COMO SEPULTAR O ANTISSEMITISMO NO MUNDO

Fernando Alcoforado*

Este artigo tem por objetivo apresentar as causas do antissemitismo, sua evolução ao longo da história e suas perspectivas futuras, bem como propor como sepultar definitivamente o antissemitismoO antissemitismo é um termo historicamente associado aos judeus. Antissemita é, segundo o dicionário, alguém contrário à raça semítica, aos semitas, especialmente, aos judeus. No artigo Por que há quem veja a Paixão de Cristo como origem do antissemitismo, publicado no website <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47984366>, seu autor Alejandro Millán Valencia pergunta o seguinte: Seria a narrativa da Paixão de Cristo fonte do antissemitismo moderno? Alejandro Millán Valencia afirma que o antissemitismo surge com o antijudaísmo nos primórdios do cristianismo. Existem registros documentados de vários escritos antigos que falam de “rejeição” e “medo” do povo judeu – o que é definido como antijudaísmo clássico. Há registros de escritores que culpavam os judeus pela morte de Cristo. No Império Romano, não era bem visto o caráter monoteísta da religião judaica e nem “a crença de que o judeu era o povo escolhido por Deus”. É verdade que os romanos não viam bem os costumes judaicos, nem o fato de que eles adoravam a apenas um Deus. O judeu era visto pelos cristãos como povo que matou Jesus. Após a morte de Cristo e a publicação das primeiras versões dos evangelhos, o sentimento foi ainda maior devido a textos como os de Justino e Santo Agostinho. Justino, que morreu por volta de 168 d.C., é reconhecido como um dos primeiros a fazer apologia antijudaica, tendo indicado em vários textos que os judeus eram culpados de perseguir cristãos, e que faziam isso desde que “eles tinham matado Jesus”. Já Santo Agostinho, um dos principais pensadores cristãos da Idade Média, destacou ser necessário promover a coexistência pacífica com os judeus, mas pesquisadores lembram que Santo Agostinho assinalou que “eles não podem escapar do castigo divino de serem culpados da morte de Cristo”. Desde o século 2, a Igreja Católica desenvolveu uma teologia altamente hostil ao judaísmo. O que se desenvolveu foi chamado de “Teologia da Substituição” com a chegada de Cristo. Deus teria substituído a antiga escolha (ou preferência) pelos judeus com seu novo favoritismo para os cristãos. Muitos historiadores rejeitam a versão de que os evangelhos, os escritos de Justino – que deram ênfase especial ao papel dos judeus na paixão e morte de Jesus – e alguns textos de Santo Agostinho geram um sentimento antijudaico. Segundo eles, a origem do antissemitismo está nos primeiros anos do cristianismo, mas não tanto por causa da Paixão de Cristo, mas por causa dos debates que duraram séculos entre o judaísmo e o novo cristianismo. Isto significa dizer que a competição entre judaísmo e cristianismo estaria na origem do antissemitismo.

