CAPITALISM, SOCIALISM AND SOCIAL DEMOCRACY THROUGHOUT HISTORY

Fernando Alcoforado*

This article aims to make a comparative analysis between capitalism, socialism and social democracy throughout the history of humanity from the economic, social and political point of view. Capitalism, which emerged as an economic system from the twelfth century in Italy, continues to operate globally until the contemporary era. Soviet-style socialism emerged as an economic system in the former Soviet Union in 1917 and ended in 1989, although it is currently maintained in some countries such as Cuba and North Korea. Social democracy emerged as an economic system in 1930 in Scandinavia and was also adopted in some Western European countries after World War II.

From the foregoing in this article, capitalism has failed throughout history to promote economic, social and political progress. Liberal capitalism failed in the field of economics because it was responsible for the occurrence of two major depressions in the world capitalist system in 1873 and 1929, of the escalation of colonialism and imperialism throughout the Earth, and the advent of two world wars (1914-1918 and 1939-1945). Liberal capitalism adopted until 1929 and neoliberal capitalism that has prevailed since 1990 have failed from the social point of view because they have contributed from their origins in the twelfth century to the advancement of social inequality that reached alarming levels worldwide in the twenty-first century. Liberal and neoliberal capitalism was also an instrument of degradation of the global environment. One of the characteristics of capitalism throughout history has been the abandonment of political democracy when its interests are threatened by worsening economic and social problems by supporting dictatorships and fascism. In addition, the world capitalist system is ending in the mid-21st century by placing on the agenda the need for its replacement by a new economic system that is capable of promoting economic and social progress at the levels of each country and planet Earth as a whole.

From the foregoing in this article, socialism has failed throughout its history to promote economic and political progress, despite the social advances achieved. Marxist-based socialist parties failed because the main element that led to the popular withdrawal of these parties was disillusionment, a feeling that these parties had had their historic opportunity, which had gained support based on a two-step strategy to transform the world (seize state power, then transform it), and that they had not kept their historic promise. As for the failure of the Soviet Union and the socialist countries, the three major accusations against historical socialism are: 1) the arbitrary use of state (and party) authority in which, in the worst cases, state-led terror; 2) the extension of the privileges of the Nomenclature (dominant group in the power structure of the Soviet Union and other socialist countries); and 3) extensive economic inefficiency, the result of which was restraint in increasing social value rather than promoting it.

From the foregoing in this article, Scandinavian social democracy would be the solution to promote economic, social and political progress since it would end the anarchy of production, social inequality and the threat to democracy characteristic of liberal and neoliberal capitalism and ensure economic stability, social welfare and the exercise of political democracy not achieved by liberal and neoliberal capitalism; and the exercise of democracy not achieved by socialism in the Soviet way. The Nordic or Scandinavian model of social democracy could best be described as a kind of compromise between capitalism and socialism. It is neither fully capitalist nor fully socialist, being the attempt to merge the most desirable elements of both into a “hybrid” system. In 2013, The Economist magazine declared that the Nordic countries are probably the best governed in the world. The UN World Happiness Report 2013 shows that the happiest nations are concentrated in northern Europe. Norse people have the highest rating in real GDP per capita, the highest healthy life expectancy, the greatest freedom to make life choices, and the most generosity.

In this article, therefore, it is concluded that capitalism and socialism failed to build an economically, socially and politically viable society in various countries of the world. It is also concluded that the promotion of economic, social and political progress in order to establish a civilized coexistence among all human beings urges the building of Scandinavian social democracy in all countries of the world. This requirement is imposed because Soviet-style socialism failed and ended in 1989, and capitalism, too, failed and will end in the mid-21st century.

To read the article, access the website:

https://www.academia.edu/41234504/CAPITALISMO_SOCIALISMO_E_SOCIAL_DEMOCRACIA_AO_LONGO_DA_HIST%C3%93RIA

* Fernando Alcoforado, 79, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) and Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

CAPITALISMO, SOCIALISMO E SOCIAL DEMOCRACIA AO LONGO DA HISTÓRIA

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo fazer uma análise comparativa entre o capitalismo, o socialismo e a social democracia ao longo da história da humanidade do ponto de vista econômico, social e político. O capitalismo, que surgiu como sistema econômico a partir do século XII na Itália, continua operando globalmente até a era contemporânea. O socialismo nos moldes soviéticos surgiu como sistema econômico na ex-União Soviética em 1917 e chegou ao fim em 1989 apesar de ser mantido atualmente em alguns países como Cuba e Coreia do Norte. A socialdemocracia surgiu como sistema econômico em 1930 na Escandinávia tendo sido adotado, também, em alguns países da Europa Ocidental após a 2ª Guerra Mundial.

Pelo exposto neste artigo, o capitalismo fracassou ao longo da história na promoção do progresso econômico, social e político. O capitalismo liberal fracassou no campo da economia porque foi responsável pela ocorrência de duas grandes depressões no sistema capitalista mundial em 1873 e 1929, a escalada do colonialismo e do imperialismo em todo os quadrantes da Terra e o advento de duas guerras mundiais (1914-1918 e 1939-1945). O capitalismo liberal adotado até 1929 e o capitalismo neoliberal que prevalece desde 1990 fracassaram do ponto de vista social porque contribuiram desde sua origem no século XII para o avanço da desigualdade social que chegou a níveis alarmantes em todo o mundo no século XXI. O capitalismo liberal e neoliberal se constituiu, também, em instrumento de degradação do meio ambiente global. Uma das características do capitalismo ao longo da história tem sido o abandono da democracia política quando seus interesses são ameaçados na ocorrência de agravamento dos problemas econômicos e sociais apoiando ditaduras e o fascismo. Além disso, o sistema capitalista mundial caminha para seu fim em meados do século XXI colocando na ordem do dia a necessidade de sua substituição por um novo sistema econômico que seja capaz de promover o progresso econômico e social nos níveis de cada país e do planeta Terra como um todo.

Pelo exposto neste artigo, o socialismo fracassou ao longo de sua história na promoção do progresso econômico e político, apesar dos avanços sociais alcançados. Os partidos socialistas de base  marxista fracassaram porque o elemento principal que levou ao afastamento popular desses partidos foi a desilusão, uma sensação de que esses partidos tinham tido sua oportunidade histórica, que tinham obtido apoio com base em uma estratégia de duas etapas para transformar o mundo (tomar o poder do Estado, depois transformá-lo), e que não tinham cumprido sua promessa histórica. Quanto ao fracasso da União Soviética e dos países socialistas, as três maiores acusações contra o socialismo histórico são: 1) o uso arbitrário da autoridade do Estado (e do partido) em que, nos piores casos, com o terror comandado pelo Estado; 2) a extensão dos privilégios da Nomenclatura (grupo dominante na estrutura de poder da União Soviética e outros países socialistas); e 3) extensa ineficiência econômica cujo resultado foi uma contenção do aumento do valor social em vez de sua promoção.

Pelo exposto neste artigo, a social democracia nos moldes escandinavos seria a solução para promover o progresso econômico, social e político haja vista que permitiria acabar com a anarquia da produção, a desigualdade social e a ameaça à democracia  características do capitalismo liberal e neoliberal e assegurar a estabilidade econômica, o bem-estar-social e o exercício da democracia política não alcançados pelo capitalismo liberal e neoliberal e o exercício da democracia não alcançada pelo socialismo nos moldes soviéticos.   O modelo nórdico ou escandinavo de social democracia poderia ser melhor descrito como uma espécie de meio-termo entre capitalismo e socialismo. Não é nem totalmente capitalista nem totalmente socialista, sendo a tentativa de fundir os elementos mais desejáveis de ambos em um sistema “híbrido”. Em 2013, a revista The Economist declarou que os países nórdicos são provavelmente os mais bem governados do mundo. O relatório World Happiness Report 2013 da ONU mostra que as nações mais felizes estão concentradas no Norte da Europa. Os nórdicos possuem a mais alta classificação no PIB real per capita, a maior expectativa de vida saudável, a maior liberdade de fazer escolhas na vida e a maior generosidade.

Neste artigo, conclui-se, portanto, que o capitalismo e o socialismo fracassaram na construção de uma sociedade econômica, social e politicamente viável em vários países do mundo. Conclui-se, também, que a promoção do progresso econômico, social e político para estabelecer uma convivência civilizada entre todos os seres humanos urge a edificação da social democracia nos moldes escandinavos em todos os países do mundo. Esta exigência se impõe porque o socialismo nos moldes soviéticos fracassou e chegou ao fim em 1989 e o capitalismo, também, fracassou e chegará ao fim em meados do século XXI.

Para ler o artigo, acessar o website:

https://www.academia.edu/41234504/CAPITALISMO_SOCIALISMO_E_SOCIAL_DEMOCRACIA_AO_LONGO_DA_HIST%C3%93RIA

* Fernando Alcoforado, 79, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

STRATÉGIES D’HUMANITÉ POUR FAIRE FACE AUX MENACES INTERNES ET EXTERNES À LA PLANÈTE TERRE

Fernando Alcoforado*

Cet article vise à démontrer la nécessité d’adopter des stratégies globales capables d’éliminer ou de neutraliser les menaces internes à la planète Terre  en raison de la fin du systèm capitaliste mondial, de l’épuisement des ressources naturelles de la planète, du changement climatique catastrophique mondial et l’escalade des conflits internationaux qui pourraient conduire à la guerre de tous contre tous aux niveaux national et international au milieu du 21e siècle et également éliminer ou atténuer les menaces immédiates et futures posées par la collision de comètes et d’astéroïdes géants avec la Terre qui a le potentiel d’annihiler complètement les êtres humains, comme ce fut le cas pour les dinosaures entre 208 et 144 millions d’années, en raison des conséquences d´augmentation continue de la distance de la Lune à la Terre, de l’impact sur la Terre d’éruptions d’éruptions géantes de particules chargées connues sous le nom d’éjections de masse de la couronne solaire du Soleil, par le Soleil devenant un géant rouge qui engloutira la Terre dans cinq milliards d’années, par l’impact meurtrier des explosions de supernova sur la terre, par l’expansion éternelle de l’Univers qui ne laissera que de la chaleur résiduelle et des trous noirs ou par sa contraction unissant toute la matière et l’énergie en un seul Grand Trou Noir, et par l’énergie noire croissante et la matière noire en train de s’évaporer qui peuvent amener l’Univers à se retrouver presque vide.

