O SOL E SUA IMPORTÂNCIA PARA A VIDA NO PLANETA TERRA

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo mostrar como nasceu o Sol, sua estrutura interna, como ele opera, sua importância para a vida no planeta Terra  e o que ocorrerá até sua morte nos próximos 5 bilhões de anos.

Para ler o artigo, acessar o website: https://www.academia.edu/41825395/O_SOL_E_SUA_IMPORT%C3%82NCIA_PARA_A_VIDA_NO_PLANETA_TERRA

* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

HOW PLANET EARTH WORKS

Fernando Alcoforado*

This article presents how planet Earth was born, how it operates and how it is protected from threats coming from outer space. In addition to showing how the Earth operates as a dynamic system, it shows how our planet will disappear completely when the Sun migrates out of Earth’s orbit in about 1 billion years.

To read the article, access the website:https://www.academia.edu/41774907/HOW_PLANET_EARTH_WORKS

* Fernando Alcoforado, 80, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) and Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

COMMENT FONCTIONNE LA PLANÈTE TERRE

Fernando Alcoforado*

Cet article présente comment la planète Terre est née, comment elle fonctionne et comment elle est protégée contre les menaces venant de l’espace. En plus de montrer comment la Terre fonctionne comme un système dynamique, il montre comment notre planète disparaîtra complètement lorsque le Soleil migrera hors de l’orbite de la Terre dans environ 1 milliard d’années.

Pour lire l’article, accédez au site: https://www.academia.edu/41774971/COMMENT_FONCTIONNE_LA_PLAN%C3%88TE_TERRE

* Fernando Alcoforado, 80, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) et Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

 

COMO FUNCIONA O PLANETA TERRA

Fernando Alcoforado*

Este artigo apresenta como nasceu o planeta Terra, como ele opera e como é protegido de ameaças vindas do espaço sideral. Além de mostrar como a Terra opera como um sistema dinâmico, apresenta como nosso planeta desaparecerá por completo quando o Sol  migrar para fora da órbita da Terra em cerca de 1 bilhão de anos.

Para ler o artigo acessar o website: https://www.academia.edu/41774987/COMO_FUNCIONA_O_PLANETA_TERRA

* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

FLOODS IN BRAZIL RESULT FROM THE INCOMPETENCE OF GOVERNORS AND THE LACK OF ENGINEERING SOLUTIONS

Fernando Alcoforado*

At the present time, several regions of Brazil are affected by intense rains and floods that have brought deaths and destruction of buildings and infrastructure. Government officials explain the existence of this problem by excessive rainfall or by overflowing rivers trying to avoid the guilt of doing nothing with the adoption of preventive measures. On 07/30/2018, we published on the Academia.edu website the article The engineering deficit in the solution of the floods problem in Brazil. In this article, we affirm “this is an unjustifiable explanation because there are resources of Engineering for a long time that would allow to prevent great rains or overflow of waters in rivers and streams from flooding roads and cities. The problem exists, therefore, not due to the lack of engineering techniques capable of solving it. The problem is one of incompetence or disinterest by governments (federal, state or municipal) in solving the problem. The flooding of roads and cities by rainwater or by the overflow in rivers or streams is inconceivable in the current era”.

Flood control concerns all engineering methods used to reduce or prevent the harmful effects of rainwater and river floods. Some methods of flood control have been practiced since Antiquity. These methods include planting vegetation to retain excess water, sloping terraces to decrease the slope flow and building alluviums (man-made channels to divert floodwater), building dikes, dams, reservoirs or holding tanks to store extra water during flood periods. Some of the common techniques used for flood control are also the installation of rock shoulders that hold loose blocks and assist in drainage, rock ripraps composed of compacted rock blocks, sandbags, maintenance of normal slopes with vegetation or application of soil cement on steeper slopes, concrete curtains and construction or expansion of drainage channels. Other methods include dikes, dams or detention basins.

The engineering works that can prevent and mitigate the effects of floods are as follows: 1) On highways, the implantation of steel pipes should take water by gravity away from the road from catchment basins; 2) The serious flooding problems in a city that has paved a large part of its soil would be partly alleviated by the construction of swimming pools, in fact large underground water tanks to store the water underground; 3) Mandatory placement of permeable draining floors in the huge parking lots of shopping malls, supermarkets and cinemas to allow water to infiltrate part of the ground, the same for monuments and spaces around buildings; 4) Use of drains and channels around all houses to divert rainwater to a reservoir or disposal area out of danger of flooding; 5) Maintenance, whenever possible, of some green areas so that the water is reabsorbed by the soil; 6) Rectification of rivers and streams, construction of dams and channels in the large rivers that overflow their containment basins; and, 7) Implementation of a civil defense system that should be able to at least warn people and have a scheme to remove them from homes in time with some belongings and house them.

The precautions to avoid flooding in constructed buildings are as follows: 1) keep streets and sidewalks always clean; 2) cleaning and unblocking manholes and wolf mouths; 3) keep gutters and other rain flow channels in the houses free of branches and leaves of trees to avoid clogging and, consequently, water return; 4) placing garbage bags on the sidewalks only around the time the garbage collection truck will pass, preventing them from being dragged to the sewer networks when it rains heavily; 5) have a drain pump at hand if flooding cannot be avoided; and, 6) use Dutch and British flood-proof technology as a floating amphibious house that allows the building to float in the same way as a boat.

In summary, hydrology experts recommend, to avoid flooding, the adoption of the following measures: 1) Combating erosion with reduction to the maximum extent the silting up of natural and constructed drainages through rigorous and extensive combating soil erosion, as well as irregular dumping of urban waste and civil construction debris, as well as the expansion of river channels; 2) Combating waterproofing with the creation of domestic and business reservoirs, as well as the expansion of green areas; 3) Prohibition of traffic on high-traffic avenues when nearby rivers overflow; 4) Implementation of lanes of avenues covered by vegetation that, in cases of overflow of rivers or streams, the water would be absorbed by the pavement-free soil; 5) Construction of swimming pools to receive rainwater and mini swimming pools in houses and buildings; 6) Invest in the preparation of small and large streams in the urban center to support the increase in water and act as containment barriers; 7) Review of occupied areas with continuous planning and spatial planning action; and, 8) Action and planning with the elaboration of a plan to face the occurrence of floods as well as extreme climatic variations and the construction of reservoirs capable of storing billions of cubic meters of water and their use for non-potable purposes.

