COMO CONQUISTAR A FELICIDADE DOS SERES HUMANOS, INDIVIDUAL E COLETIVAMENTE     

Fernando Alcoforado*

Este artigo representa a continuação do artigo cujo título é Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor [1].  Este artigo é o décimo segundo dos 12 artigos que abordam as 12 utopias planetárias que precisam ser realizadas visando a construção de um mundo melhor e contribuir para a conquista da felicidade dos seres humanos, individual e coletivamente.  Este artigo tem por objetivo demonstrar como a décima segunda das utopias consideradas, a da conquista da felicidade dos seres humanos, individual e coletivamente, possa se tornar realidade. 

O artigo Como conquistar a felicidade [2] informa que, para os nossos antepassados e filósofos gregos, a busca pela felicidade é o motor central de nossas vidas. A felicidade individual se conquista através da educação de si mesmo. Educação é o meio através da qual as pessoas se capacitariam para fazer as melhores escolhas na vida. A finalidade da Educação deve ser a de fazer com que o indivíduo adquira competências, desenvolva senso crítico, se aposse do patrimônio científico e cultural historicamente construído pela humanidade, mas, acima de tudo, deve ser instrumento para promover a felicidade do indivíduo e a felicidade coletiva da sociedade onde ele vive. Uma das finalidades da Educação, talvez a mais importante, é a de oferecer às pessoas oportunidades e meios para serem felizes. O mundo está à espera de uma revolução na Educação que tenha como principal objetivo proporcionar as condições para a conquista da felicidade dos seres humanos, individual e coletivamente. 

O indivíduo pode ser orientado para ser feliz com o auxílio da Educação auxiliada pela Psicologia Positiva com base na qual é possível fazer algo mais do que resolver ou minorar perturbações psicológicas, isto é, ela pretende fazer-nos felizes [2]. A Psicologia Positiva trabalha mais a busca da felicidade do que o estudo das doenças mentais do indivíduo. A Psicologia Positiva é o meio através da qual as pessoas conquistariam a felicidade individual que, em última instância, é o principal objetivo que orienta a escolha das pessoas na vida. Em síntese, enquanto a Educação atuaria para capacitar as pessoas para fazerem as melhores escolhas na vida, a Psicologia Positiva reforçaria o trabalho da Educação em busca da conquista da felicidade.  Para ser feliz, o indivíduo deve se apoiar, portanto, na Educação e na Psicologia Positiva. A felicidade é uma conquista que o indivíduo realiza através da educação de si mesmo. E ela jamais será encontrada fora. Para ser feliz, o indivíduo deve buscar autoconhecimento, inclusive com ajuda do psicólogo.

Explicar que tipo de projetos de vida fazem efetivamente as pessoas felizes, e que tipos de atitudes conduzem à felicidade ou a torna impossível, é o objeto da Psicologia Positiva que se limita a identificar o que efetivamente faz as pessoas felizes. Com a ajuda da Educação, a Psicologia Positiva explora a importância de o indivíduo saber interpretar corretamente o mundo e a si mesmo. Parte da infelicidade dos indivíduos resulta de modos errados de interpretar as coisas e o mundo. O que se passa é que em certas situações nos tornamos infelizes porque entramos numa espiral autodestrutiva de pensamentos sutilmente errados sobre a vida e sobre nós mesmos e os outros pensamentos que nos deprimem cada vez mais. Conseguir detectar e neutralizar esses pensamentos, reconhecendo que são pura e simplesmente exageros e interpretações erradas das coisas, é um passo fundamental para a conquista da felicidade.

O propósito da vida não é apenas satisfazer os próprios desejos a fim de ser feliz, mas também o que cada um de nós tem a doar para o mundo. Afelicidade para ser completa precisa ser compartilhada. Como muitas outras espécies, os seres humanos são gregários e ter laços de confiança e amizade com outras pessoas é uma parte importante da felicidade. Lamentavelmente, vivemos numa era voltada para a vida privada e subjetiva, para o individualismo exacerbado erigido como valor absoluto. Sem preocupações mais alargadas, que ultrapassem as fronteiras imediatas do eu, da família e dos amigos mais próximos, dificilmente se pode ser genuinamente feliz. A felicidade, afinal, não vem realmente toda de dentro — vem também da entrega ao mundo. Bertrand Russell deixou evidenciado que “a felicidade deve ser considerada sempre como um bem perseguido por todos” [3].

A análise do livro A conquista da felicidade de Bertrand Russell[3] permite constatar que a felicidade possui um caminho bem traçado que é a crença em ideais da busca pelo prazer e é, também, a tradução do apetite pela vida. Por apetite de viver, significa o interesse pelas coisas que a vida nos apresenta. Para que haja um resgate do gosto de viver, o Homem precisa se sentir amado. Ao ser amado o Homem compreende a afeição como uma bondade. A felicidade deve ser considerada sempre como um bem a ser perseguido por todos. Esta condição não será alcançada em uma sociedade em desintegração como a capitalista em todos os quadrantes da Terra. Esta conclusão aponta no sentido de que a felicidade deve ser perseguida e compartilhada por todos que, nas condições atuais, é impossível de ser realizada em uma sociedade caracterizada pela competição e pelo conflito entre os seres humanos como a capitalista. Em outras palavras a felicidade coletiva jamais será alcançada no capitalismo.   

O artigo A conquista da felicidade segundo grandes pensadores [4] informa que Bertrand Russell afirma que a felicidade é a eliminação do egocentrismo. Karl Marx admite que em uma sociedade dividida em classes antagônicas como a capitalista não existe uma noção de felicidade que sirva igualmente para todas essas classes. Aristóteles considera que é uma função do Estado criar condições para o cidadão ser feliz. Aristóteles afirmou que se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comum seria alcançada. Platão entendia que a função do Estado era tornar os homens bons e felizes. Se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade coletiva e a felicidade individual poderiam ser alcançadas conjuntamente. A felicidade coletiva pode ser conceituada como a satisfação das verdadeiras necessidades de todos os seres humanos. Uma das rotas para a felicidade é procurar contribuir genuinamente para a felicidade dos outros. É uma das funções do Estado criar condições para o cidadão ser feliz.     

Pode-se afirmar que a felicidade coletiva de toda a população mundial ocorrerá se a humanidade for bem sucedida na construção de um mundo melhor que acontecerá em todos os quadrantes da Terra quando se tornar realidade todas as utopias planetárias como o  de tornar realidade a utopia da paz mundial para acabar com as guerras no mundo e, sobretudo, evitar a eclosão da 3ª Guerra Mundial, a utopia da democracia plena em todos os países do mundo para eliminar as ditaduras e falsas democracias, a utopia da prevalência dos valores da civilização em todo o mundo para eliminar a barbárie hoje dominante, a utopia do socialismo democrático em todos os países do mundo para substituir o capitalismo selvagem dominante no mundo, a utopia do estado de bem estar social em todos os países do mundo para eliminar as crescentes desigualdades econômicas e sociais globais, a utopia do uso racional dos recursos da natureza no mundo para acabar com sua devastação, a utopia do fim do caos econômico e social global com o planejamento econômico em cada país e mundialmente, a utopia da construção de cidades verdes e inteligentesem todos os paísespara evitar a existência decidades crescentemente degradadas na grande maioria dos países do mundo, a utopia da utilização da ciência e da tecnologia exclusivamente para o bemda humanidade para evitar seu uso maléfico, a utopia da conquista da imortalidade para os seres humanos para vencer a inevitabilidade da morte e a utopia da conquista da sobrevivência da humanidade diante das  ameaças à sua extinção provocadas pelos seres humanos e pelas forças da natureza existentes no planeta Terra e vindas do espaço para evitar sua extinção.

REFERÊNCIAS

  1. ALCOFORADO. Fernando. Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor. Disponível no website <https://www.academia.edu/104881861/COMO_FAZER_COM_QUE_AS_UTOPIAS_PLANET%C3%81RIAS_SE_REALIZEM_VISANDO_A_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DE_UM_MUNDO_MELHOR>.
  2. ALCOFORADO. Fernando. Como conquistar a felicidade. Disponível no website <https://www.slideshare.net/falcoforado/como-conquistar-a-felicidade>.
  3. RUSSELL, Bertrand. A Conquista da Felicidade. Rio: Editora Nova Fronteira, 2015.
  4. ALCOFORADO. Fernando. A conquista da felicidade segundo grandes pensadores. Disponível no website <https://www.linkedin.com/pulse/conquista-da-felicidade-segundo-grandes-pensadores-alcoforado/?originalSubdomain=pt>.

* Fernando Alcoforado, 83, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022) e How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023).

COMMENT RÉALISER L’UTOPIE DE CONQUÉRIR LA SURVIE DE L’HUMANITÉ EN SURMONTANT LES MENACES DE SON EXTINCTION

Fernando Alcoforado*

Cet article constitue la suite de l’article dont le titre est Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor (Comment concrétiser les utopies planétaires en vue de construire un monde meilleur) [1]. Cet article est le onzième d’une série de 12 articles qui abordent les 12 utopies planétaires à réaliser en vue de construire un monde meilleur et de contribuer à la réalisation du bonheur des êtres humains, individuellement et collectivement. Cet article vise à présenter comment faire de la onzième des utopies considérées, celle de parvenir à la survie de l’humanité, une réalité face à la dystopie représentée par les menaces de son extinction causées par les êtres humains et les forces de la nature existant sur la planète Terre et ceux venant de l’espace.

Comment faire face aux menaces d’extinction de l’humanité causées par l’homme

Les menaces d’extinction de l’humanité causées par l’être humain concernent le changement climatique mondial, les pandémies et le déclenchement de la Troisième Guerre mondiale. L’article Como evitar a extinção da humanidade de ameaças provocadas pelo planeta Terra e pelos seres humanos (Comment éviter l’extinction de l’humanité face aux menaces causées par la planète Terre et les êtres humains) [2] et les livres A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (L’essor de la science et de la technologie à travers l’histoire et sa contribution au progrès et à la survie de l’humanité) [3] et How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Comment protéger les êtres humains contre les menaces qui pèsent sur leur existence et éviter l’extinction de l’humanité) [4] présentent ce qu’il faut faire pour éviter l’extinction de l’espèce humaine à la suite d’événements qui peuvent survenir à court et moyen terme tels que le changement climatique mondial, les pandémies et la déclenchement de la 3e guerre mondiale.

Pour éviter un changement climatique mondial catastrophique, il est nécessaire de décarboner l’économie d’ici 2050 ou de réduire d’au moins 70 % les émissions mondiales de gaz à effet de serre d’ici le milieu du 21e siècle afin qu’il n’y ait pas d’augmentation de la température moyenne mondiale au-dessus de 2 °C ou 1,5 °C, mettre fin aux guerres, qui sont aussi en grande partie responsables de la dégradation de l’environnement de la planète en raison de leurs effets dévastateurs sur l’environnement et la possibilité d’une extinction de l’humanité si les pays en conflit utilisent leurs arsenaux nucléaires, ainsi que la promotion d’une transformation profonde de la société actuelle, qui a été extrêmement destructrice des conditions de vie sur la planète. et favoriser une transformation profonde de la société actuelle. Le caractère non durable du modèle actuel de développement capitaliste est évident, car il a été extrêmement destructeur des conditions de vie sur la planète. Face à cela, il est impératif de remplacer le modèle économique actuel dominant dans le monde entier par un autre qui prend en compte l’homme intégré à l’environnement, à la nature, c’est-à-dire le modèle de développement durable qui doit garantir que les besoins des générations actuelles sont satisfaits, sans compromettre les besoins des générations futures, en mettant fin à la dégradation constante de l’environnement qui menace l’avenir de l’humanité, ainsi qu’en assurant la paix mondiale.

Pour prévenir l’apparition de nouvelles pandémies sur la planète Terre, il est nécessaire d’arrêter immédiatement la dégradation et la déforestation des forêts et de renforcer les systèmes de surveillance sanitaire de tous les pays et de l’Organisation mondiale de la santé (OMS), de réduire les inégalités sociales entre les nations et au sein de celles-ci, de supprimer des subventions qui favorisent la déforestation et offrent davantage de soutien aux peuples autochtones pour contenir la déforestation. Il est nécessaire d’interdire au niveau international le commerce des espèces à haut risque de transmission du virus et d’éradiquer la consommation de viande sauvage dans le monde, de créer une bibliothèque de génétique virale qui aide à cartographier les endroits où de nouveaux agents pathogènes à haut risque peuvent émerger, de réaliser des investissements de 22 à 31 milliards de dollars par an pendant une décennie, pour surveiller et contrôler le commerce des espèces sauvages et prévenir la déforestation tropicale, ainsi que pour la surveillance sanitaire et la biosécurité dans l’élevage d’animaux destinés à l’alimentation, qui sont des intermédiaires potentiels de virus affectant les humains, en particulier dans les zones proches des forêts pour contribuer à prévenir de futures pandémies, ainsi que pour tenir la population mondiale bien informée des risques de nouvelles pandémies grâce à des données fiables, conçues par l’expérience et la science.

Pour éviter la prolifération des guerres dans le monde et le déclenchement de la 3ème Guerre mondiale qui entraînerait l’utilisation d’armes nucléaires par les belligérants, un gouvernement mondial démocratique doit être établi, élu par le parlement mondial et constitué avec la participation de pays du monde entier. Le gouvernement démocratique mondial éviterait l’empire d’un seul pays et l’anarchie de tous les pays. Un gouvernement mondial ne sera durable que s’il est véritablement démocratique. Le nouvel ordre mondial doit être construit pour organiser non seulement les relations entre les hommes à la surface de la Terre, mais aussi leurs relations avec la nature. Il est donc nécessaire d’élaborer un contrat social planétaire qui permette la réalisation de la paix mondiale, du progrès économique et social et de l’utilisation rationnelle des ressources naturelles au profit de toute l’humanité.

Comment faire face aux menaces d’extinction de l’humanité causées par les forces de la nature existant sur la planète Terre

Les menaces d’extinction de l’humanité causées par les forces de la nature existant sur la planète Terre concernent le refroidissement du noyau de la planète Terre et les éruptions catastrophiques des volcans. L’article Como evitar a extinção da humanidade de ameaças provocadas pelo planeta Terra e pelos seres humanos (Comment prévenir l’extinction de l’humanité à cause des menaces causées par la planète Terre et les humains) [2] explique quoi faire pour faire face au refroidissement du noyau de la planète Terre et aux éruptions volcaniques.

Pour sauver l’humanité de la menace de refroidissement du noyau terrestre, il est très important d’assurer une surveillance constante de la température du noyau de la planète Terre afin d’adopter, si nécessaire, des stratégies pour échapper aux humains vers des endroits tels que Mars ou d’autres endroits du système solaire viables pour la vie humaine, avant la perte du champ magnétique terrestre et le déséquilibre de la chaîne alimentaire de la planète résultant du refroidissement du noyau terrestre. Par ailleurs, il est nécessaire de mettre en place une structure mondiale, une Organisation mondiale de défense contre les catastrophes naturelles, de portée mondiale, à l’instar de l’OMS (Organisation mondiale de la santé), qui ait la capacité de coordonner techniquement les actions à travers le monde pour lutter contre le refroidissement des le noyau de la Terre, entre autres événements catastrophiques.

Pour sauver l’humanité de la menace posée par les éruptions volcaniques catastrophiques, en particulier celles qui peuvent conduire à l’extinction de la vie sur la planète Terre, comme les grandes éruptions volcaniques survenues il y a 250 millions d’années et qui ont mis fin à un cycle de vie sur Terre, nous devons effectuer une surveillance constante des volcans à l’aide de satellites, d’équipements de sensibilité sismique et d’autres sources pour détecter les éruptions volcaniques à venir afin d’éviter des catastrophes aux proportions catastrophiques. Ces mesures devraient être adoptées avant tout dans les pays où les éruptions volcaniques sont les plus fréquentes au monde. Dans chacun de ces pays, des structures doivent être mises en place pour surveiller les éruptions volcaniques et des plans d’évacuation doivent être élaborés pour les populations se trouvant dans des endroits qui pourraient être affectés par ces événements catastrophiques et, si nécessaire, des stratégies d’évacuation humaine doivent être adoptées vers des endroits comme Mars ou d’autres endroits du système solaire viables pour la vie humaine. En outre, il est nécessaire de créer une structure mondiale, une Organisation mondiale de défense contre les catastrophes naturelles de portée mondiale, similaire à l’OMS (Organisation mondiale de la santé), qui ait la capacité de coordonner techniquement les actions des pays face aux éruptions volcaniques dont les conséquences ont une portée locale, régionale et mondiale, notamment celles des volcans qui peuvent conduire à l’extinction de la vie sur la planète Terre.

Comment faire face aux menaces d’extinction de l’humanité provenant de l’espace

Les livres A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (L’essor de la science et de la technologie à travers l’histoire et sa contribution au progrès et à la survie de l’humanité) [3] et How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Comment protéger les êtres humains des menaces contre leur existence et éviter l’extinction de l’humanité) [4] informent que les menaces L’extinction de l’humanité provoquées par les forces de la nature venant de l’espace concernent la collision d’astéroïdes et de comètes ou de morceaux de comètes sur la planète Terre, l’émission de rayons cosmiques,  notamment rayons gamma pouvant atteindre la planète Terre, l´éloignement progressif de la Lune par rapport à la Terre, la collision de planètes sur la planète Terre du système solaire et planètes orphelines ou errantes qui errent dans l’espace, la mort du Soleil, la collision des galaxies d’Andromède et de la Voie lactée où se trouve la Terre et le fin de l’Univers.

Pour faire face aux astéroïdes qui pourraient entrer en collision avec la planète Terre, la stratégie consiste à les détourner de leur trajectoire s’ils sont détectés avec suffisamment de temps pour lancer des fusées interceptrices. La même solution doit être adoptée pour les comètes dont les fragments pourraient atteindre la planète Terre. Il est très important qu’il y ait une surveillance constante de l’espace pour identifier non seulement les astéroïdes, mais aussi les comètes ou morceaux de comètes, qui pourraient entrer en collision avec la Terre et que de puissantes fusées capables de les détourner de leur route soient développées. Une autre alternative consiste à détruire les astéroïdes et les comètes menaçants à l’aide de bombes nucléaires s’ils se trouvent à une grande distance de la planète Terre.

Pour sauver l’humanité des menaces posées par les rayons cosmiques, il est nécessaire d’adopter les stratégies suivantes : 1) surveiller en permanence l’explosion des étoiles supernovae afin qu’avant leur explosion, les mesures nécessaires soient adoptées pour protéger les êtres humains de l’émission de les rayons gamma avec leur fuite vers des endroits habitables possibles dans le système solaire comme Mars ou à l’extérieur avec la possibilité d’héberger des êtres humains ; et 2) promouvoir les avancées technologiques permettant l’établissement de colonies spatiales sur Mars ou ailleurs avec la possibilité d’héberger des êtres humains confrontés à de nombreux obstacles à surmonter et d’augmenter la capacité biologique des êtres humains à survivre en dehors de la Terre. Pour faire face au rayonnement et à la masse coronale du Soleil, il est nécessaire d’utiliser le satellite Soho, qui opère dans une position intermédiaire entre la Terre et le Soleil pour détecter les explosions à la surface solaire et envoyer des messages une heure avant l’arrivée de la tempête cosmique vers laTerra, transmise sur Internet, pour que les distributeurs d’électricité, par exemple, évitent d’endommager leurs réseaux, tandis que les opérateurs de satellites peuvent se protéger en corrigeant la trajectoire des satellites ou en éteignant leurs équipements. Pour protéger les êtres humains des rayonnements cosmiques lors de voyages spatiaux de longue durée dans l’espace, il est nécessaire de promouvoir les progrès scientifiques et technologiques capables de permettre la colonisation humaine d’autres mondes et d’augmenter la capacité biologique des êtres humains à entreprendre des voyages spatiaux et à vivre en dehors de la Terre.

Pour faire face au problème lié au l´éloignement progressif de la Lune par rapport à la Terre et à ses conséquences environnementales catastrophiques, il est très important que plusieurs équipes d’astronomes réparties dans le monde se consacrent à la détection et au suivi du continu éloignement de la Lune par rapport à la Terre pour mesurer et évaluer ses conséquences sur la vie et l’environnement terrestre en vue d’adopter des mesures qui atténuent progressivement ses impacts négatifs et souligner, dans les cas extrêmes, la nécessité de planifier la fuite des êtres humains vers les endroits habitables les plus viables du soleil système tel que Mars ou d’autres endroits en dehors de celui-ci avec la possibilité d’héberger des êtres humains. À mesure que la Terre et la Lune sont unies par un fort lien gravitationnel et s’influencent mutuellement, à mesure que le mouvement de rotation de la Terre ralentit, la rotation de la Lune s’accélère. Et quand quelque chose en orbite accélère, cette accélération le pousse vers l’extérieur. L´éloignement continu de la Lune par rapport à la Terre de 4 cm par an par rapport à la Terre pourrait avoir un impact négatif sur l’environnement de la planète. La Lune se trouve actuellement à 384 400 km de la Terre, soit 18 fois plus loin que lors de sa formation il y a 4,5 milliards d’années. Sans la Lune, les océans n’auraient presque pas de marées, les jours auraient une durée différente et la vie serait menacée sur notre planète.

