquent, cet article cherche à répondre aux questions suivantes: 1) dans quelles conditions les activités économiques devraient-elles reprendre? 2) Est-il possible de rouvrir l’économie sans vaccin? 3) Est-il possible d’obtenir un vaccin efficace pour immuniser l’ensemble de la population mondiale? 4) Le nouveau Coronavirus sera-t-il endémique? Pour rechercher des réponses à ces questions, quelques publications récentes ont été analysées, dont les détails sont présentés dans les paragraphes suivants.

Les gouvernements du monde entier se débattent sur la question de savoir comment rouvrir leurs économies alors que le virus existe toujours, qui a infecté près de 4,3 millions de personnes dans le monde et fait plus de 291 000 morts. Le conflit qui s’établit au Brésil entre la priorité à donner à la reprise de l’économie défendue par le gouvernement Bolsonaro et la priorité à donner à la lutte contre le nouveau Coronavirus défendu par les scientifiques et la plupart des gouverneurs des États se déroule également aux États-Unis. avec le président Trump défendant la reprise de l’économie sans que la pandémie n’ait été surmontée, contrairement à l’opinion des scientifiques qui la jugent prématurée. Le journal El País a publié un rapport sous le titre Epidemiologista da Casa Branca se distancia de Trump e alerta Senado contra reabertura prematura nos Estados Unidos (Épidémiologiste de la Maison Blanche prend ses distances avec Trump et met en garde le Sénat contre une réouverture prématurée aux États-Unis), disponible sur le site <https://brasil.elpais.com/internacional/2020-05-13/epidemiologista-da-casa-branca-se-distancia-de-trump-e-alerta-senado-contra-reabertura-prematura-nos-eua.html#?sma=newsletter_brasil_diaria20200514&gt;.

L’épidémiologiste en chef des États-Unis, Anthony Fauci, a déclaré dans son témoignage à la Commission sénatoriale de la santé qu’une reprise prématurée de l’économie entraînerait des souffrances et des morts inutiles dans le pays. Une reprise prématurée de l’économie pourrait avoir des «conséquences très graves» et que le nombre de morts dans le pays serait «presque certainement» supérieur aux plus de 88 000 recensés jusqu’à présent. La pandémie, a souligné le scientifique, n’est pas complètement sous contrôle. Si certaines régions, villes, États sautent des étapes et rouvrent prématurément sans être en mesure de répondre efficacement à la maladie, leur préoccupation est que nous commencerons à voir de petits pics qui pourraient se transformer en épidémies, a déclaré Fauci, directeur de l’Institut national des allergies et les maladies infectieuses depuis 1984, aux sénateurs. En réalité, selon lui, paradoxalement, cela entraînera un retard qui non seulement causera des souffrances et des décès qui pourraient être évités, mais pourrait également signifier un retard dans la reprise économique.

Le discours de Fauci a eu lieu lors d’une audience pour évaluer la réponse du gouvernement américain à Covid-19, qui a révélé davantage les désaccords entre les directives scientifiques pour une reprise progressive, prudente et contrôlée de l´économie et la reprise rapide préconisée par le président Donald Trump, qui a dit que le pays avait battu Covid-19 et qu’il était temps de revenir à la normale. En contradiction avec Trump, le directeur du Center for Disease Prevention and Control, Robert Redfield, a déclaré dans son témoignage au Sénat que les États-Unis n’étaient pas encore hors de danger. Sur les 50 États américains, 35 ont déjà initié ou annoncé un assouplissement des restrictions. Cependant, la plupart d’entre eux l’ont fait sans respecter les directives non contraignantes des autorités médicales fédérales. En réalité, la plupart des gouverneurs qui ont annoncé la reprise partielle des activités ont dû faire face à une augmentation du nombre de personnes infectées par la maladie. Interrogé sur la possibilité d’avoir un vaccin prêt d’ici l’automne, Fauci a répondu qu’il s’agissait d’une possibilité très éloignée. La majorité de la communauté médicale convient que la production d’un ou plusieurs vaccins contre le nouveau coronavirus est essentielle pour un retour complet à la normalité. En d’autres termes, la reprise de l’économie américaine ne devrait se produire que lorsque le vaccin est disponible.

Concernant la disponibilité du vaccin contre le nouveau coronavirus, l’Agence européenne des médicaments (EMA) informe qu’il ne sera possible que dans environ un an. Ces informations sont disponibles sur le site Web <https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2020/05/14/vacina-sera-possivel-em-cerca-de-um-ano-diz-agencia-europeia.ghtml&gt;. L’Agence européenne des médicaments exclut la possibilité de sauter la troisième phase d’un test de vaccination, qui, selon lui, serait nécessaire pour garantir la sécurité et l’efficacité d’un vaccin. Un vaccin contre le nouveau Coronavirus doit être approuvé dans environ un an dans un scénario optimiste, informe l’agence qui approuve les médicaments pour l’Union européenne. L’Agence européenne des médicaments, dans une déclaration à 33 développeurs, a déclaré qu’elle faisait de son mieux pour accélérer le processus d’approbation. Il ne garantit pas qu’un vaccin pourrait être prêt en septembre. Pour les vaccins, il pourrait être disponible en 2021. L’EMA étudie également 115 traitements différents pour le nouveau coronavirus, qui a tué près de 300 000 personnes dans le monde, selon les données de l’Organisation mondiale de la santé. Elle rapporte que certaines de ces thérapies pourraient être approuvées en Europe cet été, mais n’a pas précisé lequel.