In many countries, flood prone rivers are often carefully managed. Defenses such as dikes, reservoirs and dams are used to prevent rivers from overflowing. A dike is one of the methods of protection against flooding. A dike reduces the risk of flooding compared to other methods. It can help prevent damage. However, it is best to combine levees with other flood control methods to reduce the risk of a collapsed levee. When these defenses fail, emergency measures, such as sandbags or portable inflatable tubes, are used. Coastal floods have been controlled in Europe and North America with defenses such as ocean walls or barrier islands that are narrow, long strips of sand usually parallel to the coastline. In the world, the Netherlands excels in flood prevention with an efficient defense system composed of flood control techniques developed since the Middle Ages and futuristic steel structures operated by computers, which move to control the floods caused by the increase in the water level after storms.

Dutch cities have reinvented themselves as centers of environmental ingenuity. It was the first country to adopt the construction of facilities such as parking lots that become emergency reservoirs. It installed squares, gardens and basketball courts in poor neighborhoods that also function as retention ponds. For the Dutch, a smart city must have a comprehensive and holistic vision that goes far beyond dikes and floodgates. The challenge of adapting to the climate includes security, sanitation, housing, roads, and emergency services. From the above, it can be said that there is engineering solutions to the flooding problems on highways and large Brazilian cities. Technical solutions exist to avoid the damage caused by flooding on the highways and on the population of large cities, especially the poor populations who systematically lose their assets when they face floods. The Brazilian population needs to hold the authorities responsible for the negligence in solving the flood problems and to stop believing that the floods are the fault of nature.

* Fernando Alcoforado, 80, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) and Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

LES INONDATIONS AU BRÉSIL RÉSULTENT DE L’INCOMPÉTENCE DES GOUVERNEURS ET DU MANQUE DE SOLUTIONS D’INGÉNIERIE

Fernando Alcoforado*

À l’heure actuelle, plusieurs régions du Brésil sont touchées par des pluies et des inondations intenses qui ont fait des morts et détruit des bâtiments et des infrastructures. Les responsables gouvernementaux expliquent l’existence de ce problème par des précipitations excessives ou par le débordement des rivières en essayant d’éviter la culpabilité de ne rien faire avec l’adoption de mesures préventives. Le 30/07/2018, nous avons publié sur le site Academia.edu Le déficit d’ingénierie dans la solution du problème des inondations au Brésil. Dans cet article, nous affirmons que «ceci est une explication injustifiable car il y a depuis longtemps des ressources techniques qui empêcheraient les grandes pluies ou les débordements d’eau dans les rivières et les ruisseaux d’inonder les routes et les villes. Le problème n’existe donc pas en raison du manque de techniques d’ingénierie capables de le résoudre. Le problème est celui de l’incompétence ou du manque d’intérêt des gouvernements (fédéral, étatique ou municipal) pour résoudre le problème. L’inondation des routes et des villes par l’eau de pluie ou par le débordement des rivières ou des ruisseaux est inconcevable à l’ère actuelle ».

Le contrôle des inondations concerne toutes les méthodes d’ingénierie utilisées pour réduire ou prévenir les effets néfastes des eaux de pluie et des crues fluviales. Certaines méthodes de contrôle des inondations ont été pratiquées depuis l’Antiquité. Ces méthodes comprennent la plantation de végétation pour retenir l’excès d’eau, pentes de terrasses à diminuer le flux descente et la construction d’alluvions (canaux artificiels pour détourner les eaux de crue), la construction de digues, de barrages ou de réservoirs de rétention pour stocker de l’eau supplémentaire pendant les périodes d’inondation. Certaines des techniques couramment utilisées pour contrôler les inondations sont également l’installation d’épaulements rocheux qui retiennent les blocs lâches et facilitent le drainage, les enrochements composés de blocs rocheux compactés, des sacs de sable, l’entretien des pentes normal avec végétation ou application de ciment de sol sur des pentes plus raides, des rideaux en béton et la construction ou l’expansion de canaux de drainage. D’autres méthodes incluent des digues, des barrages, bassins de rétention ou détention.

Les travaux d’ingénierie qui peuvent prévenir et atténuer les effets des inondations sont les suivants: 1) Sur les autoroutes, l’implantation de tubes en acier devrait prendre de l’eau par gravité loin de la route des bassins de capture; 2) Les graves problèmes d’inondation dans une ville qui a pavé une grande partie de son sol seraient en partie atténués par la construction de piscines, en fait de grands réservoirs d’eau souterrains pour stocker l’eau sous terre; 3) Placement obligatoire de planchers drainants perméables dans les immenses parkings des centres commerciaux, supermarchés et cinémas pour permettre à l’eau d’infiltrer une partie du sol, de même pour les monuments et les espaces autour des bâtiments; 4) l’utilisation de drains et de canaux autour de toutes les maisons pour détourner l’eau de pluie vers un réservoir ou une zone d’élimination, hors de risque d’inondation; 5) Entretien, dans la mesure du possible, de certains espaces verts afin que l’eau soit réabsorbée par le sol; 6) Rectification des rivières et des ruisseaux, construction de barrages et de canaux dans les grandes rivières qui débordent de leurs bassins de confinement; et, 7) Mise en place d’un système de protection civile qui devrait être capable au moins d’avertir les gens et d’avoir un plan pour les retirer des maisons à temps avec certains effets personnels et les loger..

Les précautions à prendre pour éviter les inondations dans les bâtiments construits sont les suivantes: 1) garder les rues et les trottoirs toujours propres; 2) nettoyer et déboucher regards et bouches de loups; 3) garder les gouttières et autres canaux de pluie dans les maisons libres de branches et de feuilles d’arbres pour éviter le colmatage et, par conséquent, le retour de l’eau; 4) placer des sacs à ordures sur les trottoirs seulement au moment où le camion de collecte des ordures passera, les empêchant d’être traînés vers les réseaux d’égouts lorsqu’il pleut fortement; 5) avoir une pompe de vidange à portée de main si l’inondation ne peut être évitée; et 6) utiliser les technologies hollandaise et britannique à l’épreuve des inondations comme maison amphibie flottante qui permet au bâtiment de flotter de la même manière qu’un bateau.