Les menaces internes exigent la construction d’un nouveau modèle de société permettant la coexistence civilisée entre tous les êtres humains. Ce besoin est imposé au 21e siècle face à la fin prévisible du capitalisme au milieu de ce siècle, à la dégradation de l’environnement de la planète Terre résultant de l’épuisement des ressources naturelles et du changement climatique mondial ainsi qu’à l’escalade des conflits internationaux qui peut conduire à guerre de tous contre tous aux niveaux national et international, y compris au milieu du 21e siècle. Compte tenu de la fin prévisible du capitalisme au milieu du XXIe siècle, il est urgent de remplacer le capitalisme par le modèle nordique ou scandinave de la social-démocratie, pratiqué au Danemark, en Norvège, en Suède, en Finlande et en Islande, qui pourrait être décrit comme une sorte de terrain intermédiaire entre le capitalisme et le socialisme.

En 2013, le magazine The Economist a déclaré que les pays nordiques sont probablement les mieux gouvernés du monde. Le rapport 2013 sur le bonheur dans le monde des Nations Unies montre que les pays les plus heureux du monde sont concentrés dans le nord de l’Europe. Les pays nordiques ont le PIB réel par habitant le plus élevé, la plus longue espérance de vie, la plus grande liberté de choix en matière de vie et la plus grande générosité. En dépit de leurs différences, les pays scandinaves partagent certaines caractéristiques communes: un État-providence universaliste visant à améliorer l’autonomie individuelle, à promouvoir la mobilité sociale et à garantir la fourniture universelle des droits de l’homme fondamentaux et la stabilisation économique. Il se distingue également par son accent mis sur la participation à la main-d’œuvre, la promotion de l’égalité des sexes, la réduction des inégalités sociales, des avantages considérables pour la population et la grande ampleur de la redistribution de la richesse.

Les menaces internes et externes nécessitent la mise en place d’un gouvernement mondial démocratique qui viserait non seulement à surmonter les menaces internes avec la planification économique mondiale, la défense de l’environnement mondial et la réalisation de la paix mondiale, mais créent également les conditions pour faire face aux menaces extérieures venant de l’espace dont les actions globales visant à les neutraliser sont impossibles à faire progresser par les États isolément et des institutions internationales actuelles. La menace de l’espace qui nécessite une action immédiate pour éviter ses conséquences est la collision de comètes et d’astéroïdes géants avec la Terre, qui a le potentiel d’annihiler complètement les humains. Une autre menace de l’espace nécessitant une action immédiate pour éviter ses conséquences concerne les éruptions de particules chargées géantes connues sous le nom d’éjections de masse coronale du Soleil. Autres menaces nécessitant des mesures à long terme pour éviter leurs conséquences sont représentées par des explosions de supernovae, des étoiles de masse supérieure à celle du Soleil qui pourraient, à la fin de leur existence, anéantir la vie sur Terre grâce à la libération de rayons gamma et X suffisants pour chauffer la surface de notre planète et faire évaporer l’atmosphère et les océans, en augmentant la distance de la Lune à la Terre, ce qui ralentira sa rotation afin que la journée de 24 heures ne dure pas éternellement et atteigne 1 152 heures sur 4 milliards d’années, ce qui rend la vie sur la planète non viable, la disparition des marées, la fin de la stabilité de l’axe de rotation de la Terre et changement climatique global qui serait le facteur qui produirait les conséquences les plus terribles pour la vie terrestre.

On sait scientifiquement que toute vie sur Terre sera balayée lorsque le Soleil aura atteint la fin de son existence dans les 5 milliards d’années quand il se développera en un géant rouge qui avalera la Terre. À son tour, l’univers deviendra incapable de permettre à toute forme de vie d’exister à cause de son expansion éternelle, ne laissant que la chaleur résiduelle et les trous noirs, ou se contractera en unissant toute la matière et l’énergie en un seul grand trou noir. Enfin, la découverte que la matière noire pourrait se transformer en énergie noire pourrait rendre l’espace vide, dont le processus serait responsable du ralentissement de la croissance des galaxies et d’autres structures à grande échelle de l’Univers. Si la conversion se poursuit au rythme actuel, le destin ultime de l’Univers en tant qu’endroit froid, sombre et vide pourrait survenir plus tôt que prévu. Quoi qu’il en soit, toute la vie dans l’Univers disparaîtrait pour toujours. Cela signifie que nous allons faire face à la menace de mort de notre espèce avec la disparition du Soleil, de la Terre et de l’Univers lui-même, ce qui nécessitera l’adoption de mesures pour assurer la survie de l’espèce humaine.

Le moment est venu pour l’humanité de se doter le plus rapidement possible des outils nécessaires pour maîtriser son destin avec la mise en place d’un gouvernement mondial. C’est le seul moyen de survie de l’espèce humaine pour contrer les menaces internes et externes à la planète Terre. Outre les stratégies citées aux paragraphes 2 et 3 de cet article suggérées pour éliminer les menaces internes, le gouvernement mondial devrait adopter des stratégies immédiates pour empêcher les comètes et les astéroïdes d’entrer en collision avec la Terre afin de les détourner en utilisant des fusées spatiales et d’atténuer l’impact sur la Terre d’éruptions de particules géantes chargées connues sous le nom d’éjections massives coronales du Soleil. Les menaces posées par les conséquences  de l’élargissement de la distance de la Lune à la Terre, Les explosions de supernova et la transformation du Soleil en une géante rouge qui engloutira la Terre nécessitent l’adoption de stratégies à long terme qui contribuent au déploiement de stations spatiales et à l’utilisation de planètes telles que les lunes de Jupiter et de Saturne dans le système solaire loin du Soleil et de la colonisation de planètes semblables à la Terre dans la Voie lactée ou d’autres galaxies lointaines qui peuvent être habitées par des populations humaines et capables de survivre sur celles-ci. Les menaces posées par l’impossibilité de vivre dans l’Univers en raison de son expansion ou de sa contraction éternelle en un grand trou noir et du destin ultime de l’Univers en tant que lieu froid, sombre et vide nécessiteront l’adoption de stratégies à long terme qui contribuent à sa réalisation des voyages des populations humaines vers d’autres univers. Ces stratégies ne seront efficaces que si un gouvernement mondial s’efforce de préparer les êtres humains à faire face à ces menaces et de promouvoir leur développement scientifique et technologique durable.

En ce qui concerne l’existence d’autres univers, il convient de mentionner les dernières recherches du physicien Stephen Hawking, qui soulignent que notre Univers pourrait n’être que l’un des nombreux autres du même genre. La théorie de Hawking indique aux astronomes un moyen de rechercher des preuves d’univers parallèles. L’étude a été soumise pour publication dans le Journal of High-Energy Physics. Hartle et Hawking ont utilisé la mécanique quantique comme base pour expliquer comment l’univers serait parti de rien. Les scientifiques ont développé l’idée et ont émis l’hypothèse que le Big Bang n’aurait pas créé un seul univers, mais d’innombrables univers. Selon la théorie de Hartle-Hawking, certaines d’entre elles seraient très semblables aux nôtres – peut-être des planètes semblables à la Terre, des sociétés et des individus comme ceux de notre Univers. Les autres univers auraient des différences ponctuelles – une terre où les dinosaures n’étaient pas éteints, par exemple. Et il y aurait des univers totalement différents des nôtres, sans planète Terre ou peut-être sans étoiles ou galaxies et lois de la physique différentes. Cela peut sembler improbable, mais les équations élaborées sur cette théorie rendent ces scénarios possibles.

En ce qui concerne l’existence d’autres univers, il convient de mentionner les dernières recherches du physicien Stephen Hawking, qui soulignent que notre Univers pourrait n’être que l’un des nombreux autres du même genre. La théorie de Hawking indique aux astronomes un moyen de rechercher des preuves d’univers parallèles. L’étude a été soumise pour publication dans le Journal of High-Energy Physics. Hartle et Hawking ont utilisé la mécanique quantique comme base pour expliquer comment l’univers serait parti de rien. Les scientifiques ont développé l’idée et ont émis l’hypothèse que le Big Bang n’aurait pas créé un seul univers, mais d’innombrables univers. Selon la théorie de Hartle-Hawking, certaines d’entre elles seraient très semblables aux nôtres – peut-être des planètes semblables à la Terre, des sociétés et des individus comme ceux de notre Univers. Les autres univers auraient des différences ponctuelles – une terre où les dinosaures n’étaient pas éteints, par exemple. Et il y aurait des univers totalement différents de nôtre Universe, sans planète Terre ou peut-être sans étoiles ou galaxies et lois de la physique différentes. Cela peut sembler improbable, mais les équations élaborées sur cette théorie rendent ces scénarios possibles.

Une question critique en découle: l’existence d’infinis types d’univers avec des variations infinies dans leurs lois de la physique. Hawking a collaboré avec Thomas Hertog pour tenter de résoudre ce paradoxe. Le dernier travail de Hawking est le résultat de 20 années de recherche menées par Hertog et a résolu ce casse-tête en recourant à de nouvelles techniques mathématiques conçues pour étudier une autre branche exotique de la physique appelée théorie des cordes. Ces techniques permettent aux chercheurs de voir les théories de la physique d’une manière différente. Et la poursuite de la théorie de Hartle-Hawking dans l’étude a donné un ordre au multivers jusqu’alors chaotique. Le document souligne qu’il ne peut y avoir que des univers appliquant les mêmes lois de la physique que la nôtre. Cela signifie que notre Univers est un univers typique et que les observations effectuées de notre point de vue nous aideront à développer nos concepts de la manière dont d’autres univers sont nés.

REFERENCES

ALCOFORADO. Fernando. Como inventar o futuro para mudar o mundo. Curitiba: Editora CRV, 2019.

_____________________. As ameaças sobre a vida na Terra vindas do espaço. Disponível no website <https://www.academia.edu/40639080/AS_AMEA%C3%87AS_SOBRE_A_VIDA_NA_TERRA_VINDAS_DO_ESPA%C3%87O>, 16/10/2019.

______________________. A lua e sua importância para o planeta Terra. Disponível no website https://www.academia.edu/29870877/A_LUA_E_SUA_IMPORT%C3%82NCIA_PARA_O_PLANETA_TERRA. 15/11/2016.

BACHEGA, Riis. A Energia Escura está comendo a Matéria Escura? Disponível no website <http://www.universoracionalista.org/a-energia-escura-esta-comendo-a-materia-escura/>.

KAKU, Micho. The future of humanity. New York, London, Toronto: Doubleday, 2018.