En conséquence, la reprise de l’économie américaine ne devrait se produire qu’à partir de 2021 si le vaccin est disponible. Le spécialiste des urgences de l’OMS, Mike Ryan, rapporte que plus de 100 vaccins possibles sont en cours de développement, dont plusieurs dans des essais cliniques, mais les experts ont souligné les difficultés à trouver des vaccins efficaces contre le nouveau coronavirus. Cette information a été présentée dans l’article OMS diz que novo Coronavírus pode se tornar endêmico (l’OMS dit qu’un nouveau coronavirus peut devenir endémique) publié le 14/05/2020 par Emma Farge et Michael Shields, journalistes de Reuters, disponible sur le site Web <https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2020-05/oms-diz-que-coronavirus-pode-se-tornar-endemico&gt;. Dans cet article, il existe des informations selon lesquelles le nouveau coronavirus, qui cause la maladie respiratoire de la covid-19, pourrait devenir endémique comme le virus de l’immunodéficience humaine (VIH), a déclaré l’Organisation mondiale de la santé (OMS), qui a mis en garde contre la difficulté de prédire combien de temps le virus continuera à circuler et a appelé à un “énorme effort” pour le combattre.

Selon l’OMS, ce virus peut devenir endémique dans nos communautés et ne jamais disparaître, rapporte le spécialiste des urgences de l’OMS, Mike Ryan. Il a dit qu’il pense qu’il est important d’être réaliste et qu’il ne croit pas que quiconque puisse prédire quand cette maladie disparaîtra. Cette maladie peut s’établir ou non comme un problème à long terme. Ryan a rappelé qu’il fallait un effort énorme, même si un vaccin était découvert. Plus de 100 vaccins possibles sont en cours de développement, dont plusieurs dans des essais cliniques, mais les experts ont souligné les difficultés à trouver des vaccins efficaces contre le nouveau coronavirus. Ryan a noté qu’il existe des vaccins contre d’autres maladies, comme la rougeole, qui n’ont pas été éliminées. Ryan a déclaré qu’un contrôle très important du virus est nécessaire pour réduire son risque, qui, selon lui, reste élevé aux niveaux national, régional et mondial.

On peut conclure de ce qui précède que, il existe un risque énorme de reprise de l’activité économique, à l’exception des plus essentiels, dans tout pays sans existence d’un vaccin car cela causera des souffrances et des décès inutiles, rien ne garantit que les vaccins qui seront développés seront efficaces pour lutter contre le nouveau Coronavirus et qu’il n’y a aucune garantie que le nouveau coronavirus ne deviendra pas une maladie endémique comme la rougeole et le sida. Il est nécessaire de comprendre qu’il faudra un certain temps pour sortir de cette pandémie. Les pays doivent donc reprendre leurs activités économiques avec la prudence nécessaire pour éviter de nouvelles flambées et l’augmentation vertigineuse des décès dus au nouveau coronavirus. La santé de la population doit être considérée comme une priorité et non la reprise de l’activité économique. Par conséquent, il y a un risque d’augmenter le nombre de morts avec la reprise prématurée de l’économie comme le veulent les présidents Trump aux États-Unis et Bolsonaro au Brésil.

Avec la propagation du nouveau coronavirus, les gouvernements doivent agir dans le but de minimiser le nombre de personnes infectées et tuées par le virus et d’éviter l’effondrement du système de santé en adoptant un isolement social total de la population, en maintenant les activités économiques essentielles et en adoptant des mesures au profit des chômeurs et des pauvres pour éviter la famine et des micro, petites et moyennes entreprises pour ne pas succomber à la crise. Ce sont des mesures indispensables à adopter lors de l’avancement du coronavirus. Une fois le Coronavirus surmonté par l’apparition d’un vaccin, la reconstruction ou le relèvement du système économique viendrait avec l’adoption des mesures suivantes:

  • Construction d’un grand nombre de travaux publics, en mettant l’accent sur les infrastructures économiques (énergie, transports et communications) et sociales (éducation, santé, logement et assainissement de base);
  • Octroi par le gouvernement de facilités fiscales et de faibles taux d’intérêt pour que les entreprises réinvestissent;
  • Développement de l’économie sociale et solidaire pour lutter contre le chômage en générant du travail et des revenus, dans divers secteurs, que ce soit dans les banques communautaires, les coopératives de crédit, les coopératives agricoles familiales, en matière de commerce équitable, de clubs d’échange, etc.;
  • Octroi par le gouvernement d’un revenu de base ou universel à la population, en particulier aux plus vulnérables.