En résumé, les experts en hydrologie recommandent, pour éviter les inondations, l’adoption des mesures suivantes: 1) Combattre l’érosion avec la réduction maximale de l’envasement des drainages naturels et construits par un combat rigoureux et extensif contre l’érosion des sols, ainsi que le déversement irrégulier de déchets urbains et de débris de construction civile, ainsi que l’expansion des canaux fluviaux; 2) Combattre l’étanchéité avec la création de réservoirs domestiques et commerciaux, ainsi que l’extension des espaces verts; 3) Interdiction de la circulation sur les avenues à fort trafic lorsque les rivières à proximité débordent; 4) Aménagement de ruelles d’avenues couvertes de végétation qui, en cas de débordement des rivières ou ruisseaux, l’eau serait absorbée par le sol sans trottoir; 5) Construction de piscines pour recevoir l’eau de pluie et de mini piscines dans les maisons et les bâtiments; 6) Investir dans la préparation de petits et grands cours d’eau dans le centre urbain pour soutenir l’augmentation de l’eau et servir de barrières de confinement; 7) Examen des zones occupées avec l’action continue de la planification et de l’aménagement du territoire; et, 8) Action et planification avec l’élaboration d’un plan pour faire face aux inondations ainsi qu’aux variations climatiques extrêmes et à la construction de réservoirs capables de stocker des milliards de mètres cubes d’eau et leur utilisation à des fins non potables.

Dans de nombreux pays, les rivières sujettes aux inondations sont souvent gérées avec soin. Des défenses telles que des digues, des réservoirs et des barrages sont utilisées pour empêcher les rivières de déborder. Une digue est l’une des méthodes de protection contre les inondations. Une digue réduit le risque d’inondation par rapport à d’autres méthodes. Cela peut aider à prévenir les dommages. Cependant, il est préférable de combiner les digues avec d’autres méthodes de contrôle des crues pour réduire le risque d’effondrement des digues. Lorsque ces défenses échouent, des mesures d’urgence, telles que des sacs de sable ou des tubes gonflables portables, sont utilisées. Les inondations côtières ont été contrôlées en Europe et en Amérique du Nord avec des défenses telles que les parois océaniques ou les îles barrières qui sont de longues et étroites bandes de sable généralement parallèles au littoral. Dans le monde, les Pays-Bas excellent dans la prévention des inondations avec un système de défense efficace composé de techniques de contrôle des inondations développées depuis le Moyen Âge et de structures en acier futuristes exploitées par des ordinateurs, qui se déplacent pour contrôler les inondations causées par l’augmentation de la niveau d’eau après les tempêtes.

Les villes néerlandaises se sont réinventées en tant que centres d’ingéniosité environnementale. Il a été le premier pays à adopter la construction d’installations telles que des parkings qui deviennent des réservoirs d’urgence. Il a installé des places, des jardins et des terrains de basket dans les quartiers pauvres qui fonctionnent également comme des bassins de rétention. Pour les Néerlandais, une ville intelligente doit avoir une vision globale et holistique qui va bien au-delà des digues et des vannes. Le défi de l’adaptation au climat comprend la sécurité, l’assainissement, le logement, les routes, les services d’urgence. De ce qui précède, on peut dire qu’il existe des solutions techniques aux problèmes d’inondation sur les autoroutes et les grandes villes brésiliennes. Des solutions techniques existent pour éviter les dégâts causés par les inondations sur les autoroutes et sur la population des grandes villes, en particulier les populations pauvres qui perdent systématiquement leurs actifs face aux inondations. La population brésilienne doit tenir les autorités responsables de la négligence dans la résolution des problèmes d’inondation et cesser de croire que les inondations sont la faute de la nature.

* Fernando Alcoforado, 80, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) et Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

AS ENCHENTES NO BRASIL RESULTAM DA INCOMPETÊNCIA DOS GOVERNANTES E DA FALTA DE SOLUÇÕES DE ENGENHARIA

Fernando Alcoforado*

No momento atual, várias regiões do Brasil são afetadas por chuvas intensas e inundações que têm trazido mortes e destruição de edificações e infraestruturas. Os governantes explicam a existência deste problema pelo excesso de chuvas ou pelo transbordamento de rios tentando se eximir da culpa de nada fazer com a adoção de medidas de prevenção. Em 30/07/2018, publicamos no website Academia.edu o artigo O déficit de engenharia na solução do problema das enchentes no Brasil. Neste artigo, afirmamos que “trata-se de uma injustificável explicação porque há recursos da Engenharia há muito tempo que permitiria evitar que grandes chuvas ou transbordamento das águas em rios e córregos inundem estradas e cidades. O problema existe, portanto, não pela inexistência de técnicas de engenharia capazes de solucioná-lo. O problema é de incompetência ou desinteresse dos governos (federal, estadual ou municipal) na solução do problema. A inundação de estradas e cidades por águas de chuva ou pelo transbordamento em rios ou córregos é algo inconcebível na era atual”.

O controle de enchentes diz respeito a todos os métodos de engenharia usados ​​para reduzir ou prevenir os efeitos prejudiciais das águas das chuvas e de cheias de rios. Alguns métodos de controle de inundações têm sido praticados desde a Antiguidade. Esses métodos incluem o plantio de vegetação para reter água excedente, encostas de terraços para diminuir o fluxo em declive e a construção de aluviões (canais criados pelo homem para desviar a água da enchente), construção de diques, barragens, reservatórios ou tanques de retenção para armazenar água extra durante os períodos de inundação. Algumas das técnicas comuns usadas para controle de inundações são, também, a instalação de bermas de rocha que a segurar blocos que se soltam e auxiliam na drenagem, rip-raps de rochas composto por blocos de rocha compactados, sacos de areia, manutenção de encostas normais com vegetação ou aplicação de cimentos de solo em encostas mais íngremes, cortinas de concreto e construção ou expansão de canais de drenagem. Outros métodos incluem diques, represas, bacias de retenção ou detenção.