Pour faire face à la possibilité d’une collision entre les planètes du système solaire et la Terre, il est important qu’il y ait une surveillance constante du système solaire pour identifier la menace de sa déstabilisation par la planète Mercure et d’autres planètes et que des recherches soient menées pour identifier des exoplanètes habitables pour les êtres humains (planètes situées hors du système solaire en orbite autour d’autres étoiles) dans le but de planifier leur fuite, lorsque cela est nécessaire, comme par exemple vers l’exoplanète “Proxima b” en orbite autour d’une étoile faisant partie du système Alpha Centauri, la le plus proche du système solaire, à 4,2 années-lumière de la Terre, où seraient établies des colonies spatiales. Pour faire face à la menace de collisions entre planètes orphelines ou errantes avec la planète Terre, il est important d’assurer une surveillance constante de l’espace pour identifier celles qui pourraient entrer en collision avec la Terre et déterminer l’heure de leur collision en vue d’adopter des mesures qui indiquent le nécessité de planifier la fuite des êtres humains vers d’autres endroits avec la possibilité d’être habitables pour les êtres humains, comme Mars ou d’autres endroits du système solaire avec la possibilité d’héberger des êtres humains avec l’établissement de colonies spatiales. Pour faire face à la mort du Soleil qui atteindra la fin de son existence d’ici 4 milliards d’années,  l’humanité devrait quitter le système solaire et atteindre une nouvelle planète dans un autre système planétaire habitable pour les êtres humains. Parmi plusieurs exoplanètes (planètes situées en dehors du système solaire en orbite autour d’autres étoiles), la plus viable serait l’exoplanète “Proxima b” en orbite autour de l’étoile la plus proche du Soleil, faisant partie du système Alpha Centauri, qui se trouve à 4,2 années-lumière de la Terre.

Pour faire face à la collision entre les galaxies d’Andromède et de la Voie Lactée qui se produira d’ici 3,75 milliards d’années, il est très important que plusieurs équipes d’astronomes réparties à travers le monde se consacrent à une analyse approfondie de la collision entre ces galaxies pour évaluer les conséquences réelles sur la planète Terre et élaborer des plans d’évasion des êtres humains vers une planète habitable dans une galaxie plus proche comme la galaxie Naine Canis Major située à 25 000 années-lumière de la Terre, qui est une galaxie satellite de la Voie Lactée située dans la constellation de Canis Major ou le Grand Nuage de Magellan qui se situe à 163 mille années-lumière de la Terre. Pour faire face à la fin de l’Univers, il est nécessaire de permettre aux êtres humains de s’échapper vers des univers parallèles si leur existence est confirmée afin d’ouvrir la possibilité aux êtres humains de survivre à la fin de notre Univers en se dirigeant vers d’autres univers parallèles. L’idée selon laquelle nous vivons dans un « multivers » composé d’un nombre infini d’univers parallèles est considérée depuis de nombreuses années comme une possibilité scientifique. Le défi est de trouver un moyen de tester cette théorie. Les univers parallèles seraient, par analogie, semblables à des bulles flottant dans un espace plus grand capable de les abriter.

Comment protéger les humains des menaces d’extinction résultant des voyages dans l’espace

L’article Os desafios humanos da conquista do espaço e da colonização de outros mundos (Les défis humains de la conquête de l’espace et de la colonisation d’autres mondes) [5] présente ce qu’il faut faire pour que les êtres humains acquièrent la capacité de faire face aux défis de la conquête de l’espace et de la colonisation d’autres mondes. Pour conquérir l’espace, coloniser d’autres mondes et protéger les êtres humains des menaces d’extinction lors des voyages spatiaux, les stratégies décrites ci-dessous doivent être mises en œuvre :

1- Produire des fusées atteignant des vitesses proches de celle de la lumière pour voyager jusqu’aux confins de l’Univers

2- Produire des technologies capables de protéger les êtres humains lors des voyages spatiaux

3- Identifier d’autres mondes similaires à la Terre susceptibles d’être habités par des êtres humains

4- Permettre aux êtres humains de survivre dans l’espace et dans les lieux habitables hors de la Terre

La stratégie de produire des fusées capables d’atteindre des vitesses proches de la vitesse de la lumière (300 000 km/s) est nécessaire pour favoriser les voyages intergalactiques des êtres humains jusqu’aux extrémités de l’Univers et même vers les univers parallèles s’ils existent. Cette action est nécessaire en raison de la nécessité pour les êtres humains de coloniser d’autres mondes dans le système solaire ou en dehors de celui-ci et même dans des univers parallèles pour assurer leur survie. Pour que l’être humain puisse réaliser des missions spatiales de longue distance, il est nécessaire de trouver des formes plus avancées de propulsion de fusées pour atteindre des distances de centaines ou de milliers d’années-lumière, étant donné que, selon les scientifiques, les fusées chimiques actuelles sont limitées par la vitesse maximale de gaz d’échappement. Des fusées d’une vitesse de 300 000 km par seconde faciliteraient grandement l’exploration spatiale. La fusée spatiale actuellement utilisée vise à envoyer des objets (notamment des satellites artificiels, des sondes spatiales et des rovers) et/ou des engins spatiaux et des hommes dans l’espace à des vitesses supérieures à 40 320 km/h pour vaincre la force d’attraction gravitationnelle de la Terre et atteindre des altitudes supérieures à 100 km au-dessus niveau de la mer. La plupart des fusées actuelles transportent une charge utile représentant 1,5 % de leur taille totale. La charge utile désigne les personnes et les objets.

D’autres alternatives proposées par les scientifiques consisteraient à utiliser la propulsion nucléaire thermique, un moteur solaire/ionique, ainsi que la création d’un réacteur à fusion dans lequel une fusée extrairait l’hydrogène de l’espace interstellaire et le liquéfierait comme de nouvelles formes de propulsion de fusée. La propulsion Bussard est une autre méthode de propulsion pour les engins spatiaux qui pourrait accélérer jusqu’à une vitesse proche de la vitesse de la lumière et constituerait un type d’engin spatial très efficace. En plus de ne pas disposer d’une technologie de fusée qui développe des vitesses proches de celle de la lumière, les voyages interstellaires seraient irréalisables pour les êtres humains même si nous avions ces fusées car avec des vitesses proches de celle de la lumière il y aurait des conséquences négatives sur la vie des êtres humains et le vaisseau spatial lui-même. Dans un premier temps, ces déplacements seront effectués par des sondes et des robots, en raison des limitations physiques et psychologiques de l’homme. Cela signifie que les missions habitées resteraient limitées à notre « voisinage immédiat », c’est-à-dire le système solaire.

La NASA développe des technologies pour protéger les humains sur Mars, ainsi que de puissants systèmes de propulsion pour les amener sur Mars et revenir plus rapidement sur Terre. Ces technologies destinées à protéger les humains sur Mars sont les suivantes : 1) Bouclier thermique gonflable pour faire atterrir les astronautes sur d’autres planètes. Le plus grand rover à atterrir sur Mars a la taille d’une voiture, et envoyer des humains sur Mars nécessitera un vaisseau spatial beaucoup plus gros. Les nouvelles technologies permettront aux vaisseaux spatiaux plus lourds d’entrer dans l’atmosphère martienne, de se rapprocher de la surface et d’atterrir à proximité des endroits que les astronautes souhaitent explorer ; 2) Combinaisons spatiales martiennes de haute technologie. Les combinaisons spatiales sont essentiellement des engins spatiaux personnalisés pour les astronautes. La dernière combinaison spatiale de la NASA est si high-tech que sa conception modulaire est conçue pour évoluer pour être utilisée n’importe où dans l’espace ; 3) Maison martienne et laboratoire sur roues. Pour réduire le nombre d’objets nécessaires pour atterrir sur la surface de Mars, la NASA combinera la première maison martienne et le premier rover en un seul rover doté d’air respirable ; 4) Énergie ininterrompue. Tout comme nous utilisons l’électricité pour recharger nos appareils sur Terre, les astronautes auront besoin d’une alimentation électrique fiable pour explorer Mars. Le système devra être léger et capable de fonctionner quel que soit son emplacement ou la météo sur la planète rouge ; et 5) Communications laser pour envoyer plus d’informations à la Terre. Les missions humaines vers Mars pourraient utiliser des lasers pour rester en contact avec la Terre. Un système de communication laser sur Mars pourrait envoyer d’énormes quantités d’informations et de données en temps réel, notamment des images et des flux vidéo haute définition.

Ces technologies pourraient marquer le début d’un processus de développement de nouvelles technologies visant à protéger les êtres humains lors des voyages dans l’espace. Ces technologies ne suffisent cependant pas à protéger les êtres humains lors de voyages spatiaux vers Mars et d’autres parties de l’Univers. Il est nécessaire de développer des technologies qui permettent aux voyageurs de l’espace de faire face au manque de gravité qui contribue à l’apparition de problèmes de coordination motrice et visuelle et compromet leur structure osseuse et musculaire. Sans gravité, le cœur du voyageur spatial commence à fonctionner plus lentement et les os perdent des minéraux à un rythme beaucoup plus rapide que sur Terre : 1 % par mois dans l’espace contre 1 % par an sur Terre. De plus, en raison du manque de gravité, les fluides corporels ont tendance à être « poussés » vers la tête. Avec une pression accrue, les problèmes de vision peuvent être fréquents. La déshydratation et une altération de la concentration en calcium peuvent également augmenter le risque de calculs rénaux. Enfin, l’un des aspects les plus dangereux des voyages dans l’espace est le rayonnement spatial, car les astronautes sont exposés à dix fois plus de rayonnements que sur Terre, car ici, le champ magnétique et l’atmosphère nous protègent. La coordination physique et la capacité à résoudre des problèmes sont compromises dans l’espace en raison de problèmes directement liés au comportement du cerveau dans l’espace.

Il est nécessaire d’identifier d’autres mondes similaires à la Terre susceptibles d’être habités par des êtres humains en concevant et en envoyant des sondes spatiales pour effectuer des recherches sur des emplacements possibles à l’intérieur et à l’extérieur du système solaire. À ce jour, il n’existe aucune preuve qu’il existe un autre endroit à l’intérieur ou à l’extérieur du système solaire propice à une vie similaire à la Terre. Actuellement, des efforts sont déployés pour coloniser la planète Mars. Cependant, d’après ce que l’on sait de Mars, cette planète ne présente pas les conditions nécessaires pour que les êtres humains puissent l’habiter car elle ne possède pas de champ magnétique ni d’atmosphère et de biosphère similaires à ceux de la Terre, ainsi qu’une accélération gravitationnelle moyenne de environ 38% de la superficie de la Terre qui est nocive pour la vie humaine. Il n’existe aucune preuve sur Mars d’un champ magnétique global structuré similaire à celui de la Terre qui nous protège des rayons cosmiques et des vents solaires et cette absence pourrait être en grande partie responsable de la perte de l’atmosphère martienne. Mars a perdu sa magnétosphère il y a 4 milliards d’années, mais présente localement des points de magnétisme induits. Mars ne possède pas de champ magnétique global qui guide les particules chargées entrant dans l’atmosphère, mais elle possède de multiples champs magnétiques en forme de parapluie, principalement dans l’hémisphère sud, qui sont les vestiges d’un champ magnétique global qui s’est désintégré il y a des milliards d’années. Comparée à la Terre, l’atmosphère de Mars est très raréfié. Le sol martien est légèrement alcalin et contient des éléments tels que le magnésium, le sodium, le potassium et le chlore, qui sont des nutriments présents sur Terre et nécessaires à la croissance des plantes.

Les températures à la surface de Mars varient de −143 °C (en hiver dans les calottes polaires) à des températures maximales de +35 °C (en été équatorial). Mars connaît les plus grandes tempêtes de poussière du système solaire. Celles-ci peuvent aller d’une tempête sur une petite zone à de gigantesques tempêtes couvrant la planète entière. Ils ont tendance à se produire lorsque Mars est la plus proche du Soleil et que sa température globale augmente. On sait également que l’eau liquide ne peut pas exister à la surface de Mars en raison de la faible pression atmosphérique, qui est environ 100 fois plus faible que celle de la Terre. Les deux calottes polaires martiennes semblent être constituées en grande partie d’eau. Le volume d’eau gelée de la calotte glaciaire du pôle Sud, si elle fondait, suffirait à couvrir toute la surface de la planète jusqu’à une profondeur de 11 mètres. La jarosite minérale (sulfate hydraté de fer et de potassium formé par l’oxydation des sulfures de fer) a été détectée, qui ne se forme qu’en présence d’eau acide, démontrant que l’eau existait autrefois sur Mars. La perte d’eau de Mars vers l’espace résulte du transport de l’eau dans la haute atmosphère, où elle a été dissociée de l’hydrogène et s’est échappée de la planète en raison de sa faible gravité. Mars a des saisons similaires à celles de la Terre, en raison des inclinaisons similaires des axes de rotation des deux planètes. Les durées des saisons martiennes sont environ deux fois supérieures à celles de la Terre, car Mars est plus éloignée du Soleil, ce qui signifie que l’année martienne équivaut à environ deux années terrestres. La tentative de colonisation de la planète Mars pourrait signifier le début du processus de développement de colonies spatiales destinées aux êtres humains en dehors de la Terre.

C’est nécessaire habiliter biologiquement et psychologiquement les humains pour survivre dans l’espace et dans les lieux habitables en dehors de la Terre. Il convient de noter que même s’il était possible de créer un vaisseau spatial capable de voyager à des vitesses proches de celle de la lumière, il ne serait pas capable de transporter des personnes car il existe une limite de vitesse naturelle imposée par des niveaux sûrs de rayonnement dû à l’hydrogène, ce qui signifie que les humains ne peuvent pas voyager à plus de la moitié de la vitesse de la lumière car il y aurait une mort rapide et immédiate. L’un des aspects les plus dangereux des voyages spatiaux est le rayonnement spatial, car les astronautes sont exposés à dix fois plus de rayonnements que sur Terre, car ici, le champ magnétique et l’atmosphère nous protègent. L’exposition aux radiations peut augmenter le risque de cancer, endommager le système nerveux central, provoquer des nausées, des vomissements et de la fatigue. De plus, cela peut provoquer des maladies dégénératives, telles que des cataractes, des problèmes cardiaques et circulatoires. La colonisation de Mars et d’autres mondes de l’Univers indique qu’il existe un besoin extrême de créer des êtres humains plus évolués biologiquement en utilisant la science et la technologie pour leur permettre de défier les limites imposées par la nature et de survivre en tant qu’espèce aujourd’hui et dans le futur.

Il est nécessaire de garantir la formation de surhommes et de superfemmes, ce qui peut être réalisé grâce à l’utilisation de la science et de la technologie (biotechnologie, nanotechnologie et neurotechnologie) pour augmenter la capacité cognitive et surmonter les limitations physiques et psychologiques des êtres humains. Comme exemple d’utilisation de la science et de la technologie dans ce sens, nous avons la manipulation génétique de l’espèce humaine, possible grâce à la création en laboratoire de nouveaux gènes capables de modifier le code génétique pour être capable, par exemple, bloquer la réplication des virus, rendant nos cellules immunisées contre les attaques. L’année 2045 marquera le début d’une ère dans laquelle la médecine pourra offrir à l’humanité la possibilité de vivre une époque jamais vue dans l’histoire. Les organes qui ne fonctionnent pas peuvent être échangés contre de meilleurs, créés spécialement pour nous. Des parties du cœur, des poumons et même du cerveau peuvent être remplacées. De minuscules circuits informatiques seront implantés dans le corps pour contrôler les réactions chimiques qui se produisent à l’intérieur des cellules. Nous ne serons qu’à quelques pas de l’immortalité. C’est la prédiction d’un groupe de scientifiques connus pour être à l’avant-garde de la recherche sur des sujets tels que l’informatique, la biologie et la biotechnologie. Parmi eux figurent George Church, professeur à l’Université Harvard, aux États-Unis, Aubrey de Gray, gérontologue et spécialiste biomédical spécialisé dans l’anti-âge, et l’ingénieur Raymond Kurzweil, du Massachusetts Institute of Technology (MIT). Ils sont les leaders d’une sorte de nouvelle philosophie, appelée Singularité.

LES RÉFÉRENCES

  1. ALCOFORADO. Fernando. Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor. Disponible sur le site Web <https://www.academia.edu/104881861/COMO_FAZER_COM_QUE_AS_UTOPIAS_PLANET%C3%81RIAS_SE_REALIZEM_VISANDO_A_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DE_UM_MUNDO_MELHOR>.
  2. ALCOFORADO, Fernando. Como evitar a extinção da humanidade de ameaças provocadas pelo planeta Terra e pelos seres humanos. Disponible sur le site Web <https://www.linkedin.com/pulse/como-evitar-extin%C3%A7%C3%A3o-da-humanidade-de-amea%C3%A7as-pelo-terra-alcoforado/?originalSubdomain=pt>.
  3. ALCOFORADO, Fernando. A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade. Curitiba: Editora CRV, 2022.
  4. ALCOFORADO, Fernando. How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity. Chișinău, Republic of Moldova: Generis Publishing, 2023.
  5. ALCOFORADO, Fernando. Os desafios humanos da conquista do espaço e da colonização de outros mundos. Disponible sur le site Web <https://www.academia.edu/103359413/OS_DESAFIOS_HUMANOS_DA_CONQUISTA_DO_ESPA%C3%87O_E_DA_COLONIZA%C3%87%C3%83O_DE_OUTROS_MUNDOS>.

​* Fernando Alcoforado, 83, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, de la SBPC – Société Brésilienne pour le Progrès des Sciences et l’IPB – Institut Polytechnique de Bahia, ingénieur de l’École Polytechnique UFBA et docteur en Planification du Territoire et Développement Régional de l’Université de Barcelone, professeur d’Université (Ingénierie, Économie et Administration) et consultant dans les domaines de la planification stratégique, de la planification d’entreprise, planification du territoire et urbanisme, systèmes énergétiques, a été Conseiller du Vice-Président Ingénierie et Technologie chez LIGHT S.A. Entreprise de distribution d’énergie électrique de Rio de Janeiro, coordinatrice de la planification stratégique du CEPED – Centre de recherche et de développement de Bahia, sous-secrétaire à l’énergie de l’État de Bahia, secrétaire à la planification de Salvador, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018),  Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), est l’auteur d’un chapitre du livre Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Floride, États-Unis, 2022) et How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023).

HOW TO REALIZE THE UTOPIA OF CONQUERING THE SURVIVAL OF HUMANITY OVERCOMING THREATS TO ITS EXTINCTION

Fernando Alcoforado*

This article represents the continuation of the article whose title is Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor (How to make planetary utopias come true with a view to building a better world) [1]. This article is the eleventh of 12 articles that address the 12 planetary utopias that need to be realized with a view to building a better world and contributing to the achievement of happiness for human beings, individually and collectively. This article aims to present how to make the eleventh of the utopias considered, that of achieving the survival of humanity, become reality in the face of the dystopia represented by the threats to its extinction caused by human beings and the forces of nature existing on planet Earth and those coming from space.

How to deal with threats to the extinction of humanity caused by humans

The threats to the extinction of humanity caused by human beings concern global climate change, pandemics and the outbreak of the Third World War. The article Como evitar a extinção da humanidade de ameaças provocadas pelo planeta Terra e pelos seres humanos (How to avoid the extinction of humanity from threats caused by planet Earth and human beings) [2] and the books A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (The climb of science and technology throughout history and its contribution to the progress and survival of humanity) [3] and How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity [4] present what to do to protect the human species and avoid its extinction of as a result of events that may occur in the short and medium term such as global climate change, pandemics and the outbreak of the 3rd World War.

To avoid catastrophic global climate change, it is necessary to decarbonize the economy by 2050 or cut at least 70% of global greenhouse gas emissions by the middle of the 21st century so that there is no increase in the global average temperature above 2 °C or 1 .5 °C, put an end to wars, which are also largely responsible for the environmental worsening of the planet due to the devastating effects they cause on the environment and for the possibility of the extinction of humanity if the contending countries use their nuclear arsenals, as well how to promote profound transformation of current society, which has been extremely destructive of living conditions on the planet. In view of this, it is imperative to replace the current economic model dominant throughout the world with another that takes into account man integrated with the environment, with nature, that is, the model of sustainable development that must ensure that the needs of current generations are met without compromising the needs of future generations putting an end to the constant environmental degradation that threatens the future of humanity, as well as ensuring world peace.

To prevent the occurrence of new pandemics on planet Earth, it is necessary to immediately stop degrading and deforesting forests and strengthen the health surveillance systems of all countries and the World Health Organization (WHO), reduce social inequities between nations and within of them, remove subsidies that favor deforestation and offer more support to indigenous peoples, to contain deforestation. It is necessary to internationally ban the trade of species at high risk of virus transmission and eradicate the consumption of wild meat in the world, create a library of virus genetics, which helps in mapping places where new high-risk pathogens may emerge, carry out investments of US$22 billion to US$31 billion per year for a decade, to monitor and police the wildlife trade and prevent tropical deforestation, and in health surveillance and biosafety in the farming of food animals, which are potential virus intermediaries that affect humans, especially in areas close to forests to help prevent future pandemics, as well as keep the world’s population well informed about the risks of new pandemics with reliable data, conceived by experience and science.

To avoid the proliferation of wars in the world and the outbreak of the 3rd World War which results in the use of nuclear weapons by the contenders, a democratic world government must be established that is elected by the world parliament to be constituted with the participation of countries from all over the world. The world democratic government would avoid the empire of a single country and the anarchy of all countries. A world government will only be sustainable if it is truly democratic. The new world order must be built not only to organize relationships between men on the face of the Earth, but also their relationships with nature. It is therefore necessary that a planetary social contract be drawn up that enables the achievement of world peace, economic and social progress and the rational use of nature’s resources for the benefit of all humanity.

How to deal with the threats to the extinction of humanity caused by the forces of nature existing on planet Earth

The threats to the extinction of humanity caused by the forces of nature existing on planet Earth concern the cooling of planet Earth’s core and the catastrophic eruption of volcanoes. The article Como evitar a extinção da humanidade de ameaças provocadas pelo planeta Terra e pelos seres humanos (How to prevent the extinction of humanity from threats caused by planet Earth and humans) [2] tells us what to do to deal with the cooling of planet Earth’s core and the eruption of volcanoes.

To save humanity from the threat of cooling of the Earth’s core, it is very important that there is constant monitoring of the temperature of planet Earth’s core to adopt, when necessary, strategies to escape humans to places such as Mars or other locations in the solar system viable for human life, before the loss of the Earth’s magnetic field and the imbalance in the planet’s food chain resulting from the cooling of the Earth’s core. Furthermore, it is necessary to set up a global structure, a World Organization for Defense Against Natural Catastrophes with a global scope, similar to the WHO (World Health Organization) that has the capacity to technically coordinate actions around the world to deal with coping of the cooling of the climate Earth’s core, among other catastrophic events.