* Fernando Alcoforado, 80, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) et Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

AS CONDIÇÕES EXIGIDAS PARA A RETOMADA DA ECONOMIA COM A PANDEMIA DO NOVO CORONAVIRUS

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo abordar três questões muito importantes relacionadas com a pandemia do novo Coronavirus: a primeira, diz respeito às condições exigidas para a retomada ou reabertura da atividade econômica; a segunda, concerne às chances de se obter uma vacina eficaz para imunizar a população do vírus e, a terceira, está relacionada com a possibilidade ou não da pandemia se tornar endêmica.  Estas duas últimas questões são importantes porque condicionam a retomada da economia. Neste artigo, busca-se, portanto, responder às questões seguintes: 1) Em quais condições deveriam ser retomadas as atividades econômicas?; 2) É possível reabrir a economia sem a existência de uma vacina? Será possível obter uma vacina eficaz para imunizar toda a população mundial?; 3) O novo Coronavirus será endêmico? Para buscar respostas para estas questões, foram analisadas algumas publicações recentes cujos detalhes estão apresentados nos parágrafos a seguir.

Governos do mundo todo estão em dificuldade com a questão de como reabrir suas economias enquanto ainda existe o vírus, que infectou quase 4,3 milhões de pessoas em todo o mundo e deixou mais de 291 mil mortos. O conflito que se estabelece no Brasil entre a prioridade a ser dada à retomada da economia defendida pelo governo Bolsonaro e a prioridade a ser dada ao combate ao novo Coronavirus defendida pelos cientistas e pela maioria dos governadores de estado se processa, também, nos Estados Unidos com o presidente Trump defendendo a retomada da economia sem que a pandemia tenha sido superada em oposição à visão dos cientistas que a considera prematura. O jornal El País publicou reportagem sob o título Epidemiologista da Casa Branca se distancia de Trump e alerta Senado contra reabertura prematura nos Estados Unidos, disponível no website <https://brasil.elpais.com/internacional/2020-05-13/epidemiologista-da-casa-branca-se-distancia-de-trump-e-alerta-senado-contra-reabertura-prematura-nos-eua.html#?sma=newsletter_brasil_diaria20200514>.

O epidemiologista-chefe dos Estados Unidos, Anthony Fauci, disse em seu depoimento à Comissão de Saúde do Senado que uma retomada prematura da economia causará sofrimento e morte desnecessários no país. Uma retomada prematura da economia poderá ter “consequências muito sérias” e que o número de mortos no país será “quase certamente” maior que os mais de 88 mil já registrados até o momento. A pandemia, enfatizou o cientista, não está totalmente sob controle. Se algumas áreas, cidades, estados pularem etapas e reabrirem prematuramente sem ter a capacidade de responder com eficácia e eficiência a doença, sua preocupação é que começaremos a ver pequenos picos que podem se transformar em surtos, disse Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas desde 1984, aos senadores. Na realidade, segundo ele, paradoxalmente, isso levará a um atraso que causará não só sofrimento e mortes que poderiam ser evitados, mas também poderá significar um atraso na recuperação econômica.

A fala de Fauci ocorreu em uma audiência para avaliar a resposta do governo norte-americano à Covid-19 que expôs ainda mais as desavenças entre as diretrizes científicas para uma retomada gradual, cautelosa e controlada da economia, e a retomada rápida defendida pelo presidente Donald Trump, que disse que o país havia vencido a Covid-19 e que era hora de voltar à normalidade.  Contradizendo Trump, o diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças, Robert Redfield, disse em seu depoimento ao Senado que os Estados Unidos ainda não estão fora de perigo. Dos 50 estados americanos, 35 já iniciaram ou anunciaram o alívio das restrições. A maior parte deles, no entanto, vêm fazendo sem respeitar as diretrizes não vinculantes das autoridades médicas federais. Na realidade, a maioria dos governadores que anunciaram a retomada parcial das atividades lidava com um aumento dos casos de contaminados pela doença. Questionado sobre a possibilidade de haver uma vacina pronta até o outono, Fauci disse que esta é uma possibilidade muito distante. A maior parte da comunidade médica concorda que a produção de uma ou mais vacinas contra o novo Coronavírus é essencial para o retorno completo à normalidade. Em outras palavras, a retomada da economia norte-americana só deveria acontecer quando a vacina estiver disponível.

Sobre a disponibilidade de vacina contra o novo Coronavirus, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informa que ela só será possível em cerca de um ano. Esta informação consta do website <https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2020/05/14/vacina-sera-possivel-em-cerca-de-um-ano-diz-agencia-europeia.ghtml>. A Agência Europeia de Medicamentos descarta a possibilidade de pular a terceira fase de um teste de vacina, que ele disse que seria necessário para garantir que uma vacina fosse segura e eficaz. Uma vacina contra o novo Coronavírus deve ser aprovada em cerca de um ano em um cenário otimista, informa a agência que aprova medicamentos para a União Europeia. A Agência Europeia de Medicamentos, em comunicado a 33 desenvolvedores, disse que está fazendo o possível para acelerar o processo de aprovação. Ela não garante que qualquer vacina poderia estar pronta em setembro. Para vacinas, ela poderá estar disponível em 2021. A EMA também está analisando 115 diferentes tratamentos para o novo Coronavírus, que matou quase 300 mil pessoas em todo o mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde. Ela informa que algumas dessas terapias poderiam ser aprovadas na Europa ainda neste verão, mas não especificou quais.