As obras de engenharia que podem evitar e amenizar os efeitos das enchentes são as seguintes: 1) Em rodovias, a implantação de tubulões de aço deveria levar a água por gravidade para longe da estrada a partir de bacias de captação; 2) Os graves problemas de inundação em uma cidade que tenha asfaltado grande parte do seu solo seriam aliviadas em parte pela construção de piscinões, na realidade grandes caixas d´água subterrâneas para armazenar as águas embaixo da terra; 3) Colocação obrigatória de pisos drenantes permeáveis nos enormes pátios de estacionamentos de shoppings, supermercados e cinemas para permitir a infiltração da água em parte do solo, sendo o mesmo para monumentos e espaços em torno de prédios; 4) Uso de drenos e canaletas ao redor de todas as casas para desviar a água da chuva até um reservatório ou área de descarte fora de perigo de alagamento; 5) Manutenção, sempre que possível, de algumas áreas verdes para que a água seja reabsorvida pelo solo; 6) Retificação de rios e córregos, construção de barragens e canais nos grandes rios que extravasam suas bacias de contenção; e, 7) Implantação de sistema de defesa civil que  deveria ter condições de ao menos avisar as pessoas e ter um esquema para retirá-las das casas a tempo com alguns pertences e alojá-las.

Os cuidados para evitar enchentes em edificações construídas são os seguintes: 1) manter ruas e calçadas sempre limpas; 2) limpar e desentupir bueiros e bocas de lobo; 3) manter nas casas as calhas e demais canais de vazão da chuva livres de galhos e folhas de árvores para evitar entupimentos e, consequentemente, retorno da água; 4) colocar sacos de lixo nas calçadas apenas perto do horário em que o caminhão de coleta do lixo irá passar evitando que sejam arrastados até as redes de esgoto quando chove forte; 5) ter à mão uma bomba para drenagem caso o alagamento não consiga ser evitado; e, 6) usar tecnologia holandesa e britânica à prova de enchente como casa anfíbia flutuante que permite ao edifício flutuar da mesma forma que um barco.

Em síntese, os especialistas em hidrologia recomendam, para evitar enchentes, a adoção das medidas seguintes: 1) Combate à erosão com a redução ao máximo do assoreamento das drenagens naturais e construídas por meio de rigoroso e extensivo combate à erosão do solo, assim como ao lançamento irregular de lixo urbano e entulho de construção civil, bem como a ampliação das calhas do rio; 2) Combate à impermeabilização com a criação de reservatórios domésticos e empresariais, assim como a ampliação de áreas verdes; 3) Proibição de tráfego em avenidas de grande circulação quando rios próximos   transbordam; 4) Implantação de faixas das avenidas cobertas por vegetação que, em casos de transbordamento de rios ou córregos, a água seria absorvida pelo solo livre de calçamento; 5) Construção de piscinões para receber a água das chuvas e de mini piscinões em casas e edifícios; 6) Investir no preparo de pequenos e grandes córregos do centro urbano para dar suporte ao aumento da água e atuar como barreiras de contenção; 7) Revisão de áreas ocupadas com a ação contínua de planejamento e de ordenamento territorial; e, 8) Ação e planejamento com a elaboração de plano para enfrentar a ocorrência de enchentes bem como as variações climáticas extremas e a construção de reservatórios capazes de armazenar bilhões de metros cúbicos de água e sua utilização para fins não-potáveis.

Em muitos países, os rios propensos a inundações são muitas vezes cuidadosamente gerenciados. Defesas como diques, reservatórios e represas são usadas para impedir que os rios transbordem. Um dique é um dos métodos de proteção contra inundações. Um dique reduz o risco de ter inundações em comparação com outros métodos. Pode ajudar a evitar danos. No entanto, é melhor combinar diques com outros métodos de controle de inundação para reduzir o risco de um dique colapsado. Quando essas defesas falham, medidas de emergência, como sacos de areia ou tubos infláveis ​​portáteis, são usados. As inundações costeiras foram controladas na Europa e na América do Norte com defesas como paredes oceânicas ou ilhas-barreira que são faixas estreitas e compridas de areia geralmente paralela à linha da costa. No mundo, a Holanda se destaca na prevenção de enchentes com um eficiente sistema de defesa composto por técnicas de controle de enchentes desenvolvidas desde a Idade Média e por futurísticas estruturas de aço operadas por computadores, que se movem para controlar as enchentes causadas pelo aumento no nível da água após as tempestades.

As cidades holandesas se reinventaram como centros da engenhosidade ambiental. Foi o primeiro país a adotar a construção de instalações como estacionamentos que se transformam em reservatórios de emergência. Instalou praças, jardins e quadras de basquete em bairros carentes que também funcionam como lagoas de retenção. Para os holandeses, uma cidade inteligente tem que ter uma visão abrangente e holística que vai muito além dos diques e comportas. O desafio da adaptação ao clima inclui segurança, saneamento, moradia, estradas, serviços de emergência.

Pelo exposto, pode-se afirmar que existe solução de engenharia para os problemas dos alagamentos nas rodovias e grandes cidades brasileiras. Soluções técnicas existem para evitar os prejuízos provocados pelos alagamentos sobre as rodovias e sobre a população das grandes cidades, especialmente as populações pobres que sistematicamente perdem os bens que possuem ao se defrontarem com as enchentes. A população brasileira precisa responsabilizar as autoridades pela negligência na solução dos problemas das enchentes e deixar de acreditar que as enchentes são culpa da natureza.

* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

COMMENT PLANIFIER LE DÉVELOPPEMENT DU BRÉSIL À L’ÈRE CONTEMPORAINE

Fernando Alcoforado*

La situation économique et sociale au Brésil en ce moment est assez grave car l’échec du progrès social s’ajoute à l’échec du progrès économique avec la stagnation économique qui génère un chômage de masse. Cette situation résulte du fait que tous les gouvernements du Brésil depuis 1990 n’ont pas planifié le développement de l’économie brésilienne parce qu’ils ont obéi à ce que le Consensus de Washington établit en adoptant le modèle économique néolibéral qui ne permet pas une intervention efficace de l’État dans l’économie. Dans notre livre, Os fatores condicionantes do desenvolvimento econômico e social (Les facteurs de conditionnement pour le développement économique et social), publié par Editora CRV de Curitiba en 2012, nous soulignons la nécessité d’une planification gouvernementale pour éviter l’anarchie dans l’activité économique typique des gouvernements des pays capitalistes qui interviennent dans l’économie seulement en temps de crise. Dans ce livre, nous affirmons que dans le processus de planification gouvernementale, «dans la conception des politiques de développement d’un pays, il est nécessaire d’identifier les facteurs internes et externes qui conditionnent le développement économique et social, puis caractériser ceux qui renforcent et contraignant”.