To save humanity from the threat posed by the catastrophic eruption of volcanoes, especially those that can lead to the extinction of life on planet Earth, such as the large eruptions of volcanoes that occurred 250 million years ago that ended a cycle of life on Earth, we must carry out constant monitoring of volcanoes with the use of satellites, seismic sensitivity equipment and other sources to detect upcoming eruptions of volcanoes in order to prevent disasters of catastrophic proportions. These measures should be adopted, above all, in countries where volcano eruptions occur most in the world. In each of these countries, structures must be set up to monitor volcano eruptions and evacuation plans must be drawn up for populations in places that could be affected by these catastrophic events and, if necessary, human escape strategies must be adopted to places like Mars or other places in the solar system viable for human life. Furthermore, it is necessary to set up a global structure, a World Organization for Defense Against Natural Catastrophes of global scope, similar to the WHO (World Health Organization) that has the capacity to technically coordinate the actions of countries in confronting the eruption of volcanoes whose consequences have local, regional and global scope, especially from volcanoes that can lead to the extinction of life on planet Earth.

How to deal with threats to the extinction of humanity coming from space

The books A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (The climb of science and technology throughout history and its contribution to the progress and survival of humanity) [3] and How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity [4] inform that the threats to the extinction of humanity caused by the forces of nature coming from space concern the collision on planet Earth of asteroids and comets or pieces of comets, emission of cosmic rays, especially gamma rays, that can reach planet Earth, progressive distancing of the Moon in relation to Earth, collision on planet Earth of planets of the solar system and orphan or wandering planets that wander in outer space, death of the Sun, collision of the Andromeda galaxies and Milky Way where is located the Earth and the end of the Universe.

To deal with asteroids that could collide with planet Earth, the strategy consists of diverting them from their course if they are detected with enough time to launch interceptor rockets. The same solution must be adopted for comets whose pieces may reach planet Earth. It is very important that there is constant monitoring of space to identify not only asteroids, but also comets or pieces of comets, which could collide with the Earth and powerful rockets capable of diverting them from their routes are developed. Another alternative is to destroy threatening asteroids and comets with the use of nuclear bombs if they are at a great distance from planet Earth.

To save humanity from the threats posed by cosmic rays, it is necessary to adopt the following strategies: 1) monitor the explosion of supernova stars permanently so that, before their explosion occurs, the necessary measures are adopted to protect human beings from the emission of gamma rays with their escape to possible habitable locations in the solar system such as Mars or outside it with the possibility of harboring human beings; and, 2) promote technological advances that enable the establishment of space colonies on Mars or other locations with the possibility of housing human beings with numerous obstacles to be overcome and increasing the biological capacity of human beings to survive outside Earth. To deal with the radiation and coronal mass of the Sun, it is necessary to use the Soho satellite, which operates in an intermediate position between the Earth and the Sun to detect explosions on the solar surface and send messages an hour in advance of the arrival of the cosmic storm to Earth, transmitted over the internet, so that electricity distributors, for example, avoid damage to their networks, while satellite operators can protect themselves by correcting satellite courses or turning off their equipment. To protect human beings from cosmic radiation during long-term space travel in outer space, it is necessary to promote scientific and technological advances capable of enabling human colonization of other worlds and increasing the biological capacity of human beings to undertake space travel and live out from the Earth.

To deal with the problem related to the continuous distancing of the Moon from the Earth and its catastrophic environmental consequences, it is very important that several teams of astronomers spread around the world dedicate themselves to detecting and monitoring the continuous distancing of the Moon from the Earth to measure and evaluate its consequences on life and the Earth’s environment with a view to adopting measures that progressively mitigate its negative impacts and point out, in extreme cases, the need to plan the escape of human beings to the most viable habitable places in the solar system such as Mars or other places outside it with the possibility of housing human beings. As the Earth and the Moon are united by a strong gravitational bond and affect each other, as the Earth’s rotational movement slows down, the Moon’s rotation speeds up. When something in orbit accelerates, that acceleration pushes it outward. The Moon’s continued distancing of 4 cm per year from Earth could have a negative impact on the planet’s environment. The Moon is currently 384,400 km from Earth, 18 times further than when it formed 4.5 billion years ago. Without the Moon, the oceans would have almost no tides, the days would have a different length and life would be threatened on our planet.

To deal with the possibility of the planets of the solar system colliding with Earth, it is important that there is constant monitoring of the solar system to identify the threat of its destabilization by the planet Mercury and other planets and that research is carried out to identify habitable exoplanets for human beings (planets located outside the solar system in orbit around other stars) aiming to plan their escape, when necessary, such as,  for example,  to the exoplanet “Proxima b” orbiting a star in the Alpha Centauri system, the closest to the solar system, which is 4.2 light years from Earth, where space colonies would be established. To face the threat of collisions between orphan or wandering planets with planet Earth, it is important that there is constant monitoring of space to identify those that could collide with Earth and determine the time of their collision with a view to adopting measures that point to the need to plan the escape of human beings to other places with the possibility of being habitable for human beings, such as Mars or other places in the solar system with the possibility of housing human beings with the establishment of space colonies. To deal with the death of the Sun, which will reach the end of its existence within 4 billion years, humanity should leave the solar system and reach a new planet in another planetary system that is habitable for humans. Among several exoplanets (planets located outside the solar system in orbit around other stars), the most viable would be the exoplanet “Proxima b” orbiting the closest star to the Sun, part of the Alpha Centauri system, which is 4.2 light years from Earth.

To deal with the collision between the Andromeda and Milky Way galaxies that will occur within 3.75 billion years, it is very important that several teams of astronomers spread around the world dedicate themselves to in-depth analysis of the collision between these galaxies to assess the real consequences over planet Earth and devise escape plans for human beings to a habitable planet in a closer galaxy such as the Canis Major Dwarf Galaxy located 25,000 light-years from Earth, which is a satellite galaxy of the Milky Way located in the constellation Canis Major or the Large Magellanic Cloud, which is located 163 thousand light years from Earth. To deal with the end of the Universe, it is necessary to enable human beings to escape to parallel universes if their existence is confirmed to open the possibility of human beings surviving the end of our Universe by heading to other parallel universes. The idea that we live in a “multiverse” made up of an infinite number of parallel universes has, for many years, been considered a scientific possibility. The challenge is to find a way to test this theory. Parallel universes would be, in an analogy, similar to bubbles floating in a larger space capable of housing them.

How to protect humans from threats to their extinction resulting from space travel

The article Os desafios humanos da conquista do espaço e da colonização de outros mundos (The human challenges of conquering space and colonizing other worlds) [5] presents what to do so that human beings acquire the capacity to face the challenges of conquering space and colonizing other worlds. To conquer space, colonize other worlds and protect human beings from threats to extinction during space travel, the strategies described below must be implemented:

1- Produce rockets that reach speeds close to that of light to travel to the ends of the Universe

2- Produce technologies capable of protecting human beings in space travel

3- Identify other worlds similar to Earth capable of being inhabited by human beings

4- Enable human beings to survive in space and in habitable places outside the Earth

The strategy of producing rockets that are capable of reaching speeds close to the speed of light (300,000 km/s) is necessary to promote intergalactic travel by human beings to the ends of the Universe and, even, to parallel universes if they exist. This action is necessary due to the need for human beings to colonize other worlds in the solar system or outside it and even in parallel universes to ensure their survival. For human beings to carry out long-distance space missions, it is necessary to find more advanced forms of rocket propulsion to reach distances of hundreds or thousands of light years, given that, according to scientists, current chemical rockets are limited by the maximum speed of rockets exhaust gases. Rockets with speeds of 300,000 km per second would greatly facilitate space exploration. The space rocket currently used aims to send objects (especially artificial satellites, space probes and rovers) and/or spacecraft and men into outer space at speeds exceeding 40,320 km/h to overcome the Earth’s gravitational attraction force and reach altitudes greater than 100 km above sea level. Most current rockets carry a payload of 1.5% of their total size. Payload means people and objects.

Other alternatives proposed by scientists would consist of the use of nuclear thermal propulsion, a solar/ion engine, as well as the creation of a fusion reactor in which a rocket extracts hydrogen from interstellar space and liquefies it as new forms of rocket propulsion. Bussard propulsion is another propulsion method for spacecraft that could accelerate to a speed close to the speed of light, and would be a very efficient type of spacecraft. In addition to not having rocket technology that develops speeds close to that of light, interstellar travel would be unfeasible for human beings even if we had these rockets because with speeds close to that of light there would be negative consequences for the lives of human beings and the spacecraft themselves. Initially, these trips will be made by probes and robots, due to man’s physical and psychological limitations. This means that manned missions would still be restricted to our immediate “neighborhood”, that is, the solar system.

NASA is developing technologies to protect humans on Mars, as well as powerful propulsion systems to get them to Mars and back to Earth faster. These technologies to protect humans on Mars are as follows: 1) Inflatable heat shield to land astronauts on other planets. The largest rover to land on Mars is the size of a car, and sending humans to Mars will require a much larger spacecraft. New technologies will allow heavier spacecraft to enter the Martian atmosphere, get closer to the surface, and land near where astronauts want to explore; 2) High-tech Martian spacesuits. Spacesuits are essentially spacecraft customized for astronauts. NASA’s latest spacesuit is so high-tech that its modular design is designed to be evolved for use anywhere in space; 3) Martian house and laboratory on wheels. To reduce the number of items needed to land on the surface of Mars, NASA will combine the first Martian home and rover into a single rover complete with breathable air; 4) Uninterrupted power. Just like we use electricity to charge our devices on Earth, astronauts will need a reliable power supply to explore Mars. The system will need to be lightweight and capable of functioning regardless of its location or the weather on the Red Planet; and, 5) Laser communications to send more information to Earth. Human missions to Mars could use lasers to stay in contact with Earth. A laser communications system on Mars could send massive amounts of information and data in real time, including high-definition images and video feeds.

The strategy of producing rockets that are capable of reaching speeds close to the speed of light (300,000 km/s) is necessary to promote intergalactic travel by human beings to the ends of the Universe and, even, to parallel universes if they exist. This action is necessary due to the need for human beings to colonize other worlds in the solar system or outside it and, even go to parallel universes to ensure their survival to ensure their survival. For human beings to carry out long-distance space missions, it is necessary to find more advanced forms of rocket propulsion to reach distances of hundreds or thousands of light years, given that, according to scientists, current chemical rockets are limited by the maximum speed of rockets exhaust gases. Rockets with speeds of 300,000 km per second would greatly facilitate space exploration. The space rocket currently used aims to send objects (especially artificial satellites, space probes and rovers) and/or spacecraft and men into outer space at speeds exceeding 40,320 km/h to overcome the Earth’s gravitational attraction force and reach altitudes greater than 100 km above sea level. Most current rockets carry a payload of 1.5% of their total size. Payload means people and objects.

Other alternatives proposed by scientists would consist of the use of nuclear thermal propulsion, a solar/ion engine, as well as the creation of a fusion reactor in which a rocket extracts hydrogen from interstellar space and liquefies it as new forms of rocket propulsion. Bussard propulsion is another propulsion method for spacecraft that could accelerate to a speed close to the speed of light, and would be a very efficient type of spacecraft. In addition to not having rocket technology that develops speeds close to that of light, interstellar travel would be unfeasible for human beings even if we had these rockets because with speeds close to that of light there would be negative consequences for the lives of human beings and the spacecraft themselves. Initially, these trips will be made by probes and robots, due to man’s physical and psychological limitations. This means that manned missions would still be restricted to our immediate “neighborhood”, that is, the solar system.

NASA is developing technologies to protect humans on Mars, as well as powerful propulsion systems to get them to Mars and back to Earth faster. These technologies to protect humans on Mars are as follows: 1) Inflatable heat shield to land astronauts on other planets. The largest rover to land on Mars is the size of a car, and sending humans to Mars will require a much larger spacecraft. New technologies will allow heavier spacecraft to enter the Martian atmosphere, get closer to the surface, and land near where astronauts want to explore; 2) High-tech Martian spacesuits. Spacesuits are essentially spacecraft customized for astronauts. NASA’s latest spacesuit is so high-tech that its modular design is designed to be evolved for use anywhere in space; 3) Martian house and laboratory on wheels. To reduce the number of items needed to land on the surface of Mars, NASA will combine the first Martian home and rover into a single rover complete with breathable air; 4) Uninterrupted power. Just like we use electricity to charge our devices on Earth, astronauts will need a reliable power supply to explore Mars. The system will need to be lightweight and capable of functioning regardless of its location or the weather on the Red Planet; and, 5) Laser communications to send more information to Earth. Human missions to Mars could use lasers to stay in contact with Earth. A laser communications system on Mars could send massive amounts of information and data in real time, including high-definition images and video feeds.

These technologies could mean the beginning of a process of developing new technologies to protect human beings during space travel. These technologies are not enough, however, to protect human beings on space travel to Mars and other parts of the Universe. It is necessary to develop technologies that enable space travelers to deal with the lack of gravity that contributes to the occurrence of problems with their motor and visual coordination and compromises their bone and muscular structure. Without gravity, the space traveler’s heart begins to function more slowly and bones lose minerals at a much greater rate than on Earth – 1% per month in space versus 1% per year on Earth. Furthermore, due to the lack of gravity, body fluids tend to be “pushed” towards the head. With increased pressure, vision problems can be common. Dehydration and altered calcium concentration can also increase the risk of kidney stones. Finally, one of the most dangerous aspects of traveling in space is space radiation because astronauts are exposed to ten times more radiation than on Earth, since here, the magnetic field and atmosphere protect us. Physical coordination and the ability to solve problems are compromised in space due to issues directly linked to the brain’s behavior in space.

It is necessary to identify other worlds similar to Earth capable of being inhabited by human beings by designing and sending space probes to carry out research on possible locations inside and outside the solar system. To date, there is no evidence that there is another place inside or outside the solar system that is conducive to life similar to Earth. Currently, there are efforts to colonize the planet Mars. However, from what is known about Mars, this planet does not present the necessary conditions for human beings to inhabit it because it does not have a magnetic field or atmosphere and biosphere similar to those of Earth, as well as having an average gravitational acceleration of around 38% at of the Earth harmful to human life. There is no evidence on Mars of having a structured global magnetic field similar to that on Earth that protects us from cosmic rays and solar winds and this absence may have been largely responsible for the loss of the Martian atmosphere. Mars lost its magnetosphere 4 billion years ago, but has locally induced points of magnetism. Mars does not have a global magnetic field that guides charged particles entering the atmosphere, but it does have multiple umbrella-shaped magnetic fields, mainly in the southern hemisphere, that are remnants of a global magnetic field that decayed billions of years ago. Compared to Earth, Mars’ atmosphere is very rarefied. Martian soil is slightly alkaline and contains elements such as magnesium, sodium, potassium and chlorine, which are nutrients found on Earth and are necessary for plant growth.

Surface temperatures on Mars range from −143 °C (in winter in the polar caps) to maximum temperatures of +35 °C (in equatorial summer). Mars has the biggest dust storms in the Solar System. These can range from a storm over a small area to gigantic storms that cover the entire planet. They tend to occur when Mars is closest to the Sun when its global temperature increases. It is also known that liquid water cannot exist on the surface of Mars due to the low atmospheric pressure, which is about 100 times weaker than that on Earth. The two Martian polar caps appear to be made largely of water. The volume of frozen water in the south polar ice sheet, if melted, would be enough to cover the entire surface of the planet to a depth of 11 meters. The mineral jarosite (hydrated sulfate of iron and potassium formed by the oxidation of iron sulfides) was detected, which only forms in the presence of acidic water, demonstrating that water once existed on Mars. The loss of water from Mars to space resulted from the transport of water into the upper atmosphere, where it was dissociated from hydrogen and escaped the planet due to its weak gravity. Mars has seasons similar to those on Earth, due to the similar inclinations of the rotation axes of the two planets. The durations of the Martian seasons are about twice those on Earth, as Mars is at a greater distance from the Sun, which means the Martian year is equivalent to about two Earth years. The attempt to colonize the planet Mars could mean the beginning of the process of developing space colonies for use by human beings outside of Earth.

It is necessary to biologically and psychologically enable human beings to survive in space and in habitable places outside Earth. It is worth noting that even if it were possible to create a spacecraft capable of traveling at speeds close to that of light it would not be able to transport people because there is a natural speed limit imposed by safe levels of radiation due to hydrogen which means that humans cannot travel at more than half the speed of light because there would be quick, immediate death. One of the most dangerous aspects of space travel is space radiation because astronauts are exposed to ten times more radiation than on Earth, since here, the magnetic field and atmosphere protect us. Radiation exposure can increase the risk of cancer, damage the central nervous system, cause nausea, vomiting and fatigue. What’s more, it can cause degenerative diseases, such as cataracts, heart and circulatory problems. The colonization of Mars and other worlds in the Universe indicates that there is an extreme need to create more biologically evolved human beings with the use of science and technology to make them defy the limits imposed by nature and survive as a species today and in the future.

It is necessary to ensure that the formation of supermen and superwomen occurs, which can be achieved with the use of science and technology (biotechnology, nanotechnology and neurotechnology) to increase cognitive capacity and overcome the physical and psychological limitations of beings humans. As an example of the use of science and technology in this direction, we have the genetic manipulation of the human species, which is possible with the creation in the laboratory of new genes that can modify the genetic code to be capable of, for example, blocking the replication of viruses, making our cells immune to attack. The year 2045 will mark the beginning of an era in which medicine will be able to offer humanity the possibility of living for a time never seen in history. Organs that are not working can be exchanged for better ones, created especially for us. Parts of the heart, lungs and even the brain can be replaced. Tiny computer circuits will be implanted in the body to control chemical reactions that occur inside cells. We will be just a few steps away from immortality. This is the prediction of a group of scientists known for being at the forefront of research covering topics such as computer science, biology and biotechnology. Among them are George Church, professor at Harvard University in the United States, Aubrey de Gray, a gerontologist and biomedical specialist specializing in anti-aging, and engineer Raymond Kurzweil, from the Massachusetts Institute of Technology (MIT). They are the leaders of a kind of new philosophy, called Singularity.

REFERENCES

  1. ALCOFORADO. Fernando. Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor. Available on the website <https://www.academia.edu/104881861/COMO_FAZER_COM_QUE_AS_UTOPIAS_PLANET%C3%81RIAS_SE_REALIZEM_VISANDO_A_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DE_UM_MUNDO_MELHOR>.
  2. ALCOFORADO, Fernando. Como evitar a extinção da humanidade de ameaças provocadas pelo planeta Terra e pelos seres humanos. Available on the website<https://www.linkedin.com/pulse/como-evitar-extin%C3%A7%C3%A3o-da-humanidade-de-amea%C3%A7as-pelo-terra-alcoforado/?originalSubdomain=pt>.
  3. ALCOFORADO, Fernando. A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade. Curitiba: Editora CRV, 2022.
  4. ALCOFORADO, Fernando. How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity. Chișinău, Republic of Moldova: Generis Publishing, 2023.
  5. ALCOFORADO, Fernando. Os desafios humanos da conquista do espaço e da colonização de outros mundos. Available on the website  <https://www.academia.edu/103359413/OS_DESAFIOS_HUMANOS_DA_CONQUISTA_DO_ESPA%C3%87O_E_DA_COLONIZA%C3%87%C3%83O_DE_OUTROS_MUNDOS>.

* Fernando Alcoforado, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, of the SBPC- Brazilian Society for the Progress of Science and of IPB- Polytechnic Institute of Bahia, engineer from the UFBA Polytechnic School and doctor in Territorial Planning and Regional Development from the University of Barcelona, college professor (Engineering, Economy and Administration) and consultant in the areas of strategic planning, business planning, regional planning, urban planning and energy systems, was Advisor to the Vice President of Engineering and Technology at LIGHT S.A. Electric power distribution company from Rio de Janeiro, Strategic Planning Coordinator of CEPED- Bahia Research and Development Center, Undersecretary of Energy of the State of Bahia, Secretary of Planning of Salvador, is the author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), a chapter in the book Flood Handbook (CRC Press,  Boca Raton, Florida United States, 2022) and How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023). 

COMO REALIZAR A UTOPIA DA CONQUISTA DA SOBREVIVÊNCIA DA HUMANIDADE SUPERANDO AMEAÇAS À SUA EXTINÇÃO    

Fernando Alcoforado*

Este artigo representa a continuação do artigo cujo título é Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor [1].  Este artigo é o décimo primeiro dos 12 artigos que abordam as 12 utopias planetárias que precisam ser realizadas visando a construção de um mundo melhor e contribuir para a conquista da felicidade dos seres humanos, individual e coletivamente.  Este artigo tem por objetivo apresentar como fazer com que a décima primeira das utopias consideradas, a da conquista da sobrevivência da humanidade se torne realidade diante da distopia representada pelas ameaças à sua extinção provocadas pelos seres humanos e pelas forças da natureza existentes no planeta Terra e aquelas vindas do espaço. 

Como lidar com as ameaças à extinção da humanidade provocadas pelos seres humanos

As ameaças à extinção da humanidade provocadas pelos seres humanos dizem respeito à  mudança climática global, às pandemias e à eclosão da 3ª Guerra Mundial.  O artigo Como evitar a extinção da humanidade de ameaças provocadas pelo planeta Terra e pelos seres humanos [2] e os livros A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade [3] e How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Como proteger os seres humanos das ameaças à sua existência e evitar a extinção da humanidade) [4] apresentam o que fazer para proteger espécie humana e evitar sua extinção em consequência de eventos que poderão ocorrer a curto e médio prazos como a mudança climática global, as pandemias e a eclosão da 3ª Guerra Mundial. 