Pelo exposto, a retomada da economia dos Estados Unidos só deveria acontecer a partir de 2021 se a vacina estiver disponível. O especialista em emergências da OMS, Mike Ryan informa que mais de 100 possíveis vacinas estão sendo desenvolvidas, incluindo várias em ensaios clínicos, mas especialistas têm destacado as dificuldades de encontrar vacinas eficazes contra o novo Coronavírus. Esta informação foi apresentada no artigo OMS diz que novo Coronavírus pode se tornar endêmico publicado em 14/05/2020 por Emma Farge e Michael Shields, repórteres da Reuters, disponível no website <https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2020-05/oms-diz-que-coronavirus-pode-se-tornar-endemico>.  Neste artigo, consta a informação de que o novo Coronavírus, que causa a doença respiratória covid-19, pode se tornar endêmico como o vírus da imunodeficiência humana (HIV), disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) que alertou sobre a dificuldade de prever em quanto tempo o vírus continuará circulando e pediu um “esforço enorme” para combatê-lo.

Segundo a OMS, esse vírus pode se tornar endêmico em nossas comunidades e nunca desaparecer, informa o especialista em emergências da OMS, Mike Ryan. Ele disse que acha importante sermos realistas e que não acredita que alguém possa prever quando essa doença desaparecerá. Essa doença pode se estabelecer como um problema a longo prazo ou não. Ryan lembrou que isso exige enorme esforço, mesmo que uma vacina seja descoberta. Mais de 100 possíveis vacinas estão sendo desenvolvidas, incluindo várias em ensaios clínicos, mas especialistas têm destacado as dificuldades de encontrar vacinas eficazes contra o novo Coronavírus. Ryan observou que existem vacinas para outras doenças, como sarampo, que não foram eliminadas. Ryan disse ser necessário um controle muito significativo do vírus para diminuir seu risco, que, segundo ele, permanece alto nos níveis nacional, regional e global.

Pode-se concluir pelo exposto que, trata-se de gigantesco risco retomar a atividade econômica, exceto as essenciais, em qualquer país sem a existência de uma vacina porque causará sofrimento e morte desnecessários, nada assegura que as vacinas que venham a ser desenvolvidas sejam eficazes no combate ao novo Coronavirus e de que não há garantia de que o novo Coronavirus não se torne uma doença endêmica como o sarampo e aids. É preciso estabelecer a compreensão de que levará algum tempo para sair dessa pandemia. Os países têm que retomar as atividades econômicas, portanto, com a necessária cautela para evitar novos surtos e o crescimento vertiginoso de mortes pelo novo Coronavirus. A saúde da população deve ser considerada prioritária e não a retomada da atividade econômica. Portanto, há o risco de elevar o número de mortes com a retomada prematura da economia como desejam os presidentes Trump nos Estados Unidos e Bolsonaro no Brasil.

Com a propagação do novo Coronavirus, os governos têm que atuar com o objetivo de minimizar o número de infectados e de mortos pelo vírus e evitar o colapso do sistema de saúde adotando o isolamento social total da população, manter as atividades econômicas essenciais e adotar medidas em benefício dos desempregados e das populações pobres para não morrerem de fome e das micro, pequena e média empresas para não sucumbirem à crise. Estas são medidas indispensáveis a serem adotadas durante o avanço do Coronavirus. Superado o Coronavirus com o surgimento de uma vacina, viria a etapa de reconstrução do sistema econômico com a adoção das medidas seguintes:

  • Construção de uma grande quantidade de obras públicas, com destaque para a infraestrutura econômica (energia, transporte e comunicações) e social (educação, saúde, habitação e saneamento básico);
  • Concessão pelo governo de facilidades fiscais e de juros baixos para as empresas voltarem a investir;
  • Desenvolvimento da economia social e solidária para combater o desemprego gerando trabalho e renda, em diversos setores, seja nos bancos comunitários, nas cooperativas de crédito, nas cooperativas da agricultura familiar, na questão do comércio justo, nos clubes de troca, etc;
  • Concessão pelo governo da renda básica ou universal para a população, sobretudo a mais vulnerável.

* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

VÍDEO ABORDA O AVANÇO DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA E O FUTURO DA HUMANIDADE

Fernando Alcoforado*

Este vídeo tem por objetivo demonstrar que a humanidade deve se preparar para enfrentar não apenas as ameaças imediatas à sua sobrevivência como a atual pandemia mortal do Coronavirus e outras que possam surgir no futuro e a mudança climática catastrófica que poderá ocorrer a partir de meados do século XXI, mas também as ameaças futuras representadas pelo afastamento da Lua em relação à Terra, a colisão de asteroides sobre o planeta Terra, a explosão de supernovas com a liberação da radiação gama e raio X, a colisão da Galáxia Andrômeda com a Galáxia Via Láctea onde se localiza o sistema solar, a morte do Sol e o fim do Universo em que vivemos. Tanto as ameaças imediatas quanto as futuras não serão enfrentadas com sucesso sem o avanço da ciência e da tecnologia que é o passaporte para a sobrevivência da humanidade.