OLIVEIRA, André Jorge. Veja o que aconteceria se um asteroide de 500 quilômetros de diâmetro atingisse a Terra. Disponível no website <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2015/03/veja-o-que-aconteceria-se-um-asteroide-de-500-quilometros-de-diametro-atingisse-terra.html>.

PANEK, Richard. The 4% Universe. Boston e New York: Mariner Books, 2011.

STACEY, F.D. Physics of the Earth, John Willey & Sons, 1969.

* Fernando Alcoforado, 79, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) et Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

HUMANITY STRATEGIES TO DEAL WITH INTERNAL AND EXTERNAL THREATS TO EARTH PLANET

Fernando Alcoforado*

This article aims to demonstrate the need to adopt global strategies that are capable of eliminating or neutralizing the internal threats to planet Earth represented by the consequences resulting from the end of the world capitalist system, the depletion of the planet’s natural resources, global catastrophic climate change and the escalation of international conflicts that could lead to the war of all against all at national and international levels in the mid-21st century and also to eliminate or attenuate the immediate and future threats from outer space posed by the collision of comets and giant asteroids with Earth that have the potential to annihilate humans altogether as with dinosaurs between 208 and 144 million years ago, due to the consequences of the Moon’s continuing remoteness from Earth, the impact on Earth of giant charged particle eruptions known as Sun’s coronal mass ejections, by the Sun becoming a red giant that will swallow the Earth as it comes to an end within 5 billion years, due to the deadly impact on Earth of supernova explosions, the eternal expansion of the Universe that will leave only residual heat and black holes or by its contraction uniting all matter and energy into one great black hole, and by the growing dark energy and the evaporating dark matter that can cause the Universe to end up with almost nothing in it.

Internal threats require the construction of a new model of society that enables civilized coexistence among all human beings. This need is imposed in the 21st century in the face of the foreseeable end of capitalism in the middle of this century, the environmental degradation of planet Earth resulting from the depletion of natural resources and global climate change and the escalation of international conflicts that could lead to the war of all against all. nationally and internationally, also in the mid-21st century. Given the foreseeable end to capitalism in the mid-21st century, it is urgent to replace capitalism with the Nordic or Scandinavian model of social democracy, practiced in Denmark, Norway, Sweden, Finland and Iceland, which could best be described as a kind of middle ground. between capitalism and socialism.

In 2013, The Economist magazine declared that the Nordic countries are probably the best governed in the world. The UN World Happiness Report 2013 shows that the happiest nations in the world are concentrated in northern Europe. The Nordics have the highest real GDP per capita rating, the longest life expectancy, the greatest freedom to make life choices, and the most generosity. Despite their differences, the Scandinavian countries share some commonalities: a universalist welfare state that is aimed at improving individual autonomy, promoting social mobility and ensuring universal provision of basic human rights and economic stabilization. It is also distinguished by their emphasis on labor force participation, promoting gender equality, reducing social inequality, extensive levels of benefit to the population and the great magnitude of wealth redistribution.

Internal and external threats call for the establishment of a democratic world government that would aim not only at overcoming internal threats such as global economic planning, the defense of the global environment and the achievement of world peace, but also create the conditions to face external threats from space whose global actions to counteract them are impossible for national states to take forward in isolation and by current international institutions. The threat from space that requires immediate action to avoid its consequences is the collision of comets and giant asteroids with Earth that has the potential to completely annihilate humans. Another threat from space that requires immediate action to avoid its consequences concerns the giant charged particle eruptions known as coronal mass ejections from the Sun. Other threats that require long-term action to avoid its consequences are represented by the explosions of supernovae, stars of greater mass than the Sun that, at the end of their existence, could wipe out life on Earth due to the release of sufficient gamma and X-ray radiation enough to heat the surface of our planet and make the atmosphere and oceans evaporate, by moving the moon away from the Earth, which will slow down the Earth’s rotation, so that the 24-hour day will not last forever and reach 1,152 hours in 4 billion years making life on the planet unfeasible with the disappearance of tides, the end of the Earth’s axis of rotation stability and global climate change that would be the factors that would produce the most dire consequences for terrestrial life.

It is scientifically known that all life on Earth will be swept away when the Sun reaches the end of its existence within 5 billion years when it will expand into a red giant that will engulf the Earth. In turn, the Universe will become incapable of allowing any kind of life to exist because of its eternal expansion, leaving only residual heat and black holes, or will contract by uniting all matter and energy into one large black hole. Finally, the discovery that dark matter may be turning into dark energy may make the space emptier whose process would be responsible for slowing the growth of galaxies and other large-scale structures in the Universe. If the conversion continues at the current pace, the ultimate fate of the Universe as a cold, dark and empty place could come sooner than expected. Anyway, all life in the Universe would disappear forever. This means that we will face the threat of death of our species with the disappearance of the Sun, the Earth and the Universe itself that will require the adoption of measures to ensure the survival of the human species..

The time has come for humanity to equip itself as urgently as possible with the tools necessary to control its destiny with the establishment of a world government. This is the only means of survival for the human species to counter internal and external threats to planet Earth. In addition to the strategies cited in paragraphs 2 and 3 of this article suggested to eliminate the internal threats, the world government should adopt immediate strategies to avoid the collision of comets and asteroids with the Earth by deflecting them with the use of space rockets directed at them and mitigate the impact on Earth of giant charged particle eruptions known as Sun’s coronal mass ejections. The threats resulting from the Moon’s remoteness from Earth, supernova explosions, and the transformation of the Sun into a red giant that will engulf Earth require the adoption of long-term strategies that contribute to the deployment of space stations, the use of planetary moons such as those of Jupiter and Saturn of the solar system far from the Sun and the colonization of Earth-like planets in the Milky Way or other distant galaxies that may be inhabited by human populations and able to survive there. The threats posed by the impossibility of life in the universe due to its eternal expansion or contraction into a large black hole and the ultimate fate of the Universe as a cold, dark and empty place will require the adoption of long term strategies that contribute to the realization of travel of human populations to other universes. These strategies will only be successful if there is a global effort under the leadership of a world government to prepare human beings to face these threats and to promote sustained scientific and technological development.

On the existence of other universes, it is worth mentioning the latest research by physicist Stephen Hawking that points out that our universe may be just one of many others like it. Hawking’s theory points a way for astronomers to look for evidence of parallel universes. The study was submitted for publication in the Journal of High-Energy Physics. Hartle and Hawking used quantum mechanics as a basis to explain how the Universe would have started out of nothing. Scientists developed the idea and hypothesized that the Big Bang would not have created just one universe, but countless universes. Some of them, according to the Hartle-Hawking theory, would be very similar to ours – perhaps Earth-like planets and societies and individuals like those in our Universe. The other universes would have punctual differences – an earth where dinosaurs were not extinct, for example. And there would be totally different universes of our Universe, without a planet Earth or perhaps without stars or galaxies and with different laws of physics. It may sound unlikely, but the equations elaborated on this theory make these scenarios possible.

A critical question arises from this: the existence of infinite types of universes with infinite variations in their laws of physics. Hawking collaborated with Thomas Hertog to try to resolve this paradox. Hawking’s final work is the result of 20-year research with Hertog and solved this puzzle by resorting to new mathematical techniques designed to study another exotic branch of physics called string theory. These techniques allow researchers to view physics theories in a different way. And further elaboration by Hartle-Hawking theory in the study has given an order to the hitherto chaotic multiverse. The paper points out that there can only be universes with the same laws of physics as ours. This means that our Universe is a typical universe and that observations made from our point of view will be helpful in developing our concepts of how other universes emerged.

REFERENCES

ALCOFORADO. Fernando. Como inventar o futuro para mudar o mundo. Curitiba: Editora CRV 2019.

_____________________. As ameaças sobre a vida na Terra vindas do espaço. Disponível no website <https://www.academia.edu/40639080/AS_AMEA%C3%87AS_SOBRE_A_VIDA_NA_TERRA_VINDAS_DO_ESPA%C3%87O>, 16/10/2019.

______________________. A lua e sua importância para o planeta Terra. Disponível no website https://www.academia.edu/29870877/A_LUA_E_SUA_IMPORT%C3%82NCIA_PARA_O_PLANETA_TERRA. 15/11/2016.

BACHEGA, Riis. A Energia Escura está comendo a Matéria Escura? Disponível no website <http://www.universoracionalista.org/a-energia-escura-esta-comendo-a-materia-escura/>.

KAKU, Micho. The future of humanity. New York, London, Toronto: Doubleday, 2018.

OLIVEIRA, André Jorge. Veja o que aconteceria se um asteroide de 500 quilômetros de diâmetro atingisse a Terra. Disponível no website <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2015/03/veja-o-que-aconteceria-se-um-asteroide-de-500-quilometros-de-diametro-atingisse-terra.html>.

PANEK, Richard. The 4% Universe. Boston e New York: Mariner Books, 2011.

STACEY, F.D. Physics of the Earth, John Willey & Sons, 1969.

* Fernando Alcoforado, 79, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) and Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

AS ESTRATÉGIAS DA HUMANIDADE PARA LIDAR COM AS AMEAÇAS INTERNAS E EXTERNAS AO PLANETA TERRA

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo demonstrar a necessidade da adoção de estratégias globais que sejam capazes de eliminar ou neutralizar as ameaças internas ao planeta Terra representadas em consequência do  fim do sistema capitalista mundial, da exaustão dos recursos naturais do planeta, da mudança climática catastrófica global e da escalada dos conflitos internacionais que poderão levar à guerra de todos contra todos nos planos nacional e internacional em meados do século XXI e, também,  eliminar ou atenuar as ameaças imediatas e futuras vindas do espaço sideral representadas pela colisão de cometas e asteroides gigantes com a Terra que tenham o potencial de aniquilar os seres humanos por completo como ocorreu com os dinossauros entre 208 e 144 milhões de anos atrás,  pelas consequências do contínuo afastamento da Lua em relação à Terra, pelo impacto sobre a Terra de erupções gigantes de partículas carregadas conhecidas como ejeções de massa coronal do Sol, pelo  Sol tornar-se uma gigante vermelha que engolirá a Terra ao chegar ao fim de sua existência dentro de 5 bilhões de anos, pelo impacto mortal sobre a Terra das explosões de supernovas,  pela eterna expansão do Universo que deixará apenas calor residual e buracos negros ou por sua contração unindo toda a matéria e energia num único Grande Buraco Negro  e, pela energia escura crescendo e a matéria escura evaporando que pode fazer com que o Universo acabe com quase nada nele.