Para evitar a mudança climática catastrófica global, é preciso descarbonizar a economia até 2050 ou cortar pelo menos 70% das emissões globais de gases de efeito estufa até meados do século XXI para que não haja aumento da temperatura média global acima de 2 °C ou 1,5 °C, acabar com as guerras, que, também, são responsáveis em grande parte pelo agravamento ambiental do planeta pelos efeitos devastadores que provocam sobre o meio ambiente e pela possibilidade de extinção da humanidade se os países contendores utilizarem seus arsenais nucleares, bem como  promover profunda transformação da sociedade atual que tem sido extremamente destrutiva das condições de vida no planeta. Diante disso, é imperativo substituir o atual modelo econômico dominante em todo o mundo por outro que leva em conta o homem integrado ao meio ambiente, com a natureza, ou seja, o modelo de desenvolvimento sustentável que deve garantir que as necessidades das gerações atuais ocorram sem comprometer as necessidades das gerações futuras pondo fim à constante degradação ambiental que ameaça o futuro da humanidade, bem como assegure a paz mundial. 

Para evitar a ocorrência de novas pandemias no planeta Terra, é preciso parar imediatamente de degradar e desmatar florestas e fortalecer os sistemas de vigilância em saúde de todos os países e da Organização Mundial da Saúde (OMS), reduzir iniquidades sociais entre nações e no interior delas, remover subsídios que favoreçam o desmatamento e oferecer mais apoio aos povos indígenas, para conterem o desmatamento. É preciso proibir internacionalmente o comércio de espécies de alto risco de transmissão de vírus e erradicar o consumo de carne silvestre no mundo, criar uma biblioteca da genética de vírus, que ajude no mapeamento de locais de onde possam surgir novos patógenos de alto risco, realizar investimentos de US$ 22 bilhões a US$ 31 bilhões por ano por uma década, para monitorar e policiar o comércio de animais selvagens e impedir o desmatamento tropical e em vigilância sanitária e biosegurança na criação de animais de consumo, que são potenciais intermediários de vírus que atingem humanos, principalmente em áreas próximas a florestas para ajudar a prevenir futuras pandemias, bem como manter a população mundial bem informada quanto aos riscos de novas pandemias com dados confiáveis, concebidos pela experiência e pela ciência.

Para evitar a proliferação de guerras no mundo e a eclosão da 3ª Guerra Mundial da qual resulte o uso de armas nucleares pelos contendores, deve-se constituir um governo mundial democrático que seja eleito pelo parlamento mundial a ser constituído com a participação dos países de todo o mundo. O governo democrático mundial evitaria o império de um só país e a anarquia de todos os países. Um governo mundial só será sustentável se for verdadeiramente democrático.  A nova ordem mundial deve ser edificada não apenas para organizar as relações entre os homens na face da Terra, mas também suas relações com a natureza. É preciso, portanto, que seja elaborado um contrato social planetário que possibilite a conquista da paz mundial, o progresso econômico e social e o uso racional dos recursos da natureza em benefício de toda a humanidade.

Como lidar com as ameaças à extinção da humanidade provocadas pelas forças da natureza existentes no planeta Terra

As ameaças à extinção da humanidade provocadas pelas forças da natureza existentes no planeta Terra dizem respeito ao esfriamento do núcleo do planeta Terra e a erupção catastrófica de vulcões.  O artigo Como evitar a extinção da humanidade de ameaças provocadas pelo planeta Terra e pelos seres humanos [2] informa o que fazer para lidar com o esfriamento do núcleo do planeta Terra e a erupção de vulcões.

Para salvar a humanidade da ameaça de esfriamento do núcleo da Terra, é bastante importante que haja um constante monitoramento da temperatura do núcleo do planeta Terra para adotar, quando necessário, estratégias de fuga de seres humanos para locais como Marte ou outros locais no sistema solar viáveis para a vida humana, antes da perda do campo magnético da Terra e do desequilíbrio na cadeia alimentar do planeta resultantes do esfriamento do núcleo da Terra. Além disso, é preciso que seja montada uma estrutura mundial, uma Organização Mundial de Defesa Contra Catástrofes Naturais de abrangência global, similar à OMS (Organização Mundial de Saúde) que tenha capacidade de coordenar tecnicamente as ações em todo o mundo no enfrentamento do esfriamento do núcleo da Terra, entre outros eventos catastróficos.

Para salvar a humanidade da ameaça representada pela erupção catastrófica de vulcões, especialmente daqueles que podem levar à extinção da vida no planeta Terra como as grandes erupções de vulcões ocorridas há 250 milhões de anos que acabaram com um ciclo de vida na Terra, deve-se fazer seu monitoramento constante dos vulcões com o uso de satélites, equipamentos de sensibilidade sísmica e outras fontes para detectar erupções de vulcões que estão para acontecer visando prevenir desastres de proporções catastróficas. Estas medidas devem ser adotadas, sobretudo, nos países onde há mais ocorrência de erupção de vulcões no mundo. Em cada um desses países, é preciso que sejam montadas estruturas voltadas para o monitoramento de erupção de vulcões e sejam elaborados planos de evacuação de populações em locais que possam ser atingidos por esses eventos catastróficos e, se necessário, adotar estratégias de fuga de seres humanos para locais como Marte ou outros locais no sistema solar viáveis para a vida humana. Além disso, é preciso que seja montada uma estrutura mundial, uma Organização Mundial de Defesa Contra Catástrofes Naturais de abrangência global, similar à OMS (Organização Mundial de Saúde) que tenha capacidade de coordenar tecnicamente as ações dos países no enfrentamento de erupção de vulcões cujas consequências tenham abrangência local, regional e mundial, especialmente de vulcões que podem levar à extinção da vida no planeta Terra.

Como lidar com as ameaças à extinção da humanidade vindas do espaço

Os livros A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade [3] e How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Como proteger seres humanos das ameaças à sua existência e evitar a extinção da humanidade) [4] informam que as ameaças à extinção da humanidade provocadas pelas forças da natureza vindas do espaço dizem respeito à colisão sobre o planeta Terra de asteroides e cometas ou pedaços de cometas, emissão de raios cósmicos, especialmente raios gama, que possam atingir o planeta Terra, afastamento progressivo da Lua em relação à Terra, colisão sobre o planeta Terra de planetas do sistema solar e planetas órfãos ou errantes que vagam no espaço sideral, morte do Sol, colisão das galáxias Andrômeda e Via Láctea onde se localiza a Terra e o fim do Universo.

Para lidar com asteroides que possam colidir com o planeta Terra, a estratégia consiste em desviá-los de seu curso se forem detectados com tempo suficiente para lançar foguetes interceptadores.  A mesma solução deve ser adotada para cometas cujos pedaços possam atingir o planeta Terra. É bastante importante que haja um constante monitoramento do espaço para identificar não apenas asteroides, mas também, cometas ou pedaços de cometas, que podem colidir com a Terra e sejam desenvolvidos foguetes poderosos capazes de desviá-los de suas rotas. Outra alternativa é destruir asteroides e cometas ameaçadores com o uso de bombas nucleares se eles estiverem a grande distância do planeta Terra.

Para salvar a humanidade das ameaças representadas pelos raios cósmicos, é preciso adotar as estratégias seguintes: 1) monitorar a explosão de estrelas supernovas permanentemente para que, antes da ocorrência de sua explosão, sejam adotadas as medidas necessárias visando proteger os seres humanos da emissão de raios gama com sua fuga para locais possíveis habitáveis no sistema solar como Marte ou fora dele com possibilidade de abrigar seres humanos; e, 2) promover avanços tecnológicos que possibilitem a implantação de colônias espaciais em Marte ou outros locais com possibilidade de abrigar seres humanos com inúmeros obstáculos a serem superados e o aumento da capacidade biológica dos seres humanos para sobreviverem fora da Terra. Para lidar com e a radiação e a massa coronal do Sol, é preciso utilizar o satélite Soho que atua na posição intermediária entre a Terra e o Sol para detectar explosões na superfície solar e enviar mensagens com uma hora de antecedência à chegada da tempestade cósmica à Terra, veiculado pela internet, para que as distribuidoras de energia elétrica, por exemplo, evitem danos em suas redes, enquanto as operadoras de satélite possam se proteger, corrigindo cursos de satélites ou desligando seus equipamentos.  Para proteger os seres humanos da radiação cósmica em viagens espaciais de longa duração no espaço sideral, é preciso promover avanços científicos e tecnológicos capazes de possibilitar a colonização de humana de outros mundos e aumentar a capacidade biológica dos seres humanos para realizarem viagens espaciais e viverem fora da Terra.  

Para lidar com o problema relacionado com o contínuo afastamento da Lua em relação à Terra e suas catastróficas consequências ambientais é bastante importante que várias equipes de astrônomos espalhados pelo mundo se dediquem à detecção e monitoramento do contínuo afastamento da Lua em relação à Terra para medir e avaliar suas consequências sobre a vida e o meio ambiente da Terra visando a adoção de medidas que atenuem progressivamente seus impactos negativos e apontem, em casos extremos, a necessidade de planejar a fuga dos seres humanos para os locais mais viáveis habitáveis do sistema solar como Marte ou outros locais fora dele com possibilidade de abrigar seres humanos. Como a Terra e a Lua encontram-se unidas por uma forte ligação gravitacional e afetam-se mutuamente, à medida que o movimento de rotação da Terra diminui, o da Lua acelera. E, quando algo que está em órbita acelera, essa aceleração o empurra para fora. O contínuo afastamento da Lua de 4 cm por ano em relação à Terra pode impactar negativamente sobre o meio ambiente do planeta. A Lua está atualmente a 384.400 Km da Terra, 18 vezes mais longe do que quando se formou, há 4,5 bilhões de anos. Sem a Lua, os oceanos quase não teriam marés, os dias teriam outra duração e a vida ficaria ameaçada em nosso planeta.

Para lidar com a possibilidade de colisão dos planetas do sistema solar com a Terra, é importante que haja um constante monitoramento do sistema solar para identificar a ameaça de sua desestabilização pelo planeta Mercúrio e outros planetas e sejam realizadas pesquisas para identificar exoplanetas habitáveis para os seres humanos (planetas situados fora do sistema solar em órbita de outras estelas) visando planejar sua fuga, quando necessária, como, por exemplo, para o exoplaneta “Proxima b” orbitando uma estrela integrante do sistema Alpha Centauri, o mais próximo do sistema solar, que dista 4.2 anos-luz da Terra, onde seriam implantadas colônias espaciais. Para fazer frente à ameaça de colisão de planetas órfãos ou errantes com o planeta Terra, é importante que haja um constante monitoramento do espaço para identificar aqueles que possam colidir com a Terra e determinar a época de sua colisão  visando a adoção de medidas que apontem a necessidade de planejar a fuga dos seres humanos para outros locais com possibilidade de serem habitáveis para os seres humanos como Marte ou outros locais no sistema solar com possibilidade de abrigar seres humanos com a implantação de colônias espaciais. Para lidar com a morte do Sol que chegará ao fim de sua existência dentro de 4 bilhões de anos, a humanidade deveria sair do sistema solar e alcançar um novo planeta em outro sistema planetário que seja habitável para os seres humanos.   Entre vários exoplanetas (planetas situados fora do sistema solar em órbita de outras estelas), o mais viável seria o exoplaneta “Proxima b” orbitando a estrela mais próxima do Sol integrante do sistema Alpha Centauri que dista 4.2 anos-luz da Terra.

Para lidar com a colisão entre as galáxias Andrômeda e Via Láctea que ocorrerá dentro de 3,75 bilhões de anos, é bastante importante que várias equipes de astrônomos espalhados pelo mundo se dediquem ao aprofundamento da análise da colisão entre essas galáxias para avaliar as reais consequências sobre o planeta Terra e traçar planos de fuga dos seres humanos para um planeta habitável em uma galáxia mais próxima como a Galáxia Anã do Cão Maior situada a 25.000 anos-luz da Terra que é uma galáxia satélite da Via Láctea situada na constelação do Cão Maior ou a Grande Nuvem de Magalhães que se situa a 163 mil anos-luz da Terra. Para lidar com o fim do Universo, é preciso viabilizar a fuga dos seres humanos para universos paralelos se for constatada suas existências para abrir a possibilidade de os seres humanos sobreviverem ao fim de nosso Universo se dirigindo para outros universos paralelos. A ideia de que vivemos em um “multiverso” composto por um número infinito de universos paralelos tem sido, por muitos anos, considerada uma possibilidade científica. O desafio consiste em encontrar uma maneira de testar esta teoria. Os universos paralelos seriam, em uma analogia, semelhantes a bolhas flutuando num espaço maior capaz de abrigá-los.

Como proteger os seres humanos de ameaças à sua extinção resultantes de viagens espaciais

O artigo Os desafios humanos da conquista do espaço e da colonização de outros mundos [5] apresenta o que fazer para que os seres humanos adquiram capacidade para enfrentar os desafios da conquista do espaço e da colonização de outros mundos. Para conquistar o espaço, colonizar outros mundos e proteger o ser humano de ameaças à sua extinção em viagens espaciais, é preciso que sejam implementadas as estratégias descritas a seguir:

1- Produzir foguetes que alcancem velocidades próximas à da luz para viajar pelos confins do Universo

2- Produzir tecnologias capazes de proteger os seres humanos em viagens espaciais

3- Identificar outros mundos similares à Terra capazes de serem habitados pelos seres humanos 

4- Capacitar o ser humano para sobreviver no espaço e em locais habitáveis fora da Terra

A estratégia de produção de foguetes que sejam capazes de alcançar velocidades próximas à velocidade da luz (300.000 Km/s) é necessária para promover viagens intergalácticas dos seres humanos pelos confins do Universo e, até mesmo, para universos paralelos se eles existirem. Esta ação se impõe devido à necessidade de os seres humanos colonizarem outros mundos no sistema solar ou fora dele e, até mesmo se dirigirem para universos paralelos para assegurar sua sobrevivência.  Para os seres humanos realizarem missões espaciais de longa distância, é preciso encontrar formas mais avançadas de propulsão de foguetes visando alcançar distâncias a centenas ou milhares de anos-luz haja vista que, segundo os cientistas, os foguetes químicos atuais são limitados pela velocidade máxima dos gases de escapamento. Foguetes com velocidade de 300 mil km por segundo facilitaria bastante a exploração espacial. O foguete espacial utilizado atualmente tem o objetivo de enviar objetos (especialmente satélites artificiais, sondas espaciais e rovers) e/ou naves espaciais e homens ao espaço sideral com velocidade superior a 40.320 Km/h para vencer a força de atração gravitacional da Terra e alcançar altitudes superiores a 100 Km acima do nível do mar. A maior parte dos foguetes atuais leva uma carga útil de 1.5 % do seu tamanho total. Por carga útil entendem-se pessoas e objetos. 

Outras alternativas propostas por cientistas consistiriam na utilização de propulsão térmica nuclear, de um motor solar/iônico, bem como a criação de um reator de fusão em que um foguete extrai hidrogênio do espaço interestelar e o liquefaz como novas formas de propulsão de foguetes. Propulsão Bussard é outro método de propulsão para naves espaciais que poderia acelerar até uma velocidade próxima à da velocidade da luz, e seria um tipo de nave bastante eficiente. Além de não termos tecnologia de foguetes que desenvolvam velocidades próximas à da luz, as viagens interestelares seriam inviáveis para os seres humanos mesmo que dispuséssemos desses foguetes porque com velocidade próxima à da luz ocorreriam consequências negativas para a vida dos seres humanos e as próprias naves espaciais. No início, essas viagens serão feitas por sondas e robôs, devido às limitações físicas e psicológicas do homem. Isto significa dizer que missões tripuladas ainda estariam restritas à nossa “vizinhança” imediata, isto é, o sistema solar.

NASA está desenvolvendo tecnologias para proteger humanos em Marte, além dos sistemas de propulsão poderosos para os levar mais rápido até Marte e de volta para a Terra. Estas tecnologias para proteger humanos em Marte são as seguintes: 1) Escudo térmico inflável para pousar astronautas em outros planetas. O maior veículo espacial que pousou em Marte tem o tamanho de um carro, e enviar humanos a Marte exigirá uma espaçonave muito maior. Novas tecnologias permitirão que espaçonaves mais pesadas entrem na atmosfera marciana, se aproximem da superfície e pousem perto de onde os astronautas desejam explorar; 2) Roupas espaciais marcianas de alta tecnologia. Os trajes espaciais são essencialmente naves espaciais personalizadas para astronautas. O mais recente traje espacial da NASA é de tão de alta tecnologia cujo design modular foi projetado para ser evoluído para uso em qualquer lugar do espaço; 3) Casa marciana e laboratório sobre rodas. Para reduzir o número de itens necessários para pousar na superfície de Marte, a NASA vai combinar a primeira casa e veículo marcianos em um único veículo espacial completo com ar respirável; 4) Energia ininterrupta. Da mesma forma como usamos eletricidade para carregar nossos dispositivos na Terra, os astronautas precisarão de uma fonte de suprimento confiável de energia para explorar Marte. O sistema precisará ser leve e capaz de funcionar independentemente de sua localização ou do clima no Planeta Vermelho; e, 5) Comunicações a laser para enviar mais informações para a Terra. As missões humanas a Marte podem usar lasers para ficar em contato com a Terra. Um sistema de comunicação a laser em Marte poderia enviar grandes quantidades de informações e dados em tempo real, incluindo imagens de alta definição e feeds de vídeo.

Estas tecnologias podem significar o início de um processo de desenvolvimento de novas tecnologias de proteção dos seres humanos em viagens espaciais. Estas tecnologias não bastam, entretanto, para proteger os seres humanos em viagens espaciais a Marte e em outras partes do Universo. É preciso desenvolver tecnologias que possibilitem os viajantes espaciais lidarem com a falta de gravidade que contribuem para a ocorrência de problemas sobre sua coordenação motora e visual e comprometer sua estrutura óssea e muscular. Sem gravidade, o coração do viajante espacial começa a funcionar mais lentamente e os ossos perdem minerais a uma velocidade muito maior do que na Terra -1% por mês no espaço versus 1% por ano na Terra. Além disso, pela falta de gravidade, os fluidos corporais tendem a ser “empurrados” para a cabeça. Com a pressão maior, problemas de visão podem ser comuns. A desidratação e a concentração alterada de cálcio também podem elevar o risco de pedras nos rins. Finalmente, um dos aspectos mais perigosos de viajar no espaço é a radiação espacial porque os astronautas são expostos a dez vezes mais radiação do que na Terra, já que por aqui, o campo magnético e a atmosfera nos protegem. A coordenação física e capacidade de resolver problemas ficam comprometidas no espaço por questões diretamente ligadas ao comportamento do cérebro no espaço.

É preciso identificar outros mundos similares à Terra capazes de serem habitados pelos seres humanos projetando e enviando sondas espaciais para realizarem pesquisas sobre os locais possíveis dentro e fora do sistema solar. Até o momento não há evidências de que haja outro local dentro ou fora do sistema solar propício à vida similar à Terra. Na atualidade, há esforços para colonizar o planeta Marte. No entanto, do que se conhece de Marte, este planeta não apresenta as condições necessárias para os seres humanos nele habitarem porque não possui campo magnético nem atmosfera e biosfera similares aos da Terra, bem como apresenta uma aceleração gravitacional média em cerca de 38% à da Terra prejudicial à vida humana. Não existe em Marte qualquer evidência de possuir um campo magnético estruturado global similar ao da Terra que nos proteja dos raios cósmicos e dos ventos solares e essa ausência pode ter sido a grande responsável pela perda da atmosfera marciana. Marte perdeu sua magnetosfera há 4 bilhões de anos, mas possui pontos de magnetismo induzidos localmente. Marte não possui um campo magnético global que guie as partículas carregadas que entram na atmosfera, mas tem múltiplos campos magnéticos em forma de guarda-chuva, principalmente no hemisfério sul, que são remanescentes de um campo magnético global que decaiu bilhões de anos atrás. Em comparação com a Terra, a atmosfera de Marte é muito rarefeita. O solo marciano é ligeiramente alcalino e contém elementos como magnésio, sódio, potássio e cloro que são nutrientes encontrados na Terra e são necessários para o crescimento das plantas.

As temperaturas de superfície de Marte variam de −143 °C (no inverno nas calotas polares) até máximas de +35 °C (no verão equatorial). Marte tem as maiores tempestades de poeira do Sistema Solar. Estas podem variar de uma tempestade sobre uma pequena área até tempestades gigantescas que cobrem todo o planeta. Elas tendem a ocorrer quando Marte está mais próximo do Sol quando aumenta sua temperatura global. É sabido, também, que água líquida não pode existir na superfície de Marte devido à baixa pressão atmosférica, que é cerca de 100 vezes mais fraca do que a da Terra. As duas calotas polares marcianas parecem ser feitas em grande parte de água. O volume de água congelada na camada de gelo do polo sul, se derretido, seria suficiente para cobrir toda a superfície do planeta a uma profundidade de 11 metros. Houve a detecção do mineral jarosita (sulfato hidratado de ferro e potássio formado pela oxidação de sulfetos de ferro), que se forma somente na presença de água ácida, demonstrando que a água já existiu em Marte. A perda de água de Marte para o espaço resultou do transporte de água para a atmosfera superior, onde foi dissociada ao hidrogênio e escapou do planeta devido à sua fraca gravidade. Marte possui as estações do ano parecidas com as da Terra, devido às inclinações semelhantes de eixos de rotação dos dois planetas. As durações das estações marcianas são cerca de duas vezes as da Terra, já que Marte está a uma maior distância do Sol, o que leva o ano marciano a ter duração equivalente a cerca de dois anos terrestres. A tentativa de colonização do planeta Marte pode significar o início do processo de desenvolvimento de colônias espaciais para uso pelos seres humanos fora da Terra.