No artigo Antissemitismo: aprendendo as lições da história, publicado no website <https://pt.unesco.org/courier/2018-1/antissemitismo-aprendendo-licoes-da-historia>, seu autor Robert Badinter afirma que o antissemitismo não é um fenômeno contemporâneo. É um mal centenário. Desde a captura de Jerusalém pelo imperador Tito em 70 d.C, desde a dispersão dos judeus, principalmente ao longo da bacia do Mediterrâneo, quando eram vendidos como escravos em quantidades tão grandes que os preços de mercado (para usar um termo econômico moderno) despencaram no Império Romano – a condição dos judeus por dois milênios, especialmente na Europa, nunca deixou de envolver a exclusão, o sofrimento e a perseguição. Robert Badinter afirma que, desde aquele longínquo período romano, conhecemos três formas de antissemitismo que às vezes se fundem: o religioso, o nacionalista e o racial. A primeira forma de antissemitismo é a religiosa. Desde o Édito de Milão, do imperador Constantino, que reconheceu o cristianismo como religião oficial no ano de 313, o antissemitismo sempre se alimentou do ódio ao judeu, povo que matou Jesus Cristo. Com o surgimento das nações modernas, o antissemitismo se tornou essencialmente nacionalista. Os judeus, mesmo quando eram nativos dos países em que viviam, eram sempre estrangeiros e suspeitos. O fato de os judeus terem assumido de forma bastante natural suas responsabilidades, apesar do ostracismo que lhes era infligido, e de terem ocupado posições eminentes nas esferas política, econômica e financeira, os tornava, face à menor crise nacional, traidores em potencial – sempre a serviço de uma mítica “conspiração judaica internacional” imaginada pelos antissemitas. Ao final do século XIX, a mentalidade havia evoluído. O antissemitismo procurou embasamento científico à moda das disciplinas modernas. Ele então se tornou racial: os judeus foram definidos como uma “raça” de origens orientais misteriosas, que não poderia ser assimilada pelos povos entre os quais se estabeleceram – especialmente aqueles que alegavam pertencer a uma raça ariana superior, a alemã, que se sentiam ameaçados de degeneração pela presença entre eles de judeus, com seus inúmeros defeitos. Desde o século XIX, o povo judeu começou a ser visto pelos alemães como uma ameaça econômica e política que precisava ser erradicada. É quando começa a se falar sobre o antissemitismo moderno, que atingiu seu ponto máximo com o holocausto nazista.

No artigo Antissemitismopublicado no website <https://brasilescola.uol.com.br/historiag/anti-semitismo.htm>, seu autor Professor  Daniel Neves afirma que as origens do antissemitismo tem como um ponto de partida o que conhecemos como diáspora judaica que foi a fuga dos judeus que abandonaram a Palestina por conta da perseguição que sofriam dos romanos na região. Os judeus habitavam a província romana da Judeia, e a sua luta pelo fim da dominação romana levou a uma forte repressão dos romanos, no século I d.C. Muitos dos judeus que fugiram região se estabeleceram no continente europeu, e, ao longo da Idade Média, essa grande presença fez com que eles fossem gradativamente perseguidos. Isso porque o sentimento de pertencimento dos judeus não estava ligado à terra (uma vez que eles tiveram que sair da sua), mas sim à sua cultura e religião. Assim, mesmo integrados no continente europeu, os judeus faziam questão de diferenciar-se preservando suas tradições e sua religião. A diferença de religião é considerada pelos historiadores um dos motivos da perseguição contra os judeus durante a Idade Média. Nessa época, eles, em grande parte, mantiveram o judaísmo enquanto que a Europa era católica. O fato de que os judeus eram vistos como algozes de Jesus também reforçou essa perseguição. Isso explica por que alguns locais da Europa decidiram expulsar todos os judeus de seus territórios, como foi os casos do Reino Unido (em 1290), Espanha (em 1492) e Portugal (em 1497). A perseguição a essa população na Europa se estendeu da Idade Média à Idade Moderna. Durante a pandemia de peste bubônica, a peste negra, os judeus foram acusados de causarem a doença e foram perseguidos por isso. Diversas aldeias habitadas por eles foram atacadas no período. O desenvolvimento do Estado moderno e do capitalismo foi acompanhado pelo enriquecimento dos judeus. Esse enriquecimento foi acompanhado também por um diminuto processo de integração dos judeus às sociedades europeias. Assim, eles conseguiram formar negócios prósperos e ainda galgaram posições no interior das burocracias dos Estados europeus. Além disso, como banqueiros, eles se tornaram credores dos Estados nacionais. No entanto, o antissemitismo ganhou muita força a partir do século XIX.