As ameaças internas exigem a edificação de um novo modelo de sociedade que possibilite uma convivência civilizada entre todos os seres humanos.  Esta necessidade se impõe no século XXI diante do previsível fim do capitalismo em meados deste século, da degradação ambiental do planeta Terra resultante da exaustão dos recursos naturais e da mudança climática global e da escalada dos conflitos internacionais que poderão levar à guerra de todos contra todos nos planos nacionais e internacional, também em meados do século XXI.  Considerando o previsível fim do capitalismo em meados do século XXI, urge a substituição do capitalismo pelo modelo nórdico ou escandinavo de social democracia, praticado na Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia e Islândia, que poderia ser melhor descrito como uma espécie de meio-termo entre capitalismo e socialismo.

Em 2013, a revista The Economist declarou que os países nórdicos são provavelmente os mais bem governados do mundo. O relatório World Happiness Report 2013 da ONU mostra que as nações mais felizes do mundo estão concentradas no Norte da Europa. Os nórdicos possuem a mais alta classificação no PIB real per capita, a maior expectativa de vida saudável, a maior liberdade de fazer escolhas na vida e a maior generosidade. Apesar de suas diferenças, os países escandinavos compartilham alguns traços em comum: estado de bem-estar-social universalista que é voltado para melhorar a autonomia individual, promovendo a mobilidade social e assegurando a prestação universal de direitos humanos básicos e a estabilização da economia. Se distingue, também, por sua ênfase na participação da força de trabalho, promovendo igualdade de gênero, redução da desigualdade social, extensos níveis de benefícios à população e grande magnitude de redistribuição da riqueza.

As ameaças internas e externas exigem a constituição de um governo democrático mundial que visaria não apenas a superação das ameaças internas com o ordenamento econômico global, a defesa do meio ambiente global e a conquista da paz mundial, mas, também, criar as condições para enfrentar as ameaças externas vindas do espaço cujas ações de caráter global para neutralizá-las são impossíveis de serem levadas avante pelos estados nacionais isoladamente e pelas instituições internacionais atuais. A ameaça vinda do espaço que requer a adoção de medidas imediatas para evitar suas consequências é a representada pela  colisão de cometas e asteroides gigantes com a Terra que tem o potencial de aniquilar por completo os seres humanos. Outra ameaça vinda do espaço que requer a adoção de medidas imediatas para evitar suas consequências diz respeito às erupções gigantes de partículas carregadas conhecidas como ejeções de massa coronal do Sol.  Outras ameaças que requerem a adoção de medidas a longo prazo para evitar suas consequências é representada pelas explosões de supernovas, estrelas de grande massa maior que o Sol que, no final de sua existência, poderiam exterminar a vida na Terra devido à liberação da radiação gama e raio X suficientes para aquecerem a superfície do nosso planeta e fazerem a atmosfera e os oceanos evaporarem, pelo afastamento da Lua em relação à Terra que fará com que diminua a velocidade de rotação da Terra fazendo com que o dia de 24 horas não dure para sempre e alcance 1.152 horas em 4 bilhões de anos tornando a vida inviável no planeta com o desaparecimento das marés, o fim da estabilidade do eixo de rotação da Terra e mudanças climáticas globais que seriam os fatores que produziriam as consequências mais terríveis sobre a vida terrestre.

É sabido cientificamente que toda a vida na Terra será varrida quando o Sol chegar ao fim de sua existência dentro de 5 bilhões de anos quando se expandirá ao tornar-se uma gigante vermelha que engolirá a Terra. Por sua vez, o Universo tornar-se-á incapaz de permitir a existência de qualquer tipo de vida devido à sua eterna expansão, deixando apenas calor residual e buracos negros ou se contrairá unindo toda a matéria e energia num único grande buraco negro. Finalmente, a descoberta de que a matéria escura pode estar se transformando em energia escura pode tornar o espaço mais vazio cujo processo seria responsável pela desaceleração do crescimento das galáxias e outras estruturas em larga escala no Universo. Se a conversão continuar no ritmo atual, o destino último do Universo como um lugar frio, escuro e vazio poderia vir mais cedo do que o esperado. De qualquer forma, toda a vida no Universo desapareceria para sempre. Isto significa dizer que nos defrontaremos com a ameaça de morte de nossa espécie com o desaparecimento do Sol, da Terra e do próprio Universo que exigirá a adoção de medidas capazes de assegurar a sobrevivência da espécie humana.

É chegada a hora de a humanidade se dotar o mais urgentemente possível de instrumentos necessários a ter o controle de seu destino com a implantação de um governo mundial. Este é o único meio de sobrevivência da espécie humana para fazer frente às ameaças internas e externas ao planeta Terra. Além das estratégias citadas nos parágrafos 2 e 3 deste artigo sugeridas para eliminar as ameaças internas, o governo mundial deveria adotar estratégias imediatas para evitar a colisão de cometas e asteroides com a Terra procurando desviá-los com o uso de foguetes espaciais para eles direcionados e atenuar o impacto sobre a Terra de erupções gigantes de partículas carregadas conhecidas como ejeções de massa coronal do Sol. As ameaças representadas pelas consequências do afastamento da Lua da Terra, pelas explosões de supernovas e pela transformação do Sol em uma gigante vermelha que engolirá a Terra exigem a adoção de estratégias a longo prazo que contribuam para a implantação de estações espaciais, utilização de luas de planetas como as de Júpiter e Saturno  do sistema solar bastante afastadas do Sol e a colonização de planetas similares à Terra situadas na Via Látea ou em outras galáxias distantes que possam ser habitadas  por populações humanas e sejam capazes de nelas sobreviverem. As ameaças representadas pela impossibilidade de vida no Universo devido à sua eterna expansão ou contração em um grande buraco negro  e pelo destino último do Universo como um lugar frio, escuro e vazio vão exigir a adoção de estratégias a longo prazo que contribuam para a realização de viagem de populações humanas para outros Universos. Estas estratégias só serão bem sucedidas se houver um esforço global sob a liderança de um governo mundial visando a preparação dos seres humanos para enfrentarem estas ameaças e promover o desenvolvimento científico e tecnológico que lhes deem sustentação.

Sobre a existência de outros Universos, cabe destacar a última pesquisa do físico Stephen Hawking que aponta que nosso Universo pode ser apenas um de muitos outros parecidos com ele. A teoria de Hawking indica um caminho para astrônomos em busca de indícios da existência de universos paralelos. O estudo foi enviado para publicação no periódico Journal of High-Energy Physics. Hartle e Hawking usaram como base a mecânica quântica para explicar como o Universo teria iniciado a partir do nada. Os cientistas desenvolveram a ideia e chegaram à hipótese de que o Big Bang não teria criado apenas um universo, mas incontáveis universos. Alguns deles, segundo a teoria Hartle-Hawking, seriam bem parecidos com o nosso – talvez com planetas semelhantes à Terra e sociedades e indivíduos como os existentes em nosso Universo. Os outros universos teriam diferenças pontuais – uma Terra em que os dinossauros não foram extintos, por exemplo. E haveria universos totalmente distintos do nosso Universo, sem um planeta Terra ou talvez sem estrelas ou galáxias e com leis da física diferentes. Pode soar como algo improvável, mas as equações elaboradas nessa teoria tornam esses cenários possíveis.

Uma questão crítica surge a partir disso: a existência de infinitos tipos de universos com infinitas variações em suas leis da física. Hawking colaborou com Thomas Hertog para tentar resolver esse paradoxo. O trabalho final de Hawking é fruto de uma pesquisa de 20 anos com Hertog e resolveu esse quebra-cabeça ao recorrer a novas técnicas matemáticas criadas para estudar outro ramo exótico da Física chamado teoria das cordas. Essas técnicas permitem que pesquisadores enxerguem as teorias da física de uma forma diferente. E nova elaboração feita pela teoria Hartle-Hawking no estudo conferiu uma ordem ao até agora caótico multiverso. O trabalho aponta que só podem haver universos com as mesmas leis da física que as nossas. Isso significa que nosso Universo é um universo típico e que as observações feitas a partir de nosso ponto de vista serão úteis no desenvolvimento de nossos conceitos sobre como outros universos surgiram.

REFERÊNCIAS

ALCOFORADO. Fernando. Como inventar o futuro para mudar o mundo. Curitiba: Editora CRV 2019.

_____________________. As ameaças sobre a vida na Terra vindas do espaço. Disponível no website <https://www.academia.edu/40639080/AS_AMEA%C3%87AS_SOBRE_A_VIDA_NA_TERRA_VINDAS_DO_ESPA%C3%87O>, 16/10/2019.

______________________. A lua e sua importância para o planeta Terra. Disponível no website https://www.academia.edu/29870877/A_LUA_E_SUA_IMPORT%C3%82NCIA_PARA_O_PLANETA_TERRA. 15/11/2016.

BACHEGA, Riis. A Energia Escura está comendo a Matéria Escura? Disponível no website <http://www.universoracionalista.org/a-energia-escura-esta-comendo-a-materia-escura/>.

KAKU, Micho. The future of humanity. New York, London, Toronto: Doubleday, 2018.

OLIVEIRA, André Jorge. Veja o que aconteceria se um asteroide de 500 quilômetros de diâmetro atingisse a Terra. Disponível no website <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2015/03/veja-o-que-aconteceria-se-um-asteroide-de-500-quilometros-de-diametro-atingisse-terra.html>.

PANEK, Richard. The 4% Universe. Boston e New York: Mariner Books, 2011.

STACEY, F.D. Physics of the Earth, John Willey & Sons, 1969.

* Fernando Alcoforado, 79, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

LE RÔLE DE L’UNIVERSITÉ DU FUTUR

Fernando Alcoforado*

L’Université est un établissement d’enseignement supérieur composé de plusieurs collèges et conférant divers diplômes universitaires. Ces établissements peuvent inclure, outre les collèges, divers départements, ordres, centres de recherche et autres entités. Selon les historiens, la plus ancienne université est l’école supérieure établie en Chine de 2257 à 2208 av. J.-C. L’origine de l’Université est étroitement liée à l’enseignement théologique. En l’an 1200, certains environnements de catéchèse chrétienne sont devenus des universités en Europe.