As pandemias atuais e futuras poderão ser enfrentadas com o desenvolvimento das atividades de P&D visando a produção de antibióticos e vacinas, a mudança climática global poderá ser enfrentado com o desenvolvimento de tecnologias de produção de energia renovável e novos meios de transporte que não utilizem combustíveis fósseis, novos sistemas de produção que contemplem o desenvolvimento de tecnologias para reciclagem de materiais, economia de energia e o fim da emissão de gases do efeito estufa, de novas edificações com o desenvolvimento de tecnologias que contemplem a economia de energia, o planejamento de cidades sustentáveis com o desenvolvimento de tecnologias capazes de assegurar a racionalidade na ocupação do solo por edificações, a proteção do meio ambiente e o bem estar da população. As ameaças futuras vindas do espaço exigirão avanço científicos e tecnológicos cada vez mais maiores para assegurar a sobrevivência da humanidade.

Para fazer frente aos problemas resultantes do afastamento da Lua em relação à Terra, a humanidade poderia buscar sua sobrevivência implantando no sistema solar colônias espaciais em Marte, Titan (lua de Saturno), Callisto (lua de Júpiter) e no planeta anão Plutão que são possíveis locais de fuga todos eles com inúmeros obstáculos que exigiriam grande avanço científico e tecnológico para superá-los. Para evitar a colisão de grandes asteróides sobre o planeta Terra, a humanidade deveria utilizar poderosos foguetes para desviá-los. Antes da colisão das galáxias Andrômeda com a Via Láctea, a humanidade teria que buscar sua fuga para um planeta em uma galáxia mais próxima como a Galáxia Anã do Cão Maior situada a 25.000 anos-luz. Antes da morte do Sol, a humanidade deveria sair do sistema solar e alcançar um novo planeta em outro sistema planetário que seja habitável para os seres humanos. Este planeta poderia ser o “Proxima b” orbitando a estrela mais próxima do Sol integrante do sistema Alpha Centauri. Com o fim do Universo em que vivemos, a humandade deveria buscar uma saída, isto é, um universo paralelo, para a humanidade escapar e sobreviver a todos os cenários catastróficos.

Atualmente, a humanidade teria condições de evitar a colisão de grandes asteróides sobre o planeta Terra porque dispõe de poderosos foguetes capazes de atingi-los. No entanto, não dispõe de recursos para implantar colônias espaciais em Marte, Titan (lua de Saturno), Callisto (lua de Júpiter) e no planeta anão Plutão. A humanidade não dispõe, também, de recursos científicos e tecnológicos para buscar sua fuga para um planeta em uma galáxia mais próxima como a Galáxia Anã do Cão Maior, alcançar outro planeta habitável, o “Proxima b”, orbitando a estrela mais próxima do Sol integrante do sistema Alpha Centauri e muito menos buscar uma saída para um universo paralelo antes do fim de nosso Universo.

Se é imenso o desafio científico e tecnológico para fugir para um planeta em uma galáxia distante, alcançar um novo planeta em outro sistema planetário que seja habitável para os seres humanos, o desafio seria ainda maior em abandonar nosso Universo e se dirigir para universos paralelos. O principal problema em abandonar nosso Universo e se dirigir para universos paralelos é se teremos recursos suficientes para construir máquinas capazes de realizar uma proeza tão dificil e se as leis da física permitem a existência dessas máquinas. Tudo isto significa dizer que nos defrontaremos com a morte de nossa espécie com as ameaças acima descritas a não ser que a humanidade promova avanço científico e tecnológico suficiente que possibilite superá-las.

Todas estas questões são apresentadas neste vídeo que poderá ser visto acessando o website <https://www.youtube.com/watch?v=yQLEPif2yp0>.

* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

L’AVANCEMENT DE LA SCIENCE ET DE LA TECHNOLOGIE ET L’AVENIR DE L’HUMANITÉ

Fernando Alcoforado*

Cet article vise à démontrer que l’humanité doit se préparer à affronter non seulement les menaces immédiates à sa survie comme la pandémie mortelle actuelle de coronavirus et d’autres qui pourraient survenir à l’avenir et le changement climatique catastrophique qui pourrait survenir à partir du milieu du 21e siècle, mais aussi les menaces futures représentées par l’augmentation progressive de la distance de la Lune à la Terre, la collision d’astéroïdes sur la planète Terre, l’explosion de supernovae avec libération de rayonnements gamma et de rayons X, la collision de la galaxie d’Andromède avec la galaxie de la voie lactée où se trouve le système solaire, la mort du Soleil et la fin de l’Univers dans lequel nous vivons. Les menaces immédiates et futures ne seront pas traitées avec succès sans l’avancement de la science et de la technologie, qui sont le passeport de la survie de l’humanité.

Les pandémies actuelles et futures peuvent être combattues avec le développement d’activités de R&D visant la production d’antibiotiques et de vaccins, le changement climatique mondial pourrait être confronté au développement de technologies de production d’énergie renouvelable et de nouveaux moyens de transport qui n’utilisent pas de combustibles fossiles , de nouveaux systèmes de production qui envisagent le développement de technologies pour le recyclage des matériaux, les économies d’énergie et la fin des émissions de gaz à effet de serre, de nouveaux bâtiments avec le développement de technologies qui envisagent les économies d’énergie, la planification de villes durables avec le développement de technologies capables d’assurer la rationalité de l’occupation du sol par les bâtiments, la protection de l’environnement et le bien-être de la population. Les menaces spatiales futures nécessiteront des progrès scientifiques et technologiques toujours plus importants pour assurer la survie de l’humanité, qui sont décrits dans les paragraphes suivants.