É preciso capacitar biológica e psicologicamente os seres humanos para sobreviverem no espaço e em locais habitáveis fora da Terra. É oportuno observar que mesmo que seja possível criar uma nave espacial capaz de viajar a velocidades próximas à da luz ela não seria capaz de transportar pessoas porque existe um limite de velocidade natural imposto por níveis seguros de radiação devido ao hidrogênio que significa que seres humanos não podem viajar a mais do que metade da velocidade da luz porque haveria uma morte rápida, imediata. Um dos aspectos mais perigosos de viagens espaciais é a radiação espacial porque os astronautas são expostos a dez vezes mais radiação do que na Terra, já que por aqui, o campo magnético e a atmosfera nos protegem. A exposição à radiação pode aumentar o risco de câncer, danificar o sistema nervoso central, causar náuseas, vômito e fadiga. Além do mais, pode causar doenças degenerativas, como catarata, problemas cardíacos e circulatórios. A colonização de Marte e de outros mundos no Universo indica que há extrema necessidade de criação de seres humanos mais evoluídos biologicamente com o uso da ciência e da tecnologia para fazer com que desafiem os limites impostos pela natureza e sobrevivam como espécie hoje e no futuro.

É preciso fazer com que ocorra a formação de super-homens e super-mulheres que poderá ser alcançada a partir do uso da ciência e da tecnologia (biotecnologia, nanotecnologia e neurotecnologia) para aumentar a capacidade cognitiva e superar as limitações físicas e psicológicas dos seres humanos. Como exemplo do uso da ciência e da tecnologia nesta direção, temos a manipulação genética da espécie humana que é possível com a criação em laboratório de novos genes que podem modificar o código genético para serem capazes de, por exemplo, bloquear a replicação de vírus, tornando nossas células imunes a ataques. O ano de 2045 marcará o início de uma era em que a medicina poderá oferecer à humanidade a possibilidade de viver por um tempo jamais visto na história. Órgãos que não estejam funcionando poderão ser trocados por outros, melhores, criados especialmente para nós. Partes do coração, do pulmão e até o cérebro poderão ser substituídos. Minúsculos circuitos de computador serão implantados no corpo para controlar reações químicas que ocorrem no interior das células. Estaremos a poucos passos da imortalidade. Esta é a previsão de um grupo de cientistas conhecidos por ocupar a vanguarda de pesquisas que permeiam temas como a ciência da computação, a biologia e a biotecnologia. Entre eles, estão George Church, professor da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, Aubrey de Grey o gerontologista e biomédico especializado em antienvelhecimento e o engenheiro Raymond Kurzweil, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Eles são os líderes de uma espécie de nova filosofia, batizada de Singularidade.

REFERÊNCIAS

  1. ALCOFORADO. Fernando. Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor. Disponível no website <https://www.academia.edu/104881861/COMO_FAZER_COM_QUE_AS_UTOPIAS_PLANET%C3%81RIAS_SE_REALIZEM_VISANDO_A_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DE_UM_MUNDO_MELHOR>.
  2. ALCOFORADO, Fernando. Como evitar a extinção da humanidade de ameaças provocadas pelo planeta Terra e pelos seres humanos. Disponível no website <https://www.linkedin.com/pulse/como-evitar-extin%C3%A7%C3%A3o-da-humanidade-de-amea%C3%A7as-pelo-terra-alcoforado/?originalSubdomain=pt>.
  3. ALCOFORADO, Fernando. A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade. Curitiba: Editora CRV, 2022.
  4. ALCOFORADO, Fernando. How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity. Chișinău, Republic of Moldova: Generis Publishing, 2023.
  5. ALCOFORADO, Fernando. Os desafios humanos da conquista do espaço e da colonização de outros mundos. Disponível no website  <https://www.academia.edu/103359413/OS_DESAFIOS_HUMANOS_DA_CONQUISTA_DO_ESPA%C3%87O_E_DA_COLONIZA%C3%87%C3%83O_DE_OUTROS_MUNDOS>.

* Fernando Alcoforado, 83, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022) e How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023).

COMMENT FAIRE DE L’UTOPIE DE L’IMMORTALITÉ DES ÊTRES HUMAINS UNE RÉALITÉ  

Fernando Alcoforado*

Cet article constitue la suite de l’article dont le titre est Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor (Comment concrétiser les utopies planétaires en vue de construire un monde meilleur) [1]. Cet article est le dixième d’une série de 12 articles qui abordent les 12 utopies planétaires à réaliser en vue de construire un monde meilleur et de contribuer à la réalisation du bonheur des êtres humains, individuellement et collectivement. Cet article vise à présenter ce qui a été fait pour faire de la dixième des utopies considérées, celle de parvenir à l’immortalité des êtres humains, une réalité pour éliminer la dystopie représentée par l’inévitabilité de la mort des êtres humains.

L’article O homem em busca da imortalidade (L’Homme en quête d’immortalité) [2] rapporte que l’obsession humaine de vaincre la mort existe depuis longtemps. Dans le passé, l’homme cherchait à vaincre la mort à travers les religions. À l’époque contemporaine, les gens ont commencé à croire qu’il serait possible de vaincre la mort grâce à l’utilisation de la science et de la technologie. La croyance selon laquelle, s’il n’est pas possible de vaincre la mort, mais qu’il serait possible de prolonger considérablement la vie, se fonde sur le fait que l’espérance de vie de l’homme est passée de 30 ans en 1500, 37 ans en 1800, 45 ans en 1900, 46,5 ans en 1950 et 80 ans en 2012. L’article Quem quer viver 1.000 anos? (Qui veut vivre 1 000 ans?) [3] rapporte que l’obtention d’une existence plus longue au XXe siècle résulte de l’amélioration des conditions sanitaires dans les villes et de la création de services de santé publique. Par ailleurs, la science a découvert des vaccins et des antibiotiques qui ont permis de prévenir les maladies et de contrôler les épidémies. L’augmentation des niveaux d’éducation et de revenus a également contribué à améliorer la qualité de vie et à prolonger encore la longévité au troisième ou – pourrait-on dire – au quatrième âge.

L’article A era dos homens imortais (The Age of Immortal Men) [4] rapporte que l’année 2045 marquera le début d’une ère dans laquelle la médecine pourra offrir à l’humanité la possibilité de vivre à une époque jamais vue dans l’histoire. Les organes qui ne fonctionnent pas peuvent être échangés contre de meilleurs, créés spécialement pour nous. Des parties du cœur, des poumons et même du cerveau peuvent être remplacées. De minuscules circuits informatiques seront implantés dans le corps pour contrôler les réactions chimiques qui se produisent à l’intérieur des cellules. Nous ne serons qu’à quelques pas de l’immortalité. C’est la prédiction d’un groupe de scientifiques connus pour être à l’avant-garde de la recherche sur des sujets tels que l’informatique, la biologie et la biotechnologie. Parmi eux figurent George Church, professeur à l’université Harvard aux États-Unis, le gérontologue et spécialiste biomédical de l’anti-âge Aubrey de Gray et l’ingénieur Raymond Kurzweil, du Massachusetts Institute of Technology (MIT). Ils sont les leaders d’une sorte de nouvelle philosophie, appelée Singularité.

Selon l’inventeur et futuriste Raymond Kurzweil, le « père » du fameux concept de Singularité, nous nous dirigeons vers la difficulté de distinguer ce qui est organique et ce qui est machine dans le futur. L’intelligence artificielle va tellement évoluer que d’ici 2025, il sera difficile de distinguer un être humain d’un robot. Il convient de noter que la singularité marque un point de transition entre deux « domaines », ou deux « mondes », à un moment donné. En astronomie, la singularité désigne un endroit dans l’espace (trou noir) où un corps ne vieillit pas car le temps s’arrête. En médecine, les hérauts de l’immortalité prétendent qu’elle n’est rien d’autre qu’une conséquence réelle d’une révolution en cours qui fait déjà monter en flèche l’espérance de vie humaine à une vitesse sans précédent. Compte tenu de la rapidité des innovations, une personne née en 2050 aura 95 % de chances de vivre mille ans, selon Aubrey de Grey. En ce moment, le groupe de scientifiques susmentionné participe à la croissance de la Singularity University, déjà située dans la Silicon Valley, aux États-Unis. Faisant une analogie avec les bactéries unicellulaires qui vivent des millions d’années sans vieillir, les membres de la Singularity University affirment que nos cellules germinales, comme les ovules et les spermatozoïdes, peuvent également vivre indéfiniment, ce qui, selon eux, croit en la plus grande prolongation de la vie humaine.

La certitude de ce groupe de chercheurs dans le succès de leurs recherches s’appuie sur les avancées déjà réalisées et celles à venir certainement. De l’avis de ces chercheurs, sur la base des ressources dont nous disposons actuellement, un enfant né aujourd’hui pourrait vivre jusqu’à au moins 150 ans. L’un des domaines dans lesquels les avancées ont été les plus notables est celui des cellules souches. Dans le domaine de la cardiologie, des expériences ont été menées auprès de 16 personnes souffrant d’insuffisance cardiaque, dont une partie du tissu cardiaque a été régénérée avec des cellules souches prélevées sur l’organe lui-même. Le remplacement des organes malades par des organes sains est une autre des raisons invoquées par les scientifiques pour justifier la croyance en une vie spectaculairement longue. Il a déjà été possible de créer et d’implanter la trachée, la vessie, l’urètre et les vaisseaux sanguins chez l’homme. Et il existe des expériences visant à créer davantage d’organes, notamment le cœur et le foie.

L’article A era dos homens imortais (L’âge des hommes immortels) [4] rapporte que l’un des facteurs les plus importants associés à la durée de vie d’un homme est sa génétique. Votre ADN indique quelle sera votre durée de vie moyenne et peut également provoquer des changements qui vous prédisposent aux maladies. Par conséquent, une grande partie des efforts sont concentrés sur l’invention de ressources qui interfèrent avec le matériel génétique de chaque personne. Éviter les dommages possibles que les aliments peuvent causer à l’ADN est également un point d’appui pour la science en quête d’immortalité. Selon le principal représentant de la Singularité, l’ingénieur Raymond Kurzweil, un régime hypocalorique, avec uniquement les nutriments nécessaires à la vie, peut nous amener à vivre beaucoup plus longtemps. Ce ne sont là que quelques exemples des instruments actuellement disponibles pour aider la race humaine à dépasser les limites de longévité.

Un autre chercheur dédié à l’étude de la longévité humaine est Lawrence Alexander, chirurgien, urologue et neurogénéticien, qui a présenté, via You Tube, une vidéo filmée le 6 octobre 2012 sous le titre O declínio da morte – a imortalidade em um futuro próximo? (Le déclin de la mort – l’immortalité dans un futur proche?) [5], lorsqu’il a annoncé que le séquençage du génome nous permettrait de parvenir à une médecine personnalisée, guidée par nos caractéristiques génétiques qui, grâce à une modélisation réalisée avec des ordinateurs de plus en plus puissants, nous pourrons comprendre le corps humain. Selon Lawrence Alexander, les progrès se dérouleront en trois vagues. Premièrement, avec l’électronique médicale qui peut désormais, grâce à des implants dans le cerveau, traiter la maladie de Parkinson, la dépression et la maladie d’Alzheimer. Vient ensuite la vague de la bio-ingénierie et, enfin, de la nanomédecine, la médecine à l’échelle microscopique. À partir de 2020, nous pouvons nous attendre à des décennies de vie supplémentaire. Il est possible, selon Lawrence Alexander, d’atteindre une espérance de vie que l’on ne peut imaginer aujourd’hui.

L’article Quem quer viver 1.000 anos? (Qui veut vivre 1 000 ans?) [3] rapporte que le biogérontologue anglais Aubrey de Gray, lié à l’Université de la Singularité, est convaincu que le vieillissement est un processus biologique parfaitement contrôlable, de la même manière que la science a déjà réussi à combattre de nombreuses maladies qui étaient auparavant considérées comme des maladies incurable. De Grey, diplômé en informatique mais devenu l’un des principaux théoriciens mondiaux de la longévité humaine, a comparé le corps humain à une voiture. Avec un entretien périodique et adéquat – réparer un défaut ici, ajouter du lubrifiant là, remplacer une vieille pièce là – vous pouvez augmenter considérablement la durée de vie utile d’une voiture. Bien que le corps humain soit beaucoup plus complexe qu’une voiture, De Gray estime qu’il est possible de faire de même en luttant régulièrement contre les processus qui conduisent au vieillissement et à la mort cellulaire. Il est difficile de trouver quelqu’un dans la communauté scientifique qui soit d’accord avec les prédictions farfelues de De Grey. L’opinion prédominante dans la communauté scientifique est que, malgré toute la technologie, il ne devrait y avoir aucun progrès significatif en matière de longévité humaine dans un avenir proche. Sur le sujet, les scientifiques réunis dans un panel promu il y a quelques années par la revue Scientific American n’ont pas donné de raisons d’être très optimistes compte tenu de toutes les réalisations imminentes, comme la thérapie génique et la possibilité de remplacer presque tous les organes naturels, et même l’hibernation humaine, l’espérance de vie sur la planète atteindra au maximum 140 ans en 2500.

L’article Mundo rumo à singularidade humana (Le monde vers la singularité humaine) [6] présente la grande révolution que représente la singularité humaine qui pourrait survenir dans le futur. Qu’est-ce que la singularité ? C’est la caractéristique de ce qui est singulier, c’est-à-dire peu commun, insolite ou extraordinaire. La singularité est un terme qui fait référence à quelque chose ou à quelqu’un qui possède une caractéristique unique. L’idée de singularité peut être utilisée pour présenter des caractéristiques physiques et des comportements d’êtres humains qui diffèrent de ce qui est considéré comme standard. La singularité humaine concerne l’utilisation de la science et de la technologie pour créer une nouvelle catégorie d’êtres humains plus évolués. La singularité humaine consiste à amener les êtres humains à défier les limites imposées par la nature. La singularité humaine est obtenue avec le transhumanisme, qui est une philosophie qui vise à améliorer la condition humaine grâce à l’utilisation de la science et de la technologie (biotechnologie, nanotechnologie et neurotechnologie) pour augmenter la capacité cognitive et surmonter les limitations physiques et psychologiques des êtres humains.

L’idée de modifier ou d’augmenter les capacités du corps humain grâce à la technologie est aussi ancienne que l’humanité elle-même. À partir du moment où les humains ont créé des outils et appris à utiliser le feu, l’humanité a dépassé ses limites biologiques. L’évolution a donné à l’humanité l’intelligence la plus sophistiquée de tous les animaux de la planète, et les humains ont utilisé cette intelligence pour surmonter leurs déficits biologiques. Le transhumanisme parle d’utiliser cette dynamique non seulement pour avoir un impact sur le monde qui nous entoure, mais aussi pour augmenter, voire remplacer notre biologie par la technologie. Alors que l’humanité a corrigé une mauvaise vision avec des verres correcteurs, redressé les dents d’une personne avec un appareil dentaire ou d’innombrables autres exemples d’humains modifiant le corps ou les sens grâce à la technologie, le transhumaniste veut remplacer entièrement l’œil ou effectuer des transferts mentaux. Un transhumain est donc quelqu’un qui a franchi cette étape et amélioré son corps de manière à non seulement corriger une partie déficiente pour qu’elle se comporte comme on s’y attend généralement, mais aussi à remplacer quelque chose qui fonctionne parfaitement bien pour faire quelque chose de plus que ce qui est biologiquement possible.

À mesure que les technologies informatiques progressent parallèlement à la biotechnologie, on observe une convergence croissante entre les deux sous la forme d’interfaces neuronales qui, à l’avenir, pourraient ouvrir la porte à la connexion directe de l’esprit humain à l’intelligence artificielle afin de faciliter un meilleur apprentissage, un meilleur transfert mental et de surmonter les problèmes neurologiques conditions. Comment pouvons-nous faire en sorte que les êtres humains s’améliorent de manière significative en quelques décennies, voire quelques années ? La réponse est le transhumanisme, un mouvement déterminé à utiliser des technologies révolutionnaires pour transformer l’humanité en quelque chose de supérieur. Certains auteurs estiment que l’humanité serait déjà transhumaine, car les progrès médicaux des derniers siècles ont considérablement modifié l’espèce humaine. Cependant, elle n’a pas été réalisée de manière consciente et donc transhumaniste. Une caractéristique commune du transhumanisme et du posthumanisme philosophique est la vision future d’une nouvelle espèce intelligente, vers laquelle l’humanité évoluera et finira par se compléter ou se remplacer. Le transhumanisme met l’accent sur la perspective évolutive, y compris parfois la création d’une espèce animale hautement intelligente grâce à l’amélioration cognitive (c’est-à-dire l’élévation biologique), mais s’accroche à un « avenir posthumain » comme but ultime de l’évolution.

LES RÉFÉRENCES

  1. ALCOFORADO. Fernando. Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor. Disponível no website <https://www.academia.edu/104881861/COMO_FAZER_COM_QUE_AS_UTOPIAS_PLANET%C3%81RIAS_SE_REALIZEM_VISANDO_A_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DE_UM_MUNDO_MELHOR>.
  2. ALCOFORADO, Fernando. O homem em busca da imortalidade. Disponível no website  <https://www.academia.edu/10435699/O_HOMEM_EM_BUSCA_DA_IMORTALIDADE>.
  3. DEMARCHI, Celia. Quem quer viver 1000 anos? Disponível no website <http://super.abril.com.br/saude/quem-quer-viver-1-000-anos-445501.shtml>.
  4. OLIVEIRA, Monique. A era dos homens imortais.  Disponível no website <http://www.istoe.com.br/reportagens/paginar/192193_A+ERA+DOS+HOMENS+IMORTAIS/1>.
  5. ALEXANDER, Lawrence.  O declínio da morte – a imortalidade em um futuro próximo? Disponível no website <http://www.youtube.com/watch?featur>.
  6. ALCOFORADO, Fernando. Mundo rumo à singularidade humana. Disponível no website <https://www.academia.edu/43517794/MUNDO_RUMO_%C3%80_SINGULARIDADE_HUMANA>.

​* Fernando Alcoforado, 83, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, de la SBPC – Société Brésilienne pour le Progrès des Sciences et l’IPB – Institut Polytechnique de Bahia, ingénieur de l’École Polytechnique UFBA et docteur en Planification du Territoire et Développement Régional de l’Université de Barcelone, professeur d’Université (Ingénierie, Économie et Administration) et consultant dans les domaines de la planification stratégique, de la planification d’entreprise, planification du territoire et urbanisme, systèmes énergétiques, a été Conseiller du Vice-Président Ingénierie et Technologie chez LIGHT S.A. Entreprise de distribution d’énergie électrique de Rio de Janeiro, coordinatrice de la planification stratégique du CEPED – Centre de recherche et de développement de Bahia, sous-secrétaire à l’énergie de l’État de Bahia, secrétaire à la planification de Salvador, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018),  Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), est l’auteur d’un chapitre du livre Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Floride, États-Unis, 2022) et How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023).

HOW TO MAKE THE UTOPIA OF ACHIEVING THE IMMORTALITY OF HUMAN BEINGS A REALITY

Fernando Alcoforado*

This article represents the continuation of the article whose title is Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor (How to make planetary utopias come true with a view to building a better world) [1]. This article is the tenth of 12 articles that address the 12 planetary utopias that need to be realized with a view to building a better world and contributing to the achievement of happiness for human beings, individually and collectively. This article aims to present what has been done to make the tenth of the utopias considered, that of achieving the immortality of human beings, become a reality to eliminate the dystopia represented by the inevitability of the death of human beings.

The article O homem em busca da imortalidade (Man in search of immortality) [2] reports that the human obsession with overcoming death has long existed. In the past, man sought to overcome death through religions. In the contemporary era, people began to believe that it would be possible to overcome death through the use of science and technology. The belief that, if it is not possible to overcome death, but that it would be possible to prolong life considerably, it is based on the fact that man’s life expectancy increased from 30 years in 1500, 37 years in 1800, 45 years in 1900 , 46.5 years in 1950 and 80 years in 2012. The article under the title Quem quer viver 1.000 anos? (Who wants to live 1,000 years?) [3] reports that the achievement of a longer existence in the 20th century resulted from the improvement of sanitary conditions in cities and the creation of public health services. Furthermore, science discovered vaccines and antibiotics that made it possible to prevent diseases and control epidemics. The increase in educational and income levels also contributed to improving the quality of life and further extending longevity in the third or – perhaps we could say – fourth age.

The article A era dos homens imortais (The Age of Immortal Men) [4] informs that the year 2045 will mark the beginning of an era in which medicine will be able to offer humanity the possibility of living for a time never seen in history. Organs that are not working can be exchanged for better ones, created especially for us. Parts of the heart, lungs and even the brain can be replaced. Tiny computer circuits will be implanted in the body to control chemical reactions that occur inside cells. We will be just a few steps away from immortality. This is the prediction of a group of scientists known for being at the forefront of research covering topics such as computer science, biology and biotechnology. Among them are George Church, professor at Harvard University in the United States, gerontologist and biomedical specialist in anti-aging Aubrey de Gray and engineer Raymond Kurzweil, from the Massachusetts Institute of Technology (MIT). They are the leaders of a kind of new philosophy, called Singularity.

According to inventor and futurist Raymond Kurzweil, the “father” of the much talked about concept of Singularity, we are heading towards the difficulty of distinguishing between what is organic and what is machine in the future. Artificial intelligence will evolve so much that by 2025 it will be difficult to recognize a human being from a robot. It is worth noting that singularity marks a transition point between two “domains”, or two “worlds”, at a point or instant. In astronomy, singularity means a place in space (black hole) where a body does not age because time stops. In medicine, the heralds of immortality claim that it is nothing more than a real consequence of an ongoing revolution that is already causing the increase in human life expectancy to skyrocket at unprecedented speed. Considering the speed of innovations, a person born in 2050 will have a 95% chance of living a thousand years, according to Aubrey de Grey. At this moment, the aforementioned group of scientists is involved in the growth of the Singularity University, already located in Silicon Valley, in the United States. Making an analogy with single-celled bacteria that live for millions of years without aging, members of the Singularity University state that our germ cells, such as eggs and sperm, can also live indefinitely, which they claim believes in the greatest extension of human life.