L’Université de Bologne a été fondée à la fin du XIe siècle et est considérée par beaucoup comme la “mère des universités”. L’Université de Paris était deuxième, puis Oxford. A cette époque, l’Université de Paris devint le centre philosophique et théologique du monde. L’enseignement supérieur était contrôlé par le clergé. Le savant était considéré comme le gardien de la sagesse. L’université moderne a vu le jour parce que les évêques avaient besoin d’un endroit pour la formation clérical. La théologie était considérée comme la “reine des sciences” de l’Université. Entre 1250 et 1500, 71 universités ont été fondées en Europe.

L’Université est une institution qui, dans le modèle actuel prédominant, a son origine dans l’Europe médiévale. Les universités médiévales, en raison de leurs origines plus fréquentes dans les écoles cléricales, ont été consacrées par le papa Bula et aussi parce que la plupart des enseignants étaient des clercs. Les universités ont hérité de divers droits et privilèges propres au clergé. Même lorsqu’une université a été créée par décret royal, comme ce fut le cas de Lisbonne par le thésaurus Miriailis de Scientiae de D. Dinis en 1288, elle acquérait un forum ecclésiastique comme elle le faisait dans cette université avec Bula du pape Nicolas IV de staturegni Portugaliae en 1290. Les universités médiévales (1300-1500) dépendaient de l’approbation de la papauté et aussi du pouvoir laïc. Même comme ça, les universités étaient essentielles à la construction du savoir occidental car ils étaient composés d’érudits principalement intéressés au développement de la science.

La naissance des universités modernes a commencé en 1520, avec le mouvement de la Réforme protestante qui s’est étendu à l’ensemble des pays d’Europe du Nord et le début de la participation d’institutions non catholiques dans les universités. Cela s’est également produit aux États-Unis. L’idée de lier les connaissances scientifiques au développement technologique est également présente à l’école normale supérieure et à l’école polytechnique, fondée en 1794 en France sous le contrôle du gouvernement, et à l’Université de Berlin (maintenant connue sous le nom d’Université Humboldt) en 1810, qui elle prêchait la nécessité pour les universités de développer la recherche et la primauté de la liberté académique.

Le modèle de l’université en matière de recherche et d’enseignement est établi entre 1800 et 1900 et le modèle allemand à succès de l’université de Berlin s’étend à l’Europe et atteint les États-Unis. En 1876, l’université américaine Johns Hopkins est créée. La notion d’université moderne est associée à la pensée empirique et aux découvertes scientifiques qui ont suivi la révolution industrielle qui a débuté au XVIIIe siècle. Traditionnellement, les cours universitaires étaient organisés par discipline et hiérarchique sur le plan pédagogique, autrement dit, le rôle de l’étudiant serait de recevoir des connaissances par l’intermédiaire de l’enseignant, jusqu’à l’obtention du diplôme. Cependant, le nouveau modèle universitaire récemment mis en œuvre dans l’Union européenne sur la base du projet de Bologne remet en cause cette conception traditionnelle. Il établit une plus grande interaction avec les nouvelles technologies, plus d’espace pour la recherche individuelle et les initiatives de recherche sur le terrain et des programmes flexibles.

Le projet de Bologne cherche à modifier la relation entre le savoir et les individus, car il existe un risque que les compétences ne soient interprétées que du point de vue du marché du travail tel qu’il se présente actuellement qui, en raison de sa nature volatile et précaire, tend à guider la production et l’absorption des connaissances en fonction des besoins du marché. À l’heure où les acteurs politiques et économiques de l’Union européenne sont effectivement résolus à accroître la compétitivité de la haute direction européenne vis-à-vis des États-Unis, de la Chine et du Japon, la mise à jour de la structure du curriculum de l’enseignement supérieur devrait non seulement répondre aux demandes du marché, mais aussi fournir les connaissances nécessaires au développement de la qualification et de la formation humanistes de l’individu. L’académie du futur de l’Union européenne doit se concentrer sur une formation humaniste et complète. En elle, l’étudiant est sujet, crée sa formation et sait résoudre les problèmes.

Alors que par le passé, un jeune diplômé de l’Université européenne était considéré comme un professionnel prêt à l’emploi et avait pratiquement garanti une vacance sur le terrain, le scénario est aujourd’hui bien différent. S’il n’y a pas de mise à jour constante, que ce soit par des cours dans des universités ou d’autres établissements d’enseignement ou même à partir de processus autodidactes, le professionnel risque de devenir obsolète et de ne plus être considéré comme approprié par le marché du travail. La demande du marché et l’adaptation des universités de l’Union européenne ont commencé lentement dans les années 1980 et ont explosé dans les années 1990.

Comme plus de gens obtiennent leur diplôme d’études secondaires, il y a une plus grande demande à enseignement supérieur et, par conséquent, par formation continue. La société vit à l’ère de l’information, dans laquelle les emplois qui utilisent la force physique sont remplacés par des tâches qui nécessitent des informations techniques et abstraites, c’est-à-dire qui nécessitent la capacité de construire ses propres connaissances. En un sens, on peut dire que cela s’est produit alors que l’Internet est devenu un outil puissant. Internet a accéléré l’accumulation et la production de connaissances, rendre la capacité des professionnels élargie et beaucoup plus demandée. Le développement d’Internet nous amène à penser à une révolution universitaire à l’avenir, dans la mesure où l’éducation en classe peut être complétée, même remplacé par l’apprentissage à distance.

Avec l’aide de la visioconférence, des forums de discussion, de la messagerie électronique et d’autres applications technologiques, les universités sont capables de se numériser. Ainsi, les limitations physiques (telles que la distance géographique) pour l’accès aux études universitaires sont réduites. Au Brésil, qui possède un système d’éducation dépassé, sa restructuration est nécessaire à tous les niveaux, de l’enseignement élémentaire à l’enseignement universitaire. Dans le cas de l’enseignement universitaire, le Brésil devrait s’inspirer du projet de Bologne en cours de réalisation dans l’Union européenne.

Quel est l’avenir des universités ? Ce sujet a été débattu lors de la 21ème FNESP, le plus grand forum de l’enseignement supérieur en Amérique latine, organisé à São Paulo les 26 et 27 septembre, organisé par Semesp, une entité qui représente les responsables de l’enseignement supérieur au Brésil [SEMESP, MEDIA LAB ESTADÃO. Qual é o futuro das universidades ? (Quel est l’avenir des universités ?). Disponible sur le site Web <https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,qual-e-o-futuro-das-universidades,70003034417>%5D. Les principales conclusions de cet événement sont les suivantes :

  • Pour la première fois de l’histoire, les étudiants entrent dans la classe en tant que personnes qui en savent même plus que l’enseignant, tout simplement parce qu’ils ont accès à Internet et peuvent «chercher» des réponses à presque tous les problèmes.
  • L’Université devrait être l’espace d’organisation des connaissances humaines.
  • Il est nécessaire d’examiner comment évaluer les étudiants dans l’enseignement supérieur. La recherche montre que décorer le contenu de l’école ou étudier pour des examens avec l’aide de jetons ne sert qu’à cela : réussir l’examen. Les tests traditionnels, où chacun doit résoudre seul les questions, n’ont aucun sens car ils sont déconnectés de la réalité – en particulier du monde du travail. Dans toutes les situations de la vie réelle, nous utilisons la technologie (calculatrices, Internet pour effectuer des recherches) et, souvent, nous travaillons avec des collègues et des partenaires. Et c’est ce que l’Université devrait également faire.
  • À l’ère numérique, les technologies ont une «centralité absolue»: dans l’économie, dans les loisirs, dans la citoyenneté. Le plus gros défi consiste aujourd’hui à construire une nouvelle économie ultra-connectée sans perdre de vue l’essentiel, à savoir améliorer la société.
  • On ne devrait pas penser à l’Université sans penser qu’elle construit le destin de l’humanité.
  • Plus que jamais, l’enjeu est que l’étudiant acquière la capacité d’analyser des données, de les traiter et de réfléchir. C’est le rôle primordial des universités d’aujourd’hui et dans un avenir proche.
  • Il est important que l’Université envisage d’utiliser les nouvelles technologies, tant dans la vie quotidienne des personnes que dans les salles de classe (intelligence artificielle, jeux, réalité virtuelle, réalité augmentée, etc.), car la technologie favorise l’innovation. Et comme nous disposons de beaucoup de technologies, il est préférable de les utiliser.
  • L’apprentissage doit être basé sur des défis (pas sur le contenu programmatique), avec une flexibilité permettant aux étudiants d’organiser leur parcours académique.
  • L’Université devrait considérer que l’apprentissage ne consiste pas simplement à acquérir de plus en plus de contenu. Apprendre, c’est rendre les connaissances explicites en améliorant les performances – à l’école, dans la vie, au travail.
  • Dans le monde entier, de nombreux jeunes entrent dans l’enseignement supérieur sans obtenir de diplôme. Comment motiver une université entière à travailler pour la réussite de tous les étudiants ? L’outil utilisé dans ce cas est l’analyse dite prédictive (utilisant des données historiques pour prévoir les résultats futurs), avec des informations sur les performances académiques ainsi que sur l’engagement, comme la participation à des activités parascolaires pour les étudiants. Chaque fois que le système identifie une probabilité accrue que l’élève soit confronté à des problèmes pouvant conduire à l’abandon du cours, les enseignants, les conseillers et les pairs eux-mêmes se joignent à lui et le stimulent.
  • Les enseignants doivent être valorisés pour éduquer les citoyens du monde du XXIe siècle.

En plus de faire ce qui est exposé ci-dessus, l’Université doit éduquer les êtres humains en leur montrant les moyens qui peuvent les mener à la réalisation du bonheur. Pour nos ancêtres et philosophes grecs, la recherche du bonheur devrait être le moteur central de nos vies. Le bonheur individuel est atteint par l’auto-éducation. L’université doit fournir aux individus l’éducation nécessaire pour atteindre le bonheur. L’éducation est le moyen par lequel les personnes seraient habilitées à faire les meilleurs choix dans la vie.

L’éducation doit avoir pour objectif de permettre à l’individu d’acquérir des compétences, de développer une pensée critique, de s’approprier le patrimoine scientifique et culturel construit historiquement par l’humanité, mais doit avant tout être un instrument de promotion du bonheur personnel et du bonheur collectif. L’un des objectifs de l’éducation, peut-être le plus important, est d’offrir aux gens des possibilités et des moyens d’être heureux. Le monde attend une révolution dans l’éducation dont l’objectif principal est de créer les conditions du bonheur des êtres humains.