O antissemitismo alcançou se nível máximo na Alemanha nazista. No livro A chegada do Terceiro Reich, publicado pela Editora Planeta de São Paulo em 2016, seu autor historiador Richard J. Evans apresentou o panorama do antissemitismo na Alemanha na virada do século XIX para o século XX. Os judeus eram um grupo minoritário na sociedade alemã, mas, em geral, tinham boa condição financeira e um alto nível cultural. Essa posição fez deles alvo de discursos antissemitas. Outro ponto importante é que o antissemitismo deixou de ser um componente apenas religioso e social e tornou-se racial. Depois da 1ª Guerra Mundial, o antissemitismo generalizou-se na Alemanha e foi incrementado por uma série de teorias conspiratórias que responsabilizavam os judeus pela derrota alemã na guerra e que afirmavam haver uma conspiração internacional de judeus pela dominação do planeta. Quando os nazistas assumiram o poder da Alemanha, em 1933, a perseguição contra os judeus deixou o campo do discurso e começou a se tornar prática comum. Uma das manifestações da política antissemita dos nazistas foram as Leis de Nuremberg, que retiravam a cidadania alemã de todos os judeus (étnicos ou religiosos) sancionadas na Alemanha em setembro de 1935. Ao longo da década de 1930, uma série de ataques contra judeus ocorreram na Alemanha, negócios de judeus foram boicotados, e a população judaica foi cada vez mais marginalizada. A violência alcançou grande dimensão em novembro de 1938, quando ocorreu a Noite dos Cristais que foi um ataque coordenado contra os judeus organizada pelo Partido Nazista, que autorizou que pessoas em toda a Alemanha atacassem residências e lojas de judeus, além de destruírem sinagogas. O antissemitismo nazista foi o responsável por um dos maiores genocídios da história da humanidade. As ações antissemitas promovidas pelos nazistas se tornaram ações de extermínio deliberado dos judeus da Europa ao longo da 2ª Guerra Mundial. Essa situação foi resultado da “Solução Final”, plano nazista para o extermínio total dos judeus do continente europeu. Para tanto, os nazistas aprisionaram judeus em campos de concentração, colocando-os em condições deploráveis e escravizando-os. Aos poucos, eliminaram-nos por meio de fuzilamentos. Estima-se que o antissemitismo nazista matou seis milhões de judeus, além de outros grupos minoritários também executados ao longo do Holocausto.

O antissemitismo contemporâneo está muito relacionado com o conflito Israel-Palestina que passou a existir desde o final da 1ª Guerra Mundial. A derrota da Turquia (Império Otomano), aliada da Alemanha derrotada na 1ª Guerra Mundial (1914-1918), que exercia a dominação sobre a Palestina, teve consequências decisivas para o futuro desta região. Após o conflito mundial, foi criado, pelo artigo 22 do Pacto da Liga das Nações a 28 de Junho de 1919, o sistema dos Mandatos que se destinava a determinar o estatuto das colônias e dos territórios que se encontravam sob o domínio das nações vencidas. O Mandato para a Palestina a cargo dos britânicos foi aprovado pelo Conselho da Liga das Nações a 24 de Julho de 1922. O Mandato Britânico para a Palestina deixou de considerar como objetivo levar à plena independência a população que então a habitava, isto é, a população palestina. Ao invés disso, promoveu a criação de um lar nacional judaico, isto é, a criação de um estado judaico com gente que, na sua maioria esmagadora, estava ainda espalhada pelo mundo e, por conseguinte, deveria ser trazida de fora. A Grã-Bretanha, potência hegemônica na época, prometeu à Federação Sionista que faria todo o possível para o estabelecimento de “um lar nacional para o povo judaico” na Palestina com a chamada Declaração Balfour. O obstáculo que impediu o processo da independência da Palestina foi, portanto, o privilégio dado aos judeus para a criação do “lar nacional para o povo judaico” nesse país. Após a Declaração Balfour, as organizações judaicas aproveitaram as infraestruturas administrativas e econômicas que o Mandato colocou à sua disposição para acelerar a realização do projeto de criação do Estado judeu na Palestina. Para isso intensificaram a imigração dos judeus da Europa oriental e central, em três momentos principais: em 1919-1923, 1924-1928 e 1932-1940. Em 1931 os judeus eram 174.610 de um total de 1.035.821 habitantes da Palestina. Em 1939, já são mais de 445.000 e em 1946 atingem o número de 808.230 de um total de habitantes da Palestina respectivamente de 1.500.000 e de 1.972.560. Na prática, houve uma ocupação progressiva da Palestina pelos judeus. A maneira como os vencedores da 1ª Guerra Mundial decidiram o destino da Palestina, servindo-se para isso da Liga das Nações, configuram a prepotência que caracteriza as relações internacionais.  