The certainty of this group of researchers in the success of their research is supported by the advances already achieved and those that will certainly come. In the opinion of these researchers, based on the resources we currently have, a child born today could live until at least 150 years old. One of the fields in which advances have been most notable is that of stem cells. In the area of cardiology, experiments with 16 people with heart failure, all of whom had part of their heart tissue regenerated with stem cells taken from the organ itself. The replacement of diseased organs with healthy ones is another of the reasons given by scientists to justify the belief in a spectacularly long life. It has already been possible to create and implant the trachea, bladder, urethra and blood vessels in humans. And there are experiments in creating more organs, including the heart and liver.

The article A era dos homens imortais (The Age of Immortal Men) [4] reports that one of the most important factors associated with a man’s lifespan is his genetics. Your DNA indicates what your average lifespan will be and can also bring about changes that predispose you to diseases. Therefore, much of the effort is focused on inventing resources that interfere with each person’s genetic material. Avoiding the possible damage that food can cause to DNA is also a support point for science that seeks immortality. According to the main representative of the Singularity, engineer Raymond Kurzweil, a calorie restricted diet, with only the nutrients necessary for life, can lead us to live much longer. These are just examples of the instruments currently available to help the human race surpass longevity limits.

Another researcher dedicated to the study of human longevity is Lawrence Alexander, surgeon, urologist and neurogeneticist, who presented, through You Tube, a video filmed on October 6, 2012 under the title O declínio da morte – a imortalidade em um futuro próximo? (The decline of death – immortality in the near future?) [5], when he announced that genome sequencing will allow us to achieve personalized medicine, guided by our genetic characteristics that, through modeling carried out with increasingly powerful computers, we will be able to understand the human body. According to Lawrence Alexander, progress will develop in three waves. First, with medical electronics that can now, through implants in the brain, treat Parkinson’s disease, treat depression and Alzheimer’s disease. Then comes the wave of bioengineering and, finally, nanomedicine, medicine on a microscopic scale. From 2020, we can expect decades of extra life. It is possible, according to Lawrence Alexander, to reach a life expectancy that we cannot imagine today.

The article Quem quer viver 1.000 anos? (Who wants to live 1,000 years?) [3] informs that the English biogerontologist Aubrey de Gray linked to the University of the Singularity is convinced that aging is a biological process that can perfectly be controlled, in the same way that science has already managed to combat many diseases that were previously considered as incurable. De Grey, who has a degree in computer science but has become one of the world’s leading theorists on human longevity compared the human body to a car. With periodic and adequate maintenance – fix a defect here, add lubricant there, replace an old part there – you can significantly increase the useful life of a car. Although the human body is much more complex than a car, De Gray believes it is possible to do the same by regularly combating the processes that lead to aging and cell death. It is difficult to find anyone in the scientific community who agrees with De Grey’s wild predictions. The predominant opinion in the scientific community is that, despite all the technology, there should be no significant advances in human longevity in the near future. On the subject, scientists gathered in a panel promoted a few years ago by Scientific American magazine did not give reasons for much optimism considering all the imminent achievements, such as gene therapy and the possibility of replacing almost all natural organs, and even human hibernation, life expectancy on the planet will reach, at most, 140 years in 2500.

The article Mundo rumo à singularidade humana (World towards human singularity) [6] presents the great revolution represented by human singularity that could occur in the future. What is Singularity? It is the characteristic of what is singular, that is, uncommon, unusual or extraordinary. Singularity is a term that refers to something or someone that has a unique characteristic. The idea of singularity can be used to present physical characteristics and behaviors of human beings that differ from what is considered standard. Human singularity concerns the use of science and technology to create a new category of more evolved human beings. Human singularity means making human beings defy the limits imposed by nature. Human singularity is achieved with transhumanism, which is a philosophy that aims to improve the human condition through the use of science and technology (biotechnology, nanotechnology and neurotechnology) to increase cognitive capacity and overcome physical and psychological limitations of human beings.

The idea of altering or increasing the capacity of the human body through technology is as old as humanity itself. From the moment humans created tools and learned to use fire, humanity surpassed its biological limitations. Evolution has given humanity the most sophisticated intelligence of any animal on the planet, and humans have used this intelligence to overcome their biological deficits. Transhumanism talks about using this dynamic to not only impact the world around us, but also, to augment or even replace our biology with technology. While humanity has corrected poor vision with corrective lenses, straightened a person’s teeth with braces, or countless other examples of humans altering bodies or senses through technology, the transhumanist wants to replace the eye entirely or make mental transfers. A transhuman, then, is someone who has taken that step and upgraded their body in a way that not only corrects a deficient part to behave as commonly expected, but replaces something that functions perfectly well to do something more than is biologically possible.

As computing technologies advance alongside biotechnology, there is a growing convergence between the two in the form of neural interfaces that in the future could open the door to connecting the human mind directly to Artificial Intelligence in order to facilitate greater learning, mental transfer and overcome neurological conditions. How can we make human beings improve significantly in a matter of decades, or even a few years? The answer is transhumanism, a movement determined to use revolutionary technologies to transform humanity into something superior. Some authors believe that humanity would already be transhuman, because medical progress in recent centuries has significantly altered the human species. However, it was not carried out in a conscious and, therefore, transhumanist way. A common feature of transhumanism and philosophical posthumanism is the future vision of a new intelligent species, into which humanity will evolve and eventually complement or replace. Transhumanism stresses the evolutionary perspective, including at times the creation of a highly intelligent animal species through cognitive enhancement (i.e., biological elevation), but clings to a “posthuman future” as the ultimate goal of evolution.

REFERENCES

  1. ALCOFORADO. Fernando. Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor. Available on the website <https://www.academia.edu/104881861/COMO_FAZER_COM_QUE_AS_UTOPIAS_PLANET%C3%81RIAS_SE_REALIZEM_VISANDO_A_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DE_UM_MUNDO_MELHOR>.
  2. ALCOFORADO, Fernando. O homem em busca da imortalidade. Available on the website  <https://www.academia.edu/10435699/O_HOMEM_EM_BUSCA_DA_IMORTALIDADE>.
  3. DEMARCHI, Celia. Quem quer viver 1000 anos? Available on the website <http://super.abril.com.br/saude/quem-quer-viver-1-000-anos-445501.shtml>.
  4. OLIVEIRA, Monique. A era dos homens imortais.  Disponível no website <http://www.istoe.com.br/reportagens/paginar/192193_A+ERA+DOS+HOMENS+IMORTAIS/1>.
  5. ALEXANDER, Lawrence.  O declínio da morte – a imortalidade em um futuro próximo?Available on the website <http://www.youtube.com/watch?featur>.
  6. ALCOFORADO, Fernando.Mundo rumo à singularidade humana. Available on the website <https://www.academia.edu/43517794/MUNDO_RUMO_%C3%80_SINGULARIDADE_HUMANA>.

* Fernando Alcoforado, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, of the SBPC- Brazilian Society for the Progress of Science and of IPB- Polytechnic Institute of Bahia, engineer from the UFBA Polytechnic School and doctor in Territorial Planning and Regional Development from the University of Barcelona, college professor (Engineering, Economy and Administration) and consultant in the areas of strategic planning, business planning, regional planning, urban planning and energy systems, was Advisor to the Vice President of Engineering and Technology at LIGHT S.A. Electric power distribution company from Rio de Janeiro, Strategic Planning Coordinator of CEPED- Bahia Research and Development Center, Undersecretary of Energy of the State of Bahia, Secretary of Planning of Salvador, is the author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), a chapter in the book Flood Handbook (CRC Press,  Boca Raton, Florida United States, 2022) and How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023). 

COMO TORNAR REALIDADE A UTOPIA DA CONQUISTA DA IMORTALIDADE DOS SERES HUMANOS     

Fernando Alcoforado*

Este artigo representa a continuação do artigo cujo título é Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor [1].  Este artigo é o décimo dos 12 artigos que abordam as 12 utopias planetárias que precisam ser realizadas visando a construção de um mundo melhor e contribuir para a conquista da felicidade dos seres humanos, individual e coletivamente.  Este artigo tem por objetivo apresentar o que tem sido feito para fazer com que a décima das utopias consideradas, a da conquista da imortalidade dos seres humanos,se torne realidadepara eliminar a distopia representada pela inevitabilidade da morte dos seres humanos.  

O artigo O homem em busca da imortalidade [2] informa que existe há muito tempo a obsessão humana de vencer a morte. No passado, o homem procurava superar a morte através das religiões. Na era contemporânea, passou-se a acreditar que seria possível vencer a morte com o uso da ciência e da tecnologia. A crença de que, se não é possível vencer a morte, mas de que seria possível prolongar bastante a vida se apoia no fato de que a expectativa de vida do homem evoluiu de 30 anos em 1500, 37 anos em 1800, 45 anos em 1900, 46,5 anos em 1950 e 80 anos em 2012. O artigo Quem quer viver 1.000 anos? [3] informa que a conquista de uma existência mais longa no século 20 resultou da melhoria das condições sanitárias nas cidades e com a criação de serviços públicos de saúde. Além disso, a ciência descobriu vacinas e antibióticos que possibilitaram a prevenção de doenças e o controle de epidemias. O aumento do nível educacional e de renda contribuiu também para melhorar a qualidade de vida e ampliar ainda mais a longevidade na terceira ou – talvez possamos dizer – quarta idade.  

O artigo A era dos homens imortais [4] informa que o ano de 2045 marcará o início de uma era em que a medicina poderá oferecer à humanidade a possibilidade de viver por um tempo jamais visto na história. Órgãos que não estejam funcionando poderão ser trocados por outros, melhores, criados especialmente para nós. Partes do coração, do pulmão e até o cérebro poderão ser substituídos. Minúsculos circuitos de computador serão implantados no corpo para controlar reações químicas que ocorrem no interior das células. Estaremos a poucos passos da imortalidade. Esta é a previsão de um grupo de cientistas conhecidos por ocupar a vanguarda de pesquisas que permeiam temas como a ciência da computação, a biologia e a biotecnologia. Entre eles, estão George Church, professor da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, o gerontologista e biomédico especializado em antienvelhecimento Aubrey de Grey e o engenheiro Raymond Kurzweil, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Eles são os líderes de uma espécie de nova filosofia, batizada de Singularidade.

Segundo o inventor e futurista Raymond Kurzweil, o “pai” do tão falado conceito de Singularidade, rumamos em direção à dificuldade de distinguir entre o que é orgânico e o que é máquina no futuro. A inteligência artificial evoluirá tanto que em 2025 será difícil reconhecer um ser humano de um robô.  Cabe observar que singularidade marca um ponto de transição entre dois «domínios», ou dois «mundos», num ponto ou instante. Em astronomia, singularidade significa um lugar no espaço (buraco negro) onde um corpo não envelhece porque o tempo para. Na medicina, os arautos da imortalidade afirmam que ela nada mais é do que uma consequência real de uma revolução em curso que já faz disparar em velocidade sem precedentes o aumento da expectativa de vida humana. Considerando a rapidez das inovações, uma pessoa nascida em 2050 terá 95% de chance de viver mil anos, segundo Aubrey de Grey. Neste momento, o grupo acima citado de cientistas está envolvido no crescimento da Universidade da Singularidade, já instalada no Vale do Silício, nos Estados Unidos. Fazendo analogia com bactérias unicelulares que vivem há milhões de anos sem envelhecerem, os integrantes da Universidade da Singularidade afirmam que nossas células germinativas, como óvulos e espermatozoides, também podem viver indefinidamente os quais afirmam acreditar no maior prolongamento da vida humana.

A certeza deste grupo de pesquisadores no sucesso de suas pesquisas está sustentada nos avanços já obtidos e naqueles que certamente virão. Na opinião desses pesquisadores, a partir dos recursos que temos atualmente, uma criança nascida hoje poderá viver pelo menos até os 150 anos. Um dos campos nos quais os avanços foram mais notáveis é o das células-tronco. Na área da cardiologia, experimentos com 16 portadores de insuficiência cardíaca, todos eles tiveram parte do tecido do coração regenerado com células-tronco retiradas do próprio órgão. A substituição de órgãos doentes por outros, sadios, é outra das razões apontadas pelos cientistas para justificar a crença em uma vida espetacularmente longa. Já se conseguiu criar e implantar em seres humanos traqueia, bexiga, uretra e vasos sanguíneos. E há experiências de criação de mais órgãos, entre eles o coração e o fígado.

O artigo A era dos homens imortais [4] informa que um dos fatores mais importantes associados ao tempo de vida de um homem é sua genética. Seu DNA aponta qual será sua vida média e também pode trazer alterações que o predispõe a doenças. Por isso, boa parte dos esforços está concentrada em inventar recursos que interfiram no material genético de cada pessoa. Evitar os possíveis danos que os alimentos podem causar ao DNA também é um ponto de apoio da ciência que busca a imortalidade. Segundo o principal representante da Singularidade, o engenheiro Raymond Kurzweil, uma dieta de restrição calórica, com apenas os nutrientes necessários para a vida, pode nos levar a viver muito mais. Esses são apenas exemplos dos instrumentos disponíveis atualmente para fazer com que a raça humana ultrapasse limites da longevidade

Outro pesquisador que se dedica ao estudo da longevidade humana é Lawrence Alexander, cirurgião, urologista e neurogeneticista, que apresentou, através do You Tube, video filmado em 06 de outubro de 2012 sob o título O declínio da morte – a imortalidade em um futuro próximo?[5], quando anunciou que a sequenciação do genoma permitirá chegar à medicina personalizada, guiada por nossas características genéticas que, através da modelagem realizada com computadores cada vez mais poderosos, poderemos entender o corpo humano. Segundo Lawrence Alexander, o progresso se desenvolverá em três ondas. Primeiro, com a eletrônica médica que já pode agora, através de implantes no cérebro, tratar a doença de Parkinson, tratar a depressão e doença de Alzheimer. Em seguida, vem a onda de bioengenharia e, finalmente, a nanomedicina, medicina em escala microscópica. A partir de 2020, poderemos esperar décadas de vida extra. É possível chegarmos, segundo Lawrence Alexander, a uma expectativa de vida que não podemos imaginar hoje.

O artigo Quem quer viver 1.000 anos? [3] informa que o biogerontologista inglês Aubrey de Grey ligado à Universidade da Singularidade está convencido de que o envelhecimento é um processo biológico que pode perfeitamente vir a ser controlado, da mesma forma que a ciência já conseguiu combater muitas doenças que antes eram tidas como incuráveis. De Grey, que é formado em ciência da computação, mas se tornou um dos principais teóricos do mundo em longevidade humana comparou o corpo humano a um carro. Com manutenção periódica e adequada – conserta um defeito aqui, põe um lubrificante ali, troca uma peça velha acolá –, dá para aumentar significativamente a vida útil de um carro. Embora o corpo humano seja muito mais complexo do que um carro, De Grey acredita que é possível fazer o mesmo, combatendo regularmente os processos que levam ao envelhecimento e à morte das células. É difícil encontrar na comunidade científica quem concorde com as previsões mirabolantes de De Grey. A opinião predominante na comunidade científica é a de que, a despeito de toda a tecnologia, não deverá haver avanços significativos na longevidade humana em um futuro próximo. Sobre o assunto, cientistas reunidos em um painel promovido há alguns anos pela revista Scientific American não deram motivos para muito otimismo considerando todas as conquistas iminentes, como a terapia gênica e a possibilidade de substituição de quase todos os órgãos naturais, e mesmo a hibernação humana, a expectativa de vida no planeta alcançará, quando muito, 140 anos em 2500.

O artigo Mundo rumo à singularidade humana [6]apresenta a grande revolução representada pela singularidade humana que poderá ocorrer no futuro. O que é Singularidade? Trata-se da característica daquilo que é singular, isto é, pouco frequente, fora do comum ou extraordinário. Singularidade é um termo que se refere a algo ou alguém que possui característica única. A ideia de singularidade pode ser utilizada para apresentar características físicas e comportamentos dos seres humanos que se distinguem do que é considerado padrão. Singularidade humana diz respeito ao uso da ciência e da tecnologia para criar uma nova categoria de seres humanos mais evoluídos. Singularidade humana significa fazer com que os seres humanos desafiem os limites impostos pela natureza. A singularidade humana é alcançada com o transhumanismo queé uma filosofia que tem como objetivo melhorar a condição humana a partir do uso de ciência e da tecnologia (biotecnologia, nanotecnologia e neurotecnologia) para aumentar a capacidade cognitiva e superar limitações físicas e psicológicas dos seres humanos.

A ideia de alterar ou aumentar a capacidade do corpo humano através da tecnologia é tão antiga quanto a própria humanidade. Desde o momento em que os humanos criaram ferramentas e aprenderam a usar o fogo, a humanidade ultrapassou suas limitações biológicas. A evolução deu à humanidade a inteligência mais sofisticada do que qualquer animal do planeta e os humanos têm usado essa inteligência para superar seus déficits biológicos. O transhumanismo fala sobre usar essa dinâmica para não apenas impactar o mundo ao nosso redor, mas também, para aumentar ou mesmo substituir nossa biologia por tecnologia. Enquanto a humanidade corrigiu a visão deficiente com lentes corretivas, endireitou os dentes de uma pessoa com aparelhos, ou incontáveis ​​outros exemplos de seres humanos alterando corpos ou sentidos através da tecnologia, o transhumanista quer substituir o olho inteiramente ou fazer transferências mentais. Um transhumano, então, é alguém que deu esse passo e atualizou seu corpo de uma maneira que não apenas corrige uma parte deficiente para se comportar como comumente esperado, mas substitui algo que funciona perfeitamente bem para fazer algo mais do que é biologicamente possível.

À medida que as tecnologias da computação avançam ao lado da biotecnologia, há uma crescente convergência entre as duas na forma de interfaces neurais que no futuro podem abrir a porta para conectar a mente humana diretamente a uma Inteligência Artificial, a fim de facilitar maior aprendizado, transferência mental e superar condições neurológicas. Como fazer o ser humano melhorar significativamente em questão de décadas, ou mesmo de alguns anos? A resposta é o transhumanismo, movimento determinado a usar tecnologias revolucionárias para transformar a humanidade em algo superior. Alguns autores acreditam que a humanidade já seria transhumana, porque o progresso da medicina nos últimos séculos alteraram significativamente a espécie humana. No entanto, ela não se realizou de forma consciente e, portanto, transhumanista. Uma característica comum do transhumanismo e o pós-humanismo filosófico é a futura visão de uma nova espécie inteligente, em que a humanidade vai evoluir e, eventualmente, irá complementar ou substituir. O Transhumanismo sublinha a perspectiva evolucionária, incluindo, por vezes, a criação de uma espécie animal altamente inteligente por meio de melhoria cognitiva (ou seja, elevação biológica), mas se apega a um “futuro pós-humano”, como o objetivo final da evolução.

REFERÊNCIAS

  1. ALCOFORADO. Fernando. Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor. Disponível no website <https://www.academia.edu/104881861/COMO_FAZER_COM_QUE_AS_UTOPIAS_PLANET%C3%81RIAS_SE_REALIZEM_VISANDO_A_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DE_UM_MUNDO_MELHOR>.
  2. ALCOFORADO, Fernando. O homem em busca da imortalidade. Disponível no website  <https://www.academia.edu/10435699/O_HOMEM_EM_BUSCA_DA_IMORTALIDADE>.
  3. DEMARCHI, Celia. Quem quer viver 1000 anos? Disponível no website <http://super.abril.com.br/saude/quem-quer-viver-1-000-anos-445501.shtml>.
  4. OLIVEIRA, Monique. A era dos homens imortais.  Disponível no website <http://www.istoe.com.br/reportagens/paginar/192193_A+ERA+DOS+HOMENS+IMORTAIS/1>.
  5. ALEXANDER, Lawrence.  O declínio da morte – a imortalidade em um futuro próximo?Disponível no website <http://www.youtube.com/watch?featur>.
  6. ALCOFORADO, Fernando.Mundo rumo à singularidade humana. Disponível no website <https://www.academia.edu/43517794/MUNDO_RUMO_%C3%80_SINGULARIDADE_HUMANA>.

* Fernando Alcoforado, 83, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022) e How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023).

COMMENT FAIRE DE L’UTOPIE DE LA SCIENCE ET DE LA TECHNOLOGIE UTILISÉES UNIQUEMENT POUR LE BIEN DE L’HUMANITÉ UNE RÉALITÉ

Fernando Alcoforado*

Cet article constitue la suite de l’article dont le titre est Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor (Comment concrétiser les utopies planétaires en vue de construire un monde meilleur) [1]. Cet article est le neuvième des 12 articles qui abordent les 12 utopies planétaires qui doivent être réalisées pour construire un monde meilleur et contribuer à la réalisation du bonheur des êtres humains, individuellement et collectivement. Cet article vise à présenter comment concrétiser l’utopie d’utiliser la science et la technologie exclusivement pour le bien de l’humanité, mettant fin à la dystopie représentée par la science et la technologie également utilisées pour produire du mal pour l’humanité.

Il est important de noter que la science cherche à formuler des modèles et des lois expliquant le fonctionnement des phénomènes et de la nature. La science recherche des connaissances pour expliquer les phénomènes naturels en identifiant leurs lois sur la base d’observations et de méthodes expérimentales. La technologie repose sur des connaissances générées par la science grâce auxquelles la société satisfait ses besoins. La science fait référence aux connaissances acquises, la technologie fait référence aux compétences, techniques et processus utilisés pour produire les résultats souhaités. La science vise à expliquer quelque chose, tandis que la technologie est plus encline à développer l’usage de quelque chose.

L’humanité vit, plus que jamais, sous les auspices et dans les domaines de la science et de la technologie. L’usage qui est fait de la science et de la technologie est si intense qu’une partie importante de la population estime qu’elles ne font qu’apporter des bénéfices à la société. Pour les humains, la technologie rend la vie plus facile, plus propre et plus longue. L’homme cultive une dépendance croissante à l’égard de la science et de la technologie à l’époque contemporaine. C’est un comportement habituel d’une grande partie de la société de considérer la science et la technologie comme libérant l’humanité des fardeaux du travail et des menaces représentées par les forces de la nature. À tout cela s’ajoute l’opinion largement répandue selon laquelle le progrès scientifique et technologique apporte non seulement le progrès des connaissances, mais aussi une amélioration réelle, inexorable et efficace dans tous les aspects de la vie humaine.