L’éducation dispensée par l’Université pour doter les individus du bonheur doit être complétée par l’utilisation de la psychologie positive sur la base de laquelle il est possible de faire plus que de résoudre ou d’atténuer les troubles psychologiques, c’est-à-dire de nous rendre heureux. La psychologie positive travaille plus sur les forces que sur les faiblesses humaines, sur la poursuite du bonheur que sur l’étude de la maladie mentale. La psychologie positive est l’un des moyens permettant aux gens de réaliser leur bonheur individuel ou collectif  (communauté, région, pays), qui constitue en définitive l’objectif principal guidant le choix des gens dans leur vie.

En bref, alors que l’éducation agirait pour permettre aux gens de faire de meilleurs choix de vie pour atteindre le bonheur, la psychologie positive renforcerait le travail de l’éducation à la recherche du bonheur. Pour être heureux, l’individu doit donc compter sur l’éducation et la psychologie positive. Le bonheur est une réalisation réalisée par l’auto-éducation. Et elle ne sera jamais découverte dehors. Pour être heureux, l’individu doit rechercher la connaissance de soi, y compris avec l’aide du psychologue  [LOPES, Paulo. Psicologia Positiva (Positive Psychology). Matrix Editora, 2017].

* Fernando Alcoforado, 79, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, ingénieur et docteur en planification territoriale et développement régional pour l’Université de Barcelone, professeur universitaire et consultant dans les domaines de la planification stratégique, planification d’entreprise, planification régionale et planification énergétique, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) et Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

THE ROLE OF UNIVERSITY OF THE FUTURE

Fernando Alcoforado*

The University is a higher education institution made up of various colleges and conferring various academic degrees. These institutions may include, in addition to colleges, various departments, orders, research centers and other entities. According to historians, the oldest University is the Higher School established in China from 2257 BC until 2208 BC. The origins of the University is closely linked to theological education. By the year 1200, some Christian catechesis environments became universities in Europe.

The University of Bologna was founded in the late 11th century and is considered by many to be the “mother of universities”. The University of Paris was second to be founded, then came Oxford. At that time, the University of Paris became the philosophical and theological center of the world. The clergy controlled higher education. The scholar was seen as the guardian of wisdom. The modern university arose because bishops needed a place to provide clerical training. Theology was considered the “Queen of Sciences” at the University. Between 1250 and 1500, 71 universities were founded in Europe.

The University is an institution that, in its current predominant model, originates in medieval Europe. Medieval universities, because of their more frequent origins in clerical schools, were consecrated by papal Bula and also because most teachers were clerics. They inherited various rights and privileges that were unique to the clergy. Even when a University was created by royal decree, as was the case of Lisbon by Scientiae Thesaurus Mirabilis of D. Dinis of 1288, it used to acquire an ecclesiastical forum as it happened in this University with the label of Pope Nicholas IV De staturegni Portugaliae in 1290. The medieval universities (1300-1500) were under the papacy and also secular power. Even so, they were essential to the construction of Western knowledge because there were scholars in them who were primarily concerned with the development of science.

The birth of modern universities began in 1520, with the Protestant Reformation movement spreading across northern European countries and the beginning of the involvement of non-Catholic institutions in universities. This also occurred in the United States. Also the idea of ​​linking scientific knowledge to technological development is present with the Higher Normal School and the Polytechnic School, founded in 1794 in France under government control and with the University of Berlin (now known as Humboldt University) in 1810, which it preached the need for universities to develop research and the primacy of academic freedom.

The university’s model for research as well as teaching was established between 1800 and 1900 and the successful German model of the University of Berlin spreads across Europe and reaches the United States. In 1876, the American Johns Hopkins University arises. The notion of modern university is associated with empirical thinking and the scientific discoveries that followed the Industrial Revolution that began in the eighteenth century. Traditionally, university courses were organized by discipline and hierarchical in pedagogical terms, that is, the student’s role would be to receive knowledge through the teacher, until receiving the diploma. However, the new university model recently put in place in the European Union based on the Bologna project challenges this traditional conception. It establishes greater interaction with new technologies, more space for individual research and field research initiatives, and flexible curricula.

The Bologna project seeks to modify the relationship of the knowledge with individuals, as there is a risk that competences are interpreted only from the perspective of the labor market, as it occurs today, that due to its volatile and precarious nature, it tends to guide the production and absorption of knowledge according to market needs. At a time when European Union political and economic actors are effectively committed to increasing the competitiveness of European senior management vis-à-vis the United States, China and Japan, Updating the curriculum structure of higher education should not only respond to market demands, but also provide knowledge to develop the empowerment and humanistic formation of the individual. The academy of the future in the European Union must focus on humanistic and comprehensive training. In it, the student is subject, creates his formation and knows how to solve problems.

Whereas in the past, a recent graduate of the European University was considered a ready-made professional and had virtually guaranteed vacancy in the fields of work, today the scenario is quite different. If there is no constant updating, either by courses at universities or other educational institutions or even from self-taught processes, there is a risk that the professional will be outdated and no longer considered appropriate by the labor market. Market demands and the adaptation of EU universities began slowly in the 1980s and exploded in the 1990s.

As more people graduate from high school, there is a greater demand for higher education and, consequently, for continuing education. Society lives in the information age, in which work that uses physical force to do it is replaced by tasks that require technical and abstract information, that is, the ability to construct one’s own knowledge. In a sense, it can be said that this has happened, as the Internet has become a powerful tool. The Internet has accelerated the accumulation and production of knowledge, making the capacity of professionals expanded and much more demanded. The development of the Internet leads us to think of a revolution in universities in the future, since classroom education can be complemented, even replaced by distance learning.

With the help of video conferencing, chat forums, e-mail and other technology applications, universities are in a position to digitize. Thus, the physical limitations (such as geographical distance) for access to higher education are reduced. In Brazil, possessing an outdated education system, its restructuring is required at all levels, from elementary to higher education. In the case of higher education, Brazil should be inspired by the Bologna project being carried out in the European Union.

What is the future of higher education? This topic was the subject of debate at the 21st FNESP, the largest forum for higher education in Latin America held in São Paulo on September 26 and 27, organized by Semesp, an entity that represents higher education maintainers in Brazil [SEMESP, MEDIA LAB ESTADÃO. Qual é o futuro das universidades? (What is the future of higher education?). Available at the website <https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,qual-e-o-futuro-das-universidades,70003034417>%5D. The main conclusions of this event are as follows:

  • For the first time in history, students may come to the classroom as someone who knows even more than their teacher does, simply because they have access to the Internet and can “seek” answers to almost every problem.
  • The University should be the space for organizing human knowledge.
  • There is a need to review how to evaluate students in higher education. Research shows that decorating school content or studying for exams with the help of tokens only serves to do this: pass the exam. The traditional tests, where each one has to solve the questions alone, make no sense because they are disconnected from reality especially in the working world. In any real-life situation we use technology (calculators, Internet to search) and, in many instances, work together with colleagues and partners. That is what the University should also do.
  • In the digital age, technologies have an “absolute centrality”: in the economy, in leisure, in citizenship. The biggest challenge today is building a new ultra-connected economy without losing sight of the most important thing, which is to make society better and better.
  • One should not think the University without thinking that it is building the destiny of humanity.
  • More than ever, the issue is for the student to acquire the ability to analyze data, process and think. This is the primary role of universities today and in the near future.
  • It is important for the University to consider using new technologies, both in people’s daily lives and in classrooms (artificial intelligence, games, virtual reality, augmented reality, etc.) because technology intensify innovation. Moreover, since we have so much technology available, it is best to use it.
  • Learning should be based on challenges (and not in contents programmatic), with flexibility for students to organize their academic path.
  • The University should consider that learning is not just about acquiring more and more content. Learning is to make knowledge explicit through improved performance – at school, in life, at work.
  • Worldwide, many young people enter higher education and do not graduate. How to motivate an entire University to work for the success of all students? The tool used in this case is the so-called predictive analysis (using historical data to predict future outcomes), with information on academic performance as well as engagement, such as participation in students’ extracurricular activities. Every time the system identifies an increase in the likelihood that a student will face problems that may lead to dropping out of the course, teachers, counselors, and peers themselves step in to side with this youngster and keep him stimulated.
  • Teachers need to be valued to educate 21st century global citizens.

In addition to doing what is exposed above, the University needs to educate human beings by pointing out ways that can lead them to the achievement of happiness. For our Greek ancestors and philosophers, the pursuit of happiness should be the central engine of our lives. Individual happiness is achieved through self-education. The University must provide individuals with the education necessary to achieve happiness. Education is the means by which people would be empowered to make the best choices in life. The purpose of education should be to make the individual acquire skills, develop critical thinking, take possession of the scientific and cultural heritage historically built by mankind, but, above all, should be an instrument for promoting self-happiness and collective happiness. One of the purposes of education, perhaps the most important, is to offer people opportunities and means to be happy. The world is waiting for a revolution in education whose main objective is to provide the conditions for the happiness of human beings.

The education provided by the University to endow individuals with the achievement of happiness must be complemented by the use of Positive Psychology on the basis of which it is possible to do more than solve or alleviate psychological disturbances, that is, to make us happy. Positive Psychology works more on strengths than on human weaknesses, on the pursuit of happiness than on the study of mental illness. Positive Psychology is the medium through which people would achieve individual or collective happiness (community, region, country) which, ultimately, is the main goal that guides people’s choice in life. In short, while Education would act to enable people to make better choices in life and achieve happiness, Positive Psychology would reinforce the work of Education in pursuit of happiness. To be happy, the individual must therefore rely on Education and Positive Psychology. Happiness is an achievement that is made through self-education. Moreover, she will never be found out. To be happy, the individual must seek self-knowledge, including with the help of the psychologist (LOPES, Paulo. Positive Psychology. Matrix Editora, 2017).

* Fernando Alcoforado, 79, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) and Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

O PAPEL DA UNIVERSIDADE DO FUTURO

Fernando Alcoforado*

A Universidade é uma instituição de ensino superior formada por diversas faculdades e que confere vários graus acadêmicos. Estas instituições podem incluir, além das faculdades, diversos departamentos, ordens, centros de investigação e outras entidades. Segundo os historiadores, a Universidade mais antiga é a Escola Superior criada na China de 2257 a.C. até 2208 a.C. A origem da Universidade está intimamente ligada à educação teológica. Pelo ano 1200, alguns ambientes de catequese cristã viraram universidades na Europa.