Dans ce même livre, nous affirmons qu ‘«une politique de développement économique et social ne sera efficace que dans la mesure où elle sera capable de tirer le meilleur parti des facteurs internes et externes qui booster le développement et d’inhiber ou de neutraliser les facteurs internes et externes qui restreignent le développement d’un pays. Ces facteurs boosters et restrictifs de développement se situent à trois niveaux: 1) dans l’économie; 2) dans la société; 3) sur le territoire. Rien n’a été accompli par les gouvernements du Brésil en 1990, lorsque le modèle néolibéral a été introduit, jusqu’à présent dans le sens d’utiliser les facteurs de booster et de neutraliser les facteurs qui limitant leur développement situés dans l’économie, la société et le territoire. Tous les pays du monde qui ont réussi à poursuivre leur développement économique et social ont réussi à établir une synergie adéquate entre les plans de l’économie, de la société et du territoire.

Les boosters facteurs du développement de l’économie sont liés: 1) à la disponibilité du capital comme facteur de production; 2) existence d’une demande interne et externe de produits ou services; 3) présence d’entrepreneurs internes et externes intéressés par l’investissement; 4) existence d’une structure industrielle compétitive; 5) présence d’un environnement commercial compétitif qui contribue à l’innovation des produits et des processus; et 6) existence d’une situation macroéconomique favorable. L’absence totale ou partielle ou la non-utilisation de l’un de ces facteurs peut restreindre le développement économique et social d’un pays

Le Brésil ne remplit aucune des conditions mentionnées ci-dessus car, n’ayant pas de capital, il ouvre son économie pour attirer des capitaux étrangers en augmentant sa dépendance extérieure, la demande intérieure de produits et services est fortement affectée par la stagnation de l’économie et par le chômage de masse, les entrepreneurs internes et externes intéressés à investir sont en petit nombre grâce à la stagnation de l’économie, la structure industrielle du Brésil n’est pas compétitive en raison de problèmes d’infrastructure et de taxes élevées, entre autres facteurs, qui contribuent à la désindustrialisation du pays, à l’absence d’un environnement commercial compétitif résultant de la crise actuelle qui qui contribue au faible niveau d’innovation des produits et des processus et à l’existence d’une situation macroéconomique défavorable résultant du fait que le Brésil présente balance des paiements déficitaire. Ce n’est qu’avec la réactivation de l’économie avec une planification gouvernementale qu’il sera possible de surmonter ces problèmes.

Avant de réactiver l’économie brésilienne, il est nécessaire d’abandonner le modèle néolibéral, responsable de la débâcle économique actuelle du Brésil qui devrait être remplacée par le modèle de développementalist national avec une ouverture sélective de l’économie brésilienne similaire à celle adoptée dans la période 1930/1980 lorsque le Brésil a atteint son plus grand développement histoire économique et sociale. Les taux de croissance du PIB du Brésil ont varié de 4,6% par an en 1930 à 8,6% par an en 1980, ce qui correspond à la période de l’histoire où le gouvernement fédéral a joué un rôle actif dans le développement économique et social du pays. En 2015 et 2016, par exemple, Le PIB a connu une croissance négative de 3,5% et 3,3%, respectivement. Ce fut une étape négative pour l’histoire économique du pays. Aujourd’hui, le Brésil connaît 5 ans de récession sans perspective de solution à court terme. Pour aggraver le scénario de la décennie en cours, les signes d’une lente reprise se consolident. Au cours des deux dernières années, le PIB n’a augmenté que de 1,1%. L’inaction du gouvernement Bolsonaro est flagrante en n’adoptant aucune stratégie contribuant à booster l’économie brésilienne et à éliminer ses facteurs restrictifs.

Le gouvernement brésilien devrait considérer comme une priorité numéro 1 pour relancer l’économie avec l’exécution immédiate d’un vaste programme de travaux d’infrastructures publiques (énergie, transports, logement, assainissement de base, etc.) avec la participation du secteur privé pour lutter contre le chômage de masse actuelle pour augmenter les niveaux d’emploi et augmenter les revenus des familles et des entreprises pour, par conséquent, favoriser l’expansion de la consommation des familles et des entreprises résultant, respectivement, de l’augmentation de la masse salariale des familles et des revenus des entreprises avec les des investissements dans les travaux publics pour booster la croissance économique du Brésil. En plus du programme de travaux publics, le gouvernement brésilien devrait développer un vaste programme d’exportation, notamment dans l’agro-industrie et le secteur minier, faire la baisse drastique des taux d’intérêt bancaires pour encourager la consommation des ménages et l’investissement des entreprises, la réduction de la charge taxe avec le gel des salaires élevés dans le secteur public, la réduction des avantages et des organes de l’administration publique et la baisse des charges avec le paiement des intérêts et l’amortissement de la dette publique à renégocier avec les créanciers de la dette publique pour que le gouvernement l’ait ressources pour l’investissement dans les infrastructures économiques et sociales. Sans l’adoption de cette stratégie, le Brésil sera inévitablement conduit à la ruine économique et aux bouleversements politiques et sociaux.

Les facteurs boosters du développement au niveau de la société concernent: 1) la disponibilité des ressources humaines et des savoirs comme facteurs de production; 2) disponibilité des infrastructures sociales (éducation, santé et assainissement); et 3) l’existence d’institutions actives de la société civile organisée, de syndicats actifs et de partis politiques progressistes puissants. Le Brésil est très fragile en termes de disponibilité des ressources humaines qualifiées nécessaires au développement du pays en raison de la défaillance du système éducatif à tous les niveaux, du manque de ses propres ressources de connaissances qui génère la dépendance technologique du pays face à la nécessité d’acquérir des technologiesà l’étranger, la détérioration des infrastructures sociales (éducation, santé, assainissement et logement) qui contribue à la mauvaise qualification des ressources humaines, à l’aggravation de la santé de la population en raison de l’insuffisance des services de santé et d’assainissement de base et du déficit de logements populaires et de l’absence des institutions de la société civile actives, des syndicats actifs et des partis politiques progressistes puissants capables de faire pression sur le gouvernement pour répondre à la demande de la population en matière d’emploi, d’éducation, de santé, d’assainissement de base, de logement populaire, et exiger du gouvernement qu’il renforce les Universités et les centres de recherche du pays pour surmonter la dépendance technologique externe.L’inaction du gouvernement Bolsonaro est flagrante car il n’adopte pas de stratégies pour éliminer les facteurs restrictifs qui existent dans la société brésilienne en termes de ressources humaines, ressources de connaissances et d’infrastructures sociales (éducation, santé et assainissement). Il est également questionnable de l’inaction des organes de la société civile, des syndicats de travailleurs et des partis politiques progressistes dans la lutte contre la politique antidémocratique, antisociale et antinationale du gouvernement Bolsonaro.