Au XXe siècle, on croyait que les seules méthodes fiables pour améliorer la condition humaine provenaient des nouvelles machines, des substances chimiques et des techniques les plus diverses. Même les maux sociaux et environnementaux récurrents qui accompagnent les progrès technologiques ont rarement affecté cette foi. Aujourd’hui, il existe une perception claire que la science et la technologie ont apporté le progrès à l’humanité, mais qu’en même temps elles ont également la capacité de la détruire. La science est non seulement considérée comme libératrice, mais, dans certaines situations, comme déshumanisante et asservissante à la vie humaine. La croissance incontrôlée de la science et de la technologie a contribué à détruire les sources vitales de notre humanité en créant une culture sans fondement moral. La technologie a façonné nos vies parce que nous sommes à la merci de systèmes interconnectés et, ce qui est grave, parce que nous sommes soumis à leur autorité, nous modelant sur leur fonctionnement. L’omniprésence de la technologie dans le monde d’aujourd’hui, combinée à sa plus grande complexité, donne lieu à une situation très problématique.

Les progrès de la science et de la technologie résultent de l’avènement des Lumières et de la modernité. L’article O fracasso do Iluminismo e da Modernidade na construção da felicidade e do progresso humano (L’échec des Lumières et de la Modernité à construire le bonheur et le progrès humain) [2] informe qu’il y a eu deux événements majeurs dans l’histoire de l’humanité qui ont suscité beaucoup d’espoir quant au début de la construction d’un monde nouveau et d’un homme nouveau. Le premier événement majeur concerne les Lumières et, le second, la naissance de la Modernité. Avec le siècle des Lumières, on espérait que la tolérance, l’humanisme et le respect de la nature prévaudraient et que le droit à la liberté et à l’égalité entre les hommes serait affirmé. Avec la Modernité, on espérait que la société réaliserait, à son tour, un progrès ininterrompu au bénéfice de l’humanité grâce au développement de la science et de la technologie.

La modernité est née avec la 1ère révolution industrielle en Angleterre, ce qui signifie un effort intellectuel extraordinaire des penseurs des Lumières pour développer la science et la raison et découvrir des lois universelles à mettre au service de l’humanité. Avec la révolution industrielle, la science et la technologie ont acquis une importance fondamentale pour le progrès humain, grâce à des innovations technologiques continues. L’idée était d’utiliser les connaissances accumulées générées dans la poursuite de l’émancipation humaine et de l’enrichissement de la vie quotidienne. Il est à noter que la 1ère révolution industrielle fut l’ensemble des transformations socio-économiques qui débutèrent vers 1760, en Angleterre (et plus tard dans d’autres pays), et caractérisées notamment par le remplacement de l’homme par la machine dans les processus de production (métier à tisser mécanique et machine à vapeur, dans un premier temps) , suivi de la formation de grands conglomérats industriels.

La modernité a fait un pas en avant avec la 2ème révolution industrielle, survenue dans la seconde moitié du 19ème siècle, qui fut l’ensemble des transformations socio-économiques qui ont commencé vers 1870 avec l’industrialisation de la France, de l’Allemagne, de l’Italie, des États-Unis et du Japon, caractérisé notamment par le développement de nouvelles sources d’énergie (électricité et pétrole), le remplacement du fer par l’acier et l’émergence de nouvelles machines, outils et produits chimiques (comme le plastique). Entre 1909, lorsque Henry Ford crée la chaîne de montage et inaugure la production de masse d’automobiles, et la fin du XXe siècle, presque toutes les industries se mécanisent et l’automatisation s’étend à tous les secteurs manufacturiers. La modernité a encore progressé avec la 3ème révolution industrielle, qui est l’ensemble des transformations socio-économiques amorcées dans la seconde moitié du 20ème siècle, avec l’émergence des complexes industriels et des entreprises multinationales, le développement des industries chimiques et électroniques, les progrès de l’automatisation, les technologies de l’information et le génie génétique, ainsi que leur intégration respective dans le processus de production, qui commençait à dépendre de plus en plus de la haute technologie et d’une main-d’œuvre spécialisée.

La modernité a fait un pas de géant avec l’avènement de la 4e révolution industrielle. Le livre A escalada da ciência e tecnologia e sua contribuição ao progresso e sobrevivência da humanidade (L’escalade de la science et de la technologie et sa contribution au progrès et à la survie de l’humanité) [3] informe que la 4ème révolution industrielle ou industrie 4.0 en cours à l’époque actuelle se caractérise par l’intégration de systèmes de production appelés cyber-physiques, en ce sens que des capteurs intelligents indiquent aux machines comment elles doivent être traitées. Les processus doivent se gouverner eux-mêmes dans un système modulaire décentralisé. Les systèmes intelligents commencent à fonctionner ensemble, communiquant sans fil, à la fois directement et via un « cloud » sur Internet (The Internet of Things ou IoT en anglais). Les systèmes de contrôle d’usine centralisés et rigides du passé cèdent désormais la place à une intelligence décentralisée, avec une communication machine à machine (M2M) dans l’usine. C’est la vision de l’industrie 4.0 de la 4ème révolution industrielle.

L’Industrie 4.0 est un concept industriel qui englobe les principales innovations technologiques dans les domaines de l’automatisation, du contrôle et des technologies de l’information, appliquées aux processus industriels. Grâce aux systèmes cyber-physiques, à l’Internet des objets et à l’Internet des services, les processus de production tendent à devenir de plus en plus efficaces, autonomes et personnalisables. Cela signifie une nouvelle période dans le contexte des grandes révolutions industrielles. Avec les usines intelligentes, plusieurs changements se produiront dans la manière dont les produits sont fabriqués, ce qui aura des impacts sur différents secteurs du marché. Faire de l’Industrie 4.0 une réalité impliquera l’adoption progressive d’un ensemble de technologies émergentes de technologies de l’information (TI) et d’automatisation industrielle, dans la formation d’un système de production physique-cybernétique, avec une numérisation intense de l’information et une communication directe entre les systèmes, les machines et les produits et les gens; autrement dit, le fameux Internet des Objets (IoT).

La Modernité s’identifie à la croyance au progrès et aux idéaux des Lumières. Cependant, l’évolution de la Modernité a produit des événements qui ont eu un impact négatif sur la société actuelle. La science et la technologie ont également commencé à être utilisées à une échelle sans précédent pour le mal. La science et la technologie auront également un impact négatif sur le monde du travail, car elles pourraient conduire à la fin de l’emploi et conduire le monde au chaos politique, économique et social aux niveaux national et mondial [5]. Les usines automatisées et robotisées utilisant l’intelligence artificielle signifient des industries avec de moins en moins de personnes. En trois décennies, 6 millions d’emplois industriels ont été supprimés aux États-Unis, ramenant l’emploi dans les usines au niveau des années 1940. Les emplois impliquant des fonctions répétitives disparaîtront rapidement dans les années à venir. Dans les pays riches, on estime que 25 % de tous les postes industriels seront remplacés par des technologies d’automatisation d’ici 2025. À l’échelle mondiale, on estime que 60 millions d’emplois en usine seront supprimés.

Le principal mal de la science et de la technologie fut sans aucun doute les catastrophes de la Première et de la Seconde Guerre mondiale. En fait, la science et la technologie ont contribué à la barbarie des deux guerres mondiales avec l’invention d’armes puissantes et destructrices, notamment la bombe atomique. Tout ce développement scientifique et technologique a également culminé à l’époque actuelle, avec une crise écologique mondiale qui pourrait entraîner un changement climatique mondial catastrophique et menacer la survie de l’humanité. La conséquence de tout cela est une désillusion à l’égard de la science et de la technologie en raison des maux qu’elles apportent à l’humanité. En ce sens, on peut douter des bénéfices réels apportés par le progrès scientifique et technologique avec l’avènement de la Modernité.

La modernité s’identifie à la croyance au progrès et aux idéaux des Lumières. Cependant, l’évolution de la Modernité a été marquée par des événements qui ont impacté négativement la société actuelle. La principale fut sans doute les catastrophes de la 1ère et de la 2ème Guerre mondiale. En fait, la science et la technologie ont contribué à la barbarie des deux guerres mondiales avec l’invention d’armes puissantes et destructrices, notamment la bombe atomique. La science et la technologie ont commencé à être utilisées à une échelle sans précédent, à la fois pour le bien et pour le mal. La conséquence de tout cela est une désillusion à l’égard de la science et de la technologie en raison des maux qu’elles apportent à l’humanité. Tout ce développement scientifique et technologique a culminé dans l’ère actuelle avec une crise écologique mondiale qui pourrait entraîner un changement climatique mondial catastrophique susceptible de menacer la survie de l’humanité. En ce sens, on peut douter des bénéfices réels apportés par le progrès scientifique et technologique avec l’avènement de la Modernité.

Dans leur ouvrage A Dialética do Esclarecimento (La Dialectique des Lumières) [4], Theodor Adorno et Max Horkheimer, philosophes liés à l’École de Francfort, affirment que la suprématie de la science et de la technologie dans la Modernité a également ouvert la voie à une folie politique au profit du capitalisme de marché. Le progrès scientifique et technologique, dans la mesure où il a permis techniquement l’élimination de la pauvreté, a également entraîné son essor, ce qui, pour les deux auteurs, dénoncerait comme obsolète la raison de la société rationnelle prêchée par les Lumières. Adorno et Horkheimer déconstruisent le mythe selon lequel les Lumières apporteraient aux hommes la liberté d’être maîtres de leur propre destin et assureraient la réalisation du bonheur pour tous les êtres humains. À la raison prônée par les Lumières a été remplacée la raison du capitalisme de marché qui, en exerçant son contrôle sur les forces de la nature à travers le recours à la science et à la technologie, a également étendu sa domination sur les êtres humains. Et le capitalisme de marché est devenu l’exemple privilégié de cette modalité de contrôle de la nature et des êtres humains à travers le recours à la science et à la technologie.

Étant mondial et omniprésent, le capitalisme de marché dispose de la technique nécessaire, fournie par la science et la technologie, pour faire des hommes des rouages ​​dans son moteur, en les annulant, à travers le principe économique de concurrence totale. Avec la mondialisation économique et financière, le capitalisme de marché contribue à éteindre la pensée autonome et à renforcer l’uniformité et l’unanimité dans une société de masse et amorphe comme celle que nous connaissons à l’époque contemporaine. Liées et éloignées des individus, l’économie capitaliste, la science et la technologie, désormais fusionnées comme si elles n’étaient qu’une seule instance, consolident leur suprématie sur la société contemporaine, déterminant son orientation avec la même effronterie et la même impersonnalité d’une main invisible, selon Adorno et Horkheimer. Le totalitarisme du marché a abouti à une dépendance totale de l’individu à l’égard de ses diktats.

De ce qui précède, nous pouvons conclure que la science et la technologie non seulement améliorent nos vies, mais qu’elles les rendent également, dans de nombreuses situations, plus dangereuses. Il semble qu’à partir de la 1ère révolution industrielle, la construction collective de la vie sociale elle-même se dessine comme s’il s’agissait d’une machine. Depuis de nombreuses années, la science et la technologie dictent l’orientation du comportement social, tant au niveau industriel qu’au niveau individuel. L’être humain a toujours investi son intelligence pour acquérir, fabriquer et utiliser des outils qui prolongent et multiplient son confort matériel. L’idée selon laquelle le développement humain est une fonction linéaire du progrès technique est soutenue depuis longtemps. La thèse selon laquelle la science et la technologie étaient les principaux facteurs responsables du progrès humain a été remise en question par les explosions de bombes atomiques lors de la Seconde Guerre mondiale, à Nagasaki et à Hiroshima. On a commencé à discuter non seulement des côtés positifs apportés par la science et la technologie. Aux bienfaits de la science et de la technologie s’ajoutent le napalm, les défoliants, la radioactivité et la bombe atomique. Un climat de crise et de doute à leur égard est apparu. La science et la technologie ont également commencé à être considérées comme anti-vie et, dans certaines situations, comme échappant au contrôle humain. Cette situation nécessite être inversé par les gouvernements du monde entier avec l’abandon de tout ce qui a été produit scientifiquement et technologiquement au détriment de l’être humain et l’adoption de politiques de développement scientifique et technologique positives pour l’être humain.

Pour garantir que la science et la technologie soient utilisées exclusivement pour le bien de l’humanité, il est urgent d’attaquer le mal de cette barbarie à sa racine avec la construction d’un nouvel ordre économique mondial pour remplacer l’ordre capitaliste dominant afin d’empêcher qui la science et la technologie soient également utilisées au service du mal, comme cela s’est produit tout au long de l’histoire de l’humanité. Pour atteindre le statut de société civilisée, il doit y avoir des interventions économiques et sociales de la part de l’État pour promouvoir la justice sociale dans un système capitaliste et une politique de protection sociale dans l’intérêt général de la population et garantir que la science et la technologie soient utilisées pour le progrès de l’humanité. À cette fin, le capitalisme doit être réformé dans tous les pays du monde avec la construction de l’État-providence social comme celui construit dans les pays scandinaves qui, étant un hybride entre ce qu’il y a de plus positif dans les systèmes capitaliste et socialiste, préparerait le terrain pour la conquête du plus haut niveau de civilisation avec la construction du socialisme démocratique dans tous les pays du monde.

LES RÉFÉRENCES

  1. ALCOFORADO. Fernando. Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor. Disponible sur le site Web <https://www.academia.edu/104881861/COMO_FAZER_COM_QUE_AS_UTOPIAS_PLANET%C3%81RIAS_SE_REALIZEM_VISANDO_A_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DE_UM_MUNDO_MELHOR>.
  2. ALCOFORADO. Fernando. O fracasso do iluminismo e da modernidade na construção da felicidade e do progresso humano. Disponible sur le site Web<https://www.academia.edu/11719456/O_FRACASSO_DO_ILUMINISMO_E_DA_MODERNIDADE_NA_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DA_FELICIDADE_E_DO_PROGRESSO_HUMANO>.
  3. ALCOFORADO. Fernando. A escalada da ciência e da tecnologia e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade.  Curitiba: Editora CRV, 2022.
  4. ADORNO, Theodor e HORKHEIMER, Max.  A Dialética do Esclarecimento.Rio: Zahar Editora, 1985.
  5. ALCOFORADO. Fernando. O progresso da inteligência artificial e suas consequências. Disponível no website <https://www.linkedin.com/pulse/o-progresso-da-intelig%C3%AAncia-artificial-e-suas-fernando-alcoforado/?originalSubdomain=pt>.

​* Fernando Alcoforado, 83, a reçoit la Médaille du Mérite en Ingénierie du Système CONFEA / CREA, membre de l’Académie de l’Education de Bahia, de la SBPC – Société Brésilienne pour le Progrès des Sciences et l’IPB – Institut Polytechnique de Bahia, ingénieur (Ingénierie, Économie et Administration) et docteur en Planification du Territoire et Développement Régional de l’Université de Barcelone, professeur d’Université (Ingénierie, Économie et Administration) et consultant dans les domaines de la planification stratégique, de la planification d’entreprise, planification du territoire et urbanisme, systèmes énergétiques, a été Conseiller du Vice-Président Ingénierie et Technologie chez LIGHT S.A. Entreprise de distribution d’énergie électrique de Rio de Janeiro, coordinatrice de la planification stratégique du CEPED – Centre de recherche et de développement de Bahia, sous-secrétaire à l’énergie de l’État de Bahia, secrétaire à la planification de Salvador, il est l’auteur de ouvrages Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018),  Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), est l’auteur d’un chapitre du livre Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Floride, États-Unis, 2022) et How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023).

HOW TO MAKE THE UTOPIA OF SCIENCE AND TECHNOLOGY USED ONLY FOR THE GOOD OF HUMANITY A REALITY

Fernando Alcoforado*

This article represents the continuation of the article whose title is Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor (How to make planetary utopias come true with a view to building a better world) [1]. This article is the ninth of the 12 articles that address the 12 planetary utopias that need to be realized in order to build a better world and contribute to the achievement of happiness for human beings, individually and collectively. This article aims to present how to make the utopia of using science and technology exclusively for the good of humanity come true, ending the dystopia represented by science and technology also used to produce evil for humanity.

It is important to note that science seeks to formulate models and laws that explain the functioning of phenomena and nature. Science seeks knowledge to explain natural phenomena by identifying their laws based on observation and experimental methods. Technology is based on knowledge generated by science through which society satisfies its needs. Science refers to acquired knowledge, technology refers to the skills, techniques and processes used to produce desired results. Science is aimed at explaining something, while technology is more inclined towards developing the use of something.

Humanity lives, more than ever, under the auspices and domains of science and technology. The use made of science and technology is so intense that a significant portion of people believes that they only bring benefits to society. For humans, technology makes life easier, cleaner and longer. Man cultivates a growing dependence on science and technology in the contemporary era. It is common behavior for a large part of society to consider science and technology as liberating humanity from the burdens of work and the threats posed by the forces of nature. Adding to all this, there is the widespread view that scientific-technological progress brings not only the advancement of knowledge, but also a real, inexorable and effective improvement in all aspects of human life.

In the 20th century, it was believed that the only reliable means for improving the human condition came from new machines, chemical substances and the most diverse techniques. Even the recurrent social and environmental ills that accompany technological advances have rarely affected this faith. Today, there is a clear perception that science and technology have provided progress for humanity, but that, along with this, they also have the capacity to destroy it. Science is not only seen as liberating, but, in certain situations, as dehumanizing and enslaving human life. The uncontrolled growth of science and technology has contributed to destroying the vital sources of our humanity by creating a culture without a moral foundation. Technology has shaped our lives because we are at the mercy of interconnected systems and, what is serious, because we are submissive to their authority, molding ourselves to their functioning. The omnipresence of technology in today’s world, combined with its greater complexity, gives rise to a very problematic situation.

The advancement of science and technology resulted from the advent of the Enlightenment and Modernity. The article O fracasso do Iluminismo e da Modernidade na construção da felicidade e do progresso humano (The failure of the Enlightenment and Modernity in the construction of happiness and human progress) [2] informs that there were two great events in the history of humanity that brought a lot of hope that the construction of a new world and a new man would begin. The first major event concerns the Enlightenment and, the second, the birth of Modernity. With the Enlightenment, it was expected that tolerance, humanism and respect for nature would prevail and the right to freedom and equality between men would be affirmed. With Modernity, it was expected that society would, in turn, achieve uninterrupted progress for the benefit of humanity thanks to the development of science and technology.

Modernity was born with the 1st Industrial Revolution in England, meaning an extraordinary intellectual effort by Enlightenment thinkers to develop science and reason and discover universal laws to be put at the service of humanity. With the Industrial Revolution, science and technology acquired fundamental importance for human progress, through continuous technological innovations. The idea was to use the accumulated knowledge generated in pursuit of human emancipation and the enrichment of daily life. It is worth noting that the 1st Industrial Revolution was the set of socioeconomic transformations that began around 1760, in England (and later in other countries), and characterized especially by the replacement of man by machine in production processes (mechanical loom and steam engine, initially), followed by the formation of large industrial conglomerates.

Modernity took a step forward with the 2nd Industrial Revolution, which occurred in the second half of the 19th century, which was the set of socioeconomic transformations initiated around 1870 with the industrialization of France, Germany, Italy, the United States and the Japan, especially characterized by the development of new energy sources (electricity and oil), the replacement of iron by steel and the emergence of new machines, tools and chemicals (such as plastic). Between 1909, when Henry Ford created the assembly line and inaugurated mass production of automobiles, and the end of the 20th century, almost all industries became mechanized and automation spread to all manufacturing sectors. Modernity advanced even more with the 3rd Industrial Revolution, which is the set of socioeconomic transformations that started from the second half of the 20th century, with the emergence of industrial complexes and multinational companies, the development of the chemical and electronic industries, advances in automation, of information technology and genetic engineering, and their incorporation into the production process, which began to depend more and more on high technology and specialized labor.

Modernity took a giant step forward with the advent of the 4th Industrial Revolution. The book A escalada da ciência e tecnologia e sua contribuição ao progresso e sobrevivência da humanidade (The escalation of science and technology and its contribution to the progress and survival of humanity) [3] informs that the 4th Industrial Revolution or Industry 4.0 underway in the current era is characterized by the integration of so-called cyber-physical production systems, in that smart sensors tell machines how they should be processed. Processes must govern themselves in a decentralized modular system. Intelligent systems begin to work together, communicating wirelessly, both directly and via a “cloud” on the Internet (The Internet of Things or IoT). The rigid centralized control systems of factories of the past are now giving way to decentralized intelligence, with machine-to-machine (M2M) communication on the factory floor. This is the vision of Industry 4.0 of the 4th Industrial Revolution.

Industry 4.0 is an industry concept that encompasses the main technological innovations in the fields of automation, control and information technology, applied to industrial processes. From Cyber-Physical Systems, Internet of Things and Internet of Services, production processes tend to become increasingly efficient, autonomous and customizable. This means a new period in the context of the great industrial revolutions. With smart factories, several changes will occur in the way products are manufactured, impacting various market sectors. Making Industry 4.0 a reality will imply the gradual adoption of a set of emerging information technology (IT) and industrial automation technologies, in the formation of a physical-cybernetic production system, with intense digitization of information and direct communication between systems, machines , products and people; that is, the so famous Internet of Things (IoT).

Modernity is identified with the belief in progress and the ideals of the Enlightenment. However, the evolution of Modernity produced events that negatively impacted current society. Science and technology began to be used on an unprecedented scale also for evil. Science and technology will also have a negative impact on the world of work because it could lead to the end of employment and will lead the world to political, economic and social chaos at national and global levels [5]. Automated and robotic factories using artificial intelligence mean industries with fewer and fewer people. In three decades, 6 million industrial jobs were eliminated in the United States, causing employment in factories to reach the level of the 1940s. Jobs that involve repetitive functions will disappear quickly in the coming years. In rich countries, it is estimated that 25% of all industrial roles will be replaced by automation technologies by 2025. Worldwide, it is estimated that 60 million factory jobs will be eliminated.