L’augmentation progressive de la distance de la Lune à la Terre sera catastrophique pour l’humanité lorsque la Lune sera à 560 km, ce qui devrait se produire dans les 4 milliards d’années lorsque la rotation de la planète devrait s’arrêter, les jours seront plus longs (1152 heures à la place les 24 heures actuelles) et pendant la nuit, les températures tueraient tout le monde dans le froid et, tout au long de la journée, personne ne pourrait supporter la chaleur. Sur la côte, il y aurait des vents extrêmement violents de 300 km / h. En termes de vie, il ne resterait presque plus rien, sauf des bactéries et des vers super résistants. Les changements climatiques drastiques et globaux, résultant de la disparition des marées et de la déstabilisation de l’axe de rotation de la Terre, seraient les facteurs qui produiraient les conséquences les plus terribles sur la vie terrestre (ALCOFORADO, Fernando. Pourquoi la Lune est importante pour la vie sur la planète Terre. Disponible sur le site Web < https://www.academia.edu/41599333/POURQUOI_LA_LUNE_EST_IMPORTANTE_POUR_LA_VIE_SUR_LA_PLAN%C3%88TE_TERRE >).

La Terre pourrait être sur une trajectoire de collision avec un astéroïde géant qui a le potentiel d’annihiler complètement l’humanité. La peur n’est nullement infondée car ces monstres existent dans l’espace et peuvent frapper la Terre. En fait, l’histoire de notre planète est pleine d’impacts tels que ce qui a conduit à la fin des dinosaures qui, il y a environ 65 millions d’années, ont disparu de la Terre à la suite d’un énorme météore qui est entré en collision avec la surface de la Terre et avait une taille qui oscillait entre 6 et 14 km se développant à une vitesse incroyable de 72 000 km / h, donnant naissance à un cratère d’environ 200 km de diamètre, qui se trouve sur la péninsule du Yucatán, dans le golfe du Mexique. La force de l’impact du météore serait telle qu’elle perturberait complètement la croûte terrestre dans la région affectée, projetant des débris dans l’espace qui entreraient dans une orbite basse et, au fur et à mesure qu’ils tomberaient, détruiraient toute la surface. Comme si le scénario n’était pas suffisamment catastrophique, la destruction ne s’arrête pas là: une tempête de feu se propagerait dans l’atmosphère et vaporiserait toute forme de vie sur son passage. En une seule journée, la planète entière deviendrait inhabitable. Une autre menace de l’espace concerne les explosions de supernovae, étoiles de plus grande masse que notre Soleil, à la fin de son existence qui pourraient exterminer la vie sur Terre en raison de la libération de suffisamment de rayons gamma et de rayons X pour chauffer la surface de notre planète et faire évaporer l’atmosphère et les océans (ALCOFORADO, Fernando. Menaces sur la vie sur terre provenant de l’espace. Disponible sur le site Web  <https://www.academia.edu/40639045/MENACES_SUR_LA_VIE_SUR_TERRE_PROVENANT_DE_LESPACE>). Muitos asteróides mais ameaçadores são monitorados por telescópios e outros dispositivos que ajudam a estimar a possibilidade de colisões com o planeta Terra. No entanto, é impossível estimar a ocorrência de explosões de supernovas ao final da existência de estrelas massivas.

La collision des galaxies d’Andromède et de la Voie Lactée pourrait se produire dans 4,5 milliards d’années, selon la NASA, la Terre et le système solaire ne risquent pas d’être détruits, mais le Soleil sera “traîné” vers une nouvelle région de la nouvelle galaxie résultat qui peut avoir de graves répercussions sur notre planète. Il est scientifiquement connu que toute vie sur Terre sera anéantie lorsque notre Soleil atteindra la fin de son existence dans les 5 milliards d’années en devenant une géante rouge qui engloutira la Terre. Les calculs des astronomes indiquent que lorsque le Soleil devient une géante rouge, le diamètre du Soleil sur son équateur dépassera la planète Mars, consommant toutes les planètes rocheuses: Mercure, Vénus, la Terre et Mars. La zone habitable dans laquelle se trouve notre planète disparaîtra complètement lorsque le Soleil quittera l’orbite terrestre dans environ 1 milliard d’années. Et ce sera, en fait, la fin de la planète Terre. Les géantes rouges sont des étoiles qui sont déjà à un stade avancé de leur vie et augmentent considérablement leur masse, en raison de la fin de leur hydrogène, atteignant généralement jusqu’à 8 fois la masse de notre Soleil. Lorsque cela se produit, le système solaire devient un le chaos et le Soleil perd une énorme quantité de masse. Le Soleil mourra et mettra fin à notre système solaire (ALCOFORADO, Fernando. Le Soleil et son importance pour la vie sur la planète Terre. Disponible sur le site Web <https://www.academia.edu/41830664/LE_SOLEIL_ET_SON_IMPORTANCE_POUR_LA_VIE_SUR_LA_PLAN%C3%88TE_TERRE> ).