Les facteurs boosters du développement au niveau du territoire concernent: 1) la disponibilité des ressources physiques naturelles ou artificielles comme facteurs de production; 2) disponibilité d’infrastructures économiques (énergie, transports et communications); 3) l’existence de lieux ou de villes en tant que pôles de croissance et de développement territorialement bien répartis; et 4) l’existence d’un potentiel de développement endogène ou local dans toutes les régions du pays. Le Brésil a tous ces 4 facteurs. Ce qui manque au Brésil, c’est l’action de la planification économique et sociale du gouvernement fédéral, en collaboration avec les gouvernements des États et des municipalités, dans le sens d’utiliser intelligemment les vastes ressources naturelles construites pour le développement économique et social du pays, en renforçant l’infrastructure (énergie, transports et communications) existant là où cela est nécessaire, pour établir et renforcer des villes qui deviendront des pôles de croissance et de développement et pour élaborer des plans de développement régional visant à tirer parti du potentiel de développement endogène qui existe dans chaque région du pays. L’inaction du gouvernement de Bolsonaro est flagrante dans le sens de dynamiser le développement basé sur les ressources existantes sur le territoire brésilien.

Pour réussir à mettre en œuvre leurs politiques de développement, les gouvernements doivent s’assurer que les facteurs boosters du développement existant dans chacun des trois plans mentionnés ci-dessus (économie, société et territoire) sont largement utilisés pour promouvoir le développement économique et social et que les facteurs restrictifs sont éliminés ou neutralisés. Cela signifie que la synergie la plus adéquate entre les facteurs qui existent en termes d’économie, de société et de territoire est décisive pour réaliser le développement économique et social nécessaire. Rien de tout cela n’est réalisé et ne sera jamais réalisé par le gouvernement Bolsonaro, car il est attaché au modèle néolibéral qui a malheur à la nation brésilienne depuis 1990.

* Fernando Alcoforado, 80, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) et Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

HOW TO PLAN BRAZIL’S DEVELOPMENT IN THE CONTEMPORARY ERA

Fernando Alcoforado*

The economic and social situation in Brazil now is quite serious because the failure in social progress is added to the failure in economic progress with the economic stagnation that generates mass unemployment. This situation resulted from the fact that no governments of Brazil since 1990 planned the development of the Brazilian economy because they obeyed what the Washington Consensus establishes by adopting the neoliberal economic model that does not allow effective State intervention in the economy. In our book, Os fatores condicionantes do desenvolvimento econômico e social (The conditioning factors for economic and social development), published by Editora CRV de Curitiba in 2012, we emphasize the need for government planning to avoid anarchy in the economic activity typical of the governments of capitalist countries that only intervene in the economy at times of crisis. In that book, we affirm that in the process of governmental planning, “in the design of a country’s developmental policies, it is necessary to identify the internal and external factors that condition economic and social development, and then to characterize those that are booster and restrictive”.

In this same book, we affirm that “a policy of economic and social development will only be effective insofar as it is able to make the most of internal and external booster factors and inhibit or neutralize internal and external factors that restrict the development of a country. These booster and restrictive factors for development are located on three levels: 1) in the economy; 2) in society; 3) in the territory. Nothing was accomplished by the governments of Brazil in 1990, when the neoliberal model was introduced, until the present moment in the sense of using the booster factors and neutralizing the factors restricting their development located in the economy, in society and in the territory. All countries in the world that have been successful in pursuing economic and social development have succeeded in establishing an adequate synergy between the plans of the economy, society and the territory.

The boosters factors of development in the economy are related to: 1) availability of capital as a factor of production; 2) existence of internal and external demand for products or services; 3) presence of internal and external entrepreneurs interested in investing; 4) existence of a competitive industrial structure; 5) presence of a competitive business environment that contributes to the innovation of products and processes; and, 6) existence of a favorable macroeconomic situation. The total or partial absence or non-use of any of these factors can restrict a country’s economic and social development.

Brazil does not fulfill any of the conditions mentioned above because, having no capital, it opens up its economy to attract foreign capital, increasing its external dependence, the internal demand for products and services is greatly affected by the stagnation of the economy and by mass unemployment, entrepreneurs internal and external interested in investing are in small numbers thanks to the stagnation of the economy, Brazil’s industrial structure is not competitive due to infrastructure problems and high taxes, among other factors, which are contributing to the country’s deindustrialization, absence of a competitive business environment resulting from the current crisis that contributes to low level of innovation of products and processes and the existence of an unfavorable macroeconomic situation resulting from the fact that Brazil presents deficits in the balance of payments. Only with the reactivation of the economy with government planning will it be possible to overcome these problems.

Before reactivating the Brazilian economy, it is necessary to abandon the neoliberal model, responsible for Brazil’s current economic debacle that should be replaced by the national developmental model with selective opening of the Brazilian economy similar to that adopted in the 1930/1980 period when Brazil reached its greatest development economic and social history. Brazil’s GDP growth rates ranged from 4.6% per year in 1930 to 8.6% per year in 1980, which corresponds to the period in history when the federal government played an active role in the country’s economic and social development. 2015 and 2016, for example, GDP had negative growth by 3.5% and 3.3%, respectively. It was a negative milestone for the country’s economic history. Now, Brazil is experiencing 5 years of recession with no prospect of a short-term solution. To worsen the scenario of the current decade, the signs of a slow recovery are consolidating. In the past two years, GDP grew by only 1.1%. The Bolsonaro government’s inaction is blatant in not adopting any strategy that contributes to boosting the Brazilian economy and eliminating its restrictive factors..