The main evil of science and technology was undoubtedly the catastrophes of the 1st and 2nd World Wars. In fact, science and technology contributed to the barbarity of two world wars with the invention of powerful and destructive weapons, especially the atomic bomb. All this scientific and technological development has culminated in the current era, too, with a worldwide ecological crisis that could result in catastrophic global climate change that could threaten the survival of humanity. The consequence of all this is disillusionment with science and technology due to the evils they are bringing to humanity. In this sense, one can doubt the real benefits brought by scientific and technological progress with the advent of Modernity.

Modernity is identified with the belief in progress and the ideals of the Enlightenment. However, the evolution of Modernity was marked by events that negatively marked current society. The main one was undoubtedly the catastrophes of the 1st and 2nd World War. In fact, science and technology contributed to the barbarism of two world wars with the invention of powerful and destructive weapons, especially the atomic bomb. Science and technology began to be used on an unprecedented scale for both good and evil. The consequence of all this is disillusionment with science and technology due to the evils they are bringing to humanity. All this scientific and technological development has culminated in the current era with a worldwide ecological crisis that may result in catastrophic global climate change that may threaten the survival of humanity. In this sense, one can doubt the real benefits brought by scientific and technological progress with the advent of Modernity.

In their work A Dialética do Esclarecimento (The Dialectic of Enlightenment) [4], Theodor Adorno and Max Horkheimer, philosophers linked to the Frankfurt School, claim that the supremacy of science and technology in Modernity also paved the way for political madness in favor of market capitalism. Scientific and technological advances, insofar as they technically made the elimination of poverty possible, also brought about its growth, which, for both authors, would denounce the raison d’être of the rational society preached by the Enlightenment as obsolete. Adorno and Horkheimer deconstruct the myth that the Enlightenment would bring freedom for men to be masters of their own destiny and would provide the achievement of happiness for all human beings. The reason advocated by the Enlightenment was replaced by the reason of market capitalism which, by exercising its control over the forces of nature with the use of science and technology, also extended its domination over human beings. Therefore, market capitalism became the privileged instance of this modality of control over nature and over human beings with the use of science and technology.

Being global and omnipresent, market capitalism has the necessary technique, provided by science and technology, to make men cogs in its engine, nullifying them, through the economic principle of total competition. With economic and financial globalization, market capitalism is contributing to extinguish autonomous thinking and reinforce uniformity and unanimity in a mass, amorphous society like the one we experience in the contemporary era. Allied, distant from individuals, capitalist economy, science and technology, now merged as if they were a single instance, consolidate their supremacy over contemporary society, determining its paths with the same impudence and impersonality of an invisible hand, according to Adorno and Horkheimer. Market totalitarianism resulted in the individual’s total dependence on its dictates.

From the above, it is concluded that science and technology are not only shaping our lives for the better, but also, in many situations, making them more dangerous. It seems that, since the 1st Industrial Revolution, the very collective construction of social life is being shaped as if it were a machine. For many years, science and technology have been dictating the course of social behavior, both at the industrial level and at the level of individual people. Human beings have always invested their intelligence to acquire, manufacture and use tools that prolong and multiply their material comfort. The idea that human development is a linear function of technical progress has been supported for a long time. The thesis that science and technology were the primary factors responsible for human progress was challenged by the explosions of atomic bombs in World War II, in Nagasaki and Hiroshima. There began to be a discussion not only about the positive side provided by science and technology. Along with the blessings of science and technology came napalm, defoliants, radioactivity, and the atomic bomb. An atmosphere of crisis and doubt in relation to them came to the fore. Science and technology began to be seen also as anti-life and, in certain situations, as beyond human control. This situation needs to be reversed by governments around the world, with the abandonment of everything scientifically and technologically produced to the detriment of human beings and the adoption of scientific and technological development policies that are positive for human beings.

To ensure that science and technology are used exclusively for the good of humanity, it is urgent to attack the evil of this barbarism at its root with the construction of a new world economic order to replace the dominant capitalist order to prevent science and technology from being also used for evil, as has occurred throughout the history of humanity. In order to reach the condition of civilized society, there must be economic and social interventions by the State to promote social justice in a capitalist system and a Social Welfare policy in the general interest of the population and to ensure that science and technology are used for the progress of humanity. To this end, capitalism must be reformed in all countries of the world with the construction of the Social Welfare State as built in the Scandinavian countries which, being a hybrid between what is most positive in the capitalist and socialist systems, would prepare the ground for the conquest of the highest level of civilization with the building of democratic socialism in all countries of the world.

REFERENCES

  1. ALCOFORADO. Fernando. Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor. Available on the website <https://www.academia.edu/104881861/COMO_FAZER_COM_QUE_AS_UTOPIAS_PLANET%C3%81RIAS_SE_REALIZEM_VISANDO_A_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DE_UM_MUNDO_MELHOR>.
  2. ALCOFORADO. Fernando. O fracasso do iluminismo e da modernidade na construção da felicidade e do progresso humano. Available on the website<https://www.academia.edu/11719456/O_FRACASSO_DO_ILUMINISMO_E_DA_MODERNIDADE_NA_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DA_FELICIDADE_E_DO_PROGRESSO_HUMANO>.
  3. ALCOFORADO. Fernando. A escalada da ciência e da tecnologia e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade.  Curitiba: Editora CRV, 2022.
  4. ADORNO, Theodor e HORKHEIMER, Max.  A Dialética do Esclarecimento.Rio: Zahar Editora, 1985.
  5. ALCOFORADO. Fernando. O progresso da inteligência artificial e suas consequências. Available on the website <https://www.linkedin.com/pulse/o-progresso-da-intelig%C3%AAncia-artificial-e-suas-fernando-alcoforado/?originalSubdomain=pt>.

* Fernando Alcoforado, awarded the medal of Engineering Merit of the CONFEA / CREA System, member of the Bahia Academy of Education, of the SBPC- Brazilian Society for the Progress of Science and of IPB- Polytechnic Institute of Bahia, engineer and doctor in Territorial Planning and Regional Development from the University of Barcelona, college professor (Engineering, Economy and Administration) and consultant in the areas of strategic planning, business planning, regional planning, urban planning and energy systems, was Advisor to the Vice President of Engineering and Technology at LIGHT S.A. Electric power distribution company from Rio de Janeiro, Strategic Planning Coordinator of CEPED- Bahia Research and Development Center, Undersecretary of Energy of the State of Bahia, Secretary of Planning of Salvador, is the author of the books Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), a chapter in the book Flood Handbook (CRC Press,  Boca Raton, Florida United States, 2022) and How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023). 

COMO TORNAR REALIDADE A UTOPIA DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA UTILIZADAS APENAS PARA O BEM DA HUMANIDADE     

Fernando Alcoforado*

Este artigo representa a continuação do artigo cujo título é Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor [1].  Este artigo é o nono dos 12 artigos que abordam as 12 utopias planetárias que precisam ser realizadas visando a construção de um mundo melhor e contribuir para a conquista da felicidade dos seres humanos, individual e coletivamente.  Este artigo tem por objetivo apresentar como fazer com que a utopia da utilização da ciência e da tecnologia exclusivamente para o bemda humanidadese torne realidadeacabando com a distopia representada pela ciência e pela tecnologia utilizadas, também, para a produção do mal para a humanidade. 

É importante observar que a ciência busca a formulação de modelos e leis que explicam o funcionamento dos fenômenos e da natureza. A ciência busca o conhecimento para explicar os fenômenos da natureza identificando suas leis baseadas na observação e em métodos experimentais. A tecnologia se apoia nos conhecimentos gerados pela ciência através da qual a sociedade satisfaz suas necessidades. A ciência se refere ao conhecimento adquirido, a tecnologia se refere às habilidades, técnicas e processos usados para produzir os resultados desejados. A ciência tem o objetivo de explicar algo, enquanto a tecnologia está mais inclinada no desenvolvimento do uso de algo.  

A humanidade vive, mais do que nunca, sob os auspícios e domínios da ciência e da tecnologia. O uso que se faz da ciência e da tecnologia é tão intensa que uma parcela significativa das pessoas acredita que elas só trazem apenas benefícios para a sociedade. Para o ser humano, a tecnologia torna a vida mais fácil, mais limpa e mais longa. O homem cultiva uma relação de dependência crescente em relação à ciência e à tecnologia na era contemporânea. É um comportamento habitual de grande parte da sociedade considerar a ciência e a tecnologia como libertadoras da humanidade dos fardos do trabalho e das ameaças representadas pelas forças da natureza. Somando a tudo isso, existe a visão generalizada de que o progresso científico-tecnológico traz não apenas o avanço do conhecimento, mas também uma melhoria real, inexorável e efetiva em todos os aspectos da vida humana.

No século XX, acreditava-se que os únicos meios confiáveis para o melhoramento da condição humana provinham das novas máquinas, substâncias químicas e as mais diversas técnicas. Inclusive os recorrentes males sociais e do meio ambiente que acompanham os avanços tecnológicos raras vezes têm afetado esta fé. Hoje, existe a clara percepção de que a ciência e a tecnologia têm proporcionado progresso para a humanidade, mas que, junto com isto, possuem a capacidade de também destruí-la. A ciência não é vista apenas como libertadora, mas sim, em determinadas situações, como desumanizadora e escravizadora da vida humana. O crescimento descontrolado da ciência e da tecnologia tem contribuído para destruir as fontes vitais de nossa humanidade ao criar uma cultura sem uma base moral. A tecnologia tem conformado nossas vidas porque estamos à mercê de sistemas interconectados e, o que é grave, porque estamos submissos à sua autoridade, moldando-nos ao seu funcionamento. A onipresença da tecnologia no mundo atual, aliada à sua maior complexidade, dá lugar a uma situação bastante problemática.

O avanço da ciência e da tecnologia resultou do advento do Iluminismo e da Modernidade. O artigo O fracasso do Iluminismo e da Modernidade na construção da felicidade e do progresso humano [2] informa que houve dois grandes acontecimentos da história da humanidade que trouxeram muita esperança de que seria dado início à construção de um mundo novo e de um homem novo. O primeiro grande acontecimento diz respeito ao Iluminismo e, o segundo, ao nascimento da Modernidade. Com o Iluminismo, esperava-se que prevalecesse a tolerância, o humanismo e o respeito à natureza e se afirmaria o direito à liberdade e à igualdade entre os homens. Com a Modernidade, esperava-se que a sociedade alcançaria, por sua vez, progresso ininterrupto em benefício da humanidade graças ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia.

A Modernidade nasceu com a 1ª Revolução Industrial na Inglaterra significando um extraordinário esforço intelectual dos pensadores iluministas para desenvolver a ciência e a razão e descobrir as leis universais para serem postas a serviço da humanidade. Com a Revolução Industrial, a ciência e a tecnologia adquiriram uma importância fundamental para o progresso humano, mediante as contínuas inovações tecnológicas. A ideia era usar o acúmulo de conhecimento gerado em busca da emancipação humana e do enriquecimento da vida diária. É oportuno observar que a 1ª Revolução Industrial foi o conjunto de transformações socioeconômicas iniciadas por volta de 1760, na Inglaterra (e mais tarde em outros países), e caracterizadas especialmente pela substituição do homem pela máquina nos processos produtivos (tear mecânico e máquina a vapor, a princípio), seguida da formação de grandes conglomerados industriais. 

A Modernidade deu um passo à frente com a 2ª Revolução Industrial, ocorrida na segunda metade do século XIX, que foi o conjunto de transformações socioeconômicas iniciadas por volta de 1870 com a industrialização da França, da Alemanha, da Itália, dos Estados Unidos e do Japão, caracterizadas especialmente pelo desenvolvimento de novas fontes de energia (eletricidade e petróleo), pela substituição do ferro pelo aço e pelo surgimento de novas máquinas, ferramentas e produtos químicos (como o plástico). Entre 1909, quando Henry Ford criou a linha de montagem e inaugurou a produção de automóveis em série, e o final do século XX, quase todas as indústrias se mecanizaram e a automação se estendeu a todos os setores fabris. A Modernidade avançou ainda mais com a 3ª Revolução Industrial que é o conjunto de transformações socioeconômicas iniciadas a partir da segunda metade do século XX, com o surgimento de complexos industriais e empresas multinacionais, o desenvolvimento das indústrias química e eletrônica, os avanços da automação, da informática e da engenharia genética, e respectiva incorporação ao processo produtivo, que passou a depender cada vez mais de alta tecnologia e de mão de obra especializada.

A Modernidade deu um passo de gigante com o advento da 4ª Revolução Industrial. O livro A escalada da ciência e tecnologia e sua contribuição ao progresso e sobrevivência da humanidade [3] informa que a 4ª Revolução Industrialou Indústria 4.0 em curso na era atual caracteriza-se pela integração dos sistemas de produção chamados de cyber-físicos, em que sensores inteligentes dizem para as máquinas como elas devem ser processadas. Os processos devem se autogovernar em um sistema modular descentralizado. Sistemas inteligentes começam a trabalhar juntos, comunicando-se sem fio, tanto diretamente como via uma “nuvem” na Internet (A Internet das Coisas ou Internet of Things ou IoT em inglês). Os sistemas centralizados rígidos de controle das fábricas do passado cedem agora seu lugar para inteligência descentralizada, com a comunicação máquina a máquina (M2M) no chão de fábrica. Esta é a visão da indústria 4.0 da 4ª Revolução Industrial.

A Indústria 4.0 é um conceito de indústria que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos industriais. A partir de Sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e Internet dos Serviços, os processos de produção tendem a se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis. Isso significa um novo período no contexto das grandes revoluções industriais. Com as fábricas inteligentes, diversas mudanças ocorrerão na forma em que os produtos serão fabricados, causando impactos em diversos setores do mercado. Tornar a Indústria 4.0 uma realidade implicará a adoção gradual de um conjunto de tecnologias emergentes de tecnologia da informação (TI) e automação industrial, na formação de um sistema de produção físico-cibernético, com intensa digitalização de informações e comunicação direta entre sistemas, máquinas, produtos e pessoas; ou seja, a tão famosa Internet das Coisas (IoT).

A Modernidade é identificada com a crença no progresso e nos ideais do Iluminismo. Entretanto, a evolução da Modernidade produziu eventos que marcaram negativamente a sociedade atual. A ciência e a tecnologia passaram a ser utilizadas numa escala sem precedentes também para o mal. A ciência e a tecnologia impactarão negativamente, também, sobre o mundo do trabalho porque poderá levar ao fim do emprego e levará o mundo ao caos político, econômico e social nos planos nacional e mundial[5]. Fábricas automatizadas e robotizadas com o uso da inteligência artificial significam indústrias com cada vez menos gente. Em três décadas foram eliminados 6 milhões de postos de trabalho industriais nos Estados Unidos fazendo com que o emprego nas fábricas atingisse o patamar da década de 1940. Os empregos que envolvem funções repetitivas vão desaparecer rapidamente nos próximos anos. Nos países ricos, estima-se que 25% de todas as funções na indústria deverão ser substi­tuídas por tecnologias de automação até 2025. No mundo, a estimativa é que 60 milhões de postos de trabalho em fábricas sejam eliminados. 

O principal dos males da ciência e da tecnologia foi sem dúvida às catástrofes da 1ª e da 2ª Guerra Mundial. Na verdade, a ciência e a tecnologia contribuíram para a barbárie de duas guerras mundiais com a invenção de armamentos bélicos poderosos e destrutivos, especialmente a bomba atômica. Todo esse desenvolvimento científico e tecnológico culminou na era atual, também, com uma crise ecológica mundial que pode resultar em uma mudança climática global catastrófica que pode ameaçar a sobrevivência da humanidade. A consequência de tudo isto é a desilusão com a ciência e a tecnologia em decorrência dos males que elas estão trazendo para a humanidade. Nesse sentido pode-se duvidar dos reais benefícios trazidos pelo progresso científico e tecnológico com o advento da Modernidade.

Em sua obra A Dialética do Esclarecimento [4], Theodor Adorno e Max Horkheimer, filósofos vinculados à Escola de Frankfurt, afirmam que a supremacia da ciência e da tecnologia na Modernidade preparou também o caminho para o desvario político em benefício do capitalismo de mercado. O avanço científico e tecnológico, na medida em que possibilitou tecnicamente a eliminação da miséria, trouxe, também, seu crescimento, o que, para ambos os autores, denunciaria como obsoleta a razão de ser da sociedade racional pregada pelos iluministas. Adorno e Horkheimer desconstroem o mito de que o Iluminismo traria a liberdade para que os homens fossem donos de seu próprio destino e proporcionaria a conquista da felicidade para todos os seres humanos. A razão preconizada pelo Iluminismo foi substituída pela razão do capitalismo de mercado que, ao exercer seu controle sobre as forças da natureza com o uso da ciência e da tecnologia, estendeu sua dominação também sobre os seres humanos. E o capitalismo de mercado tornou-se a instância privilegiada dessa modalidade de controle sobre a natureza e sobre os seres humanos com o uso da ciência e da tecnologia.

Sendo global e onipresente, o capitalismo de mercado dispõe da técnica necessária, fornecida pela ciência e pela tecnologia, para fazer dos homens engrenagens de seu motor, anulando-os, através do princípio econômico da concorrência total. Com a globalização econômica e financeira, o capitalismo de mercado está contribuindo para extinguir o pensamento autônomo e reforçar a uniformidade e a unanimidade em uma sociedade de massa, amorfa como a que vivenciamos na era contemporânea. Coligadas, distantes dos indivíduos, economia capitalista, ciência e tecnologia, fundidas agora como se fossem uma instância única, consolidam sua supremacia sobre a sociedade contemporânea, determinando seus rumos com a mesma desfaçatez e impessoalidade de uma mão invisível, segundo Adorno e Horkheimer. O totalitarismo de mercado resultou na total dependência do indivíduo aos seus ditames.

Pelo exposto, conclui-se que a ciência e a tecnologia não estão apenas conformando as nossas vidas para melhor, mas também, em muitas situações, fazendo-as mais perigosas. Parece que, a partir da 1ª Revolução Industrial, a própria construção coletiva da vida social está sendo conformada como se ela fosse uma máquina. Há muitos anos, a ciência e a tecnologia vêm ditando os rumos do comportamento social, tanto no plano industrial quanto no das pessoas individualmente. O ser humano sempre investiu sua inteligência para adquirir, fabricar e utilizar ferramentas que prolongassem e multiplicassem seu conforto material. A ideia de que o desenvolvimento humano é função linear do progresso técnico vem sendo sustentada há muito tempo. A tese de que a ciência e a tecnologia seriam os fatores primordiais responsáveis pelo progresso humano foi colocada em xeque pelas explosões das bombas atômicas na 2ª Guerra Mundial, em Nagasaki e Hiroshima. Passou-se a haver uma discussão não apenas sobre o lado positivo proporcionado pela ciência e pela tecnologia. Junto com as benesses da ciência e da tecnologia, vinha o napalm, os desfolhantes, a radioatividade, a bomba atômica. Um clima de crise e dúvida em relação a elas veio à tona. A ciência e a tecnologia passaram a ser encaradas também como antivida e, em determinadas situações, como fora de controle humano. Esta situação precisa ser revertida pelos governos de todo o mundo com o abandono de tudo o que foi produzido cientifica e tecnologicamente em prejuízo do ser humano e a adoção de políticas de desenvolvimento científico e tecnológico que sejam positivas para os seres humanos.   

Para fazer com que a ciência e a tecnologia sejam utilizadas exclusivamente para o bem da humanidade, urge atacar o mal desta barbárie pela raiz com a construção de uma nova ordem econômica mundial em substituição à ordem capitalista dominante para evitar que a ciência e a tecnologia sejam usadas, também, para o mal como tem ocorrido ao longo da história da humanidade. Para galgar a condição de sociedade civilizada, é preciso que haja intervenções econômicas e sociais do Estado para promover justiça social em um sistema capitalista e uma política de Bem-Estar Social no interesse geral da população e fazer com que a ciência e a tecnologia sejam utilizadas em prol do progresso da humanidade. Para tanto, é preciso que ocorra a reforma do capitalismo em todos os países do mundo com a construção do Estado de Bem Estar Social como o construído nos países escandinavos que, sendo um híbrido entre o que existe de mais positivo nos sistemas capitalista e socialista, prepararia o terreno para a conquista do mais elevado nível de civilização com a construção do socialismo democrático em todos os países do mundo.

REFERÊNCIAS

  1. ALCOFORADO. Fernando. Como fazer com que as utopias planetárias se realizem visando a construção de um mundo melhor. Disponível no website <https://www.academia.edu/104881861/COMO_FAZER_COM_QUE_AS_UTOPIAS_PLANET%C3%81RIAS_SE_REALIZEM_VISANDO_A_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DE_UM_MUNDO_MELHOR>.
  2. ALCOFORADO. Fernando. O fracasso do iluminismo e da modernidade na construção da felicidade e do progresso humano. Disponível no website <https://www.academia.edu/11719456/O_FRACASSO_DO_ILUMINISMO_E_DA_MODERNIDADE_NA_CONSTRU%C3%87%C3%83O_DA_FELICIDADE_E_DO_PROGRESSO_HUMANO>.
  3. ALCOFORADO. Fernando. A escalada da ciência e da tecnologia e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade.  Curitiba: Editora CRV, 2022.
  4. ADORNO, Theodor e HORKHEIMER, Max.  A Dialética do Esclarecimento.Rio: Zahar Editora, 1985.
  5. ALCOFORADO. Fernando. O progresso da inteligência artificial e suas consequências. Disponível no website <https://www.linkedin.com/pulse/o-progresso-da-intelig%C3%AAncia-artificial-e-suas-fernando-alcoforado/?originalSubdomain=pt>.

* Fernando Alcoforado, 83, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022) e How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023).