Le sort de l’Univers est encore inconnu, car il dépend de façon critique de l’indice de courbure k et de la constante cosmologique Λ. Si l’Univers était suffisamment dense, k serait égal à +1, ce qui signifie que sa courbure moyenne est positive et l’Univers finira par entrer en collision dans un Big Crunch (L’Univers se contracte en unissant toute la matière et l’énergie dans un seul Grand Trou Noir) éventuellement commencer un nouvel univers dans un Big Bounce. D’un autre côté, si l’Univers n’était pas suffisamment dense, k serait égal à 0 ou -1 et l’Univers s’élargirait pour toujours, se refroidissant et atteignant finalement le Grand Gel (l’Univers gèle dans l’obscurité totale) avec la mort thermique de l’Univers. Des données récentes suggèrent que le taux d’expansion de l’Univers ne diminue pas, comme prévu initialement, mais augmente. Si ce taux d’expansion se poursuit indéfiniment, l’Univers ne laissera que de la chaleur résiduelle et des trous noirs, atteignant peut-être un Big Rip (L’univers aura tellement augmenté que même les atomes qui forment des planètes et des galaxies commenceront à se désintégrer, générant la plus grande apocalypse de toutes) [WIKIPEDIA. Universo (Univers). Disponible sur le site Web <https://pt.wikipedia.org/wiki/Universo&gt;). Dans tous ces scénarios, l’existence de ]l’humanité serait menacée. En tout cas, toute vie dans l’Univers disparaîtra à jamais

Tout cela signifie que nous ferons face à la mort de notre espèce avec les menaces décrites ci-dessus, à moins que l’humanité ne promeuve des progrès scientifiques et technologiques suffisants pour les surmonter. L’humanité devra trouver des solutions scientifiques et technologiques pour faire face aux problèmes résultant de l’augmentation progressive de la distance de la Lune à la Terre, pour éviter la collision de gros astéroïdes sur la planète Terre, pour trouver une issue pour que l’humanité ne soit pas sur Terre avant qu’elle ne se produise la collision entre les galaxies d’Andromède et de la Voie lactée et avant la mort du Soleil et survit également avec la survenance de l’un des scénarios prévus pour la fin de l’Univers.

Afin de faire face aux problèmes résultant de l’augmentation progressive de la distance de la Lune à la Terre, l’humanité pourrait chercher sa survie en implantant des colonies spatiales sur Mars, Titan (lune de Saturne), Callisto (lune de Jupiter) et la planète naine Pluton dans le système solaire lieux d’évasion possibles, tous avec de nombreux obstacles qui nécessiteraient de grands avancement scientifique et technologique pour les surmonter. Pour éviter la collision de gros astéroïdes sur la planète Terre, l’humanité devrait utiliser des roquettes puissantes pour les dévier. Avant que les galaxies d’Andromède n’entrent en collision avec la Voie Lactée, l’humanité devrait chercher son évasion vers une planète dans une galaxie plus proche comme la Galaxie Naine de Chien Grand située à 25 000 années-lumière. Avant la mort du Soleil, l’humanité devrait quitter le système solaire et atteindre une nouvelle planète dans un autre système planétaire habitable pour les êtres humains. Cette planète pourrait être la ” Proxima b” en orbite autour de l’étoile la plus proche du Soleil qui fait partie du système Alpha Centauri. Avec la fin de l’Univers dans lequel nous vivons, l’humanité devrait chercher une issue, c’est-à-dire un univers parallèle, pour que l’humanité puisse s’échapper et survivre à tous les scénarios catastrophique.

Actuellement, l’humanité serait en mesure d’empêcher la collision de gros astéroïdes sur la planète Terre car elle possède de puissantes fusées capables de les frapper. Cependant, il n’a pas les ressources pour déployer des colonies spatiales sur Mars, Titan (lune de Saturne), Callisto (lune de Jupiter) et la planète naine Pluton. L’humanité n’a pas non plus les ressources scientifiques et technologiques pour chercher son évasion vers une planète dans une galaxie plus proche comme la galaxie Canis Major Dwarf Galaxy, pour atteindre une autre planète habitable, “Proxima b”, en orbite autour de l’étoile la plus proche du Soleil membre du système Alpha Centauri, encore moins chercher une issue vers un univers parallèle avant la fin de notre Univers.

Si le défi scientifique et technologique est immense pour échapper à une planète dans une galaxie comme la Galaxie Naine du Chien Grand située à 25 000 années-lumière de là, pour atteindre une nouvelle planète dans un autre système planétaire habitable pour les humains comme le “Proxima b “en orbite autour de l’étoile la plus proche du Soleil qui fait partie du système Alpha Centauri, le défi serait encore plus grand d’abandonner notre Univers et de se diriger vers des univers parallèles. Selon Michio Kaku, physicien théoricien américain, professeur et co-créateur de la théorie des champs de cordes, le principal problème pour abandonner notre Univers et aller dans des univers parallèles est de savoir si nous aurons suffisamment de ressources pour construire des machines capables d’accomplir un exploit aussi difficile et si les lois de la physique permettent l’existence de ces machines [KAKU, Michio. Mundos paralelos (Mondes parallèles). Rio: Editora Rocco Ltda., 2005].