The Brazilian government should consider as a number 1 priority to reactivate the economy with the immediate execution of a broad program of public infrastructure works (energy, transportation, housing, basic sanitation, etc.) with the participation of the private sector to combat unemployment bulk current raising the levels of employment and income of families and companies to, consequently, promote the expansion of the consumption of families and companies resulting, respectively, from the increase in the wages of families and the income of companies with investments in public works for make Brazil grow economically again. In addition to the public works program, the Brazilian government should develop a broad export program, especially in agribusiness and the mineral sector, the drastic reduction in bank interest rates to encourage household consumption and investment by companies, the reduction of the burden tax with restrictions on raising high salaries in the public sector, cutting perks and public administration bodies and falling charges on interest payments and amortization of public debt to be renegotiated with public debt creditors for the government to have resources for investment in economic and social infrastructure. Without adopting this strategy, Brazil will inevitably be driven to economic ruin and political and social upheaval.

The booster factors of development at the level of society concern: 1) availability of human resources and knowledge resources as factors of production; 2) availability of social infrastructure (education, health and sanitation); and, 3) existence of active organized civil society institutions, active labor unions and strong progressive political parties. Brazil is very fragile in terms of the availability of qualified human resources necessary for the country’s development due to the failure of the education system at all levels, the lack of its own knowledge resources that generates the country’s technological dependence in the face of the need to acquire technology abroad,  the deterioration of social infrastructure (education, health, sanitation and housing) that contributes to the poor qualification of human resources, the worsening of the population’s health due to the deficiency in health and basic sanitation services and the deficit in popular housing and the absence active civil society institutions, active labor unions and strong progressive political parties able to pressure the government to meet the population’s demand for employment, education, health, basic sanitation, popular housing, as well as requiring government to strengthen das Universities and research centers in the country to overcome external technological dependence. The Bolsonaro government’s inaction is blatant because it does not adopt strategies to eliminate the restrictive factors that exist in Brazilian society in terms of human resources, knowledge resources and social infrastructure (education, health and sanitation). It is also questioned the inaction of Civil Society bodies, workers’ unions and progressive political parties in the fight against the Bolsonaro government’s anti-democratic, anti-social and anti-national policy.

The booster factors of development at the level of territory concern: 1) availability of natural or man-made physical resources as factors of production; 2) availability of economic infrastructure (energy, transport and communications); 3) existence of places or cities as poles of growth and development that are territorially well distributed; and, 4) existence of endogenous or local development potential in all regions of the country. Brazil has all these 4 factors. What Brazil lacks is the action of economic and social planning by the federal government, in conjunction with state and municipal governments, in the sense of using intelligently the vast natural resources and built for the economic and social development of the country, strengthening the infrastructure (energy, transport and communications) existing where necessary, to establish and strengthen cities that will become poles of growth and development and to elaborate regional development plans seeking to take advantage of the endogenous development potential that exists in each region of the country. The inaction of the Bolsonaro government is blatant in the sense of boosting development based on existing resources in the Brazilian territory.

To be successful in implementing their developmental policies, governments need to ensure that the booster factors of development existing in each of the three plans mentioned above (economy, society and territory) are widely used in promoting economic and social development and that restrictive factors are eliminated or neutralized. This means that the most adequate synergy between the factors that exist in terms of the economy, society and territory is decisive for achieving the necessary economic and social development. None of this is being carried out and will never be carried out by the Bolsonaro government because it is committed to the neoliberal model that has unhappy the Brazilian nation since 1990.

* Fernando Alcoforado, 80, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) and Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

COMO PLANEJAR O DESENVOLVIMENTO DO BRASIL NA ERA CONTEMPORÂNEA

Fernando Alcoforado*

A situação econômica e social do Brasil no momento é bastante grave porque o insucesso no progresso social se soma ao insucesso no progresso econômico com a estagnação econômica geradora do desemprego em massa. Esta situação resultou do fato de todos os governos do Brasil desde 1990 não planejarem o desenvolvimento da economia brasileira porque obedeceram ao que estabelece o Consenso de Washington ao adotarem o modelo econômico neoliberal que não admite efetiva intervenção do Estado na economia. No livro de nossa autoria, Os fatores condicionantes do desenvolvimento econômico e social, publicado pela Editora CRV de Curitiba em 2012, enfatizamos a necessidade do planejamento governamental para evitar a anarquia na atividade econômica típica dos governos de países capitalistas que só interveem na economia em momentos de crise. Neste livro, afirmamos que no processo de planejamento governamental, “no delineamento de políticas desenvolvimentistas de um país, é preciso que sejam identificados os fatores internos e externos condicionantes do desenvolvimento econômico e social e, em seguida, caracterizar aqueles que são impulsionadores e restritivos”.

Neste mesmo livro afirmamos que “uma política de desenvolvimento econômico e social só será eficaz na medida em que ela seja capaz de utilizar ao máximo os fatores internos e externos impulsionadores e inibir ou neutralizar os fatores internos e externos restritivos ao desenvolvimento de um país. Esses fatores impulsionadores e restritivos ao desenvolvimento se localizam em três planos: 1) na economia; 2) na sociedade; 3) no território. Nada foi realizado pelos governos do Brasil de 1990, quando foi introduzido o modelo neoliberal, até o presente momento no sentido utilizar os fatores impulsionadores e neutralizar os fatores restritivos a seu desenvolvimento localizados na economia, na sociedade e no território. Todos os países do mundo bem sucedidos na senda do desenvolvimento econômico e social conseguiram estabelecer uma adequada sinergia entre os planos da economia, da sociedade e do território.

Os fatores impulsionadores do desenvolvimento no plano da economia dizem respeito à: 1) disponibilidade de capital como fator de produção; 2) existência de demanda interna e externa para os produtos ou serviços; 3) presença de empreendedores internos e externos interessados em investir; 4) existência de uma estrutura industrial competitiva; 5) presença de um ambiente empresarial competitivo que contribua para a inovação de produtos e processos; e, 6) existência de uma situação macroeconômica favorável. A ausência total ou parcial ou a não utilização de qualquer um desses fatores pode restringir o desenvolvimento econômico e social de um país.

O Brasil não preenche nenhuma das condições acima citadas porque, não dispondo de capital, abre sua economia para atrair capitais externos aumentando sua dependência externa, a demanda interna de produtos e serviços está bastante afetada pela estagnação da economia e pelo desemprego em massa, os empreendedores internos e externos interessados em investir são em pequeno número graças à estagnação da economia, a estrutura industrial do Brasil não é competitiva  devido aos problemas de infraestrutura e aos impostos elevados, entre outros fatores, que estão contribuindo para a desindustrialização do país, ausência de um ambiente empresarial competitivo resultante da crise atual que contribui para o baixo nível de inovação de produtos e processos e a  existência de uma situação macroeconômica desfavorável resultante do fato de o Brasil apresentar déficits no balanço de pagamentos. Só com a reativação da economia com o planejamento governamental, será possível superar estes problemas.