Os palestinos viram a negação do seu direito à independência no patrocínio que deram primeiro a Grã-Bretanha e depois a Liga das Nações ao projeto de criação do lar nacional judaico na Palestina. Os palestinos se sentiram espoliados. Naturalmente, os palestinos se opuseram ao projeto da criação do lar nacional judaico na Palestina desde o primeiro instante – logo que tiveram conhecimento da Declaração Balfour e tentaram, por todos os meios, impedir a sua realização, pois temiam que dela resultasse a sua submissão, não só política, mas também, econômica aos judeus, passando assim do domínio turco para o domínio judaico, com um intervalo britânico. Os palestinos apresentaram protestos contra a Declaração Balfour à Conferência de Paz de Paris e ao Governo Britânico. A primeira manifestação popular contra o projeto de criação do lar nacional judaico na Palestina teve lugar a 2 de Novembro de 1918, primeiro aniversário da Declaração Balfour. Essa manifestação foi pacífica, mas a Resistência logo se tornou violenta, expressando-se em ataques contra os judeus que degeneravam em confrontos sangrentos.  Houve motins em 1920, durante a Conferência de San Remo que distribuiu os Mandatos, em 1921, 1929 e 1933. De modo geral, as erupções de violência eram cada vez mais graves à medida que o Mandato Britânico se prolongava e a colonização judaica se estendia e fortalecia. Os acontecimentos desenrolavam-se segundo uma sequência que se tornou habitual. A Resistência palestina aconteceu também na revolta de 1936-1939. Em abril de 1936, distúrbios locais entre árabes e judeus degeneraram numa revolta generalizada dos palestinos. A revolta já não visava só a colonização judaica. Dirigia-se, sobretudo contra as autoridades britânicas, o poder estrangeiro, de quem os palestinos exigiam a constituição de um governo nacional. As autoridades britânicas responderam com uma repressão violenta e os judeus com represálias. Tendo chegado à conclusão de que os palestinos não renunciariam à independência, os britânicos encararam em 1937 a hipótese de dividir a Palestina em dois estados, um palestino e o outro judaico. Essa solução não satisfazia nenhuma das partes.

Os judeus, que viam com razão nesse plano um desvio da política oficial não só britânica, mas também internacional, não aceitavam a ideia de criar o estado judaico só numa parte da Palestina, o que aparentemente significaria renunciar à reivindicação da totalidade do país. Os palestinos, por sua vez, não renunciavam a seu território. Esta divergência se mantém até os dias de hoje. A diáspora judaica terminou em 1948, quando foi criado o Estado de Israel. Com a formação do Estado de Israel, em maio de 1948, houve a ocupação da Palestina pelos judeus quando muitos deslocados da 2ª Guerra Mundial e refugiados judeus migraram para o novo estado soberano. Estima-se que 170.000 deslocados de guerra e refugiados tenham imigrado para Israel no período entre o final da 2ª Guerra Mundial e o ano de 1953. Estas são as origens do conflito Israel- Palestina. O Estado de Israel foi constituído e se fortaleceu contando com o apoio político e militar das potências ocidentais, especialmente, dos Estados Unidos, que o transformaram em ponta de lança de seus interesses no Oriente Médio. O mapa da Palestina tem se modificado ao longo dos anos com o avanço de Israel sobre o território palestino. Pelo exposto, Israel usurpou, ocupou e construiu prédios em terras que não pertenciam a israelenses e tinham proprietários palestinos regulares e legais. Os palestinos reivindicam estabelecer um Estado Palestino soberano e independente. Uma discussão em torno dessa solução ocorreu durante os Acordos de Oslo, assinados em setembro de 1993 entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que permitiu a formação da ANP (Autoridade Nacional Palestina). Apesar da devolução da faixa de Gaza e de partes da Cisjordânia para o controle palestino, um acordo final ainda precisava ser estabelecido. Para isso, seria preciso resolver os principais pontos de discórdia, que são a disputa sobre Jerusalém, o destino de refugiados palestinos e o fim de assentamentos judeus na Cisjordânia. Apesar de vários outros acordos e planos de paz, como os de Camp David e das negociações do chamado Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, União Europeia, Rússia e ONU), a situação ainda se encontra em um impasse.