Kaku dit que l’humanité aura des milliards d’années à venir pour trouver la solution qui nous permettra d’abandonner notre Univers vers des univers parallèles. Kaku dit que pour les missions interplanétaires à longue distance, les physiciens devront trouver des formes de propulsion de fusées plus exotiques s’ils s’attendent à atteindre des distances à des centaines d’années-lumière de distance, car les fusées chimiques actuelles sont limitées par la vitesse maximale des gaz d’échappement. Il dit que le développement d’un moteur solaire / ion pourrait fournir une nouvelle façon de propulser des fusées entre les étoiles. Un projet possible serait de créer un réacteur à fusion, une fusée qui extrait l’hydrogène de l’espace interstellaire et le liquéfie en libérant des quantités illimitées d’énergie dans le processus.

Pour que l’humanité s’échappe dans des univers parallèles, Kaku dit qu’il est nécessaire de surmonter une série de grands obstacles. Le premier obstacle serait de compléter une théorie de tout lorsque nous serions en mesure de vérifier les conséquences de l’utilisation de technologies avancées. Sur la théorie de tout, il convient de noter que la physique moderne a deux lois scientifiques fondamentales: la physique quantique et la relativité générale. Ces deux lois scientifiques représentent des domaines d’étude radicalement différents, car si la physique quantique étudie les petits objets de la nature, la relativité étudie la nature à l’échelle des planètes, des galaxies et de l’univers dans son ensemble. Le problème se pose lorsqu’il faut combiner les deux théories, par exemple, pour expliquer le comportement des trous noirs ou du Big Bang, car ils finissent par diverger. Einstein a passé une partie de sa vie à développer sa théorie du champ unifié, qui serait un modèle capable d’expliquer les 4 forces fondamentales de la nature: la force gravitationnelle (l’attraction mutuelle entre les corps en raison de leurs masses), la force électromagnétique (l’attraction ou la répulsion entre les corps du fait de leurs charges électriques et / ou de leur aimantation), force nucléaire faible (force développée entre les leptons et les hadrons responsables de l’émission d’électrons dans certaines substances radioactives) et une force nucléaire forte (force qui maintient la cohésion nucléaire et l’union entre les quarks). Maintenant, les scientifiques ont poursuivi les travaux d’Einstein et le résultat est la théorie des cordes.

La théorie des cordes est une tentative d’unifier la théorie de la relativité, la mécanique quantique et les 4 forces fondamentales de la nature, c’est pourquoi elle est connue comme la théorie de tout. Elle est considérée par les physiciens comme la principale théorie qui peut expliquer l’univers entier, de l’émergence du Big Bang à la fin possible de l’univers. Selon la théorie des cordes, les quarks (protons + neutrons) seraient formés par de petits brins d’énergie qui pourraient être comparés à de petites cordes vibrantes dans lesquelles l’univers entier serait formé par ces petites cordes qui, selon leur longueur et vibration, définissent la caractéristiques de chaque particule et expliquer la grande diversité de l’univers ou multivers qui considère que notre Univers n’est pas unique et que plus d’un univers a émergé lors du Big Bang. Certains scientifiques affirment qu’il peut y avoir un nombre presque infini d’univers parallèles, chacun avec ses propres lois physiques.

En plus de la théorie de tout, Kaku propose de trouver des trous de ver et des trous blancs qui sont des portes dimensionnelles et des cordes cosmiques qui permettraient d’atteindre des univers parallèles, d’envoyer des sondes à travers un trou noir qui fonctionnerait comme une trappe d’urgence pour quitter notre univers, de construire un trou noir à des fins expériences, créer un univers de bébé avec un faux vide dans le laboratoire, créer d’immenses collisionneurs d’atomes malgré des problèmes d’ingénierie majeurs, créer des mécanismes d’implosion à l’aide de faisceaux laser, construire une machine de stimulation de courbure capable de traverser d’immenses distances stellaires, utiliser l’énergie négative des états compressés avec l’utilisation de faisceaux laser qui peuvent être utilisés pour générer de la matière négative pour ouvrir et stabiliser les trous de ver, attendre que les transitions quantiques s’échappent vers un autre univers et, enfin, comme dernier espoir, avec la fusion de notre conscience avec nos créations robotiques utilisant l’ingénierie avancée de l’ADN, la nanotechnologie et la robotique.

L’intelligence artificielle peut apporter une contribution décisive aux avancées scientifiques et technologiques afin de fournir à l’humanité les ressources dont elle a besoin pour faire face à ses problèmes de survie. Il y a la possibilité de créer des machines plus intelligentes que nous, appelées superintelligences artificielles. Si le cerveau artificiel dépasse l’intelligence du cerveau humain, cette nouvelle superintelligence peut devenir très puissante. Le sort de l’humanité deviendrait dépendant des actions de ces machines superintelligentes. L’idée est que tout ce qui se passe dans le cerveau, et même dans l’Univers, provient de l’information et de son transfert: la matière prend uniquement en charge le stockage et la propagation d’informations. Si tel est le cas, cela peut même être une question de temps avant la création de la première superintelligence artificielle, peut-être même avant 2045.

* Fernando Alcoforado, 80, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) et Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).