Antes de reativar a economia brasileira, é preciso abandonar o modelo neoliberal, responsável pela debacle econômica atual do Brasil que deveria ser substituído pelo modelo nacional desenvolvimentista com abertura seletiva da economia brasileira similar ao adotado no período 1930/1980 quando o Brasil alcançou seu maior desenvolvimento econômico e social de sua história. As taxas de crescimento do PIB do Brasil variaram de 4,6% ao ano em 1930 a 8,6% ao ano em1980 que corresponde ao período da história em que o governo federal exerceu um papel ativo no desenvolvimento econômico e social do País. Em 2015 e 2016, por exemplo, o PIB teve crescimento negativo de 3,5% e 3,3%, respectivamente. Foi um marco negativo para a histórica econômica do País. Agora, o Brasil registra 5 anos de recessão sem perspectiva de solução a curto prazo. Para piorar o cenário da década atual, os sinais da lenta retomada estão se consolidando. Nos últimos dois anos, o PIB cresceu apenas 1,1%. A inação do governo Bolsonaro é flagrante ao não adotar nenhuma estratégia que contribua para impulsionar a economia brasileira e eliminar seus fatores restritivos.

O governo brasileiro deveria considerar como prioridade número 1 reativar a economia com a execução, de imediato, de um amplo programa de obras públicas de infraestrutura (energia, transporte, habitação, saneamento básico, etc) com a participação do setor privado para combater o desemprego em massa atual elevando os níveis de emprego e  renda das famílias e das empresas para, em consequência, promover a expansão do consumo das famílias e das empresas resultantes, respectivamente, do aumento da massa salarial das famílias e da renda das empresas com os investimentos em obras públicas para fazer o Brasil voltar a crescer economicamente. Além do programa de obras públicas, o governo brasileiro deveria desenvolver um amplo programa de exportações, sobretudo do agronegócio e do setor mineral, a redução drástica das taxas de juros bancárias para incentivar o consumo das famílias e o investimento pelas empresas, a redução da carga tributária com o congelamento dos altos salários do setor público, o corte de mordomias e de órgãos da administração pública e a queda dos encargos com o pagamento de juros e amortização da dívida pública a ser renegociada com os credores da dívida pública para o governo dispor de recursos para investimento na infraestrutura econômica e social. Sem a adoção desta estratégia, o Brasil será levado inevitavelmente à ruina econômica e à convulsão política e social.

Os fatores impulsionadores do desenvolvimento no plano da sociedade dizem respeito à: 1) disponibilidade de recursos humanos e de recursos de conhecimento como fatores de produção; 2) disponibilidade de infraestrutura social (educação, saúde e saneamento); e, 3) existência de instituições da Sociedade Civil organizada atuantes, de sindicatos de trabalhadores ativos e de partidos políticos progressistas fortes. O Brasil apresenta grande fragilidade quanto à disponibilidade recursos humanos qualificados necessários ao desenvolvimento do País devido à falência do sistema de educação em todos os níveis, a carência de recursos de conhecimento próprios que gera a dependência tecnológica do País em face da necessidade de adquirir tecnologia no exterior, a deterioração da  infraestrutura social (educação, saúde, saneamento e habitação) que contribui para a má qualificação dos recursos humanos, o agravamento da saúde da população pela deficiência nos serviços de saúde e saneamento básico e pelo déficit em habitação popular e a ausência  de instituições da Sociedade Civil organizada atuantes, de sindicatos de trabalhadores ativos e de partidos políticos progressistas fortes capazes de pressionar o governo a atender a demanda da população por emprego, educação, saúde, saneamento básico, habitação popular, bem como exigir do governo o fortalecimento das Universidades e centros de pesquisa do País para superar a dependência tecnológica externa.  A inação do governo Bolsonaro é flagrante porque não adota estratégias para eliminar os fatores restritivos existentes na sociedade brasileira em termos de recursos humanos, de recursos de conhecimento e infraestrutura social (educação, saúde e saneamento). Questiona-se, também, a inação de organismos da Sociedade Civil, de sindicatos de trabalhadores e de partidos políticos progressistas no combate à política antidemocrática, antissocial e antinacional do governo Bolsonaro.

Os fatores impulsionadores do desenvolvimento no plano do território dizem respeito à: 1) disponibilidade de recursos físicos naturais ou construídos pelo homem como fatores de produção; 2) disponibilidade de infraestrutura econômica (energia, transportes e comunicações); 3) existência de locais ou cidades como polos de crescimento e desenvolvimento territorialmente bem distribuídos; e, 4) existência de potencial de desenvolvimento endógeno ou local em todas as regiões do país. O Brasil dispõe de todos estes 4 fatores. O que falta ao Brasil é a ação de planejamento econômico e social do governo federal, articuladamente com os governos estaduais e municipais, no sentido de utilizar com inteligência os vastos recursos naturais e construídos em prol do desenvolvimento econômico e social do País, reforçar a infraestrutura econômica (energia, transportes e comunicações) existente onde for necessário, estabelecer e reforçar as cidades que venham a se constituir em polos de crescimento e desenvolvimento e elaborar planos de desenvolvimento regional procurando aproveitar o potencial de desenvolvimento endógeno existente em cada região do País. A inação do governo Bolsonaro é flagrante no sentido de impulsionar o desenvolvimento com base nos recursos existentes no território brasileiro.

Para serem bem sucedidos na implementação de suas políticas desenvolvimentistas, os governos precisam fazer com que os fatores impulsionadores do desenvolvimento existentes em cada um dos três planos acima citados (economia, sociedade e território) sejam amplamente utilizados na promoção do desenvolvimento econômico e social e que os fatores restritivos sejam eliminados ou neutralizados. Isso significa dizer que a mais adequada sinergia entre os fatores existentes nos planos da economia, da sociedade e do território é decisiva para que se alcance o necessário desenvolvimento econômico e social. Nada disto está sendo realizado e jamais será realizado pelo governo Bolsonaro devido ao fato de estar comprometido com o modelo neoliberal que infelicita a nação brasileira desde 1990.

* Fernando Alcoforado, 80, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).