Um fato é evidente: a história de Israel tem girado em torno de conflitos com palestinos e nações árabes vizinhas que vêm sendo sacudidos por guerras e confrontos entre judeus e árabes que não concordam com a divisão territorial das antigas terras palestinas como o que se estabelece no momento atual. Desde a criação do Estado de Israel, o conflito que o opõe aos palestinos tem sido o epicentro de um conflito entre Israel e o conjunto dos países árabes, com fortes repercussões mundiais. Houve guerras com o Egito, a Jordânia, a Síria e o Líbano, mas sem que a tensão na região diminuísse. Durante este período, Israel ocupou a península do Sinai, a Cisjordânia, a faixa de Gaza, as Colinas de Golã e o sul do Líbano depois da Guerra dos Seis Dias contra o Egito, a Síria e a Jordânia em 1967.  A evolução do conflito entre judeus e palestinos fez com que Israel conquistasse progressivamente o território da Palestina de 1947 até o momento atual. Esta situação não pode continuar porque é geradora de conflito permanente entre judeus e palestinos. No momento atual, Israel se defronta com os palestinos do Hamas na Faixa de Gaza com seu poderoso exército que vem massacrando civis palestinos com armamentos ultra-avançados. A carnificina que se vê hoje na Faixa de Gaza, nada tem de novidade, porque ela já ocorreu inúmeras vezes no passado em toda a Palestina, embora, desta vez, o horror dos crimes contra a humanidade alcance novos e vergonhosos recordes. Com mais esse morticínio, Israel se afasta cada vez mais da possibilidade de ser aceita pelos seus vizinhos como Estado regular, permanente, nessa região. Para integrar-se aos seus vizinhos do Oriente Médio e sobreviver como nação, Israel depende de ser aceita pelos povos que vivem na Palestina e no mundo árabe. Só há uma solução para o conflito na região: os judeus e palestinos celebrarem a paz e a conciliação. Enquanto não for solucionado este conflito o antissemitismo tende a aumentar e se disseminar pelo mundo.

O antissemitismo está crescendo no mundo devido, em grande medida à postura belicista assumida pelo estado de Israel em relação aos palestinos desde sua criação em 1948. A explicação dada pelos dirigentes de Israel é a de que eles têm agido com violência ao longo da história em resposta à violência dos palestinos e dos países árabes desde a criação do estado judaico.  Entretanto, são os extremistas que têm governado Israel que contribuem para a existência de grupos extremistas entre os palestinos, como o Hamas, entre outros. Para construir a paz entre palestinos e judeus, a iniciativa deveria partir de Israel que só poderá acontecer se o povo judeu em Israel e no mundo inteiro repelir politicamente os setores extremistas que exercem o poder no país e constituir um governo que busque a conciliação dos judeus com o povo palestino. Para acabar com o antissemitismo no mundo, o Estado de Israel e os judeus ricos de todos os países do mundo deveriam colaborar na criação do Estado Palestino e financiar a reconstrução da infraestrutura da Faixa de Gaza e indenizar os palestinos que perderam seus familiares e suas propriedades. Este seria o caminho que permitiria sepultar definitivamente o antissemitismo no mundo e possibilitar a convivência fraterna entre os povos irmãos judeu e palestino.

* Fernando Alcoforado, 83, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017),  Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022), How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023) e A revolução da educação necessária ao Brasil na era contemporânea (Editora CRV, Curitiba, 2023).

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FERNANDO ANTONIO GONÇALVES ALCOFORADO, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022), How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023) e A revolução da educação necessária ao Brasil na era contemporânea (Editora CRV, Curitiba, 2023).

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