A Universidade de Bolonha foi criada no fim do século XI e é considerada por muitos como a “mãe das universidades”. A Universidade de Paris foi a segunda, depois veio Oxford. Naquele tempo, a Universidade de Paris chegou a ser o centro filosófico e teológico do mundo. A educação superior era o âmbito de atuação do clero. O erudito era visto como o guardião da sabedoria. A universidade moderna surgiu porque os bispos necessitavam de um lugar para prover treinamento clerical. A teologia era considerada a “Rainha das Ciências” na Universidade. No período entre 1250 até 1500 foram fundadas 71 universidades na Europa.

A Universidade é uma instituição que, em seu modelo atual predominante, tem origem na Europa medieval. As universidades medievais, devido às suas origens mais frequentes em escolas clericais, eram consagradas por Bula papal e, ainda, porque a maior parte dos professores eram clérigos. Elas herdaram vários direitos e privilégios que eram exclusivos do clero. Mesmo quando uma universidade era criada por decreto real, como foi o caso da de Lisboa pela Scientiae Thesaurus Mirabilis de D. Dinis de 1288, costumava adquirir fórum eclesiástico como ocorreu nesta Universidade com a bula do papa Nicolau IV De staturegni Portugaliae em 1290. As universidades medievais (1300-1500) estavam sob a chancela do papado e, também, do poder laico. Mesmo assim, elas foram essenciais para a construção do conhecimento ocidental porque haviam estudiosos nelas preocupados prioritariamente com o desenvolvimento da ciência.

O nascimento das universidades modernas ocorreu a partir de 1520, com o movimento da Reforma Protestante se espalhando pelos países do norte europeu e o início do envolvimento das instituições não católicas nas universidades. Isso ocorreu também nos Estados Unidos. Também a ideia de unir o conhecimento científico ao desenvolvimento tecnológico se faz presente com a Escola Normal Superior e a Escola Politécnica, fundadas em 1794 na França sob controle governamental e com a Universidade de Berlim (hoje conhecida como Universidade Humboldt), em 1810, que pregava a necessidade das universidades desenvolverem pesquisas e a primazia da liberdade acadêmica.

O modelo da universidade voltado também para a pesquisa, além do ensino, se estabelece entre 1800 e 1900 e o bem sucedido modelo alemão da Universidade de Berlim se espalha pela Europa e chega aos Estados Unidos. Em 1876, surge a americana Universidade Johns Hopkins. A noção de universidade moderna está associada ao pensamento empírico e às descobertas científicas que vieram na sequência da Revolução Industrial iniciada no século XVIII. Tradicionalmente, os cursos universitários eram organizados por disciplina e hierarquizados em termos pedagógicos, ou seja, o papel do aluno seria o de receber o conhecimento através do professor, até receber o diploma. Porém, o novo modelo de Universidade, posto em prática recentemente na União Europeia, com base no projeto Bolonha, desafia esta concepção tradicional. Estabelece uma maior interação com as novas tecnologias, mais espaço para iniciativas individuais no âmbito da pesquisa e da investigação de campo, e currículos flexíveis.

O projeto Bolonha busca modificar a relação do conhecimento com os indivíduos, pois existe o risco das competências serem interpretadas apenas na perspectiva do mercado de trabalho como ocorre atualmente que, devido à sua natureza volátil e precária, tende a orientar a produção e absorção do conhecimento de acordo com as necessidades do mercado. Num momento em que os agentes políticos e econômicos da União Europeia estão efetivamente empenhados em aumentar a competitividade dos quadros superiores europeus face aos Estados Unidos, à China e ao Japão, a atualização da estrutura curricular do ensino superior não deve responder apenas às exigências do mercado, mas também proporcionar conhecimentos para desenvolver a capacitação e a formação humanista do indivíduo. A academia do futuro na União Europeia deve privilegiar uma formação humanística e abrangente. Nela, o aluno é sujeito, cria sua formação e sabe resolver problemas.

Enquanto no passado, um recém-formado na Universidade europeia era considerado um profissional pronto e tinha vaga praticamente garantida nas áreas de trabalho, hoje o cenário é bem diferente. Se não houver atualização constante, seja por cursos em universidades ou outras entidades de ensino ou mesmo a partir processos autodidatas, corre-se o risco do profissional ficar defasado e não ser mais considerado adequado pelo mercado de trabalho.  As exigências do mercado e a adaptação das universidades da União Europeia começaram lentamente na década de 1980 e explodiram nos anos 1990.

À medida que há mais pessoas se formando no Ensino Médio, há uma demanda maior pelo Ensino Superior e, consequentemente, pela educação continuada. A sociedade vive na era da informação, na qual os trabalhos que usavam a força física para serem feitos são substituídos por tarefas que exigem informação técnica e abstrata, ou seja, que exigem a capacidade de construir o próprio conhecimento. Em certo sentido, pode-se dizer que isso aconteceu na medida em que a Internet se tornou uma poderosa ferramenta. A Internet acelerou a acumulação e a produção de conhecimento, fazendo com que a capacidade dos profissionais fosse ampliada e muito mais exigida. O desenvolvimento da Internet leva-nos a pensar numa revolução das universidades no futuro, uma vez que a educação presencial nas aulas pode ser complementada, inclusive substituída pelas aulas à distância.

Com a ajuda de videoconferências, dos fóruns de discussão (chat), do correio eletrônico e de outras aplicações tecnológicas, as universidades têm condições para se digitalizarem. Desta forma, são reduzidas as limitações físicas (como a distância geográfica) para o acesso à formação universitária. No Brasil, possuidor de um sistema de ensino ultrapassado, impõe-se sua reestruturação em todos os níveis, do ensino fundamental ao universitário. No caso do ensino universitário, o Brasil devia se inspirar no projeto Bolonha que está sendo realizado na União Europeia.

Qual é o futuro das Universidades? Este tema foi objeto de debate no 21º FNESP, o maior fórum do ensino superior da América Latina tealizado em São Paulo nos dias 26 e 27 de setembro organizado pelo Semesp, entidade que representa mantenedoras do ensino superior do Brasil (SEMESP, MEDIA LAB ESTADÃO. Qual é o futuro das universidades? Disponível no website <https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,qual-e-o-futuro-das-universidades,70003034417>). As principais conclusões deste evento são as seguintes:

  • Pela primeira vez na história os alunos chegam à sala de aula na condição de alguém que sabe mais até do que o professor, pelo simples fato de ter acesso à Internet e poder “buscar” respostas para quase todos os problemas.
  • A Universidade deve ser o espaço de organização do conhecimento
  • Há necessidade de rever a forma de avaliar os alunos de cursos superiores. Pesquisas mostram que decorar os conteúdos escolares ou estudar para provas com a ajuda de fichas só serve mesmo para isso: passar na prova. As provas tradicionais, em que cada um precisa resolver as questões sozinho, não fazem sentido porque estão desconectadas da realidade- principalmente do mundo do trabalho. Em qualquer situação da vida real nós utilizamos a tecnologia (calculadoras, Internet para fazer buscas) e, em muitos momentos, atuamos em conjunto com colegas e parceiros. E é isso que a Universidade também deveria fazer.
  • Na era digital, as tecnologias têm uma “centralidade absoluta”: na economia, no lazer, na cidadania. O maior desafio atual é construir uma nova economia ultraconectada sem perder de vista o mais importante, que é fazer com a que a sociedade seja cada vez melhor.
  • Não se deve pensar a Universidade sem pensar que ela está construindo o destino da humanidade.
  • Mais do que nunca, a questão é fazer com que o aluno adquira a capacidade de analisar os dados, processar e pensar. É esse o papel primordial das universidades hoje e no futuro próximo.
  • É importante a Universidade considerar o uso de novas tecnologias, tanto no dia a dia das pessoas quanto nas salas de aula (inteligência artificial, jogos, realidade virtual, realidade aumentada etc.) porque a tecnologia intensifica a inovação. E já que temos tanta tecnologia disponível, o melhor é usá-la.
  • A aprendizagem deve ser baseada em desafios (e não em conteúdos programáticos), com flexibilidade para os alunos organizarem seu percurso acadêmico.
  • A Universidade deve considerar que aprender não é só adquirir mais e mais conteúdo. Aprender é explicitar o conhecimento por meio de uma performance melhorada – na escola, na vida, no trabalho.
  • Em todo o mundo, muitos jovens entram num curso superior e não se formam. Como motivar uma Universidade inteira para trabalhar pelo sucesso de todos os alunos? A ferramenta usada no caso é a chamada análise preditiva (uso de dados históricos para prever resultados futuros), com informações de desempenho acadêmico e também de engajamento, como participação nas atividades extraclasse dos alunos. Toda vez que o sistema identifica um aumento na probabilidade de um estudante enfrentar problemas que podem levá-lo a desistir do curso, entram em cena professores, conselheiros e os próprios colegas, para colocar-se ao lado desse jovem e mantê-lo estimulado.
  • É preciso valorizar os professores para educar cidadãos globais do século 21.

Além de fazer o que está exposto acima, a Universidade precisa educar os seres humanos apontando os caminhos que possam conduzi-los à conquista da felicidade. Para os nossos antepassados e filósofos gregos, a busca pela felicidade deveria ser o motor central da nossa vida. A felicidade individual se conquista através da educação de si mesmo. A Universidade deve dotar os indivíduos da educação necessária à conquista da felicidade. Educação é o meio através da qual as pessoas se capacitariam para fazer as melhores escolhas na vida.

A finalidade da Educação deve ser a de fazer com que o indivíduo adquira competências, desenvolva senso crítico, se aposse do patrimônio científico e cultural historicamente construído pela humanidade, mas, acima de tudo, deve ser instrumento para promover a felicidade de si mesmo e a felicidade coletiva. Uma das finalidades da Educação, talvez a mais importante, é a de oferecer às pessoas oportunidades e meios para serem felizes. O mundo está à espera de uma revolução na Educação que tenha como principal objetivo proporcionar as condições para a conquista da felicidade dos seres humanos.

A Educação proporcionada pela Universidade para dotar os indivíduos na conquista da felicidade deve ser complementada com o uso da Psicologia Positiva com base na qual é possível fazer algo mais do que resolver ou minorar perturbações psicológicas, isto é, pretende fazer-nos felizes. A Psicologia Positiva trabalha mais as forças do que as fraquezas do ser humano, mais a busca da felicidade do que o estudo das doenças mentais. A Psicologia Positiva é o meio através da qual as pessoas conquistariam a felicidade individual ou coletiva (comunidade, região, país) que, em última instância, é o principal objetivo que orienta a escolha das pessoas na vida.

Em síntese, enquanto a Educação atuaria para capacitar as pessoas para fazerem as melhores escolhas na vida e conquistarem a felicidade, a Psicologia Positiva reforçaria o trabalho da Educação em busca da conquista da felicidade.  Para ser feliz, o indivíduo deve se apoiar, portanto, na Educação e na Psicologia Positiva. A felicidade é uma conquista que se faz através da educação de si mesmo. E ela jamais será encontrada fora. Para ser feliz, o indivíduo deve buscar autoconhecimento, inclusive com ajuda do psicólogo (LOPES, Paulo. Psicologia Positiva. Matrix Editora, 2017).

* Fernando Alcoforado, 79, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) e Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

LE GOUVERNEMENT BOLSONARO ET SES DOMMAGES CONTRE LE BRÉSIL

Fernando Alcoforado*

Les dégâts actuellement causés par le gouvernement Bolsonaro au Brésil sont principalement dus à son inaction à surmonter les problèmes économiques du pays, à son action délibérée pour éliminer les avantages sociaux existants pour la population brésilienne, à l’absence de mesures nécessaires pour surmonter les problèmes sociaux et par saper la souveraineté nationale. Les dommages futurs que peut causer le gouvernement Bolsonaro concernent la fin de la démocratie au Brésil avec l’instauration d’une dictature.

Les problèmes économiques du Brésil résultent essentiellement de la stagnation de l’économie résultant de l’incapacité de son gouvernement à générer de la croissance économique en plus de contribuer à la fuite des capitaux du pays en 2019 qui est le plus gros de l’histoire avec un flux de change négatif de 8,49 milliards de dollars en octobre et un déficit de change pour l’année de 21,46 milliards de dollars. L’action délibéré de l’élimination des avantages sociaux est survenue avec la réforme de la sécurité sociale qui blessé la majorité de la population active accomplissant le mal que le gouvernement Michel Temer avait fait avec la réforme du travail.

Un autre point négatif majeur du gouvernement Bolsonaro concerne le manque de mesures nécessaires pour surmonter des problèmes sociaux tels que le chômage de masse qui touche une population de 41 millions de personnes sans emploi ou sous-employée et le problème des inégalités sociales avec la concentration excessive des revenus qui se trouve actuellement dans le pays où près de 30% des revenus du Brésil sont entre les mains de 1% seulement des habitants du pays, ce qui constitue la plus grande concentration de ce type au monde, comme l’indique l’enquête sur les inégalités dans le monde de 2018, coordonné entre autres par l’économiste français Thomas Piketty.

Le gouvernement Bolsonaro compromet la souveraineté nationale par le biais de l’alignement subalterne du Brésil aux États-Unis et au capital international lorsqu’il a décidé de céder la base Alcantara aux États-Unis, la dénationalisation d´Embraer avec sa vente à Boeing, enchères pour la vente de de la cession onéreuse de Petrobras concernant Presal qui bénéficiait le capitaux étrangers et la privatisation des secteurs du raffinage, de la distribution et du transport du pétrole et du gaz de Petrobras, démontrant le caractère de capitulation de son gouvernement qui sert le dieu Mercado, Wall Street, le consensus de Washington et le peuple brésilien.

Ce sont les dommages actuels causés au Brésil par le gouvernement Bolsonaro. Les dommages futurs sont liés à la fin de la démocratie au Brésil avec l’instauration d’une dictature. Les mots récemment prononcés par le député Eduardo Bolsonaro et le ministre Paulo Guedes pour mettre en œuvre AI-5 témoignent de l’intention du gouvernement Bolsonaro de poursuivre cet objectif. Le gouvernement de Bolsonaro revigorant le AI5, le Président de la République peut clore le Congrès national et les assemblées législatives des États et intervenir dans les États et les municipalités sous le prétexte de “sécurité nationale”. Le Président et les gouverneurs des États pourraient légiférer en par décrets-lois et même par amendements constitutionnels.

En outre, Bolsonaro pourrait adopter une censure préalable de la musique, du cinéma, du théâtre et de la télévision et une censure de la presse et des autres médias; interdire la tenue de réunions politiques illégales par la police; si nécessaire, adopter des couvre-feux dans tout le pays; suspendre l’habeas corpus pour des crimes à caractère politique; renvoyer sommairement tout fonctionnaire; annuler les mandats des parlementaires de l’opposition et suspendre les droits politiques des citoyens considérés comme subversifs, les privant jusqu’à dix ans de capacité de vote ou d’élection.

Les intentions du gouvernement Bolsonaro de mettre en place un régime d’exception dans le pays sont très claires, non seulement par les manifestations d’Eduardo Bolsonaro et de Paulo Guedes, mais également par le projet de loi envoyé au Congrès national qui prévoit l’exclusion de l’illégalité qui s’appliquerait lorsque gouvernement à engager l’armée pour réprimer les mouvements sociaux, ce qui signifie, en d’autres termes, le droit de tuer par des forces répressives. Bolsonaro a déjà admis qu’il appellerait les forces armées à sévir contre les mouvements sociaux. Il attend avec impatience que le peuple brésilien descende dans les rues pour protester contre son gouvernement pervers afin de mettre en place un régime d’exception au Brésil.

L’objectif du gouvernement Bolsonaro serait donc de disposer de tous les pouvoirs nécessaires pour mettre en œuvre son projet de gouvernement fasciste. L’escalade du fascisme est déjà un fait concret au Brésil, répandu, enraciné et pourrait devenir irréversible à l’heure actuelle s’il n’y a pas de résistance. Pour éviter la fin du système démocratique brésilien actuel, il ne suffit donc pas de compter sur des institutions républicaines qui peuvent subir des changements contraires aux intérêts de la grande majorité de la population par le biais de projets de loi et d’amendements à la Constitution par le gouvernement Bolsonaro. Le seul moyen d’empêcher l’escalade du fascisme et l’instauration d’une dictature d’extrême droite au Brésil est de former un front démocratique antifasciste au Parlement et à la société civile pour défendre la Constitution de 1988 et lutter contre des actes de gouvernement contraires. les intérêts de la grande majorité de la population et du Brésil.

* Fernando Alcoforado, 79, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) and Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).

THE BOLSONARO GOVERNMENT AND ITS DAMAGES AGAINST BRAZIL

Fernando Alcoforado*

The current damage of the Bolsonaro government to Brazil is mainly due to its inaction in overcoming the country’s economic problems, its deliberate action to eliminate the existing social benefits for the Brazilian population, the lack of measures necessary to overcome social problems and by the compromise of national sovereignty. The future damage that can be done by the Bolsonaro government concerns the end of democracy in Brazil with the establishment of a dictatorship.

Brazil’s economic problems are basically the result of the stagnation of the economy that results from the fact of to have a government unable to generate economic growth, besides contributing to the country’s capital flight in 2019, which is the largest in history with the October foreign exchange flow being negative by US$ 8.49 billion and raising the year’s exchange deficit to US$ 21.46 billion. The deliberate action in eliminating social benefits occurred with the Social Security reform that attacked the majority of the working population by completing the evil carried out by the Michel Temer government that did with the labor reform.

Another major negative mark of the Bolsonaro government concerns the lack of measures needed to overcome social problems such as the issue of mass unemployment affecting a population of 41 million unemployed and underemployed people and the issue of social inequalities with excessive income concentration which is currently registered in the country where almost 30% of Brazil’s income is in the hands of only 1% of the country’s inhabitants, constituting the largest concentration of its kind in the world, as indicated by the World Inequality Survey 2018  coordinated among others by the French economist Thomas Piketty.

The Bolsonaro government compromises national sovereignty by Brazil’s subaltern alignment with US interests and international capital when it decided to hand over the Alcântara Base to the United States, Embraer denationalization with its sale to Boeing, auctions with the sale of the burdensome assignment of Petrobras concerning Presal benefiting foreign capital and the privatization of Petrobras’ oil and gas refining, distribution and transportation sectors, demonstrating the antinational character of its government that is in the service of the god Market, of Wall Street, the Washington Consensus and against the Brazilian people.

These are the current damages done against Brazil by the Bolsonaro government. The future damage is related to the end of democracy in Brazil with the establishment of a dictatorship. Signs as to the intention of the Bolsonaro government to pursue this purpose are manifested in the recent words of Deputy Eduardo Bolsonaro and Minister Paulo Guedes to implement AI-5. With AI5 reinvigorated by the Bolsonaro government, the President of the Republic can close the National Congress and State Legislative Assemblies and intervene in states and municipalities under the guise of “national security” and the President of the Republic and the Governors of the States could legislate by through decree laws and even through constitutional amendments.

In addition, Bolsonaro could intervene in states and municipalities under the guise of “national security”; adopt prior censorship of music, film, theater and television and censorship of the press and other media; make illegal political meetings unauthorized by the police; if necessary, adopt curfews throughout the country; suspend habeas corpus for politically motivated crimes; summarily dismiss any civil servant; to annul the mandates of opposition parliamentarians and to suspend the political rights of citizens considered subversive, depriving them for up to ten years of voting or election capacity.

The intentions of the Bolsonaro government to implement an exception regime in the country are very clear, not only by the demonstrations of Eduardo Bolsonaro and Paulo Guedes, but also by the bill sent to the National Congress that provides for the exclusion of illicitness that would apply when government to engage the Armed Forces to crack down on social movements, which means, in other words, the right to kill by repressive forces. Bolsonaro has already admitted that he would call the Armed Forces to crack down on social movements. He is eagerly waiting for the Brazilian people to take to the streets to protest his evil government to set up an exception regime in Brazil.

The Bolsonaro government’s goal would therefore be to gain full power to put its fascist government project into practice. The escalation of fascism is already a concrete fact in Brazil, widespread, rooted and could become irreversible in Brazil at the present time if there is no resistance. To avoid the end of the current democratic system in Brazil, it is not enough, therefore, to rely on republican institutions that can undergo changes contrary to the interests of the vast majority of the population through bills and amendments to the Constitution by the Bolsonaro government. The only way to prevent the escalation of fascism and the establishment of a far-right dictatorship in Brazil is to form an anti-fascist democratic front in Parliament and Civil Society to defend the 1988 Constitution and fight against acts of government that are contrary to the interests of the vast majority of the population and Brazil.

* Fernando Alcoforado, 79, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development by the University of Barcelona, university professor and consultant in the areas of strategic  planning, business planning, regional planning and planning of energy systems, is author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria) and Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019).